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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

DOIS PRIMATAS DO BRASIL ENTRE OS MAIS AMEAÇADOS DO MUNDO

Relatório divulgado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), durante a Conferência da ONU sobre Diversidade Biológica, a COP-11, que ocorre em Hyderabad, na Índia, aponta duas espécies de macacos do Brasil na lista dos 25 primatas mais ameaçados de extinção do mundo. Segundo o documento, o macaco-caiarara ou caiarara-kaapor (Cebus kaapori) e o bugio-marrom ou guariba-ruivo-do-norte (Alouatta guariba guariba) correm risco de desaparecer da natureza em breve devido ao impacto do desmatamento, caça e outras ameaças (confira o relatório, em inglês). O caiarara foi descoberto no país em 1992 e a maioria da população desses animais podia ser encontrada na região da Amazônia Oriental, principalmente nas regiões leste do Pará, no Maranhão e nas proximidades do Rio Tocantins. Já o bugio-marrom, descrito pela primeira vez em 1812, tem como habitat uma área restrita próxima ao Rio Jequitinhonha, na região de Minas Gerais. Em função da situação de ameaça à biodiversidade no chamado Arco do Desmatamento (conjunto de municípios da Amazônia onde se registram altas taxas de desflorestamento), o caiarara vem tendo sua população reduzida, em função do impacto ao seu habitat natural. A espécie não tolera os níveis baixos de pertubação, assim como o corte seletivo das árvores. Essa espécie, como outros primatas do extremo oriente da Amazônia, será contemplada com um plano de ação nacional para a conservação. O documento, que conterá um conjunto de medidas para preservar o animal, será coordenado no próximo ano pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação dos Primatas Brasileiros (CPB), do ICMBio. O guariba-ruivo-do-norte foi posto na lista por ter a ocorrência em menos de dez fragmentos florestais na Mata Atlântica do extremo nordeste de Minas Gerais e extremo sul da Bahia. Assim como outros primatas e espécies habitantes da Mata Atlântica, também refletem o longo e intenso histórico de desmatamento deste bioma. A espécie está incluída no Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação dos Mamíferos da Mata Atlântica Central, coordenado pelo CPB. Comunicação ICMBio