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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Educadora ambiental mostra como promover ações transformadoras em um mundo em desequilíbrio

Educadora ambiental mostra como promover ações transformadoras em um mundo em desequilíbrio A educação ambiental como proposta específica não tem nem cinquenta anos. Surgiu na década de 1970, quando os valores da época, determinados pela ordem econômica e pelo poder da tecnologia, sinalizavam uma ameaça à vida na Terra. Partindo da preocupação de como educar num mundo em desequilíbrio e intervir nos valores consumistas e imediatistas predominantes na atualidade, Ana Masolo apresenta, em 'Educação ambiental na perspectiva da ecologia integral', lançamento da Autêntica Editora, textos e práticas para reflexões e ações cotidianas, dirigidos a educadores e educandos. Sua proposta é “ampliar a percepção e a consciência ambiental, provocando novas maneiras de ver, sentir, pensar e agir, comprometidas com a transformação da realidade, tendo em vista a preservação, e não o desfalque da Terra para as futuras gerações”, afirma a educadora ambiental. Ela parte do conceito de ecologia integral, entendida como algo mais amplo do que os fenômenos relacionados à natureza. “O termo vem do gregooikos, que quer dizer casa, ou seja, a casa planetária, a Terra com toda a vida ali existente”, explica, salientando que compreende três dimensões integradas: a ecologia pessoal, a ecologia social e a ecologia da natureza. A educação ambiental na perspectiva da ecologia integral propõe, portanto, o reconhecimento de que “somos todos interdependentes, o ser humano, a sociedade e a natureza”. O livro é dividido em duas partes: uma para refletir e outra para praticar. Na parte inicial, discute conceitos como valores humanos, consciência e cidadania planetária, direitos humanos, tolerância, conforto, consumismo e reciclagem, entre outros. Na segunda parte, propõe diferentes atividades que podem ser desenvolvidas em sala de aula e que buscam estimular a percepção ambiental integral, o autoconhecimento e o respeito a todas as formas de vida. São propostas para uma prática docente sintonizada com as questões ambientais, para que os educadores possam criar um espaço de construção e não apenas de transposição do conhecimento. Confira o capítulo inicial da obra em http://migre.me/ayCto . Sobre a autora – Ana Mansoldo é graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em Educação Ambiental pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educacionais de Minas Gerais (CEPEMG). É colaboradora da ONG Centro de Ecologia Integral, onde coordena e ministra cursos e palestras sobre Educação Ambiental e Ecologia Integral. É autora dos livros Educação ambiental urbana: reflexão e ação (2005) e Ipês Amarelos: contos (2008), ambos publicados de forma independente, e coautora do Manual do educador ambiental (2001-2002). Título: Educação ambiental na perspectiva da ecologia integral Autor: Ana Mansoldo Número de páginas: 88 Formato: 16 x 23 cm Preço: R$ 37,00 ISBN: 978-85-65381-49-9 Mais informações sobre os livros da Autêntica Editora estão disponíveis no portal do Grupo Editorial Autêntica: www.autenticaeditora.com.br ou pelo telefone 0800 28 31 322

FOTO DO DIA - ESQUILO AMIGO

FOTO: RENATA KOTSCHO

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Projeto inédito prevê recuperação e conservação do Maciço de Segredo no RS

Uma proposta de projeto para Manejo e Recuperação em remanescentes de Floresta Ombrófila Mista foi apresentada e aprovada, na sexta-feira (24/08), na Superintendência do Ibama/RS pela professora Ana Paula Rovedder (Dra. em Ciência do Solo, professora do Departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal de Santa Maria e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas - Neprade). A proposta é ousada, pois a expectativa é trabalhar com quebra de paradigmas, unindo a restauração florestal com potencial produtivo. Mas, com base em experiências que já ocorrem (principalmente nas regiões tropicais), onde estas técnicas estão mais evoluídas: "estamos adaptando conceitos", pondera. Este projeto é o desdobramento de acordo assinado com o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco) e Associação dos Fumicultores do Rio Grande do Sul (Afubra), em agosto de 2011, prevendo Ações para Recuperação e Conservação do Maciço Segredo, localizado na cidade de mesmo nome, na Região Central do Estado. Na ocasião também foi assinado termo de compromisso para viabilizar a implantação de um sistema piloto de monitoramento de área de produção de tabaco (já em execução) intitulado Rastreabilidade da Produção do Tabaco no Bioma Mata Atlântica no Rio Grande do Sul. No município de Segredo, em 2010-2011, o Ibama flagrou e autuou desmatamentos ilegais na Mata Atlântica, que se destinavam à implantação de lavouras de fumo; em um maciço de floresta remanescente daquele município foram identificadas diversas manchas de desmatamentos, que se tornaram emblemáticas e serviram de alerta para a necessidade de se manter um controle mais rígido sobre a recuperação e controle dos remanescentes de Mata Atlântica no RS. Enquanto o monitoramento prevê imagens de satélite com uma resolução capaz de detectar alterações nas diversas formações vegetais em áreas menores de um hectare até 2014, o projeto apresentado pela professora da Universidade de Santa Maria prevê a elaboração de um plano (para os próximos quatro anos) de conservação de área de aproximadamente 150 ha, além da recuperação dos danos ambientais causados por desmatamento em área do Bioma Mata Atlântica. A proposta apresentada prevê a utilização de diversas metodologias combinadas. Na região piloto do maciço serão utilizadas espécies nativas da Floresta Ombrófila Mista em sistemas agroflorestais e em enriquecimento de capoeira em linhas e por nucleação. A pesquisa prevê interação com as florestas nativas e o resgate do potencial de utilização das espécies através da produção de madeira, recuperação de ecossistemas e prestação de serviços ambientais, entre outros. A implantação do projeto inclui: recuperação de áreas degradadas, restauração ecológica de ecossistemas, com restauração de funções e diversidade. De forma resumida pode-se destacar entre as metas do projeto a restauração da área degradada (agregando a população local); viabilização de sistemas agroflorestais para a região; uso de espécies nativas; análise do desempenho das técnicas testadas como forma de mitigação de impactos e, finalmente, geração de tecnologias e retorno da fauna para a área recuperada. Segundo a professora Ana Rovedder, o projeto possui características educacionais agregadoras e é a oportunidade de ter uma área referência no Estado no que se refere à recuperação de áreas degradadas (“não para quatro, mas para os próximos 50 anos”), pois precisamos resgatar referências a longo prazo, integrando diversos setores da sociedade, avalia. “Precisamos aproveitar este momento histórico”, enfatiza. O projeto deverá ainda gerar conhecimento para publicações, boletins técnicos, artigos científicos e capacitações, “aproveitando as suas características educacionais agregadoras”. Nucleação Uma das metodologias que despertou maior interesse dos técnicos que assistiam a apresentação do projeto foi a chamada Nucleação, que nada mais é do que um processo natural onde as espécies plantadas em comunidades (focos) propagam sementes, reativando os processos ecológicos naturais. Desta forma, além de reduzir o número de mudas utilizadas (e por conseqüência, o custo) a técnica acelera o processo de recuperação da área. Como subsídio para a escolha das espécies a serem implantadas no local, neste primeiro momento do projeto, foram considerados os dados do Inventário Florestal Contínuo do Rio Grande do Sul (Sema 2010) e das primeiras visitas à área. As espécies foram selecionadas de acordo com aptidões e/ou funções ecológicas. Entre as espécies atrativas estão: guabiroba, pitangueira, chal-chal, araçá do mato, camboatá-vermelho e camboatá branco, capazes de atraírem diversos tipos de animais, incentivando os mecanismos de polinização e dispersão e, contribuindo para a restauração florestal da área. Espécies madeireiras promissoras: grápia, cedro, canjerana, guajuvira e angico-vermelho, entre outras, já que na região há demanda de madeira para lenha, serraria, moirões, postes e construções em geral. Espécies pioneiras foram escolhidas para incentivar a cobertura do solo, produção inicial e rápida de biomassa e sombreamento para as espécies não pioneiras. Espécies melíferas como angico vermelho, açoita-cavalo, cedro, guabiroba, chal-chal e pitangueira foram incluídas para testar outro uso sustentável da floresta nativa. Após a apresentação, o Superintendente do Ibama/RS, João Pessoa Moreira Junior comentou que agregar a academia ao projeto de recuperação do maciço de Segredo se mostrou a opção mais adequada, bem como a proposta de agregar a população local. Ele disse também que a qualidade técnica do projeto superou todas as expectativas. Essa também é a opinião do analista ambiental Tarso Isaia, chefe do Escritório Regional do Ibama em Santa Maria que destacou a qualidade do projeto e dos dados a serem gerados com sua implementação. Cinco dias depois da apresentação do projeto na Superintendência, o analista ambiental Tarso Isaia comunicou à Universidade Federal de Santa Maria sobre a aprovação da proposta e sinalizou para que sejam iniciadas as atividades constantes no cronograma. Na proposta consta cronograma com atividades já para setembro de 2012, com limpeza da área e inicio de plantio em linhas e nucleação. Nos próximos dias será marcado um Dia de Campo reunindo (na região do maciço) técnicos dos órgãos e entidades envolvidas no projeto de recuperação do Maciço de Segredo. A coordenação geral do projeto é do professor do Centro de Ciências Rurais e do Departamento de Ciências Florestais, e doutor em Economia Florestal da Universidade Federal de Santa Maria, Jorge Antonio de Farias. Maria Helena Firmbach Annes Ascom/Ibama/RS Foto: Heitor de Souza Peretti - Ibama/RS

sábado, 1 de setembro de 2012

Sustentabilidade é o foco na Semana de Engenharia do Mackenzie

24ª edição do tradicional evento da Escola de Engenharia acontece de 3 a 6 de setembro, no campus Higienópolis “Engenharia para a Sustentabilidade” é o eixo temático da XXIV Semana da Engenharia e Tecnologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). De 3 a 6 de setembro, o campus Higienópolis da UPM, em São Paulo, abrigará palestras, minicursos e eventos simultâneos sobre temas como transporte urbano, construções sustentáveis, robótica, astronomia, setor energético, telefonia móvel, entre tantos outros. Professores do Mackenzie e demais universidades renomadas (como USP e PUC), além de representantes de entidades e empresas como Cia. do Metrô, Prefeitura de São Paulo, Petrobras, Nokia, Odebrecht, GM, Toyota, Eletronorte e GE partilharão experiências e conhecimentos com os alunos das diferentes graduações oferecidas pela Escola de Engenharia (EE) da UPM. As atividades acontecem nos três períodos do dia, das 8h30 às 22h. Iniciativa da EE em parceria com o Centro Acadêmico Horácio Lane (CAHL), a Semana propicia aos seus estudantes uma interação intensiva e relevante com o ambiente empresarial e com o mercado de trabalho, além da oportunidade de atualização e aprofundamento em assuntos específicos do universo tecnológico em que se inserem as diversas habilitações da Engenharia. A programação dos quatro dias, separada por datas, está disponível na página http://www.mackenzie.br/20954.html. Para mais informações, os telefones são (11) 2114-8689 / 8923 e o e-mail é coex.engenharia@mackenzie.br.

CEMAVE FESTEJA 35 ANOS DE CONSERVAÇÃO DAS AVES BRASILEIRAS

por Aldo Sérgio Vasconcelos O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), comemora, neste mês de agosto, 35 anos de criação. O aniversário coincide com os cinco anos de fundação do ICMBio. Está previsto para setembro o lançamento da exposição sobre o histórico do centro, sua missão, as ações e projetos mais expressivos em desenvolvimento. A sede nacional do Cemave fica na Floresta Nacional da Restinga de Cabedelo, na Grande João Pessoa (PB), onde também estão localizadas a Coordenação Regional 6, a sede da Reserva Extrativista Acaú-Goiana e uma das Unidades Avançadas de Administração e Finanças (UAAF) , todos do Instituto Chico Mendes. Histórico e missão Originalmente denominado como Centro de Estudos de Migrações de Aves, o Cemave foi criado em 1977 com o objetivo de implantar o Sistema Nacional de Anilhamento (SNA). Trata-se de um método pioneiro na América Latina, para difundir e coordenar o uso do anilhamento como técnica de pesquisa com aves na natureza, cujas informações subsidiam as políticas e ações para a conservação das 1832 espécies da avifauna brasileira. Conforme os procedimentos definidos pelo SNA, os anilhadores capturam aves silvestres e as soltam após marcá-las com anilhas metálicas numeradas contendo a inscrição “Avise CEMAVE” e o endereço do centro. Com esse procedimento, o Cemave obtém informações sobre o tempo de vida após a marcação, as rotas migratórias, flutuações de números populacionais e outros dados fundamentais para a conservação dessas espécies e dos hábitats onde vivem. Para otimizar sua atuação por todo o território nacional, o centro conta com bases avançadas em Brasília (DF) e Florianópolis (SC), especializadas respectivamente nos biomas Cerrado e Pantanal e regiões Sul e Sudeste. Ações O coordenador do Cemave, João Luiz Nascimento, enfatiza a atuação imprescindível da entidade no cenário conservacionista das aves brasileiras. “O desenvolvimento de uma cultura do uso da técnica do anilhamento em projetos de pesquisa em larga escala no país vem gerando dados essenciais para a produção de informações que têm fundamentado importantes decisões do governo federal para a conservação das aves brasileiras, informa o Doutor em Oceanografia. Ele destaca a criação dos Parques Nacionais da Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul, de Fernando de Noronha, em Pernambuco, e a Reserva Biológica do Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte, a partir de dados produzidos com a participação direta do Cemave. João Luiz salienta ainda que unidades de conservação federais e estaduais – importantes para a conservação da avifauna brasileira – foram reconhecidas e incluídas em acordos internacionais como a Convenção de Ramsar e a Rede Hemisférica de Reservas de Aves Limícolas com o apoio do Cemave. Projetos Entre os projetos mais representativos das últimas três décadas está a implantação do monitoramento de aves migratórias continentais no Brasil, que tornou possível o conhecimento das principais rotas e locais de concentração dessas aves migratórias e dados de sua biologia básica. Há também o Projeto Avoante, desenvolvido em parceria com várias universidades do Nordeste e membros do ICMBio e do Ibama, que reuniu dados sobre o padrão de migração da pomba avoante (Zenaida auriculata) e até hoje, subsidia o planejamento de ações de conservação da espécie na Caatinga. O Projeto Arara-azul-de-lear representa um exemplo de recuperação de uma espécie ameaçada, graças a cooperação de parceiros e envolvimento da comunidade, mudando sensivelmente a situação desta arara ameaçada da Caatinga baiana nos últimos 10 anos. João lembra, ainda, o papel decisivo do Instituto no estabelecimento de mudanças na regulamentação da caça amadorista no Rio Grande do Sul, prezando pela conservação de espécies como o marrecão (Netta peposaca) e a marreca-caneleira (Dendrocygna bicolor), Monitoramento e PANs Atualmente o Cemave está desenvolvendo o projeto de monitoramento das aves em UCs com o objetivo de avaliar as tendências das populações afins de que os resultados auxiliem no manejo das unidades. Segundo o coordenador do centro, esse projeto é baseado na cooperação não só com outras instituições, mas principalmente com as Unidades de Conservação. "A implantação está ocorrendo de forma gradual, com o treinamento de servidores das UCs, para que parte dos dados seja coletado por eles próprios. Assim vamos multiplicando as habilidades desenvolvidas e formando uma rede integrada de pesquisas de forma padronizada. Nossa expectativa é a geração de um banco de dados que será extremamente útil à gestão das Unidades”. Além disso, o Cemave se dedica à elaboração de novos PANs – como o da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), à execução de ações previstas naqueles projetos já implementados e à avaliação do estado de conservação da avifauna brasileira. Comunicação Nordeste/ICMBio

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

RASO DA CATARINA TREINA BRIGADAS ANTI-INCÊNDIO

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio da Estação Ecológica (Esec) Raso da Catarina, na Bahia, realizou o 6º Curso de Formação de Brigada da unidade, entre os dias 20 e 24 de agosto. Foram formados 30 brigadistas. Desses, 12 foram selecionados para contratação e dois chefes de esquadrão da região do entorno da Esec. Nesta edição, pela primeira vez, foi realizada uma aula prática de caminhada com ferramentas dentro da unidade de conservação (UC), visando a aproximação da realidade de campo que os brigadistas enfrentarão. O curso foi realizado pelo ICMBio, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Paulo Afonso, do Clube dos Jipeiros e da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), que cedeu os espaços de auditório e alojamento, pelo segundo ano consecutivo. A Esec Raso da Catarina tem cerca de 100 mil hectares, está localizada no bioma caatinga e passa por um grande período de seca com alto risco de incêndios, necessitando assim, anualmente da formação de brigadistas para prevenção e combate a incêndios. A UC recebeu importantes ferramentas para prevenção e combate neste último ano, conta com uma torre de vigilância com 25 m de altura que permite visualizar uma parte significativa da unidade, recebeu um Jeep Pick Up Marruá que trará mais segurança e agilidade às ações da brigada e um trator 4x4 para abertura de aceiros. Além disso, haverá nos próximos dias a instalação de internet via satélite na sede de campo da Esec, o que tornará mais efetivo o monitoramento online com um tempo de resposta mais rápido e o sistema de rádio comunicação. Comunicação ICMBio

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

PARQUE DO ITATIAIA LANÇA PROJETO PARA ESCOLAS PÚBLICAS

O Parque Nacional do Itatiaia, localizado no estado do Rio de Janeiro, iniciou em agosto o Projeto “O Parque Nacional do Itatiaia vai à escola: Um olhar sobre a Educação Ambiental na Transversalidade Curricular”. O objetivo é realizar estudos da fauna, flora, mananciais, beleza cênica e outros na unidade de conservação, envolvendo aspectos ilustrativos ao desenvolvimento dos conteúdos propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais relacionados ao meio ambiente e a saúde. O projeto é executado em parceria com a Associação Educacional Dom Bosco (AEDB), em Resende, com os alunos das disciplinas de Biologia, Letras, Pedagogia, Comunicação Social e Recursos Humanos. A expectativa é atender, em dois anos, alunos de 70 escolas públicas de ensino fundamental, abrangendo os municípios de Itatiaia, Resende, Porto Real e Quatis, localidades mais próximas do Parque Nacional do Itatiaia e da AEDB. Serviço: Mais informações sobre o projeto pelos telefones: (24) 3352-1292/6894/2288. Comunicação ICMBio

Especialista em Direito Ambiental dá dicas para concurso do Ibama

O Ibama está oferecendo 300 vagas de nível médio em vários estados para o cargo de técnico administrativo, com salário de R$ 2.580,72. As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de setembro e a prova deve ser aplicada em outubro. Como em todo concurso público, na hora dos estudos é preciso ficar atento ao edital. Segundo a especialista em Direito Ambiental Norma Sueli Padilha, autora do livro Fundamentos Constitucionais do Direito Ambiental Brasileiro (Campus/Elsevier), a legislação ambiental não deve ser menosprezada. “Ela é extensa e complexa e sua leitura deve ser feita com olhos no capítulo do meio ambiente na Constituição Federal, que é a espinha dorsal de todo o direito ambiental, ou seja, nos fundamentos constitucionais, nos princípios ambientais e, no caso específico do concurso, creio que a dica são os instrumentos administrativos de defesa do meio ambiente. Como exemplo, podemos citar o licenciamento ambiental, o estudo prévio de impacto ambiental e outros que podem ser analisados a partir do artigo 9 da Lei 6938/81, que é uma lei essencial neste concurso”, explica. Além da legislação ambiental, Norma destaca a competência, que, segundo ela, também é um tema importante e recentemente sofreu alterações. A especialista lembrou ainda das resoluções do Conama, da competência do Ibama e do poder de polícia ambiental. “Reitero que não há como se compreender a legislação ambiental sem antes se aprofundar nos fundamentos constitucionais do direito ambiental brasileiro, pois é CF/88 que alicerça todo o arcabouço legislativo ambiental”, finalizou a autora. As vagas são para os estados do Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. A editora Campus/Elsevier tem algumas obras indicadas como fonte de estudo, como os livros Direito Ambiental e Direito Ambiental e Urbanístico, além de várias outros.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

INCÊNDIOS FLORESTAIS SE ALASTRAM EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO FEDERAIS

Brasília (29/08/2012) – Boletim expedido na noite desta terça-feira (28) pela Coordenação de Emergências Ambientais, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), indica que os incêndios florestais tendem a se alastrar em unidades de conservação (UCs) federais que ficam na região de mais baixa umidade do país. A vegetação seca e os fortes ventos ajudam a espalhar o fogo. Segundo o boletim, além dos quatro parques nacionais que na sexta-feira estavam classificados no nível II (incêndio de médio porte) – Araguaia (TO), Canastra (MG), Nascentes do Parnaíba (PI) e Serra das Mesas (MA) –, mais duas outras UCs entraram nessa lista – a Floresta Nacional (Flona) de Carajás, no Pará, e o parque Campos Amazônicos, entre os estados de Amazonas, Mato Grosso e Rondônia. Na flona, os brigadistas do ICMBio e da Vale, que explora jazida de minério de ferro na região, tinham o apoio de helicóptero com bambi bucket (espécie de cesta plástica que solta água sobre a vegetação em chamas), carros pipas e caminhões. No Campos Amazônicos, o apoio era dado pelo Prev-Fogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais), do Ibama. De acordo com critérios técnicos, incêndios de nível I são de pequeno porte. Nesse caso, o combate é feito unicamente pelas brigadas da unidade. Os de nível II, médio porte, são incêndios maiores e exigem o apoio de parceiros em nível local ou regional. Já os de nível III são grandes incêndios. Para debelá-los, é preciso uma articulação de forças mais ampla, envolvendo a União, os estados e os municípios. Comunicação ICMBio

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Água – Conhecimento para Gestão abre inscrições para cinco cursos

Nesta semana, o projeto Água – Conhecimento para Gestão abriu inscrições para cinco cursos gratuitos: outorga do direito de uso dos recursos hídricos, modelagem da qualidade da água em reservatório, elaboração de spots de rádio e manuseio de plataforma web rádio, hidrologia básica e qualidade de água em reservatórios. Entre eles há cursos inteiramente a distância e mistos (presenciais e a distância). As despesas com passagens, hospedagem e diárias são por conta do aluno ou de sua instituição em caso de atividades presenciais, que acontecerão em . A relação dos cursos pode ser acessada no link http://www.aguaegestao.com.br/pt-br/cursos/abertos O projeto Água – Conhecimento para Gestão é um convênio entre a Agência Nacional de Águas (ANA), Fundação Parque Tecnológico Itaipu e Itaipu Binacional. Seu objetivo é desenvolver ações de comunicação, difusão, mobilização social, capacitação e educação para a gestão de recursos hídricos no Brasil e demais países da América Latina. São 24 cursos de capacitação complementar, além de ferramentas de educomunicação que atingirão 300 mil pessoas. Alguns dos temas serão ministrados também em espanhol. Cursos oferecidos Outorga do Direito de Uso dos Recursos Hídricos Público-Alvo: Membros de comitê de bacia e agentes gestores. Objetivo: Fornecer informações sobre os diversos aspectos que dizem respeito à outorga de recursos hídricos. Carga horária: 20 horas a distância Inscrições: até o dia 31 de agosto Divulgação dos selecionados: 11 de setembro (Turma 1), 9 de outubro (Turma 2) e 13 de novembro (Turma 3) Período de realização: 17 de setembro a 11 de outubro Vagas: 150 Idioma: português Modelagem da Qualidade da Água em Reservatório Público-Alvo: Agentes gestores e usuários. Objetivo: Fornecer maior compreensão e entendimento das ferramentas matemáticas para simulação de qualidade da água que auxiliam na tomada de decisões no processo de gestão integrada de recursos hídricos. Carga horária: 68 horas (24 presenciais em Brasília e 44 a distância) Inscrições: 20 de agosto a 6 de setembro Divulgação dos selecionados: 18 de setembro Período de realização: 24 de setembro a 24 de novembro Vagas: 50 Idiomas: português e espanhol Elaboração de Spots de Rádio e Manuseio de Plataforma Web Rádio Público-Alvo: Membros de comitês de bacia. EXCLUSIVO PARA ALUNOS PRÉ-SELECIONADOS do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piranhas-Açu. Objetivo: Aplicar as técnicas de comunicação para produção de spots de rádio e conteúdos radiojornalísticos, e de uso e manuseio da Plataforma Web Rádio Água, com vistas ao fortalecimento das ações promovidas pelos Comitês de Bacias Hidrográficas. OBS: As despesas com deslocamento e diárias para as aulas presenciais são de responsabilidade do participante ou de sua instituição de origem. Carga horária: 38 horas (16 presenciais em Caicó (RN) e 22 a distância) Inscrições: 13 a 24 de agosto Divulgação dos selecionados: 4 de setembro Período de realização: 10 de setembro a 24 de outubro Vagas: 30 Idioma: português Hidrologia Básica Público-Alvo: Agentes gestores. Objetivo: Capacitar profissionais para o entendimento e aplicação de técnicas de hidrologia básica, contemplando fundamentos teóricos e práticos, em situações que condizem com as necessidades da gestão de recursos hídricos. Carga horária: 40 horas a distância Inscrições: 20 de agosto a 6 de setembro Divulgação dos selecionados: 18 de setembro Período de realização: 24 de setembro a 11 de novembro Vagas: 30 Idioma: português Qualidade de Água em reservatórios Público-Alvo: Agentes gestores e usuários. Objetivo: Fornecer maior compreensão sobre a qualidade da água em reservatórios para aperfeiçoar a tomada de decisão. Carga horária: 40 horas a distância Inscrições: 20 de agosto a 6 de setembro Divulgação dos selecionados: 18 de setembro Período de realização: 24 de setembro a 11 de novembro. ATENÇÃO! A DATA DE REALIZAÇÃO DO CURSO SERÁ ALTERADA. Em breve o cronograma será atualizado! Vagas: 50 Idioma: português e espanhol Texto:Ascom/ANA

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Jovens indígenas recebem capacitação sobre segurança alimentar

Jovens indígenas recebem capacitação sobre segurança alimentar Estudantes indígenas das etnias Ticuna e Kokama participam de oficinas de comunicação na região do Alto Rio Solimões (Amazonas), desta segunda-feira até o dia 13 de novembro. Serão 42 adolescentes indígenas das comunidades de Umariaçu (Tabatinga), Filadélfia (Benjamin Constant) e Colônia São Sebastião (São Paulo de Olivença) que atuarão, posteriormente, como multiplicadores. A iniciativa é do Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef), juntamente com parceiros. O objetivo é fortalecer a participação dos jovens indígenas para que ajudem suas comunidades e municípios a enfrentar desafios e buscar soluções em relação a temas relacionados à segurança alimentar e nutricional no contexto indígena, ao direito humano à alimentação adequada e à Convenção nº 169 sobre Povos Indígenas e Tribais da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Durante as oficinas, os adolescentes produzirão peças de comunicação, utilizando ferramentas como jornal mural, fotografia, rádio, vídeo e blog. A iniciativa faz parte do Programa Conjunto de Segurança Alimentar e Nutricional de Mulheres e Crianças Indígenas no Alto Rio Solimões (AM) e em Dourados (MS) – PCSAN, cujo propósito é contribuir para a garantia dos direitos à saúde e à alimentação saudável para a população indígena das duas regiões prioritárias. O Programa Conjunto vem sendo realizado, desde 2010, por cinco organismos das Nações Unidas (FAO, PNUD, Opas/OMS, OIT e Unicef), em parceria com o Governo Brasileiro, representado pela Fundação Nacional do Índio (Funai); Ministério da Saúde (MS); Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS); e Agência Brasileira de Cooperação (ABC). A iniciativa conta com o financiamento do Fundo das Nações Unidas para o Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e parcerias com instituições públicas locais, universidades, entidades da sociedade civil, lideranças e organizações indígenas envolvidas na implementação das ações. Entre os parceiros das oficinas de comunicação estão as prefeituras municipais de Tabatinga, Benjamin Constant e São Paulo de Olivença; Funai Alto Rio Solimões; DSEI Alto Rio Solimões; lideranças indígenas das três comunidades (Umariaçu, Filadélfia e Colônia São Sebastião), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Rádio Nacional Alto Solimões e Organização Geral dos Professores Ticuna. A partir de demandas das comunidades e prioridades estabelecidas nos programas governamentais do Brasil, desde 2010, o Programa Conjunto tem apoiado a qualificação e integração de políticas públicas voltadas para a segurança alimentar e nutricional nas duas regiões, especialmente nas áreas da saúde, da alimentação e do desenvolvimento social em nível local, com a finalidade de garantir direitos e promover a equidade. O projeto contribui ainda para o empoderamento dos povos indígenas com relação à Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas e à Convenção n°169 da OIT, além do alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Espera-se que, a partir das oficinas de comunicação, os estudantes indígenas sintam-se motivados a contribuir com a promoção, disseminação e mobilizações que fortaleçam a segurança alimentar e nutricional nas comunidades indígenas, na perspectiva dos direitos humanos e dos povos indígenas. “O Programa Conjunto, por meio das oficinas de comunicação, pretende fortalecer a participação dos jovens indígenas como agentes capazes de ajudar a promover mudanças em suas comunidades”, destaca a coordenadora do programa, Cristina Albuquerque.

AOS 22 ANOS, PROJETO GOLFINHO-ROTADOR MOSTRA RESULTADOS

O Projeto Golfinho-Rotador completa 22 anos nesta quinta-feira (23), apresentando resultados que o colocam na condição de uma das mais respeitadas iniciativas de conservação do mundo. Coordenado pelo Centro Mamíferos Aquáticos, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e executado pelo Centro Golfinho-Rotador, o projeto é responsável pelas ações de proteção desse simpático animal no arquipélago de Fernando de Noronha, no litoral de Pernambuco. “A alta frequência de golfinhos-rotadores, a falta de conhecimento sobre esses animais e a iminência do crescimento desordenado do turismo em Fernando de Noronha levaram à criação do Projeto Golfinho Rotador em 23 de agosto de 1990”, conta José Martins, analista ambiental do ICMBio, fundador e coordenador do projeto. Atualmente, segundo Martins, o Golfinho-Rotador conta com patrocínio da Petrobras e apoio financeiro do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direito Difuso do Ministério da Justiça e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). Realizações Nesses 22 anos, o projeto acumula várias realizações. José Martins cita algumas: “Propomos, divulgamos e passamos a fiscalizar o cumprimento das normas de conservação de cetáceos em Fernando de Noronha; inserimos a temática da sustentabilidade da ocupação humana na ilha; contribuimos para ampliar a consciência dos ilhéus e visitantes quanto à necessidade de se preservar os golfinhos; descrevemos para a espécie Stenella longirostris os comportamentos de descanso, reprodução, guarda e amamentação em ambiente natural; e capacitamos noronhenses para atuar no mercado de trabalho no turismo”. Ainda segundo José Martins, o Projeto Golfinho Rotador atua no Distrito Estadual de Fernando de Noronha, com a comunidade local e com os visitantes, mas desenvolve também ações de pesquisa em todo o mar territorial do Nordeste e participa de atividades científicas, de divulgação e políticas no Brasil e no exterior. As ações são executadas por meio de três programas: pesquisa, educação ambiental e envolvimento comunitário. Pesquisa O programa de Pesquisa, explica Martins, consiste no estudo da história natural dos golfinhos-rotadores por meio de setes subprogramas: ocupação e distribuição de cetáceos, ecologia comportamental, catalogação dos golfinhos, caracterização genética, interação do turismo com os golfinhos, comportamento trófico e Rede de Encalhes de Mamíferos Aquáticos. “Os pesquisadores somam 5.532 dias e 39.554 horas de observação e 1.289 mergulhos com golfinhos em Noronha. Os resultados das pesquisas foram publicados em três teses de doutorado, cinco dissertações de mestrado, 32 trabalhos de conclusão de curso e 127 trabalhos científicos”, informa José Martins. O programa de Educação Ambiental, realizado em parceria com a APA e o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e a Escola AFN, tem como foco a temática marinha e as inter-relações ecológicas desse ecossistema com o cotidiano da população local e dos visitantes. Atua por meio de oficinas ambientais temáticas e orientação à visitação turística. “Foram realizados atendimentos a 331.985 turistas por meio de orientação em campo e palestra. Para os estudantes noronhenses, foram promovidas 646 oficinas teóricas e práticas de educação ambiental, envolvendo 8,1 mil alunos”, ressalta o coordenador. Envolvimento da comunidade Já o programa de Envolvimento Comunitário, destaca José Martins, objetiva estimular o desenvolvimento sustentável de Fernando de Noronha, promovendo, entre outras coisas, a capacitação profissional dos moradores. Busca, também, consolidar a representatividade em conselhos locais e apoia iniciativas culturais e esportivas. Nessa linha, são executados quatro subprogramas: Capacitação Profissional, Sustentabilidade, Gestão Participativa e Apoio Cultural. “Entre as principais ações desse programa estão a realização de 54 cursos profissionalizantes em ecoturismo para a comunidade noronhense, atingindo 2.695 ilhéus, e auditoria socioambiental de 75 hospedarias domiciliares”, reforça o analista ambiental do ICMBio. Além disso, conclui Martins, o Projeto Golfinho Rotador também participa ativamente em todos os seis conselhos comunitários de FN (do parque, da APA, de Turismo, de Assistência Social, de Educação e de Saúde) e dá apoio financeiro e logístico a três grupos culturais e esportivos locais (maracatu, capoeira e surf). Comunicação ICMBio

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

XVI Congresso Brasileiro de Arborização Urbana, em Uberlândia MG

O XVI Congresso Brasileiro de Arborização Urbana, que acontecerá de 1º a 7 de setembro, no Center Convention, em Uberlândia (MG), abriu espaço para acadêmicos de arquitetura, biologia, geografia, engenharia florestal e agronomia ou que tenham formação acadêmica em algum campo relacionado à arborização para apresentação de trabalhos científicos. Cerca de 60 trabalhos foram aprovados. Dentre os temas abordados estão: arborização em áreas específicas das cidades, manejo de espécies arbóreas, relação entre fauna e flora, fatores de transição da arborização urbana, níveis de riscos aceitáveis para a arborização urbana, transplante de árvores e outros. O CBAU além de ser um congresso que reunirá palestrantes nacionais e internacionais, é também um evento que busca difundir a arborização urbana, discutir temas, conscientizar e ser um espaço para aquisição e transmissão de conhecimento, como será feito com as apresentações de trabalhos técnico-científicos realizados por acadêmicos de várias partes do país. Além da apresentação de trabalhos, o CBAU oferecerá também vários minicursos com temas diversificados, como: melhores práticas de manejo – poda de árvores, produção de mudas para arborização urbana, análise de risco de queda de árvores, dendrologia e identificação de árvores para meio urbano – ênfase no bioma cerrado, e por último, paisagismo e planejamento urbano. Todos os minicursos serão realizados no dia 6 de setembro. Acesse Site: www.cbau2012.com.br

PARCERIA REALIZA PRIMEIRA COLETA DE SEMENTES NO JARDIM BOTÂNICO DE GOIÂNIA (GO)

Ação tem o objetivo de produzir mudas nativas do cerrado na tentativa de recuperar as áreas degradadas A Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) através de seu viveiro, o Jardim Botânico, a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e o Corpo de Bombeiros promoveram quarta-feira, 22, a primeira coleta de sementes, flores, frutos e folhas do Jardim Botânico. Essa ação tem o objetivo de produzir mudas nativas do cerrado na tentativa de recuperar as áreas degradadas. Segundo a presidente da Amma, Maysa Margareth Toledo Constantino, esse trabalho é de extrema importância para a população. “Precisamos promover a preservação da biodiversidade, por isso a necessidade da manutenção das áreas verdes. Esses métodos de coleta de substratos permitem a confecção de mudas e a catalogação a critério de pesquisa, ajudando na revegetação e manutenção de espécies que correm risco de extinção”, declara. Conforme a chefe de Divisão de Pesquisa do Jardim Botânico, Georgia Ribeiro, o objetivo maior da ação é a recuperação das áreas degradadas. “Com a coleta e a produção de mudas será possível revegetar áreas com plantas nativas do cerrado, além de incorporar novas espécies ainda não catalogadas no herbário (coleção de flores, frutos, sementes e folhas secas). Esse evento é uma atividade inédita em nossa cidade”, diz. A coleta é feita de forma manual, através de um equipamento chamado podão. Esse aparelho possui 7 metros, o que permite a coleta em partes mais altas das árvores. O viveiro da Amma também coletou sementes para confecção de mudas, que serão doadas para a população através do Programa Plante a Vida. Já a Comurg realizou a coleta com o intuito de produzir mudas para serem plantadas em ilhas e praças da cidade. O Jardim Botânico recebe em média, por ano, 7.000 crianças e adolescentes de escolas da cidade, com o objetivo de promover a educação ambiental, através da inserção da concepção de preservação e manutenção do meio ambiente. Estudantes de universidades também acompanham de perto o desenvolvimento do Jardim Botânico através de pesquisas. “A unidade de conservação, com uma área de um milhão de metros quadrados, possui um viveiro com plantas ornamentais, medicinais e nativas do cerrado, um herbário com 420 espécies catalogadas, um borboletário, além da parceria com os cursos de Agronomia e Biologia da Universidade Federal de Goiás (UFG)”, afirma Georgia. Autor: Alinny Vieira

INCÊNDIOS ATINGEM PARQUES NACIONAIS

Três unidades de conservação federais – os parques nacionais do Araguaia, em Tocantins, das Nascentes do Rio Parnaíba, na divisa dos estados do Piauí, Maranhão e Bahia, e da Serra da Canastra, em Minas – eram castigadas, até o início da noite desta quinta-feira (23), por incêndios florestais de médio porte (nível II). De acordo com o boletim emitido às 18h28, pela Coordenação de Emergências Ambientais, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Brasília, outras cinco unidades também sofriam com focos de incêndio, mas de pequeno porte (nível I). A área queimada em cada UC não foi divulgada. No Araguaia, onde a situação parecia mais grave, dois aviões air tractor, contratados pelo ICMBio, faziam o lançamento de água sobre a vegetação em chamas. Por terra, 30 brigadistas do Instituto e do Ibama, baseados em Pium e Formoso do Araguaia, combatiam o fogo na região do Retiro dos Bois, porção norte da unidade. Eles tinham o apoio da Funai e da Defesa Civl de Tocantins. No parque Nascentes do Parnaíba, o fogo era combatido por 28 brigadistas do ICMBio e Ibama, enquanto na Serra da Canastra, segundo o boletim, a situação parecia estar sob controle. As informações eram de que o fogo havia sido exintido na região da Babilônia. Apesar disso, o ICMBio mantinha dois aviões air tractor na unidade. De acordo com critérios técnicos, incêndios de nível I são de pequeno porte. Nesse caso, o combate é feito unicamente pelas brigadas da unidade. Os de nível II, médio porte, são incêndios maiores e exigem o apoio de parceiros em nível local ou regional. Já os de nível III são grandes incêndios. Para debelá-los, é preciso uma articulação de forças mais ampla, envolvendo a União, os estados e os municípios. Comunicação ICMBio

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

ILHABELA (SP) RECEBEU UMA VISITA ESPECIAL HOJE

Uma enorme baleia entrou pelo canal e fez exibições para quem teve a sorte de axistir esse belo espetáculo.
FOTO: Isabela Rusconi.

Campanha pela isenção de impostos sobre carros elétricos

A Vez do Brasil, empresa brasileira localizada em Curitiba, lançou uma campanha através da rede social Facebook mobilizando os usuários na luta pela isenção de impostos sobre veículos elétricos no Brasil. O intuito é conscientizar a população sobre a urgência de aprovação de leis que garantam a isenção ou diminuição de impostos sobre os carros elétricos no Brasil, além de incentivos para a produção de carros elétricos nacionais. Segundo o CEO da empresa, Tony Saad, se houvesse um plano de incentivos de isenção de impostos para a produção do carro elétrico, tanto no produto final quanto em sua cadeia produtiva, seria possível disponibilizar o modelo SEED da empresa a valores aproximados aos dos carros populares à gasolina comercializados hoje no país. “Precisamos urgentemente quebrar esse círculo vicioso de P&D que o Brasil vem enfrentando há anos, pois os países do 1º mundo incentivam fortemente suas indústrias e inovações e os produtos acabam chegando por aqui primeiro que os produtos nacionais. Precisamos sim, transformá-lo num circulo VIRTUOSO, como por exemplo, os veículos elétricos legitimamente nacionais, incentivando seu desenvolvimento e produção no país antes que, novamente, nossa única opção em mais alguns anos seja comprar produtos importados.” Comenta Tony Saad. A importância de proteção ao desenvolvimento nacional Uma das grandes preocupações do executivo sobre o cenário de carros elétricos no Brasil está na isenção de impostos sobre importações que não permitam o crescimento dos empreendedores brasileiros: “Isentar os impostos de importação sem proteger a produção nacional seria, no mínimo, matar a P&D e as iniciativas da nossa indústria, uma vez que os veículos elétricos importados chegarão aqui com uma forte sobrecarga de incentivos de seus governos de origem. Precisamos de mais carros elétricos circulando no país, sejam nacionais ou estrangeiros, mas também precisamos lembrar que nossa indústria depende de incentivos governamentais para enfrentar a concorrência sem ser esmagada por ela.” Afirma o CEO da Vez do Brasil. Tony ressalta também a necessidade de incentivos para que a indústria nacional se amplie, estimulando desenvolvedores brasileiros a tirarem seus projetos da garagem com garantias que a produção nacional prevaleça sobre os importados. “É preciso uma iniciativa que isente impostos sobre os carros elétricos genuinamente desenvolvidos e produzidos no Brasil, isentando também de impostos sua cadeia de fornecimento Supply-Chain, além de proteger e incentivar as iniciativas da indústria nacional. Existem muitos projetos de garagem que poderiam sair do papel e criar um mercado nacional forte e competitivo sem necessidade alguma de dependência de importação de tecnologia estrangeira.” Salienta Tony. Mais carros elétricos nas ruas Com a aprovação de leis que fomentem a aquisição de carros elétricos no país, os benefícios para o meio-ambiente são incomensuráveis. O veículo elétrico é a única solução zero ruído, zero emissão de gases de efeito estufa e zero emissão de poluentes. Além da natureza, ganha também o consumidor. O custo por quilômetro rodado situa-se abaixo do custo do veículo tradicional e exigências de manutenção são menos frequentes. Um motor a combustão possui de 300 a 400 partes móveis, enquanto um elétrico tem três. A mecânica do veículo elétrico também é mais simples, pois este não tem itens como caixa de marchas, bomba de combustível, filtros, correias, bico injetor, radiador, mangueiras, alternadores, canos de escapamento, tanque de combustível, etc. Tais itens, atualmente, são responsáveis por 90% dos problemas de manutenção e assistência técnica dos veículos convencionais. Para participar da campanha, basta ter um perfil na rede social e compartilhar as imagens na sua timeline. Sobre o carro elétrico da VEZ do Brasil A Vez do Brasil está fase final de captação de recursos para a constituição de sua unidade industrial piloto, uma montadora de veículos elétricos com emissão zero de poluentes, voltada primordialmente para o crescente mercado de Veículos Ambientalmente Corretos – Veículos Verdes! O carro, com tecnologia 100% nacional, tem autonomia média de 100Km, o que equivale a dizer que ele pode rodar cerca de 60 a 140Km com as baterias a plena carga dependendo das características de dirigibilidade do condutor, bem como das características médias da topografia como aclive, plano e declive, ambos exatamente como em qualquer veículo convencional modelo Flex. Iniciando a produção com modelos City Car e Utilitários, os carros poderão ser abastecidos em qualquer tomada convencional 110V ou 220V. Além disto, já estão em desenvolvimento totens para carga rápida que funcionarão como os parquímetros nas vagas de rua, ou locais públicos. Mais informações no site www.vezdobrasil.com.br

Escritor indígena lança livro para crianças sobre os povos da floresta

Vencedor do 8º Concurso FNLIJ Tamoios de Textos de Escritores Indígenas, a história 'Olho d’água - O caminho dos sonhos', de Roni Wasiry Guará, do povo indígena Maraguá, pode agora ser lida por todos: a Autêntica Editora publica em livro o texto vencedor, possibilitando que chegue às mãos de mais pessoas. Numa narrativa emocionada, o autor fala do passado e do presente da vida dos índios de sua tribo, uma das poucas de origem Aruak no Baixo Amazonas. Lembra dos “tempos de paz”, quando corriam à vontade pelas florestas, exerciam livremente seus costumes e tradições, tiravam da terra o próprio sustento com o respeito e o cuidado devidos. Resgata costumes, valores e tradições aprendidos com os mais velhos. E chega aos “tempos de mudança”, com a vinda do homem branco: a devastação, as doenças, a miséria, a descaracterização e a degradação da vida dos povos indígenas. Com uma linguagem simples e comovente, Roni Wasiry Guará não apenas mostra cenas e traços da cultura indígena, mas também provoca reflexão sobre a liberdade e a responsabilidade de cada um para com o planeta e a natureza. Como explica o ilustrador Walther Moreira Santos, o título significa também um lugar sagrado, pois os olhos d’água são a origem da própria vida. Foi com esse sentimento, de quem se aproxima de algo sagrado, que ele ilustrou as páginas do livro, usando, basicamente, aquarela e lápis de cor. Para a capa, como fundo, usou uma tela de tinta acrílica sobre um pedaço de madeira que resgatou de uma fogueira de São João. Sobre o autor – Natural do Paraná do Ramos, no Amazonas, Roni Wasiry Guará é professor da escola CFR – Casa Familiar Rural, que trabalha com questões voltadas para o desenvolvimento sustentável, a preservação ambiental, o manejo florestal e técnicas agrícolas. Formado em Pedagogia Intercultural Indígena, dá palestras sobre temas indígenas, além de trabalhar como radiologista em Boa Vista do Ramos (AM), cidade onde vive com sua família. Sobre o ilustrador - Walther Moreira Santos é pernambucano de Vitória de Santo Antão. É formado em Direito, mas o que gosta mesmo de fazer é escrever e ilustrar. Autor de várias obras para adultos, possui 21 livros autorais publicados, diversos ilustrados, mais 170 mil exemplares vendidos, 100 prêmios literários e três peças teatrais montadas. Pela Autêntica, publicou A longa lenga-lenga de Nona Milonga (http://migre.me/aogBv) , Tem tupi na oca e em quase tudo o que se toca (http://migre.me/aogDK) e tem, no prelo, Gata Mirrada e outros poemas. Título: Olho d’água - O caminho dos sonhos Autor: Roni Wasiry Guará Ilustração: Walther Moreira Santos Número de páginas: 32 Formato: 21 x 24 cm Preço: R$ 29,00 Indicação: a partir de 9 anos ISBN: 978-8565381-25-3

ICMBIO PROMOVE OFICINA DE VALIDAÇÃO DA FAUNA BRASILEIRA

Foto: Ronaldo Kotscho. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio da Coordenação de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (Coabio), promove entre os dias 27 e 31 de agosto, a Oficina de Validação das Avaliações da Fauna Brasileira. O encontro acontecerá no Hotel Nacional, em Brasília, e contará com a participação de especialistas dos diferentes grupos taxonômicos e de servidores do Instituto. O principal objetivo do encontro será analisar a consistência da aplicação do método UICN para validar as categorias de ameaça indicadas pela comunidade científica brasileira para as espécies durante as Oficinas de Avaliação da Fauna Brasileira. Os 11 centros de pesquisa ligados ao ICMBio tiveram participação no processo e estarão presentes com representantes do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP), Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (CEPTA), Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN) e Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade do Cerrado e Caatinga (CECAT). Segundo Rosana Subirá, coordenadora da Coabio, o Instituto já organizou 34 oficinas de avaliação da fauna brasileira e a validação permite que dois especialistas na metodologia, que não participaram da avaliação do grupo, avaliem a aplicação das categorias. “É a etapa final do processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. Esta oficina irá finalizar o processo de avaliação de diversos grupos taxonômicos que foram avaliados entre 2008 e 2011. É a primeira oficina deste tipo realizada e o plano é realizar encontros desses por semestre, de modo que a conclusão dos processos ganhem celeridade”, explica a coordenadora. Na ocasião, serão analisados diversos grupos de espécies como, por exemplo, mamíferos aquáticos, algumas famílias de peixes marinhos, anfíbios, crustáceos, moluscos, entre outros. Os resultados obtidos durante a Oficina serão divulgados pelo ICMBio e encaminhados ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) para subsidiar a atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção. Método UICN A metodologia UICN avalia o risco de extinção das espécies, com base em informações sobre sua distribuição, tamanho, tendência da população e ameaças que afetam as espécies. Para cada espécie é definida uma categoria que indica o seu nível de risco. É um conjunto de normas desenvolvido pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Comunicação ICMBio

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Justiça condena Monsanto por propaganda

Matéria veiculada nesta quarta-feira no portal de notícias UOL informa que o Tribunal Regional Federal (4ª Região) condenou a empresa Monsanto do Brasil a pagar indenização de R$ 500 mil por danos morais causados aos consumidores. A ação foi ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), que acusou a empresa de praticar “propaganda enganosa e abusiva”. A propaganda foi feita pela Monsanto em 2004, relacionando a soja transgênica e de herbicida (à base de glifosato) como benéficos à conservação do meio ambiente. Na mesma decisão, o TRF obriga a empresa a divulgar uma contrapropaganda esclarecendo as consequências negativas que a utilização de qualquer agrotóxico causa à saúde dos homens e dos animais. Segundo o MPF, que ajuizou a ação civil pública, o comercial era enganoso e o objetivo da publicidade era preparar o mercado para a aquisição de sementes geneticamente modificadas e do herbicida – num momento em que se discutia no país a aprovação da Lei de Biossegurança, que só foi promulgada em 2005. A campanha foi veiculada na TV, nas rádios e na imprensa escrita. Tratava-se de um diálogo entre pai e filho, no qual o primeiro explicava o que significava a palavra “orgulho”, ligando esta ao sentimento resultante de seu trabalho com sementes transgênicas, com o seguinte texto: - Pai, o que é o orgulho? - O orgulho: orgulho é o que eu sinto quando olho essa lavoura. Quando eu vejo a importância dessa soja transgênica para a agricultura e a economia do Brasil. O orgulho é saber que a gente está protegendo o meio ambiente, usando o plantio direto com menos herbicida. O orgulho é poder ajudar o país a produzir mais alimentos e de qualidade. Entendeu o que é orgulho, filho? - Entendi, é o que sinto de você, pai. Segundo o MPF, a empresa teria sido oportunista ao veicular em campanha publicitária assunto polêmico como o plantio de transgênicos e a quantidade de herbicida usada nesse tipo de lavoura. “Não existe certeza científica de que a soja comercializada pela Monsanto usa menos herbicida”, salientou o MPF. O relator do caso, desembargador federal Jorge Antônio Maurique, analisou os estudos constantes nos autos apresentados pelo MPF e chegou à conclusão de que não procede a afirmação publicitária da Monsanto. “A propaganda deveria, no mínimo, advertir que os benefícios nela apregoados não são unânimes no meio científico e advertir expressamente sobre os malefícios da utilização de agrotóxicos de qualquer espécie”, afirmou o desembargador, segundo o UOL. A contrapropaganda deverá ser veiculada com a mesma frequência e preferencialmente no mesmo veículo, local, espaço e horário do comercial contestado, no prazo de 30 dias após a publicação da decisão do TRF4, devendo a empresa pagar multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. Fonte: Ascom