Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Convênio garante realização dos XI Jogos dos Povos Indígenas

O Ministério do Esporte e o Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena (ICT) assinaram na última sexta-feira (28) um convênio que destina o repasse de R$ 1,3 milhão para realização dos XI Jogos dos Povos Indígenas. Os jogos são o maior evento indígena das Américas.

O convênio esta em conformidade com o Decreto nº 7.568 de 16 de setembro de 2011, assinado pela presidenta Dilma Rousseff, que estabelece novo padrão de conveniamento entre o governo federal e entidades privadas. Entre as exigências do decreto estão a assinatura do convênio por ministro de Estado e realização de seleção pública.

Com o repasse assegurado pelo Ministério do Esporte, será possível viabilizar a montagem da arena dos jogos, a alimentação e o transporte dos indígenas das aldeias de origem a Porto Nacional, no Tocantins, onde acontecerá a 11ª edição dos jogos, de 5 a 12 de novembro, na Ilha Real, ponto turístico da cidade.

Os Jogos dos Povos Indígenas têm apoio do governo do estado de Tocantins. A parceria garantiu repasse no valor de R$ 300 mil para a construção de 32 ocas, uma espécie de Vila Olímpica Verde que abrigará as delegações representadas por mais de 1,3 mil índios de 38 etnias nacionais.

O maior evento indígena das Américas também tem a colaboração da prefeitura de Porto Nacional. A administração municipal colocou à disposição dos jogos sua infraestrutura local. O Comitê Intertribal é uma organização indígena criada em 1991 com a finalidade de promover a cultura, a espiritualidade e o esporte tradicional indígena. Idealizador dos jogos, o ITC também é responsável pela participação indígena na Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) – Rio + 20, que será realizada no Rio de Janeiro em junho de 2012.

Fonte:

Ministério do Esporte

sábado, 29 de outubro de 2011

CDL Uberlândia realiza mais um workshop Empresa Cidadã 2011

A CDL de Uberlândia realizou na última quarta-feira (26) duas palestras. A ação faz parte do Consciência Ecológica, projeto de extensão do Empresa Cidadã. O objetivo do projeto é despertar a consciência ecológica das empresas quanto à necessidade de se preservar os recursos naturais e de se ter uma postura ética em relação ao meio ambiente e contempla a visita em empresas associadas para o levantamento de informações sobre as ações do cotidiano e, com base nas suas maiores necessidades. A técnica do curso de Engenharia Ambiental da UFU, Márcia Regina Batistela de Moraes, falou sobre Gerenciamento de Resíduos Sólidos e a engenheira agrônoma, gestora ambiental e coordenadora do Núcleo de Educação Ambiental da Prefeitura Municipal de Uberlândia, Mônica Diene Rodrigues Oliveira, sobre “Educação Ambiental e Sustentabilidade”. Além de conferências relacionadas ao meio ambiente, o Workshop recebeu a exposição “Viva Arte” da Associação de Catadores e Recicladores de Uberlândia (ACRU).

FonteBrandpress

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Brasil reciclou 97,6% de latas de alumínio produzidas em 2010


28/10/2011

O Brasil reciclou 97,6% das latas de alumínio produzidas para embalagens de bebidas em 2010, um total de 239 mil toneladas de sucata, o equivalente a mais de 17 bilhões de unidades de latas. De acordo com a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), que divulgaram nesta quinta-feira (27) os resultados, os números de 2010 mostram crescimento de 20,3% na reciclagem e de 21% na produção, em comparação com 2009.

O índice mantém o Brasil na liderança da reciclagem de latas de alumínio para bebidas. No mesmo período, o Japão reciclou 92,6% da produção e a Argentina, 91,1%. Nos Estados Unidos, o índice foi 58,1%, mas o volume de produção é muito maior, cerca de 100 bilhões de latas por ano.

Em 2010, a reciclagem de latas no país movimentou cerca de R$ 1,8 bilhão. Desse total, R$ 555 milhões foram injetados diretamente na coleta. De acordo com o empresariado, o volume de latas de alumínio coletado em 2010 equivale à geração de pelo menos 251 mil empregos no setor.

O MARANHÃO DE SARNEY NÃO TEM JEITO?

Ibama embarga mais de mil hectares de áreas de proteção permanente (APP) no sul do Maranhão

Cerca de 540 km de de bordas de chapada na bacia hidrográfica do rio Mearim, no sul do Maranhão foram vistoriadas pela equipe de fiscalização do Ibama ao longo do mês de outubro. As áreas de chapada destinadas à preservação permanente foram avaliadas e verificou-se a conversão de uso do solo indevida em mais de mil hectares.

Além de embargar as atividades e os produtos existentes nas propriedades, o Ibama aplicou multas que variaram entre R$ 5 e 50 milhões. Essa região é intensamente ocupada por pecuária e por grandes plantações de soja e cana de açúcar.

Ibama/Imperatriz/MA

Foto: Ibama/MA

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

LIMINAR DETERMINA DESOCUPAÇÃO DE BELO MONTE

A Juíza Cristina Collyer Damásio, da 4ª Vara Cível de Altamira, concedeu liminar em favor da Nesa (Norte Energia S.A.) na qual determina a imediata desocupação do principal canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA).

Incentivo ao conhecimento do Meio Ambiente


Com o objetivo de contribuir com os valores culturais da comunidade da região de Sorocaba, o Grupo HL4 Ambiental fará uma ação institucional de doação de livros para a Biblioteca Municipal de Sorocaba. A iniciativa, que acontece com o apoio da Editora IMPETUS, Editora Cortez e Editora Senac, adicionará livros sobre temas diversos e Gestão Ambiental ao acervo da biblioteca, que diariamente oferece uma chance à população do município para desvendar e aprender com o hábito da leitura.
“Ampliar o conhecimento por meio da leitura é uma das coisas mais prazerosas que existem. O livro nos traz oportunidade de ampliarmos nosso vocabulário, sair do lugar comum, dar asas a nossa imaginação e conhecer hábitos e dados de culturas muito diferentes. E tudo isso contribui para nossa melhoria interior”, comenta Herivelto Lopes, presidente do Grupo HL4 Ambiental.
A ação faz parte do cronograma de atividades que antecedem a ECOFAIR - Feira Ambiental de Inovações Regionais (promovida pelo Grupo HL4 Ambiental), em Sorocaba, um dos principais municípios paulistas com grande potencial de economia sustentável. O evento, que apresentará serviços, tendências, cases e propostas focados em Meio Ambiente e Sustentabilidade, acontece entre 16 e 20 de maio de 2012, com a participação de mais de 100 empresas e deve receber cerca de 10 mil pessoas.

PRORROGADO PRAZO PARA RECEBIMENTO DE PROJETOS AO FUNDO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE


por Maria Borba
Ascom/MMA

Brasília (24/10/2011) - O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) prorrogou o prazo limite para inscrições de projetos. A Demanda Espontânea 2011 vai ficar disponível até 4 de novembro. Os interessados deverão acessar a página do Fundo (www.mma.gov.br/fnma) e a do Sistema de Convênios do Governo Federal (Siconv) (www.convenios.gov.br) para obter orientações e instruções detalhadas de como efetuar a inscrição. Uma das chamadas é para o apoio à implementação de Planos de Ação para conservação de comunidades de espécies da fauna ameaçados de extinção.

Este ano, o Fundo vai destinar R$ 3 milhões para os 10 projetos a serem selecionados. Cada um vai receber entre R$ 200 mil e R$ 300 mil e deverá ser executado em 12 meses.Todo ano o conselho lança a Demanda Espontânea com dois temas para apoio a projetos pelo FNMA. Os proponentes deverão ser instituições públicas e instituições privadas sem fins lucrativos.

O FNMA é o fundo de fomento de projetos socioambientais mais antigo da América Latina. Criado em 1989, ele já apoiou mais de 1.400 projetos. Seus recursos são oriundos do Tesouro Nacional e também de 20% das multas de infrações ambientais arrecadadas pelo Ibama e pelo ICMBio.



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

UMA DUCHA NA PRAIA COM ÁGUA DO MAR QUE VIRA ÁGUA DOCE


Instalada no ponto médio entre a maré e o calçadão, em média a 1,50m de profundidade, a Ducha Refresh Brasil suga a água salobra a partir do acionamento manual, beneficia os banhistas, e devolve a água imediatamente a natureza ainda mais pura. A água, naturalmente filtrada pela areia, passa por três escalas de tratamento e cloração, oferece banhos, ilimitados, com a sensação de água doce e reduz 95% da salinidade, 99% das bactérias e coliformes e 10% do pH.

A ducha possui Certificação Sócio-Ambiental e recomendação do IBAMA de Santos/SP. Ecológica, sustentável, leve, desmontável, portátil, estas, entre outras qualidades atraíram um grupo de investidores de São Bernardo do Campo, assim, nos últimos meses, a Refresh Brasil adquiriu personalidade empresarial e linha de produção industrial.

Genuinamente brasileira, a Ducha de Praia Ecológica foi a projetada e pateteada por Armando Fantini, atual gestor técnico da marca, que em exemplo calcula a economia de mais de 1, 8 milhões de litros de água, por dia, na época de alta temporada.

Para Bruno Cardoso, investidor e gestor responsável pela Refresh Brasil, “o que falta são as prefeituras e patrocinadores acreditarem no produto, a ponto de enxergar a viabilidade da ducha no apelo ecológico perante a população, a economia e ao turismo. A nossa ducha oferece economia real, palpável, sem o desperdício da água tratada que em média nacional custa R$ 22,70, pela quantia mínima de dez metros cúbicos, dispensa também o investimento em encanamentos”.

“A questão das duchas nas praias, para as Prefeituras, é um problema muito sério porque, por mais que se invista em sistemas que corte o jato, as duchas acabam estragando e a água vai embora. Na região sul que o inverno é rigoroso, quando chega o frio as pessoas não usam as praias e os equipamentos acabam vandalizados, daí a opção da Refresh Brasil é interessante porque as duchas podem ser retiradas e utilizadas no próximo verão” ressalta Bernardi, do Bandeira Azul no Brasil.

A certificação das praias e marinas, nos países europeus, tornou-se referência para a prática do turismo. A parceria Refresh Brasil e Bandeira Azul visa estimular o turismo em benefício às praias brasileiras enquanto vitrine da ducha de praia ecológica e de novos produtos derivados que estão por vir, como o irrigador de praia para quadras de vôlei, tênis e futebol de areia.

Para especialista, lixo passará de ameaça a oportunidade


Brasil perde cerca de R$ 8 bilhões por ano com a falta de reciclagem. O conceito de Central de Tratamento de Resíduos chega para reverter esta situação

Após duas décadas tramitando no Congresso, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em agosto de 2010, representa um importante consenso envolvendo as partes dos ciclos da produção de resíduos sólidos no Brasil, além de governo e sociedade civil.

Para Julius Stepansky, diretor de Operações da Haztec, o estabelecimento de um marco regulatório para a gestão desses materiais proporcionará benefícios ambientais, sociais e econômicos sem precedentes. “Segundo o IBGE, mais de 70% dos resíduos gerados no Brasil são destinados a lixões ou similares, sem qualquer tipo de tratamento”, ressalta o executivo. “Com a nova lei, a partir de agosto de 2014 nenhum lixo poderá ser despejado a céu aberto em todo o país”.

A PNRS determina outras metas ambiciosas e necessárias, como a implantação de coleta seletiva em todos os municípios brasileiros e a geração de trabalho, emprego e renda. No caso da coleta, dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB/2008) revelam que 994 cidades dispõem desse serviço, ou seja, apenas 18% dos municípios em todo o território brasileiro.

Além dos benefícios ambientais e sociais, existe o valor econômico dos resíduos. Em estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, descobriu-se que o país perde cerca de R$ 8 bilhões por ano com a falta de reciclagem.

Segundo Stepansky, o manejo racional e eficiente dos resíduos sólidos deixou de ser uma solução distante, futurista e ignorada. “A cada dia, estamos mais próximos de uma realidade onde o lixo passará de ameaça para oportunidade. No Brasil, está se popularizando o conceito de Central de Tratamento de Resíduos (CTR), considerada como a solução mais segura, moderna e eficiente para tratar diversos tipos de resíduos e para permitir a extinção definitiva dos lixões”, observa Stepansky.

Uma CTR é formada por um conjunto de tecnologias que evitam a poluição do solo, ar e água. Formada basicamente por um aterro sanitário que traz consigo um eficiente sistema de impermeabilização do solo, uma CTR tem a capacidade de transformar o chorume em água de reuso e o biogás gerado pelo metano em energia elétrica. Une-se a essas soluções a possibilidade de tratar resíduos da saúde, da indústria e entulho e ainda de abrigar ações de educação ambiental.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Serviços Florestais do Brasil e dos EUA buscam cooperação em identificação de madeira

Trabalho feito por pesquisadoras do Laboratório de Produtos Florestais do SFB chamou a atenção de especialistas norte-americanos. EUA também desenvolvem estudos que podem resultar em parcerias


Os laboratórios de produtos florestais do Serviço Florestal Brasileiro (LPF/SFB) e do Serviço Florestal Norte-Americano (FPL/USFS), um dos mais respeitados da área, poderão realizar parcerias em estudos voltados à identificação de madeira, que podem ter aplicação na fiscalização do transporte ilegal do produto.

As pesquisadoras do SFB Vera Coradin e Tereza Pastore visitam o FPL/USFS desde segunda-feira, 24, para apresentar projetos desenvolvidos no país e conhecer aqueles realizados pela instituição dos EUA para avaliar interesses comuns e possíveis cooperações.

“O intercâmbio entre os dois laboratórios existe desde a criação do LPF. No momento, temos bastante interesse em executar alguns projetos de pesquisas em cooperação com o FPL para tentarmos resolver alguns casos muito difíceis de identificação de madeira como acontece com as espécies do gênero Dalbergia – da qual faz parte o Jacarandá da Bahia, por exemplo –, usando tecnologia de Espectroscopia de Infravermelho Próximo (NIRS)” relata Tereza.

O Laboratório de Produtos Florestais (LPF) do SFB é pioneiro em pesquisas com uso de luz infravermelha para diferenciar espécies de madeira tropicais. Com este método, o LPF realizou pesquisa para distinguir o mogno, que está ameaçado de extinção, de outras três espécies bastante parecidas. O estudo, coordenado por Tereza Pastore, foi o primeiro com madeira tropical a ser publicado em uma revista científica internacional.

O LPF também desenvolveu uma chave eletrônica interativa para identificação de madeiras com informações de 157 espécies comerciais do Brasil, principalmente da Amazônia. O programa, elaborado sob coordenação de Vera Coradin, já foi utilizado em cursos para agentes do Ibama e da Polícia Federal e vem sendo usado como material didático em cursos de graduação do país.

Já o laboratório de Produtos Florestais dos EUA possui expertise em fluorescência de madeiras, propriedade que, somada a outras, aumenta a quantidade de elementos disponíveis para analisar espécies de madeiras. A instituição norte-americana tem ainda a maior coleção de madeiras (xiloteca) do mundo, material que serve de referência para pesquisas na área.

A identificação da madeira é uma das principais ferramentas para coibir o comércio ilegal do produto. Fraudes comuns consistem em transportar uma espécie não autorizada ou proibida de corte como se fosse outra madeira sem qualquer restrição.

Estima-se que 10% das importações norte-americanas de produtos florestais sejam derivadas de material com “alto risco” de origem ilegal. No esforço por combater o comércio ilegal, pesquisadores de várias partes do globo buscam novas formas de identificar madeira que se complementem, inclusive com análises químicas como a espectroscopia de infravermelho próximo e até de DNA.

Jardim Botânico de NY
A agenda da viagem de duas semanas das pesquisadoras do SFB aos EUA inclui também atividades com o Jardim Botânico de Nova York. Nesta visita, as pesquisadoras farão contatos com taxonomistas da instituição.

ECO BUSINESS 2012

A Mes Eventos, empresa que há 15 anos idealiza eventos com foco no desenvolvimento sustentável e nas ações sociais, fechou parceria com a Mastran Business Fairs, promotora de feiras, consultoria e representação de grandes eventos nacionais e internacionais para a realização da Eco Business 2012, Congresso e Feira de Econegócios e Sustentabilidade que acontecerá entre 14 a 16 de agosto de 2012 no Centro de Convenções Imigrantes, em São Paulo.

A Eco Business tornou-se referência e fonte de informação no desenvolvimento da gestão sustentável, pois apoia o setor empresarial brasileiro na busca pela implementação constante da sustentabilidade, contribuindo e impulsionando empresas, produtos e serviços que gerem ganho ambiental.

O evento tem como Diretora Executiva, a experiente Lia Motilinsky que conta com o apoio direto de Ricardo Guggisberg – idealizador da feira e presidente da Mes eventos e de Marco Antonio Mastrandonakis – diretor Presidente da Mastran.

MANIFESTO REPUDIA AÇÕES DA PREFEITURA DE EMBU DAS ARTES


Vinte entidades assinam MANIFESTO PÚBLICO contra as mentiras veiculadas pela

Prefeitura de Embu das Artes no processo de Revisão do Plano Diretor da cidade

O Movimento Salve Embu das Artes acaba de lançar o Manifesto informando que a Prefeitura de Embu das Artes (SP) divulga mentiras sobre o Plano Diretor da cidade. O Manifesto, veiculado na Internet, redes sociais e na cidade, é acompanhado de um abaixo-assinado e aponta que a Prefeitura age de forma antidemocrática no processo de revisão do Plano Diretor, pois “ao invés de explicar à comunidade o que é um Plano Diretor, qual a sua importância, a Prefeitura: realizou reuniões insuficientes ou showmícios para colher aplausos; ignorou a participação da população e das lideranças de entidades civis nos Conselhos Decisórios; direcionou reuniões; publicou documentos incompletos e não respeitou prazos ou datas, o que são práticas antidemocráticas.” Além disso, o documento informa que “o site da Prefeitura de Embu na internet vem divulgando uma série de inverdades a respeito do processo de revisão do Plano Diretor em Embu das Artes”.

Indignados com as informações divulgadas pela Prefeitura e pela forma como o poder público vem administrando a cidade, o Movimento Salve Embu das Artes se organiza e cresce para defender os valores Culturais, Artísticos, Ambientais e Humanos da cidade, encorajando os cidadãos do Brasil e moradores da cidade para ir à luta, pois Embu não está à venda! Vinte entidades assinaram o Manifesto: ABAC – Agência Brasileira de Apoio à Cultura, Associação ACORDE – Oficina para o Desenvolvimento Humano, Associação Amigos de Bairro das Chácaras Bartira, Associação dos Amigos do Parque das Artes, Associação de Moradores e Proprietários do Jardim Colibri, Associação Ecoexistir, Campanha Billings Te Quero Viva, Casa de Cultura Santa Tereza, Condomínio Vila Real do Moinho Velho, IBIOCA Nossa Casa na Terra, GPME – Grupo de Preservação dos Mananciais de Eldorado, Grupo Ecológico Calangos da Mata, MDGV – Movimento em Defesa da Granja Viana, Movimento Defenda São Paulo, PROAM-SP Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental, Residencial Guancan, SEAE – Sociedade Ecológica Amigos de Embu, SESBRA – Sociedade Ecológica de Santa Branca, Sociedade Ecológica de Santa Poranga, Voto Consciente – Cotia.

Vale lembrar que duas Audiências Públicas foram canceladas pela Justiça, nos dias 27 de junho e 18 de julho, pois foram denunciadas irregularidades. A Dra. Denise Cavalcante Fortes Martins, Juíza de Direito da 3ª Vara do Fórum da Comarca de Embu, suspendeu as Audiências Públicas por meio de Liminares Judiciais e indicou que nenhuma outra Audiência Pública deve ser agendada até o final do julgamento da ação principal ou de nova ordem judicial. O processo continua tramitando na Justiça.

Prorrogado prazo para recebimento de projetos ao Fundo Nacional do Meio Ambiente

Prorrogado prazo para recebimento de projetos ao Fundo Nacional do Meio Ambiente

por Maria Borba

O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) prorrogou o prazo limite para inscrições de projetos. A Demanda Espontânea 2011 vai ficar disponível até 4 de novembro. Os interessados deverão acessar a página do Fundo (www.mma.gov.br/fnma) e a do Sistema de Convênios do Governo Federal (Siconv) (www.convenios.gov.br) para obter orientações e instruções detalhadas de como efetuar a inscrição.

Este ano, o Fundo vai destinar R$ 3 milhões para os 10 projetos a serem selecionados. Cada um vai receber entre R$ 200 mil e R$ 300 mil e deverá ser executado em 12 meses.Todo ano o conselho lança a Demanda Espontânea com dois temas para apoio a projetos pelo FNMA. Os proponentes deverão ser instituições públicas e instituições privadas sem fins lucrativos.

O FNMA é o fundo de fomento de projetos socioambientais mais antigo da América Latina. Criado em 1989, ele já apoiou mais de 1.400 projetos. Seus recursos são oriundos do Tesouro Nacional e também de 20% das multas de infrações ambientais arrecadadas pelo Ibama e pelo ICMBio.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

UM PRIMEIRO PASSO PARA A CONSTRUÇÃO DE ESTRADAS SUSTENTÁVEIS

A DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S.A. formalizou sua associação ao Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), em reunião realizada na sede da empresa. A entrada da DERSA ao CBCS havia sido aprovada pelo Conselho de Administração da companhia, dia 22 de setembro. O Termo de Filiação foi assinado pelo presidente da DERSA, Laurence Casagrande Lourenço, e a diretora da CBCS, Diana Csillag.

“Integrar o CBCS é a formalização do compromisso da empresa em adotar e valorizar e implementar conceitos e práticas sustentáveis”, disse Laurence. “Que a companhia, junto com seus parceiros, trabalhe, de forma sustentada, o ecologicamente correto, o socialmente justo e o economicamente viável.”

O CBCS, constituído como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), foi criado há quatro anos. A entidade tem entre seus associados profissionais, empresas e entidades de toda a cadeia produtiva e de setores que integram a construção civil.

A diretora da organização, Diana Csillag, disse que a filiação da DERSA é oportuna, pois o CBCS está iniciando trabalho, com foco voltado para a logística de infraestrutura no transporte urbano. “Esse é um momento único”, disse. “A participação da DERSA vai ajudar na abertura desse fórum, um Comitê Temático para discutir a infraestrutura urbana”, afirmou.

Entre os conceitos defendidos pela organização está o de projetar empreendimentos, utilizando técnicas que permitam uma construção mais econômica, menos poluente e que impacte o meio ambiente de forma menos agressiva, evitando danos à fauna e ao ecossistema local.

Os projetos de obras da DERSA se destacam pela adoção de conceitos e práticas sustentáveis, algumas inéditas na construção de rodovias. Uma dessas soluções é o Sistema de Contenção de Produtos Perigosos, implantado no Rodoanel Sul, inaugurado em março de 2010.

Nesse sistema, caixas de contenção, integradas ao sistema de drenagem, impedem que em caso de acidente com derramamento de líquido tóxico o material chegue às Represas Represas Billings e Guarapiranga.

Escolas de Ouro Preto (MG) recebem a Caravana Ambiental

O público-alvo da Caravana são alunos do Ensino Fundamental de escolas municipais e estaduais da sede e dos distritos, cursando 3º, 4º e 5º anos prioritariamente. No total, serão contempladas 38 instituições de ensino de Ouro Preto. “Estamos abrindo as portas para que as crianças possam aprender a respeitar os nossos animais e as nossas florestas. Queremos impedir que pais, amigos, parentes e eles mesmos possam prejudicar o ambiente”, explicou o secretário de Educação, Júlio Cesar de Oliveira.

“Esperamos, cada vez mais, ter uma Ouro Preto onde a gente consiga conviver em nossas casas com o canto dos passarinhos e com a presença dos animais”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Ronald Guerra (Roninho). Ele destacou que a cidade tem uma paisagem natural bastante rica e com várias unidades de conservação, por isso é necessário evitar a presença do caçador.

A representante da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), Dalci Ricas, explicou por que Ouro Preto foi selecionada para receber a Caravana: “Nós conhecemos o interesse que a Prefeitura tem pela questão ambiental; portanto, consideramos um bom lugar para levar essa mensagem de respeito à biodiversidade”.

A iniciativa é uma parceria entre a Amda e a Vale, com o apoio da Prefeitura de Ouro Preto, por meio das secretarias de Educação e de Meio Ambiente. A Caravana está prevista para iniciar suas atividades no próximo mês.

domingo, 23 de outubro de 2011

Ibama autoriza manejo de fauna em aeroportos


Os principais aeroportos do país estão mais seguros. O Ibama, por meio da Coordenação de Gestão do Uso de Espécies de Fauna (Coefa), da Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas (DBFlo), autorizou desde junho a implantação de Planos de Manejo de Fauna (PMF) em 10 aeroportos internacionais. O primeiro a receber o PMF foi o Juscelino Kubitschek, de Brasília/DF, seguido pelo Galeão, no Rio de Janeiro/RJ. Também receberam autorização os aeroportos de Val-de-Cans, em Belém/PA; Eduardo Gomes, em Manaus/AM; Marechal Rondon, em Cuiabá /MT; Zumbi dos Palmares, em Maceió/AL; Salgado Filho, em Porto Alegre/RS; Gilberto Freyre, em Recife/PE, Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador/BA); e Pinto Martins, em Fortaleza/CE. Planos de manejo de outros aeroportos estão em fase de elaboração por parte da Infraero.

“O objetivo do plano é diminuir choques entre aviões e aves, dando maior segurança ao usuário do transporte aéreo, evitando acidentes e perda de vida humana”, disse o diretor da DBFlo, Reginaldo Anaissi Costa. Segundo ele, o manejo de fauna em aeroportos civis e militares é uma preocupação mundial e muitos países do mundo já contam com um plano em seus principais aeroportos ou estão trabalhando contra o tempo para desenvolvê-los. “Como exemplo, durante a decolagem do Airbus A-320, da US Airways em 2009, em Nova York, Estados Unidos, as turbinas sugaram vários aves, e, sem potência, o avião caiu no rio Hudson”, lembrou Reginaldo. Os planos também reduzem danos à fauna e despesas com manutenção das aeronaves.

Para diminuir o risco de acidentes envolvendo aves e aeronaves, há quatro linhas de ação. A primeira linha de ação é o manejo ambiental, ou seja, alterar o ambiente dos aeroportos de maneira a impedir a entrada ou reduzir os atrativos que fazem os animais procurarem as proximidades do aeroportos para fixarem residência ou apenas procurarem comida e abrigo. Simultaneamente com as modificações do ambiente, utiliza-se uma segunda linha de ação, que é o manejo das espécies-problema através de técnicas de afugentamento: fogos de artifício; uso de sons que as aves vocalizam alertando da presença de predador; uso de luzes potentes ou espelhos para amedrontar; uso de cães treinados para correr e espantar; falcoaria (afugentamento); uso de falcão robô, entre outras técnicas;

Uma terceira linha de ação pode ser utilizada, caso as anteriores não tenham mostrado resultados satisfatórios: a captura (armadilhas ou falcoaria) e soltura em locais distantes. Por fim, caso nenhuma das técnicas anteriores tenha demonstrado resultados satisfatórios ao longo do tempo, e persistindo o risco de acidente aeroviário, pode-se utilizar a quarta linha de ação: o abate seletivo e criterioso, que só deve ser utilizado após esgotadas todas as demais alternativas, representando o último recurso a fim de evitar que centenas de vidas humanas se percam em um desastre aéreo.

Embora não noticiados pela imprensa, todas as semanas são reportados às autoridades aeronáuticas brasileiras incidentes de choques aeroviários entre aeronaves e aves, a maioria de pequena gravidade e sem maiores consequências. De qualquer forma, após a colisão, o avião só pode ser liberado após severa vistoria. Mesmo que o choque entre aviões e aves não resulte na queda do avião, os prejuízos provocados são de grande valor, sem falar nos transtornos nos aeroportos. Se o choque danificar a turbina, o piloto, por precaução, deve decretar emergência e ejetar dezenas de toneladas de combustível para que o pouso seja possível.

Uma vez em emergência, a prioridade de pouso passa a ser da aeronave danificada e todos os demais aviões em voo devem circular o aeroporto aguardando a oportunidade de pouso. Chegadas e partidas são atrasadas, provocando uma série de atrasos em sequência ao longo do dia. Após o pouso do avião danificado, a companhia aérea deve dispor de outro avião ou alocar os passageiros em voos de outras companhias ou hospedar os passageiros. Cada hora que a aeronave passa no pátio do aeroporto tem um custo e o conserto pode demandar a solicitação de técnicos e peças originárias de outros países. A companhia aérea ainda pode ser multada por ter atrasado voos de outras companhias e, no final, o prejuízo alcança a casa dos milhões de reais.

O Plano de Manejo de Fauna abrange uma área circular de 20 km de distância em torno do aeroporto, onde são verificadas como são conduzidas as atividades com alto potencial de atração de aves, como abatedouros clandestinos e lixões. A segurança de passageiros e tripulações de aeronaves, sejam elas civis ou militares, não é responsabilidade exclusiva das autoridades do setor aéreo, mas também das autoridades locais, estaduais e federais quanto à observação do adequado zoneamento de atividades no perímetro urbano, o parcelamento do solo e a destinação correta dos resíduos sólidos.

A população também possui sua parcela de responsabilidade, devendo destinar lixo e entulho em lugar apropriado e não abandonar seus animais de estimação nas cercanias ou no interior de aeroportos. Além de configurar crime previsto em lei, o abandono de animais no interior de aeroportos representa risco de acidentes com aeronaves.

Coefa/DBFlo/Ibama

sábado, 22 de outubro de 2011

Especialista apresenta modelo para avaliar floresta após o manejo


Serviço Florestal Brasileiro promove seminário sobre modelagem de florestas tropicais, utilizando dados sobre ganho de biomassa em floresta manejada obtidos ao longo de 30 anos e monitoramento

Um dos maiores especialistas em métodos para avaliar o crescimento da floresta após o manejo, o inglês Denis Alder, será o palestrante de um seminário que o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) promove nesta sexta-feira, 21.

Alder apresentará os dados de ganho de biomassa em áreas da Floresta Nacional (Flona) do Tapajós, no Pará, a partir de um modelo matemático desenvolvido por ele, chamado de Cafogrom.

As informações usadas na simulação matemática cobrem um período de 30 anos de manejo florestal, ou seja, um ciclo de corte inteiro (período entre a primeira e a última colheita de árvores) e foram formuladas pelo especialista e pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental (Belém-PA), a partir de consultoria firmada pelo Projeto BR-163: Floresta, Desenvolvimento e Participação.

Até então, só havia dados da simulação com informações que cobriam 15 anos de manejo florestal e não permitiam uma visão global da recuperação da floresta após um ciclo de corte completo. A primeira simulação com o modelo Cafogrom foi feita em 1990 e usava informações sobre manejo obtidas a partir de 1975.

Para atualizar o Cafogrom, Alder levou em consideração a atual regulamentação brasileira sobre manejo florestal em relação aos ciclos de corte, intensidade de exploração, tratamentos silviculturais e as restrições para seleção de árvores a colher.

Segundo o diretor de Pesquisa e Informações do Serviço Florestal, Joberto Freitas, o modelo desenvolvido pelo especialista pode ser útil na avaliação do manejo nas áreas sob concessão florestal.”Poderemos projetar o crescimento da floresta”, diz.

O trabalho de Alder no Brasil foi realizado em parcelas permanentes - áreas onde não há atividade madeireira e que servem de referência para comparar a floresta manejada com aquela sem intervenção – da Embrapa Amazônia Oriental na Flona do Tapajós.

Serviço
Apresentação de modelo matemático com dados de 30 anos de manejo na Flona do Tapajós

Horário: 15h
Local: auditório do Cenaflor/SFB
Endereço: SCEN Av. L4, Trecho 2 – Cenaflor (complexo do Ibama)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Gato do mato e veado são fotografados em área adotada em Santa Catarina



Registro comprova a conservação da biodiversidade na propriedade

Um gato-do-mato-pequeno e um veado foram flagrados, em uma propriedade em Urubici, Santa Catarina. Os registros foram feitos nos dias 30 (19h24) e 31 (1h38) de julho, respectivamente, mas as imagens só foram vistas recentemente. A propriedade Portal Água Branca, área em que os animais foram fotografados, há quatro meses faz parte do Programa Desmatamento Evitado (PDE) da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS).

A câmera oculta foi comprada com a verba disponibilizada pelo PDE, que nesse caso é apoiado pela HSBC Seguros. “Logo que adquirimos o equipamento, dois dias depois já tivemos a surpresa de ter o gato do mato fotografado a 150 metros da sede, bem pertinho, em uma área fechada com araucárias e entre a beira de um rio e paredões”, conta Elias Rodrigues Antônio, proprietário do Portal Água Branca.

Elias afirma que antes da foto não tinha conhecimento de que havia um gato do mato circulando em sua propriedade. “Veado, tatu, macaco bugio, macaco prego e vários tipos de aves eu sabia que tinha porque já vi. Inclusive, sei que tem um puma aqui também, isso eu descobri por relatos de moradores do entorno e por resquícios de alimento vistos na propriedade (carcaça de tatu). O gato do mato foi uma surpresa e agora eu quero filmar o animal, já coloquei até uma vara de bambu de 1 metro de comprimento em frente à câmera para ter uma dimensão do tamanho dele”, diz.

O gato-do-mato-pequeno encontra-se em status vulnerável no país, segundo o Livro Vermelho da Fauna Ameaçada no Estado do Paraná. De acordo com Denilson Cardoso, coordenador do PDE, essa aparição é importante porque o gato-do-mato-pequeno não é uma espécie comum de ser encontrada. “Isso demonstra que a conservação das áreas pode nos trazer inúmeras surpresas e que a ação de proteção que estamos fazendo é significativa, maior do que conseguimos ver de imediato. Propriedades como essa poderiam servir de grande sitio de pesquisa para universidades”, ressalta.

Considerado o menor dos felinos brasileiros, seu peso, quando adulto, fica entre dois e três quilos. É noturno, aparentemente solitário, com hábitos terrestres e bastante agilidade. O animal alimenta-se de pequenos mamíferos, pássaros, lagartos e grandes insetos.

Além do gato-do-mato-pequeno, a câmera oculta também registrou um veado na propriedade, mas, por causa da qualidade da foto, não foi possível identificar a espécie.


NA TERRA DOS SARNEYS MORADORES RECLAMAM DOS IMPACTOS DE OBRAS DO GOVERNO


Data: 19/10/2011

As principais denúncias são de desvalorização dos imóveis a serem desapropriados e degradação ambiental e de monumentos históricos

Engana-se quem pensa que os megaprojetos implantados pelo governo Roseana Sarney (PMDB) ou com sua permissão façam eco aos versos de João do Vale: “corda só quebra no fraco/ Deus quando dá a farinha/ o diabo vem e rouba o saco”. Não são só quilombolas e indígenas que sofrem no interior do estado na “guerra” por terra e direitos, nem os moradores da Vila Cristalina, na capital, com a implantação do Shopping da Ilha. A classe média também se sente ameaçada. Parecem escapar apenas os envolvidos na execução da obra – em curto prazo.

Um grupo de moradores da Vila Vinhais Velho, área que será “atingida” – não há outro termo – pela Via Expressa, procurou, na manhã de ontem (17) a Cáritas Brasileira Regional Maranhão.

O Vinhais Velho localiza-se próximo ao Recanto dos Vinhais, em São Luís. Lá habitam 600 famílias, num contingente populacional de aproximadamente 3 mil pessoas, em área remanescente de aldeamento indígena. Parte das famílias complementa sua renda com atividades como pesca, extrativismo de caranguejo e coleta de frutas. Os moradores listaram à Cáritas o patrimônio ameaçado pelo avanço da Via Expressa: a secular Igreja de São João Batista (que completará 399 anos no próximo dia 20 de outubro), o Cemitério do Vinhais Velho (datado do século XVIII), um porto (construído no Governo Newton Belo, 1961-1966), a Escola Municipal Oliveira Roma, diversas fontes naturais que abastecem a comunidade (além de servir como atrativo turístico) e reservas naturais com mangues, juçarais e ipês entre outras.

A Cáritas, organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), está entre os órgãos, entidades, instituições e organizações que estão sendo convidados para um café da manhã no próximo sábado, dia 22, às 8h. O evento público está sendo chamado por eles de Café da Resistência. A ideia dos moradores é denunciar a forma desrespeitosa e o pouco caso com que as coisas estão sendo tratadas pelo Governo do Estado.

“Já se ouve o bate-estaca na Cohama. A Sinfra, representando o Governo do Maranhão, tem jogado lá embaixo o valor da avaliação dos imóveis: em geral entre 28 e 30 mil reais. Os funcionários têm aterrorizado os moradores, dizendo coisas como ‘não estamos aqui para discutir valores sentimentais’”, contou Maria José Alves, uma das moradoras que visitou a sede da Cáritas.

Segundo as denúncias dos moradores, a Secretaria de Estado de Infraestrutura não tem levado em conta o tamanho do terreno, querendo indenizar apenas as “benfeitorias”, o que contraria o artigo 5º., inciso XXIV da Constituição Federal: “a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição”. Os tratores “de volta ao trabalho” querem passar por cima até da carta magna.

Ainda segundo o grupo de moradores, as avaliações dos imóveis estão sendo feitas por uma empresa terceirizada pela Caixa Econômica Federal: “O Governo do Estado e a CEF fizeram um contrato, e esta terceirizou o serviço e só tem avaliado as melhorias, a área edificada, colocando em xeque a credibilidade de uma instituição como a CEF”, afirmou José João Amorim. Para ele, “o que mais revolta a comunidade é que nada é respeitado. Nem o Estatuto do Idoso”.

Diante do quadro, os moradores do Vinhais Velho procuraram o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Maranhão (CREA/MA). Técnicos do órgão constataram as suspeitas da população: os valores propostos a título de indenização estão aquém do que valem os imóveis. “Para você ter uma ideia, o CREA não tem uma cópia do projeto da Via Expressa”, afirmou Maria José, proprietária de uma granja, que também vem recebendo pressão para aceitar o “pouco-mais-ou-nada” oferecido pelo Governo do Maranhão. A ela, por seu imóvel, foi oferecido menos de um quarto do valor avaliado pelo CREA. “Vocês estão com vontade é de ver os tratores derrubando suas casas e ficarem sem nada”, aterrorizam os responsáveis por abrir as picadas por onde a Via Expressa passará. Segundo eles, portam documentos que os autorizam a tal e estão cumprindo ordens.

“Nenhum de nós é contra o progresso, mas o governo não tem se preocupado com a vida social da população. Do jeito que as coisas estão acontecendo, ou do jeito que eles [o Governo] querem que aconteça, trata-se de despejo puro e simples”, afirmou Carlos Magno Penha, outro morador que organiza o Café da Resistência.<

Fonte: Portal Vermelho em 18/10/2011

Lixo hospitalar dos EUA representa risco ao meio ambiente

Recife (20/10/2011) - O lixo hospitalar vindo dos Estados Unidos e apreendido na semana passada que tinha como destino uma empresa do pólo de confecção do Agreste pernambucano não provoca apenas prejuízos econômicos e no campo da saúde. Os especialistas também apontam o risco que o material pode causar para o meio ambiente. Para o coordenador de Emergência Ambiental do Ibama Pernambuco, Gustavo Moreira – responsável pela operação que autuou a empresa que importava o lixo hospitalar americano, o material precisa ser devolvido aos Estados Unidos e não incinerado, como forma de evitar a contaminação da camada de ozônio.

“A atuação do Ibama é no sentido de devolver as 46 toneladas do material apreendido nos contêineres aos Estados Unidos. Quanto aos cerca de 25 toneladas que encontramos e interditamos nas três unidades da empresa que importava o material, infelizmente não tem como devolver. A alternativa é contratar uma empresa especializada em incineração para que o procedimento seja feito com o mínimo de danos para o meio ambiente”, explicou Moreira.

Segundo o especialista, a empresa já recebeu outros seis contêineres dos Estados Unidos de produtos com as mesmas características. Moreira explicou ainda que entre os objetos apreendidos estão botas, máscaras, lençóis e fronhas, alguns deles com resíduos de sangue, fezes e urina. Ao interditar a empresa pernambucana, o Ibama autuou as suas três unidades - Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru e Toritama – em R$ 2 milhões cada pelos danos causados ao meio ambiente.

O navio que fez o transporte também está sendo multado em R$ 2 milhões. Por enquanto, ainda não é sabido o que vai acontecer com a empresa americana, já que os Estados Unidos não assinou a Convenção de Basileia, que estabelece mecanismos de controle transfronteiriço de resíduos perigosos e sua destinação, o que isenta o país de seguir as regras adotadas pelos demais países, incluindo o Brasil, que aderiram ao documento internacional.

“O que há é uma articulação via Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores e agora governo de Pernambuco para que o material apreendido seja de fato devolvido e, de alguma forma, responsabilizar a empresa americana”, finalizou Gustavo Moreira.

Ibama/PE

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mais de 4 mil sacas de carvão nativo são apreendidas no sertão pernambucano

Brasília (19/10/2011) – A Operação Mandacaru já apreendeu mais de 4 mil sacas de carvão nativo extraído ilegalmente de cerca de 200 ha de caatinga do sertão de Pernambuco, no município de São José do Belmonte. O material vegetal estava sendo estocado em pátios de fazendas produtoras e seria comercializado em Minas Gerais. Foram lavrados 15 autos de infração por desmatamento ilegal e produção e comércio de carvão ilegal e as multas somam mais de R$ 133 mil.

A operação foi desencadeada após denúncia recebida no Escritório Regional de Salgueiro e segundo o coordenador da ação de fiscalização, Josenilton José dos Santos, “antigamente havia uma siderúrgica no município, que consumia localmente o carvão, mas foi fechada há anos. Há indícios de que esse carvão abasteceria o polo siderúrgico mineiro.” O carvão ilegal apreendido foi doado para instituições filantrópicas, associações comunitárias e prefeituras do sertão pernambucano, que distribuirão o material para a pessoas cadastradas nos programas sociais dos Governos Federal, Estadual e Municipais.

Ascom – Ibama

Foto: Josenilton José dos Santos – Ibama

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mutirão do Lixo Eletrônico em São Paulo


A loja da C&C Casa e Construção, localizada na Av. Dr. Chucri Zaidan, iniciou hoje 17 de outubro a campanha de coleta de lixo eletrônico. As pessoas podem levar à loja aquele equipamento que não funciona mais. Todos os materiais serão processados e seus componentes receberão a destinação correta. Desde o início da Campanha, na loja da Marginal Tietê, já foram coletados mais de cinco toneladas (5.000 Kg) de material eletrônico. O objetivo agora é estender a coleta para outras lojas da C&C. Além da Campanha a C&C, em parceria com a Agência Conversa Sustentável e com a Reciclo Metais, irá promover um Workshop sobre sustentabilidade para empresas que ficam no entorno da loja. O intuito é compartilhar as experiências e os resultados com outras organizações.

Aquele computador que não funcionam mais, celulares que iriam para a lixeira e todos aqueles aparelhos eletrônicos que chegaram ao fim de sua vida podem ser levados à loja. Essa iniciativa faz parte doPrograma de Sustentabilidade C&C. A ideia é recolher materiais eletrônicos que possivelmente iriam ser descartados de maneira incorreta, indo parar em lixões e causando muito mais impactos. A coleta visa conscientizar as pessoas sobre a importância de dar ao lixo eletrônico a destinação correta. Esses equipamentos não podem ser tratados da mesma forma que o lixo comum. Os aparelhos eletrônicos contêm partes que podem ser reutilizadas e recicladas. Além disso, contém metais pesados e outras substâncias que podem contaminar o solo. Ao invés de acumularem-se nos lixões e provocarem diversos problemas os equipamentos que forem coletados na loja C&C vão receber um novo ciclo de vida. Receberão os devidos cuidados por uma empresa especializada nesses processos, a Reciclo Metais, e seus componentes serão reciclados, o que diminui o impacto ambiental, gera empregos e renda. O Programa de Sustentabilidade C&C: Recolhimento de Lixo Eletrônico visa promover os valores da sustentabilidade e a conscientização de seus clientes em dar uma destinação correta para o Lixo Eletrônico. A ideia é que a partir de 2012 sejam implantados pontos fixos de coleta.

Qualquer pessoa pode depositar o lixo eletrônico na loja sem custo algum. Em seguida a Reciclo Metais, irá coletar e processar estes materiais. Ao final do processo, para garantir que todo o equipamento recebeu o tratamento correto, a empresa emitirá o Certificado de Destinação Adequada. Este certificado ficará exposto na loja para que qualquer interessado tenha acesso.

Os materiais a serem coletados são:

Computadores (Monitores, Mouses, Teclados, CPU’s); Servidores; Notebooks; Modens; Hub’s; Telefones Celulares (Aparelhos, Carregadores); Impressoras, Scaners; Aparelhos Telefonia Fixa; Fax; Microsystem; DVD’s; Vídeos Cassetes; Câmeras (Vídeo e Fotográficas); Cabos; Estabilizadores; Nobreaks; Roteadores; Home Theaters; Projetores; Calculadoras; Agendas Eletrônicas

SFB recebe missão da FAO para tratar do Inventário Florestal Nacional



O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) recebe entre terça e sexta, 18 a 21/10, uma missão da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para tratar do Inventário Florestal Nacional (IFN), iniciativa do governo brasileiro para levantar a qualidade e quantidade das florestas no país.

As duas entidades vão trabalhar em conjunto nas atividades de implementação do IFN que envolvem recursos de aproximadamente 9 milhões de dólares disponibilizados pela organização Global Environment Facility (GEF). O GEF fornece subsídios aos países em desenvolvimento para projetos que auxiliem a enfrentar os desafios ambientais globais e a promover meios de ações sustentáveis.

A FAO é quem irá operar os recursos financeiros do Projeto GEF, como foi denominada a ação de apoio técnico e financeiro ao Inventário Florestal Nacional com recursos da organização. “A missão da FAO vem conhecer o Serviço Florestal e sua estrutura no que se refere às atividades do IFN”, afirma o diretor de Pesquisas e Informação do SFB, Joberto Freitas. A delegação é composta de dois integrantes da FAO em Roma (Itália) e dois no Brasil.

Comitê Diretivo
Durante a visita da delegação, será implantado o Comitê Diretivo do Projeto GEF, formado por integrantes do órgão executor e da agência executora, ou seja, o Serviço Florestal e a FAO, e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e do Ministério das Relações Exteriores, que representarão o governo brasileiro.

O Comitê Diretivo será responsável por coordenar a execução do Projeto GEF, o que inclui realizar o planejamento financeiro das atividades e avaliar o plano de trabalho para o Inventário Florestal Nacional. A duração do Projeto é de cinco anos.

Segundo Freitas, os recursos serão utilizados para viabilizar parcerias com instituições para atuar no IFN e ações como a coleta de dados em campo e o processamento dessas informações, o desenvolvimento de programas de pesquisa, capacitação e controle de qualidade, além da promoção da aplicação e disseminação de informações e resultados do IFN.

O Inventário Florestal Nacional é a primeira iniciativa a levantar a qualidade e quantidade das florestas brasileiras de forma ampla, com a obtenção de dados sobre estoques de biomassa e carbono, espécies de árvores e condição fitossanitária (saúde) delas, entre outros, além de um levantamento socioambiental com moradores para conhecer sua percepção sobre os recursos florestais.

Já foram levantados os recursos florestais de Santa Catarina, primeiro estado a concluir seu inventário com a metodologia do IFN, e o Distrito Federal, que está em fase de análise dos dados. O Serviço Florestal, responsável pelo IFN, também já estabeleceu parcerias com os estados do Rio de Janeiro, Sergipe, Rio Grande do Sul e Ceará.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

SFB representa país em encontro dos Megaflorestais


O encontro terá a presença de lideranças de instituições florestais da Rússia, Brasil, Canadá, Estados Unidos, China, Congo, Indonésia, Sudão e Peru, que juntos têm mais de 2,5 bilhões de hectares de cobertura florestal

Representantes de nove países entre os que têm as maiores áreas florestais do mundo reúnem-se a partir desta segunda-feira (17) em Oaxaca, no México, para o encontro Megaflorestais. O Brasil, que detém a segunda maior área florestal, será representado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

“O Megaflorestais sempre possibilita o intercâmbio de experiências e, principalmente, a construção de agendas bilaterais de possíveis cooperações”, afirma o diretor-geral do SFB, Antônio Carlos Hummel.

Programação

Este ano, o evento destacará as relações sobre florestas e o contexto econômico atual, com o tema “Governança global em tempos de turbulência econômica e climática”. No primeiro dia, o principal assunto será mercado de florestas, com debates sobre tendências, ameaças e desafios.

As discussões também vão tratar do que ocorre com florestas e agências florestais quando os governos têm de administrar crises financeiras. O painel sobre o tema pretende resgatar as consequências da crise asiática de 1997/1998 nos países megaflorestais e como essas nações estão hoje.

A questão da agregação de valor às florestas, com perspectivas de inovações existentes, novas idéias para expandir escala de proteção e restauração será tema de um painel com a presença do diretor-geral do SFB, Antônio Carlos Hummel.

Mudanças climáticas

A gestão de florestas em época de mudanças climáticas será debatida no evento em sessões sobre as respostas sociais e políticas a desastres em áreas de floresta, como incêndios, em apresentação com participação da Rússia, que teve milhares de hectares de floresta afetados pelo fogo em 2010.

Estratégias de mitigação e adaptação às mudanças do clima e o estágio de reformas de posse de terra como pré-requisito para alcançar proteção e restauração de áreas florestais estarão em pauta, e o México, que realizou uma ampla reforma na destinação de suas florestas para comunidades, mostrará sua experiência.

No mesmo painel, o diretor de Concessões e Monitoramento do SFB, Marcus Vinícius Alves, fala de lições emergentes no Brasil em relação à posse da terra. O encontro se encerra com uma sessão sobre o que as agências florestais farão para se preparar para o futuro.

O Megaflorestais é realizado desde 2005 e se caracteriza pelos debates técnicos e informais que usam as regras da entidade britânica Chatlam House, em que os participantes são livres para usar a informação recebida, mas não podem atribuí-la a nenhum convidado em específico, com o objetivo de levar a uma discussão mais aberta. Em 2008, o Serviço Florestal foi responsável pela organização do MegaFlorestais, realizado em Manaus (AM).

EXPOSIÇÃO DE ORQUÍDEAS BATE RECORD EM CARAGUATATUBA (SP)

A 33º Exposição de Orquídeas de Caraguá, que aconteceu de 14 a 16 de outubro, no Teatro Mario Covas, reuniu mais de 300 exemplares de orquídeas, que foram apreciadas por 2.500 visitantes.

Foram expostas 302 orquídeas cultivadas por orquidófilos de Penedo, Caxambú, Itapecerica da Serra, Belo Horizonte, Guarujá, Jaguariúna, Pindamonhangaba, São José dos Campos, Ilhabela e Caraguá.

A exposição contou com as espécies Phalaenopsis, Dendrobium, Laelia, Mitonia, Botânia, Microorquideas e Cattleya. As premiadas foram: na categoria Melhor Planta da Exposição - Dendrobium thyrsiflorum; Melhor Espécie Estrangeira - Cattleya Massina; Melhor Espécie Nacional – Schilteriana; Melhor Híbrido – Phalaenopsis; e Melhor Micro - orquídea - Barbosella Garaoneu. O evento também contou com uma área reservada para o comércio das flores.

A realização é da Associação Orquidófila do Litoral em parceria com o Governo Municipal, por meio da secretaria de Turismo.

FONTE: PMC


domingo, 16 de outubro de 2011

AGORA IMPORTAMOS E VENDEMOS LIXO !

Por Ronaldo Kotscho

Há poucos meses atrás recebemos lixo da Inglaterra e de outros países da Europa.

Na última semana importamos lixo hospitalar que divulgamos aqui no nosso Blog.

Agora vem a notícia que uma loja foi fachada em Santa Cruz do Capibaribe, a 164

Km de Recife que vendia parte deste lixo hospitalar vindo dos Estados Unidos.

Até agora nenhuma notícia sobre uma atitude mais drástica em relação às autoridades

alfandegárias daquele país que não fiscalizaram essa remessa para o Brasil.

Parece nos que mais uma vez os corruptos de ambos os lados irão sair ilesos desta

verdadeira afronta ao nosso Brasil.

Uma investigação rigorosa, com o apoio do Ministério Público deveria ser feito

no Brasil e nos Estados Unidos

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Metrô na linha da sustentabilidade


O que fazer com o incômodo lixo eletrônico? Em Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e no Rio de Janeiro, até o dia 26 de outubro, o consumidor poderá deixar em estações de metrô (veja quais abaixo) produtos eletrônicos que não funcionam mais, para reciclagem ou descarte. O material será reaproveitado ou descartado de forma correta, sem danos para o meio ambiente. O consumidor consciente desocupa espaço, se livra de quinquilharias inúteis e ainda ajuda a evitar problemas com contaminação, que pode resultar da deterioração em gavetas e armários. Esta iniciativa marca o Mês do Consumo Sustentável.

Coleta - O posto de coleta em São Paulo estará funcionando na estação do Tucuruvi, na Linha 1 Azul. No Rio, na Carioca, no centro; em Belo Horizonte, na Eldorado; e, em Brasília, o consumidor poderá deixar seus produtos eletrônicos na estação Galeria.



Experimento sobre qualidade da água mobilizará estudantes

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2011, que ocorrerá de 17 a 23 de outubro, em Bauru (SP), mobiliza escolas das redes públicas e privadas do país para participarem do Experimento Global PH do Planeta, sobre a qualidade da água. A realização do experimento ocorrerá de 17 a 20, como parte da programação do evento. Todas as escolas públicas receberam conjuntos para coleta e medição da água.Sob orientação e acompanhamento do professor, os estudantes devem trabalhar em pequenos grupos para medir o pH de uma fonte natural local de água, utilizando soluções indicadoras coloridas que fazem parte do jogo do experimento.

A atividade envolve quatro etapas: coleta da amostra de água em uma fonte natural local; medição do pH da amostra de água local (e outras amostras, caso apropriado e desejado); análise dos dados e produção de um relatório; registro dos resultados na base de dados nacional do experimento global.Para participar é necessário apresentar corretamente as informações sobre data da coleta da água, fonte local, natureza (potável, fluvial, marinha, etc.), temperatura, quantidade de alunos envolvidos, nome da escola, cidade e estado. Cada turma de estudantes informará os valores médios dos resultados obtidos, que comporão o banco de dados nacional do experimento global, disponível no portal da Sociedade Brasileira de Química. Posteriormente, os dados serão incluídos em escala planetária no banco de dados global. (Global Experiment Database).

No Brasil, as atividades estão sendo organizadas por entidades da química e por instituições de pesquisa, universidades e escolas, e têm o apoio de órgãos governamentais, como o (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ministério da Ciência e Tecnologia e fundações de apoio à pesquisa. Fazem parte do experimento global a ser realizado durante o Ano Internacional da Química – AIQ 2011 – em todo o mundo. A atividade integra uma série de eventos propostos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac).

FONTE: Assessoria de Imprensa da SEB

SOLUÇÕES PARA A EFICIÊNCIA SANITÁRIA DOS AEROPORTOS

Soluções Mizumo ajudam na eficiência sanitária dos aeroportos

O país projeta grandes investimentos em aeroportos para os próximos anos e os sistemas de tratamento de esgoto da Mizumo oferecem grandes vantagens e a possibilidade de reúso a instalações de diferentes portes

A estabilidade econômica proporcionou melhores possibilidades de consumo e qualidade de vida aos brasileiros. Nunca tantos viajaram, especialmente de avião, e os principais aeroportos nacionais necessitam, com urgência, de investimentos para atender à demanda crescente, que será incrementada com a Copa do Mundo e a Olimpíada.

Esta é uma oportunidade de intensificar a instalação de estações pré-fabricadas de tratamento de esgoto sanitário (ETEs), como as da Mizumo, que proporcionam um efluente tratado com alta eficiência, evitando a poluição e trazendo ainda, como opção, o seu reúso. Um exemplo de utilização dos sistemas da empresa está no Aeroporto de Porto Seguro (BA).

A Mizumo dispõe de soluções dedicadas às necessidades de aeroportos de diferentes portes, com a vantagem de serem modulares, permitindo sua ampliação ou remanejamento, adequando-se à demanda futura. Para projetos de aeroportos, é realizado um estudo personalizado, que avalia as características do local de instalação, do perfil hidráulico da rede de esgoto, do efluente a ser tratado, os níveis de vazão diária com identificação do horário de pico, a destinação que se pretende dar à água tratada, entre outros fatores.

Maior estrutura de atendimento

As estações pré-fabricadas da Mizumo que possuem todo potencial para atender ao programa de ações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) na área de preservação dos recursos hídricos são das linhas Plus, Tower e Customer, com capacidades de tratamento variáveis. Como fabricante, seus processos tem qualidade garantida e possibilitam rapidez na entrega e instalação do sistema.

Para propor a melhor solução, a Mizumo conta com a maior estrutura do mercado de ETEs pré-fabricadas e com uma equipe de engenheiros especializados em diversas áreas, que trabalham para oferecer serviços e tecnologias que agreguem valor aos seus clientes. Também fazem parte da equipe técnicos projetistas, químicos e biólogos, que atuam do projeto à instalação das soluções. A companhia oferece, ainda, suporte técnico feito com equipe própria, para satisfazer o cliente no pós-venda.

“Nossa estrutura e flexibilidade industrial nos permite participar de processos licitatórios e atender com eficiência as obras dos aeroportos. Nossas soluções para tratar e reaproveitar efluentes são comercializadas em todo o Brasil e garantem a qualidade do efluente tratado de acordo com os parâmetros vigentes na legislação brasileira”, afirma o gestor da unidade de negócios da Mizumo, Giovani Toledo.

As soluções da empresa atendem aos padrões estabelecidos pelas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e cumprem com as diretrizes de estados e municípios, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, e as exigências da Certificação ISO 14.000 - pré-requisito para empresas exportadoras. A Mizumo oferece garantia de 10 anos nos tanques e peças de PRFV (plástico reforçado com fibra de vidro) e de 1 ano para os equipamentos eletromecânicos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Destinação correta do lixo: um caminho sem volta

*Por Julius Stepansky


Um dos maiores desafios atuais da sociedade é o manejo e a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos. Após duas décadas tramitando no Congresso, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) completou um ano de aprovação em agosto. Sancionada por meio da Lei 12.305/2010 e regulamentada no Decreto nº 7404/2010, a Política representou um consenso envolvendo as partes dos ciclos da produção de resíduos sólidos no Brasil, além de governo e sociedade civil.

Para o país, o estabelecimento de um marco regulatório para a gestão desses materiais converterá em benefícios ambientais, sociais e econômicos sem precedentes. Afinal, de acordo com dados do IBGE, mais de 70% dos resíduos gerados no Brasil são destinados a lixões ou similares, sem qualquer tipo de tratamento. Com a nova lei, a partir de agosto de 2014 nenhum lixo poderá ser despejado a céu aberto em todo o país. Essa decisão é de fundamental importância para o bem-estar da população e para a manutenção do nosso ecossistema.

A PNRS determina ainda outras metas ambiciosas e necessárias que vale relembrar, como a implantação de coleta seletiva em todos os municípios brasileiros e a geração de trabalho, emprego e renda. No caso da coleta, Dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB/2008) revelam que 994 cidades dispõem desse serviço, ou seja, apenas 18% dos municípios em todo o território brasileiro.

Além de todos os benefícios ambientais e sociais, não poderíamos deixar de citar o valor econômico dos resíduos. Em estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, descobriu-se que o país perde cerca de R$ 8 bilhões por ano com a falta de reciclagem.

O manejo racional e eficiente dos resíduos sólidos deixou de ser uma solução distante, futurista e ignorada e, a cada dia, estamos mais próximos de uma realidade onde o lixo passará de ameaça para oportunidade. No Brasil, está se popularizando o conceito de Central de Tratamento de Resíduos (CTR), considerada como a solução mais segura, moderna e eficiente para tratar diversos tipos de resíduos e para permitir a extinção definitiva dos lixões.

Uma CTR é formada por um conjunto de tecnologias que evitam a poluição do solo, ar e água. Formada basicamente por um aterro sanitário que traz consigo um eficiente sistema de impermeabilização do solo, uma CTR tem a capacidade de transformar o chorume em água de reuso e o biogás gerado pelo metano em energia elétrica. Une-se a essas soluções a possibilidade de tratar resíduos da saúde, da indústria e entulho e ainda de abrigar ações de educação ambiental.

Os benefícios destes projetos vão além dos aspectos ambientais, trazendo ganho social para as comunidades onde estão inseridas, pois geram emprego e renda e aquecem a economia local, além possibilitar um considerável aumento na qualidade de vida da população.

Sabemos, entretanto, que para alcançar as metas que a Política Nacional de Resíduos Sólidos propõe, serão necessários investimentos, tecnologia e vontade política. Por isso, é tão importante a conscientização e a mobilização do poder público para esta nova realidade, especialmente nos municípios, que serão os responsáveis pelos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Especiais. Os benefícios são incontáveis – vão da garantia da saúde da população à sobrevivência do próprio planeta.

*Julius Stepansky é Diretor de Operações da Haztec Tecnologia e Planejamento Ambiental

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A fábula do país do álcool e da gasolina

por Célio Pezza
Era uma vez, um país que disse ter conquistado a independência energética com o uso do álcool feito a partir da cana de açúcar. Seu presidente falou ao mundo todo sobre a sua conquista e foi muito aplaudido por todos. Na época, este país lendário começou a exportar álcool até para outros países mais desenvolvidos. Alguns anos se passaram e este mesmo país assombrou novamente o mundo quando anunciou que tinha tanto petróleo que seria um dos maiores produtores do mundo e seu futuro como exportador estava garantido.


A cada discurso de seu presidente, os aplausos eram tantos que confundiram a capacidade de pensar de seu povo. O tempo foi passando e o mundo colocou algumas barreiras para evitar que o grande produtor invadisse seu mercado. Ao mesmo tempo adotaram uma política de comprar as usinas do lendário país, para serem os donos do negócio. Em 2011, o fabuloso país grande produtor de combustíveis, apesar dos alardes publicitários e dos discursos inflamados de seus governantes, começou a importar álcool e gasolina.

Primeiro começou com o álcool, e já importou mais de 400 milhões de litros e deve trazer de fora neste ano um recorde de 1,5 bilhão de litros, segundo o presidente de sua maior empresa do setor, chamada Petrobrás Biocombustíveis. Como o álcool do exterior é inferior, um órgão chamado ANP (Agência Nacional do Petróleo) mudou a especificação do álcool, aumentando de 0,4% para 1,0% a quantidade da água, para permitir a importação. Ao mesmo tempo, este país exporta o álcool de boa qualidade a um preço mais baixo, para honrar contratos firmados.

Como o álcool começou a ser matéria rara, foi mudada a quantidade de álcool adicionada na gasolina, de 25% para 20%, o que fez com que a grande empresa produtora de gasolina deste país precisasse importar gasolina, para não faltar no mercado interno. Da mesma forma, ela exporta gasolina mais barata e compra mais cara, por força de contratos.

A fábula conta ainda que grandes empresas estrangeiras, como a BP (British Petroleum), compraram no último ano, várias grandes usinas produtoras de álcool neste país imaginário, como a Companhia Nacional de Álcool e Açúcar, e já são donas de 25% do setor. A verdade é que hoje, este país exótico exporta o álcool e a gasolina a preços baixos, importa a preços altos um produto inferior, e seu povo paga por estes produtos um dos mais altos preços do mundo. Infelizmente esta fábula é real e o país onde estas coisas irreais acontecem chama-se Brasil.

Sobre Célio Pezza

Célio Pezza é escritor e autor de diversos livros, entre eles: As Sete Portas, Ariane, e o seu mais recente A Palavra Perdida. Saiba mais em www.celiopezza.com