Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

SERRA DOS ÓRGÃOS LANÇA PROGRAMA DE FORMAÇÃO CIENTÍFICA

O Parque Nacional (Parna) da Serra dos Órgãos, gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no estado do Rio de Janeiro, acaba de lançar o programa de Formação Científica. O objetivo é contribuir para a especialização dos jovens que atuam no parque como alunos do Programa Institucional de Bolsas e Iniciação Científica (Pibic), estagiários ou voluntários, bem como dos servidores da unidade e demais colaboradore. O programa visa ainda qualificar a pesquisa científica desenvolvida na unidade e promover a integração entre as equipes envolvidas com esse trabalho. A coordenadora do programa e analista ambiental, Cecilia Cronemberger, apresentou no lançamento do programa, dia 10, palestra para um público formado por alunos Pibic, estagiários, voluntários, servidores e colaboradores do parque. Ela abordou questões importantes como metodologia científica e ética, imprescindíveis no desenvolvimento de um projeto de pesquisa científica. No momento, o Parna Serra dos Órgãos tem quatro alunos Pibic, e cinco novos alunos foram aprovados para o período de 2012 a 2013. Além disso, conta com a contribuição de quatro estagiários e 16 voluntários, que futuramente também poderão fazer parte do programa. “Um dos nossos grandes desafios é levar o olhar científico para as atividades de rotina que realizamos de forma a sistematizar resultados e gerar conhecimento. O Programa de Formação Científica do parque busca estimular esse olhar em colegas que ainda não estão envolvidos com pesquisa e também nos voluntários que atuam em atividades rotineiras como a manutenção de trilhas, educação ambiental e cuidado com animais apreendidos”, afirmou a chefe substituta do parque, Ana Elisa Schittini. Comunicação ICMBio

quarta-feira, 18 de julho de 2012

FLAGRANTE DESRESPEITO AO MEIO AMBIENTE

FOTOS: RONALDO KOTSCHO Foto tirada às 13h 58 min no canal de Ilhabela no dia 18/07/ 2012. Um flagrante desrespeito ao meio ambiente. E a Petrobrás ainda quer aumentar o porto aqui em São Sebastião...

FOME! UM ARTIGO QUE TODOS DEVERIAM LER!

Fome, por Célio Pezza O poeta russo Nikolai Nekrasov (1821-1878) disse certa vez que “...no mundo impera um czar impiedoso: Fome é o seu nome!” Ele estava certo. De acordo com a FAO (Food and Agricultural Organization), órgão das Nações Unidas, tivemos, em 2009, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo passando fome crônica. Este é o mais alto índice desde 1970, quando começaram a ter estatísticas sobre o assunto. A fome se concentra nos países não desenvolvidos e é a maior vergonha para o planeta. Também, de acordo com a ONU e a UNICEF, temos entre 9-10 milhões de pessoas que morrem de fome por ano. Este número significa 26.000 mortes por dia ou 1.100 mortes por hora e é a maior causa de mortalidade no mundo. Em 1974, a ONU reiterou que o homem tem o direito de ser livre da fome e a comunidade internacional deveria ter como objetivo garantir a todos o alimento suficiente para viver. Os anos se passaram, mas o problema continua. Para quem nunca experimentou a fome crônica, é muito difícil entender o que ela significa. Quando colocar algo no estomago é a maior preocupação da vida, fica impossível pensar no futuro. Uma mãe que vê seu filho morrer de fome em seus braços, não tem como entender qual o motivo dele ter nascido. A fome é como uma doença seletiva, que não afeta determinados países e certas classes da sociedade. Ela não é classificada como uma pandemia, pois não é contagiosa, mas ela mata mais do que qualquer doença. Há quem diga que é inerente à civilização e que sempre existiu. Uns dizem que é falta de alimentos, mas na verdade, o que falta é o acesso aos alimentos. Os alimentos existem e o desperdício é grande. Problemas de colheitas, transporte, armazenamento, a ganância de quem vive da desgraça alheia e outras questões, contribuem para esta vergonhosa situação. No final de 2011, a editora-chefe da Deutsche Welle, a empresa internacional de comunicação da Alemanha, afirmou que a fome é politicamente tolerada e aceita, pois há coisas mais importantes e as vozes dos famintos não contam. O fato é que este impiedoso czar continua governando o mundo e, a cada ano que passa, ele fica mais poderoso e ávido por vidas humanas.

terça-feira, 17 de julho de 2012

VOLUNTÁRIOS MONTAM BIBLIOTECA EM PARQUE PARANAENSE

Cinco voluntários fazem a organização do acervo de publicações, de aproximadamente mil títulos, na sede administrativa do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange, no Paraná. Eles estão cuidando do armazenamento dos livros, revistas e outros documentos tanto na parte física como na digital. O trabalho faz parte da Gestão da Informação do Programa de Voluntariado do parque, iniciado este ano. Os voluntários são profissionais qualificados que já trabalham em bibliotecas de instituições do litoral e estão dispostos a colaborar com o parque. O local conta um importante acervo de livros, mapas e publicações da área de meio ambiente. Os títulos integravam originalmente a biblioteca do Ibama de Curitiba, que foi desativada. A previsão é que, em alguns meses, o trabalho dos voluntários esteja terminado, com a biblioteca toda montada, informatizada e aberta à consulta da comunidade local e regional. Estudantes e professores do ensino médio e superior, bem como pesquisadores, deverão ser usuários do acervo. A biblioteca oferecerá ainda suporte a atividades de educação e disseminação sobre meio ambiente. Dessa forma, o Parque Nacional poderá cumprir mais um dos seus objetivos legais de criação. Comunicação ICMBio

ADMINISTRADORA INVESTE EM SUSTENTABILIDADE E MELHORA A VIDA DOS CONDÔMINOS

A Habitacional, presente no mercado brasileiro como uma das mais sólidas administradoras imobiliárias está investindo em práticas sustentáveis para facilitar a vida de seus condôminos e contribuindo com o meio ambiente, realizando coletas de materiais poluentes. A empresa vem adotando medidas simples e eficazes que estão apresentando resultados consideráveis, como a disposição de pequenas caixas acrílicas chamadas “papa-pilhas” que na primeira semana em exposição, nas 12 mil unidades administradas, acabaram recolhendo 120 quilos de pilhas que seriam descartadas em lixo comum. Com um investimento mínimo e reaproveitamento de deslocamentos que já eram realizados pelos funcionários em visitas nos condomínios, os recicláveis vão sendo recolhidos aos poucos e com frequência, conscientizando o descarte verde. A administradora Habitacional, também investiu em uma parceria para recolher sobras de óleo vegetal dos condomínios, identificando galões retornáveis para o descarte sustentável do líquido, que depois é recolhido e entregue em uma recicladora, evitando que seja jogado em pias e ralos. Entre as medidas apresentadas pela empresa, ressaltam suas escolhas verdes ao longo do ano para presentear seus parceiros e clientes, como mudas de árvores, sacolas retornáveis tudo pensando no bem-estar e preservação ambiental. “Estas iniciativas têm atraído um tipo de consumidor que busca empreendimentos preocupados com o meio ambiente, pois sabem o valor que essas medidas sustentáveis têm para com a sociedade”, diz Marcio Bagnato, Diretor de Condomínios. Além disso, a Habitacional está finalizando outro projeto, o “Papel Zero”, onde seus clientes poderão escolher se querem receber documentos referentes ao condomínio por email, evitando assim o envio dos mesmos por meio de papel.

TECNOLOGIA BRASILEIRA RECUPERA ÁGUAS DE RIOS E LAGOS DE CIDADES

Tecnologia brasileira já recupera águas de rios e lagos em grandes cidades brasileiras como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte A água é uma das sete questões críticas listadas pela Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A escassez e má qualidade da água impactam, entre outras coisas, na segurança alimentar e nas condições de subsistência em todo o mundo. Tendo em vista que a água é um bem finito, a temática do momento deve ser a recuperação de rios e lagos, especialmente nas grandes metrópoles. O Brasil já emprega esforços nesse sentido há alguns anos, utilizando o processo de aplicação sequencial e em fluxo das técnicas de Coágulo/Floculação e Flotação para melhoria de cursos e corpos d'água nos principais centros urbanos do País, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A tecnologia, denominada FLOTFLUX® e desenvolvida pela DT Engenharia, é 100% nacional e inédita em escala mundial, com patente e marca registrada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Pode ser empregada em tratamento de água, esgoto, rios e balneários. No Rio de Janeiro, o sistema está instalado em Unidades de Tratamento de Rios (UTRs) em Jacarepaguá (UTR Arroio Fundo), na praia de Barra de Guaratiba (UTR Guaratiba), no Aterro do Flamengo (UTR Rio Carioca) e na Comunidade da Rocinha em São Conrado (UTR da Rocinha), assim como no Piscinão de Ramos, que possui um sistema de tratamento patenteado desde a captação da água até a sua destinação para a Baía de Guanabara. O complexo lagunar de Jacarepaguá terá, até 2016, 6.250 litros de água tratada por segundo através das UTRs. O projeto compreende, além da Unidade do Arroio Fundo, que já trata 1.800 litros por segundo, outras quatro a serem construídas nos rios Arroio Pavuna, Anil, Canal Pavuninha e Rio das Pedras. O início da construção das novas UTRs está previsto para o início de 2013. A proposta é que esteja realizada até as Olimpíadas de 2016, uma vez que é um compromisso firmado com o Comitê Olímpico Internacional (COI) através do Caderno de Encargos do evento. Solução similar está projetada para a Baía de Guanabara. Nesse caso, o sistema será composto por oito UTRs, localizadas no Canal do Mangue, Canal do Cunha, Canal do Irajá, Rio Pavuna/Meriti, Rio Sarapui, Rio Iguaçu e Rio Caceribu e Rio Guaxindiba. Funcionamento – As UTRs operam basicamente em quatro etapas: 1) Retenção de resíduos sólidos, 2) Injeção de coagulantes e polímeros – Floculação, 3) Microaeração da massa líquida – Flotação e 4) Remoção de lodo flotado. As metas do processo são alcançadas pela redução de substâncias poluentes indicadoras de qualidade como coliformes, matéria orgânica, fósforo total, óleos, graxas e pela diminuição da taxa de parâmetros perceptíveis como cor, turbidez e odor da água tratada. Como resultado da aplicação, tem-se o aumento expressivo da oxigenação das águas, fator significativo para a preservação e a conservação da vida aquática.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

TENDÊNCIAS DOS PROJETOS " VERDES" DA ARQUITETURA BRASILEIRA

Formada em Arquitetura e Urbanismo, Adriana Noya – vencedora do prêmio CASA COR 2012. Na categoria Projeto mais sustentável – apresenta dicas de como realizar ações sustentáveis O setor da construção civil vive um “boom” nas questões sustentáveis e têm motivado discussões sobre o papel e a responsabilidade das pessoas no desenvolvimento e preservação do meio ambiente. Com isso, crescem as ações efetivas por parte de empresas e da sociedade. O objetivo é reduzir a utilização de recursos naturais e reutilizar, conscientizar para o uso racional da água e gerenciar o destino dos resíduos corretamente, preferencialmente para reciclagem. O novo mercado eco eficiente exige um desenvolvimento contínuo da variedade de novos produtos que devem ser adequados às diferentes realidades de cada país. A arquitetura ecológica ainda é considerada uma novidade, entretanto as aplicações de técnicas sustentáveis na concepção de um projeto são cada vez mais recorrentes. Em relação, à avaliação de edifícios, o sistema americano LEED é referência em experiências internacionais de sucesso, e já está se tornando conhecido no Brasil. Existe uma diversificação de produtos sustentáveis que podem substituir os convencionais, do alicerce até a concretização da obra ou da decoração. Uma obra ecologicamente correta se caracteriza pela escolha do local, especificação e instalação dos materiais e equipamentos adequados, gerenciamento e destinação correta dos resíduos da obra e durante a vida útil da edificação. O projeto bem planejado e especificado reduz os gastos manutenção e proporcionam um menor impacto no meio ambiente, “Projetar de forma consciente e sustentável, é mais do que uma tendência, é o único futuro possível para nossa profissão, afirma a arquiteta Adriana Noya”. “Devemos enxergar a vida útil do material como um ciclo retornável, pois os resíduos devem ser aproveitados do começo a um novo início, assim lixo pode virar luxo”, explica. As empresas recicladoras de entulho transformam o entulho em novos materiais de construção. A indústria da arquitetura é uma grande fonte geradora de emprego com grande impacto ambiental e social. Para diminuir qualquer agressão na natureza, um ponto importante, é a viabilização de alternativas para a gestão dos resíduos sólidos da construção civil, com soluções que contribuam para redução de custos e preservação. Os trabalhadores de obras devem ter um treinamento adequado para conscientização sobre a aplicação adequada dos materiais, evitando quebras e perdas, gerando volume desnecessário de entulho e devem ser instruídos sobre a como tratar o entulho de uma construção. As sobras dispostas inadequadamente poluem o solo, degradam paisagens e constituem grave ameaça à saúde coletiva. Os resíduos devem ser separados, armazenados da forma correta e serem destinados para usinas de reciclagem ou postos de recebimento que vão dar nova utilidade a tudo isto. Razões para fazer a separação dos resíduos: · Responsabilidade ambiental, social e econômica; · Minimizar extração inadequada de recursos naturais; · Redução de custos; · Geração de emprego e renda; · Diminuição da disposição irregular de sobras e da poluição ambiental; · Melhora da qualidade de vida. É importante avaliar cada fase do decurso construtivo, desde o planejamento, operação e finalização da construção, além de metodologias de análise de produtos. Por isso, o arquiteto precisa gerenciar a instalação dos materiais, calcular as medidas com precisão e evitar quebras e desperdícios. “Trabalhamos para criar e projetar ambientes, casas, prédios, bairros, cidades, com nossas construções, reformas e decorações. Podemos transformar o futuro do nosso planeta, dependendo da forma que fazemos cada uma destas atividades, procedimentos, técnicas, equipamentos e materiais escolhidos”, conta Adriana. Qualquer obra mal planejada e gerenciada pode causar danos ao meio ambiente em maior ou menor proporção, independente de ser um grande empreendimento ou uma pequena reforma. Espaço ADEGA – CASA COR 2012 “Para projetar o espaço ADEGA na CASA COR 2012, por exemplo, selecionei opções com baixo impacto na natureza e produtos de reuso instalados de forma harmoniosa, criando uma atmosfera de bem-estar e conforto”, informa a profissional. Composta por piso em bambu prensado que é material de rápida renovação, revestimento nas paredes em filetes de mármore, que reaproveitam aparas de cortes maiores, ar condicionado com selo PROCEL, a mesa água com base feita com papelão reciclado, papel de parede aplicado com cola à base de água, tapete de lã, estantes e bancadas em madeira de demolição, reaproveitadas de pisos de casarões antigos, adegas com consumo energético 30% menor do que outras similares e iluminação em LEDs, que tem baixo gasto energético em substituição a lâmpadas incandescentes e dicroicas que consomem 2.818W, reduzindo para 684 w uma média de 76%. Além disso, o projeto conta com gerenciamento e destinação do entulho da obra para reciclagem e reuso. Outro ponto importante é que todo material de divulgação do escritório (cartões e folders) são em papel reciclado. Como construir com sustentabilidade e estilo: A escolha do local · Terrenos em áreas previamente desenvolvidas, aumentando a preservação de áreas virgens, · Locais com acesso a transporte público e aos serviços básicos e necessários no dia a dia, evitando deslocamentos desnecessários com automóveis e a consequente emissão de CO2. Áreas externas · Preservar áreas verdes; Utilizar plantas nativas ou xerófitas no projeto de paisagismo, evitando gasto desnecessário com irrigação. Utilizar água da chuva ou reaproveitada para irrigação Utilização de sistemas eficientes de irrigação como gotejamento. Facilitar a drenagem da água do solo através do uso de pisos drenantes, ou seja, evitar materiais impermeáveis para a área externa, isto evita que a água da chuva escorra, levando poluição aos mananciais. Coberturas Uso de cores claras, diminuindo o aquecimento na edificação e a necessidade de refrigeração. Coberturas verdes (ajardinadas) que ao mesmo tempo ajudam a absorver a água da chuva e evitar que ela escorra, levando poluição aos mananciais e ajudando a diminuir o impacto as ilhas urbanas de calor, o calor que se irradia em volta dos aglomerados urbanos, pela reflexão dos raios solares, e faz aumentar o desconforto das pessoas e o consumo com sistemas de refrigeração. Elas ajudam também a manutenção da temperatura na edificação. Desenho do projeto O projeto deve ser feito de forma integrada entre os profissionais de engenharia, e arquitetura para que o projeto seja desenvolvido com todas as especificações adequadas. Para um melhor resultado no desenvolvimento do projeto o BIM (Building Information Modeling) sistema integrado de softwares é utilizado para calcular com mais precisão e evitar desperdícios; Projetar levando em consideração a topografia, o clima, ventos, incidência solar, entorno, e tirar partido deles para privilegiar o projeto; Aproveitar iluminação natural e vista para o exterior, o máximo possível, isto além de economizar energia, proporciona bem estar aos ocupantes da edificação; Janelas em posição adequada, aproveitando a incidência dos ventos e em paredes opostas para permitirem ventilação cruzada, proporcionando uma temperatura mais adequada e renovação do ar. · Fazer o gerenciamento e destinação correta do entulho da obra, para reuso, reaproveitamento ou reciclagem, diminuindo o depósito em aterros e incineração; Fazer um projeto paisagístico pensando na manutenção e consumo de água e energia. · Escolher equipamentos de refrigeração sem CFC e com gás refrigerante menos agressivo a camada de ozônio; Durante a construção é importante priorizar: · Materiais de origem local, evitando a emissão de carbono com transporte e estimulando a economia local; · Produtos recicláveis e com baixo impacto ambiental, de rápida renovação na natureza, como o bambu, reaproveitáveis ou com componentes reciclados; · Madeiras com certificação de origem, ou selos que comprovem sua sustentabilidade como FSC conhecidos como os “verdes” (floorscore, Green Seal, greenlabel) e outros. Alguns deles já podem ser encontrados no Brasil; · Janelas inteligentes que vedam melhor, revestimentos de fachada ventilada e vidros que permitam o controle de iluminação e temperatura, aproveitando a luz solar e ao mesmo tempo evitando o aquecimento interno e consequente gasto desnecessário com ar condicionado; · Sistemas de geração de energia com painéis solares, tirando partido do nosso clima tropical e cores claras na fachada e cobertura, para diminuir o impacto das ilhas urbanas de calor e diminuir o gasto com refrigeração; · Evitar materiais que emitam COV’s (compostos orgânicos voláteis) para preservar a qualidade do ar; · Os equipamentos elétricos e eletrônicos que têm selos PROCEL, EnergyStar que oferecem maior eficiência energética; · Uso de dispositivos de iluminação com baixo gasto energético como os LEDs; Equipamentos e dispositivos hidráulicos eficientes, que gastem menos água; Materiais adequados a cada uso, proporcionando maior durabilidade e menor gasto com manutenção ou substituições; Parceria com fornecedores que tenham atitudes sustentáveis.

Ecoefiência ainda é um tabu entre as empresas do setor logístico

Ecoeficiência. Este é um conceito que ainda sofre resistência entre as empresas que atuam no segmento logístico, ressalta Washington Soares, vice-presidente da Câmara Brasileira de Contêineres, Transporte Ferroviário e Multimodal (CBC) e pesquisador de políticas sustentáveis e modais ecoeficientes. "Uma das maiores dificuldades é convencer os shareholders (acionistas) sobre a necessidade de uma mudança organizacional radical em direção ao desenvolvimento sustentável. O trabalho é árduo porque se inicia no topo da pirâmide, que deve instituir o aspecto ambiental no comportamento organizacional da corporação", ressalta. Ele cita a cultura "Lean Manufacturing" como modelo a ser seguido pelas empresas, pois proporciona um mapeamento do caminho crítico do processo, detectando os aspectos que podem ser aperfeiçoados do ponto de vista da ecoeficiência. Na Itri Rodoferrovia, empresa em que Soares é diretor, há um case de gestão com esta característica. A utilização do modal ferroviário vem sendo o responsável por uma mudança sustentável no transporte de cargas: "A operação de 132 vagões no Porto de Santos, de segunda a sábado, retira do tráfego diário 132 caminhões com contêineres de 40 Teus ou 264 caminhões com contêineres de 20 Teus". A medida tem um impacto positivo ao diminuir a emissão de CO2 no ar em um ambiente com o tráfego extremamente intenso como o cais santista, por onde circulam, segundo a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), de 8 a 10 mil veículos por dia. A projeção é de que aproximadamente 7 mil quilos de dióxido de carbono são emitidos por quilômetro rodado no complexo, um dado ambientalmente preocupante. O tema ecoeficiência está, também, na agenda do mercado internacional. Conferências como a Rio+20 e a POMS (Production and Operations Management Society) 2012, realizada em Chicago (USA) e cujo o tema foi Operações Sustentáveis, são exemplos disso. "Apresentamos, neste encontro um trabalho que versa sobre a importância de estratégias de controle do processo de transporte em termos de tempo. O objetivo do artigo é demonstrar as formas de se aplicar controle na ferrovia, para gestão da ecoeficiência, sobretudo, no estudo de caso da realidade brasileira com foco na burocracia do ambiente portuário. Abordamos as inovações organizacionais com base na cultura ´Lean Manufacturing`", afirma. Inovações - Washington Soares destaca que, além de uma mudança no comportamento organizacional das empresas, é fundamental a realização de ações conjuntas entre todos os agentes intervenientes da cadeia de atividade logística multimodal. "Este conceito pode facilitar a acessibilidade do porto e reduzir emissões de CO2. Entretanto, depende de inovações tecnológicas cujo conceito de Modal Shift (troca modal) será importante para fomentar a produtividade com soluções técnicas aos entraves portuários. A partir da escolha do modal, é possível optar por processos mais ecoeficientes. Isso tem que ser pensado em conjunto", explica. A influência dessa opção sustentável pela ferrovia pode ser estender a diminuição do custo do transporte. Depende, no entanto, da regularidade do operador em utilizar o modal, ressalta Soares. “Em custo de transporte não existe ganhos, custo é custo, porém, é possível aumentar a eficiência da operação e produtividade para viabilizar garantias entre o usuário e o concessionário. Para esta finalidade são necessários contratos de risco com metas específicas para reduzir custos com economia de escala, para se obter a vantagem competitiva por meio do serviço shuttle (trens expressos diários) de contêineres".

sexta-feira, 13 de julho de 2012

MUTIRÃO VAI RECUPERAR TRILHAS NA PEDRA DA GÁVEA

O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, promove neste sábado (14) mutirão de voluntários para colocar mais de cem degraus e de diversos drenos nas trilhas que se encontram em condições precárias na Pedra da Gávea. O mutirão começa às 9h. O coordenador do evento, Lucio Palma, afirma que o esforço será grande devido à enorme quantidade de degraus e drenos que precisam ser instalados. “Por isso, vamos concentrar os trabalhos na parte baixa da trilha, ou seja, não haverá subida ao cume durante o mutirão”, avisa ele. Ele disse que, embora os trabalhos devam ficar restritos a um trecho de apenas 800 metros de trilha, será preciso a ajuda de todos, já que o volume de trabalho será intenso. “A construção desses degraus e drenos visa a diminuir a erosão causada pelas águas, tornando esse trecho da trilha muito mais seguro aos visitantes”, explicou ele. O ponto de encontro para os voluntários será na praça entre a Estrada Sorimã e a Avenida Feming, na Barra da Tijuca, às 8h30. Serviço: Mais informações: (21) 2492-2252/53 (ramal 101) ou (21) 2491-1700 E-mail: voluntarios.pnt@gmail.com

quinta-feira, 12 de julho de 2012

QUE TAL HIGIENIZAR A CASA COM FRUTAS CÍTRICAS?

Limpeza Verde lança Eco Solution, linha sustentável para a limpeza de ambientes internos e externos Produtos químicos não são as melhores opções para a higienização doméstica, além de poluírem o meio ambiente, podem afetar diretamente a saúde dos moradores. Ao perceber a boa receptividade e crescente demanda do público por produtos “verdes”, que não agridem a natureza nem o bem-estar da família, a Limpeza Verde criou uma nova linha com artigos de diferentes finalidades, a Eco Solution. Composta por quatro soluções líquidas, para limpeza geral (Stopmofo), de vidros, de cozinhas e limpa limo, os produtos são fabricados a partir do Citrus – acido natural encontrado nas frutas cítricas e vêm em ergonômicas embalagens, fáceis de usar, com bico spray. “As opções podem ser usadas por todos os tipos pessoas. São indicadas, principalmente, para aquelas que têm alergias ou alguma resistência a componentes químicos, já que os produtos são totalmente ecológicos e elaborados a base de substâncias naturais”, diz Nilton Nakabayashi, diretor operacional da Limpeza Verde. Para completar seu mix de produtos, a Limpeza Verde oferece também, soluções com aplicações práticas e convenientes para roupas e calçados. O Bastão Tira Manchas, biodegradável e totalmente livre de química em sua fórmula, desenvolvido para ser usado na pré-lavagem e remoção de manchas. A fórmula obteve tanto sucesso de vendas que a Limpeza Verde criou o Bastão Limpa Tênis, que segue o mesmo princípio, mas voltado exclusivamente para a higienização e remoção de odor em sapatos, e o Bastão Tira Manchas Mini, que pode ser levado na bolsa para retirar pequenas manchas em casos emergenciais.

Fundos ambientais abrem chamadas para a Caatinga

1/07/2012 Agricultores da reforma agrária interessados no manejo florestal e industrias que consomem lenha e carvão podem enviar projetos até 12 de agosto O Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF) e o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC) lançaram nesta quarta-feira, 11/07, duas novas chamadas de projetos que vão contribuir para a sustentabilidade da cadeia da lenha e do carvão no Nordeste, região que tem cerca de 30% da matriz energética formada por esses produtos florestais. A estratégia dos Fundos – geridos pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), respectivamente – é apoiar, de um lado, agricultores da reforma agrária com assistência técnica para a produção de lenha e carvão por meio do manejo florestal. E, de outro, as empresas que consomem esses insumos no aquecimento de fornos, para que alcancem uma maior eficiência no uso desses recursos florestais. Podem ser beneficiados agricultores familiares do Seridó, Médio Sertão e Cariri Ocidental, na Paraíba, e do Sertão do Apodi, no Rio Grande do Norte. Para as empresas, as regiões – com exceção do Cariri Ocidental –, são as mesmas, acrescidas do Agreste Meridional de Pernambuco. O prazo para envio vai até 12 de agosto. Os locais escolhidos têm, em comum, uma grande demanda por produtos florestais para o abastecimento de polos industriais têxtil, de cal e de cerâmica. A lenha, o carvão e resíduos florestais chegam a representar cerca de 90% da energia utilizada na fabricação desses produtos, segundo Anuário Estatístico 2011 do Ministério de Minas e Energia. Dignidade Os assentados que forem atendidos ajudarão a prover lenha legalizada e sustentável no mercado. Os benefícios, porém, não são só econômicos. “O manejo traz, junto com a legalização, dignidade para os agricultores, que vão cortar lenha com segurança e assistência técnica. E quem tem plano de manejo, obrigatoriamente, vai ter reserva legal averbada e área de proteção ambiental respeitada, senão o plano não é aprovado”, afirma o chefe da Unidade Regional Nordeste do SFB, Newton Barcellos Já as empresas que tiverem seus projetos escolhidos contarão com assistência para aumentar a eficiência energética dos seus processos de produção. De acordo com o coordenador do FNDF, Fábio Chicuta, “mudanças na estocagem, secagem e separação da lenha, aliada à adaptações nos fornos, por exemplo, melhoram o uso do insumo energético, reduzem custos e evitam desperdício”. Polos O Seridó e o Médio Sertão, na Paraíba são conhecidos pela concentração de empresas de cerâmica vermelha, segmento da indústria que, em todo o Nordeste, utiliza cerca de 8 milhões de metros cúbicos de lenha por ano. A importância de investir em lenha produzida de forma sustentável fica mais evidente ao se avaliar o crescimento do consumo de produtos de cerâmica vermelha, como telhas, tijolos, lajotas e tubos. Em 2006, o número de peças consumidas per capita no país era de 368. Em 2010, saltou para 444,5 unidades per capita. No Cariri Ocidental, a lenha produzida abastece pequenos empreendimentos locais, mas a região tem surgido como uma fornecedora para empresas de fora da Paraíba. No Sertão do Apodi, no Rio Grande do Norte, a demanda mais forte vem das indústrias de cal. No Agreste Meridional de Pernambuco, o setor têxtil demanda enorme quantidade de lenha para aquecer caldeiras utilizadas no processo produtivo. O Agreste pernambucano é o segundo maior produtor têxtil do Brasil. Confira as chamadas em www.florestal.gov.br/chamadasfndf

APÓS RELAX NA PRAIA, ELEFANTE-MARINHO VOLTA PARA CASA

O filhote de elefante-marinho, que apareceu na semana passada numa área de rochedos, na Praia do Rosa, em Imbituba (SC), onde fica a Área de Proteção Ambiental (APA) Baleia Franca, já está de volta ao mar, são e salvo. Depois de ficar dias no local, ele, ou ela, já que se tratava de uma fêmea, deslizou pelas pedras, caiu na água e desapareceu, retornando ao seu habitat. Segundo a chefe-substituta da APA, Luciana Moreira, tratava-se de uma fêmea juvenil de 2,86 m de comprimento, que queria apenas dar uma relaxada. “Ela apareceu nos rochedos, ambiente muito similar ao encontrado nas colônias reprodutivas, e estava com bom aspecto, mas bastante cansada, o que demostrou a necessidade de descanso", explicou. Durante a semana, uma equipe formada por técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que atuam na APA e Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA), e parceiros de ONGs e da Polícia Ambiental do Estado, esteve no local, monitorando as condições do animal. A avaliação de uma veterinária revelou que o filhote estava em excelentes condições físicas, reagindo bem a aproximação, bem nutrido e com coloração de mucosas normal. Por isso, descartou-se fazer a contenção (transporte do animal até o mar), já que se trata de um processo extremamente estressante e que poderia causar danos à condição do animal, havendo risco de morte durante a manipulação. Luciana Moreira aproveitou o fato para explicar que, em caso de encalhes, a APA tem um protocolo que deve ser seguido. "O objetivo do protocolo é articular a rede de instituições que podem contribuir nos casos de ocorrência de encalhes, seja de animais vivos ou mortos. Neste caso, tivemos o apoio da Policia Ambiental, R3 animal e CMA/ICMBio", explicou. Serviço: Como ajudar em casos de encalhe: - Entre em contato com as instituições responsáveis - Não tente devolver o animal para a água - Ajude a isolar a área mantendo pessoas e animais domésticos afastados - Faça fotografias do animal, possibilitando a identificação da espécie e documentação do caso - Colabore com a sensibilização e a conscientização da comunidade Proteja a sua saúde: - Os animais encalhados podem transmitir doenças aos seres humanos. Evite respirar o ar expirado pelos animais - Não se aproxime. São animais grandes em situação de debilidade física, que podem se tornar ariscos com a aproximação de outros indivíduos e causar ferimentos Comunicação ICMBio

Brasil elabora guia com 120 iniciativas concretas de economia verde

A Conferência as Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) deixou um importante legado para sustentabilidade de estados e municípios. Trata-se de um guia com quase 120 iniciativas concretas para economia verde inclusiva e em andamento nos biomas brasileiros. Cerca de 50 dessas experiências demonstram, na prática, as lições aprendidas pelos vários estados e municípios do Brasil.As experiências, sistematizadas num acordo de cooperação entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), foram apresentadas e debatidas nos encontros dos Diálogos Federativos e resultaram no documento “Iniciativas de Economia Verde no Brasil: experiências das unidades federativas em promover uma economia verde inclusiva”, já disponível para consulta. A coletânea foi divulgada no quarto encontro dos Diálogos Federativos, dia 22 de junho, no Parque dos Atletas, durante a Rio+20. Mais informações em www.dialogosfederativos.wordpress.com

Governo Federal lança blog para discutir sustentabilidade com estados e municípios

O Governo Federal dispõe de um novo canal de comunicação com estados, municípios e sociedade para as discussões sobre desenvolvimento sustentável. Criado para acompanhar a série de eventos Diálogos Federativos que envolveu representantes dos três níveis de governo antes e durante a Rio+20, o blog ‘Diálogos Federativos’ se consolidou como fonte de informação e interação com os entes federados sobre os desafios das transformações operadas pelo conceito de economia verde inclusiva. Por meio do blog é possível acompanhar e participar das principais discussões envolvendo estados e municípios na busca conjunta pela construção de uma agenda nacional de desenvolvimento sustentável, pós Rio+20. Acesse: www.dialogosfederativos.wordpress.com

Estúdios da Record no Rio recebem certificação internacional de sustentabilidade

Projeto idealizado pelo arquiteto Edo Rocha para núcleo de teledramaturgia da emissora conquista menção ouro do LEED A Rede Record e o escritório Edo Rocha Espaços Corporativos têm motivo para comemorar. O projeto que abriga núcleo de teledramaturgia da emissora no Rio de Janeiro, conhecido como RecNov e considerado um dos maiores estúdios de novelas da América Latina, com aproximadamente 260 mil m², acaba de conquistar a certificação Ouro do LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), na categoria Novas Construções. A certificação LEED, que é a principal referência internacional em sustentabilidade na construção civil, reconheceu um projeto que foi concebido sobre três bases: sistemas operacionais mais eficientes, ambientes de trabalho funcionais e acolhedores, sem perder de vista a plena integração ao meio ambiente. Para garantir a redução do consumo de água, por exemplo, todos os efluentes de esgoto do RecNov, por exemplo, são tratados, por meio de jardins filtrantes, e depois a água segue para reuso em irrigação, vasos sanitários e depósito de prevenção de incêndio. Os artistas foram beneficiados com a adoção de camarins com proteção térmica e acústica. Os estúdios possuem ainda “estacionamentos” de cenários, facilitando o fluxo de pessoas e de equipamentos. Edo Rocha já recebeu outras três certificações LEED: WT Nações Unidas 1 e 2, prata, na categoria Core & Shell, em outubro 2009; o projeto do Banco Votorantim, ouro, na categoria Interiores, em dezembro 2011, quando também levou a menção prata pelo WT Águas Claras, na categoria Core & Shell. Isso sem contar o Prêmio GBC Brasil Ouro, conquistado em julho de 2010. O escritório ainda aguarda a certificação de mais oito projetos que estão sendo auditados pela GBC e também receberão o selo LEED, totalizando cerca de 700 mil m² de área construída. O Green Building Council Brasil, criado em março de 2007, é uma organização não governamental que surgiu nos Estados Unidos para auxiliar e estimular o desenvolvimento da indústria da construção sustentável, instigando a adoção de práticas de Green Building em processos integrados de concepção, construção e operação de edificações.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

ESTUDO VÊ CONCENTRAÇÃO DE MERCÚRIO EM TARTARUGAS VERDES

Resultados do estudo “Mercury in the sea turtle Chelonia mydas (Linnaeus, 1958) from Ceará coast, NE Brazil”, publicado na revista Anais da Academia Brasileira de Ciências, indicam a concentração do metal mercúrio (Hg) em tartarugas marinhas pesquisadas no litoral cearense. O estudo, realizado com fragmentos de carapaça de tartarugas verdes (Chelonia mydas), mostrou uma correlação positiva entre os resultados das análises desses fragmentos com os das análises de órgãos internos. O método utilizado, não invasivo e não letal, é indicado como alternativa para a coleta de dados, até então realizada em animais mortos. Isso pode ampliar a quantidade de indivíduos analisados em estudos desse tipo, trazendo informações importantes para o monitoramento dos níveis de concentração de metais e outros poluentes e seus impactos na vida dos animais e no ambiente marinho. Serviço: Clique aqui para acessar o artigo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0001-37652012000100012&lng=pt&nrm=iso&tlng=en Comunicação ICMBio

terça-feira, 10 de julho de 2012

ANA, ABC e OTCA lançam Projeto Amazonas

Autoridades da Agência Nacional de Águas (ANA), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) lançaram o Projeto Amazonas, em solenidade realizada hoje (6) na sede da ANA, em Brasília. O evento contou com a presença do ministro e diretor da ABC, Marcos Farani, do ministro-chefe da Divisão da América Meridional II do Ministério das Relações Exteriores, Clemente de Baena Soares e do secretário-geral da OTCA, Robby Ramlakam, recepcionados pelos diretores da ANA Vicente Andreu, Paulo Varella e Dalvino Troccoli e equipe técnica. O Projeto Amazonas, cujo objetivo é fortalecer as agências internacionais de água, será executado pela OTCA a partir do intercâmbio de informações sobre os recursos hídricos da Bacia Amazônica, sob implementação da ANA e da ABC. “Ter a ANA como o ponto focal dessa cooperação significa um grande passo, marca o início de um grande projeto”, afirmou o ministro Marcos Farani. No âmbito do projeto também estão previstas ações de capacitação e treinamento em técnicas de medição de vazão, qualidade das águas, sedimentologia, gestão de recursos hídricos, direito das águas, fenômenos hidrológicos extremos, entre outros temas, além da estruturação de uma rede de monitoramento hidrometeorológico nos países sul-americanos membros (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela). Para o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, não é mais cabível, em pleno século XXI, ainda existirem limites geográficos para temas fundamentais como a água. “Esse projeto nos leva à reflexão de que a gestão das águas não é um desafio isolado, mas sim um integrador geográfico”, defendeu Varella. Com investimentos da ordem de R$ 2 milhões e término previsto para 2014, o projeto está inserido na cooperação entre as três instituições e tem como objetivo principal Para este ano a ANA empenha R$ 500 mil. A Bacia Amazônica A Bacia Hidrográfica do Rio Amazonas é a responsável pela maior rede hidrográfica existente. Ocupa uma área de mais de 6 milhões de Km2, tendo como rio principal o Amazonas, que nasce nos Andes Peruanos e desagua no Oceano Atlântico (na Região Norte do Brasil). A bacia perpassa os continentes e se estende por 63% do território brasileiro, 17% do peruano, 11% do boliviano, 5,8% do colombiano, 2,2% do equatoriano, 0,7% do venezuelano e 0,2% do guianês. Texto:Ascom/ANA

sexta-feira, 6 de julho de 2012

DESCOBERTO NINHO DE GAVIÃO-REAL NO ENTORNO DO PARQUE DA BODOQUENA

Um ninho de harpia (Harpia harpyja), ou gavião-real como a ave é conhecida popularmente, foi descoberto no Assentamento Canaã, no município de Bodoquena (MS), durante o final de semana pela equipe do Parque Nacional (Parna) da Serra da Bodoquena e do Programa de Conservação do Gavião-Real (PCGR). O ninho fica a cerca de quatro quilômetros dos limites do parque. O ninho foi construído na forquilha principal de um jatobá-mirim (Guibourtia hymenifolia) e está a 14 metros do chão. O filhote, avistado durante o mapeamento e coletas de vestígios de presas e dimensões da árvore e ninho, está voando bem. Pela plumagem e data do primeiro avistamento por um agricultor da região, em fevereiro do ano passado, o filhote deve ter cerca de um ano e quatro meses. Esse é o segundo ninho mapeado no entorno da unidade de conservação sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O primeiro foi localizado em 2005 e monitorado até 2006 pelos servidores Alexandre Pereira e Ivan Salzo, então lotados no Parque. O registro foi publicado na Revista Brasileira de Ornitologia. Expedição Na expedição desse fim de semana, a equipe do PCGR, composta pela bióloga Helena Aguiar e pelo escalador de árvores Olivier Jaudoin, foi ao local para realizar a prospecção de ninhos da harpia com base nos registros fotográficos e audiovisuais da espécie nos municípios de Bodoquena e Bonito. O analista ambiental e chefe do parque nacional, Fernando Correia Villela, apoiou e acompanhou as atividades no Assentamento Canaã, em Bodoquena, e na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Saci e Fazenda São Geraldo, em Bonito. A identificação do ninho teve a ajuda de empregados da Fazenda Boca da Onça, que participaram de palestra sobre a ave. Na ocasião, Osmiro Rodrigues, chefe da equipe de turismo, disse ter obtido informações de que o agricultor Sebastião Ibarras conhecia um ninho com um gavião muito grande. A equipe chegou ao local com a ajuda do agricultor. Divulgação Para a bióloga Helena Aguiar, este registro confirma a importância das ações de divulgação e entrevistas sobre avistamentos e a presença de ninhos relatados pelas comunidades do entorno das áreas florestais onde vivem as harpias. “Dados do PCGR indicam que em 83 ninhos mapeados e monitorados pelo programa, 97,5% são oriundos de informações diretas sobre a localização dos ninhos por agricultores, pesquisadores e pessoas que habitam no entorno das áreas de nidificação da harpia”, explica a Helena. Os contatos feitos através do site do PCGR foram importantes para o retorno da equipe à região da Serra da Bodoquena. Além do servidor do ICMBio que comunicou o avistamento da harpia, no extremo sul do parque, funcionários e guias de áreas relacionadas ao turismo na região enviaram fotos e informações do avistamento na Fazenda Boca da Onça, uma das áreas de prospecção por ninhos. Com relação ao ninho localizado em 2005, na RPPN Saci, às margens do rio Taquaral no limite leste do Parque, desde 2006 não há registros de reutilização pelo casal. A equipe voltou ao local para procurar outro ninho no entorno e nos locais de avistamentos de filhote e adultos de harpia, mas não foi possível encontrá-los nesta expedição. O parque O Parque Nacional da Serra da Bodoquena fica no Mato Grosso do Sul e protege 76.481 hectares de floresta estacional, abrangendo os municípios de Bodoquena, Bonito, Jardim e Porto Murtinho. “Além da grande diversidade de aves no Parque, o avistamento das harpias, especificamente, é um ótimo indicador da biodiversidade privilegiada da unidade, mostrando também a importância do trabalho com as comunidades do entorno”, destaca o chefe do Parque, Fernando Villela. Para saber mais sobre o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, clique aqui.

Paisagismo de varandas e áreas internas exige conservação

Artigo de: Daniela Sedo. Fazer um paisagismo em varanda ou mesmo dentro de casa é irresistível e pode não ser tão difícil. O problema está justamente na manutenção e conservação, pois esse tipo de natureza, quando mal tratada, não costuma resistir muito tempo. A solução para as dúvidas mais frequentes é conhecimento de algumas características de cada uma das plantas. É necessário descobrir se são espécies que necessitem de sol ou de sombra. As espécies de sol, como o nome diz, são aquelas que apreciam e precisam da luz do sol diretamente em suas folhas. Apenas claridade não é suficiente, elas gostam de ‘tomar sol’, e acumulam calor. Essas espécies costumam se desenvolver bem em solo basicamente de terra, e precisam de regas abundantes, de 3 a 4 vezes na semana, e adubação constante. Outras espécies, também de sol, preferem solo arenoso e com pouca terra, como é o caso dos cactus. Diferentemente das anteriores, essas não precisam, e nem gostam de água, pois, se hidratam através da umidade do ar, que é captado sob a ‘pelugem’ que reveste suas folhas. Os cactus apodrecem facilmente, se forem regados com frequência, ou mesmo se receberem chuvas constantes. Já as espécies de sombra, geralmente possuem folhas mais delicadas, e seu porte/tamanho varia de 20cm a 2m, pois dificilmente passam desta altura. Neste caso, o solo deve possuir uma composição diferenciada, contendo serragem, húmus, alguns tipos de nutrientes em farelo, adequados às raízes finas e suas necessidades orgânicas. Esse tipo de solo se mantém ‘soltinho’ e não deve ficar compactado ou encharcado. Vasos para espécies com essas características devem ser bem drenados, permitindo que o excesso de água saia do vaso, caso contrario as raízes podem começar a apodrecer, causando doenças e ate a morte da muda. As espécies internas requerem cuidados específicos. Seguem 5 dicas simples de cuidados diários: 1. A limpeza constante das folhagens é fundamental para a saúde e beleza da sua planta. Essa limpeza ajuda a espécie a respirar e previne o aparecimento de pragas, como cochonilhas e pulgões. 2. Hidrate as folhas com um pano úmido pelo menos uma vez ao mês, enquanto faz a limpeza. Essa hidratação evita que apareçam manchas de ressecamento na ponta das folhas, geralmente causado pela poluição e ar seco das grandes cidades. Você verá rapidamente uma grande diferença na beleza e saúde delas! 3. Ambientes com ar condicionado são prejudiciais às espécies, reduzem a vitalidade, o brilho e o tempo de vida. Evite posicionar os vasos próximos ou logo abaixo dos dutos de ar. 4. A rega deve ser controlada de 1 a 2 vezes por semana, com pouca água. A quantidade de água pode variar de acordo com o tamanho da espécie. 5. Outra preocupação constante é o surgimento de fungos, que podem ser identificados pela colocação amarelada da folhagem e odor na terra, ocasionado pelo excesso de água. Se isso acontecer, diminua a quantidade de água, ou aumente o intervalo de dias entre uma rega e outra. Mas, quem não tem muito tempo e quer manter o paisagismo sempre perfeito, hoje já existem empresas, que além de desenvolverem projetos, também prestam o serviço de manutenção.