quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
DESCOBERTAS NOVAS ESPÉCIES DE PLANTAS EM PARQUE NO PARANÁ
Artigos foram publicados em revistas científicas do Brasil e exterior
Duas novas espécies de plantas – a Thismia prataensis e a Ocotea marumbiensis, esta última uma espécie de canela – foram descobertas no Parque Nacional (Parna) de Saint-Hilaire/Lange, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no litoral do Paraná . Os estudos foram publicados em revistas científicas do Brasil e exterior.
A Systematic Botany, publicação da American Society of Plant Taxonomists (Sociedade Americana de Taxonomistas de Plantas), divulgou artigo intitulado Thismia prataensis (Thismiaceae) – a New Species from the Brazilian Atlantic Rain Forest (Uma nova espécie da Mata Atlântica brasileira), que apresenta ao mundo científico a planta coletada inicialmente pelo pesquisador Christopher Thomas Blum, no Parna de Saint-Hilaire/Lange, em 2009.
Trata-se de uma planta delicada, com apenas 18 centímetros de altura, que cresce sobre a camada de folhas em decomposição no chão da floresta, a mil metros de altitude na Serra do Prata, região que inspirou o nome da nova espécie. Além de Blum, participaram dos estudos os pesquisadores Werner Mancinelli e Eric Smidt.
Já a revista Rodriguésia, editada pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, divulgou a descoberta da Ocotea marumbiensis, feita pelos pesquisadores Marcelo Brotto, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e João Batista Baitello, do Instituto Florestal de São Paulo. Eles observaram a nova espécie de canela partir de um material depositado em herbários. As coletas foram feitas por Brotto a partir de 2006 na Serra da Prata, no interior do Parna de Saint-Hilaire/Lange.
O artigo é intitulado Uma espécie nova de Lauraceae da floresta atlântica do Brasil e explica que o nome Ocotea marumbiensis é uma referência ao Pico do Marumbi, porção da Serra do Mar paranaense, em cuja mata foi encontrada a maior população dessa nova espécie. Segundo os autores, esse tipo de canela é raro em sua área de ocorrência e, por isso, é categorizado pelos critérios da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) como "Em Perigo".
Serviço:
Leia, na íntegra, os artigos sobre as descobertas da Thismia prataensis e da Ocotea marumbiensis: http://www.bioone.org/doi/abs/10.1600/036364412X656545?journalCode=sbot
Comunicação ICMBio
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
ICMBIO E SEBRAE INVESTEM R$ 13 MILHÕES EM PARQUES DA COPA
Sandra Tavares
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) assinaram nesta terça-feira (5), Termo de Reciprocidade que garantirá investimentos da ordem de R$ 13,2 milhões em 22 unidades de conservação federais que integram o projeto Parques da Copa. A contrapartida do Sebrae será de R$ 6,6 milhões em estudos e a do ICMBio de outros R$ 6,6 milhões na estruturação/implementação das unidades de conservação, pelo período de quatro anos. A cerimônia de assinatura aconteceu às 10h na sede do Sebrae, no Setor de Grandes Áreas Sul (SGAS), em Brasília.
Para o presidente do ICMBio, Roberto Vizentin a parceria com o Sebrae representa mais um passo na consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, integrando-o cada vez mais à agenda do desenvolvimento nacional. "Sabemos do papel importante do Sebrae ao apoiar o crescimento da economia do Brasil por meio da estruturação das micro e pequenas empresas. E é tarefa nossa abrir as unidades de ocnservação para a sociedade, não apenas no contexto da conservação mas fundamentalmente de geração de oportunidades", frisou Vizentin.
Fortalecimento do turismo
A cooperação técnica entre o ICMBio e o Sebrae irá viabilizar ações de fortalecimento das atividades econômicas turísticas relacionadas à 22 unidades de conservação federais e seu entorno, com ênfase nos Parques Nacionais, por meio da implantação de infraestrutura de apoio à visitação e do desenvolvimento de estudos e ações voltadas para o empreendedorismo e desenvolvimento sustentável de micro e pequenas empresas.
Para o diretor presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, o Sebrae está na corrente da agenda considerada estratégica do século 21, que é a da sustentabilidade, a do turismo e em especial do ecoturismo. "Com a parceria esperamos contribuir para esta agenda estratégica, abrindo oportunidades de crescimento. O turismo em sua maioria é feito por micro e pequenos empresários. O ecoturismo é um dos que mais se desenvolve no Brasil. Está no imaginário dos consumidores conhecer as belezas do Brasil", frisou Barretto.
O diretor presidente do Sebrae elogiou as concessões nos Parques Nacionais de Fernando de Noronha, do Iguaçu e da Tijuca. "Tirados esses exemplos, podemos ampliar ainda mais este leque e fazer crescer o ecoturismo em nível internacional, sul-americano e nacional", frisou Barretto.
Planos de trabalho
O detalhamento do que será investido em cada uma das unidades de conservação contempladas será definido pelas duas instituições em planos de trabalho específicos. Caberá aos dois parceiros desenvolver estudos que nortearão a implantação de novos negócios e a delegação de atividades e serviços de apoio ao uso público nas unidades de conservação.
Entre os produtos que serão entregues estão estudos de mercado para algumas unidades, por meio dos quais serão identificados os serviços necessários para proporcionar uma experiência positiva aos visitantes; estudos dos aspectos econômicos local, regional ou nacional que possam influenciar o sucesso dos empreendimentos privados operados por delegação de serviços dentro e no entorno das unidades, tais como estacionamentos, restaurantes, lanchonetes, lojas, hotelaria, serviços de transporte rodoviário, centros de convenções, entre outros; e estudos de viabilidade econômico-financeira, por meio dos quais será possível analisar a atratividade econômica dos serviços geradores de receita, calibrando-os a partir dos dados obtidos nos estudos de mercado.
Após esses estudos nas unidades de conservação ainda sem definição de espaços para serviços específicos, será efetuada a implantação de infraestrutura de apoio à visitação e ao desenvolvimento do turismo com base nas informações levantadas acerca do perfil de cada unidade e sua capacidade de suporte (número de visitantes).
Em paralelo seguirão as ações de fomento ao empreendedorismo e desenvolvimento sustentável de negócios na região onde estas unidades se encontram. As unidades de conservação que já contam com seus espaços e desenhos operacionais de uso público definidos, deverão ter sua infraestrutura (Centro de Visitantes, exposição interpretativa, sinalização, acessibilidade e equipamentos facilitadores) implementados com recursos do ICMBio.
Brasil gera 5% do PIB do turismo mundial
Segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), o Brasil é responsável diretamente por 5 % do PIB mundial, por 6 % das exportações e pelo emprego de uma em cada 12 pessoas.
Os jogos da Copa 2014 proporcionarão um incremento no fluxo de turistas estrangeiros no Brasil, em função dos grandes eventos esportivos que ocorrerão no país. Considerando que o ecoturismo é um dos segmentos com maior crescimento nos últimos anos e que cada vez mais pessoas buscam contato com ambientes naturais, as unidades de conservação se transformam então em um ícone para o turismo.
O ICMBio é o gestor de 312 unidades de conservação federais brasileiras que abrigam os maiores atrativos naturais do País - símbolos do ecoturismo em nível mundial. O Sebrae visa promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável das Micro e Pequenas Empresas (MPE) e fomentar o empreendedorismo.
O Projeto Parques da Copa é uma parceria do ICMBio com os Ministérios do Meio Ambiente e do Turismo e a Embratur para garantir estrutura adequada para receber os visitantes nas unidades de conservação próximas às cidades sede dos jogos.
Unidades de Conservação federais contempladas:
PN de Brasília – DF
PN da Chapada dos Veadeiros – GO
PN Chapada dos Guimarães – MT
PN Pantanal Matogrossense – MT
PN do Caparaó - MG/ES
PN da Serra do Cipó – MG
Flona de Ipanema SP
PN Serra da Bocaina RJ/SP
PN da Tijuca – RJ, PN do Itatiaia – RJ
PN da Serra dos Órgãos – RJ
RESEX Arraial do Cabo –RJ
PN Restinga de Jurubatiba – RJ
PN Aparados da Serra e Serra Geral RS/SC
PN de Jericoacoara – CE
PN de Ubajara - CE
PN Serra da Capivara– PI
APA do Delta do Parnaíba- PI
PN Chapada da Diamantina - BA
PN Marinho dos Abrolhos – BA
PN dos Lençóis Maranhenses – MA
PN de Anavilhanas – AM
Comunicação ICMBio
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Sustentabilidade no Carnaval em debate no Museu do Meio Ambiente RJ
"Cultura, economia e sustentabilidade: impactos e benesses do carnaval" é o tema do próximo evento da série Conversas no Museu, na terça, 5 de fevereiro.
Carnaval é sinônimo de alegria, música e cultura, mas também de lixo, barulho e outros impactos para o meio ambiente. Para falar sobre diferentes aspectos dessa festa, o Museu do Meio Ambiente convidou a antropóloga Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti, autora de Carnaval Carioca: dos bastidores ao desfile (Ed. UFRJ, 2006, 3 ed.), Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua do Rio de Janeiro, e Glenn Suba, da empresa Brasil S - Soluções em Sustentabilidade, que coordena projeto de gestão de resíduos em blocos de rua
Conversas no Museu acontece na terça-feira, 5 de fevereiro, às 10h. Entrada gratuita. R. Jardim Botânico, 1008.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
PARQUE DE BRASÍLIA REABRE O CENTRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Imagine ter um espaço aberto para você expor fotografias e vídeos sobre as suas impressões do Cerrado e do Parque Nacional de Brasília. Imaginou? Isso será possível graças a revitalização do Centro de Educação Ambiental do Parque Nacional de Brasília, que acontece amanhã, dia 01de fevereiro, na própria unidade de conservação.
O espaço será aberto abordando o Tema “O Cerrado e o Parque Nacional de Brasília”, por meio de duas exposições fotográficas: uma dos fotógrafos Paulo de Araújo e Martim Garcia, da Assessoria de Comunicação do Ministério do Meio Ambiente, que registraram de forma despretensiosa e simples, parte da biodiversidade do Cerrado, apresentadas em gigantescos painéis. A outra é do também fotógrafo Paulo de Tarso Penna da Costa, que se dedica a registrar composições fotográficas de paisagens urbanas e rurais, retratos, folclore, abstrações e natureza com dedicação especial ao bioma Cerrado.
Enriquecendo a experiência do visitante, será apresentado um áudio da arquiteta, urbanista, escritora, ambientalista e Pró-Reitora de Natureza e Meio Ambiente da UNIPAZ, Regina Fittipaldi, de apresentação do programa “Ecos da Natureza”, da Brasília Super Rádio FM, em comemoração ao 51 anos do Parque Nacional de Brasília.
O objetivo principal destas exposições é chamar a atenção da sociedade para a necessidade de se preservar o Cerrado, um dos ecossistema mais ameaçados pela ação do homem. As imagens retratam o bioma em transformação, revelando um pouco de sua fragilidade e força. Trata-se de uma coletânea de imagens básica, mas representativa.
“Além dos cursos de formação de educadores, uma nova abordagem do Centro de Educação Ambiental do Parque será trazer a comunidade para dentro da unidade de conservação e fazer com que as pessoas compartilhem as suas impressões (por meio de fotos ou vídeos) acerca dessas belezas aqui preservadas”, explica o chefe interino do parque, Fábio de Jesus.
O evento contará com a presença do presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, do diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, Pedro de Castro da Cunha e Menezes, entre demais autoridades convidadas. A exposição dos fotógrafos, Paulo de Araújo e Martim Garcia permanecerá até o dia 31 de maio e a de Paulo de Tarso Penna, até 29 de março.
O Centro de Educação Ambiental esta aberto aos visitantes do Parque Nacional de Brasília de segunda à sexta feira, das 9 às 16 horas. Os interessados em apresentar seu trabalho deverão agendar um horário com os técnicos da área de educação ou visitação do parque.
Serviço
Data: Sexta-feira, 01 de fevereiro
Horário: 10 horas
Local: Parque Nacional de Brasília – Centro de Visitantes
Evento: Reabertura à visitação pública do Centro de Educação Ambiental do Parque Nacional de Brasília
Comunicação ICMBio
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O II CONGRESSO DE PROTEÇÃO À FAUNA
As inscrições para o II Congresso Internacional Transdisciplinar de Proteção à Fauna já estão abertas. Com o intuito de harmonizar os precedimentos relativos à fauna, o evento acontecerá nos dias 25 e 26 de abril em Goiânia, no campus da Universidade Federal de Goiás (UFG), e conta com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Organizado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Goiás (CRMV-GO), em parceria com a UFG, a segunda edição do Congresso surge com a proposta de acompanhar a evolução das questões culturais, legais e científicas que envolvem a fauna, assim como suscitar discussões de temas que envolvem os animais e suas relações com o homem, de forma a harmonizar os procedimentos que surgem no dia a dia da vida de um profissional. Destinada aos membros da comunidade científica, do ministério público e, entre outros, dos órgãos ambientais, o congresso tem a missão de ampliar o saber e o aprimoramento dos profissionais envolvidos.
A programação inclui discussões sobre transplante de órgãos de animais em seres humanos, o papel dos animais em pesquisas científicas, desafios nas faculdades onde se utilizam os animais como forma de ensino e o abate humanitário. Demais temas como o tráfico de animais silvestres, sustentabilidade ambiental e os direitos dos animais também estão em pauta no congresso, que conta com ampla variedade de assuntos.
Os interessados em participar podem recorrer à loja virtual até o dia 10 de abril, ou enviar a ficha de inscrição pelos correios até o dia 22 de março. Os valores são relativos à data e à categoria solicitada, que podem ser verificadas no site oficial do evento.
Comunicação ICMBio
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
ICMBIO DEBATE PROJETO PARA CRIAÇÃO DA TRILHA TRANSMANTIQUEIRA
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), participou da primeira reunião técnica de apresentação e discussão do projeto de uma grande trilha de travessia, a Transmantiqueira. Em sua versão mais completa, a trilha poderá interligar a cidade de Campos do Jordão, no estado de São Paulo, até a Pedra Selada, em Visconde de Mauá, no estado do Rio de Janeiro. Esse é o grande potencial para que a trilha seja a mais longa do Brasil, demandando cerca de 20 a 30 dias para completar o percurso a pé. O projeto prevê um traçado composto por trilhas de diversos graus de dificuldade, sendo várias delas conectadas por trilhas de travessia como a Serra Fina, a Marins-Itaguaré e a Sede-Rebouças-Mauá, no Parque Nacional do Itatiaia, gerido pelo o ICMBio.
Participaram dessa reunião para discutir os passos e as estratégias a serem adotadas para implementação do projeto, o diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, Pedro de Castro da Cunha e Menezes, e os gestores de unidades de conservação do Mosaico da Mantiqueira (Área de Proteção da Mantiqueira, Parque Nacional do Itatiaia e Floresta Nacional de Passa Quatro), analistas da Coordenação Regional 8 do ICMBio, representantes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e montanhistas da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada, responsável pela proposta.
Comunicação ICMBio
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
AMAZÔNIA - PEDIDO DE AJUDA
Uma mega-empresa de petróleo está tentando transformar a mais primitiva floresta tropical no coração do Equador em um campo de petróleo. A tribo Kichwa de Sani Isla está resistindo com coragem e acabaram de nos pedir ajuda para salvar suas terras.
A comunidade assinou um compromisso de nunca vender suas terras, onde onças vagueiam e um único hectare pode conter mais diversidade animal do que em toda a América do Norte! Mas o governo do Equador está tentando comprá-los para oferecer 4 milhões de hectares da Amazônia para grandes petrolíferas. O presidente Correa está numa batalha eleitoral neste momento e tem uma reputação de respeito ao meio ambiente e aos povos indígenas. Se pudermos fazer esse assunto vazar globalmente e tornar a proteção da Amazônia uma questão eleitoral, poderemos impedir essa corrida do petróleo.
Até agora a comunidade corajosamente se manteve firme, mas os petroleiros podem chegar com seus equipamentos de perfuração a qualquer momento. Os Kichwa estão apelando por nossa ajuda para salvar a Amazônia. Assine esta petição agora e compartilhe amplamente. Se 1 milhão de pessoas assinarem, vamos criar uma tempestade de mídia que forçará Correa a dar um passo atrás:
http://www.avaaz.org/po/oil_in_the_amazon_global/?bFZlRdb&v=21330
Depois da Texaco e outras empresas de petróleo terem poluído as águas do Equador e devastado ecossistemas preciosos de maneira irreversível, Correa conduziu o Equador a ser o primeiro país do mundo a reconhecer os direitos da "Mãe Terra" em sua Constituição. Ele anunciou que o Equador não estava à venda, e no Parque Nacional Yasuni, promoveu uma iniciativa inovadora, onde outros governos pagam ao Equador para manter o petróleo no solo protegendo a floresta ao invés de destruí-la. Mas agora ele está prestes a se vender.
De modo chocante, a terra Kichwa está, em parte, no Parque Nacional Yasuni. Mas, ainda mais chocante é o grande plano de Correa: dentro de alguns dias funcionários do governo começarão uma turnê mundial para oferecer aos investidores estrangeiros o direito de perfurar em uma área de 4 milhões de hectares de floresta (maior que a Holanda!). O Equador, como qualquer país, pode argumentar que tem o direito de lucrar com seus recursos naturais, mas a própria Constituição diz que deve-se respeitar os direitos indígenas e suas incríveis florestas, que rendem milhões de dólares em turismo a cada ano.
Neste momento, Correa está em uma dura batalha para ganhar seu segundo mandato como presidente. É o momento perfeito para fazê-lo honrar suas promessas ambientais e fazer essa Constituição verde se tornar realidade. Assine agora para apoiar o povo Kichwa e salvar sua floresta:
http://www.avaaz.org/po/oil_in_the_amazon_global/?bFZlRdb&v=21330
Nossa comunidade tem lutado ano após ano para proteger a Amazônia no Brasil e na Bolívia, e obteve muitas vitórias apoiando as comunidades indígenas. Agora é a vez do Equador: vamos responder a este apelo urgente e salvar a floresta.
Com esperança e determinação,
Alex, Pedro, Alice, Laura, Marie, Ricken, Taylor, Morgan e toda a equipe da Avaaz
Mais informações:
Equador revive conflito sobre exploração de petróleo na Amazônia (BBC)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/12/121209_petroleo_amazonia_equador_rw.shtml
Equador licitará novas áreas petrolíferas na Amazônia (Exame)
http://exame.abril.com.br/economia/noticias/equador-licitara-novas-areas-petroliferas-na-amazonia
Chevron é multada em US$ 19 bilhões no Equador (Veja)
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/chevron-e-multada-em-us-19-bilhoes-no-equador
Tribo equatoriana recebe indulto de intrusão de óleo (The Guardian) (em inglês)
http://www.guardian.co.uk/environment/2013/jan/17/indigenous-ecuadorian-tribe-oil-intrusion
Equador adota direitos da natureza em Constituição (Rights of Nature) (em inglês)
http://therightsofnature.org/ecuador-rights/
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Três cursos sobre recursos hídricos abrem inscrições
Até 3 de fevereiro estarão abertas as inscrições para três cursos a distância com os seguintes temas: “Comitê de Bacia: Práticas e Procedimentos”, “Outorga de Direito de Uso dos Recursos Hídricos” e “Alternativas Organizacionais para Gestão dos Recursos Hídricos”. As capacitações totalizam 180 vagas e são oferecidas pelo projeto Água – Conhecimento para Gestão, que é uma parceria entre a Agência Nacional de Águas (ANA), a Itaipu Binacional e a Fundação Parque Tecnológico de Itaipu (PTI). As aulas acontecerão entre 18 de fevereiro e 17 de março com uma carga de 20 horas.
Para acessar o conteúdo programático do curso de interesse, ter mais informações e para fazer a inscrição, acesse http://www.aguaegestao.com/pt-br/cursos/abertos. Caso tenha alguma dúvida, entre em contato pelo formulário de contato ou mande e-mail para duvidas.agua@aguaegestao.com.br.
O projeto
O projeto Água – Conhecimento para Gestão é um convênio entre a ANA, a PTI e a Itaipu Binacional. O objetivo da iniciativa é desenvolver ações de comunicação, difusão, mobilização social, capacitação e educação para a gestão de recursos hídricos no Brasil e demais países da América Latina. São 24 cursos de capacitação complementar, além de ferramentas de educomunicação que atingirão 300 mil pessoas até julho de 2014.
Texto:Ascom/ANA
UBATUBA FESTEJA OS 33 ANOS DO PROJETO TAMAR
O Projeto Tamar/ICMBio de Ubatuba (SP) irá comemorar os 33 anos de aniversário e a marca de 15 milhões de filhotes de tartarugas marinhas soltos ao mar no próximo sábado, dia 26 de janeiro. O evento será realizado a partir das 9h, na praia do Cruzeiro, em frente à Praça de Eventos.
O público poderá participar, às 11h, da soltura de três tartarugas marinhas da espécie verde (Chelonia mydas), que foram reabilitadas, representando o expressivo número de 10 mil tartarugas devolvidas ao mar pelo Tamar Ubatuba, em parceria com os pescadores locais. A partir das 15h, no Centro de Visitantes, atividades especiais para as crianças, como pintura facial, jogos e oficinas de arte reutilizando resíduos.
Criada em 1990, a base de Ubatuba está localizada em uma das áreas mais preservadas do país. A pesca é a segunda maior atividade econômica do município e devido a isto é elevada a incidência de captura incidental de tartarugas marinhas em redes de pesca, motivo pelo qual o Tamar direcionou suas ações na conquista do apoio dos pescadores, no resgate e salvamento de tartarugas marinhas capturadas.
Desde 2002, a base de Ubatuba mantém o Centro de Reabilitação de Tartarugas Marinhas para prestar atendimento médico-veterinário aos animais feridos e debilitados encontrados nas praias. Além disso, o Tamar/ICMBio desenvolve na região programas de educação ambiental e inclusão social com escolas, moradores e comunidades pesqueiras.
Aproveitando e potencializando a vocação turística do município, o Centro de Visitantes de Ubatuba recebe mais de 100 mil pessoas por ano. Com um complexo de seis tanques (sendo um deles subaquático), museu aberto das tartarugas marinhas, museu caiçara, espaço infantil coberto, parque temático e um espaço cultural com palco ao ar livre, o Tamar/ICMBio em Ubatuba sempre tem uma programação especial para informar sobre as tartarugas marinhas e divertir. Durante as férias, o Tamar Ubatuba funciona todos os dias, das 10 às 20 horas.
Outras informações através do e-mail tamaruba@tamar.org.br ou pelo telefone (12) 3832-6202 e 3832-7014.
Comunicação ICMBio
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Ibama autua contrabando de agrotóxicos no Rio Grande do Sul
Em uma ação de fiscalização realizada na manhã desta terça-feira, agentes federais do Ibama no Rio Grande do Sul autuaram um motorista que transportava um carregamento de agrotóxicos na BR-290 contrabandeados do Uruguai. Foram apreendidos 100 litros do produto Linurex 500 Flow e 60 quilos do herbicida Goltix 70.
O Fox Sedan transportando os agrotóxicos foi fiscalizado no posto da Polícia Rodoviária Federal em Eldorado do Sul, no quilômetro 111 da BR-290, que comunicou o fato ao Ibama.
O motorista do veículo informou que é morador de Jaquirana, município localizado na região Nordeste, e que comercializaria o produto em Lajeado Grande, distrito de São Francisco de Paula, também na região Nordeste do Estado, distante 112 quilômetros da Capital.
Os agrotóxicos, procedentes de Israel, foram adquiridos em Rio Branco, cidade localizada no Uruguai, na fronteira com Jaguarão, no Brasil e entraram irregularmente no país. O motorista recebeu uma multa de R$ 30 mil por adquirir, transportar e comercializar produto perigoso em desacordo com as exigências estabelecidas em leis e o material foi encaminhado juntamente com o veículo para a Polícia Federal.
Maria Helena Firmbach Annes
Ibama/RS
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Poder Público exige autorização para poda de árvores independente de ser dentro de residência ou em via pública
Patricia Kamel
Nessa época do ano, fortes chuvas castigam a cidade e questões envolvendo poda e manutenções de árvores voltam a ser discutidas. O maior problema, talvez, seja o desconhecimento das questões pela população e a inatividade do poder público. Não há legislação específica sobre o assunto que determine claramente os padrões para caracterização de cada tipo de poda.
“É preciso ressaltar que toda e qualquer tipo de poda, ainda que em propriedade privada, precisa de autorização do Poder Público sob pena de cometimento de infração ambiental, com reflexos, inclusive, na área penal”, explica Renata Franco, especialista em direito ambiental do escritório Emerenciano, Baggio e Associados – Advogados.
Em caso de extrema urgência, o particular deve solicitar ao corpo de bombeiros que realize a poda da árvore de emergência, mas nunca se deve intervir – mesmo que seja um único galho no jardim de sua propriedade.
Toda essa dificuldade na conceituação e entendimento dos tipos de poda e no desconhecimento da necessidade de se ter autorização para tal, mesmo que a poda seja realizada por empresa especializada, acabam por ocasionar um número significativo de autuações pelo Poder Público. Além disso, algumas podas de rebaixamento realizadas são muito similares as podas drásticas, cabendo ao bom senso do órgão fiscalizador integrante do SISNAMA e de seus agentes diferenciá-los.
Poder Público exige autorização para poda de árvores independente de ser dentro de residência ou em via pública
Nessa época do ano, fortes chuvas castigam a cidade e questões envolvendo poda e manutenções de árvores voltam a ser discutidas. O maior problema, talvez, seja o desconhecimento das questões pela população e a inatividade do poder público. Não há legislação específica sobre o assunto que determine claramente os padrões para caracterização de cada tipo de poda.
“É preciso ressaltar que toda e qualquer tipo de poda, ainda que em propriedade privada, precisa de autorização do Poder Público sob pena de cometimento de infração ambiental, com reflexos, inclusive, na área penal”, explica Renata Franco, especialista em direito ambiental do escritório Emerenciano, Baggio e Associados – Advogados.
Em caso de extrema urgência, o particular deve solicitar ao corpo de bombeiros que realize a poda da árvore de emergência, mas nunca se deve intervir – mesmo que seja um único galho no jardim de sua propriedade.
Toda essa dificuldade na conceituação e entendimento dos tipos de poda e no desconhecimento da necessidade de se ter autorização para tal, mesmo que a poda seja realizada por empresa especializada, acabam por ocasionar um número significativo de autuações pelo Poder Público. Além disso, algumas podas de rebaixamento realizadas são muito similares as podas drásticas, cabendo ao bom senso do órgão fiscalizador integrante do SISNAMA e de seus agentes diferenciá-los.
Auxílio do Bolsa Verde será ampliado. Famílias também receberão apoio técnico.
SOPHIA GEBRIM
A ampliação do número de beneficiados pelo Programa Bolsa Verde na Reserva Extrativista Verde (Resex) para Sempre foi anunciada nesta segunda-feira (21/01), durante reunião entre lideranças da reserva e representantes de ministérios e órgãos estaduais. Hoje, 493 famílias que vivem na área, localizada no município paraense de Porto de Moz (a 569 km de Belém), já estão recebendo o benefício. A expectativa do Ministério do Meio Ambiente é aumentar esse número para 780. O Bolsa Verde remunera com R$ 300, a cada três meses, famílias em situação de extrema pobreza que desenvolvem atividades de uso sustentável dos recursos naturais.
Para chegar a essas famílias, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) farão o cadastro dos habitantes da reserva, o que inclui diagnóstico das atividades produtivas, levantamento fundiário e requerimento para preenchimento dos Termos de Autorização de Uso Sustentável (TAUS). “Como estamos falando de uma unidade de conservação com pessoas e famílias que vivem do uso sustentável daquela área, queremos incluir todos os moradores da Resex no Bolsa Verde”, destacou o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do MMA, Paulo Guilherme Cabral, durante o encontro com as lideranças da Verde para Sempre.
ASSISTÊNCIA TÉCNICA
Outro benefício anunciado aos extrativistas foi o lançamento de edital do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para contratação de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) Extrativista. O objetivo da ação é garantir apoio diferenciado para as famílias, com contratação de técnicos e especialistas que irão fortalecer e apoiar as atividades extrativistas desenvolvidas pelas famílias que vivem na região. “O edital surge como ação complementar ao Bolsa Verde, de inclusão produtiva a essas famílias”, ressaltou Cabral.
Outro problema que as famílias que vivem na Reserva Verde para Sempre enfrentam e foi discutido durante o encontro em Porto de Moz é a criação de búfalos. O (ICMBio, gestor da Reserva, proíbe a criação de animas de grande porte em áreas de preservação ambiental. Porém, devido ao clima e solo da região, a atividade torna-se bastante propícia naquela área. “As lideranças da Resex estão buscando entendimentos junto ao ICMBio para viabilizar uma solução alternativa à questão”, disse o secretário. Segundo ele, esse e outros assuntos estão sendo discutidos de forma participativa, com a criação de grupos de trabalho para análise dos temas que mais interferem no dia a dia da comunidade extrativista.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
2013: um ano para se repensar o uso da água
Por Felipe Bottini e Silneiton Favero
A água é um recurso vital porque os organismos vivos são inviáveis sem ela, ao passo que está presente, em maior ou menor intensidade, em todo e qualquer processo produtivo. Não existe vida, sociedade, economia nem cultura sem água. Por esse motivo, a água é um bem público e, sendo também recurso e insumo, possui valor econômico, atributos devidamente reconhecidos na legislação brasileira sobre recursos hídricos.
O desafio dos governos tem sido o de gerenciar o atendimento aos diferentes usos em um quadro no qual a relativa abundância de água no planeta não se traduz em disponibilidade e acesso universal. O cenário atual é de demandas múltiplas e crescentes em função da necessidade de produzir mais alimentos, bens, serviços e energia com reservas de água ameaçadas pelo mau uso nas bacias hidrográficas e pelo comprometimento dos ecossistemas locais. Ademais, apenas 3% de toda a reserva hídrica global são de água doce, distribuída desigualmente entre os países e em suas regiões.
A cooperação entre os países para a resolução dos desafios da gestão da água diante desse estado de coisas foi discutida no International Annual UN-Water Conference (Saragoça, Espanha, de 8 a 10 de janeiro), como parte das atividades do Ano Internacional de Cooperação pela Água (2013). O UN-Water é um mecanismo interagencial que reúne os órgãos das Nações Unidas com atuação nas questões relacionadas à água e ao saneamento. Esses desafios referem-se, afinal, à segurança hídrica.
A segurança hídrica relaciona-se diretamente com as seguranças alimentar e energética, interpondo questões econômicas relevantes. Como compatibilizá-las é uma tarefa ainda em progresso. Sabe-se que essa responsabilidade não pode e não deve ficar unicamente com os governos. As empresas têm capacidade de internalizar diversas ações relacionadas à conservação da água por meio de um uso econômica e socialmente benéfico e ambientalmente sustentável - o Uso Responsável da Água. Os consumidores podem inteirar-se da realidade da água e buscar bens e serviços produzidos de maneira responsável.
Em essência, usar responsavelmente a água significa cuidar daquilo que não nos pertence individualmente e sim a todos indistintamente, enfatizando a responsabilidade coletiva por esse bem público. O uso ambientalmente sustentável favorece a biodiversidade e os processos ecológicos na escala da bacia hidrográfica. O uso socialmente benéfico assegura benefícios de longo prazo, como os econômicos, para a população local e a sociedade como um todo. Isso pressupõe que os grandes usuários aceitem suas responsabilidades pelo gerenciamento sustentável da água em sua cadeia de valor.
Muitas empresas têm utilizado esta abordagem em suas políticas de sustentabilidade. Há exemplos de como conseguir economias e eficiências financeiras melhorando a qualidade do uso da água em toda a cadeia de produção, integrando a empresa aos esforços de conservação dos ecossistemas e inserindo-as na governança da água de maneira proativa. De seu turno, alguns governos nacionais criaram instâncias que cuidam especificamente do uso responsável da água em seu território.
O Brasil tem uma legislação avançada de gestão de recursos hídricos, com princípios, diretrizes e instrumentos que visam a assegurar a disponibilidade de água para os usos preponderantes nas bacias hidrográficas e a minimizar os conflitos pelo uso, dentro de um sistema participativo de gestão e segundo padrões de qualidade definidos em planos diretores de bacia. Ocorre que há um descompasso entre o avanço legal e as capacidades reais para aplicar plenamente os instrumentos, resultando uma consecução apenas relativa dos objetivos do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.
Todavia, o pioneirismo de alguns agentes privados que reconheceram a importância da agenda da água para seus negócios e para o equilíbrio ecológico não é ainda o bastante para a manutenção do bem-estar e a conservação do recurso em escala global. Tampouco as ações regulatórias em países como o Brasil estão produzindo plenos resultados.
Nesse cenário, o Uso Responsável da Água vem se consolidando como abordagem de gestão privada alinhada às prioridades de conservação ecossistêmica. Um padrão internacional de certificação e verificação está sendo desenvolvido sob os auspícios da Aliança Global pelo Uso Responsável da Água, que reúne instituições com destacada atuação em conservação ambiental e gestão de recursos hídricos. Por meio desse padrão as empresas obterão reconhecimento de mercado às suas práticas de gestão. Está em fase final de preparação o protocolo da certificação, prevendo-se que esta opere dentro de dois anos.
A abordagem de responsabilidade coletiva trazida pelo Uso Responsável da Água vem para mudar a percepção ainda comum de que o “que é de todos a ninguém pertence”. Trata-se de um estímulo de alcance também econômico às empresas que verificadamente cumprirem a agenda de conservação das águas e um desestímulo aos agentes privados que não a promoverem.
O avanço dessa agenda e o seu sucesso dependem de uma estrutura de incentivos adequada aos agentes privados, o que implica ajustes nos marcos regulatórios e a criação de maior conhecimento na sociedade e nas próprias empresas. Depende ainda do desenvolvimento de conhecimento técnico para que seja possível medir de forma confiável as contribuições para a recuperação da qualidade e quantidade dos serviços ecossistêmicos relacionados à água.
Deve-se ressaltar que, do ponto de vista da governança da água e da superação desses condicionantes, o Uso Responsável da Água contribui para a resolução dos conflitos e para os esforços de conservação nas bacias hidrográficas, justamente o que a legislação brasileira de águas preconiza e do que a sociedade precisa para o seu desenvolvimento. Repensar o uso da água na perspectiva da sustentabilidade é, antes de tudo e mais nada, uma oportunidade.
Felipe Bottini é economista e sócio-fundador da Green Domus Desenvolvimento Sustentável Ltda e da Neutralize Carbono @neutralizeCO2. Consultor especial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
Silneiton Favero é especialista em Gestão de Recursos Hídricos, consultor sênior da Green Domus e colaborador da Aliança Global pelo Uso Responsável da Água.
TAMAR REALIZA ESTUDO GENÉTICO DE TARTARUGAS DE COURO
Desde 2002, os projetos Tamar e Albatroz mantêm uma cooperação no monitoramento da frota de espinhel, através de embarques em Santos, Itajaí e Rio Grande. O estudo de longo prazo tem gerado importantes resultados para a conservação de albatrozes e petréis e das tartarugas marinhas, contribuindo com o aprimoramento do conhecimento científico sobre essas espécies, principalmente, a tartaruga de couro.
De grande peso e tamanho, a tartaruga de couro dificilmente é embarcada e, por isso, entre outros fatores, é uma das espécies que menos se conhece em termos de suas fases oceânicas. Entre final de outubro e início de novembro de 2012, o Projeto Albatroz, com apoio do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), monitorou uma viagem de pesca na embarcação Marbella I, da empresa Kowalsky de Itajaí, com a participação do pesquisador do Tamar de Santa Catarina, Caiame Januário dos Santos.
Além do trabalho com as aves marinhas, neste cruzeiro foram capturadas 16 tartarugas, sendo dez tartarugas de couro e seis cabeçudas, todas liberadas vivas. Durante o embarque e com a colaboração da tripulação do Marbella I, dois indivíduos de tartaruga de couro foram colocados a bordo, para serem marcados e medidos. Também foram coletadas amostras de pele para a realização de estudos genéticos.
Conservação
Segundo a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas de Extinção da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN), a tartaruga de couro é uma das espécies de tartarugas marinhas mais ameaçadas do planeta. O conhecimento sobre a origem das que estão “navegando” no Oceano Atlântico Sul é escasso. Os estudos de genética permitirão mapear as colônias reprodutivas a que esses indivíduos pertencem e aprimorar as estratégias regionais de conservação dessas populações que interagem com a frota pesqueira oceânica que atua nessa região.
Muitas lacunas no conhecimento científico a respeito das tartarugas marinhas decorrem das dificuldades em acessar esses animais nas fases de vida oceânica, distante da costa e dos olhos dos pesquisadores. Além de cruzeiros de pesquisa, que têm alto custo e são limitados em relação ao tempo e continuidade, uma das únicas oportunidades de coleta de dados nessas áreas acontece pela via do monitoramento da pesca. A cooperação entre programas de conservação, empresas, mestres e pescadores, bem como o trabalho de observadores de bordo e pesquisadores que permanecem de 20 a 30 dias embarcados em cada cruzeiro, é fundamental para que isso aconteça.
(Com informações do Tamar)
sábado, 19 de janeiro de 2013
O ataque do peixe Frankenstein
Os EUA estão prestes a servir a primeira carne modificada geneticamente do mundo: um salmão mutante que pode devastar as populações de salmão selvagens e ameaçar a saúde humana. Esse peixe Frankenstein pode abrir as comportas para a carne biotecnológica em todo o mundo, a menos que nos mobilizemos. Clique abaixo para se unir a 1 milhão de vozes e impedir o peixe Frankenstein:
Os EUA estão prestes a servir a primeira carne modificada geneticamente do mundo: um salmão mutante que pode devastar as populações de salmão selvagens e ameaçar a saúde humana. Mas podemos impedí-los agora antes que esse estranho peixe Frankenstein apareça em nossos pratos de comida.
O novo salmão falso cresce duas vezes mais rápido que o original, e nem mesmo os cientistas sabem os efeitos a longo prazo que ele pode causar à saúde. Ainda assim, esse alimento está prestes a ser declarado seguro para consumo, baseado em estudos pagos pelas empresas que criaram a própria criatura modificada geneticamente! Felizmente, os EUA são obrigados legalmente a considerar a opinião pública antes de tomarem uma decisão. Uma crescente coalizão de consumidores, ambientalistas e pescadores estão pedindo ao governo que abandone esse plano mal-cheiroso. Vamos urgentemente criar uma avalanche de apoio global para ajudá-los a vencer essa causa.
A consulta está acontecendo agora e temos uma chance real de manter o peixe mutante fora do cardápio. Assine para impedir a criação do peixe Frankenstein e compartilhe amplamente -- quando alcançarmos 1 milhão de assinaturas, nosso clamor será enviado oficialmente à consulta pública:
http://www.avaaz.org/po/stop_frankenfish_r/?bFZlRdb&v=21150
A empresa que desenvolveu o peixe Frankenstein alterou o DNA do salmão para criar um peixe que pudesse crescer rapidamente durante o ano todo. Além de não conhecermos os efeitos a longo prazo para a saúde, se algumas dessas criaturas ou seus ovos chegarem ao ambiente natural, estes super salmões podem dizimar populações inteiras de salmão. Pior ainda, uma vez que eles chegarem aos supermercados, não vamos saber o que é salmão modificado geneticamente e o que é salmão verdadeiro, ou seja, não haverá como evitar o consumo!
A indústria de biotecnologia gastou centenas de milhões de dólares fazendo lobby com os governos para aprovar os alimentos vegetais modificados geneticamente. O peixe Frankenstein é a próxima galinha de ovos de ouro da indústria -- e pode abrir as comportas para outros tipos de carne transgênica. Mas o governo dos EUA vai considerar a opinião pública antes de tomar sua decisão final -- se conseguirmos pressioná-los e mostrar uma oposição global enorme enquanto eles menos esperam, poderemos impedir esse acordo temerário.
O peixe Frankestein está prestes a ser aprovado -- vamos nos certificar de que as empresas de biotecnologia não tenham voz sobre o que comemos. Ajude a construir a petição de 1 milhão de assinaturas para impedir a criação do peixe mutante:
http://www.avaaz.org/po/stop_frankenfish_r/?bFZlRdb&v=21150
Os membros da Avaaz já se uniram para proteger o meio ambiente e nossos sistemas alimentares de interferências perigosas. Em 2010, mais de 1 milhão de nós se uniram contra os alimentos transgênicos na Europa. Vamos nos unir mais uma vez contra o peixe Frankenstein.
Com esperança,
Jamie, Nick, Emma, Dalia, Emily, Paul, Ricken, Wen-Hua e toda a equipe da Avaaz
MAIS INFORMAÇÕES
EUA analisam liberação de salmão transgênico para consumo humano (Estadão)
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,eua-analisam-liberacao-de-salmao-transgenico-para-consumo-humano,612618,0.htm
Estados Unidos dão sinal verde a salmão transgênico (Folha de São Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1206348-estados-unidos-dao-sinal-verde-a-salmao-transgenico.shtml
O salmão transgénico mais perto do nosso prato (Público)
http://www.publico.pt/ciencia/noticia/o-salmao-transgenico-mais-perto-do-nosso-prato-1578890
EUA dão passo rumo à liberação da venda de salmão transgênico (G1)
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/12/eua-dao-passo-rumo-liberacao-da-venda-de-salmao-transgenico.html
EUA: Salmão transgénico precisa de mais estudos (Euronews)
http://pt.euronews.com/2010/09/21/eua-salmao-transgenico-precisa-de-mais-estudos/
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
ICMBIO APRESENTA CARTILHA PARA PESQUISAS COM PRIMATAS
“Protocolos para coleta de dados sobre primatas em unidades de conservação da Amazônia” é o nome da cartilha lançada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no final de 2012. As informações incluídas na publicação foram baseadas nas experiências do projeto Primatas em Unidades de Conservação da Amazônia e fundamentadas na bibliografia existente sobre o tema. Estes protocolos tratam desde os procedimentos relativos à coleta de material biológico, quanto a práticas de censo por transecções lineares, passando por entrevistas em comunidades e registros casuais de primatas na natureza e em cativeiro.
Segundo Marcelo Vidal, analista ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Socio-biodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais (CNPT) do ICMBio e organizador da cartilha, a publicação foi elaborada para atuar como um guia de procedimentos que poderá ser utilizado por biólogos, médicos veterinários e outros profissionais que realizam pesquisas e projetos com interface na primatologia, contribuindo assim para a geração de informações científicas sobre a diversidade dos primatas do bioma amazônico, em especial das suas unidades de conservação.
Para Liliam Pinto e Leandro Jerusalinsky, respectivos coordenadores do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (CEPAM/ICMBio) e Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB/ICMBio) a cartilha é uma ferramenta que pode potencializar o desenvolvimento de pesquisadores e pesquisas em primatologia no ICMBio e em outras instituições, auxiliando assim no aumento do conhecimento sobre espécies ameaçadas e deficientes em dados.
O projeto Primatas em Unidades de Conservação da Amazônia é desenvolvido pelo CEPAM/ICMBio, CPB/ICMBio, as Florestas Nacionais de Tefé (AM) e do Purus (AM), Parques Nacionais do Viruá (RR) e do Jamanxim (PA), Reservas Biológicas do Lago Piratuba (AP) e do Guaporé (RO), todas unidades de conservação sob gestão do ICMBio. Além das unidades e dos centros de pesquisa, o Projeto conta também com a parceria do Museu Paraense Emílio Goeldi e da Wildlife Conservation Society.
Para acessar a cartilha, clique aqui: ICMBIO APRESENTA CARTILHA PARA PESQUISAS COM PRIMATAS
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
ONU e biodiversidade
Plataforma Intergovernamental unirá pesquisadores e tomadores de decisão para fortalecer o uso do conhecimento científico
LUCIENE DE ASSIS
Será realizada em Bonn, Alemanha, de 21 a 26 de janeiro, a primeira reunião plenária da Plataforma Intergovernamental de Ciência e Política sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES, na sigla em inglês), visando estabelecer os procedimentos e as regras de funcionamento deste novo órgão, estabelecido por 94 países em abril de 2011, na Cidade do Panamá. O IPBES é administrado em conjunto pelo Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente (Pnuma), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Durante o evento, que reunirá representantes de 103 países no Centro Mundial de Convenções, serão eleitos os membros da Mesa Direitora e criado um painel multidisciplinar de peritos pertencentes a cada região da Organização das Nações Unidas (ONU), além de se estabelecer uma agenda contendo os próximos passos da IPBES. A plataforma foi criada para ser um órgão de consultoria, encarregado de subsidiar todas as conveções com atividades relacionadas à biodiversidade, como a sobre Diversidade Biológica (CDB), Ramsar (sobre zonas úmidas), Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), e sobre a Conservação de Espécies Migratórias Selvagens.
A plataforma é uma interface entre a comunidade científica e os tomadores de decisão que visa capacitar e fortalecer o uso do conhecimento científico, explica a diretora do Departamento de Conservação da Biodiversidade (DCBio) da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF), Daniela Oliveira, que representará o Ministério do Meio Ambiente (MMA) na Alemanha. Nesta primeira sessão plenária, o MMA levará algumas propostas à discussão. Para Daniela Oliveira, é preciso definir se a Plataforma terá estruturas regionais, qual será sua composição, estabelecer a formação dos grupos de cientistas, e esclarecer de que forma os pedidos serão encaminhados entre outros temas a serem debatidos.
Aquecimento global: ceticismo no clima
Por Felipe Bottini
Na década de 90, era corriqueiro aparecer algum cientista, seja lá o que for esse título genérico, negando o aquecimento global. Ao invés de se valerem de metodologias propositivas que pudessem comprovar tal tese, simplesmente afirmavam a não existência do aquecimento global com base em desqualificar os métodos científicos que diziam justamente o contrário. Era como negar que um automóvel pudesse se deslocar por conta de um problema de metodologia na costura do banco de couro!
Pior do que ser sem sentido, ensejava até um entendimento de má conduta científica com o objetivo único de aproveitar um momento em que muitas dúvidas existem e se promover de forma inadequada e perigosa para a credibilidade da ciência. Alguns desses cientistas, patrocinados por indústrias de grande emissão, tinham também evidentes interesses em ocultar o aquecimento global, ainda que pudesse existir, não podendo ser classificados como céticos, já que o princípio básico do ceticismo é a imparcialidade, e nesses casos, passaram longe disso.
O tempo passou e cada vez mais os modelos de explicação do aquecimento global apresentados pelo IPCC começaram a ser refinados e com poder de explicar com mais e mais precisão tal efeito, o que poderia ter desanimado os céticos, ou negadores do aquecimento global, e sua já frágil bandeira. Ao contrário, a evidência científica os estimulou a defender a seguinte ideia: sim, o aquecimento global existe, mas não é decorrência da atividade humana. E por conta de um ou outro erro de precisão dos modelos atuais, como a revisão do Met Office (centro de meteorologia britânico) que projetava aumento de temperatura até 2017 de 0.54 graus e após revisão ajustou o número para 0.43, tentam desconstruir trabalhos sérios e definitivos que comprovam o aquecimento global pela atividade humana.
(Slide do modelo antrópico do IPCC)
A ilustração acima é a aplicação retroativa dos modelos do IPCC que determinam uma faixa de variabilidade do aquecimento global em duas versões: a faixa vermelha que determina o como devem se comportar as temperaturas, considerando a ação antrópica (do homem) e a que não considera a ação do homem em azul. Esse modelo foi desenvolvido para prever o aumento de temperaturas e aplicado de forma retroativa A linha preta é o verificado. Há de se verificar que o que melhor explica, e com precisão impressionante, é que o aquecimento global é o modelo que considera a ação humana, comprovando assim tanto o aquecimento inequívoco quanto a contribuição humana para tal efeito.
Ainda que não seja especialista em clima, o leitor pode recorrer ao bom-senso na análise de dados e dos fatos para aceitar a tese científica comprovada de que o aquecimento global existe.
O acúmulo de CO2 na atmosfera, desde a revolução industrial, passou de 280 até 296 ppm (partes por milhão), diferença de 116 pp,. nos 500 mil anos anteriores à revolução industrial, o acúmulo foi de 180 para 280 ppm, diferença de 100 ppm. Assim, em 500 mil anos, antes da ação industrial, acumulou-se 100 ppm na atmosfera. A aritmética é simples: um acúmulo de 0.0002 ppm ao ano em média.
No período posterior à revolução industrial (iniciado há aproximadamente 140 anos), o acúmulo foi de 116 ppm. Assim, o acúmulo foi de 0.8285 ao ano. Isso significa que o acúmulo de CO2 na atmosfera foi acelerado em 4142 vezes (da última vez que escrevi sobre isso a aceleração era de 3100 vezes), em relação ao acúmulo normal de CO2 pelos processos naturais.
Pois bem, não precisamos ser especialistas para perceber que há um tremendo desequilíbrio e, ainda que não tenhamos conhecimento das consequências em detalhes, não é nada prudente não tomar o cuidado de reduzir drasticamente as emissões e menos ainda, perder tempo na agenda da contestação dos fatos.
Não quero com isso dar a sensação de ser antidemocrático, cada um fala e escreve o que quer, mas quero ver se terão coragem de dizer a seus filhos e netos, quando tudo der errado, que fizeram tudo o que podiam! Não fizeram.
Felipe Bottini é economista e sócio-fundador da Green Domus Desenvolvimento Sustentável Ltda e da Neutralize Carbono @neutralizeCO2. Consultor especial do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Neutralize Carbono disponibiliza neutralização de CO2 no WTC Events Center
Objetivo é reduzir as emissões dos gases do efeito estufa por meio da neutralização certificada das emissões
Luxo, requinte e qualidade. Essas são as exigências de quem realiza um evento no WTC Events Center. Classificado na categoria de hotel de luxo com padrão internacional, o WTC Events Center, fechou uma parceria com a Neutralize Carbono, empresa pioneira na neutralização de emissões com certificados de redução de emissões do mercado regulado, para oferecer a seus clientes a mitigação das emissões nos eventos realizados no centro de convenções.
Para começar, em 2011, a administração do WTC Events Center, promoveu o inventário e neutralizou as emissões referentes ao uso do gás natural utilizado para cocção dos alimentos servidos durante os eventos, consumo de gasolina pelos vendedores, recarga de extintores do centro de eventos e o consumo da eletricidade. Essa neutralização totalizou aproximadamente 27 toneladas de CO2eq.
Para Marina Dall’Anese, analista de negócios da Neutralize Carbono, a iniciativa do WTC Events Center em disponibilizar a opção de neutralização se torna mais uma ação firme de compromisso ambiental. “As pessoas sabem dos problemas que o meio ambiente está enfrentando, mas na maioria das vezes não sabem como agir para ajudar a reduzir os impactos do efeito estufa. É nesse quesito que o WTC se diferencia com profundidade. Com nosso apoio, os idealizadores dos eventos têm a certeza de que os gases emitidos no dia das festas serão neutralizados”, afirma.
Em abril de 2012, foram neutralizados os gases do Automotive Business, que rendeu 2.994 quilos de CO2eq mitigados. Já em agosto, no Lamec 2012 - Latin American Meetings and Events Conference - foram mitigados 2.124 quilos de carbono.
“Se todas as empresas fizessem a sua parte para reduzir os impactos que elas mesmas causam ao meio ambiente teríamos um planeta muito mais saudável. Esse tipo de iniciativa faz a diferença”, finaliza Marina.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Floresta será importante instrumento do MMA no combate às mudanças climáticas
LUCAS TOLENTINO
O potencial da Floresta Amazônica como mecanismo de combate às mudanças climáticas será, em 2013, um dos focos do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O monitoramento dos biomas brasileiros e a conclusão da estratégia nacional de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) surgem como prioridades para este ano. A cooperação com outros países e o avanço nas negociações internacionais também aparecem entre as perspectivas do governo federal.
O secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Carlos Klink, adianta que o MMA deve finalizar a estratégia nacional de REDD+ neste ano. Segundo ele, a medida apoiará a implantação de projetos voltados para a conservação florestal como forma de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. “O plano já está bem desenhado e, em breve, será levado adiante”, afirma. Neste ano, devem passar a valer, ainda, os Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima de indústria, da mineração, de saúde e de transporte.
CONVERGÊNCIA
Para serem colocadas em prática, as ações de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas terão de dialogar com a realidade de cada área do país. De acordo com Klink, existem, hoje, 18 legislações estaduais que tratam do assunto. “É um tema muito complexo e o maior desafio é definir como articular e harmonizar tudo isso”, explica. “Essa convergência será uma agenda de extrema importância para este ano.”
O assunto, na opinião de Klink, é uma prova de que a preocupação com o efeito estufa ganha cada vez mais espaço na política brasileira e demonstra a necessidade de investimentos. “Antes, a discussão de mudanças climáticas era muito internacional. Agora, o tema está tendo uma agenda bastante doméstica”, analisa. “Dessa forma, ele passa a atrair mais atenção e, consequentemente, pode trazer conflitos.”
MONITORAMENTO
O alcance, em 2012, da menor taxa de desmatamento na Amazônia Legal mostrou que a política ambiental brasileira está no caminho certo e levantou a importância de acompanhamento de outros biomas. De acordo com Klink, a expectativa é que, neste ano, o governo federal passe a monitorar, também, o cerrado, nos moldes do trabalho desenvolvido na Floresta Amazônica.
Os bons resultados do ano passado no combate ao desmatamento da Amazônia impulsionaram, ainda, o papel do Brasil no cenário mundial. Entre agosto de 2011 e julho de 2012, houve uma queda de 27% na devastação da Amazônia em relação ao mesmo período anterior. “O índice mostra que o Brasil pode contribuir, e muito, com outros países”, observa Klink.
COOPERAÇÃO
Os acordos com as demais nações também serão fundamentais. Klink ressalta que a Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas (ONU) deve definir os rumos de um novo regime climático para os próximos anos. De acordo com o secretário, o estreitamento de relações com outros países é essencial para essas negociações. Entre os principais parceiros do Brasil, estão a África do Sul, a Índia e a China, que integram o grupo Basic, e as nações equatoriais, da Bacia do Congo e a Indonésia, que participam da chamada cooperação Sul-Sul. “São países que comungam de realidades parecidas”, explica.
SAIBA MAIS - O que é REDD+?
Criado em 2003 e atualizado em 2007, o termo REDD+ representa um mecanismo de redução compensada das emissões de carbono na atmosfera. O conceito engloba as reduções por desmatamento e degradação e inclui a tarefa da conservação florestal, do manejo sustentável e do aumento dos estoques de carbono. A redução aparece, portanto, como um meio de diminuir os efeitos das mudanças climáticas.
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