segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Pesquisa revela: produção de papel e celulose está ligada a lavagem de dinheiro, corrupção e grilagem de terras.
O Brasil detém a marca de maior produtor mundial de celulose branqueada. As unidades industriais estão distribuídas entre o Norte do Espírito Santo e o Sul da Bahia. Nessa região, segundo dados levantados pela pesquisa O FALSO VERDE, as empresas de celulose estão envolvidas em diversos crimes, dentre eles lavagem de dinheiro, fraude, corrupção, sonegação de impostos e crimes ambientais e trabalhistas.
O principal controlador das empresas envolvidas com os problemas é o BNDES, seguido pela Votorantim. O banco aumentou a injeção de recursos no setor em 2009, em decorrência da crise internacional. Hoje, é o principal investidor em celulose no mundo.
A pesquisa, liderada pelo jornalista Marques Casara, mostra o passo a passo das fraudes e dos crimes tributários, ambientais e trabalhistas ligados à cadeia produtiva da celulose.
Mostra também como as empresas da região falsificaram documentos e se uniram a oficiais do Exército para expulsar moradores que habitavam a região.
A pesquisa é uma iniciativa do Instituto Observatório Social e da Papel Social Comunicação. A íntegra do documento estará disponível para download a partir do dia 18 de dezembro, no site das duas organizações.
O responsável pelo estudo, o jornalista Marques Casara, atua em pesquisas de cadeias produtivas desde 2002, quando identificou a existência de trabalho escravo na produção do aço brasileiro. Desde então, publicou diversas pesquisas sobre as cadeias produtivas da siderurgia, da mineração, da madeira e do vestuário. Foi duas vezes agraciado com o Prêmio Esso de Jornalismo e outras duas com o prêmio Vladimir Herzog.
SETE CIDADES (PI) É CANDIDATA AO TÍTULO DE GEOPARQUE
Brasília (17/12/2012) – Devido à riqueza e ao valor histórico e científico de seus sítios geológicos, ou geossítios, o Parque Nacional (Parna) das Sete Cidades, situado entre os municípios de Piracururca e Brasileira, no Piauí, concorre ao título de Geoparque, que deve ser oficializado nos moldes determinados pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura a partir de proposta elaborada em 2011 pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM).
Geoparque é um território que abrange determinado número de sítios geológicos de importância científica, ecológica, arqueológica, histórica, cultural, raros e cenicamente belos que sejam representativos de uma região, tendo ainda limites definidos e área suficiente para servir de apoio ao desenvolvimento socioeconômico local.
“Veio um questionário do CPRM junto com o projeto e já enviamos para a Unesco em Brasília. Agora é só aguardar o resultado”, revela a chefe da unidade de conservação (UC) geridada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Karlla Gomes. Atualmente, a equipe gestora do Parna Sete Cidades se dedica ao projeto de ampliação da UC e à revisão de seu Plano de Manejo.
Sete Cidades
Criado pelo Decreto 50.744 de 8 de junho de 1961, o Parque Nacional das Sete Cidades é um dos mais antigos do Brasil. Tem área de 6.221,48 hectares e se caracteriza por enormes estruturas rochosas com cerca de 190 milhões de anos conhecidas como “As Sete Cidades de Pedra”, envolvidas por riachos, cachoeiras e vegetação de transição entre Cerrado e Caatinga.
Chamam atenção nestes “paredões” diversas inscrições e pinturas rupestres, que atraem ao parque não apenas pesquisadores de botânica e geologia e, principalmente, arqueologia.
A flora local é composta por espécies como murici, lixeira, bacuri e cascudo, nas áreas de cerrado, e aroeira, xique-xique e juazeiro, nas porções de caatinga. A fauna reúne gatos-do-mato, onças-pardas, mocós, pacas, camaleões, pica-paus e cascavéis, entre outras espécies de mamíferos, aves e répteis.
Comunicação ICMBio
domingo, 16 de dezembro de 2012
ESTAÇÃO ANTÁRDIDA RESSURGINDO DAS CINZAS
LUCIENE DE ASSIS
O Ministério do Meio Ambiente (MMA), responsável pelo Segmento Ambiental do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), está participando do desmonte e reconstrução da Estação Antártida Comandante Ferraz. A unidade foi destruída durante incêndio, ocorrido em 25 de fevereiro deste ano, que resultou na morte de dois militares brasileiros. Agora, o Brasil está promovendo a retirada de todo o material queimado para minimizar os possíveis impactos ambientais, esclarece a analista ambiental da Gerência de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros (GBA/MMA), Bianca Chaim Mattos, que parte para uma missão na Antártida dia 6 de janeiro.
O MMA coordena o Grupo de Avaliação Ambiental do Proantar. O programa garante a presença da comunidade científica na Antártida desde o verão de 1982/83. O Brasil é membro pleno do Tratado da Antártida, que este ano, comemora 53 anos de assinatura. O Proantar apóia a execução de pesquisas que tenham por objetivo ampliar os conhecimentos dos fenômenos antárticos e suas influências sobre questões de relevância global e regional. Sua implantação logística está a cargo da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), vinculada ao Comando da Marinha (Ministério da Defesa). Também são parceiros, além do MMA, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério das Relações Exteriores, entre outros atores dos setores público e privado.
PRESERVAÇÃO
As ações do governo brasileiro atendem ao que foi acordado no Protocolo de Madri, relacionado ao Tratado da Antártida sobre Proteção do Meio Ambiente, segundo o qual a região é designada como “reserva natural, consagrada à paz e à ciência”, sendo que todos os países devem se comprometer com a preservação do meio ambiente. E, em função do incêndio, o papel do MMA tem sido fundamental para orientar todas as atividades relativas ao desmonte da estação e ao início do processo de reconstrução, visando minimizar os possíveis impactos ambientais, explica Bianca Mattos.
Para viabilizar o trabalho, foram desenvolvidas parcerias com diversas instituições especializadas, como a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada à Secretaria do Meio Ambiente do governo paulista; o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da Universidade de São Paulo (USP); a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), do Ministério do Trabalho em Emprego; e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que auxiliaram na construção dos planos ambientais que balizarão essas atividades.
COMPROMISSO
Nesse momento, segundo Bianca Mattos, todas as atenções internacionais estão voltadas para a forma que o Brasil utilizará na reconstrução da estação científica. Países que integram o Sistema do Tratado da Antártida estão enviando representantes para inspecionar a base brasileira, e a preocupação ambiental é o principal enfoque. E, para demonstrar o compromisso brasileiro este aspecto, especialistas do MMA e do Ibama acompanham as atividades de desconstrução e a execução dos planos ambientais no local onde ocorreu o incêndio, durante as várias fases da Operação Antártida neste verão 2012-2013.
“O MMA terá papel fundamental no processo de reconstrução da nova base, uma vez que coordenará o Estudo de Impacto Ambiental da estação”, salienta Bianca Mattos. A analista ambiental da GBA/MMA Jaqueline Leal Madruga já está na Antártida acompanhando o trabalho de reconstrução e a execução dos planos ambientais no local onde funcionou a base brasileira por 27 anos.
O complexo brasileiro na Antártida tinha cerca de 2.600 metros quadrados de área construída, incluindo laboratórios, alojamentos, oficinas, garagens para lanchas e embarcações, biblioteca e enfermaria. No momento do incêndio, estavam na base 15 militares, 30 pesquisadores, um alpinista que presta apoio às atividades de pesquisa e um representante do Ibama/MMA. O incêndio ocorreu na praça de máquinas, onde ficavam os geradores de energia. A Antártida é continente de 14 milhões de Km2 que rodeia o Pólo Sul e é cercado pelo Oceano Antártico, que fica entre o Oceano Pacífico e o Atlântico. Devido ao frio intenso com ventos violentos, a região, permanentemente coberta pelo gelo, possui condições desfavoráveis para quase todo meio de vida, exceto, os pingüins, que procuram seu alimento no mar, focas e também um grande número de baleias.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
ICMBIO PROMOVE OFICINA SOBRE TRILHAS
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acaba de promover, no Parque Nacional (Parna) da Tijuca, no Rio, a I Oficina de Manutenção de Trilhas. O evento, que deve se repetir outras vezes, teve o objetivo de capacitar gestores de unidades de conservação (UCs) sobre o manejo de trilhas, melhorando, assim, o atendimento ao público. O intercâmbio de conhecimentos nessa área, por meio de oficinas, é uma iniciativa pioneira no Brasil.
Participaram desse primeiro encontro, representantes dos Parnas do Itatiaia e da Serra da Bocaina e do Parque Estadual da Pedra Branca, todos no Rio de Janeiro, além de servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lotados em UCs nos estados da Bahia e Minas Gerais.
Orientados por monitores ambientais do parque da Tijuca, os participantes da oficina aprenderam a fazer placas de sinalização, drenos, degraus, correção no leito das trilhas, entre outras coisas. Tudo isso serve para diminuir o impacto causado pela visitação e pela água das chuvas e também para facilitar o acesso às trilhas.
Inicialmente, foi feita a mudança de traçado no trecho final da trilha que dá acesso ao Pico do Cocanha. A antiga trilha, muito inclinada, dificulta a visitação e inviabilizava a manutenção constante, sem contar os riscos de acidentes devido à declividade acentuada do trecho.
O trabalho de sinalização e manutenção das trilhas realizado pelos monitores ambientais no Parque Nacional da Tijuca é desenvolvido desde 2005. A equipe é responsável pela conservação de caminhos espalhados pelos 3.953 hectares do Parque da Tijuca.
Comunicação ICMBio
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
ICMBIO LANÇA CAMINHOS DA SERRA DO MAR
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acaba de lançar o projeto Caminhos da Serra do Mar, uma trilha de longa distância que atravessa o Parque Nacional da Serra dos Órgãos e outras unidades de conservação (UCs) da região serrana na divisa entre Rio e São Paulo. A ideia é estimular a visitação nas UCs e contribuir para o desenvolvimento do turismo ecológico.
Participaram do evento, que ocorreu na sexta-feira (7), na sede do Parna da Serra dos Órgãos, em Teresópolis, representantes do ICMBio, funcionários do parque e de outras UCs e montanhistas. “Estamos muito felizes. Toda a equipe do parque, presente aqui, está envolvida com o projeto. O lançamento oficial ocorreu como estratégia de divulgação da caminhada que vai favorecer o ordenamento da visitação e a proteção do parna”, disse o chefe da unidade, Leandro Goulart.
Na ocasião, o analista ambiental Fabio França, do ICMBio, destacou a importância do projeto que vai ampliar o acesso não somente ao Parna da Serra dos Órgãos, mas também a outras UCs da região. “Os Caminhos da Serra do Mar são uma iniciativa que está muito alinhada à maneira como o ICMBio vê a implementação de trilhas, em especial, as de longa distância que servem para unir as unidades de conservação”, destacou.
Além de ampliar as opções de turismo na região, a presença de caminhantes ajudará na proteção ambiental em locais que, até então, eram frequentadas principalmente por pessoas interessadas em retirar plantas e animais. “A estratégia é que, com o uso público e com as pessoas conhecendo mais as unidades de conservação, ocorra uma efetiva proteção e ordenamento do local”, afirmou Goulart.
Para Fábio França, outro ponto que merece destaque é a participação de voluntários. “Conservação não se faz só com iniciativas governamentais oficiais. Tem que ser feita em parceria com a comunidade, tanto os praticantes de atividades em ambientes naturais, pessoas que gostam de caminhar, quanto os moradores, os comunitários, todas as pessoas que se envolvem com o que acontece com a comunidade de conservação e seu entorno”.
Aprovação dos caminhantes
Entre os montanhistas presentes durante o lançamento da trilha, representantes do Centro Excursionista Teresopolitano (CET) aplaudiram a criação de mais uma opção turística na região. Carolina Oliveira, vice-presidente da instituição, única filiada à Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro, parabenizou a equipe da unidade de conservação.
“Esse projeto tem muito potencial. É bacana a iniciativa, a força de vontade, o intuito de fazer a caminhada com mínimo impacto e recuperar os ambientes. É um projeto de vida, um projeto de amor. Quem faz isso pensando em reestruturar os locais tem o amor e o apoio de todo mundo”, disse Carolina.
O empresário e montanhista Flávio Cupello, que recentemente fez o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, destacou outro ponto importante além do incentivo ao turismo e ampliação da preservação: o crescimento das comunidades que passarão a receber os caminhantes.
Ao todo, o caminho no núcleo do Parna da Serra dos Órgãos terá 68 km e poderá ser percorrido em até seis dias. Em seus trechos (o Caminho do Ouro, a Travessia Cobiçado-Ventania, a Trilha Uricanal e a Travessia Petrópolis-Teresópolis), o caminhante poderá contar com sinalização adequada, descrição das trilhas e comprovará sua caminhada com um carimbo em seu passaporte, que deve ser lançado no próximo ano.
. Leia matéria relacionada: Instituto Chico Mendes abre caminhos na Serra do Mar
. Saiba mais sobre o Projeto Serra do Mar
Comunicação ICMBio
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Rio: praias limpas no verão
SOPHIA GEBRIM
Conscientizar a população da importância de manter praias e oceanos limpos é o objetivo do Projeto Limpeza nas Praias, iniciativa do Instituto Ecológico Aqualung (IEA) que conta com o apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Como parte das ações de conscientização e limpeza previstas para este ano, está programado para o próximo dia 13 de dezembro o curso para coordenadores dos voluntários do projeto, seguindo normas internacionais, às 16 horas, na sede do IEA, no Rio de Janeiro. Depois disso, no dia 15 de dezembro, um mutirão irá percorrer várias praias fluminenses (confira calendário abaixo) e coletando, pela primeira vez, resíduos e lixo com sacolas de plástico reciclado.
“A manutenção, preservação e limpeza de praias faz parte da agenda do Ministério do Meio Ambiente e será uma das nossas prioridades no próximo ano”, destaca a responsável pela Gerência de Zoneamento Costeiro da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Leila Swerts. Segundo ela, a principal questão a ser pontuada nesse caso é que o lixo marinho surge nas nossas praias por falta de conscientização das pessoas. “Com uma simples ação de usar sacolinhas para jogar os resíduos acumulados em praias, turistas e populações locais podem se tonar os principais aliados na conservação e limpeza de praias e oceanos”.
Leila Swerts ressalta ainda que, a agenda de resíduos sólidos e limpeza de oceanos estará na pauta de discussões da 4a Conferência Nacional do Meio Ambiente, programada para o mês de outubro de 2013. “A Política Nacional de Resíduos Sólidos será fortemente discutida durante o encontro e, juntamente com essa pauta, conseguimos incluir nas discussões a questão dos oceanos”, cita a coordenadora da Gerência de Zoneamento Costeiro do MMA. O assunto, que recentemente foi abordado por especialistas de todo o mundo na Rio+20, está sendo cada vez mais consolidado no país, com pesquisas em diversas universidades federais sobre o lixo marinho.
CONSCIENTIZAÇÃO
Como a maior parte do lixo marinho tem origem no continente, uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente que vai ao encontro do tema é a campanha Separe o Lixo e Acerte na Lata, que tem o objetivo de conscientizar e dar dicas sobre a separação do lixo seco e úmido. “Ao atingir os ecossistemas marinhos e costeiros e gerar danos significativos aos seres vivos que ali habitam, esses resíduos não foram descartados corretamente no continente”, salienta a representante do MMA. Dessa forma, a campanha tem o objetivo de conscientizar e dar dicas sobre a separação do lixo seco e úmido e mostrar à população, de forma simples, os benefícios da coleta seletiva e reaproveitamento de materiais para a sustentabilidade do planeta.
SERVIÇO
Pontos de encontro para o mutirão do dia 15 de dezembro, com início às 10 e termino às 13h, em praias do Estado do Rio de Janeiro:
- Praia de Copacabana: Posto 6, junto à Colônia de Pescadores, caminhando até a Rua Santa Clara.
- Praia de Ipanema: Posto 7 no Arpoador caminhando até a Rua Garcia D'Avila.
- Praia da Barra da Tijuca: No Quebra-Mar, caminhando até o Quiosque do Pepê.
- Prainha: Encontro no Parque da Prainha.
- Praia de Sepetiba: Praça do Coreto.
- Ilha de Paquetá: Na praia da Moreninha, com a Guarda Municipal e moradores.
- Saquarema - Região dos Lagos, em Vilatur, Saquarema.
- Maricá - Região dos Lagos, na Praia da Barra com início na rua 2.
- Macaé: Praia dos Cavaleiros e Praia do Coco.
domingo, 9 de dezembro de 2012
OPERAÇÃO DA PF SALVA TARTARUGAS NA AMAZÔNIA
Uma operação inédita, que resultou na apreensão de quase 400 tartarugas vivas de espécies ameaçadas de extinção, entre elas a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), acaba de ser concluída pela Polícia Federal (PF) em Roraima. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) apoiou a ação, que ocorreu na região onde ficam duas unidades de conservação (UCs) federais, o Parque Nacional (Parna) do Viruá e a Estação Ecológica (Esec) de Caracaraí.
Os animais seriam vendidos em Boa Vista (RR) e, principalmente, em Manaus (AM). A carne da tartaruga é apreciada na região amazônica. O consumo aumenta no Natal, pois é hábito local preparar na ceia pratos à base de tartaruga.
A quantidade de animais encontrados e a crueldade com que eram tratados pelos caçadores, chamados de tartarugueiros, surpreendeu os agentes federais deslocados para a região do Baixo Rio Branco, afluente do Rio Negro, formador do Rio Amazonas.
As maiores tartarugas, com peso entre 50 kg e 65 kg e idade presumida de 100 anos, ficavam fora da água, com o casco para baixo, imobilizadas. As menores, amontoadas às dezenas em currais improvisados na mata, estavam sem acesso a alimento e água.
A equipe da PF, que contou com a ajuda de um fiscal do ICMBio e outro do Ibama, devolveu ao Rio Branco e afluentes 362 tartarugas vivas. Foram achados 16 animais mortos em consequência dos maus-tratos.
Batizada de Operação Pimenta – homenagem a José Santos, o Zé Pimenta, um estudioso dos quelônios (animais com casco) da Amazônia, assassinado em 2006 por tartarugueiros –, a ação foi realizada em duas etapas. A última delas, de oito dias, terminou no início desta semana.
Os tartarugueiros foram surpreendidos em vários trechos ribeirinhos, na altura dos municípios de Caracaraí e Rorainópolis, em margens opostas do rio. São áreas no sul de Roraima, quase na divisa com o Amazonas, de acesso restrito, pois banham duas UCs federais, o Parna do Viruá e a Esec de Caracaraí.
Os policiais queimaram sete embarcações, grande quantidade de redes de pesca e material variado em acampamentos abandonados às pressas pelos tartarugueiros. Sete deles foram presos, mas já estão soltos, após pagamento de fiança no valor de um salário mínimo.
Comunicação ICMBio / FOTO: POLÍCIA FEDERAL
sábado, 8 de dezembro de 2012
BOLSA VERDE BENEFICIA 106 FAMÍLIAS NO CEARÁ
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) promoveu na sexta-feira (7), às 17h, no centro comunitário da Reserva Extrativista (Resex) Prainha do Canto Verde, no litoral do Ceará, cerimônia de assinatura de termos de adesão ao Bolsa Verde. O programa vai beneficiar 106 famílias moradoras da unidade de conservação (UC).
Criado pelo governo federal, o programa Bolsa Verde garante repasses trimestrais de R$ 300 a moradores de reservas extrativistas e assentamentos rurais. Em contrapartida, os beneficiários se comprometem a não desmatar e a fazer uso sustentável dos recursos naturais. A ideia é unir a conservação da natureza à inclusão social.
Para o chefe da Resex Prainha do Canto Verde, Alexandre Brito, “o evento marcau um momento muito importante dentro do processo de consolidação da reserva extrativista, apontando para um caminho de melhoria de qualidade de vida da comunidade e de uma nova forma de gestão de recursos naturais em que o controle social é determinante”.
A Resex
Com área de 29.794 hectares, a Reserva Extrativista Prainha do Canto Verde foi criada em 5 de junho de 2009. Fica no município de Beberibe, litoral leste do Ceará, a 120 km de Fortaleza, e abriga uma tradicional comunidade de pescadores que vive na região há mais de 200 anos.
Internacionalmente reconhecida por sua organização comunitária e belezas naturais, a resex tornou-se referência também em função da luta de seus moradores pelo direito à pesca, ao uso do solo e combate à grilagem de terras e à adoção do turismo de base comunitária.
Comunicação ICMBio/Nordeste
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Em Curitiba Catadores recebem os primeiros 108 carrinhos elétricos
O trabalho de coleta de materiais recicláveis da cidade ficará mais fácil a partir de agora. Catadores do programa Ecocidadão, da Prefeitura de Curitiba, começaram a receber nesta sexta-feira (7) os primeiros 108 carrinhos elétricos, de um total de 504 que serão repassados até o final de 2013. A entrega foi feita pelo prefeito Luciano Ducci e pela secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias. “Esta é uma revolução na área de coleta de material reciclável na cidade”, afirmou o prefeito.
Ele comentou que o programa Ecocidadão, que funciona desde 2007 e tem como objetivo principal a inclusão socioambiental da categoria, é um dos mais importantes programas municipais. “É um programa social forte que melhora a vida dos coletores e ajuda a reduzir a pobreza da cidade, tornando-a melhor”, disse. Luciano Ducci lembrou que Curitiba foi a cidade brasileira que mais diminuiu pobreza e miséria nos últimos anos.
O caminhoneiro aposentado Osmar Ferreira, 71 anos, começou a trabalhar com coleta de material reciclável há 10 anos e há um ano passou a integrar o Ecocidadão. “A vida ficou mais fácil depois que entrei no programa e agora a expectativa é que melhore ainda mais com os carrinhos elétricos”, comentou. Ele recebe em média R$ 800 mensais e espera aumentar em 70% esse valor, já que poderá carregar mais material. “Com o carrinho normal eu puxava no máximo 200 quilos e agora poderei levar 400 quilos”.
A presidente do Ecocidadão Novo Horizonte, Nalva Moraes, garantiu que as condições de trabalho e a renda de seus 16 associados irá melhorar bastante com a chegada dos carrinhos elétricos. “Em nossa região (CIC), há fábricas grandes que doam material reciclável em quantidade e muitas vezes temos dificuldades para ir buscar”, contou. “Isso irá mudar agora”, comemorou.
A secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias, parabenizou os catadores e afirmou que eles têm um papel fundamental em Curitiba. “Somos a cidade que mais recicla no país e isso se deve a vocês”, disse. Diariamente, os catadores informais recolhem das ruas de Curitiba 555 toneladas de lixo reciclável.
Deste montante, 110 toneladas são retiradas pela coleta formal (caminhões do Lixo que Não é Lixo) e 445 toneladas são removidas pelos catadores. A cidade conta hoje com 15 parques de recepção de recicláveis. Até o ano que vem, o programa EcoCidadão irá dobrar de tamanho.
O superintendente do BNDES, Marcelo Cardoso, explicou que o banco prioriza o apoio aos bons projetos coletivos de inclusão social. “A realidade de Curitiba está muito avançada em relação a isto”, elogiou. Ele parabenizou os coletores pela organização da categoria, bem como pela iniciativa e busca pelos direitos.
Os carrinhos elétricos foram entregues na Secretaria do Meio Ambiente. Entre outras autoridades, também acompanharam a entrega a presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Marry Ducci; a presidente do IPCC, Helena Pereira de Oliveira; e o chefe de gabinete do prefeito, José Antonio Andreguetto.
Parceria com o BNDES - Além dos carrinhos elétricos, a parceira da Prefeitura de Curitiba com o BNDES permitirá a construção de 13 novos parques de recepção de recicláveis. Seis já estão em obras. Haverá ainda a aquisição de novas máquinas e equipamentos.
São eles 17 balanças digitais, 16 balanças, 15 elevadores de fardo; 44 empilhadeiras; 24 esteiras de triagem; 24 picotadores; 34 prensas hidráulicas; 13 trituradores de vidros, 456 carrinhos manuais e dois caminhões, além da garantia de um capital de giro para a comercialização dos materiais recicláveis.
As novas unidades do Ecocidadão estão localizadas no Moradias Jandaia, bairro Ganchinho; no Moradias Corbélia, bairro São Miguel; no Moradias Osternack, bairro Sítio Cercado; Moradias Terra Santa, bairro Tatuquara; e Moradias Pantanal, bairro Alto Boqueirão.
Atualmente, o programa EcoCidadão tem parques de recepção nos bairros Cajuru, CIC, Pinheirinho, Atuba, Fazendinha, Rebouças, Parolin, Boqueirão e Capão Raso. Cada parque é equipado com prensa, balança, empilhadeira, bancadas de separação de materiais, área para carrinhos e sala multiuso.
Curitiba conta ainda com uma usina de processamento de garrafas pet, inaugurado no mês de julho, na CIC, e faz parte do programa Ecocidadão. Encontram-se atuando nos Parque de Recepção de Recicláveis mais de 400 catadores de materiais recicláveis. Até o final de 2013, a previsão é de 27 Parques de Recepção de Recicláveis em funcionamento, atendendo mais de mil catadores.
O convênio - O contrato de concessão de colaboração financeira não reembolsável com o BNDES foi firmado graças aos ótimos resultados socioambientais alcançados em cinco anos pelo programa Ecocidadão.
A ordem de R$ 26,3 milhões a serem utilizados em 2012 e 2013, tornará possível o incremento do programa, com significativa melhoria na operacionalização e resultados dos parques.
Dados sobre os carrinhos elétricos:
Autonomia da bateria é de, no mínimo, oito horas por carga.
Custo médio mensal com energia elétrica é de, aproximadamente, 30 watts/hora, representando no máximo R$ 5,00 de energia elétrica por carrinho, mensalmente.
Capacidade de carga por carrinho é de, aproximadamente, 350 quilos.
Empresa fornecedora dos carrinhos:
Oficina de Metal Indústria e Comércio de Móveis Ltda.
O custo unitário de cada carrinho é de R$ 8.795,00.
Distribuição dos carrinhos elétricos às unidades do Ecocidadão:
Parque de Recepção de Recicláveis Protetores do Meio Ambiente – 5
Parque de Recepção de Recicláveis Natureza Livre - 5
Parque de Recepção de Recicláveis Futuro Ecológico - 5
Parque de Recepção de Recicláveis ACAT Graciosa - 5
Parque de Recepção de Recicláveis Amigos da Natureza - 10
Parque de Recepção de Recicláveis Vida Nova - 10
Parque de Recepção de Recicláveis CATAMARE - 05
Parque de Recepção de Recicláveis ACAMPA: 10
Parque de Recepção de Recicláveis Água Nascente: 10
Parque de Recepção de Recicláveis Novo Horizonte: 10
Parque de Recepção de Recicláveis ACUBA: 10
Parque de Recepção de Recicláveis AMAR Ebenezer: 03
Parque de Recepção de Recicláveis AREXI: 05
Parque de Recepção de Recicláveis Parolin: 10
Parque de Recepção de Recicláveis Vitória: 05.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
PRIMEIRA BOLSA DE VALORES AMBIENTAIS DO BRASIL ENTRA EM OPERAÇÃO
COLETIVA DE IMPRENSA: Abertura do mercado de ativos ambientais no Brasil, com negociação de Cotas de Reserva Ambiental para Entrega Futura (CRAFs), criados a partir do excedente de Reserva Legal.
DATA: 10 DE DEZEMBRO DE 2012 – SEGUNDA-FEIRA
HORÁRIO: 14 HORAS - CERIMÔNIA / 15h - COLETIVA DE IMPRENSA
LOCAL: Palácio Guanabara - Edifício Anexo - Auditório
Rua Pinheiro Machado, s/n - 2º andar – Laranjeiras – Rio de Janeiro-RJ
WEB STREAM: A BVRio vai transmitir a cerimônia online e jornalistas poderão enviar perguntas durante a coletiva: http://www.bvrio.org e @BVRio
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
PROJETO ESTUDA PEIXE ELÉTRICO EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acaba de promover expedição ao Parque Nacional Serra da Mocidade, em Roraima, dando sequência ao projeto Peixes elétricos em unidades de conservação. Durante os trabalhos, foram gravadas descargas de 249 peixes elétricos, que se somam a outras 191 registradas na expedição anterior, realizada em 2011.
Durante as atividades em campo, foram feitas coleta, gravação e análise das descargas elétricas dos peixes conhecidos como sarapós (Gymnotiformes), parentes do temido puraqué (Electrophorus electricus). Além de ampliar a base de dados, a pesquisa proporcionou uma análise mais qualificada da população local desses animais.
Ao longo dos últimos anos, esse grupo de peixes tornou-se modelo para estudos de biodiversidade em ambientes aquáticos na Amazônia e também para estudos filogeográficos (estudo dos processos históricos responsáveis pela distribuição geográfica de indivíduos na natureza), além de estar sendo testado como elemento central em pesquisas de biomonitoramento de qualidade de água.
Um aspecto interessante do projeto é o uso de um “detector de peixes elétricos”, que consiste em uma haste com um par de eletrodos conectados a um circuito eletrônico, que amplifica o sinal do peixe e o transmite em forma de som para um alto-falante, permitindo a sua localização exata, mesmo quando escondido no substrato ou enterrado na areia, comportamento comum nesse grupo.
Após serem coletados, os sarapós têm suas descargas elétricas gravadas, o que permite uma série de análises e comparações sobre as diferentes espécies encontradas, suas inter-relações e interações com outras espécies, além de possibilitar maior conhecimento sobre os ambientes aquáticos do Parque Nacional Serra da Mocidade, visando seu monitoramento e conservação.
Comunicação ICMBio
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Organics Brazil fecha 2012 com US$ 129,5 milhões em exportação
O Projeto Organics Brazil encerra o ano de 2012 com US$ 129,5 milhões em negócios de exportação para os próximos 12 meses, tendo participado das principais feiras internacionais: Biofach Alemanha (Nuremberg), Expo West (Ananheim), Natural & Organics Products Europe (Londres), SIAL Canadá (Toronto), NOPE Asia (Hong Kong) e Biofach America (Baltimore).
“Foi um resultado acima de nossas expectativas para um mercado que ainda ressente da retração da economia, principalmente nos mercados da Europa. A realidade é que o segmento de orgânicos continua em alta, com forte demanda para produtos da nossa biodiversidade em que os atributos de sustentabilidade estão presentes. Apesar da discreta recuperação da crise econômica na Europa, os mercados continuaram em crescimento com índices semelhantes anteriores a 2009. Nos Estados Unidos, o mercado cresceu entre os produtos que já se incorporaram na cultura norte americana, como a água de coco, o açaí, camu-camu e as castanhas do Brasil, que estão presentes em produtos como: as bebidas prontas, cereais matinais e barras de cereal. Em 2013, como tendência mundial, apostamos no crescimento do setor de ingredientes funcionais, probióticos e suplementos alimentares”, comenta Ming Liu, coordenador executivo do Organics Brazil.
O Projeto Organics Brazil encerra 2012 com êxito na meta comercial e com novas frentes e oportunidades de atuação, como os grandes eventos internacionais. No plano de novos mercados, a ideia é expandir para ações de parcerias com os setores comerciais de consulados e embaixadas nos países alvos, como ocorreu este ano em Hong Kong, Austrália e Canadá.
Crescimento Sustentável
Em 2012, o Projeto Organics Brazil aumentou as exportações do grupo de 74 empresas na ordem de 50% em relação ao ano passado. “Foi um grande resultado impulsionado pelas exportações de açúcar, pois continuamos sendo o maior exportador de açúcar orgânico do mundo com cerca de 250.000 toneladas/ano”, explica Ming Liu.
O projeto atualizou sua identidade visual, internacionalizando o nome, passando a escrever Brazil com “Z”; destacar a letra S para reforçar a imagem de Sustentabilidade dos empreendimentos e formatou estratégias de parceria com instituições mundiais como: IFOAM, Organic Monitor e ISO.
Em 2013, o Organics Brazil preparou uma agenda internacional com feiras e missões comerciais; internamente colaborará na elaboração de um catálogo do setor, participará de seminários, workshops e câmaras temáticas; além de ser a entidade articuladora da Biofach América Latina, que acontecerá em junho em São Paulo.
“Nossa meta para 2013 é crescer de 74 para 100 associados e gerar US$ 120 milhões em negócios de exportação”, enfatiza Ming Liu.
domingo, 2 de dezembro de 2012
CONDOMÍNIO DE LUXO É MULTADO EM R$ 107 MIL NA PARAÍBA
por Aldo Sérgio Vasconcelos
A equipe de fiscalização da Floresta Nacional (Flona) da Restinga de Cabedelo, na região da Grande João Pessoa, Paraíba, aplicou duas multas no valor de R$ 107 mil a um condomínio de luxo por causar danos e destruir vegetação de mangue no entorno da unidade de conservação (UC), administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Além de suprimir vegetação de mangue, o condomínio Alamoana Praia do Jacaré é acusado em outras duas ações civis públicas de invadir área pertencente à unidade de conservação. As duas novas autuações feitas pelo ICMBio acabam de ser remetidos ao Ministério Público Federal e vão se juntar aos antigos procesos.
O chefe da Flona, Fabiano Gumier Costa, disse que essas duas novas novas multas servirão de alerta para que o empreendimento não avance ainda mais sobre a UC e que a Justiça garanta a proteção dos ecossistemas de mangue em torno da Flona, fundamentais para o seu equilíbrio ecológico.
A Floresta Nacional de Cabedelo e os ecossistemas do estuário do rio Paraíba, que banha a unidade, são fortemente ameaçados pela expansão urbana e pela especulação imobiliária. “Cada metro quadrado invadido da Flona, ou das áreas de mangue vizinhas, provoca a expansão desse condomínio. Por isso, precisamos agir com firmeza”, afirmou Gumier.
Histórico
Em 23 de julho de 2009, a construtora IPI Urbanismo Construções e Incorporações, responsável pela implantação do Condomínio Alamoana, recebeu duas multas aplicadas pelo Ibama da Paraíba nos valores de R$ 80 mil e R$ 120 mil, referentes a crimes ambientais praticados naquela época.
O condomínio está instalado bem ao lado da Flona, numa área de cerca de 388 mil metros quadrados, sendo 5,6 mil metros quadrados dentro dos limites da unidade de conservação, o que configura invasão. Essa área está embargada e em litígio, pois o condomínio nega ter ampliado sua área sobre a Flona e destruído parte do manguezal.
Agora, no final de setembro, servidores da Flona de Cabedelo constataram que o condomínio voltou, mais uma vez, a retirar ilegalmente a vegetação de mangue em uma faixa de 390 metros de comprimento por 3 metros de largura (1.170 m²) no entorno da UC e sumprimir espécies florestais nativas em uma faixa de 136 metros de comprimento por 3 metros de largura (408 m²) no interior da unidade.
Como conseqüência, foram lavrados dois novos autos de infração, com base nos artigos 49 e 91 do Decreto 6.514/2008, relativos às áreas de 1.170m² e 408 m², respectivamente. Em ambos os casos, as novas multas foram aplicadas contra o condomínio Alamoana Praia do Jacaré, totalizando R$ 107 mil.
Comunicação ICMBio
sábado, 1 de dezembro de 2012
Oscar da sustentabilidade é entregue a 11 empresas
Prêmio Empresário Herói reuniu mais de 300 pessoas na noite de ontem(29)
A Fiemg Regional Vale do Paranaíba apresentou na noite de ontem (29/11), os 11 vencedores da 5ª edição do Prêmio Empresário Herói 2012. Em clima de festa de gala, os premiados foram chamados ao palco para a entrega do troféu que remete ao “oscar da sustentabilidade”, nome dado por Pedro Lacerda, presidente da Fiemg Regional Vale do Paranaíba durante seu discurso.
A abertura oficial do evento foi feita pelo presidente do Comitê Regional de Cidadania Empresarial da Regional Fiemg Vale do Paranaíba, Décio Carmona, que externou sua alegria em participar de mais uma etapa do Prêmio Empresário Herói. “É um prazer ver a casa cheia e reconhecer por meio deste prêmio, grandes e pequenas empresas que fazem com que as coisas aconteçam de forma ordeira e sustentável”, destacou.
Antes de dar início à cerimônia de entrega da premiação, dividido nas categorias: Micro/Pequena, Média e Grande Empresa, Projeto Social, Projeto Ambiental, Projeto Cultural, Comunicação para Sustentabilidade, Inovação Tecnológica, Destaque Comércio e Destaque Serviços, Pedro Lacerda fez um discurso emocionado. “A premiação é entregue às pessoas visionárias que aliam a prática ao discurso. Vocês são empresários, são heróis. Como diz Charles Chaplim: o Reino de Deus está dentro do homem. Lutemos por um mundo novo. Enfim, lutemos pela sustentabilidade, pelo futuro das gerações. Acreditamos nas empresas que fazem deste, um mundo melhor”, afirmou.
Das mais de 20 empresas participantes e 47 projetos inscritos que seguem o parâmetro da sustentabilidade nos pilares econômico, social, ambiental e cultural, 11 receberam a premiação. A homenagem idealizada por Pedro Lacerda, em parceria com os sindicatos patronais da Indústria, o Centro Industrial e Integração de Negócios do Triângulo e Alto Paranaíba (Cintap), o Eco Instituto, o Canal da Gente e a Revista Mercado, visa dar notoriedade aos empreendimentos que investem em sustentabilidade por meio da gestão, atuação no mercado regional e posicionamento institucional.
A Uberlândia Refrescos foi uma das vencedoras na categoria projeto Social. A empresa foi premiada pela quarta vez consecutiva e atribui o título a melhoria contínua do processo de gestão. “Vemos essa premiação como reconhecimento de nosso trabalho. Estamos no caminho certo”, disse Adão Silva Filho, gerente de asseguração da qualidade e meio ambiente na Uberlândia Refrescos.
Na categoria “Pequeno Porte – MPE” e “Sustentabilidade”, a empresa Efrem Telecom foi destaque. A proprietária Luciane Fátima Oliveira Alves disse que desde a fundação da Efrem, o foco foi buscar por aprendizado e crescer. “Se estamos a 14 anos no mercado foi porque fomos atrás de parceiros e entidades de classe representativas como a Fiemg e o Sebrae. Com elas aprendemos a trabalhar, passamos por treinamentos, aplicamos esse conhecimento e hoje estamos aqui, recebendo dois prêmios e sendo reconhecidos por nosso trabalho”, disse emocionada Luciana Fátima.
Outro agraciado na noite foi a Conel Construtora Ltda. Além do troféu na categoria Industrial do Ano, o proprietário Sérgio Tannus foi homenageado pela família por meio de um vídeo. Na ocasião, ele agradeceu a Fiemg pelo reconhecimento da empresa no setor da construção civil e compartilhou a vitória com a família, colaboradores, clientes e parceiros. “Essa homenagem advém de esforço coletivo. Agradeço todos que me acompanharam ao logo de minha carreira como empresário, seja na prosperidade e seja nas adversidades e ao companheirismo de Pedro Lacerda. Compartilho essa honraria com meus colaboradores”, disse Tannus.
O deputado federal Gilmar Machado (PT/MG), prefeito eleito de Uberlândia, e seu vice, Paulo Vitiello e outros políticos, também prestigiaram a solenidade, além de representantes das entidades de classe, empresários, imprensa, autoridades e componentes da banca julgadora, dirigentes das empresas e instituições.
Depois de saudar os presentes, Gilmar Machado fez questão de dizer que é muito importante as empresas se colocarem à disposição para servir. “Que todos coloquem a criatividade a disposição de outros. Parabéns a Fiemg por dar o exemplo e premiar quem merece. A partir de janeiro também daremos nosso exemplo, trabalharemos por Uberlândia e região e por que não dizer junto com o Vale do Paranaíba”, destacou Gilmar.
Depois da entrega dos troféus, mais de 300 convidados participaram de um coquetel e se confraternizaram ao som de Edson Denizard & Banda.
PREMIAÇÕES
Projeto social: Supere
Projeto ambiental: Algar Tecnologia
Projeto cultural: Calu
Projeto inovação tecnológica: Iso olhos
Projeto comunicação para sustentabilidade: João de Barro – Materiais de construção
Destaque comércio e serviços: João de Barro – Materiais de construção
Destaque serviços: Algar Tecnologia
Categoria de porte micro e pequena empresa: Efrem Telecom
Categoria média empresa: Super Tejotao Smart
Categoria grande empresa: Uberlândia Refrescos
Premiação Industrial do ano: Sérgio Henrique Feres Tannús, diretor presidente da empresa Conel Construtora
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
ICMBIO SELECIONA GUIAS PARA AVISTAMENTO DE PEIXES-BOIS NA COSTA DOS CORAIS
Victor Souza
O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA) e a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), promoverão nesta e na próxima semana, em São Miguel dos Milagres (AL), uma série de oficinas para capacitar condutores de passeio para avistamento de peixes-bois no litoral de Alagoas, onde funciona uma das bases avançadas do CMA. A capacitação e o credenciamento desses profissionais são resultado de parceria público-privada entre o ICMBio, a SOS Mata Atlântica e a Fundação Toyota.
Dos cerca de 40 candidatos inscritos, 20 serão selecionados por uma comissão avaliadora, formada por membros do CMA, da APA e da Associação dos Condutores do Turismo de Observação do Peixe-boi Marinho. Eles vão trabalhar como guias de embarcações turísticas para avistamento de peixes-bois. Antes de se submeter à avaliação, no dia 6 de dezembro, os postulantes participarão entre esta quarta-feira (28) e o próximo dia 5, no Hotel Costa dos Corais, de oficinas sobre temas como as características e os objetivos da APA, a biologia e a conservação do peixe-boi, a importância e as regras do termo de ajustamento de conduta (TAC) e o atendimento ao turista. O resultado da avaliação será divulgado no dia 7 de dezembro.
Segundo o analista ambiental José Ulisses Santos, do CMA, aqueles que não forem escolhidos como condutores desempenharão papel de remadores dos barcos depasseio, uma vez que não é permitido o uso de embarcações motorizadas na observação de peixes-bois. “Todos os candidatos participarão da atividade de turismo de observação de peixe-boi, ninguém será excluído”, garante Ulisses. “O objetivo da capacitação continuada e da seleção é definir quem tem mais perfil como guia, aquele que dará palestras aos turistas durante os passeios”.
Palestra sobre conduta em ambientes recifais
A APA, vinculada à Coordenação Regional 6 (CR 6) do ICMBio, também realizará nesta quarta (28) a palestra Conduta responsável em ambientes recifais e zoneamento da APA Costa dos Corais, ministrada pelo analista ambiental Eduardo Almeida. O evento será às 19h na Colônia de Pescadores de Porto da Rua, em São Miguel dos Milagres.
Promovida com o apoio da base do CMA em Alagoas, a palestra será voltada para jangadeiros de associações como Porto da Rua e Águas Belas de Porto de Pedras, além de membros das empresas de mergulho Atlantika e Manati e demais profissionais que realizam passeios às piscinas naturais locais. O objetivo é fortalecer o ecoturismo de base comunitária, fomentado pela APA e o CMA na região central da unidade de conservação, entre os municípios alagoanos de Passo de Camaragibe, São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras. Uma dessas iniciativas já consolidada é a Associação dos Condutores do Turismo de Observação do Peixe-boi Marinho.
Comunicação ICMBio
(61) 3341-9280
Comunicação ICMBio/Nordeste
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
152 MIL FILHOTES DE TARTARUGA-DA-AMAZÔNIA NASCEM NUM SÓ DIA
Novembro é época de nascimento de filhotes de tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa) no tabuleiro da Reserva Biológica (Rebio) do Abufari, localizado no rio Purus, em Tapauá, no Amazonas. E este ano a temporada promete. Só para se ter uma ideia, no último dia 14, foi registrado recorde histórico de nascimentos num só dia: 152 mil filhotes.
O fato impressionou até os gestores da unidade, que acompanham há anos esse fenômeno. “A expectativa era grande”, disse o analista e biólogo Paulo Spínola, que presenciou o nascimento em massa. “Na noite do dia 13 começou a chover e, ao chegarmos à praia perto de meia-noite, centenas de filhotes já estavam saindo das covas.” Às 2h da madrugada do dia 14, segundo ele, as previsões mais otimistas já haviam sido superadas.
Colaboradores
No início dos trabalhos, os servidores da Rebio Leandro, Bosco e Romeo imaginavam que os números deveriam chegar perto do pico de 2011, quando numa só noite nasceram 85 mil filhotes, mas a cada minuto mais e mais filhotes brotavam das covas. Dalmo dos Reis e Josiel Vasconcelos, servidores do ICMBio que faziam rondas no rio Purus, foram acionados para entrar em contato com a chefe da unidade de conservação (UC), Ângela Midori, para arregimentar colaboradores em Tapauá, distante duas horas do Abufari.
Às 4h, a equipe iniciou a contagem e retirada dos filhotes do tabuleiro, trabalho que se estendeu até o meio-dia, com a soltura, em local protegido, dos 152 mil filhotes. O analista Josiel Vasconcelos ficou entusiasmado: “São momentos como esse supernascimento que nos dão a certeza de que estamos cumprindo a nossa tarefa de proteger o patrimônio natural do país”.
Exaustos, mas felizes
Ângela lembrou que, ao fim do trabalho, os servidores estavam todos exaustos, porém felizes e recompensados por participar desse “espetáculo da natureza”, como ela definiu. “Esse lugar é único”, reforçou a chefe da UC.
A Rebio Abufari é um importante reduto para preservação de espécies amazônicas ameaçadas como o pirarucu, o peixe-boi e, principalmente, a tartaruga-da-amazônia, que neste ano deve superar a marca de 300 mil filhotes.
Comunicação ICMBio
CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS GANHAM PLATAFORMA VIRTUAL DURANTE O EXPOCATADORES 2012
Portal bilíngue reunirá conteúdo e ferramentas destinadas à comunidade no Brasil e de países da América Latina
Com lançamento previsto durante o Expocatadores 2012 – evento que acontece de 28 a 30 de novembro, no pavilhão amarelo da ExpoCenter Norte em São Paulo – a Plataforma Virtual do Centro de Referência Latino-americano de profissionalização dos Catadores (CERELATINO) tem o objetivo de criar uma comunidade colaborativa para construção do conhecimento, execução e desenvolvimento das ações do Centro, centralizando informações e ferramentas digitais.
A partir da ferramenta, os catadores terão acesso a conteúdos para educação, inovação, pesquisa e tecnologia, tais como informações técnicas, bibliográficas, pesquisas e material sobre tecnologia social, catadores e resíduos sólidos; Serviço de coleta seletiva com sistema público de consulta de bases (uso do cadastro Nacional).
A plataforma colaborativa possibilitará o apoio entre as pessoas, publicação de pesquisas e opiniões, compartilhamento de trabalhos, construção de conhecimento em benefícios dos catadores em um único espaço.
Durante os três dias do evento, haverá oficina de gestão da plataforma no estande do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).
Sobre o CERELATINO
Iniciativa dos movimentos de catadores do Brasil, América Latina e Caribe, o CERELATINO tem como missão promover o desenvolvimento de novos arranjos econômicos e produtivos no mercado de coleta seletiva e reciclagem através de programas e serviços de pesquisa e inovação, formação, profissionalização e comunicação, tendo os catadores de materiais recicláveis como protagonistas do processo.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
A verdade sobre o aquecimento global
Por Felipe Bottini
Já experimentou a sensação de entrar em um carro que ficou muito tempo exposto ao sol? O calor que se sente é resultado do “efeito estufa” dentro do veículo. O calor entra, mas não pode sair e assim, o interior do automóvel fica aquecido. Nosso planeta está sujeito à mesma lei da física e graças aos gases de efeito estufa (que promovem a retenção do calor), podemos viver!
A falta de vapor de água e gases de estufa e até mesmo da própria atmosfera, leva outros planetas a terem diferenças de temperatura de 200 graus Celsius das áreas expostas ao sol para as áreas de sombra. Assim, o dia é escaldante e a noite gélida, sendo a vida impossível.
O aquecimento global possibilita extremos mais próximos e homogeneização das temperaturas, sendo condição fundamental para a manutenção da vida. O problema que se vive hoje é que, o ideal projetado de concentração de CO2 na atmosfera para a manutenção da vida é da ordem de 250 a 280 ppm (partes por milhão) - níveis verificados antes da revolução industrial.
A revolução industrial nos ensinou, entre outras coisas, a obter energia pela queima de combustíveis fósseis e em pouco mais de cem anos a concentração de CO2e na atmosfera passou para 390 ppm. Estima-se que a partir da concentração de 450 ppm existe o risco de entrarmos em um ciclo irreversível, chamado de “feedback positivo”. Nele o aumento de temperatura impede que mares e florestas absorvam CO2 da atmosfera, consequentemente a temperatura aumenta, o que leva a dificuldade maior da natureza sequestrar o carbono e assim por diante.
O assunto é de extrema urgência. Desde o estabelecimento da UNFCCC e do Protocolo de Quioto - criados internacionalmente para combater o aquecimento global, as emissões de gases de efeito estufa não diminuíram. As previsões do IPCC são de que as emissões médias do planeta durante esse centenário, não sejam superiores a 18 GToneladas ano a ano. As emissões atuais são superiores a 40 Gtoneladas. Esse é o tamanho do desafio que os negociadores enfrentam ano a ano na Conferência das Partes.
Para piorar, o efeito não é sentido uniforme ou regularmente. Ao contrário de colocar o dedo na tomada, onde facilmente aprende-se a lição, nas questões climáticas, quando se sente o choque pode não haver mais tempo para reagir.
Fato é que o mundo não vai acabar. A decisão que devemos tomar é se queremos aprender com nossos próprios erros e agir racionalmente para aumentar nossas chances como espécie de sobreviver ou se vamos lançar à sorte nossa própria existência e continuar negando os fatos.
Começa hoje o IV Congresso Internacional sobre Pagamento por Serviços Ambientais
Hoje, às 19h, acontece a abertura do IV Congresso Internacional sobre Pagamento por Serviços Ambientais, no Centro de Convenções do Centro Universitário SENAC, em Santo Amaro, São Paulo. O evento, que se estende até 29 de novembro, reúne palestrantes dos Estados Unidos, Costa Rica, Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Espanha, Guatemala, México, Peru e Brasil, além de 500 participantes, entre representantes de instituições de pesquisa, ensino e extensão, organizações governamentais, não governamentais, setor empresarial e sociedade. Em seu último dia, ainda haverá uma saída a campo, como atividade opcional, para visitar dois projetos. As inscrições podem ser feitas no local no Congresso.
O Congresso tem como intuito fomentar a troca de experiências entre os protagonistas de projetos e iniciativas fundamentadas no conceito de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e os diversos atores e especialistas interessados no assunto. “Apesar de recente, o PSA já acumula uma trajetória bem sucedida de cases que comprovam que é possível conciliar preservação ambiental, inclusão social e desenvolvimento econômico”, destaca Carlos Krieck, do Instituto Vitae Civilis, responsável pela Secretaria Executiva do evento.
Especialistas que são referências no tema estão confirmados, como Sven Wunder (CIFOR – Brasil), Alejandra Sobones (Proyecto USAID - Guatemala), Oscar Sanchez (FONAFIFO - Costa Rica), Gloria Sanclemente (Ecoversa - Colômbia), Miguel Sarmiento (UNSE - Argentina), Michael Jenkins (Forest Trends – EUA), Stefano Pagiola ( Banco Mundial – EUA), Gerardo Barrantes (IPS - Costa Rica), André Ferretti (Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza - Brasil), Ángeles Alberto-Villavicencio (El Colegio de Michoacán - México), Devanir Garcia dos Santos (ANA – Brasil) e Helena Carrascosa (SMA/SP – Brasil), Lucía Delfina Ruíz Ostoic (MINAM - Peru).
O IV Congresso Internacional de Pagamento por Serviços Ambientais é uma realização do Instituto Vitae Civilis, da Rede Iberoamericana de PSA, da The Nature Conservancy, da Forest Trends e da Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo. O evento conta com apoio da Comunidade de Aprendizagem em PSA, do Banco Mundial, do Senac, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, do Fundo Vale, do Centre Forestal Tecnològic da Catalunya e do Banco Interamericano de Desarollo, além dos patrocínios da Agência Nacional de Águas (ANA), Banco Santander e Caixa Econômica Federal.
Pagamento por Serviços Ambientais
O PSA consiste em atribuir valor econômico aos serviços essenciais prestados pela natureza (como proteção dos recursos hídricos ou da biodiversidade, por exemplo) e considera os custos de “serviços” de proteção, recuperação e manejo sustentável prestados pelas pessoas com direitos de uso dos recursos, numa tentativa de romper a lógica segundo a qual áreas naturais têm pouco ou nenhum valor. Ele remete à utilização de incentivos, sobretudo econômicos, para conservação ou restauração dos ecossistemas naturais e, consequentemente, de seus “serviços”, tais como a regulação climática, a diversidade de espécies, a fertilidade do solo, a pureza da água e as belezas cênicas. Foi justamente o potencial de benefícios difusos para toda a sociedade que fez o mecanismo entrar no universo das políticas públicas. Em pouco mais de 10 anos, desde as primeiras iniciativas, o Brasil já conta com 28 iniciativas legislativas, entre leis e projetos de lei federais e estaduais, e cerca de 180 iniciativas diretamente ou indiretamente relacionadas com PSA em curso. Há projetos e programas de PSA em desenvolvimento no mundo todo e o tema vem ganhando cada vez mais relevância no contexto global.
Devido à importância estratégica das iniciativas e políticas públicas de PSA no Brasil, o Estado de São Paulo foi escolhido como palco para este evento. Ele terá por tema central a “Avaliação de impacto e monitoramento socioeconômico ambiental”. Mas outros assuntos, como os aspectos legais, metodológicos, socioeconômicos e ambientais do PSA, também terão espaço, pois a programação científica do IV Congresso Internacional inclui sessões temáticas, conferências e apresentações, além de mostra de pôsteres e visita técnica.
Serviço IV Congresso Internacional de PSA
Data:
26 de novembro: abertura às 19h00;
27 a 28 de novembro, das 8h00 às 19h00;
29 de novembro, às 8h00, saída a campo (atividade opcional com vagas limitadas).
Inscrições abertas: no local no Congresso.
Local:
Centro de Convenções do Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro
Av. Engenheiro Eusébio Stevaux, 823 – Santo Amaro, São Paulo-SP.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Perfil brasileiro atrai evento internacional sobre diversidade
Global Best Practice Session: Brazil 2012 vai mostrar as principais experiências voltadas para a diversidade no ambiente empresarial. O evento acontece em São Paulo, no dia 28 de novembro (quarta-feira)
Dos aproximadamente 205 milhões de brasileiros, segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, há cerca de seis milhões de mulheres a mais do que de homens. A predominância de mulheres é encontrada em todas as faixas etárias ficando, em média, em 51,5% da população. Além de maioria, elas também vêm crescendo como chefes de família. Dados também do IBGE mostram que, em pouco mais de dez anos (de 2000 a 2011), de 26,55% elas passaram a comandar financeiramente 37,4% das famílias. Isso acontece mesmo com o salário médio da mulher sendo equivalente a 86% do valor que ganha um homem na mesma posição. Quanto maior o cargo hierárquico, menor fica essa diferença.
Uma pesquisa divulgada pela mídia no ano passado revelou que 63,7% dos brasileiros consideram que a questão racial interfere na qualidade de vida das pessoas, principalmente em questões profissionais. Sobre comparação salarial, os dados apresentados pela imprensa vão de 25% a 46% de diferença de salário entre um homem branco e um negro na mesma posição.
Em relação às pessoas com necessidades especiais, o Brasil tem uma lei que tenta garantir sua empregabilidade, criando um sistema de cotas para empresas com mais de 100 empregados. Cota essa que varia entre 2% e 5% do quadro de funcionários, conforme o tamanho da organização. Polêmica, a regulamentação de 1991 gera discussões até hoje, pois não contempla a natureza da empresa e há profissionais de RH que questionam a capacitação de muitos candidatos.
Essas e outras questões fazem parte do cotidiano do País, que atualmente é um dos principais objetos de estudos internacionais, principalmente pelo seu destaque no cenário econômico. As empresas brasileiras vêm tentando encontrar alternativas para lidar com a questão da diversidade, criando sistemas próprios ou aproveitando experiências lá de fora.
Para discutir esse cenário, trocar ideias e apresentar soluções, será realizado no dia 28 de novembro, em São Paulo, o “Global Best Practice Session: Brazil 2012”, seminário que reunirá representantes internacionais de organizações que lidam com a diversidade e também diretores de empresas brasileiras e estrangeiras que consideram o tema em suas práticas de responsabilidade social.
Nomes como: Andrés Tapia, presidente e Carol Evans, CEO da Diversity Best Practice; Randall Lane, líder mundial de inclusão e diversidade da Cisco; Nina Lualdi, diretora de estratégia e planejamento da Cisco Brasil; Sonia de Avelar, diretora da Katálisys Pesquisa e Consultoria; Betty Spence, presidente da Nafe – Associação Nacional de Mulheres Executivas dos Estados Unidos; Patricia Florissi, vice presidente e chefe do Escritório Global de Tecnologia de Vendas da EMC; Sam Russem Júnior, diretor de Desenvolvimento Corporativo para a América do Sul da General Motors; Lizelle Baylon, gerente do Programa de Diversidade e Inclusão do Boston Scientific Corporation; João Ribas, especialista em Diversidade e Inclusão da Serasa Experian e Juliana Haddad, da Procter & Gamble Brazil e Irene Camargo, diretora de Gestão de Carreiras na Avon, trarão suas experiências.
Programação abrangente
Depois de uma apresentação inicial mostrando um painel da diversidade no Brasil feito por Carol Evans e Nina Lualdi, o País continua sendo tema da agenda na palestra de abertura do seminário que vai tratar com mais detalhes da ascensão econômica, no que isso vem implicando nas relações de trabalho e como esse cenário pode ser favorável para a inclusão e a diversidade. Quem apresentará esse painel será Sonia De Avelar, a partir de pesquisas da Katálysis - Research & Consulting.
Ainda pela manhã as mulheres se tornam o alvo das atenções com um caso que analisa suas prioridades em diferentes momentos da carreira e as principais barreiras que as mulheres latino americanas enfrentam no campo profissional, bem como é o processo de ascensão de uma liderança feminina.
Após o almoço começam as mesas de debates. A primeira mesa mostrará as dimensões da diversidade no relacionamento entre as gerações. Como integrar gerações e resolver seus conflitos no ambiente de trabalho? Em seguida o tema que surge são as necessidades especiais e as adequações que as empresas precisam fazer para promover essa convivência entre seus funcionários. Será mostrada a expertise da Serasa Experian que tem um programa de treinamento voltado, inclusive, para fornecer mão de obra de portadores de necessidades especiais para outras empresas.
Dois outros temas encerram o dia de debates: o primeiro deles é a desigualdade econômica em si e também como ela é associada à questão racial. Como isso pode ser trabalhado pelas empresas. Encerrando o dia, as medida que as empresas vêm tomando para lidar melhor com o tema, inclusive no relacionamento com seus consumidores, que também apresentam diversidades.
A proposta do evento é trabalhar o tema diversidade de maneira profunda e com grande participação do público. A iniciativa é da Diversity Best Practices, divisão do grupo norte-americano Working Mother Media, que realiza eventos por todo o mundo levantando principalmente questões ligadas à mulher e à diversidade. O grupo mantém uma revista “Working Mother”, voltada para a mulher que trabalha que conta com tiragem de mais de dois milhões de exemplares.
O seminário – que faz parte de uma grade de três dias de eventos ligados a questões sociais com destaque para o papel da mulher – tratará de temas ligados à gênero, raça, desigualdade econômica e inclusão social, sempre com o olhar voltado para o mercado de trabalho e o mundo corporativo.
Serviço:
Evento: Global Best Practice Session: Brazil 2012
Data: 28 de novembro
Horário: das 8 às 17h
Local: Caesar Park Business Faria Lima
Endereço: Rua das Olimpíadas, 205 - Vila Olímpia, São Paulo, SP
Mais detalhes em: www.workingmother.com
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