sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
As matas do Brasil continuam queimando
O ano começou intenso no Centro de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Prevfogo). Muitos servidores e brigadistas entraram em 2013 trabalhando ininterruptamente nos combates de incêndios florestais em áreas federais. Na Reserva Biológica do Lago Piratuba/AP foram 70 dias de combate intenso que se encerraram no dia 11/01, com o incêndio totalmente extinto. Foram atingidos aproximadamente 30.000 hectares, mas a área queimada poderia ter sido muito maior caso não houvesse o esforço contínuo.
Na Bahia, uma das secas mais severas já registradas tem dificultado o controle dos incêndios florestais. No Parque Nacional Chapada Diamantina, técnicos do Prevfogo e um helicóptero do Ibama vão auxiliar os brigadistas e aviões do Instituto Chico Mendes (ICMBio) que combatem um incêndio iniciado em 07/01 e que rapidamente se alastrou pelo Parque.
Prevendo uma possível temporada crítica em todo o País, o Ibama também preparou operações preventivas em regiões com um histórico problemático, como Roraima. Técnicos do Prevfogo estão trabalhando desde novembro na preparação das brigadas e na articulação com outros órgãos através do Centro Integrado Multiagências-Ciman, instalado em Boa Vista.
O período de seca em Roraima termina em abril, quando já estarão sendo tomadas as providências para a contratação das brigadas federais na maior parte do País, a partir de junho.
Ascom Ibama
Foto: Celso Luiz Ambrósio
ICMBIO ENVIA REFORÇOS PARA COMBATER INCÊNDIO NO PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DIAMANTINA
Sandra Tavares
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão do Parque Nacional da Chapada Diamantina, localizada na Bahia, enviou reforços para o combate ao incêndio que acontece na unidade. O Parna da Chapada Diamantina possui aproximadamente 150 mil hectares.
O incêndio começou segunda-feira (07/01) e atingiu a a região do Vale do Capão (Serra do Sobradinho, a Cachoeira da Fumaça e o Morrão). Até ontem cerca de 500 hectares do parque foram atingidos pelas chamas. Acredita-se que o incêndio tenha origem criminosa e tenha sido agravado pelo período de estiagem (mais de 30 dias), sem previsão de chuvas para os próximos dias.
Vinte e dois brigadistas contratados pelo Instituto (14 do Parque e 8 da Floresta Nacional Contendas do Sincorá) e 30 voluntários combatem o incêndio. Hoje (10/01) chegam ao parque mais cinco brigadistas do Parque Nacional do Descobrimento e amanhã (11/01) mais 16 do Parque Nacional de Brasília, totalizando 43 brigadistas contratados pelo ICMBio.
O Governo do Estado da Bahia também está apoiando os combates com um avião Airtractor e apoio do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar da Bahia. Existe a previsão de chegada de um helicóptero e mais aviões.
A Coordenação de Emergências Ambientais do ICMBio enviou dois aviões airtractor do ICMBio, e um helicóptero do Ibama para combater as chamas. O Secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eugênio Spengler, estará na Chapada nesta sexta-feira (11/01) e o diretor de Criação e Manejo de UCs do ICMBio, Pedro de Castro da Cunha e Menezes chega à unidade no domingo.
Comunciação ICMBio
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
CEMAVE/ICMBIO LANÇA 2ª EDIÇÃO DO PAN ARARA-AZUL-DE-LEAR
Brasília (08/01/2013) – O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave/ICMBio), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), lança a 2ª edição do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Arara-Azul-de-Lear e comemora o aumento da sua população na natureza, que em 2006 foi estimada em 502 araras e em 2012 atingiu o número de 1.263 indivíduos.
O analista ambiental do Cemave/ICMBio, Antônio Eduardo Araújo, destaca que o empenho de muitos parceiros concorreu para o importante resultado obtido na recuperação da espécie, a exemplo do programa de geração de renda alternativa para as comunidades; o programa de ressarcimento de milho, que visa minimizar os conflitos causados por ataques de arara-azul-de-lear em cultivos de milho nos municípios da área de ocorrência da espécie; além do desenvolvimento de pesquisa necessária à conservação da espécie. “Os resultados são animadores, mas há muito trabalho a ser feito para superar o principal desafio para a conservação da espécie, a perda de hábitat”, afirma.
Com formato inovador, a 2ª edição do PAN destaca o envolvimento das comunidades locais com o programa de conservação e contempla também a palmeira licuri ou ouricuri (Syagrus coronata), cujos frutos constituem o principal alimento da arara-azul-de-lear e tem sofrido o impacto de ação destrutiva, além de procedimentos de resgate e destinação de aves feridas ou apreendidas.
A primeira parte do Plano de Ação apresenta uma compilação do conhecimento obtido ao longo de dez anos da existência do Programa de Conservação da Arara-Azul-de-Lear, além de apresentar as ameaças que a espécie está submetida. A segunda parte traz o planejamento que será implementado ao longo de cinco anos visando a conservação da espécie, assim como seus objetivos e ações.
A espécie
A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) é uma espécie criticamente ameaçada de extinção, endêmica do bioma da Caatinga, com ocorrência em nove municípios na região norte-nordeste da Bahia. Mede entre 70 e 75 cm e pesa em torno de 900 gramas. Possui bico negro e a cauda muito longa. A cabeça e o pescoço são azul-esverdeados, a barriga azul-desbotada, as costas e o lado superior das asas e da cauda azul-cobalto. Anel perioftálmico amarelo-claro, pálpebra azul-clara, branca ou levemente azulada, barbela quase triangular em forma de nódoa amarela-enxofre clara, situada de cada lado da base da mandíbula, mais pálida que o anel perioftálmico.
O Cemave
Em 2012 o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres celebrou 35 anos de criação. Com sede em Cabedelo, cidade litorânea da Grande João Pessoa (PB), o Cemave/ICMBio atua em todo o território brasileiro, sendo reconhecido no Brasil e no exterior pela sua contribuição à Ornitologia e à conscientização conservacionista.
O escopo do Centro é focado na coordenação do Sistema Nacional de Anilhamento (SNA) – sistema para difundir e coordenar o uso do anilhamento como técnica de pesquisa com aves na natureza para gerar informações para subsidiar políticas e ações para a conservação das espécies e seus hábitats no Brasil –, desenvolvimento de pesquisas, avaliação do estado de conservação das aves silvestres brasileiras, elaboração de planejamentos para a conservação das espécies e implantação de ações voltadas à conservação das aves e o seu monitoramento. O Cemave/ICMBio promove ainda treinamento para o uso da técnica do anilhamento em projetos de pesquisa com aves.
Para saber mais, acesse o site do Cemave/ICMBio.
Comunicação ICMBio
PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU COMPLETA 74 ANOS
– O Parque Nacional do Iguaçu, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), completa na próxima quinta-feira (10), 74 anos de criação. Para comemorar a data, o Centro de Visitantes sedia a inauguração do auditório multimídia, um corte do bolo de aniversário e além da instalação da placa New Seven Wonder, que concede à Unidade de Conservação (UC) o título de Nova Maravilha da Natureza, o evento dará início a uma sequência de shows.
A inauguração do moderno auditório multimídia, com capacidade para 180 lugares, será a primeira atividade do evento de aniversário da UC. A construção do espaço faz parte de um contrato de concessão entre o governo federal e a concessionária Cataratas do Iguaçu S.A. Após a cerimônia, será realizada a apresentação da fita de instalação definitiva da placa que dá ao Parque o título de Nova Maravilha da Natureza, conquistado em 2012. A placa foi trazida da Suíça em julho do ano passado pelo presidente e fundador da organização suíça, New 7 Wonders, o aventureiro Bernard Weber e entregue ao Comitê de Apoio às Cataratas do Iguaçu para ser exposta na unidade de conservação.
A festa popular será encerrada com o parabéns e o corte do tradicional bolo de aniversário dos 74 anos da unidade. Para marcar a data, o Projeto Fenda do músico Sérgio Copetti trará canções em homenagem ao Parque e a Foz do Iguaçu. Em seguida, a banda “O Quarteto” anima o público com o melhor da MPB. Para a comemoração, estão confirmadas as presenças do presidente do ICMBio, Roberto Vizentin, e de autoridades do entorno da unidade.
O Parque Nacional do Iguaçu foi o segundo a ser criado no Brasil, em 1939, pelo então presidente, Getúlio Vargas. A unidade de conservação onde estão as Cataratas do Iguaçu, recebeu em 2012 um público recorde de mais de 1,5 milhão de pessoas.
Serviço
74 anos do Parque Nacional do Iguaçu
Data: 10 de janeiro
Horário: 20h
Local Centro de Visitantes
Comunicação ICMBio
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Curso de férias do Meio Ambiente de Bertioga(SP) será no Viveiro de Mudas a partir do dia 21
A Prefeitura de Bertioga, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, realizará a partir do próximo dia 21, o primeiro curso de férias do ano, que será desenvolvido no Viveiro de Plantas Educador Ambiental Leopardo Francisco da Silva – ‘Seo’ Leo. Esta edição, que abordará o tema ‘No manguezal tem água, tem lama, tem vida, tem trama’, marcará a primeira saída do Barco Escola ‘Arca do Saber’ pelas águas do Rio Itapanhaú.
O Viveiro de Plantas está localizado na Rua Manoel Gajo, entre a Delegacia de Polícia e o Albergue Municipal – Casa de Passagem Renascer, no Jardim Paulista
As inscrições estarão abertas a partir de segunda-feira (07), na Secretaria de Meio Ambiente. São oferecidas 40 vagas. O curso, que é dirigido a crianças na faixa etária entre 09 e 12 anos, será realizado até o próximo dia 25, das 14 às 17 horas, com várias atividades.
De acordo com a programação, haverá palestras abordando o tema principal, ou seja, os manguezais; ressaltando plantas e animais que vivem nesse ambiente; cadeia alimentar; poluição dos oceanos; distribuição de cartilhas sobre os manguezais; elaboração de texto da peça de teatro que será apresentada no encerramento do curso, além da primeira saída do Barco Escola ‘Arca do Saber’, no dia 23, que estará navegando pelas águas do Rio Itapanhaú, conferindo ‘in loco’ os manguezais dessa região.
Durante cinco dias, a criançada terá a oportunidade de conhecer os bichos e as plantas que vivem nos manguezais; e tudo sobre esse ecossistema onde a água é salobra.
Serviço
As inscrições devem ser feitas na Secretaria de Meio Ambiente, que fica no Paço Municipal (Rua Luiz Pereira de Campos, 901 – Vila Itapanhaú), das 9 às 11h30 e das 13 às 16h30. Mais informações pelo telefone (13) 3319-8034 .
sábado, 5 de janeiro de 2013
Ação do MTur busca sensibilizar alberguistas sobre questões de sustentabilidade
Parceria com a FBAJ prevê a distribuição de oito mil cartilhas do Passaporte Verde em todos os albergues do país
A partir deste mês, os mais de 90 albergues espalhados pelo país receberão exemplares do Passaporte Verde, uma cartilha que traz dicas de viagens e estimula a reflexão sobre a sustentabilidade. A ação é uma parceria do Ministério do Turismo com a Federação Brasileira de Albergues da Juventude (FBAJ). Ao todo serão distribuídos oito mil exemplares.
A ideia é aproveitar o período de alta temporada, no qual a ocupação dos albergues chega a 80%, para promover a educação ambiental. “Aproveitamos a viagem dos alberguistas para conscientizá-los das questões ambientais, que vão desde o respeito ao patrimônio à economia de energia e água”, afirmou a presidente da FBAJ, Maria José Giaretta.
Lançada em junho, durante a Rio + 20, a cartilha faz parte da campanha coordenada pelo MTur e o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O Passaporte Verde busca estimular a reflexão sobre a sustentabilidade, mostrando que atitudes simples, como o consumo responsável e o uso racional dos recursos naturais, favorecem a proteção dos destinos turísticos.
ASCOM
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Água: sustentabilidade para beber!
Por Silneiton Favero
A água é fundamental para a manutenção das sociedades pelo singelo motivo de que é um insumo primordial em todos os processos produtivos e atividades humanas. Mas, antes disso, a água é parte de todos os organismos vivos no planeta e uma substância indissociável do funcionamento dos ecossistemas. Dessa forma, a qualidade e a disponibilidade desse recurso vital devem ser asseguradas para que as sociedades continuem a se desenvolver em seus capítulos sociais, econômicos e culturais.
Ocorre que o cenário é de demandas múltiplas e crescentes em função das exigências típicas do crescimento econômico, da expansão demográfica e da mobilidade social. Os usos industriais, domésticos, comerciais, recreativos, agrícolas, energéticos e no transporte são concorrenciais. Ao mesmo tempo, diversos mananciais estão ameaçados ou degradados mediante os impactos desses usos - ao passo que o atendimento pleno das necessidades mais básicas de água ainda está distante em muitos países, não sendo diferente no Brasil.
De fato, o Brasil possui a maior reserva hídrica e a segunda maior cobertura florestal do planeta, atributos que, em princípio, favorecem os recursos hídricos. As águas utilizadas nos variados processos e tipos de usos invariavelmente retornam aos rios, mares, solo e subsolo, dado o ciclo hidrológico.
Contudo, não se pode falar que seja um recurso inesgotável, tampouco abundante em termos absolutos. Apenas 3% de toda a reserva hídrica do mundo são de água doce. Os mananciais estão distribuídos heterogeneamente entre os países e em suas regiões, por vezes distantes dos pontos de demanda. Os ecossistemas aquáticos acham-se sob estresse ambiental. O desmatamento impacta negativamente os corpos hídricos. Os sistemas de captação, tratamento e distribuição ainda não são capazes de levar água a todos, além de enfrentarem sazonalidades, e nem todas as pessoas podem arcar com os custos da água tratada. Em termos relativos, pode-se falar em escassez na abundância porque há questões de qualidade e acesso à água.
Em tal quadro, o crescimento desejado da economia brasileira e a ampliação do comércio internacional continuarão a demandar mais água, energia e alimentos. Destaque-se que parte das exportações brasileiras é, na prática, importação de externalidades ambientais hídricas negativas, pois os maiores importadores de commodities intensivas em água deixam de impactar seus próprios recursos hídricos. Portanto, a água condiciona a economia e a produção de modo bastante abrangente, consideração fundamental na abordagem da segurança hídrica em relação às seguranças energética e alimentar.
Nesse sentido, é simplesmente urgente superar questões irresolutas da água, como o saneamento insuficiente e a ausência de manejo abrangente de resíduos sólidos, pois os efluentes e a interação das chuvas com o lixo urbano são problemas sérios. Restaurar e conservar as áreas de recarga mediante a recuperação da vegetação ciliar favorece os serviços ecossistêmicos prestados pela água. Os instrumentos legais e as soluções de engenharia devem ser acompanhados da melhora no resultado da gestão, de modo a promover o uso responsável da água, que incorpora aspectos de governança, de relevância dos ecossistemas aquáticos, de qualidade e quantidade e do acesso à água com vistas à sustentabilidade.
O governo deve exercer a gestão eficiente da água e promover o uso responsável, elevando a qualidade da administração pública e da resposta à sociedade também nesse aspecto. As pessoas devem buscar saber a origem dos produtos que consomem e como foram produzidos, trazendo a realidade da água ao seu cotidiano. Os setores produtivos precisam compreender melhor o seu papel dentro da governança da água e utilizar os recursos hídricos com responsabilidade em seus processos, internalizando nos negócios os serviços prestados pela água.
Os desafios amplificados que o Brasil enfrenta em matéria da conjugação desse contexto com as mudanças globais que já se avizinham - demográficas, econômicas, sociais e climáticas - impõem a segurança hídrica como item prioritário na agenda da sustentabilidade, pois somente assim se poderá assegurar a produção de alimentos e a geração de energia, tão essenciais ao desenvolvimento do país.
Silneiton Favero é consultor sênior da Green Domus Desenvolvimento Sustentável Ltda.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
ABROLHOS APROVA NOVAS REGRAS DE VISITAÇÃO
Elmano Augusto
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) publicou no Diário Oficial da União portaria regulamentando a visitação em embarcações comerciais e particulares ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral da Bahia. A portaria regula ainda atividades de mergulho livre e autônomo, observação de fauna e flora e caminhada monitorada em trilha.
De acordo com as novas regras, as empresas interessadas em explorar esses serviços têm prazo de 90 dias, a contar desta quarta, para requisitar credenciamento junto ao parque. O Termo de Autorização de Uso será válido pelo período de um ano, a partir da data de emissão, sendo vedada a prorrogação.
Todos os barcos autorizados deverão ser identificados por adesivos específicos, elaborados e produzidos exclusivamente pelo ICMBio para a operação da atividade de transporte de visitantes dentro do parque. As novas regras visam a dar mais segurança e conforto aos visitantes e operadores de turismo da região.
Bate-e-volta ou pernoite
As empresas poderão promover visitação diária (bate-e-volta) ou com pernoite. Em qualquer caso, deverão consultar previamente a administração do parque quanto à disponibilidade de vagas e agendar antecipadamente os passeios, via correio eletrônico, assim que houver confirmação de data. Todas as visitas serão precedidas de palestra com monitor ou voluntário do parque no arquipélago dos Abrolhos.
A visitação bate-e-volta poderá ser realizada em todos os dias da semana, entre 8h e 18h. A portaria estabelece limite máximo de 225 visitantes por dia, em embarcações de acordo com a capacidade definida pela administração da unidade de conservação.
Para a realização de mergulho livre e autônomo na área do parque, as empresas deverão dispor de um profissional de mergulho para cada grupo de seis pessoas ou dois para cada grupo de oito. Cada embarcação deve ter a bordo pelo menos um instrutor de mergulho. Essa atividade somente poderá ser realizada nos locais definidos pela chefia do parque.
Com relação a caminhadas em trilha no arquipélago, a portaria diz que elas deverão ser conduzidas por monitores ou voluntários do parque. A eles cabe dar informações sobre as condições da visita, os riscos inerentes à atividade, os aspectos de segurança, os procedimentos durante o passeio e as recomendações para o conforto e o bem estar de todos.
Coleta do lixo
As empresas autorizadas a operar em Abrolhos deverão trazer de volta todo o lixo produzido durante o passeio por seus empregados e clientes. Elas deverão ainda informar à chefia do parque quaisquer infrações, acidentes ou situações anormais observadas dentro dos limites da unidade de conservação.
Cabe ainda às empresas participar de atividades em benefício da unidade de conservação, como mutirões de limpeza e manutenção de trilhas, condução de pesquisadores e de grupos em atividades promovidas pelo parque, entre outras ações.
As empresas devem, por fim, repassar, mensalmente, até o décimo dia útil do mês subsequente, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), os valores referentes ao ingresso de cada visitante, à permanência de embarcações no parque e às atividades de mergulho autônomo.
Barcos de particulares
A portaria regula ainda a visitação por meio de embarcações particulares, sem finalidade econômica ou de exploração turística. Nesse caso, os donos dos barcos deverão assinar Declaração de Compromisso, comprometendo-se a cumprir a legislação ambiental brasileira, as normas e os regulamentos estabelecidos nos planos de manejo e de uso público do parque, bem como as normas estabelecidas na portaria ICMBio publicada hoje e na Portaria IBAMA nº 72-N, de 2 de junho de 1998.
E mais: assinar Termo de Conhecimento de Riscos (Anexo III), que trata de possíveis imprevistos inerentes à visitação no interior do parque, responsabilizando-se pela sua própria segurança e dos demais passageiros, além de adquirir os ingressos correspondentes ao número de passageiros a serem transportados.
A chefia do parque entregará ao responsável pelo barco uma identificação específica para este tipo de visita, que deverá ser devolvida na saída. Assim como as empresas, os donos de barcos particulares têm que recolher todo o lixo produzido durante a visita e responsabilizar-se pela segurança do grupo conduzido no interior da unidade.
Caso os passageiros de embarcação particular desejem realizar atividades de mergulho autônomo, o responsável deverá procurar alguma das empresas autorizadas a operar no parque e providenciar a contratação de profissional de mergulho, de acordo com o número de pessoas por grupo.
Comunicação ICMBio
domingo, 30 de dezembro de 2012
TIJUCA TERÁ CIRCUITO DE ARVORISMO EM 2013
Dandara Santos
O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, acaba de lançar edital de concessão para a implantação de um dos maiores circuitos de arvorismo do país, com mais de um quilômetro de extensão. Se tudo correr dentro do cronograma, a atração será inaugurada já em 2013.
Segundo o chefe do parque, Ernesto Viveiros de Castro, além da sensação de aventura, o circuito vai oferecer aos visitantes a chance de apreciar a paisagem por novos ângulos, o que deve incentivar a interpretação e a reflexão acerca do papel e da importância da unidade de conservação.
A prática do arvorismo consiste em uma travessia entre plataformas montadas no alto das árvores, onde os participantes precisam ultrapassar diferentes tipos de obstáculos, que podem incluir escadas, pontes e tirolesas. Além de ser considerado um esporte voltado ao lazer, é uma forma de se ter contato direto com a natureza.
O atrativo vai ampliar as opções de lazer e recreação no interior do Parque Nacional da Tijuca, seguindo a linha do ICMBio de diversificar as atividades de uso público, como ressalta o chefe do parque, Ernesto Viveiros de Castro.
Ainda segundo ele, o circuito deve ser implantado entre o restaurante A Floresta e a área de lazer conhecida como Meu Recanto, passando próximo à cachoeira das Almas e aos “fantásticos” visuais da floresta e do contraforte do Pico da Tijuca.
O planejamento da atividade e os critérios adotados para sua construção e operação contaram com a participação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, no âmbito da gestão compartilhada da unidade, e das equipes técnicas do ICMBio.
Além do circuito, o visitante do Parque Nacional da Tijuca contará também com um novo café e loja de conveniências, que prometem melhorar os serviços prestados pela unidade.
O parque
O Parque Nacional da Tijuca é uma unidade de conservação (UC) federal localizada no Rio de Janeiro, com área de 3.953 hectares. Foi criado por decreto presidencial, em julho de 1961, para unificar as antigas florestas do Maciço da Tijuca, no antigo Estado da Guanabara, em uma única área protegida.
A unidade, que abriga o Cristo Redentor, é hoje um dos parques nacionais mais conhecidos do país, com cerca de 2 milhões de visitantes por ano. Situado em meio à área urbana, presta importantes serviços ambientais à cidade do Rio de Janeiro, como o auxílio na regulação do equilíbrio hídrico, no controle de erosão de encostas, na prevenção contra o assoreamento dos cursos d'água, na conservação da qualidade do solo e na regulação do clima.
Serviço:
O edital de concessão está disponível no site do ICMBio (clique aqui para ter acesso). A abertura das propostas será dia 18 de fevereiro de 2013, às 10h (horário de Brasília), na Unidade Avançada de Administração e Finanças (UAAF-RJ), com escritório localizado na Estrada Velha da Tijuca, 77, Usina, Rio de Janeiro (RJ).
Mais informações: Tel.: (21) 2484-7802/2492-5407 ou e-mail: compras.uaafrj@icmbio.gov.br
Comunicação ICMBio
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Bem vindo, 2013!
por Celio Pezza
O ano de 2012 está chegando ao fim. A data fatídica para o final do mundo já passou, o mundo não acabou e agora vamos nos preparar para 2013. O que teve de bom em todas as profecias sobre o final do mundo foi que muita gente passou a se interessar por assuntos que normalmente passariam despercebidos, não fosse todo o agito em torno do tema.
Muitos se informaram sobre o aquecimento global, explosões solares, desequilíbrio do clima e chegaram à conclusão de que não temos como controlar os grandes fenômenos da Natureza e nem como nos defender deles, portanto, a única saída é evitar ao máximo certas atitudes que possam provocar desequilíbrios no planeta. Outro grande avanço foi que a 5ª Dimensão passou a ser mencionada e discutida por uma infinidade de pessoas.
Essa teoria é defendida por cientistas de renome e não por fanáticos religiosos, e devido à eminente destruição do nosso mundo, começou a ser mais divulgada. De uma forma simples, essa 5ª Dimensão trata das frequências e diz basicamente que existe um mundo não percebido ao nosso lado, onde os nossos atos e pensamentos geram uma frequência que encontra sua sintonia e volta multiplicada.
Atitudes positivas geram acontecimentos positivos e atitudes negativas geram acontecimentos negativos. Em termos de frequência e energia, amor gera amor e ódio gera ódio. A proximidade do final dos tempos contribuiu em muito, pois foi a partir daí que mais e mais seres humanos se questionaram sobre o que está errado no mundo e começaram a procurar. Nessa busca, o Homem está encontrando conhecimento e descobrindo que o maior perigo de extinção vem do próprio Homem, pela falta de respeito e de amor. Essa atitude leva ao desequilíbrio do planeta e o fim da humanidade, se vier, virá pelo próprio Homem. Depende de suas atitudes. Tudo está ligado: mudanças de atitudes, conhecimento sobre as frequências e suas influências na nossa vida.
A grande verdade é que algo aconteceu em 2012, pois o Homem está acordando. A partir deste conhecimento disseminado e a queda de um sem número de tabus e conceitos errados, o Homem poderá aprender a viver com respeito e amor. Esta atitude trará o equilíbrio de volta ao planeta e nós sentiremos esta mudança. Só um cego não vê que o mundo está desequilibrado e que se continuar neste caminho, o resultado será realmente catastrófico.
Por outro lado, o conhecimento dessas leis simples pode significar a mudança na direção do equilíbrio. Quem sabe estamos assistindo ao parto de um novo Homem, onde finalmente teremos a inteligência aplicada ao bem viver. Tenho a impressão de que em 2012 foi retirado o cadeado de um baú esquecido pela humanidade e repleto de conhecimentos que podem fazer toda a diferença. Agora só nos falta abrir a tampa e absorver todos os ensinamentos existentes. Como disse o grande romancista e filósofo alemão Goethe, em 1832, no momento de sua morte: “Deixem entrar a luz!”
Célio Pezza
Célio Pezza é escritor e autor de diversos livros, entre eles: As Sete Portas, Ariane, A Palavra Perdida e o seu mais recente A Nova Terra - Recomeço.
Saiba mais em www.celiopezza.com / Blog: http://celiopezza.com/wordpress/
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
ICMBIO VIABILIZA CRÉDITO PARA EXTRATIVISTAS
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio da Coordenação Regional em Santarém (PA) e de unidades de conservação (UCs) de uso sustentável com populações tradicionais, firmou parceria com a Emater, Banco da Amazônia e programa Amazônia Florescer para elaborar projetos produtivos e garantir crédito a extrativistas. Os principais programas de crédito utilizados pelos moradores das UCs são Pronaf Mulher e microcrédito produtivo orientado (MPO).
O MPO prevê o financiamento de até R$ 2.500 por beneficiário, com juros de 0,5% ao ano, 24 meses de carência para pagar e 25% de bônus de adimplência, ou seja, quem quitar as parcelas em dia tem desconto de ¼ do montante do empréstimo. Por exemplo: se o extrativista tomar R$ 2.500,00 emprestados e pagar em dia, ele devolve ao banco apenas R$ 1.875,00. As parcelas podem ser quitadas da forma que o produtor indicar no ato da elaboração da proposta do projeto.
350 operações
Com a parceria, já foram aprovadas 350 operações de financiamento de MPO e Pronaf Mulher. A meta para 2013 é a realização de aproximadamente mil operações nos dois programas. O beneficiário recebe o recurso em mãos. Em seguida, os técnicos do programa Amazônia Florescer iniciam as etapas de campo da assistência técnica. O recurso é de fácil acesso e não é necessário realizar prestação de contas, mas apenas pagamento das parcelas por meio de boletos bancários.
Os principais projetos financiados estão relacionados à retomada da produção de borracha (limpeza das trilhas de seringa, compra de facas de corte, vasilhas etc), alem da agricultura familiar de derivados de mandioca, que também é forte na região. Para acessar esse último, o produtor tem que apresentar as licenças de roça (supressão de vegetação) das unidades.
Fim do gargalo
Segundo Mauricio Santamaria, gestor da Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns, a Declaração de Aptidão (DAP) ao Pronaf, documento obrigatório ao produtor beneficiário, sempre foi um grande gargalo para o acesso às políticas públicas de créditos agrícolas e apoio ao extrativismo . “Aqui, na Resex, sanamos esse nó critico com a parceria entre Incra, que emite as DAPs do grupo A e A/C, e Eemater e STTR, que emite as DAPs do Grupo P (provisória), V (Variável) e B, essa ultima, necessária para o MPO e Pronaf mulher”, disse ele.
Santamaria faz questão de salientar que o extrativista é orientando pelo ICMBIO sobre os projetos, financiamentos, deveres e direitos do beneficiário, e só depois ele elabora o projeto junto aos técnicos e aprova o empréstimo junto aos assessores de microfinanças. Tudo isso é feito na sede do Instituto em Santarém, com apoio dos diversos técnicos parceiros (Emater, Amazônia Florescer e Basa).
Importância das UCs
Para Nivaldo Martins dos Reis, coordenador de projetos da Resex Tapajós-Arapiuns, e um dos principais articuladores junto ao Conselho Deliberativo e entidades parceiras, iniciativas como essa comprovam a importância da criação das UCs de uso sustentável no Brasil. “Mostra a todos o ganho de melhoria na qualidade de vida das populações tradicionais que, com apoio do ICMBio, passam não só a ter território garantido, como também condições dignas de sobrevivência”, reforça ele.
Na Resex Tapajós-Arapiuns, informa Reis, num curto prazo de tempo, já foram implementados diversos programas, como Crédito Habitação, Fomento, Pronaf, Bolsa Verde, programa de doação de sementes, Assistência Técnica e o MPO, entre outros. Agora, o ICMBIO e Associação Mãe (Tapajoara) têm papel fundamental no acompanhamento e avaliação dos créditos. “Temos que avaliar se os projetos (empréstimos) estão realmente melhorando as condições de vida dos extrativistas, ou se estão apenas gerando endividamento apenas”, completa Santamaria.
Comunicação ICMBio
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
PARQUE DA SERRA DA BOCAINA FARÁ OPERAÇÃO RÉVEILLON
O Parque Nacional da Serra da Bocaina, entre Rio de Janeiro e São Paulo, realiza de 27 deste mês (próxima quinta-feira) a 2 de janeiro a Operação Réveillon. Durante o período, oito servidores e 14 monitores da unidade de conservação (UC), gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), estarão nas praias no interior e entorno do parque, em Paraty (RJ), dando continuidade às ações de ordenamento turístico que ocorrem desde o carnaval de 2009.
Nessas operações, os servidores e monitores fazem a contagem dos visitantes, dão orientações sobre a conduta responsável nas áreas de preservação e mantêm os cuidados com os atrativos para impedir a entrada de lixo e organizar o fluxo de pessoas, entre outras coisas. Nesses anos todos, essas ações resultaram em melhorias para a UC, como a recuperação de trilhas e a sinalização do parque na Trindade (RJ).
Resgate de áreas públicas
Na terça-feira (18), o ICMBio concluiu operação de desocupação de construções irregulares nas praias do Meio e da Caixa d’Aço, na Trindade, em Paraty. Respaldados por decisões judiciais, resultado de estreita colaboração entre o Instituto, a Advocacia Geral da União e o Ministério Público Federal, fiscais do Parque Nacional promoveram a desocupação de sete bares ilegais, além de mais seis estruturas irregulares construídas recentemente, que foram demolidas.
A operação fez parte do processo de resgate de áreas públicas do parque, por meio do ordenamento turístico e da recuperação de áreas degradadas que compõem o “Projeto Nova Imagem - 40 anos” em curso desde 2008. O projeto consolidará, num primeiro momento, o Parque Nacional da Serra da Bocaina em áreas específicas, de forte apelo turístico, como a estrada Paraty-Cunha e a própria Trindade.
Diante do êxito das ações, proprietários dos poucos bares remanescentes já procuraram o ICMBio para propor acordo, visando a uma desocupação rápida e pacífica. Desse modo, o processo de recuperação das áreas públicas deverá ganhar mais celeridade, evitando-se conflitos sociais.
Forte aparato policial
A operação contou com forte aparato policial e teve o apoio do Núcleo de Operações Especiais da Polícia Rodoviária Federal, que disponibilizou cerca de 48 homens, além de um helicóptero, e da Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis (RJ).
A presença dos policiais foi fundamental para o êxito da operação, uma vez que, em investida anterior, um grupo ligado aos invasores comandou forte resistência. Para impedir o trabalho da fiscalização, eles promoveram o derramamento de óleo na pista de acesso ao local e montaram uma barricada com pneus e outros materais que foram incendiados.
O Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea), por meio da Superintendência da Baía da Ilha Grande, prestou também apoio, cedendo máquinas e caminhões para a demolição das construções e a retirada de entulhos, que exigiram grande esforço.
Foram gastos na operação mais de R$ 90 mil. O custo será repassado aos infratores, que já vinham descumprindo há algum tempo ordens da Justiça para desocupar o local. Caberá ao Ministério Público Federal impetrar as ações civis públicas para pedir o ressarcimento.
Estruturação da unidade
Após a operação, o chefe do parque, o analista ambiental Francisco Livino, do ICMBio, anunciou que no próximo ano será iniciada a construção das estruturas turísticas, administrativas e de controle de acesso à unidade de conservação. As obras devem ser concluídas em 2014, antes da Copa do Mundo.
Com isso, além de resgatar e preservar um importante patrimônio natural do país, o ICMBio tornará o parque bem mais estruturado para receber turistas brasileiros e estrangeiros que estiverem circulando pelo país durante os jogos do mundial de futebol. Rio e São Paulo, que ficam próximas da UC, são duas cidades-sedes da Copa.
Comunicação ICMBio
domingo, 23 de dezembro de 2012
Santos conquista título de Município Verde Azul pelo quarto ano consecutivo
O trabalho continuo realizado em Santos na área de meio ambiente resultou na conquista do título do Programa Município Verde Azul, pelo quarto ano consecutivo, outorgado pelo Governo do Estado, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes (SP), na última terça-feira (18). Nesta quinta edição do programa foram avaliados os 645 municípios paulistas, dos quais apenas 134 tiveram pontuação igual ou superior a 80. Santos alcançou 83,01 e ocupa a 100ª posição no ranking.
Em primeiro lugar ficou Botucatu, com 97,26. O certificado de Município Verde Azul garante à administração municipal a prioridade na captação de recursos junto ao governo estadual, por meio do Fecop (Fundo Estadual de Prevenção e Controle de Poluição). Na cerimônia, a cidade foi representada pelo Semam (Secretaria de Meio Ambiente), liderada pelo titular da pasta, Flávio Rodrigues Corrêa.
“Este desempenho positivo em quatro anos seguidos confirma que avançamos em vários quesitos. Hoje temos ecopontos espalhados por toda cidade e amplo gerenciamento dos resíduos sólidos; prédios municipais estão se preparando de forma sustentável, como por exemplo com a captação de águas pluviais; a frota de veículos da prefeitura e terceirizados passam por inspeção veicular para garantir a qualidade do ar; além dos muitos trabalhos em educação ambiental”, enumera Marco Aurélio Neves da Silva, chefe do departamento de políticas e controle ambiental da Seman.
A avaliação levou em conta o desempenho ambiental de cada município em dez diretivas: esgoto tratado, lixo, recuperação da mata ciliar, arborização urbana, educação ambiental, habitação sustentável, uso da água, poluição do ar, estrutura ambiental e conselho de meio ambiente.
Fonte: PMS
sábado, 22 de dezembro de 2012
LANÇADA QUARTA EDIÇÃO DA REVISTA ELETRÔNICA BIOBRASIL
por Thaís Alves
Artigos sobre a avaliação do estado de conservação de espécies pouco conhecidas e o manejo de recursos vegetais em unidades de conservação (UCs) são temas da quarta edição da Revista Biodiversidade Brasileira – BioBrasil, publicação eletrônica e de cunho científico do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que acaba de ser lançada. Para ter acesso, clique aqui.
A nova edição mostra os resultados do estado de conservação de três espécies de minhocuçus, que ocorrem apenas no estado de Minas Gerais, com distribuição restrita e em áreas alteradas por atividades antrópicas (realizadas pelos homens), e de cinco espécies de peixes-bruxa ou feiticeiras, espécies que, embora de difícil visualização, são importantes componentes dos ecossistemas onde ocorrem.
As avaliações foram feitas durante as oficinas de trabalho promovidas pela Coordenação de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade e contaram com a participação de pesquisadores de várias instituições. A metodologia adotada para avaliar o risco de extinção das espécies foi a da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN), que classifica a espécie em diferentes categorias de risco, considerando as informações sobre sua distribuição, aspectos populacionais e ameaças.
Espécies registradas no país
Segundo a coordenadora de Apoio à Pesquisa e editora-chefe da Revista BioBrasil, Kátia Torres Ribeiro, todas as espécies são registradas no país. “No resultado apresentado na publicação há uma curiosa vinculação entre as duas seções da revista, em função do minhocuçu Rhinodrilus alatus, uma espécie muito apreciada para a pesca de peixes como, por exemplo, o surubim, ser intensamente coletada”.
Ainda segundo ela, na avaliação anterior essa espécie havia sido classificada como Em Perigo (EN), o que tornava sua coleta ilegal, com o efeito colateral de dificultar a implementação do manejo sustentável. “Novos dados sobre a distribuição e ecologia da espécie sustentou nova classificação, agora considerada tecnicamente como Menos Preocupante – LC, indicando que a espécie não sofre risco de extinção”, explica.
Kátia Torres disse que o manejo desta espécie requer “amplo diálogo entre saber tradicional e científico e, ainda, no desenvolvimento de políticas públicas favoráveis à conservação dos recursos pelo manejo e geração de renda”. Esse contexto pode ser observado na maioria dos artigos trazidos na primeira seção da Revista BioBrasil, que refletem os estudos participativos sobre o manejo do pinhão e da erva mate, no sul do país. Daí a vinculação entre as seções.
Além da espécie Rhinodrilus alatus, entre os minhocuçus foram avaliadas a Fimoscolex sporadochaetus, redescoberta recentemente, tendo sido reavaliada na categoria Em Perigo (EN), por ocorrer em uma área restrita e sujeita à pressões antrópicas, e a Rhinodrilus fafner, classificada como Dados Insuficientes (DD), o que significa que as informações disponíveis sobre a espécie não são suficientes para uma avaliação de seu risco de extinção.
Peixes-bruxa
Os peixes-bruxa representam a linhagem evolutiva de peixes mais antiga, sendo geralmente considerados vertebrados, mas com uma morfologia tão enigmática que um novo subfilo, Craniata, foi criado para contemplar a hipótese de representarem um grupo irmão dos vertebrados, de acordo com os editores da seção, Carlos Guidorizzi e Beatriz Beigegiel.
São apenas 76 espécies de peixes-bruxa, sendo que apenas cinco são conhecidas no Brasil. Estes animais sem mandíbulas são fundamentais para a ciclagem de nutrientes das zonas bentônicas (referentes a ambiente ou habitat marinho do fundo dos oceanos) das plataformas continentais. Por todo o planeta, essas espécies encontram-se ameaçadas pela pesca incidental e pela exploração da pesca comercial voltada para a obtenção de seu couro, e pela destruição de habitats causada por equipamentos de pesca.
Na avaliação nacional, apenas uma espécie foi considerada Menos Preocupante (LC); uma delas, Mixine sotoi, endêmica do Brasil, foi classificada como Vulnerável (VU), sendo a pesca de arrasto sua principal ameaça. Essa também é a maior ameaça potencial às outras três espécies, para as quais não houve dados suficientes para avaliar seu estado de conservação, sendo, portanto, classificadas como Dados Insuficientes (DD).
Manejo de espécies vegetais
A seção temática Manejo de Espécies Vegetais em Unidades de Conservação da Revista Biodiversidade Brasileira, editada por Walter Steenbock, Karina Barros e colaboradores da Universidade Federal de Santa Catarina, reúne artigos que trazem conhecimentos sobre características de populações de espécies vegetais com uso atual ou potencial, sobre aspectos de manejo e conservação desses recursos e sobre elementos da cadeia produtiva de alguns deles, a partir de pesquisas realizadas em UCs e entorno.
Os trabalhos evidenciam a importância destas unidades de conservação na geração de conhecimento para implementar melhores práticas visando a conservação pelo uso, em estreita relação com os moradores da região e com instituições de pesquisa.
A maior parte dos artigos apresentados descreve resultados de pesquisas realizadas em florestas nacionais, especialmente do sul do país, localizadas no bioma Mata Atlântica. A seção também traz artigos sobre o manejo de recursos vegetais e as relações sociais associadas ao manejo em local com proposta de reserva de desenvolvimento sustentável (RDS) e, ainda, em parques nacionais, estaduais e Municipais.
A revista
Criada em 2011 e editada duas vez por ano, a BioBrasil é um marco do ICMBio na área de difusão do conhecimento científico. O primeiro número enfocou o tema “Avaliação do estado de conservação das tartarugas marinhas”; o segundo tratou de “Manejo do fogo em áreas protegidas” e o terceiro abordou “A avaliação do estado de conservação das espécies de ungulados do Brasil,” que correspondem aos cervídeos, antas e porcos-do-mato. Todas as edições podem ser acessadas em: www.icmbio.gov.br/revistaeletronica.
A BioBrasil tem como objetivos a consolidação, a divulgação e a discussão das experiências e estratégias de conhecimento a respeito da conservação e manejo da biodiversidade brasileira e das unidades de conservação e a disponibilização dos resultados científicos da avaliação do estado de conservação das espécies da fauna brasileira.
Edições mistas com diferentes seções temáticas são a tendência da revista. A ideia é oferecer diversidade de abordagens e de temas para obter uma audiência cada vez maior, mantendo, por sua vez, a linha de agregação de artigos por temas com visão abrangente sobre cada assunto.
Comunicação ICMBio
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
PARQUE DA TIJUCA COMEÇA A SINALIZAR A TRILHA TRANSCARIOCA
A equipe do Parque Nacional da Tijuca, gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no Rio de Janeiro, começou a sinalizar a trilha Transcarioca, que está em fase de estruturação e vai passar por vários pontos da Zona Sul, ligando unidades de conservação que formam o Mosaico Carioca, num total aproximado de 130 quilômetros.
Essa foi a primeira expedição organizada pelo parque na trilha e contou com servidores e voluntários. O grupo percorreu o trecho que vai da rua do Amado Nervo, no Alto da Boa Vista, até a Mesa do Imperador, no interior da unidade. Além de afixar em vários pontos a logomarca da Transcarioca, uma pegada amarela com a silhueta do Cristo Redentor, os participantes fizeram a limpeza do caminho, para facilitar o acesso do público.
O trecho percorrido durante a expedição está todo dentro do parque. “É preciso começar com os trechos mais fáceis. A partir do momento em que esses trechos estiverem prontos e, com visitação constante, você faz pressão para os outros trechos que são mais difíceis de ter liberação, como por exemplo, as áreas militares”, disse Pedro Menezes, diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio e idealizador da trilha.
Comunicação ICMBio -
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Cidade de São Paulo ganha Guia de Aves
A publicação reúne 97 espécies de aves migratórias, endêmicas e até mesmo ameaçadas de extinção com fotos, identificação de nome popular e científico e tamanho. Além disso, o guia traz informações sobre habitat, comportamento, período, alimentação e um mapa do município apontando os parques onde há maior frequência dessas aves. As aves foram avistadas em 63 parques municipais localizados em todas as regiões da cidade.
Dentre algumas espécies identificadas estão os biguás, bentevis, pica-paus, garças, sabiás, gaviões, caracarás, papagaios, periquitos, tucanos de bico verde, martim pescador, etc.
Durante o evento técnicos da Divisão de Fauna farão uma apresentação sobre o guia demonstrando o uso da publicação para a prática de observação de aves nos parques e em outras áreas verdes da cidade. Também será exibido o vídeo “Voando com as Aves da Cidade” com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a avifauna da cidade, desenvolver habilidades para observação de aves através da prática e incorporar atitudes de observação da natureza, além de formar multiplicadores estimulados para preservação da biodiversidade.
A prática de observação de aves (birdwatching) é uma atividade popular em outros países, e estimula os cidadãos a caminhadas contemplativas pelos parques e áreas verdes. Além disso, tem se revelado um excelente instrumento na defesa do meio ambiente.
Ao visitar os parques alguns procedimentos são importantes para obter maior sucesso em observar as aves: praticar no inicio do dia ou final de tarde, utilizar vestimenta com cores discretas, como marrom, bege ou verde e portar binóculo.
A Divisão de Fauna promove desde 2001 a Semana Voando com as Aves da Cidade, onde são ministrados Cursos de Observação de Aves para iniciantes e educadores, contendo aulas teóricas, práticas e palestras com renomados ornitólogos. Nos últimos anos, além das atividades relacionadas ao Dia das Aves, a Divisão publicou o Guia das Aves do Parque Ibirapuera, o Livro sobre Fauna Silvestre da cidade de São Paulo e o Inventariamento Faunístico que em 2010 registrou 700 espécies distribuídas em três grupos de invertebrados e cinco grupos de vertebrados.
Fonte: Sec.Meio Ambiente da prefeitura de SP
INSTITUTO CRIA RESERVA PARTICULAR EM SERGIPE
por Fernando Pinto
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (18) a portaria de nº 135, que cria a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Pirangy, no município de Itabaianinha, no estado de Sergipe.
Com uma área de 13,59 hectares, a RPPN Pirangy teve seus limites definidos a partir do levantamento topográfico constate no processo de criação. Ela será administrada pelos proprietários do imóvel, responsáveis pelo cumprimento das exigências contidas na legislação vigente.
Plano de manejo
Em outra portaria, de nº 136, publicada nesta terça (18), o ICMBio aprova o plano de manejo da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Ambientalista Francy Nunes, localizada nos municípios de General Sampaio, Tejuçuoca e Aipuarés, no estado do Ceará.
O Plano de manejo é um documento, baseado nos objetivos gerais da unidade de conservação (UC), e estabelece o zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas físicas necessárias à sua gestão.
O texto completo do plano de manejo da RPPN Ambientalista Francy Nunes será disponibilizado em meio digital na UC e na sede do ICMBio, em Brasília, para consulta e uso dos interessados.
Comunicação ICMBio
Leroy Merlin tem ano de reconhecimentos das suas ações sustentáveis
Rede francesa encerra 2012 com maior número de prêmios e certificações do setor
A Leroy Merlin, líder no setor de varejo da construção, chega ao fim de 2012 com um grande número de ações de seu programa “Construir e Sustentar” reconhecidas. Foram várias premiações ao longo do ano que culminou, em novembro, com o TOP Anamaco 2012 de sustentabilidade, realizado pela Revista Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção). Os cases vitoriosos foram o TI Verde e o Retrofit da Matriz, em Interlagos.
Além desse reconhecimento, a Leroy Merlin foi TOP 3 na categoria sustentabilidade do Prêmio “Os Mais Importantes no Varejo 2012” realizado pela Revista No Varejo e apresentado durante a BR Week, assim como conquistou também quatro Certificados Carbon Free pela OSCIP Iniciativa Verde.
Ainda no âmbito do programa “Construir e Sustentar”, a Leroy Merlin tem hoje o maior número de Certificações AQUA (Alta Qualidade Ambiental) da América Latina. Após a recente inauguração da loja Curitiba Atuba, neste mês de dezembro, a rede conta com um total de 18 Certificações AQUA, sendo oito delas 100% AQUA com dupla certificação pelos processos de Construção e Uso e Operação. Estas certificações comprovam a alta qualidade ambiental do empreendimento que foi conferida por meio de auditorias independentes, realizadas pela Fundação Vanzolini para as lojas de Niterói e Jacarepaguá (RJ), Taguatinga (DF), Campinas Anhanguera e Sorocaba (SP), São Leopoldo (RS), Londrina e Curitiba Atuba (PR).
Quanto às ações avaliadas pela OSCIP Iniciativa Verde, a Leroy Merlin encerra o período com quatro Certificados Carbon Free para as lojas de Taguatinga no Distrito Federal, Campinas Anhanguera e Sorocaba no interior de São Paulo e recentemente São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. O Certificado Carbon Free é fornecido pela Organização Ambientalista OSCIP Iniciativa Verde às empresas que tiverem emissões de gases compensadas por meio do restauro florestal da Mata Atlântica. A atividade ocorre através do plantio de árvores em matas ciliares que estão à espera de reflorestamento. Por meio desse Certificado, a Leroy Merlin já começou a replantar as mais de 30mil árvores que estão em seu programa.
Para o próximo ano, a rede francesa considerada multiespecialista do lar, planeja novas ações nesse sentido. “Estamos muito felizes e satisfeitos com todas as conquistas que tivemos durante este ano. Elas foram a maior prova de nosso esforço e empenho a favor do meio ambiente e da estrutura do planeta. Para 2013, pretendemos dar seguimento ao programa “Construir e Sustentar” com novas ações e ideias, buscando sempre o aprimoramento da filosofia da Leroy Merlin, a sustentabilidade em todos os sentidos possíveis”, define Pedro Sarro, diretor de obras e projetos da rede no Brasil.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Descartar o lixo do Natal é tarefa simples e reduz impactos no meio ambiente
Papeis de presente, embalagens, garrafas e muitas sobras de comida. Sinais de que a festa foi boa, farta e divertida. Mas os restos podem causar danos ao meio ambiente, caso não sejam descartados de forma correta.
O superintendente da regional Rio de Janeiro da empresa Estre e especialista em descarte de resíduos, Zílton Sá Fonseca, explica que a separação do lixo em casa é uma tarefa simples.
“A segregação, ou seja, separação do resíduo molhado do seco é essencial para facilitar o trabalho dos catadores nas cooperativas. Os restos de bebidas nas garrafas devem ser despejados nos ralos para que não contaminem os outros itens descartados.”
Zílton explica que uma dúvida recorrente é a necessidade de separação de vidro, papel e plástico.
“Garrafas de vidro, embalagens de plástico, papéis de presente, todos esses itens podem ser colocados juntos, de preferência, em sacolas de lixo transparentes. São conhecidos como lixo seco. Isso vai facilitar o trabalho do catador.”
Sustentabilidade e responsabilidade social nas empresas brasileiras
*Por Sergio Lucchesi, da Moore Stephens
As organizações que demonstram compromisso com aspectos de responsabilidade social obtém vantagens competitivas, ganhando a confiança do mercado, clientes, investidores, consumidores e da comunidade local. Este tipo de ação desencadeia no mercado uma onda de responsabilidade corporativa social, que empresas espalhadas pelo mundo, de todos os tamanhos e setores, estão adotando e promovendo.
Compreender essa onda de mudança no cenário empresarial é vital para a competitividade, pois o mercado está cada vez mais transparente e competitivo, se tornando uma oportunidade para que as empresas programem práticas sustentáveis de gerenciamento, não apenas como uma postura para atender às exigências legais, mas também com a intenção de melhor se colocar no mercado.
É um erro entender que a sustentabilidade seja apenas restrito a aspectos do meio ambiente, da mesma forma, não deve-se assumir que responsabilidade social se limite a ações ou investimentos em projetos sociais, sendo os dois conceitos estão intimamente ligados. O administrador que pretenda que seu negócio seja mantido indefinidamente deverá gerar valor nas dimensões econômicas, ambientais e sociais.
As empresas são cobradas por uma atitude correspondente ao conceito da “Cidadania Corporativa Global”, que envolve, ao mesmo tempo, a sustentabilidade e a responsabilidade social, dois conceitos que caminham juntos.
As empresas de hoje tornaram-se agentes transformadores que exercem uma influência muito grande sobre os recursos humanos, a sociedade e o meio ambiente em que estão inseridas. Os empresários, neste novo papel, tornam-se cada vez mais aptos a compreender e participar das mudanças estruturais na relação de forças nas áreas ambiental, econômica e social.
Dois exemplos ilustram o assunto:
O mercado parou de aceitar o descaso no tratamento dos recursos naturais e os consumidores estão interessados em produtos “limpos”.
Da mesma forma, a sociedade está muito mais atenta à inclusão de portadores de necessidades especiais no mercado de trabalho. O resultado é óbvio: a legislação tornou-se mais rígida, obrigando as empresas a encarar com muita seriedade a questão ambiental e a responsablidade social em sua estratégia operacional.
Com essa nova postura empresarial vem a necessidade de adaptação e consequente direcionamento para novos caminhos. As empresas devem mudar seus paradigmas, mudando sua visão empresarial, objetivos, estratégias de investimentos e de marketing, tudo voltado para o aprimoramento de seu produto.
Empresas socialmente responsáveis e preocupadas com sustentabilidade conquistam resultados melhores e geram valor aos que estão próximos. A responsabilidade social e sustentabilidade deixaram de ser uma opção politicamente correta. É uma questão de visão estratégica e, muitas vezes, de sobrevivência.
A empresa é socialmente responsável e sustentável quando vai além da obrigação de respeitar as leis, pagar impostos e observar as condições adequadas de segurança e saúde para os trabalhadores ou preservar o meio ambiente. É preciso adotar nova postura: A empresa que não adequar suas atividades a esses novos conceitos está destinada a perder competitividade em médio prazo.
*Sergio Lucchesi é sócio-diretor da Moore Stephens Auditores e Consultores, uma das maiores redes de auditoria, consultoria, outsourcing contábil e corporate finance do mundo. (http://www.msbrasil.com.br).
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