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quarta-feira, 25 de março de 2015

PASSO A PASSO PARA CAPTAÇÃO DA ÁGUA DA CHUVA




Manual do IPT mostra todas as etapas da captação da água de chuva para situações emergenciais
 
 
A torneira seca hoje é a realidade de muitos paulistanos que, em bairros mais periféricos da cidade, já sentem os efeitos da falta de água. Diante de um cenário de crise de abastecimento e sem condições financeiras de se valer de um caminhão pipa, a solução para esses moradores vem literalmente do céu: a água de chuva é a aposta para aqueles que não têm mais opção para manter a sua rotina, que exige, para cada um, em torno de 180 litros de água por dia. 
 
Em situações emergenciais a água de chuva é uma solução possível, desde que alguns cuidados sejam tomados. São essas boas práticas, que vão da captação à utilização, passando pela filtragem e armazenamento da água, que o manual que o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) lança nesta semana pretende mostrar. 
 
“As chuvas que fecharam o verão paulistano, apesar de contrubuírem para o reservatório da Cantareira, não são suficientes para estancar a crise hídrica. A captação de água de chuva já é uma saída para muitas famílias, mas é preciso melhorar a qualidade dessa água que, em muitos casos, não é tratada corretamente”. O alerta é do pesquisador do IPT Luciano Zanella, doutor em engenharia sanitária e autor do manual, que busca oferecer à população orientações para o aproveitamento emergencial da água de chuva, apresentando as boas práticas para a sua captação, armazenamento e utilização doméstica. 
 
Apesar de ser uma técnica relativamente simples, o aproveitamento da água de chuva possui requisitos mínimos que devem ser respeitados para garantir o funcionamento do sistema e, principalmente, para assegurar a qualidade dos volumes coletados. O principal alerta da cartilha, que é voltada para o cidadão comum, sem conhecimento técnico, é a necessidade do descarte da água da primeira chuva, responsável pela lavagem da atmosfera e dos contaminantes presentes na superfície dos telhados. “Recomenda-se o descarte de dois litros de água para cada metro quadrado de área de telhado utilizado para captação, o que corresponde aos dois primeiros milímetros de precipitação. É também fortemente recomendada a filtragem dessa água, mesmo que de maneira simplificada, com a utilização de um filtro de malha do tipo de coador de chá”, explica Zanella.
 
Os usos mais convencionais dados a esta água são a descarga de bacias sanitárias, limpeza de pisos e veículos e rega de áreas verdes. Mas, se faltar água de qualidade superior, a água de chuva – desde que captada e tratada de forma adequada – pode ser também utilizada para ingestão e preparo de alimentos. Neste caso recomenda-se, após captação, tratamento e armazenamento da forma tecnicamente adequada, a fervura por um tempo superior a três minutos para melhorar a segurança sanitária.
 
O manual pode ser acessado gratuitamente por todos os interessados e está disponível no site do IPT pelo link http://migre.me/p6wJT  
 

quinta-feira, 19 de março de 2015

"Crise hídrica - a natureza aceita apenas a verdade"


Maurício Dziedzic é coordenador do Programa de Pós-Graduação em Gestão Ambiental (Mestrado e Doutorado) da Universidade Positivo
Maurício Dziedzic*

A falta de água forçava as pessoas a tomar urina reciclada. Essa era uma parte impressionante do livro "Não verás país nenhum", de Ignácio de Loyola Brandão, que li na adolescência. Hoje sei que o conceito não é tão esotérico e já se tornou realidade em alguns locais do planeta. Recentemente, Bill Gates tomou água proveniente de esgoto reciclado para mostrar que isso é seguro. Melhor seria não ter que recorrer a esse tipo de solução, mas tudo indica que, como diz o tetracampeão Zagallo, "vamos ter que engolir".

A escassez de água em São Paulo, no cerne do Brasil "desenvolvido", finalmente traz para aqueles que não tinham sido sensibilizados pelos anos de seca em regiões mais pobres a sensação de que o problema, além de real, é grave. E a situação, ao contrário de tantas outras que assolam nosso país, não pode ser resolvida, ou escondida, pela alteração de regras, pelo desmentido, pelo "eu não sabia", nem por medida provisória. A natureza aceita apenas a verdade - se a solução não for a correta, o problema não será resolvido, nem esquecido.

Após décadas de desmatamento, desproteção de nascentes, poluição nas mais variadas formas, impermeabilização do solo impedindo a recarga dos aquíferos e exploração desenfreada de recursos naturais, algumas regiões dão sinal de que a sociedade levou a natureza ao limite. É o caso de São Paulo. A variabilidade natural da ocorrência de chuvas, com alternância de períodos secos e períodos úmidos, faz com que seja normal a falta de água em alguns momentos. Todavia, os reservatórios são concebidos exatamente para garantir o abastecimento quando chove menos.

O astuto leitor diria que a solução é construir reservatórios cada vez maiores, à medida em que a população aumenta. Há limite de quanta água se pode armazenar, em função da quantidade que chove em cada bacia hidrográfica. Existem, porém, outras fontes de fácil acesso que estão sendo ignoradas no país todo: os próprios sistemas de distribuição de água, pasmem.

O Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos, 2012, publicado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), mostra que as perdas médias de água tratada no Brasil são de 36,9 %. O índice no PR é de 33 %. O menor é do Distrito Federal, com 23,9 %, e o maior é do Amapá, com 71,9 %.

Levando em conta que parte dessas perdas pode não ser real, mas simplesmente água furtada do sistema por ligações irregulares, pode-se arredondar a conta. Ou seja, mais de um terço é perdido por falhas na rede. Em países desenvolvidos, o índice é próximo a 10%. Poderíamos estabelecer meta mais humilde, talvez próxima a 20 % a médio prazo. Já faria diferença.

Para isso, é necessário investir em infraestrutura e na gestão do saneamento. Não adianta culpar as concessionárias se não são dadas condições para melhorar a situação. O orçamento deveria ser maior. Há muito tempo o setor se queixa e não é ouvido. Infraestrutura é resolvida com obras - principalmente a melhoria das redes de distribuição. A gestão é resolvida com honestidade e educação.

A honestidade resolveria também outros problemas do país que, além da crise hídrica, passa por crise moral, nos transportes, na energia, entre outras. A educação idem, pois profissionais e pessoas, em geral, com melhor formação e discernimento, poderiam utilizar recursos com mais responsabilidade, conduzir melhor o país e decidir seu destino, em vez de serem conduzidas.


*Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Gestão Ambiental (Mestrado e Doutorado) da Universidade Positivo.

Entidades denunciam crise hídrica de SP na ONU


Conectas, em apoio à Aliança pela Água, cita na 28a sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas medidas do governo paulista que afetam a população

São Paulo, março de 2015 - Conectas e Aliança pela Água denunciarão a crise hídrica do Estado de São Paulo durante a 28ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, nesta sexta-feira (20).

Em pronunciamento oral, as organizações irão alertar quanto à iminente situação de colapso no abastecimento de água na região, que ameaça o direito humano de acesso à água.

“A maior e mais rica região metropolitana do país está enfrentando a pior crise hídrica de sua história. Nossos principais reservatórios de água foram quase exauridos, colocando em risco o abastecimento de água de milhões de pessoas”, diz trecho do pronunciamento.

As entidades enfatizam a crise como consequência de décadas de políticas equivocadas na gestão e conservação da água e o uso indiscriminado do racionamento informal, chamado pelo governo de “redução de pressão”, que impacta principalmente as comunidades mais vulneráveis.

Com a denúncia, as organizações esperam acionar os mecanismos do Conselho de Direitos Humanos da ONU em defesa do direito humano de acesso à água dos cidadãos paulistas, como o Relator Especial da ONU para a Água. O pronunciamento está previsto para a manhã do dia 20.

A Conectas possui status consultivo nas Nações Unidas, o que permite participação nas sessões do Conselho. Reunindo representantes da sociedade civil e governos de 47 países membros, incluindo o Brasil, o CDH é a instância global por excelência para a discussão do tema dos direitos humanos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

PROJETO HORTA NA ESCOLA EM ILHABELA (SP) AJUDA NA MERENDA


Escola municipal do norte da ilha tem projeto “Horta na Escola”


A E.M. Leonardo Reale atende alunos de até 10 anos, com creche, ensino Infantil e ensino fundamental I. O projeto está implantado há cerca de 6 anos
 
 
 
Há cerca de 6 anos o projeto “Horta na Escola” é sucesso entre os alunos da E.M. Leonardo Reale, no bairro Armação, região norte de Ilhabela. A importância de uma boa alimentação e a preservação da natureza são alguns objetivos do programa. A unidade atende atualmente alunos da Creche (até 3 anos), Ensino Infantil (Até 6 anos) e Ensino Fundamental I (Até 10 anos). 
 
O espaço parece pequeno para a demanda de alimentos que são produzidos. São 24m² de horta. Os alimentos são variados e para todos os gostos. Tem couve, beterraba, alface, manjericão, almeirão, pepino, pimenta, cebolinha, cenoura, gengibre, hortelã, rabanete, orégano, alecrim, capim-cidreira, abacaxi, entre outros. Nesta época do ano, o destaque fica por conta da qualidade da berinjela, outro alimento bastante consumido na unidade.
 
Vale lembrar que os alimentos plantados e colhidos são usados na merenda escolar dos alunos. Há quase dois anos, a escola também iniciou um trabalho com flores e plantas tradicionais. Algumas já enfeitam a unidade, como orquídeas, “11 horas” e “beijinho”.
 
Atualmente, Ilhabela conta 6 mil alunos e 30 escolas municipais, sendo 22 na área urbana do município e oito nas comunidades tradicionais caiçaras.

 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

ACOMPANHE O PLANTIO DE 2 MIL MUDAS DE ÁRVORES NATIVAS EM CARAGUATATUBA SP


Dia 17 o Instituto Supereco planta 2 mil mudas de árvores nativas em Caraguatatuba, litoral norte de SP
A iniciativa favorece os recursos hídricos da região recuperando a mata ciliar e melhorando a qualidade da água. Evento aberto ao público!
Conservar a mata ciliar, ou seja, a que se desenvolve nas margens dos rios, é fundamental para o desenvolvimento da flora, fauna e qualidade da água que chega até nossas torneiras, por isso, o Projeto Tecendo as Águas, do Instituto Supereco, tem como meta o plantio de 8,5 mil mudas de árvores nativas no litoral norte de SP até junho de 2015. Dia 17 de janeiro, próximo sábado, das 8h às 12h, o plantio de 2 mil mudas será na Fazenda Boi N’Água, Estrada Cambixo, Km 3, bairro Cambixo (Rio Claro), na área rural de Caraguatatuba. Toda a comunidade está convidada a participar devendo, nesse caso, ir com roupas confortáveis, botas, chapéu ou boné. As inscrições devem ser feitas pelo fone (12) 3892-6292 com Violeta ou Natália ou email gestaoambiental@supereco.org.br . Aos participantes será oferecido lanche e suco.
Trata-se de um plantio educativo e comunitário envolvendo os objetivos Saberes das Águas e Águas da Mata do Projeto Tecendo as Águas com apoio especial do Programa de Educação Ambiental da Nova Tamoios Contornos. As atividades de plantio serão auxiliadas e orientadas por profissionais da área de gestão ambiental da DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S/A, empresa responsável pela implantação da nova rodovia do Litoral Norte.
Ainda haverá outros três mutirões para plantio de mudas até março. Entre as mudas estão espécies como sangra d’água, capororoca e aroeira-pimenteira que são árvores pioneiras, isto é, crescem rápido e dão sombra para outras espécies se desenvolverem. Serão plantadas também árvores como ingá, figueira, araçá e guarucaia cujos frutos aves e outros animais como macacos apreciam bastante e ajudam a dispersar sementes, auxiliando no crescimento de mais árvores. Nesse plantio serão ainda usadas mudas de pau-viola, tamboril, suinã, maricá, mutamba da várzea e angico branco.
São todas árvores presentes na Mata Atlântica, muitas específicas da restinga, ecossistema que hoje sofre forte degradação pela ação do ser humano. A ação acontece na beira do Rio Claro, um dos afluentes do Rio Juqueriquerê, ao lado do plantio realizado pelo Supereco em dezembro, criando um corredor biológico. O Tecendo as Águas tem patrocínio da Petrobras por meio do programa Petrobras Socioambiental,  parceria da Chevrolet e dos Institutos Educa Brasil e Trata Brasil, e apoio do Centro de Educação Ambiental de Guarulhos, do Made in Forest, da OBME e das Prefeituras Municipais de São Sebastião e de Caraguatatuba.
Ajudando a natureza a se recuperar
No dia 6 de dezembro o plantio contou com a ajuda de voluntários como o Seu Sérgio Ferrari Pagnota e sua esposa Dona Dalva, ambos de 80 anos. O sol escaldante não desanimou o casal que chegou a plantar perto de 50 mudas: “É uma benção poder participar de uma ação dessas e ajudar o planeta. Faço isso pensando no bem de todas as pessoas e também da natureza. Espero que meus netos e bisnetos possam ver essas árvores crescidas”, disse Dona Dalva.
A fisioterapeuta Sônia Lopes de Oliveira também se ofereceu para o mutirão: “Já gosto bastante de plantar e faço isso na minha casa com frequência, mas nunca tinha participado de um mutirão e achei maravilhoso. É uma experiência incrível estar ajudando a natureza a se recuperar”. A estudante de Gestão Ambiental, Beatriz Manhoso, aproveitou a oportunidade para cumprir estágio: “É bom para meu curso, mas também adoro plantar. Quero ver essas árvores florescerem. Seria ótimo ver o resultado dessa iniciativa da qual participei”.
As matas ciliares são fundamentais para o equilíbrio ecológico reduzindo o assoreamento (processo que se observa no leito dos rios por acúmulo de detritos, lixo e entulho provocando transbordamento em épocas de grande quantidade de chuvas), mantendo a qualidade da água e impedindo a entrada de poluentes para o meio aquático. Também formam corredores ecológicos que contribuem para a conservação da biodiversidade fornecendo alimento e abrigo para a fauna. O nome “mata ciliar” vem do fato de oferecerem proteção a rios e lagos assim como os cílios protegem os olhos.
“Essa ação que estamos realizando nas margens dos cursos d’água da Bacia do Rio Juqueriquerê é de extrema importância, já que as águas destes rios são as que abastecem grande parte da população de São Sebastião e Caraguatatuba. Com o plantio nas margens destes rios, contribuímos com a possibilidade de se ter água em quantidade e com qualidade já que protegemos estes locais do acúmulo de materiais sólidos que podem causar o assoreamento dos cursos d’água. Além deste benefício para os seres humanos, estes lugares propiciam a manutenção da biodiversidade local. As matas ciliares fazem parte dos corredores ecológicos, conectando fragmentos florestais e muitos animais as utilizam para migrarem para reprodução, facilitando o fluxo genético entre a espécie”, explica o engenheiro florestal Juliano Hojah, coordenador da equipe de gestão ambiental do projeto Tecendo as Águas

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Supereco ouve a comunidade de São Sebastião para traçar diagnóstico socioambiental


No dia 3 de novembro, o Projeto Tecendo as Águas, do Instituto Supereco, iniciou um Diagnóstico Socioambiental e Sanitário na Bacia do Rio São Francisco, onde se encontra uma das captações de água que abastece parte de Caraguatatuba e São Sebastião, no litoral norte de São Paulo e que integra o sistema Porto Novo-São Francisco. Até meados de dezembro a equipe do Tecendo estará visitando moradias nos bairros São Francisco e Morro do Abrigo, ambos em São Sebastião, e aplicando um questionário que aborda tratamento de esgoto, tipos de moradias, abastecimento de água e destinação do lixo. Tudo isso para gerar um diagnóstico que permita caracterização do estado atual da bacia do Rio São Francisco, entendimento da situação dessas comunidades e a relação que elas possuem com os cursos d`água da região.
Com os dados que estão sendo coletados, a equipe do Instituto Supereco estará elaborando um documento e realizará uma devolutiva entre os meses de junho e julho de 2015. O mesmo estudo será apresentado em reunião com os parceiros envolvidos e lideranças comunitárias como a Prefeitura de São Sebastião, o CBH-LN (Comitê das Bacias Hidrográficas do Litoral Norte) e a Sabesp, entre outros, para avaliação dos resultados, sugestões e validação. O diagnóstico socioambiental e sanitário servirá de base para a implementação e o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a região já que mostrará as lacunas existentes nesses bairros e onde são necessários investimentos para a melhoria ambiental e da qualidade de vida da população.
Quem Faz
O Projeto “Tecendo as Águas” é realizado em parceria com a Chevrolet e o Instituto Educa Brasil, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e tem seis objetivos que se conectam no sentido de trabalhar a floresta, a água, educação, saúde, cultura, turismo, geração de renda e qualidade de vida: “Saberes das Águas”, “Se Ligue nas Águas”, “Conhecendo as Águas”, “Caminho das Águas”, “Águas da Mata” e “No Ritmo das Águas”. Conta também com o apoio do Comitê das Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBHLN), das prefeituras de São Sebastião e de Caraguatatuba, do Instituto Trata Brasil, da rede Made In Forest, do Centro de Educação Ambiental de Guarulhos (CEAG) e da Organização Brasileira de Mulheres Empresárias (OBME).

Mercado aquecido para gestores ambientais


 O Centro Universitário Senac está com inscrições abertas para o vestibular 2015 e um dos destaques é o curso de Tecnologia em Gestão Ambiental. Que capacita profissionais capazes de atuar com os grandes temas que estão latentes na sociedade como projetos de intervenções ligados ao meio ambiente, gerenciamento e gestão de resíduos sólidos; planejamento ambiental, remediação de áreas contaminadas, implantação de sistemas de gestão ambiental, educação ambiental, uso racional de recursos naturais, entre outros. 
A relação do homem e o meio-ambiente ocupa cada vez mais espaço na execução de projetos e grandes obras. Por isso, a profissão de gestor ambiental vem ganhando destaque nos últimos anos. O curso superior de Tecnologia em Gestão Ambiental, oferecido no Centro Universitário Senac – Santo Amaro, aborda a questão do meio ambiente de forma sistêmica e interdisciplinar, propiciando ao aluno o debate sobre os principais impactos socioambientais nos meios urbano, rural e natural e sobre as ferramentas que poderá adotar para melhorar o desempenho ecológico das diferentes atividades humanas.
“Formamos profissionais capazes de atuar com os grandes temas que estão latentes em nossa sociedade como projetos de intervenções ligados ao meio ambiente, gerenciamento e gestão de resíduos sólidos; planejamento ambiental, remediação de áreas contaminadas, implantação de sistemas de gestão ambiental, educação ambiental, uso racional de recursos naturais, entre outros” explica a coordenadora do curso Emilia Satoshi Miyamaru Seo.
O curso, com duração de dois anos, está com inscrições abertas para o vestibular do primeiro semestre de 2015. O tecnólogo em gestão pode trabalhar no planejamento e na implantação de um sistema de gestão ambiental, no desenvolvimento de um programa de educação ambiental, na elaboração de projetos ambientais, no gerenciamento de uma reserva ecológica, no gerenciamento de resíduos sólidos ou ainda na remediação de áreas contaminadas. “Enfim, o gestor ambiental é o profissional que promove o desenvolvimento sustentável, associando as três características fundamentais: economia, meio ambiente e fator social”, explica Emilia.
A tendência do setor é promissora, os órgãos públicos precisam do profissional para a elaboração e implantação de políticas públicas para o meio ambiente. E empresas privadas, para se adequar às exigências da legislação ambiental, da fiscalização e do mercado internacional. O profissional de gestão ambiental é qualificado para atuar em diferentes tipos de empresas, instituições de ensino, institutos de pesquisa, empresas de saneamento, planejamento e gestão ambiental, fundações, indústrias, consultorias, agências ambientais e órgãos públicos, aplicando métodos e técnicas de gestão ambiental. Dentre citados, maiores empregadores são; indústrias de transformação, indústrias de serviços, agências de ecoturismo e consultorias ambientais.

Vestibular 2015

O Centro Universitário Senac está com inscrições abertas para o vestibular do primeiro semestre de 2015. A instituição, que neste ano completa 25 anos de atuação no ensino superior, oferecerá 54 cursos, sendo 12 a distância e 42 presenciais. São 3.490 vagas para os cursos presenciais, ofertados nos campi Santo Amaro, em São Paulo, Águas de São Pedro e Campos do Jordão, ambos no interior do Estado e que contam com a estrutura dos hotéis-escola da instituição, e no Senac Tiradentes, também na capital.

Os candidatos ainda têm à disposição 1.500 vagas para os cursos de graduação a distância, possíveis aos interessados de todo o território nacional com disponibilidade para duas provas presenciais em São Paulo por semestre. Esses cursos serão ofertados por meio do portal Senac EAD – www.ead.senac.br. O diferencial no portfólio de cursos a distância são os lançamentos: Tecnologia em Gestão Pública e Tecnologia em Comércio Exterior. Divididas em cinco fases, as inscrições para o vestibular dos cursos a distância acontecem até 3 de fevereiro de 2015.

As novidades no portfólio de cursos presenciais são: Engenharia de Controle e Automação, Tecnologia em Banco de Dados e Engenharia de Energia. As inscrições para o vestibular presencial e mais informações podem ser obtidas pelo portal www.sp.senac.br/vestibular. A prova será realizada em 6 de dezembro e a taxa de inscrição é de R$ 80.

Serviço:
Inscrições para o Vestibular 2015 do Centro Universitário Senac
Cursos presenciais
Período: até  23/11/2014
Taxa de inscrição: R$ 80

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Livro infantil aborda ocupação desenfreada do litoral brasileiro




Em Alice no fundo do mar personagem se envolve em “histórias de pescador” e descobre das ações impensadas do ser humano

            De que maneira educar as crianças para que compreendam a importância do meio ambiente e o equilíbrio ecológico? No livro Alice no fundo do mar, publicado pelo selo Volta e Meia da editora Nova Alexandria, a socióloga Vanessa Labarrere chama a atenção para a ocupação desenfreada do litoral brasileiro e a falta de controle na produção e descarte de lixo, que compromete inclusive os oceanos.
            Filha de biólogo, a personagem inicia seu interesse pela natureza e vai descobrindo a influência da humanidade em cada lugar por onde passa e como as construções que desenvolve, nada sustentáveis, agridem toda forma de vida que os cerca.  Mas é ao lado da tartaruga marinha Madu, que a curiosa garota entra em contato com o mundo debaixo d’água e se interessa ainda mais pelos seres vivos do oceano.
            Guiada através das nadadeiras de sua nova amiga, Alice conhece o efeito devastador da poluição, que causa sérios danos também à vida subaquática. Ela se envolve em várias “histórias de pescador”, na tentativa de fazer uma faxina nos corais, em que é auxiliada por prestativos e inteligentes golfinhos.
            Indicada para crianças de seis a nove anos, a narrativa é leve e bem-humorada. A autora homenageia, nesta obra, o clássico da literatura infantil Alice no País das Maravilhas, do escritor inglês Lewis Carrroll (1832-1898), e, na vivência da garota que fala com os animais, se aproxima de outro personagem clássico, o Dr. Dolittle, criado pelo escritor inglês Hugh Lofting (1886-1947). O prefácio é do contista e pesquisador brasileiro Marco Haurélio.

Confira um trecho:
— Pai, por que as pessoas jogam essas coisas na água?
— A maior parte das vezes elas não jogam na água: elas deixam o lixo na areia mesmo, então, a maré sobe e leva tudo para o mar.
— E por que elas não jogam na lixeira, pai?
— Porque quase nunca há lixeiras por perto, e porque muitas pessoas não se educaram para recolher seu próprio lixo.
— Nossa!
— Mas não é só o lixo dos banhistas que poluem o mar, não. Outras vezes, o pessoal que trabalha nos navios joga o lixo no oceano e as correntes marítimas levam para praia. E também o lixo que as pessoas jogam no chão nas cidades pode vir para o mar.

Ficha Técnica:
Classificação indicativa: de 6 a 9 anos
Tamanho: 16X23cm
Páginas: 52
Preço: R$ 37,00

Sobre a autora:
Vanessa Labarrere é graduada em Sociologia e mestre em Linguística (ambos cursos pela UnB). Especialista em Educação Ambiental (Senac/AP), é também servidora pública, o que lhe permite exercer sua função em vários cantos do país. É brasiliense, mas está passando uma temporada em Macapá. É autora, além deste Alice no fundo do mar, de Interior Vermelho, publicado pela Audiolivro Editora. Participa ativamente de projetos culturais voltados à formação de leitores e profere palestras para professores, crianças e adolescentes.

Mais informações:
Barbara Ataide barbara@liliancomunica.com.br

(11) 2275-6787/ (11) 9-5798-0005

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

CRESCE BUSCA POR CERTIFICAÇÕES AMBIENTAIS EM CONSTRUÇÕES NO BRASIL



Finalmente parece que a balança custos X economia sustentável de longo prazo pesou para o lado do meio ambiente. Apesar de mais caras - o aumento do custo de uma obra com certificação ambiental varia entre 1% e 7% - obras que buscam selos como LEED e AQUA crescem no Brasil. É o que garante a MHA Engenharia, empresa há 39 anos no mercado, com mais de uma dezena de obras certificadas, como o Complexo Rochaverá, as Arenas Grêmio e Cuiabá, Avon Cosméticos, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, entre outros.

Entre os dois selos de maior destaque no Brasil, processo AQUA e LEED, os números crescem a cada ano, o que torna o Brasil o pais Sul-Americano de maior participação no mercado. Para o Processo AQUA, aproximadamente 150 empreendimentos estão certificados, e para o LEED cerca de 100 empreendimentos já foram certificados pelo US-GBC - US Green Building Council (Conselho Americano de Construções Verdes, que controla as certificações LEED). 871 registros para obtenção de selos LEED estão em processo de análise. Considerando que o primeiro edifício foi certificado em 2007, percebemos a expressiva aceitação do mercado brasileiro.

“Cada vez mais os empreendimentos já chegam para a MHA fazer o projeto com a premissa de serem certificados, ou que ao menos adotem conceitos de alguma certificação ambiental, mesmo que a certificação em si não seja o foco final”, diz Fabiana Frassetto, arquiteta da MHA.

A exigência acompanha esse desenvolvimento, e a consciência em relação às edificações certificadas vem ganhando forma no Brasil. Os primeiros empreendimentos tinham um apelo muito maior de marketing. “A partir dos primeiros, o mercado foi descobrindo que a obra era mais cara sim, mas não inviabilizava o empreendimento, e a economia potencial na operação valeria o investimento inicial”, garante Fabiana. “Com o novo conceito absorvido, os clientes estão mais informados, e já sabem o que querem em seus empreendimentos para gerar economia de recursos naturais e gerar um menor impacto ambiental”.

Começa no projeto

A busca pela certificação em uma construção começa no projeto, pois já existem muitas diferenças desde o papel. “São obrigatórias várias atividades ao longo do desenvolvimento do projeto para que haja o reconhecimento de sistemas de baixo impacto ambiental”, explica Fabiana. Um empreendimento sustentável atende ao tripé da sustentabilidade, ou seja, incorpora soluções voltadas ao ambiente físico, ao comprometimento social e também às questões econômicas. “Em um projeto com premissas sustentáveis o comprometimento com o uso dos recursos naturais, a racionalização da construção e a manutenção são muito discutidos, para que efetivamente o empreendimento preserve ou reduza os efeitos da ação humana no meio. Quando desenvolvemos um projeto com essas premissas procuramos produtos, materiais, sistemas e tecnologia de baixo impacto e comprometidos com o meio ambiente”, afirma Fabiana.

Qualquer empresa pode desenvolver edifícios sustentáveis, pois a técnica os engenheiros já possuem. “A diferença é a experiência em fazer edificações certificadas, pois já aprendemos onde estão os maiores entraves, quais são as questões mais polêmicas”.

O desafio de construir com sustentabilidade é sair do convencional, deixar o rotineiro da engenharia de lado. Fazer um projeto diferente, pensar no lugar onde ele se insere de maneira efetiva, pensar no clima, na conexão urbana, na economia de recursos naturais, na construtiva, na manutenção e transpor os obstáculos, seja econômico, funcional ou técnico, com uma equipe de confiança onde todos estejam dispostos a colaborar e projetar um empreendimento mais eficiente.

Sobre a MHA Engenharia

No mercado há 39 anos, a MHA é uma empresa nacional especializada em engenharia consultiva, com experiência em projetos de engenharia e gerenciamento de obras, com alto nível técnico para projetar e gerenciar os mais complexos projetos da construção civil.

Com mais de 2800 obras em instalações elétricas, hidráulicas, climatização e cálculo estrutural, a MHA possui grandes projetos em diversas áreas como: Hospital Oswaldo Cruz em São Paulo, Cenpes Petrobras (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello), Complexo Industrial da Hyundai em Goiás, Shopping Pátio Higienópolis, Copacabana Palace, Estádio Nacional de Brasília (Mané Garrincha), Hospital Sírio Libanês, ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), Metalúrgica Nova Americana, Avon Cosméticos em Cabreúva- SP, Indústrias Romi, Hotel Hilton no bairro do Morumbi em São Paulo, Hotel Unique, Shopping JK Iguatemi, Shopping Paulista, Michelin, Mercedes Benz do ABC, Coca- Cola em Jundiaí, Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão Antonio Carlos Jobim, entre outros. www.mha.com.br



 Beatriz Minne Schauff

São Paulo

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www.flotereschauff.com.br

CURSO A DISTÂNCIA DE CAPACITAÇÃO TECNOLÓGICA EM FLORICULTURA GRATUITO


      

  A partir da necessidade detectada pela Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) está oferecendo no seu portal de ensino a distância um programa de Capacitação Tecnológica em Floricultura. O programa, totalmente gratuito, é destinado aos profissionais com formação técnica ou superior em Ciências Agrárias que já se dedicam ou queiram se dedicar ao cultivo de flores, buscam inovações, mas não podem frequentar aulas presenciais.

O consumidor exige cada dia mais qualidade        
          ​Vai longe o tempo em que o brasileiro enfeitava sua casa com flores colhidas no próprio jardim, rosas, margaridas, jasmins, gérberas, cravos, lírios, entre outros. Consumimos cada dia mais flores, porém, compradas em floriculturas ou supermercados. Com um crescimento médio de 15% ao ano na última década, a floricultura é a atividade agrícola que mais se expande no País. Mesmo em 2014, com a economia em baixa e a inflação em alta, estima-se que o avanço do setor seja de, no mínimo, 8%. Entretanto, dominada principalmente por pequenos produtores, a floricultura brasileira esbarra em uma grande dificuldade: encontrar pessoal qualificado para orientar, sobretudo, o cultivo.
O problema, hoje comum a diversos setores da economia nacional, torna-se ainda mais urgente em uma área que demanda muita mão de obra. Com uma extraordinária capacidade de geração de empregos, a floricultura exige, pelo menos, oito trabalhadores por hectare, mais que o dobro que a fruticultura, que requer três pessoas por hectare, e oito vezes mais que a soja, onde apenas um empregado é capaz de cuidar da mesma área.
Eduardo Costa, assessor técnico da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA, observa que o programa disponível no portal EaD SENAR é uma oportunidade inédita para instrutores agrícolas de todo o país terem acesso às mais modernas tecnologias e repassá-las aos floricultores. “Havia uma carência de iniciativas como essa para alinhar a metodologia dos instrutores com as inovações do setor.“
Altamente competitiva, a floricultura aplica tecnologias cada vez mais avançadas e cobra dos produtores grande conhecimento técnico para sobreviver no mercado. Costa observa que o floricultor vem buscando incessantemente impressionar um consumidor exigente, com novas cores, variedades e com a durabilidade das flores. “Tudo isso demanda alta tecnologia”.
Técnicas simples e sofisticadas
Com suas dimensões continentais, o Brasil desfruta do privilégio de apresentar  diversos microclimas favoráveis à produção de flores. Atualmente, produz mais de 350 espécies de flores e mais de três mil variedades. Cerca de oito mil floricultores estão espalhados por todas as regiões, mas concentram-se principalmente em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará – um dos maiores produtores de rosas.


Para Silvana o curso trouxe nova visão
Em Pernambuco, a instrutora do SENAR, Silvana Araújo, orienta os produtores no cultivo de rosas, crisântemos e diversas flores tropicais. Mesmo para quem tem larga experiência como ela, Silvana aconselha a capacitação tecnológica oferecida no Portal EaD SENAR. “Ninguém é formado por completo, sempre temos algo a aprender. O curso nos dá uma nova visão do que acontece no mercado e, além disso, nem sempre temos facilidade de acesso a programas com essa qualidade.” Silvana cita como novidades a sofisticada tecnologia do controle informatizado das estufas, mas também técnicas simples e eficazes para o aumento da produtividade, como a proteção do solo com malhas.
O programa de Capacitação Tecnológica em Floricultura da EaD SENAR é  dividido em três diferentes cursos: Sistemas Produtivos e Manejos Culturais na Floricutura; Produção de Flores de Corte, Flores de Vaso e Plantas Ornamentais; e Legislação, Planejamento e Mercado de Flores. Cada curso está estruturado em 20 horas-aula, que devem ser concluídas pelo aluno em um mês.
As aulas das primeiras turmas do curso Sistemas Produtivos e Manejos Culturais na Floricultura começam no próximo dia 9. Mas inscrições para novas turmas estão abertas no portal http://ead.senar.org.br/cursos. Para os outros dois cursos, as matrículas ainda não estão abertas. Além do programa de Floricultura, a EaD SENAR também já oferece capacitação tecnológica em Heveicultura, Silvicultura e Suinocultura.
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