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quarta-feira, 13 de junho de 2012

FIESP DEBATE GOVERNANÇA DA ÁGUA E MUDANÇA DO CLIMA NO HUMANIDADE 2012

Eventos acontecem no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro A Fiesp iniciou a sua programação com o debate "A Governança da Água", na manhã desta quarta-feira, 13. Na pauta, os avanços tecnológicos com soluções inovadoras no tratamento de água e efluentes, como a nanofiltragem, serão apresentadas por empresas do porte da Huber Technology, GE Power & Water e Perenne. E foco para abastecimento em regiões de escassez, além da dessanilização da água do mar e o reúso. Presenças confirmadas de representantes da Agência Nacional de Águas, Ana Cristina Barros (The Nature Conservancy) e Marilene Ramos (Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro). À tarde, o evento "Diálogos sobre Mudança do Clima: Cenários Nacional e Internacional" abordará as principais ações desenvolvidas para a redução da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE). Entre os especialistas esperados, Thelma Krug (Intergovernmental Panel on Climate Change/IPCC), Andrea Correa do Lago e Luiz Alberto Figueiredo (Ministério das Relações Exteriores), Beatriz Espinosa (Petrobras), Benjamin Steinbruch (Companhia Siderúrgica Nacional/CSN) e Jacques Marcovitch (Universidade de São Paulo/USP), Carlos Henrique de Brito Cruz (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP/FAPESP) e Carlos Augusto Klink (Secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA). O Humanidade 2012 é uma realização da Fiesp, do Sistema Firjan, da Fundação Roberto Marinho, do Sesi-SP, Senai-SP, Sesi-RJ e Senai-RJ, com patrocínio da Prefeitura do Rio e do Sebrae, concebida para realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável. O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, entre os dias 11 e 22 de junho. O espaço de exposições é aberto ao público e a agenda completa de eventos pode ser consultada no site www.humanidade2012.net.Todos os encontros serão transmitidos ao vivo pelo site e os palestrantes poderão falar com a imprensa ao final de cada evento. Federação das Indústrias do Estado de São Paulo- FIESP Assessoria de Imprensa Tel.: (11) 3549.4602 e 3549.4282

Alunos se encontram com representantes da Cúpula dos Povos

Alunos se encontram com representantes da Cúpula dos Povos Alunos do 6º ao 9º ano do Colégio Logosófico González Pecotche, em Botafogo, têm um encontro na sexta-feira, dia 15 de junho, com um representante da Cúpula dos Povos para tratar do tema "justiça ambiental". A atividade, elaborada pelo colégio, integra as ações planejadas no projeto anual "A Ética e seu Poder Transformador", em que a conferência Rio+20 é uma oportunidade de refletir sobre as atitudes éticas que vêm sendo adotadas pelas nações na preservação do ambiente e da vida. Essa programação especial vai até o mês que vem. Dia 1 de julho os alunos farão uma caminhada pelo centro histórico do Rio de Janeiro. Nessa aula ao ar livre, eles vão observar as mudanças ocorridas nos últimos 20 anos no transporte, saneamento, vestimentas e expressões artísticas, por exemplo. Outra atividade será o sarau sobre temas pesquisados em sala de aula. Ambas, sob a orientação dos professores de História, Geografia e Português. Para dar conta do recado, os estudantes estão assistindo a filmes como "Tópicos Urbanos", de Ivana Mendes; "A História das Coisa", de Annie Leonard; e "Ilha das Flores", de Jorge Furtado. E, para estimular ainda mais o espírito crítico e a reflexão, os professores Talíria Soares, Ana Lucia Jabour, Mariana Roque e Tiago Cavalcante têm conduzido debates sobre como homens e mulheres têm feito intervenções na cidade do Rio ao longo da história, sobre a natureza como "mercadoria" e o papel da Rio+20 na construção de uma sociedade de fato sustentável. Alunos dos 6º e 7º anos debateram sobre Ética, Cultura e Natureza, e os do 8º e 9º anos, Ética, Poder, Política e Território. Fonte: Brandpress

terça-feira, 12 de junho de 2012

Projeto Guri, participa da Rio+20

Big Band do Projeto Guri se apresentará no dia 17 de junho, às 15h30, na Arena da Barra, como parte da programação oficial do evento, a convite da ONU Bolsistas do Projeto Guri participação da Cúpula dos Povos, entre 15 e 17 de junho, e contarão suas experiências no blog “Guri na Rio+20” . O Projeto Guri, programa de formação do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, participa da Rio+20, a conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, com uma apresentação da Big Band formada por alunos do Grupo de Referência da região de São Carlos, que executará um repertório de música contemporânea. A apresentação acontece no dia 17 de junho (domingo), às 15h30, na Arena da Barra – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. “A Rio+20 é um dos principais eventos do planeta na discussão social e ambiental, reunindo os principais líderes mundiais e organizações da sociedade civil. O Projeto Guri, o maior programa sociocultural do Brasil, não poderia ficar fora dessa conferência. Para nós é uma honra participar”, destaca Alessandra Costa, diretora executiva da Associação Amigos do Projeto Guri, gestora do programa. Além da apresentação do dia 17, o Projeto Guri vai acompanhar as principais atividades da Cúpula dos Povos, evento organizado pela sociedade civil com a participação de diversas organizações nacionais e internacionais, que acontece paralelamente à Rio+20. Entre os dias 15 e 17, os ex-alunos e atuais bolsistas Tábata Lima, 23 anos, e Daniel Feitosa, 20 anos, participarão das atividades e contarão suas experiências no blog “Guri na Rio+20”, em www.projetoguri.com.br/riomaisvinte Apresentação do Projeto Guri na Rio+20 Quando: 17 de junho, das 15h30 às 16h30 Onde: Espaço Arena da Barra, Auditório ARN-1 – Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401. Barra da Tijuca - Rio de Janeiro.

Jardins para dentro de casa

Aumente a qualidade de vida e o bem-estar em pequenos ambientes dentro de casa ou apartamento Para quem tem pouco espaço e sonha com um belo jardim dentro de casa, trago boa notícia: é possível sim trazer o verde para perto. Além de deixar o ambiente mais bonito, os projetos paisagísticos em espaços pequenos podem ser utilizados para aumentar o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, pois diminuem o estresse. O trabalho manual de plantar, cuidar ou regar das plantas também auxilia na concentração. “Em espaços pequenos devemos aproveitar a utilização de vasos de tamanhos diferentes e espécies de sombra ou de sol de acordo com a incidência do local, podendo criar uma cerca viva ou um painel vertical.”, destaca a arquiteta e paisagista Daniela Sedo. Na varanda é provável criar, por exemplo, um deck quadradinho com vasinhos em volta, fazer faixas com pedras maiores ou pequenas, redondinhas, e colocar uma decoração com banquinhos ou objetos graciosos. “Hoje em dia, há decks de cerâmica ou placas de concreto, que imitam a madeira. Esses materiais não requerem manutenção, são práticos, bonitos, não desgastam com o tempo, e são produtos ecologicamente corretos e impermeáveis.”, aconselha a paisagista. Dependendo do espaço onde será feito o paisagismo, é possível ter Trepadeiras, que florescem e são bonitas; Lavanda, que é aquela plantinha com florzinhas roxas, com cheiro agradável; e há também o Alecrim, uma planta bela e super fácil de cuidar. “O ideal é montar um jardinzinho com plantas fáceis de mexer e cuidar. Vale a pena colocar espécies perenes, que vão ficar lindas o tempo todo e não darão o trabalho de ter de varrer o chão a toda hora para tirar folhinhas. A manutenção é igual a de jardins externos e internos.”, conta Daniela. Em ambientes pequenos e internos a pessoa pode colocar Palmeirinhas de sombra como a Chamaedoreas ou Evônimos com até 40 cm de altura. “A boca do vaso no caso da plantação de evônimos deve ser de 50 cm, pois a pessoa pode colocar várias mudas e quando ela crescer ficará parecida com um Buchinho, e a pessoa pode escolher entre suas duas formas, Ogame verde e Variedata.”, explica a paisagista. Outra opção bacana para espaços menores são os painéis verticais com Samambaias, Orquídeas (meia sombra), Chifres-de-veado (sombra), Brinco de Princesa e bromélias (sol). “O jardim vertical ou painel vertical é uma peça única, com uma singular estrutura, onde pode ter alguns vasinhos fixados. Para montá-lo é necessário o cuidado para adquirir uma uniformidade vegetal em que o principal seja a vegetação, que pode ser uma mescla de espécies.”, detalha Daniela. Use a criatividade e mãos à obra, qualquer pequeno ambiente pode ser abrilhantado com um pequeno e valioso jardim, afinal o verde sempre quebra aquele ‘gelo’ das ilhas de cimento onde vivemos e ainda alivia o microclima local, aperfeiçoando a qualidade de vida e do ar que respiramos. Para conferir mais acesse www.danielasedo.com.br

AGRICULTURA FAMILIAR E ORGÂNICA NA DISCUSSÃO DA RIO+ 20

por Ming Liu A realização da Rio+20 é a oportunidade de mostrarmos os exemplos positivos. Temos que estruturar da cadeia produtiva primária, a partir da agricultura de pequeno porte e familiar, e investir na capacitação, com a produção de produtos com valor agregado. Nas discussões realizadas no Fórum de Alimentos Sustentáveis, que aconteceu na primeira semana de junho na Holanda, com a participação do Organics Brasil, houve comentários comuns aos presentes de que este processo de consumidores e atores da economia verde podem ter se iniciado a partir do evento de 1992, e que 20 anos depois, temos a oportunidade de consolidar a posição para onde iremos com a discussão em nível global. Conceitos como: mudanças climáticas, bioenergia, reciclagem e tratamento de resíduos, uso adequado da água, crescimento populacional, saúde, urbanização, segurança dos alimentos, desmatamento, entre outros; serão intensamente questionados como papel de uma das economias emergentes mais ativas e prósperas. A percepção real de ganho de renda da população, com a redução da pobreza, está diretamente ligada às políticas de desenvolvimento econômico e social que o Brasil tem dado para os programas envolvendo a agricultura familiar, agro ecologia e em relação aos produtos orgânicos. Este tema ganha importância na medida em que conhecemos estudos (Sustainable Food Lab, Dan Deville) que apontam que 85% da agricultura mundial envolvem agricultores de pequena escala e familiar, gerando renda para uma população global estimada em pouco mais de 2,2 bilhões de pessoas. Outro dado importante deste trabalho é de que ¾ da população mais pobre do planeta estão nas áreas rurais, e de que o potencial de crescimento que a agricultura pode gerar no processo de desenvolvimento econômico e social na população é pelo menos quatro vezes maior do que qualquer outro setor poderia proporcionar nas mesmas condições. Tendo este cenário, e transportando para uma realidade brasileira que não fica muito fora destas estatísticas, temos boas perspectivas de que o governo federal esteja no caminho certo a partir de resoluções que devem se confirmar durante a Rio+ 20, como a apresentação da Nova Política Nacional da Agro ecologia que deverá ser apresentada pela Presidente Dilma Roussef. Ming Liu é coordenador executivo do Projeto Organics Brasil- www.organicsbrasil.org

Ecofeira, uma troca saudável.Um belo exemplo de Guarapuava PR

No Ecofeira a população e os catadores de papel de Guarapuava podem trocar materiais recicláveis de baixo valor comercial por alimentos fresquinhos diretos da produção rural. A troca é realizada duas vezes por semana, seguindo um cronograma, cada vez em um bairro diferente. O Ecofeira conta com a parceria da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), da CARMUG (Central de Associações Rurais do Município de Guarapuava) e da ACPG (Associação de Catadores de Papel de Guarapuava). De outubro de 2009 ao final de 2011 o Projeto completou mais 400 toneladas de alimentos dos produtores rurais trocados por 2.000 toneladas de materiais recicláveis, que foram direcionados para a Associação dos Catadores de Papel de Guarapuava – ACPG. Em 2012 o Ecofeira visa se aperfeiçoar ainda mais, escoando os produtos agrícolas dos pequenos produtores rurais da região, enriquecendo a alimentação dos participantes do projeto e contribuindo com a limpeza do meio ambiente, aumentando ainda mais a vida útil do nosso Aterro Sanitário. Calendário de junho de 2012. A partir das 14h30min 15/06 (sexta-feira) Xarquinho – Escola Total 20/06 (quarta-feira) Entre Rios – nas vilas Abigail e Leal às 14 h e na Vila Machado às 15h e 30 min. 22/06 (sexta-feira) Colibri – Rua Pedro Américo esq. Antônio Baraúna (campo futebol) 27/06 (quarta-feira) Jordão – Escola Municipal Enoch Tavares 29/06 (sexta-feira) Primavera – Rua Jorge Haag – Esquina Av. Bandeirantes ao Lado Mercearia do Arlindo

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Serviço Florestal fará modelagem econômica de editais de concessão

Objetivo é equilibrar atratividade econômica com a geração de benefícios sociais e ambientais O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e o braço corporativo do Banco Mundial, o International Financial Corporate (IFC), assinaram contrato para o desenvolvimento de estudos que visam estabelecer um novo método de modelagem econômica para as concessões florestais federais. Segundo o gerente de Concessões do SFB, Marcelo Arguelles, a contratação do IFC vai permitir incorporar os aprendizados e as melhores práticas mundiais desenvolvidas por diversos setores econômicos em diferentes países para a modelagem do processo de concessão florestal no Brasil. “Nosso objetivo é trabalhar os editais de concessão em uma visão de empreendimento e investimento, que equilibre atratividade econômica com a geração de benefícios sociais e ambientais”, afirma. Este modelo será desenvolvido e testado para as Florestas Nacionais Itaituba I e II, no oeste do Pará. Custos O IFC vai levantar os principais aspectos econômicos envolvidos no manejo florestal, entre eles, a estrutura de custos fixos e variáveis de todas as etapas e operações dessa atividade, inclusive os rendimentos operacionais das atividades de campo, a capacidade produtiva dos bens de capital, o impacto da escala de produção nos indicadores de resultados econômicos e os aspectos relativos ao processamento industrial da madeira. Também serão levantados os custos associados ao cumprimento das obrigações contratuais para o alcance e manutenção da qualidade socioambiental das operações florestais nas concessões. Os estudos a serem realizados vão abranger, ainda, uma avaliação sobre os instrumentos editalícios e contratuais, com a incorporação de soluções que ampliem a atratividade econômica e os ganhos socioambientais do processo. Modelo O resultado do trabalho irá gerar uma estrutura de editais de concessão florestal que seja aplicável em florestas públicas localizadas na Amazônia, com a possibilidade de aproveitamento pelos gestores de florestas públicas estaduais na região. “Com este modelo de concessão, o SFB e o IFC pretendem alavancar um novo fluxo de investimentos no setor florestal regional, tornando a atividade de manejo florestal mais atrativa e segura, e fortalecendo uma economia de base florestal sustentável na região”, afirma Arguelles.

Programa Bolsa Verde reconhece guardiões da floresta

Marcia Bindo Na semana do Meio Ambiente, de 4 a 8 de junho, o Ministério do Meio Ambiente celebra o Programa de Apoio à Conservação Ambiental - Bolsa Verde, que desde Junho de 2011 busca identificar e beneficiar famílias em situações de extrema pobreza que vivem em áreas de relevância ambiental. Em contrapartida, estas famílias assumem o compromisso de conservar as áreas por meio da manutenção da cobertura vegetal e do uso sustentável dos recursos naturais. O Programa, em expansão, conta hoje com aproximadamente 23 mil famílias beneficiárias que vivem em 44 Unidades de Conservação, tais como florestas nacionais, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável e em 209 Projetos de Assentamentos Ambientalmente Diferenciados, além de áreas ribeirinhas, entre outros, abrangendo uma área total de 11,3 milhões de hectares. Famílias estas que dependem em grande parte das matas para viver, atuando como verdadeiros guardiões da floresta (veja mapa ao final). O Bolsa Verde ganha vital relevância uma vez que o Brasil abriga a maior biodiversidade do planeta. O País possui 8,5 milhões km² que ocupam quase a metade da América do Sul e abarcam diversos biomas: a Floresta Amazônica, maior floresta tropical úmida do mundo; o Pantanal, maior planície inundável; o Cerrado de savanas e bosques; a Caatinga de florestas semi-áridas; os campos dos Pampas; e a floresta tropical pluvial da Mata Atlântica, além da costa marinha de 3,5 milhões km². A variedade de biomas reflete a riqueza da flora e da fauna brasileiras. Esta abundante diversidade de vida – que se traduz em mais de 20% do número total de espécies da Terra – eleva o Brasil ao posto de principal nação entre os 17 países megadiversos (ou de maior biodiversidade). Além da biodiversidade, o Brasil também apresenta grande sociodiversidade manifestada por uma infinidade de grupos com características sócio-culturais diferenciadas e com forte relação com o meio ambiente. São eles: extrativistas, indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, seringueiros, pescadores artesanais, faxinalenses, catadoras de mangaba, dentre outros. No entanto, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), muitas dessas populações, que desempenham um importante papel para a conservação ambiental, encontram-se em situação de extrema pobreza. Apesar de apenas 15,6 % da população brasileira residir em áreas rurais, ainda há aproximadamente 7,5 milhões de pessoas extremamente pobres nessas áreas, ou seja, quase metade das pessoas em situação de extrema pobreza (46,7 %) está no campo. O Bolsa Verde reconhece e retribui essas comunidades rurais que são os responsáveis pela conservação dos ecossistemas associados a suas áreas, sendo repassados a cada três meses o valor de R$ 300,00 (trezentos reais) por família beneficiária, valorizando, assim, estes atores decisivos para a conservação ambiental no país.

domingo, 10 de junho de 2012

TECNOLOGIA INÉDITA NA CAPTURA DE PEIXES-BOIS

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), vinculado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), capturou, entre os dias 19 e 30 de maio, cinco peixes-bois nativos no município de Icapuí (CE) com tecnologia inédita no Brasil. Técnicos do CMA instalaram rádios transmissores em quatro fêmeas e um macho de peixe-boi para acompanhá-los diariamente por computador por meio de sinais enviados por satélite. Ainda foram coletadas amostras de sangue, urina, fezes e lágrimas, entre outras, e feitos exames clínicos nos peixes-bois. O CMA coordena o Programa de Monitoramento de Sirênios (PMS) no Brasil. A tecnologia, do Sirenia Project, foi desenvolvida pela instituição científica norte-americana United States Geological Survey (USGS) e permite determinar rotas migratórias, áreas de utilização, distanciamento da costa e profundidade de ocorrência. Amostras diversas possibilitam ainda verificar a saúde da população nativa desses animais e sua variabilidade genética. Os dados obtidos pela equipe formada por mais de 40 profissionais, entre biólogos, veterinários e outros especialistas, subsidiarão o governo brasileiro na tomada de decisões visando à conservação da espécie, que atualmente se encontra criticamente ameaçada de extinção. Para realizar o procedimento foi necessária embarcação construída exclusivamente para a captura de peixes-bois nativos, além de outro barco de apoio, uma rede de 200 metros de comprimento por sete metros de profundidade, dois laboratórios móveis e um escritório de campo. O lançamento da rede foi feito com cuidado para salvaguardar a integridade física dos animais e das pessoas envolvidas – afinal alguns dos peixes-bois possuíam mais de 600 quilos - peso que até então não se atribuía para a espécie no Brasil. A ação teve apoio de instituições parceiras brasileiras (Aquasis), Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA) e Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), bem como instituições norte-americanas – USGS, Fish and Wildlife Service (FWS) e Florida Wildlife Conservation (FWC) – e mexicana – Geomare Investigación Terrestre y Marina. A operação de captura dos peixes-bois foi feita em cumprimento a uma condicionante ambiental emitida para a Petrobras pela Coordenação Geral de Petróleo e Gás do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (CGPEG/Ibama). Comunicação ICMBio

sábado, 9 de junho de 2012

ANA investe em projetos de gestão e uso racional da água em edifícios públicos municipais

R$ 3 milhões serão destinados a projetos que difundam boas práticas de conservação da água, de preferência os realizados por escolas públicas municipais O uso inadequado de água é um problema que existe em diversas regiões urbanas do Brasil e até mesmo em edifícios públicos. Sabendo disso, a Agência Nacional de Águas (ANA) está com um edital aberto para selecionar projetos de gestão e uso racional de água em edificações públicas de órgãos municipais da Administração Direta ou Indireta. As propostas podem ser enviadas até 17 de setembro pelo portal do Sistema de Convênios do Governo Federal (Siconv): https://www.convenios.gov.br/siconv/. Segundo prevê o edital, serão selecionados cinco projetos – um para cada região do País – os quais receberão, por meio da assinatura de convênios, R$ 3 milhões em transferências de recursos para os municípios selecionados. Caso haja disponibilidade orçamentária, o total de recursos e o número de projetos poderão ser ampliados pela ANA. O apoio financeiro será oferecido a projetos difusores de boas práticas de conservação e uso racional da água, com preferência a iniciativas em escola públicas municipais. Para 17 de julho está prevista a publicação da primeira lista de escolhidos do primeiro dos quatro lotes de propostas que serão divulgados durante esta seleção. Para mais informações, envie e-mail para geusa@ana.gov.br. O apoio técnico e financeiro a ser dado pela ANA vale para as seguintes ações em edificações públicas: eliminação de vazamentos em sistemas de reservação e distribuição de água; reparo e modernização de equipamentos hidráulico-sanitários; medição setorizada (em banheiros e cozinhas, por exemplo) e medição independente para as diferentes fontes de abastecimento (concessionária, água de chuva, água de reúso), se houver; capacitação dos servidores que trabalham na edificação; e ações educacionais sobre a importância da conservação e uso racional da água para o ser humano e para o meio ambiente, abrangendo pelo menos os frequentadores da edificação e pessoas a elas relacionadas. Todas estas iniciativas devem obrigatoriamente constar do projeto, mas a instituição proponente poderá sugerir, com as devidas justificativas, outras modalidades de ações de promoção da conservação e do uso racional da água, conforme a situação verificada na edificação pública que sofrerá as intervenções. Um exemplo de reúso e aproveitamento de água de chuva é o uso desta água não potável nas edificações para lavagem de pisos, descarga de vasos sanitários e irrigação de jardins. Texto:Ascom/ANA

quinta-feira, 7 de junho de 2012

APRENDER A CONVIVER COM A SECA

Selvino Heck* Fui criado com água de cisterna: límpida, gostosa, cristalina, fresca o ano inteiro. Toda família de minha avó Gertrudes, mais de dez filhos, os nove de papai Léo e mamãe Lúcia bebíamos dessa a água que jorrava do céu e era recolhida pelas calhas do telhado, cozinhava-se e ainda sobrava água para os gatos e o cachorro na pequena Santa Emília, Venâncio Aires, interior do interior do Rio Grande do Sul. (Hoje, a cisterna ainda existe, mas sua bomba manual foi retirada e bebe-se água encanada de poço artesiano que beneficia toda comunidade.) Tinha seca de vez em quando. Quando batia o desespero, as lideranças da comunidade e o padre vigário faziam uma procissão na estrada poeirenta. Seja por vontade divina, seja porque a ausência de chuva estava no limite, quase sempre chovia um dia ou dois depois da procissão. Nos últimos dias de maio, a “Folha do Mate”, de Venâncio Aires, estampou as seguintes manchetes. Dia 29: “Situação de emergência é decretada no interior – Grande parte das localidades do interior enfrenta a falta de água. A preocupação levou a administração municipal a decretar situação de emergência no interior. O prefeito Airton Artus também assinou uma série de medidas para evitar o desperdício de água e estimular a economia do consumo no perímetro urbano. A estiagem que perdura desde novembro de 2011 afetou principalmente as localidades do 9º Distrito. A prefeitura já abasteceu propriedades e residências em 640 mil litros de água potável. Para todo o interior já foram destinados mais de um milhão de livros de água”. Dia 30: “Racionamento de água nas mãos dos cidadãos – De nada adiantarão as determinações da prefeitura se a população não auxiliar. Ao decretar situação de emergência, o prefeito assinou também uma série de medidas importantes para economizar água e conter o desperdício na cidade. O interior sofre com a falta de água e logo a cidade sentirá também as dificuldades, pois o nível do arroio Castelhano está no limite”. Dia 31: “Postos de combustíveis estão proibidos de lavar veículos – Além dos postos, a utilização de lava a jatos de uso doméstico, bem como a lavagem de calçadas, telhados e similares estão proibidos. Conforme decreto, o prazo especificado é de 30 dias ou até que se restabeleça a normalidade nos recursos hídricos do município. O racionamento vem comprometendo os serviços essenciais de abastecimento de água à população e aos animais, além da diminuição das reservas hídricas nos mananciais e lençóis freáticos do município, principalmente no interior”. 4 de junho, recebo e-mail de Naidison Baptista, um dos coordenadores da Articulação do Semiárido (ASA): “Boas Notícias - Vocês devem receber o convite hoje à tarde, mas a ministra Tereza Campello estará assinando quarta-feira (6 de junho), em município e comunidade do semiárido, dois termos de parceria com a ASA: um para a construção de cisternas de consumo humano e outro para implementação do P1+2, água para produção. A ministra se deslocará de Brasília para a cidade de São Caetano, Pernambuco. Deverá visitar a propriedade de Ivanilda Maria da Silva Torres, agricultora beneficiada pelas ações da ASA; ela possui duas cisternas – 16 mil litros e 52 mil litros – e outras tecnologias de convivência com o semiárido; a ministra almoçará com os/as agricultores/as, assinará os dois termos em solenidade no município, com a participação prevista de mais de 1000 agricultores. Temos de nos alegrar. Começam a chegar coisas boas no semiárido e mais convivência com o s emiárido. Na Bahia saiu uma chamada de 27.000 cisternas que devem estar contratadas até 23 de junho. E deve sair outra chamada de 1.000 implementações de segunda água. Em Pernambuco já saíram as contratações das entidades e o carro está andando. Tudo isso é basicamente com recurso federal”. 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a Assessoria de Comunicação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) distribui notícia vinda da ASA: “ASA e MDS fecharão novas parcerias nesta quarta – Serão investidos R$ 138,3 milhões na construção de 40.030 tecnologias sociais que permitem às famílias uma maior resistência aos efeitos da seca. São oito tipos de implementações para guardar água para consumo humano e para produção de alimentos e criação animal. Os dois termos de parceria vão beneficiar diretamente 46.430 famílias agricultoras, atingindo mais de 232 mil pessoas afetadas pela seca. A ação acontecerá em todos os nove estados do Semiárido Legal (do Norte de Minas até o Piauí), alcançando cerca de 230 municípios. O prazo de execução das implementações é de 7 meses e envolverá cerca de 100 entidades da sociedade civil. A construção das tecnologias ocorrerá através dos dois programas da ASA: o P1MC (Programa 1 Milhão de Cisternas), que fará a cons trução de 33.400 cisternas de 16 mil litros, que armazenam água para a família beber e cozinhar, e o P1+2 (Programa Uma Terra e Duas Águas), responsável pelas 7.630 tecnologias de captação de água para produção de alimentos e criação animal como barragem subterrânea, cisterna-calçadão, cisterna de enxurrada, tanque de pedra, barreiro trincheira e bomba d’água popular”. Boas e más notícias no ‘Sul maravilha’ e no ‘Nordeste desértico’, às vésperas da Rio+20 e da Cúpula dos Povos, junho, Rio de Janeiro. E muitas lições: a seca não é uma fatalidade. Em vez de combatê-la, é preciso aprender a conviver com ela. A água que Deus manda precisa ser cuidada e utilizada com criatividade e tecnologias simples e eficientes, como as cisternas. O povo pode e deve se organizar para exigir direitos do poder público e, ao mesmo tempo, auto-organizado, construir o futuro, a justiça e a dignidade. Governo e sociedade podem e devem trabalhar juntos, pelo bem comum. O futuro não pertence a Deus, e sim a um projeto de desenvolvimento capaz de proteger o meio ambiente com inclusão social e igualdade. Acho que vou pedir neste feriadão de Corpus Christi para meu irmão Marino, que mora com mamãe, reabrir a velha cisterna lá de casa, para sentir de novo o gosto da água da chuva - cristalina, gostosa, límpida, fresca o ano inteiro.

FLORESTA NACIONAL DE CARAJÁS TEM FAUNA DETALHADA EM LIVRO

por Sandra Tavares O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Vale lançam na quarta-feira (6), às 18h, na Câmara Municipal de Parauapebas (PA), o livro “Fauna da Floresta Nacional de Carajás – Estudos sobre os Vertebrados Terrestres”. A floresta é uma unidade de conservação federal de uso sustentável gerida pelo ICMBio. Mais de 41 mil registros foram analisados e cerca de 97% validados, totalizando 944 espécies de vertebrados (exceto peixes) elencadas na obra, todos com evidência científica na Flona. “Esperamos que a iniciativa de produzir este livro possa ser um estímulo para a continuidade da pesquisa na Floresta Nacional de Carajás, contribuindo, dessa forma, para sua gestão e proteção”, frisa o chefe da unidade de conservação, Frederico Drumond Martins. Além de caracterizar, com textos e imagens, cada um dos ecossistemas da Floresta Nacional de Carajás, a obra traz preciosas informações sobre anfíbios, répteis, aves, pequenos, médios e grandes mamíferos e morcegos que habitam a região - com destaque para as espécies ameaçadas e endêmicas. O ponto de partida para a consolidação da lista comentada de vertebrados terrestres da Floresta Nacional de Carajás foi a organização dos principais estudos de licenciamento ambiental e de pesquisas realizadas na floresta nacional e seu entorno. Foram compilados registros das espécies em vários relatórios, formando uma lista prévia que foi repassada para especialistas convidados, responsáveis por validarem os dados. Estes especialistas foram escolhidos com base na participação em trabalhos na unidade de conservação e na experiência que possuem com a fauna amazônica. O conhecimento cientifico sobre a fauna da Floresta Nacional de Carajás, detalhado no livro, é resultado de um trabalho desenvolvido pelo ICMBio em parceria com a Vale. O prefácio é assinado pelo Diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, Marcelo Marcelino. O livro detalha a lista atualizada da fauna de Carajás em capítulos a partir de seis grupos taxonômicos: anfíbios, répteis, aves, pequenos mamíferos, mamíferos voadores e médios e grandes mamíferos. Além dos capítulos específicos o livro traz uma caracterização geográfica da UC mostrando toda a sua geodiversidade e um capítulo assinado por analistas ambientais do ICMBIO indicando as ações prioritárias para a conservação da fauna da floresta. São organizadores da obra: o analista ambiental e chefe da Unidade de Conservação, Frederico Drumond Martins, o engenheiro sênior da Vale, Alexandre Franco Castilho, a professora da Universidade Federal Rural da Amazônia, Dra Fernanda Martins Hatano e os os consultores Jackson Campos e Samir Rolim da AMPLO - Engenharia e Gestão de Projetos. Comunicação ICMBio

quarta-feira, 6 de junho de 2012

RIO + 20 SERÁ UM FRACASSO!

Seminário internacional alerta: “Rio +20 está perdida. Devemos nos preparar para pautar as próximas Conferências’’ Durantes os dias 5 e 6 de junho, líderes do movimento ambientalista de Brasil e Argentina reunidos em Buenos Aires classificaram como frágeis e tímidas as propostas para a Rio +20 e alertam: para além de uma crise financeira, estamos às vésperas de uma crise civilizacional A capital portenha recebeu conceituadas lideranças do movimento ambiental brasileiro e argentino para dois dias de intensos debates e exposições de estudos científicos acerca dos temas que circundam a Conferência das Nações Unidas como o desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, redução da pobreza a zero, fontes alternativas de energia e mudanças climáticas. “O ritmo econômico, acelerado e voraz não acompanha o ritmo do desenvolvimento humano. A sustentabilidade é o único caminho, uma questão de sobrevivência e o compromisso desta geração para com as gerações futuras”, avalia o presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) e integrante do Conselho Nacional do Meio Ambiente, Carlos Bocuhy. Os mais de 25 palestrantes, especialistas em áreas como Direito Ambiental e Políticas para o Desenvolvimento Sustentável, acadêmicos, economistas, cientistas e integrantes de organizações sociais para a defesa do meio ambiente dos dois países apresentaram panoramas e dados alarmantes sobre o atual cenário do planeta. “140 corporações controlam 40% do mundo corporativo. Produzimos grãos o suficiente para prover a alimentação de todas as pessoas que habitam este mundo, com 800g desta produção por dia. Isso reflete a concentração de poder econômico e demonstra que há um problema grave de governança política que afeta diretamente a distribuição de renda e a qualidade de vida das populações”, afirma o economista Ladislau Dowbor. E completa: “A produção aumenta, mas a satisfação com a vida não”. “Este cenário exige controle social intenso para garantir a conservação dos recursos naturais, respeitando as especificidades de cada país e seus ecossistemas”, de acordo com o professor Paulo Affonso Leme Machado, doutor honoris causa, uma das maiores autoridades brasileiras para questões ambientais que soma 40 anos de trabalhos dedicados ao tema. Para Mauro de Moraes Victor, engenheiro agrônomo e um dos autores da Agenda 21, é preciso estabelecer uma nova ordem mundial para aplacar as desigualdades sociais e frear a destruição do planeta: “Vivemos na iminência de crises financeira, climática, alimentação, combustíveis fósseis e governança global. Quando todas convergirem em um mesmo momento o mundo como o conhecemos entrará em colapso. É o que chamamos de crise civilizacional”. “Desenvolvimento é qualitativo e o crescimento é quantitativo. Atualmente, optam-se por ações que visem o crescimento e não o desenvolvimento. O problema não é mais da Ciência, que cumpre seu papel com a elaboração de estudos e argumentos teóricos. O problema está na ética, no processo decisório. A Rio +20 ignora a ciência e cobre de verde um discurso que é corporativo. É preciso ter Ciência com consciência”, avalia a oceanógrafa e professora da USP Yara Novelli. Os especialistas do Proam alertaram os mais de 400 participantes sobre a importância da clareza na divulgação das informações referentes ao tema da sustentabilidade. “Falar em economia verde é como pedir a um tigre que seja vegetariano. O que precisa mudar urgentemente é o modelo de economia, que é predatório, faz uso mercantil dos recursos naturais e insiste em práticas de consumo excessivo”, enumera Ladislau Dowbor. Outra tese defendida pelo Proam está baseada no fomento à participação popular nos fóruns e conselhos ambientais, como explica Luiz Mourão, do Conselho Nacional de Meio Ambiente: “Esses espaços são fundamentais para a formação de políticas públicas verdadeiramente eficientes. Somente a população, diretamente atingida pelos resultados da má conservação ambiental, é capaz de proporcionar um diagnóstico preciso e assim indicar ações que possam contribuir para o uso racional dos recursos e manutenção de áreas verdes”. É preciso medir a capacidade de suporte do Planeta A proposta do Proam para o avanço na conservação da biosfera indica o desenvolvimento de unidades de mensuração dos impactos ambientais, com o objetivo de controlar a destruição do planeta, como explica Carlos Bocuhy. “Propomos um método para medir o quanto a Terra ainda pode suportar em termos de alteração de seu ecossistema. É preciso lembrar que nossas reservas de água, por exemplo, estão em níveis críticos, assim como os índices de desmatamento para a instalação de obras viárias, entre outras. Aqui, a Ciência desenvolve papel fundamental na criação de ferramentas que possibilitam maior controle social sobre os recursos naturais, patrimônio de toda a humanidade”.

SEMANA ENVOLVERDE DISCUTE QUESTÕES AMBIENTAIS EM SP

Catavento se inspira na Rio+20 e organiza evento para discutir questões ambientais Até o dia 10 de junho acontece a “Semana Envolverde”, que, entre outras atividades, terá talk shows com Fábio Feldmannn e José Eli da Veiga. Em sintonia com a Rio+20, conferência que discutirá práticas de desenvolvimento sustentável no Rio de Janeiro durante o mês de junho, o Catavento Cultural e Educacional, museu de ciência da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, realiza a Semana Envolverde. Durante a semana especial serão realizados dois talk shows com apresentação do jornalista Sergio Brandão, um dos criadores do programa Globo Ciência, vencedor do prêmio José Reis de Jornalismo Científico do CNPq e responsável pela Curadoria Internacional da Mostra Ver Ciência. No dia 9 de junho, quem participa do talk show é o ex-secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Fábio Feldmann, um dos primeiros personagens da política nacional a abraçar as causas ambientais, que hoje tem forte atuação no setor além de ser um dos criadores da SOS Mata Atlântica. No dia 10 de junho, Sergio Brandão recebe o economista José Eli da Veiga, professor dos programas de pós-graduação do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI/USP) e do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). O professor também é autor de 20 livros e é colaborador permanente das colunas de opinião do jornal Valor Econômico. As duas conversas, que têm como tema “Desenvolvimento Sustentável”, contarão com a participação especial da bióloga Maria Isabel Landim, do Museu de Zoologia da USP com apresentadora. Há também a possibilidade de acompanhar tudo via internet, ao vivo, pelo site Ver Ciência (http://www.verciencia.com.br/) Abaixo, segue a programação completa: até 08 de junho - Espetáculo de Ciência - “Desenvolvimento Sustentável”. Às 15:30, no auditório do Catavento. Durante a atividade, dois cientistas têm o objetivo de mostrar a importância de preservar o mundo a partir de uma viagem ao futuro. A partir da “Ciência Divertida” as crianças aprenderão a identificar como o uso dos combustíveis pode afetar nossas florestas e planeta. Para participar, não é necessário agendamento prévio. De 07 a 10 de junho - ECOTRILHA Horários disponíveis: 10h, 11h, 12h, 14h, 15h e 16h. Durante o fim de semana e feriado serão organizados dois grupos de visitantes espontâneos em horários pré-definidos. Os grupos participarão de um jogo de perguntas e respostas sobre temas ecológicos e ambientais em um tabuleiro gigante. A equipe vencedora será presenteada com mudas de árvores nativas da Mata Atlântica. A oficina acontece na sala do Passeio Digital, da seção Ecologia. Não são necessárias inscrições prévias. Até o dia 10 de junho - TALK SHOW - “Desenvolvimento Sustentável” Às 15h, no auditório do Catavento. O tema dos talk shows é desenvolvimento sustentável, abordado também pela durante a Rio+20 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, de 13 a 22 de junho na cidade do Rio de Janeiro. A entrevista que será conduzida pelo jornalista Sergio Brandão tem o objetivo de esclarecer os jovens sobre os motivos da realização da Rio+20 e sobre alguns aspectos científicos, políticos e econômicos que influenciam no futuro do planeta. O talk show irá contar com a participação do ambientalista Fábio Feldmann, no sábado, 9 de junho, e do economista José Eli da Veiga, no dia 10. Os dois dias contarão com a participação especial da bióloga Maria Isabel Landim, do Museu de Zoologia da USP. Os participantes receberão certificados de participação nos talk shows. As vagas são limitadas e a entrada no Museu é gratuita para os inscritos. Para se inscrever é preciso fazer a solicitação pelo e-mail cursos@cataventocultural.org.br. Sobre o Catavento O espaço, fruto de parceria entre as Secretarias Estaduais da Cultura e da Educação, foi inaugurado em março de 2009. São mais de 250 instalações, em 8 mil metros quadrados, divididas em quatro seções (Universo, Vida, Engenho e Sociedade), cada uma delas elaborada com iluminação e sons diferentes, que contribuem para criar atmosferas únicas e envolventes. Atrações como aquários de água salgada, anêmonas e peixes carnívoros e venenosos, uma maquete do sol e uma parede de escaladas onde é possível ouvir histórias de personalidades como Gengis Khan, Julio César e Gandhi, são apenas alguns exemplos de como o visitante pode aprender e se divertir ao mesmo tempo. No local também é possível conferir as atrações da Fundação Museu da Tecnologia de São Paulo, que teve seu acervo transferido para o Catavento no início de 2011. Entre os principais equipamentos estão a locomotiva Dübs (fabricada em 1888 na Inglaterra que pertenceu à Cia. Paulista de Estradas de Ferro e foi usada brevemente para o transporte de carga) e o avião DC-3 (1936), que foi utilizado como cargueiro militar na Segunda Guerra Mundial. Catavento Onde: Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/no – Palácio das Indústrias, Parque Dom Pedro II, Centro – São Paulo/SP Quando:até domingo, das 9h às 17h (bilheteria fecha às 16h) Quanto: R$ 6 e meia-entrada para estudantes e idosos Idade mínima para visitação: recomendado para crianças a partir de seis anos Como chegar: www.cataventocultural.org.br/mapas.asp Acesso por transporte público: estação de metrô Pedro II e terminal de ônibus do Parque Dom Pedro II Estacionamento: R$ 10 até 4 horas. Adicional por hora: R$2,00. (capacidade para 200 carros). Ônibus e vans: R$20,00. Infraestrutura: acesso para pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida

Empresa renova infraestrutura de rede de dados de maneira sustentável

A Valid, líder brasileira em soluções em meios de pagamento, telecomunicações e identificação, como cartões e pagamento móvel, decidiu padronizar toda a sua infraestrutura de rede convencional para uma gerenciável. O objetivo da empresa foi trazer segurança para a camada física, de maneira ecologicamente correta. O resultado dessa primeira fase do projeto foi uma rede corporativa otimizada e mais segura. Durante a instalação do projeto, segundo a DMI, houve uma preocupação especial quanto ao descarte dos materiais. "O objetivo é padronizar todos os sites da Valid para Systimax, com gerenciamento centralizado, segurança e visando o descarte responsável, de maneira que a área de TI possa dar a sua contribuição para as políticas de sustentabilidade já existentes na Valid", explica Carlos Gurgel, diretor-presidente da DMI. Os produtos adquiridos para a implantação desse projeto são da marca Systimax (Commscope): cabos de categoria 6A (10 giga), solução gerenciável iPatch e as fibras OM4, já preparadas para suportar o tráfego em 10GB. As fibras OM4 alcançam uma distância de até 430 metros, trafegando a 100 giga possuindo maior performance, o que gera uma alta proteção no investimento do projeto e evita o descarte desnecessário das fibras, em curto e médio prazo. "Escolhemos a Systimax pela qualidade, confiabilidade e também pelo programa de TI Verde da empresa. Tudo isso nos permitiu projetar em fases esse upgrade tecnológico, justificando o investimento em curto prazo", acrescenta Marcos Gomes, executivo de TI da Valid. De acordo com Marcos Gomes, a sustentabilidade sempre foi uma grande preocupação para a empresa - e para qualquer tipo de descarte é solicitado o certificado de destinação -, pois a companhia possui unidades de negócios de gráficas e cartões, e por isso segue todas as normas ambientais. "Não gostaríamos de ver o material ser descartado de maneira incorreta e não-sustentável, Sendo assim, optamos pela parceria entre a DMI, Systimax e Anixter, pois sabíamos da eficiência do programa de TI Verde das companhias", destaca. A DMI optou pela Anixter Inc., líder mundial em distribuição de soluções de comunicação de dados, segurança física e cabos elétricos e eletrônicos, para a distribuição de todos os equipamentos Systimax, pois a empresa é um dos principais parceiros e possui a agilidade e a flexibilidade para atender a demanda que o projeto exige. "A Anixter aposta muito nesse trabalho, pois ele valoriza um ponto que estamos trabalhando com muita atenção: a sustentabilidade. Para os próximos anos, vamos procurar sempre utilizar equipamentos e medidas sustentáveis em nossos projetos, de maneira correta e consciente, sem diminuir a qualidade e eficiência de nossos serviços", finaliza Marcelo Rezende, country manager da Anixter no Brasil. Sobre a Anixter Inc. A Anixter Internacional é líder mundial em distribuição de produtos de comunicação de dados e segurança física, fios e cabos elétricos e eletrônicos, fasteners e demais componentes menores. A empresa agrega valor ao processo de distribuição provendo aos seus clientes acesso a: 1) inovadores programas de gerenciamento de inventário, 2) mais de 450.000 produtos e US$ 1 bilhão em inventário, 3) 226 depósitos com aproximadamente 650.000 m2 de área, e 4) escritórios em 266 cidades em 51 países. Fundada em 1957 e sediada próxima à cidade de Chicago, a Anixter tem suas ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York, sob o símbolo AXE. Fonte: Brandpress

terça-feira, 5 de junho de 2012

PARQUES NACIONAIS SÃO ATRAÇÃO NO METRÔ DE SÃO PAULO

Vinte fotografias inéditas dos parques nacionais Grande Sertão Veredas e Cavernas do Peruaçu, que ficam em Minas, poderão ser vistas durante o mês de junho pelos usuários da estação Ana Rosa (Vila Mariana), do Metrô de São Paulo. A estação integra as linhas Azul e Verde do metrô e recebe, em média, 150 mil passageiros por mês. As imagens são dos fotógrafos Bento Viana e Eduardo Aigner, que participaram de expedições do WWF-Brasil. A mostra foi inaugurada nesta segunda (4) e faz parte da 7ª Semana Metrô Meio Ambiente, com apoio da Virada Sustentável. A proposta é mostrar os valores e as belezas do cerrado. Os parques nacionais Grande Sertão Veredas e Cavernas do Peruaçu somam quase 300 mil hectares de cerrado conservado no norte de Minas Gerais e fazem parte do Mosaico de Unidades de Conservação Sertão Veredas-Peruaçu. Fonte: WWF Comunicação ICMBio

segunda-feira, 4 de junho de 2012

ICMBIO ELABORA LISTA DE VERTEBRADOS DA FLONA DE IPANEMA

A Floresta Nacional (Flona) de Ipanema, unidade de conservação sob gestão do Instituto Chico Mendes localizada em Iperó (SP), iniciou neste mês de maio a elaboração da Lista Oficial da Fauna de Vertebrados ocorrentes na floresta. Os trabalhos estão sendo conduzidos sob a coordenação do analista ambiental Luciano Bonatti Regalado e do consultor científico e biólogo André Guilherme. Atualmente, sabe-se da existência de mais de 450 espécies de vertebrados na Floresta Nacional de Ipanema, das quais destacam-se mais de 20 espécies com algum grau de ameaça, incluídas na Lista Oficial da Fauna Ameaçada de Extinção do Estado de São Paulo e que merecem a atenção para a sua conservação e de seus ambientes de ocorrência. "Neste primeiro momento, estamos realizando a compilação das informações relativas ao conhecimento zoológico existente na floresta que estão registradas em diversos estudos desenvolvidos nos últimos 20 anos tendo a Unidade como objeto das pesquisas”, ressaltou Regalado. Pesquisadores especialistas Após a atualização taxônomica das listagens, elas serão encaminhadas para pesquisadores especialistas em cada grupo animal, que poderão contribuir no questionamento e/ou validação da ocorrência das espécies na Unidade de Conservação. Segundo Regalado com a oficialização da lista de vertebrados ocorrentes na UC, o ICMBio poderá contribuir para a definição de estratégias e linhas de apoio à pesquisas a serem previstas pelo Plano de Manejo da Flona, em processo de atualização. “A idéia é que a lista oficial seja revista e atualizada a cada três anos. Entretanto, a Flona deverá disponibilizar anualmente informações sobre o registro e a ocorrência de novas espécies em sua área”, frisa ele. Conheciento zoológico A Flona de Ipanema possui uma grande importância histórica relacionada ao conhecimento zoológico do país, especialmente da região sudeste e do bioma Mata Atlântica. A região foi uma das localidades que mais recebeu visitas dos naturalistas que percorreram o interior do Brasil durante o século XIX. Dentre os estudiosos que ali estiveram, merece destaque o austríaco Johann Natterer, integrante das comissões científicas pertencentes a esquadra monárquica da arquiduquesa Leopoldina da Áustria, vinda para o Brasil para casar-se com D. Pedro I do Brasil. Natterer, a serviço do Museu de Viena, percorreu grande extensão do território brasileiro (sudeste, centro-oeste e grande parte da Amazônia), desenvolvendo pesquisas e coletando espécimes de diversas localidades, de diversos ambientes. Em Ipanema, permaneceu aproximadamente 800 dias entre os anos de 1819 e 1822, onde coletou centenas de espécimes de vertebrados, com destaque para as aves e mamíferos. Entre o material coletado em Ipanema, estavam indíviduos de bionomia totalmente ignorada, assim como espécies ainda desconhecidas para a ciência, como é o caso do raro mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), cuja localidade-tipo é Ipanema. Os dados coletados e presentes nos manuscritos de Natterer foram amplamente utilizados como base para várias descrições de táxons, na época tidos como novos. Após os trabalhos desses naturalistas, desenvolvidos principalmente na primeira metade do século XIX, a fauna de Ipanema somente foi alvo de novos estudos sistemáticos a partir da década de 1990, com a criação da Floresta Nacional de Ipanema, quando a área começou a receber estudantes e pesquisadores interessados em contribuir para o conhecimento e conservação de um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica do interior paulista. Comunicação ICMBio

Encontro de países megaflorestais debate transições no setor

Serviço Florestal Brasileiro e Instituto Estadual de Florestas ao Amapá participam do encontro, que será realizado dos dias 4 a 8 de junho no Canadá Representantes de 11 países entre aqueles que têm as maiores áreas de floresta do mundo reúnem-se entre segunda e sexta-feira, 4 a 8/06, em Whistler, no Canadá, para o encontro Megaflorestais. O Brasil, que ocupa a segunda posição no ranking das nações com mais florestas, com 516 milhões de hectares, contará com integrantes do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF) do Amapá, estado que tem cerca de 97% de seu território com cobertura florestal. Este ano, encontro terá a participação de entidades florestais de Camarões, Canadá, China, República Democrática do Congo, Indonésia, Libéria, México, Peru, Sudão do Sul e Estados Unidos - que juntos têm cerca de 1,7 bilhão de hectares de cobertura florestal -, além de especialistas de entidades internacionais ligadas ao tema. O painel que abre o evento, na segunda-feira, vai tratar das mudanças enfrentadas pelas instituições florestais na última década, desafios atuais e mudanças previstas para os próximos anos. Os debates prosseguem nos demais dias com os temas como indústrias florestais em transição, repensando regulamentos florestais e impactos das reformas sobre posse da terra e de governança para as agências florestais. Segundo o gerente executivo de Informações Florestais do SFB, Daniel Piotto, que representará o SFB no Megaflorestais, o encontro traz um ambiente propício à discussão de desafios comuns. “É um excelente fórum, uma vez que promove a troca de experiências entre países e facilita a construção de uma agenda global para a questão florestal”, afirma. Para ampliar o diálogo entre os participantes, o Megaflorestais usa as regras da entidade britânica Chatlam House, em que os participantes são livres para usar a informação recebida, mas não podem atribuí-la a nenhum convidado em específico, com o objetivo de levar a uma discussão técnica, informal e mais aberta. “Acredito que através de um diálogo franco e troca de informações entre diferentes países participantes será possível avançar em questões fundamentais para conciliação de uma agenda de desenvolvimento pautada numa boa gestão dos recursos florestais” complementa Piotto. O encontro é realizado desde 2005, e há quatro anos, ocorreu no Brasil, em Brasília (DF) e Manaus (AM).

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Comissão de Gestão de Florestas Públicas debate fomento do setor

Primeira reunião do ano trouxe para a pauta a necessidade de mais incentivos econômicos para a atividade florestal sustentável Os debates sobre a necessidade de uma estratégia de fomento para o setor florestal devem ganhar mais espaço na Comissão de Gestão de Florestas Públicas (CGFLOP), organizada pelo Serviço Florestal Brasileiro, que reuniu-se esta semana em Brasília (DF). Os integrantes da Comissão conheceram os resultados de uma oficina sobre fomento florestal realizada pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) em abril com cerca de 50 representantes do governo, iniciativa privada e sociedade civil que identificou, como principal anseio, a criação de uma política florestal estruturada. “Queremos convidar os membros da Comissão para uma discussão mais forte sobre o fomento florestal e sobre os instrumentos econômicos para trabalhar a floresta em pé, como tivemos com o Fiset [Fundo de Investimento Setorial - Reflorestamento] e o Probor [Programa de Incentivo à Produção de Borracha Natural]. O manejo florestal precisa ser desonerado”, afirmou o diretor-geral do SFB, Antônio Carlos Hummel. Entre outras metas apontadas pelo relatório da oficina estão a criação de incentivos fiscais e econômicos para atividades florestais, ampliação das iniciativas de assistência técnica e extensão rural para florestas e a estruturação de cadeias produtivas a fim de aumentar sua competitividade. O trabalho partiu de um diagnóstico sobre os principais desafios do setor, e da avaliação das oportunidades e ameaças. As metas surgidas na oficina poderão funcionar como ponto de partida para debates mais aprofundados com atores capazes de fortalecer esse processo. A CGFLOP constitui-se um dos fóruns mais importantes por ser composta de representantes de diferentes segmentos. Entre seus 24 integrantes estão membros de 7 ministérios, órgãos federais, academia, setor privado, entidades de classe e movimentos sociais. Concessões Além do estudo sobre fomento florestal, a pauta da reunião trouxe os mecanismos adotados pelo SFB para ampliar a atratividade econômica das concessões florestais, já vigentes nos dois editais abertos até 26 de julho para o manejo de 200 mil hectares nas Floresta Nacionais (flona) de Jacundá (RO) e Saracá-Taquera (PA). O representante da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), Onilson Costa, que trabalha no Departamento de Licenciamento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rondônia, acredita que, quando implantada, a concessão na Flona de Jacundá trará benefícios semelhantes aos ocorridos na Flona do Jamari (RO), primeira concessão florestal federal. Segundo Costa, a concessão inibiu ilícios contra o meio ambiente e a pessoa, trouxe postos de trabalho que respeitam os direitos dos empregados e consegue produzir com a conservação da floresta. “Quando você começa a ter conhecimento e vivencia os efeitos positivos com a concessão, vê que talvez seja a única saída para manutenção do meio ambiente”, afirma. Inventário Entre os outros temas abordados na reunião esteve um informe sobre o andamento do Inventário Florestal Nacional, coordenado pelo SFB. Com o desafio de inventariar todo o país em relação a suas florestas em ciclos de cinco anos, ainda em 2012 espera-se ter início o levantamento de campo dos recursos florestais em pelo menos quatro estados, Paraná, Ceará, Sergipe e Rio de Janeiro. A CGFLOP reúne-se ordinariamente pelo menos duas vezes e, extraordinariamente, sempre que convocada. Sua função é assessorar, avaliar e propor diretrizes para gestão de florestas públicas brasileiras. Este foi o primeiro encontro de 2012.

NOVAMENTE O "LIXO" IMPORTADO!

Ibama multa em R$ 2 milhões empresa que importou lixo para o Brasil, no porto de Itajaí, Santa Catarina. A carga, de 19.907 quilos, era descrita como “outros tecidos atoalhados de algodão”, conforme descrição documental, a mercadoria importada deveria corresponder a tecidos atoalhados não padrão, 100% algodão, destinados à fabricação de pequenas toalhas de limpeza em cores diversas. Contudo, o material importado da Espanha era composto por produto acabado, como toalhas de banho e uniformes, todos já utilizados e descartados como resíduo. Foram emitidas duas notificações, uma para que a carga seja devolvida ao país de origem em, no máximo, 60 dias e outra para que sejam preenchidos e assinados documentos da Convenção de Basiléia. Essa situação enquadra-se nos aspectos inerentes da Convenção de Basiléia, que dispõe sobre o controle e tráfico internacional de resíduos. Segundo o analista do Ibama, Alvino Pereira, a empresa tem 20 dias para recorrer da autuação. Badaró Ferrari Ascom - Ibama/SC Foto: Alvino Pereira/Ibama