quinta-feira, 5 de julho de 2012
UM BELO EXEMPLO DE ARBORIZAÇÃO EM PETROLINA PE
Em seis meses, Viveiro Municipal de Mudas de Petrolina já distribuiu mais de 3,5 mil espécies nativas
Em seis meses de funcionamento, o Viveiro Municipal de Mudas, localizado na Escola Municipal Governador Miguel Arraes, no bairro Henrique Leite, está desenvolvendo um papel importante no processo de arborização de Petrolina. Coordenado pela Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), o Viveiro faz parte do Programa de Educação Ambiental “Petrolina Mais Verde” e já distribuiu mais de 3,5 mil mudas de espécies nativas
PROGRAMA DE MARCAÇÃO MOSTRA A VIAGEM DAS TARTARUGAS PELOS MARES
Uma tartaruga verde (Chelonia mydas) juvenil foi capturada acidentalmente em uma rede de emalhe na Praia do Cedro, em Ubatuba (SP), dias atrás. Ela trazia anilhas do Projeto Karumbé, do Uruguai, que havia marcado o animal em abril de 2010, em Cerro Verde, onde o projeto desenvolve atividades de pesquisa e conservação de tartarugas marinhas. Depois de tratada na base do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas (Tamar), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a tartaruga foi devolvida ao mar.
Fatos como esse reforçam a importância do programa de marcação de tartarugas marinhas, que no Brasil é mantido pelo Tamar. Por meio dele, pode-se traçar as principais rotas desses animais e definir ações de proteção mais eficazes. E para complementar o programa, o Tamar tem ainda o Estudo da Biologia das Tartarugas Marinhas através de Telemetria por Satélite, feito em parceria com o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) e outras instituições. A pesquisa reúne informações sobre o comportamento migratório das tartarugas.
Primeira vez
Duas outras tartarugas verdes marcadas em Ubatuba, em épocas anteriores, já haviam sido encontradas no Uruguai pelas equipes do Karumbé, mas essa foi a primeira vez que o Tamar de Ubatuba registrou um animal marcado lá.
No município cearense de Almofala, o Tamar registrou recentemente o encalhe de uma fêmea adulta de tartaruga verde, marcada no Suriname. Foi o primeiro registro feito pelo Centro, desde que o programa de marcação de tartarugas marinhas do Suriname foi reativado há dois anos, por meio do WWF Guianas.
Nos anos 70, quando o programa estava em plena atividade, os registros indicavam que a maioria dos animais marcados na região ia para o litoral do Ceará, área de alimentação, descanso e passagem para as tartarugas marinhas.
O Tamar tem ainda outros registros de tartarugas marcadas no Ceará e recapturadas em outros países como, por exemplo, Trinidad Tobago e Nicarágua. Sabe-se também que nos anos 60 e 70 dezenas de animais provenientes da Ilha de Ascención foram capturados em currais de pesca de Almofala.
Estudo
O Estudo da Biologia das Tartarugas Marinhas através de Telemetria por Satélite pesquisou os deslocamentos reprodutivos e pós-reprodutivos das espécies, fazendo inclusive análises de DNA e avaliação da influência da pesca oceânica nas áreas comprovadas de maior uso dos animais.
Além de identificar as regiões percorridas e os locais onde as tartarugas permaneceram por mais tempo – informações que vão facilitar o trabalho de conservação nas várias fases do ciclo de vida dessas espécies –, o programa de marcação e o estudo de telemetria por satélite indicam que as tartarugas marinhas que ocorrem na costa brasileira têm um período de vida compartilhado com outros países dos continentes americano e africano.
Segundo a coordenadora técnica nacional do Tamar, a oceanógrafa Neca Marcovaldi, as informações recolhidas são muito importantes para o planejamento e execução das ações de conservação das tartarugas marinhas. “São úteis, por exemplo, para subsidiar medidas de proteção, ordenamento da pesca, licenciamento ambiental e criação de áreas marinhas protegidas”.
Serviço:
Conheça o Projeto Tamar e o Projeto Karumbé e saiba mais sobre a rota das tartarugas.
Comunicaçao ICMBio
quarta-feira, 4 de julho de 2012
SAIBA O QUE É UMA FLORESTA COMUNITÁRIA
Florestas Comunitárias ocupam cerca de 136 milhões de hectares
Florestas Públicas Comunitárias são aquelas habitadas ou usadas por comunidades tradicionais, agricultores familiares e assentados da reforma agrária. No Brasil, estas florestas tem significativa importância, em função de sua abrangência - ocupam cerca de 136 milhões de hectares - e de sua relevância social e econômica, pois o uso destas florestas gera produtos e renda para mais de 2 milhões de habitantes.
Existe uma ampla diversidade na organização social e cultural das comunidades que vivem da floresta, bem como na forma de uso dos recursos florestais. Há comunidades indígenas vivendo em florestas nos diferentes biomas brasileiros; comunidades
extrativistas - como quebradeiras de coco e coletores de castanha - vivendo ou não em Reservas Extrativistas; comunidades quilombolas em diferentes fases de regularização do território; assentamentos em áreas florestais, entre muitos outros. O uso dos recursos florestais depende da diversidade das florestas e dos arranjos locais existentes para consumo e comercialização.
Para muitas comunidades, a floresta é essencial para a sobrevivência econômica e manutenção da identidade cultural. Atualmente, 57% das florestas públicas existentes no país são florestas comunitárias, segundo o Cadastro Nacional de Florestas Públicas. A maior parte das florestas ocupadas por comunidades tradicionais estão mais conservadas do que outras áreas na mesma região, devido às práticas ancestrais de uso da floresta e à defesa do território que ocupam. No entanto, várias comunidades enfrentam problemas para realizar o uso sustentável de seus recursos florestais, o que implica na degradação das florestas.
A atuação do Serviço Florestal Brasileiro em relação às florestas comunitárias visa promover e apoiar a conservação e o uso sustentável para que as comunidades residentes em florestas públicas possam manejá-las de forma autônoma.
Quadro 2: Área estimada de florestas comunitárias no país, em 2009.
CATEGORIA ÁREA (ha)
Terra Indígena 108.026.010,3
RESEX 11.871.079,4
RDS 6.683.400,0
PAE 6.004.132,1
PDS 2.457.319,6
PAF 225.498,7
TOTAL: 135.267.440
Fonte: CNFP/Serviço Florestal Brasileiro.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
AMMA (GO) ORIENTA POPULAÇÃO QUANTO AO PERÍODO DE REPRODUÇÃO DE ANIMAIS SILVESTRES
AMMA ORIENTA POPULAÇÃO QUANTO AO PERÍODO DE REPRODUÇÃO DE ANIMAIS SILVESTRES
Nesse período, é mais freqüente encontrar na cidade filhotes de papagaios, araras e periquitos, o que os deixa mais vulneráveis à ação predatória do homem
Entre os meses de maio e setembro, espécies de psitacídeos, como papagaios, araras e periquitos, passam pela fase de reprodução em que é possível encontrá-los com uma maior frequência na cidade. A Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) orienta a população para que não capture os filhotes, não retire seus ninhos nem alimente os animais, pois correm risco de extinção e precisam voltar para a natureza.
Caso queiram que eles sejam retirados de suas residências, os moradores podem ligar para o atendimento ao cidadão da Prefeitura, no número 156, para que a Gerência de Proteção e Manejo da Fauna Silvestre (Gefau) recolha os animais e os envie para o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama (Cetas).
por Sara Gomes
Conforme a chefe de Divisão do Centro de Pesquisas de Fauna Silvestre da Amma, Laura Silva Wiederhecker, as pessoas precisam entender que os animais silvestres são protegidos por lei e não devem ser capturados. "Os psitacídeos estão em risco de extinção e devem ser protegidos por todos nós. As habitações oferecem refúgio e por isso reproduzem nesses locais, porém quando os filhotes estão prontos para voar, eles vão embora. Não devemos interferir na natureza seja capturando os animais, espantando ou realizando qualquer ato que prejudique a espécie", informa.
A chefe explica que desde 2010 a Gefau acompanha um casal de araras da espécie canindé que se reproduz às margens da Marginal Botafogo. "Realizamos o monitoramento no local onde são montados os ninhos para proteger e garantir condições de reprodução das espécies", pontua. As araras utilizam buritis normalmente presentes em áreas de preservação permanente (APPs) de fundos de vale ou de matas de galeria e em outros lugares com vegetação de ambiente úmido que facilitam para encontrar alimentos.
Extinção
Várias espécies são encontradas nesse período como maritacas, tucanos, papagaios, araras como explica Laura. "Fomos surpreendidos recentemente por um bando de maritacas conhecidas como jandaia-coco fazendo uma algazarra numa árvore em frente à sede da Amma. Essa espécie foi incluída recentemente na lista das aves ameaçadas de extinção e mostra a nossa responsabilidade em preservá-la", dz. A jandaia-coco destaca-se pela fronte e a barriga na cor vermelha alaranjada entremeada por verde escuro, é mais arisca que os periquitos verdes e os papagaios e não aceita o convívio com os humanos.
Em qualquer situação, a Gefau orienta o cidadão a não capturar ou matar os animais avisando pelo atendimento ao cidadão no número 156, informa Laura. "É importante que a população participe e use os nossos serviços para que possamos registrar qualquer alteração no comportamento da fauna silvestre, seja para traçarmos medidas de conservação, ou até mesmo para prevenirmos doenças transmissíveis por animais (zoonoses) passíveis de epidemias", finaliza.
Sara Gomes
domingo, 1 de julho de 2012
CRIADAS MAIS DUAS RESERVAS PARTICULARES NO BRASIL
Fernando Pinto
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira (27) portaria de criação de duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). A primeira, de nº 76, institui a RPPN Guanandi, na Bahia; e a segunda, de nº 77, a RPPN Raso do Mandi, em Santa Catarina.
A RPPN Guanandi, fica situada no município de Ilhéus no estado da Bahia, com área total de 14,70 hectares. Já a RPPN Raso do Mandi está situada no município de Itaiópolis, em Santa Catarina e tem uma área de 54,34 hectares. As RPPN serão administradas pelos proprietários do imóvel, responsáveis pelos cumprimentos das exigências contidas na legislação vigente.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Serviço Florestal divulga projetos classificados para apoio na Amazônia
29/06/2012
15 propostas atenderam aos critérios de seleção das chamadas públicas do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal para capacitação em manejo florestal e para fortalecimento de negócios florestais
O Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF), gerido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), selecionou 15 projetos de três chamadas públicas destinadas a fomentar atividades sustentáveis na Amazônia. Até R$ 2 milhões serão utilizados para apoio.
Nessas chamadas públicas, os interessados apresentam suas demandas e, dessa forma, o SFB pode apoiar projetos voltados ao interesse da sociedade. Após essa fase, é feita uma licitação para escolher as entidades com capacidade técnica para prestar os serviços.
O maior número de projetos elegíveis – oito – foi apresentado para a chamada que vai beneficiar estudantes de nível médio e pós-médio de cursos profissionalizantes com capacitações sobre manejo florestal e boas práticas em manejo de produtos não madeireiros. Os projetos são de instituições de ensino técnico no Amazonas, Pará, Mato Grosso e Roraima.
Já a chamada pública voltada à capacitação de técnicos e extensionistas recebeu quatro projetos passíveis de apoio, enviados por entidades no Amazonas e Pará. Os temas abordados nos cursos serão os mesmos – manejo e boas práticas –, mas com características específicas para esse público.
Os outros três projetos que poderão ser beneficiados foram apresentados para a chamada sobre fortalecimento de negócios florestais na Amazônia, que vai oferecer capacitação e assistência técnica em gestão. Os temas são operações, sistemas de controle e auditoria, finanças e administração estratégica. Os projetos são de duas associações e uma cooperativa no Pará situadas em áreas sob influência das concessões florestais.
Os projetos serão atendidos segundo sua ordem de classificação, na medida dos recursos disponíveis. Estima-se que pelo menos 1.000 pessoas, entre estudantes, técnicos, extensionistas, cooperados e associados serão beneficiados.
Veja os projetos classificados:
Chamada Pública nº 05/2012 - Apoio à formação profissionalizante para o fortalecimento do manejo florestal*
1 - Escola Estadual de Educação Tecnológica do Estado do Pará – EETEPA, Itaituba (PA)
2 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Lábrea, Lábrea (AM)
3 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará – Campus Castanhal, Castanhal (PA)
4 - Centro de Educação Tecnológica do Amazonas - CETAM, Manaus (AM)
5 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso – Campus Cáceres, Cáceres (MT)
6 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Teconologia do Amazonas - Campus Manaus Zona Leste, Manaus (AM)
7 - Escola Estadual de Educação Tecnológica do Estado do Pará – Monte Alegre, Monte Alegre (PA)
8 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima – Campus Novo Paraíso, Caracaraí (RR)
* a instituição demandante também é a instituição beneficiária
Chamada Pública nº 06/2012 - Capacitação de técnicos e extensionistas em Manejo Florestal*
1 - Instituto de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia – INDESAM, Medicilândia (PA)
2 - Fundação Orsa - Unidade Jarí, Almeirim (PA)
3 - Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas - IDAM, Manaus (AM)
4 - Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas - IDESAM, Manaus (AM)
* a instituição demandante também é a instituição beneficiária
Chamada Pública nº 07/2012 - Capacitação e assistência técnica para o fortalecimento da gestão de negócios florestais
1 - Institutição demandante: Associação Virola Jatobá do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Anapu/PA, Anapu (PA)
Instituição beneficiária: Associação Virola Jatobá do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Anapu/PA, Anapu (PA)
2 - Instituição demandante: Cooperativa Mista da Flona Tapajós -COOMFLONA, Placas, Rurópolis, Belterra e Aveiro (PA)
Instituição beneficiária: Cooperativa Mista da Flona Tapajós -COOMFLONA, Placas, Rurópolis, Belterra e Aveiro (PA)
3 - Instituição demandante: Instituto de Estudos Integrados Cidadão da Amazônia - INEA
Instituição beneficiária: Associação Comunitária de Penedo e Região do Alto Tapajós – ASCOPERATA, Itaituba (PA)
Território Cantuquiriguaçu busca desenvolvimento coletivo
Realização de evento para discutir cooperativismo fortalece parcerias na região; documento oficial do encontro está sendo redigido para melhorar cenário local
Formado por 20 municípios da região oeste e centro-oeste do Paraná, com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Território Cantuquiriguaçu passa por nova fase na busca pelo desenvolvimento. No início do mês, com a realização do I Simpósio sobre Desenvolvimento Territorial Cantuquiriguaçu, representantes de instituições regionais e municipais mantiveram diálogo sobre os problemas e potenciais do Território.
O encontro, destaca o consultor do Sebrae/PR, Edson Braga, permitiu fortalecer parcerias, repensar ações, diagnosticar as dificuldades e potenciais dos municípios da Cantuquiriguaçu e conhecer exemplos de desenvolvimento coletivo de outras regiões ou grupos no Brasil. “A troca de informações e discussões pela melhoria regional são positivas, tanto que no próximo dia 4, por conta do reconhecimento de um dos potenciais da região, haverá uma reunião específica com parceiros e produtores de leite do território”, conta.
O Sebrae/PR atua na região com o Projeto Território da Cidadania – Cantuquiriguaçu, desde julho de 2008. As ações são focadas na melhoria do ambiente para as micro e pequenas empresas locais e, ainda, no campo, considerando cada produtor rural como uma empresa. “Nesses trabalhos, a articulação com as prefeituras, associações, conselhos e sindicatos das cidades que integram o território é essencial e, no simpósio, conseguimos perceber ainda mais essa interação”, indica Edson Braga.
Segundo o assessor técnico do Conselho de Desenvolvimento Território Cantuquiriguaçu (Condetec), James Guido Xavier, o evento foi altamente produtivo e dele surgirá um documento oficial contendo todas as discussões levantadas. “A fase é de sintetizar o conteúdo exposto. Fizemos gravações de todo o evento e, junto com um grupo da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), estamos produzindo um documento final que deve estar pronto na primeira quinzena de julho”, anuncia.
Tal documento, esclarece Xavier, será encaminhado às entidades de apoio ao desenvolvimento do território para que, juntas, deem início as ações de melhoria da qualidade de vida nas cidades. “Acredito muito no desenvolvimento de políticas públicas que partam dos territórios. Quando as ações vêm de cima para baixo os resultados podem não ser tão eficazes. Aqui, conhecemos de perto os gargalos, as necessidades e a realidade do Território da Cantuquiriguaçu e temos condições de melhorar o cenário.”
Industrialização
Conforme argumenta o presidente da Associação dos Municípios Cantuquiriguaçu, Eugênio Milton Bittencourt, o Território é extenso e cada microrregião e cidades têm suas particularidades. “Mesmo com as diferenças, a ideia, em geral, é cuidar dos agricultores de pequeno porte e das empresas de pequeno porte, que são a grande maioria, para que cresçam de acordo com a aptidão do município e, com isso, aconteça o desenvolvimento como um todo”, enfatiza.
Ainda de acordo com Bittencourt, um dos pontos destacados durante o simpósio diz respeito a um dos gargalos do Cantuquiriguaçu. “Somos produtores no setor agrícola e pecuário, seja de gado de corte ou de leite. Aliás, uma das principais bacias leiteiras do Brasil. Entretanto, 98% do que é produzido aqui são industrializados fora, ou seja, ficamos com o passivo ambiental e não agregamos valor àquilo que é produzido no campo. A ideia, assim, é chamar a atenção para a industrialização, não atraindo grandes empresas, e sim, despertando para pequenas agroindústrias”, reforça.
Na avaliação de James Guido Xavier, do Condetec, o importante é acreditar no processo de desenvolvimento e continuar caminhando. “Eventos como o simpósio ajudam a fortalecer o grupo, despertar para novas ações, cada vez mais profissionais e organizadas. Nos exemplos de outras localidades ou regiões, percebemos que não há necessidade de reinventar a roda. Se falamos em cooperação para a comunidade, temos que praticá-la enquanto entidades e é isso que vai fazer o pequeno avançar”, sugere o assessor técnico.
Cooperativismo
A realização do simpósio já fazia parte do plano de ações para o desenvolvimento do Território, explica Edson Braga, do Sebrae/PR. “Em encontros como esse é possível identificar mazelas e dificuldades de crescimento além dos potenciais da região. É somente a partir desse diagnóstico que se pode programar ações com os ‘pés no chão’, de forma clara, precisa e, tão importante quando, envolvendo os ‘atores’ públicos e privados nessa discussão, de forma cooperativista”, salienta.
“Foi, ainda, com o tema cooperação que encerramos a programação do evento”, lembra James Guido Xavier. “Instituímos o Núcleo de Estudos de Desenvolvimento Cooperativo, uma parceria entre universidades como a UFFS, movimentos sociais, União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária e a Universidade de Mondragon, da Espanha. O grupo tem como objetivo produzir documentos, estudos, reunir informações, discutir soluções e, a partir disso, criar ações de desenvolvimento para o Território”, explana.
“O interessante é que, a ‘foto’ que tiramos do Território da Cantuquiriguaçu há dez anos é muito diferente da imagem que temos hoje e é fruto de discussões como as que aconteceram no Simpósio e os resultados positivos também vieram da união de forças, dos diagnósticos da percepção das necessidades e oportunidades de melhoria”, relata Eugênio Milton Bittencourt. “Um bom exemplo foi a conquista da UFFS, uma vez que a região precisava de uma universidade popular que trouxesse acesso ao conhecimento, capital de inteligência. Hoje, são cerca de 80 mestres e doutores em cursos de graduação, pós-graduação e mestrado”, declara.
No evento, complementa James Guido Xavier, a presença de convidados também foi essencial para pensar na melhoria do Cantuquiriguaçu. “No simpósio, tivemos a oportunidade de receber o Dr. Bernardo Mançano Fernandes, da Cátedra UNESCO de Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial e do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais - IPPRI/UNESP, para nos repassar um pouco de sua experiência não só teórica, mas principalmente, prática de suas pesquisas, ações e estudos”, ressalta.
O I Simpósio sobre Desenvolvimento Territorial da Cantuquiriguaçu foi realizado no Assentamento 8 de Junho, na cidade de Laranjeiras do Sul, nos dias 5 e 6 de junho. O evento foi uma realização do Condetec e Associação dos Municípios Cantuquiriguaçu e contou com o apoio do Sebrae/PR, Governo Federal, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Banco do Brasil, Tractebel Energia, UFFS, Unioeste, Unicentro e Unesco/Unesp.
Sobre o Sebrae/PR
O Sebrae/PR - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná é uma instituição sem fins lucrativos criada para dar apoio aos empresários de micro e pequenas empresas e aos empreendedores interessados em abrir o próprio negócio. No Brasil, são 27 unidades e 800 postos de atendimentos espalhados de norte a sul. No Paraná, cinco regionais e 11 escritórios. A entidade chega aos 399 municípios do Estado por meio de atendimento itinerante, pontos de atendimento e de parceiros como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, orientações, capacitações, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco em empreendedorismo, setores estratégicos, políticas públicas, tecnologia e inovação, orientação ao crédito, acesso ao mercado, internacionalização, redes de cooperação e programas de lideranças.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
LIMPEZA ECOLÓGICA E BIODEGRADÁVEL
Limpeza Verde cria linha sustentável para a higienização de ambientes domésticos, corporativos, roupas e sapatos
“O Brasil vai limpar o mundo”. A frase lida aleatoriamente em uma revista, foi o que impulsionou o empresário Jacques Mayo, a pensar na questão da poluição gerada por produtos de limpeza e, que em um futuro não muito distante, isto poderia vir a se tornar um grande problema para o meio ambiente. “Isso aconteceu em 2009, desde então, comecei a pensar como desenvolver produtos completos, que fossem eficazes na limpeza e, ao mesmo tempo, totalmente ecológicos, sem agredir a natureza. A partir daí, decidi criar a Limpeza Verde”, explica Jacques Mayo, que hoje está à frente da empresa como diretor geral.
Com apenas quatro anos de mercado, a empresa possui duas linhas completas de limpeza, que buscam sair do lugar comum. Além de não prejudicarem o meio ambiente, os produtos apresentam soluções inovadoras com aplicações práticas e convenientes. Exemplo disso é o primeiro produto lançado em 2010, o Bastão Tira Manchas, biodegradável e totalmente livre de química em sua fórmula. O artigo foi desenvolvido para ser usado na pré-lavagem de roupas e remoção de manchas. A fórmula obteve tanto sucesso de vendas que a Limpeza Verde criou o Bastão Limpa Tênis, que segue o mesmo princípio, mas voltado exclusivamente para a higienização e remoção de odor em calçados, e o Bastão Tira Manchas Mini, que pode ser levado na bolsa para retirar pequenas manchas em casos emergenciais.
Ao perceber uma boa receptividade e uma crescente demanda do público por produtos “verdes”, que não agridam o meio ambiente, a Limpeza Verde resolveu criar uma nova linha com artigos de diferentes finalidades, a Eco Solution. Composta por quatro soluções líquidas, para limpeza geral (Stopmofo), de vidros, de cozinhas e limpa limo.
Os produtos são fabricados a partir do Citrus – acido natural encontrado nas frutas cítricas e vêm em ergonômicas embalagens, fáceis de usar, com bico spray. “As opções podem ser usadas por todos os tipos pessoas. “São indicadas para aquelas que têm alergias ou alguma resistência a componentes químicos, já que os produtos são totalmente ecológicos e elaborados a base de substâncias naturais”, diz Nilton Nakabayashi, diretor operacional da Limpeza Verde.
Trajetória da empresa
Após uma pesquisa de mercado, testes e desenvolvimento das primeiras amostras, o fundador e idealizador da Limpeza Verde, Jacques Mayo, decidiu colocar em prática seu projeto e desenvolver o primeiro produto da empresa. “Recebi alguns protótipos desenvolvidos pelo Jacques e gostei muito do resultado. Durante os dois primeiros anos, estivemos focados nos testes no Brasil, Israel e Austrália. Após esse período, iniciamos a produção em escala industrial”, destaca Nakabayashi.
O diretor complementa dizendo que, ao contrário do que muitos ainda pensam, os componentes naturais podem ser grandes aliados na limpeza diária. “Fomos acostumados, desde pequenos, a faxinar a casa, lavar roupas e sapatos com produtos químicos, como detergentes, água sanitária, ceras e demais soluções ricas em cloro e fosfato, substâncias que agridem diretamente o meio ambiente e são prejudiciais à nossa saúde. Com as nossas soluções, queremos mostrar que os produtos naturais são tão eficientes quanto os comuns e não são nocivos”, explica Nakabayashi.
Para este ano, a Limpeza Verde pretende inovar com o lançamento de produtos específicos para escritórios. “Estamos no mercado há quatro anos e já crescemos muito. Investimos R$ 700.000,00 e pretendemos crescer 60% até 2013”, conta Nakabayashi.
Hamburg Süd reduzirá em 26% as emissões de CO2
Até 2020, a empresa quer alcançar essa meta com investimentos em eficiência energética e tecnologia
Hamburgo, 28 de junho de 2012 - A Hamburg Süd leva a sério o compromisso com a proteção ambiental. Recentemente, o grupo estabeleceu uma meta mundial de reduzir em 26%, até 2020, as emissões de CO2 dos porta-contêineres próprios e afretados. Além do dióxido de carbono, a medida também tem como objetivo a diminuição de outros gases como o metano, produzido no processo de combustão.
A Hamburg Süd pretende alcançar essa meta com uma série de medidas como o investimento na eficiência energética dos navios, aumento do tamanho médio dos mesmos, afretamento de acordo com medidas de eficiência energética, além da implantação de um sistema de informações ambientais.
"Nós sempre nos sentimos comprometidos com a proteção do meio ambiente, tanto que no passado lançamos várias iniciativas voluntárias e projetos para diminuir o impacto ambiental. Com o corte em emissões de CO2 damos um passo adiante e tornamos nosso compromisso claro para que todos possam acompanhá-lo. Ao mesmo tempo, estamos confiantes de que os resultados mensuráveis nos permitirão identificar novas possibilidades de otimização no futuro", explica Ottmar Gast, presidente do Conselho Executivo da Hamburg Süd.
Sobre a Hamburg Süd
Fundada em 1871, a Hamburg Süd é um dos maiores grupos operando no transporte marítimo e está presente nas Américas, Europa, África, Ásia e Oceania, seja diretamente ou através de empresas coligadas. A Hamburg Süd, adquirida pelo Grupo Oetker no fim da década de 40, também é um dos maiores especialistas no transporte de cargas congeladas e refrigeradas com tecnologias inovadoras.
Em 2011, a empresa movimentou 3,1 milhões de TEUs. O maior fluxo de mercadorias concentra-se nos trechos Brasil e Argentina para a Europa. Nesta rota, os produtos mais transportados são café, tabaco, autopeças, carne, frango e frutas. Na rota inversa aparecem os produtos químicos e autopeças.
LIVRO SOBRE ATOL DAS ROCAS É LANÇADO EM NATAL
O livro “Atol das Rocas 3º51´S e 33º40´W”, que traz informações e fotos inéditas do único atol do Atlântico Sul ocidental, protegido como reserva biológica (rebio) marinha pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), foi lançado nesta quarta-feira (27), na Livraria Saraiva, no shopping Midway, em Natal (RN).
A chefe da Rebio do Atol das Rocas, Maurizelia de Brito Silva, a Zelinha, disse que o livro contribui para a preservação do atol e de sua biodiversidade. Segundo ela, a publicação, que tem acabamento de alta qualidade, foi produzido pelas fotógrafas Martha Granville e Zaira Matheus, com a coordenação de Alice Grosmann. A edição ficou por conta da editora BEI e tem o apoio do Santander e do Semeia.
“Além de trazer imagens belíssimas do Atol, o livro contém informações importantes, tanto para os iniciados nas questões ambientais, como, e principalmente, para os leigos, que ainda não sabem da variedade de vida existente no atol. Portanto, é uma publicação que interessa a todos. A gente só preserva o que conhece”, diz Zelinha, ao convidar as pessoas a participar do lançamento, que começa às 18h30 e vai até 21h30, com direito a coquetel.
Serviço:
Mais informações sobre o lançamento do livro: (84) 4006-3424
CURSO DE PLANEJAMENTO DE TRILHAS MOSTRA RESULTADOS
Os cursos de Planejamento de Trilhas e Manejo de Impactos da Visitação, promovidos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e dirigidos aos gestores das unidades de conservação, têm dado bons resultados.
Um exemplo é o Parque Nacional da Serra do Cipó, em Minas, que, com base no projeto desenvolvido durante o treinamento, transformou uma antiga trilha de prevenção do fogo em opção de passeio para os visitantes no interior da unidade.
A primeira edição do curso ocorreu no ano passado, em Itatiaia (RJ). Atualmente, está em andamento a segunda edição, que termina em 7 de julho, no Parque Nacional da Serra do Caparaó, em Minas. O treinamento integra o Plano Anual de Capacitação, coordenado pela Diretoria de Planejamento, Administração e Logística e conta com o apoio do Serviço Florestal Americano (USFS).
Durante o curso, os participantes devem, entre outras tarefas, apresentar um projeto de implantação ou recuperação e manejo de trilhas em sua unidade de origem, sob a orientação da Coordenação Geral de Uso Público e Negócios do ICMBio (CGEUP/ICMBio).
Educação e interpretação ambiental
Com base no projeto desenvolvido na primeira edição do curso, os gestores do Parque da Serra do Cipó transformaram uma antiga trilha de prevenção do fogo em mais uma opção de percurso de curta duração para os visitantes, onde se pode realizar atividades de educação e de interpretação ambiental.
Com extensão total de 1.800 metros, a trilha localiza-se em área de vegetação típica de cerrado com trechos de campo rupestre. O traçado conduz o visitante ao Mirante da Bem que, segundo o analista ambiental responsável pelo projeto Edward Elias, é uma das vistas mais bonitas do Cipó.
Do mirante, é possível avistar a baixada do Rio Mascates, da Serra das Bandeirinhas e do Travessão, bem como localizar as cachoeiras da Farofa e Taioba e o cânion das Bandeirinhas. O mirante também serve como ponto de observação de possíveis focos de incêndios, sendo utilizado pelos brigadistas em atividades de monitoramento preventivo.
Essa trilha, bem como outras que se encontram dentro da área do Parque e levam aos principais atrativos, foram abertas antes da criação da unidade de conservação, sem planejamento ou critérios em sua execução.
Com o objetivo de minimizar os impactos e maximizar a experiência dos visitantes, o projeto construiu sua estratégia em intervenções de manejo da trilha com o apoio de voluntários e estagiários, que puderam participar de um dos quatro minicursos de Manejo de Trilhas realizados no Parque.
Visitas técnicas foram realizadas para avaliação das intervenções a serem realizadas na trilha. Após análises, o grupo decidiu manter o traçado original e realizar ações de manejo em pontos específicos da trilha. A conclusão das intervenções está programada para o final deste mês.
Envolvimento da comunidade
Segundo o analista ambiental Edward Elias, com a implantação do projeto e a aplicação das técnicas e metodologias aprendidas durante o curso, as trilhas não apenas melhoraram e passaram a ser monitoradas continuamente, como houve o fortalecimento do envolvimento da comunidade e frequentadores do Parque por meio do Programa Voluntariado.
“As lições aprendidas durante o curso foram repassadas, por meio da realização de minicursos, a voluntários e estagiários do Parque, o que trouxe novos voluntários que aderiram ao Programa Voluntariado”, frisa Elias.
A execução do projeto aproximou a comunidade da Serra do Cipó à unidade de conservação, aumentou o conhecimento e o interesse dos estudantes. “Estamos assistindo a um processo de resgate do sentimento de pertencimento a uma comunidade que durante muitos anos andou distante do Parque Nacional da Serra do Cipó. Este está sendo o nosso maior e mais valioso ganho”, comemora Elias.
Comunciação ICMBio
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Plano dos Municípios para implantar regras da Política Nacional de Resíduos Sólidos
por Vera Moreira
O setor da construção permanece aquecido devido à grande demanda tanto na área da construção civil, como também da construção pesada, puxado pelas grandes obras de infraestrutura, colocando o setor no alvo de importantes regulamentações ambientais, especialmente aquelas relativas à gestão dos resíduos gerados. As regras gerais trazidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos já surtem efeito com regulamentações mais específicas e severas como a trazida pela Resolução 448 do CONAMA, com alterações significativas e relevantes nas regras aplicáveis a entidades públicas e privadas.
O especialista Guilherme Doval, sócio do Almeida Advogados, explica alguns pontos polêmicos da implantação da Resolução.
Quais as alterações apresentadas na Resolução nº 448 vão desde a alteração e inclusão de novas definições à mudança do prazo para os Municípios e Distrito Federal se ajustarem à nova regulamentação?
A principal inovação é a definição da área de reservação em substituição ao termo aterro. O conceito é muito mais complexo e adequado, pois vai além da simples destinação final para determinar a armazenagem de forma que permita a futura reutilização do material e da própria área de reservação. Foi criada a “Área de transbordo e triagem de resíduos da construção civil e resíduos volumosos (ATT)”, que será destinada ao recebimento de resíduos da construção civil e resíduos volumosos, para triagem, armazenamento temporário dos materiais segregados, eventual transformação e posterior remoção para destinação adequada.
Por fim, a definição de “Gerenciamento de Resíduos Sólidos” foi atrelada aos planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos ou com plano de gerenciamento de resíduos sólidos, exigidos na forma da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Qual o foco principal dessa resolução?
A Resolução 307 de 2002 tinha como objetivo minimizar o severo impacto ambiental que o setor da construção civil vinha causando em função do grande volume de resíduos gerados em suas atividades. A forma escolhida para a redução destes impactos foi o privilégio à reutilização e reciclagem dos rejeitos, sempre que tecnicamente e economicamente viável.
A Resolução 448 de 2012, por sua vez, manteve estes princípios e objetivos, alterando a Resolução anterior para adequá-la à Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída pela Lei 12.305 de 2010, que reconhece o resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania. Assim, o propósito é que o resíduo deixe de ser um problema ambiental e torne-se um motor de oportunidades de negócio e de renda.
O que deverá acontecer com os municípios que não apresentarem seu planos?
Caso os municípios não atendam as determinações de elaboração e implementação dos “Planos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil”, poderá ocorrer a responsabilização dos agentes públicos por tal omissão passível de gerar severos impactos ambientais. Em casos similares o Ministério Público tem agido de forma severa junto às prefeituras para assegurar o cumprimento da legislação.
Como definir os tipos de resíduos?
A definição das classes A, B, C e D é feita de forma racional dentro do espírito da Resolução de fomentar a reciclagem como um meio efetivo de gestão de resíduos. Assim, é o potencial de reciclabilidade que vai determinar o enquadramento, sendo:
(i) Classe A - resíduos diretamente reutilizáveis (como solos provenientes de terraplanagem) ou recicláveis como agregados para utilização na própria indústria da construção (tijolo, cerâmica, pré-moldados);
(ii) Classe B – resíduos recicláveis para outras indústrias (madeira, vidro, papel);
(iii) Classe C - resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias viáveis que permitam sua reciclagem (gesso e outros);
(iv) Classe D – resíduos perigosos (tintas, solventes, etc), ou contaminados (de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros).
QUANTO CUSTA A NOSSA VAIDADE PARA O MEIO AMBIENTE?
O Ibama vai realizar a décima edição da campanha “Não tire as penas da vida”, em Parintins/AM. A campanha visa prevenir e combater ilícitos ambientais no período que antecede o Festival Folclórico dos Bois Bumbás de Parintins, e também durante o mesmo. Tem como alvo principal o comércio ilegal de produtos e subprodutos da fauna silvestre, principalmente artefatos (brincos, cocares, colares tiaras etc.) confeccionados com penas, plumas, dentes e ossos e também o combate ao comércio de carne de animais silvestres de origem ilegal.
As ações irão coibir os ilícitos por meio de diligências a estabelecimentos comerciais e embarcações. Serão também realizadas ações educativa, por meio da disseminação de informação e sensibilização da sociedade, principalmente turistas, que inadvertidamente compram esses artesanatos, por vezes ignorando o que está por trás desse comércio: a caça ilegal, o tráfico e o abate de milhares de animais.
Entre as principais espécies ameaçadas por esse comércio ilegal estão as aves, principalmente as do grupo dos psitacídeos (papagaios e araras), além de gaviões, garças, mutuns, entre outras. Um único cocar grande de araras por exemplo pode significar o abate de varios indivíduos dessas espécies.
Atualmente, existem materiais artificiais e de criação de animais domésticos que podem substituir os produtos de fauna silvestre na confecção de artesanatos. As próprias agremiações dos Bois Bumbás confeccionam suas indumentárias com material sintético ou oriundo de criação, sendo assim coerentes com suas toadas e com as temáticas do festival, muitas delas voltadas para as questões ambientais.
O Ibama, em conjunto com outras instituições componentes do Gabinete de Gestão Integrada – GGI, que irá atuar no Festival, pretende com essa campanha conquistar aliados institucionais e sociais nessa luta em defesa dos animais. O instituto acredita que a campanha pode levar a população a novas percepções que se traduzam em novas posturas em relação a essa questão.
Ibama/AM
Arte: Sinvaldo Moura - Ibama/PI
terça-feira, 26 de junho de 2012
PROJETO ASAS DEVOLVE ARARAS - CANINDÉ EM MATAS DE COCALZINHO - GO
O Ibama acaba de devolver à liberdade 30 araras-canindé (Ara ararauna) na região de Cocalzinho-GO. A soltura faz parte do Projeto ASAS – Áreas de Soltura de Animais Silvestres, que desde 2008, trabalha com o manejo de fauna silvestre, a reabilitação e soltura de passeriformes no Estado de Goiás.
A preparação para a soltura durou mais de um ano. Inicialmente, os 30 indivíduos, todos criados ilegalmente em cativeiro e que foram apreendidos ou entregues espontaneamente, foram examinados, em parceria com o Senai/Anápolis-GO e com a UFG, e a Faculdade Anhanguera, em Anápolis-GO. Em seguida, passaram por treinamento de vôo para fortalecimento muscular e foi-lhes oferecido alimento que encontrariam na natureza, visando uma melhor reintegração.
As araras foram colocadas em recinto de 10 metros de comprimento, do tipo “voadeira”, construído com o objetivo do fortalecimento de suas musculaturas. Antes da soltura, todas foram sexadas e identificadas com anilhas individuais. Além disso, foram tatuadas com uma mancha de tinta preta na face branca, sendo que os machos do lado direito e as fêmeas, do esquerdo, para auxiliar na visualização dos sexos com o uso de binóculos pelos monitores. Depois da soltura, o Ibama iniciou o monitoramento do comportamento dos animais e, a cada momento registrado, demonstrava um grande passo para o projeto. Foi verificada a vocalização estridente característica da espécie, a formação de casais e vôos mais distantes.
Das 30 araras soltas, apenas duas vieram a óbito: uma por provável picada de cobra e outra de causa ainda indefinida, e um animal foi recolhido por apresentar comportamento muito dócil. Ainda, está sendo investigada a recaptura de três indivíduos. Até março/2012, 24 araras foram vistas na área durante os monitoramentos. Durante boa parte do dia elas “desapareciam” atrás de comida (um comportamento natural, pois muitas podem voar mais de 10 km em busca de alimentos).
Os técnicos do Ibama/GO e os voluntários do Projeto ASAS iniciaram visitas às propriedades vizinhas, onde apresentam o projeto e pedem informações sobre as araras soltas. Muitos repassam informações preciosas e contribuem com o projeto. Com a ajuda dos vizinhos, já foi possível identificar três prováveis locais de alimentação, com mais de 7 km do ponto de soltura. Segundo os biólogos, após 10 meses de soltura, apenas 14 araras ainda utilizam o local de soltura como dormitório, as demais provavelmente localizaram um local mais “interessante” como moradia durante esta nova fase de suas vidas.
Diante disso, solicitamos a quem veja os animais marcados com a pintura na face, nos municípios de Cocalzinho e Corumbá de Goiás, que entre em contato com o Ibama/GO, através dos telefones (62) 3946-8140 , (62) 9679-5137 ou dos e-mails leo.silva@ibama.gov.br, luiz.baptista@ibama.gov.br.
Mirza Nóbrega
Ascom/Ibama/GO
segunda-feira, 25 de junho de 2012
ICMBIO INICIA MONITORAMENTO DE MAMÍFEROS TERRESTRES DA CAATINGA
Brasília (25/06/2012) - O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Cenap/ICMBio) realizou, entre os dias 02 de maio a 03 de junho a primeira expedição de campo, na Floresta Nacional Contendas do Sincorá, localizada na Bahia. O objetivo dessa expedição foi o monitoramento de mamíferos terrestres de médio e grande porte em unidades de conservação federais da Caatinga.
Nesta etapa inicial do programa, o ICMBio realizou atividades de capacitação e nivelamento de métodos e técnicas de aplicação dos protocolos de campo, para os atores envolvidos, que contou com a participação de bolsistas do ICMBio e da comunidade local e de uma bióloga da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).
As atividades de campo incluíram duas metodologias diferenciadas: censo por armadilhas fotográficas e por transecção linear, em 5 trilhas de aproximadamente quatro quilômetros cada. Como complemento, foram instaladas armadilhas de pegadas a cada 500 metros.
A análise dos dados desta pesquisa vai gerar uma lista atualizada das espécies que ocorrem em cada área, além de obter parâmetros populacionais de abundância e densidade para subsidiar ações de conservação e uso sustentável de espécies. Os resultados preliminares incluem o registro de 13 espécies, sendo que duas delas não constam no Plano de Manejo da unidade de conservação.
Comunicação ICMBio
domingo, 24 de junho de 2012
Abertas Inscrições para 11ª Curso de Medição em Grandes Rios
A 11ª edição do Curso Internacional de Medição de Descarga Líquida em Grandes Rios: Técnicas de Medição está com inscrições abertas até o próximo dia 27. Os interessados em concorrer a uma das 35 vagas devem se inscrever pelo Portal da Capacitação da Agência Nacional de Águas (ANA) no link http://capacitacao.ana.gov.br/Paginas/curso-detalhe.aspx?id=63.
O curso é gratuito e voltado aos profissionais da área de monitoramento de recursos hídricos do Brasil e de outros países, como Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela e tem o objetivo de padronizar e difundir as técnicas de medição e de cálculo de descarga líquida em grandes rios.
A capacitação ocorre entre 23 de agosto e 1º de setembro nas cidades amazonenses de Manaus e Manacapuru, com aulas teóricas e práticas de campo.
Acesse o Portal da Capacitação para mais informações e inscrições: http://capacitacao.ana.gov.br/Paginas/curso-detalhe.aspx?id=63
Esta é uma ação da Agência Nacional de Águas em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).
Texto:Ascom ANA
sábado, 23 de junho de 2012
O chique sustentável do Brasil
O movimento ecossustentável cada vez mais ganha adeptos no Brasil. Principalmente entre pessoas de bom gosto e que primam pela exclusividade. A pergunta que muitas fazem é: por que comprar um produto fabricado em larga escala e sem preocupações ambientais, em países como a China, se há tanta coisa boa e diferenciada sendo produzida aqui no Brasil? Buscando atender a esse público específico, a Ekochik (www.ekochik.com) nasceu com o propósito de reunir acessórios femininos e de decoração confeccionados ou produzidos dentro de processos sustentáveis, ou que utilizam materiais ecologicamente corretos.
Há produtos para todos os bolsos, de R$ 19,90 a até quase R$ 2.000,00. A linha de acessórios femininos, atual carro-chefe da empresa, é composta por colares dos mais variados modelos, bolsas, carteiras, ecobags e demais acessórios. Para a casa, a Ekochik reúne peças de decoração e artigos para mesa (jogos americanos, sousplat, porta-guardanapo, guardanapos de linho confeccionados à mão) e iluminação, bem como peças vintage. Elas são únicas, garimpadas, algumas originais e outras customizadas.
São mais de 40 grifes de norte a sul do Brasil. A lista inclui, entre outros, bijoux de Pernambuco e Rio Grande do Sul, bolsas da Bahia, São Paulo, Espírito Santo e Goiás, colares e bolsas do Ceará, peças de algodão orgânico colorido do Espírito Santo, objetos decorativos do Amazonas, peças de tear de Minas Gerais, Goiás e São Paulo, e peças de fibra de bananeira de Pernambuco e Minas Gerais. O diferencial dos artistas está na escolha da matéria-prima, na utilização de processos que geram o mínimo de resíduos, ou então no aproveitamento de sobras de produção.
Os fornecedores são designers, artistas, artesãos e pequenos grupos organizados que produzem suas peças dentro de critérios de sustentabilidade. A produção é limitada, o que garante exclusividade. Muitos dos fornecedores também exportam seus produtos, principalmente para a Europa, que já tem uma aceitação muito grande por produtos deste tipon de produto. A união do manual, com design, exclusivo e sustentável é o grande diferencial.
Estilo Eko
A loja virtual ainda traz ao público novidades e notícias sobre o que acontece no universo eco, por meio do blog Estilo Eko (www.ekochik.com/site). Segundo a empresária Denise Moura, sabe-se que hoje é praticamente impossível viver de uma maneira 100% sustentável. “Não podemos nem queremos isso. Mas, nas várias escolhas que temos, podemos fazer a diferença. Com exclusividade, sem perder o estilo e sem deixar de ser ‘chik’”, completa Denise.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Minha rua é um túnel verde
por Selvino Heck
Junho de 2012, em plena Rio+20 e Cúpula dos Povos, minha rua, Tomaz Flores, Porto Alegre, é considerada oficialmente um túnel verde: “Conhecida por sua arborização, Porto Alegre deu um passo em direção a uma proteção mais rígida de seus túneis verdes, expressão tipicamente local que identifica a cobertura de um lado a outro de vias por copas de árvores perpassadas. A medida contempla 72 logradouros que se tornarão áreas de uso especial e não poderão sofrer intervenções capazes de alterar sua paisagem” (Zero Hora, 31.05.12, p. 54).
Diz o autor do projeto de lei, vereador Beto Moesch: “Há proteção vegetal em outras cidades do mundo, mas não com essa figura do túnel verde. Isso é uma coisa muito porto-alegrense. Porto Alegre pode chamar a atenção dos seus turistas daqui para a frente dizendo que é a cidade das praças, dos parques e dos túneis verdes. É uma expressão que agora está também no mundo jurídico, não somente no imaginário coletivo”.
A rua Tomaz Flores termina numa lomba. Quando entro por ela, descendo em direção à minha casa, um mar de galhos de grandes árvores cobre todo seu leito dos dois lados. Em tempos de sol, um misto de claridade e sombra atravessa os troncos e ‘ilumina’ a rua. São árvores de décadas e dão um ar de tranquilidade e paz a seus moradores e transeuntes. É como se eu entrasse num bosque, olhasse para o céu ou ao redor e visse folhas balançando, silêncio de primavera, um ronronar de vento e brisa.
A decretação legal dos túneis verdes significa que a partir de agora o poder público ou a prefeitura poderão continuar podando as árvores, desde que não se desfigure a formação arbórea. Também poderão ser cortadas, se estiverem mortas ou causando algum dano, com um laudo técnico da Secretaria do Meio Ambiente. Cabos ecológicos ou subterrâneos deverão ser usados para evitar conflitos entre galhos e fios de luz.
Fui criado cercado por árvores e natureza desde sempre. Ao lado de casa, Vila Santa Emília, Venâncio Aires, interior do interior do Rio Grande do Sul, até hoje um bosque enfeita o ambiente. Lá íamos fazer piqueniques, quando tios e tias e suas enormes famílias visitavam a avó Gertrudes. Fazíamos uma limpeza geral, abrindo corredores até o centro do bosque onde um taquaral imponente dava sombra. Mais adiante um pinheiro, que infelizmente morreu de velho, servia seus pinhões no inverno que cozíamos ou assávamos na chapa quente do fogão a lenha. Mais adiante ainda, uma fonte fornecia a água para os animais. A cisterna, que recolhia a água da chuva, provia os humanos.
O Seminário dos franciscanos em Taquari, RS, onde passei a adolescência e início da juventude, era cercado de árvores, especialmente seu campo de futebol, e ladeado pelo rio, que víamos correr do alto do prédio imponente. Daltro Filho, município de Imigrante, onde fiz o noviciado franciscano, era cercado por morros cheios de verde, árvores, bosques e natureza.
A Lomba do Pinheiro, final dos anos setenta, divisa entre Porto Alegre e Viamão, fica ao lado do Parque Saint Hillaire, onde íamos jogar futebol e fazer um churrasco, nos poucos tempos de folga das reuniões e intensas atividades dos grupos de reflexão da Bíblia, das lutas por melhorias no bairro e de organização sindical, popular e comunitária.
Posso orgulhar-me, portanto, por ter escolhido morar numa rua oficialmente considerada túnel verde, em ano de Rio+20 e Cúpula dos Povos. Mas não é apenas de verde e de árvores que se trata. Trata-se de pensar as cidades como grandes aglomerações humanas que precisam respirar. Assim como precisa respirar quem nelas mora. É preciso questionar se milhões de pessoas podem continuar amontoadas, muitas vezes sem condições de habitabilidade, saneamento básico, etc. Questionar se pode continuar aumentando dia pós dia a quantidade já enorme de carros em circulação, poluindo e atravancando ruas, praças e passeios públicos. E se se pode produzir tanto lixo que não se decompõe por décadas.
Ou seja, é preciso pensar qual o projeto de desenvolvimento, pensar e agir sobre o que se consome diariamente, o que e como se produz, o que se come, como as pessoas são transportadas de um lugar a outro, se há qualidade de vida, do porquê há um ‘centro’ e ‘bairros nobres’ e uma ‘periferia’ pobre onde moram as multidões, se as decisões são do Estado e da sociedade ou do mercado. Não há túneis verdes nas vilas populares, por exemplo.
Estou feliz por morar numa rua que é um túnel verde. Mas estou triste porque a cidade inteira de Porto Alegre, e tantas outras, não são um imenso túnel verde.
Plenária do Consea discute seca no Nordeste
Nesta quarta-feira (27), o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) realiza reunião plenária no Auditório do Anexo I do Palácio do Planalto, com a presença da Ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), e da presidenta do Consea, Maria Emília Lisboa Pacheco. Dentre os pontos de pauta destaca-se o debate sobre impactos da seca no Nordeste.
As discussões e encaminhamentos sobre a convivência com o semiárido e os impactos da seca na segurança alimentar e nutricional acontecem no período da manhã, a partir das 9h30. O sociólogo Antônio Gomes Barbosa, coordenador de programa pela Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), falará a respeito de construção social no semiárido.
No período da tarde, a partir das 14h, os conselheiros do Consea apresentam propostas referentes a programas e ações de segurança alimentar e nutricional à Lei Orçamentária Anual (LOA) 2013.
Clique aqui para ter acesso à pauta completa da plenária.
Serviço
Data: 26 e 27 de junho de 2012 (terça e quarta-feira)
Horário: das 9h às 17h
Local: Auditório do Anexo I do Palácio do Planalto, Brasília/DF
Fonte: Ascom/Consea
Francês Hugues de Varine lança obra sobre patrimônio e sustentabilidade no Rio Grande do Sul
Eventos com a presença de Hugues de Varine estão programados para a próxima semana em várias cidades do estado, como Porto Alegre, Picada Café, Santa Maria e São Miguel das Missões
Com ideias inovadoras sobre os domínios da cultura, o francês Hugues de Varine é um dos mais importantes teóricos e consultores internacionais na área da museologia. Em As raízes do futuro: patrimônio a serviço do desenvolvimento, lançamento da Editora Medianiz, ele propõe um amplo debate sobre as questões da propriedade cultural pelo viés do desenvolvimento local, a partir de sua ampla experiência com ecomuseus e museus comunitários. Traduzido direto da versão original em língua francesa, a obra conta com o prefácio e tradução da museóloga Maria de Lourdes Parreiras Horta.
Uma das particularidades do livro é fato único para um clássico: o de ter quatro introduções - a metodológica, a ideológica, a pragmática e a política. Em cada uma delas, o autor revela toda sua experiência e proposições originais. Destacam-se, sobretudo, dois pressupostos básicos. O primeiro é que o desenvolvimento local é um processo voluntário de domínio da mudança cultural, social e econômica, enraizado em um patrimônio vivenciado, nutrindo-se deste e gerando patrimônio. O segundo é que o patrimônio - seja ele natural ou cultural, vivo ou consagrado - é um recurso local que não tem outra razão de ser senão a sua integração nas dinâmicas de desenvolvimento. Herdado, transformado, produzido e transmitido de geração a geração, o patrimônio pertence também ao futuro.
Duas consequências daí advêm. O desenvolvimento só é sustentável, e, portanto, real, se for feito em consonância com o patrimônio, e se contribuir para a vida e para o seu enriquecimento. Além disso, só se pode conceber o desenvolvimento com a participação efetiva, ativa e consciente da comunidade que detém esse patrimônio.
A obra está organizada em nove capítulos que tratam dos meios de organização, prática e desenvolvimento das relações patrimoniais. Como diferencial didático, também possui uma série defichas práticas, com questionamentos e pontos relevantes dos respectivos assuntos discutidos, além defichas de casos exemplares, que relatam suscintamente algumas experiências nas diversas situações em que a relação comunidade, patrimônio e desenvolvimento estão em jogo.
Inspirado nas ideias de Paulo Freire, Hugues de Varine se propõe não somente a teorizar sobre os saberes por onde se aventurou, mas também estimular o pensamento individual dos leitores sobre as relações entre patrimônio e desenvolvimento local, aproveitando a sabedoria das comunidades.
No Rio Grande do Sul, ele autografa em várias cidades:
Porto Alegre
25/06, às 17h
Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Avenida Osvaldo Aranha, 277 - Porto Alegre (RS)
Picada Café
26/06, às 20h
Museu Comunitário de Percurso de Picada Café na EMEF 25 de Julho
Rua das Azaléias, 638 - Centro - Picada Café (RS)
Santa Maria
27/06, às 18h30
Universidade Federal de Santa Maria - Auditório do Prédio da Antiga Reitoria
Rua Marechal Floriano Peixoto, 1184 - Centro - Santa Maria (RS)
São Miguel das Missões
28/06, às 18h30
Câmara dos Veradores
Rua 29 de Abril, 111 - São Miguel das Missões (RS)
Sobre o autor
Formado pela Universidade de Paris, com pós-graduação em História e Arqueologia, Hugues de Varine ocupou os cargos de vice-diretor e diretor do Conselho Internacional de Museus (Icom), fundou o Ecomuseu de Le Creusot-Montceau e atuou no Ministério da Cultura da França, na área de desenvolvimento cultural e de avaliação de políticas culturais.
Fundador da Asdic Consultores, entidade especializada em desenvolvimento de comunidades, participa de missões de desenvolvimento cultural, social e econômico de comunidades urbanas e rurais da França e da União Europeia, incentivando práticas culturais e de consolidação do desenvolvimento local. Internacionalmente participou de projetos na Alemanha, Suécia, México, Brasil, Canadá, Portugal, Grécia, Hungria, Irlanda, Reino Unido, entre outros.
É autor de A cultura dos outros (Paris, Seuil, 1976); A iniciativa comunitária (Macon, MNES & W, 1992); Cidade, cultura e desenvolvimento (Paris, Syros, 1995, com Jean Michel Montfort); e As raízes do futuro (Asdic, 2002), além de artigos em periódicos franceses e publicações internacionais sobre museus, patrimônio, ação comunitária e desenvolvimento local.
Sobre a tradutora e prefaciadora
Maria de Lourdes Parreiras Horta é graduada em Museologia pela Universidade do Brasil, atual Escola de Museologia da UNIRIO, com doutorado em Museologia pela Universidade de Leicester e pós-doutorado em Cultura Contemporânea pela UFRJ. Atuou no Museu da Imagem e do Som, no Museu de Artes e Tradições Populares do Rio de Janeiro, Museu Nacional de Belas Artes e Museu Imperial de Petrópolis, tendo sido coordenadora geral de acervos museológicos da Fundação Nacional Pró-Memória. Professora adjunta da Universidade Santa Úrsula, é pesquisadora com várias livros e artigos publicados no Brasil e no exterior. Foi curadora de inúmeras exposições em museus e centros culturais e presidente do Comitê Brasileiro do ICOM (Conselho Internacional de Museus).
Ficha técnica do livro
Título: As raízes do futuro: patrimônio a serviço do desenvolvimento local
Autor: Hugues de Varine
Tradução: Maria de Lourdes Parreiras Horta
Número de páginas: 256
Formato: 14 x 23 cm
Preço: R$ 40,00
ISBN: 978-85-64713-03-1
Editora: Medianiz
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