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sábado, 24 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL, FELIZ NATAL, FELIZ NATAL!

Aos leitores do Programa Linha Verde, um Feliz Natal e muito verde...

FOTO RONALDO KOSTCHO

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

ICMBio e Ibama apreendem mais de 300 tartarugas em Roraima

Uma operação de fiscalização na região do Baixo rio Branco, em Roraima, acaba de apreender 327 quelônios (animais com casco), em sua grande maioria fêmeas adultas de tartarugas-da-Amazônia (Podocnemis expansa). Seis homens, integrantes de uma quadrilha especializada em tráfico de animais que atuava em Caracaraí, foram detidos. Essa foi a maior apreensão de tartarugas adultas nos últimos anos na Amazônia.

Realizada em parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ibama e Policia Militar, a operação, encerrada ontem (quarta, 21), contou com a participação de seis fiscais, seis policiais e suporte logístico do Parque Nacional do Viruá, administrado pelo ICMBio. Foram lavrados 23 autos de infração.
Segundo o coordenador da operação, Azemar Marques, do Ibama, foram destruídos ao todo quatro “currais” (onde os animais são provisoriamente estocados vivos), seis acampamentos (conhecidos como “paragens”) e várias embarcações utilizadas pelos “tartarugueiros” (como são chamados os traficantes) durante a fase de reprodução das tartarugas, que em Roraima começa em dezembro e se estende até fevereiro.

NOITE – A maioria dos animais foi apreendida durante à noite, período utilizado pelos traficantes para se deslocar nos rios da região. Para o gerente logístico da operação, Samuel Lima Rodrigues, “as abordagens noturnas, apesar de muito arriscadas, são a única forma de apreender os animais”, uma vez que os infratores se aproveitam do escuro da noite para se deslocar com os barcos apagados, despistando a fiscalização. Além disso, segundo ele, “é preciso deixar o motor desligado e as luzes apagadas para garantir a chance de flagrante”.
Ao todo foram realizadas sete apreensões durante a operação, as duas maiores totalizando 167 e 108 tartarugas em dois grupos de barcos. Das mais de 300 tartarugas, apenas 42 foram localizadas em terra, o que revela a importância das barreiras noturnas para a realização dos flagrantes nas embarcações. Os animais foram devolvidos à natureza pelos fiscais do ICMBio e Ibama.

Segundo o Major Vasco Ribeiro, comandante da Companhia Independente de Policiamento Ambiental (CIPA) da Policia Militar de Roraima, a grande maioria das tartarugas foram encontradas amarradas e ensacadas, prontas para serem transportadas e vendidas provavelmente em Boa Vista (capital do estado), por valores entre R$ 300 (as maiores) e R$ 100 (as menores). “Fico feliz de saber que nosso trabalho fez a diferença para mais de 300 tartarugas”, disse.

PRESOS – Os seis infratores foram enquadrados em flagrante pela Policia Federal nos parágrafos 1º, 4º e 5º da Lei 9.605 de 1998 (referente a crimes contra a fauna, combinados com o artigo 288 do Código Penal), com o agravante de formação de quadrilha e maus tratos aos animais, tornando o crime inafiançável. Eles foram encaminhados para a Penitenciária Agrícola Monte Cristo, onde estão presos.

Para o chefe do Parque Nacional do Viruá, Antonio Lisboa, a ação só foi possível graças à parceria entre o ICMBio, Ibama e a CIPA. “Nossa missão é difícil e envolve muitos riscos, mas, com união de esforços e estratégia, é possível otimizar recursos e ter sucesso”.

Localizada no centro-sul de Roraima, a região do baixo rio Branco é um dos principais tabuleiros de quelônios da Amazônia. Constitui uma das principais áreas de reprodução desses animais no País. A enorme extensão da área e sua baixíssima ocupação (que inclui trechos de mais de 200 quilômetros de rios sem qualquer habitação humana) a tornam extremamente vulnerável à ação de quadrilhas de “tartarugueiros”, sobretudo, do Amazonas.

A pressão ocorre entre os meses de dezembro a fevereiro quando milhares de tartarugas chegam às extensas praias de areia da região para desovarem, período em que se tornam muito suscetíveis à captura ilegal. A última grande apreensão na região havia sido feita em 2005 em uma operação custeada pelo parque Nacional do Viruá, quando foram apreendidas 680 tartarugas. Em 2006, um atentado a outra missão realizada pelo parque, resultou na morte de um colaborador comunitário e dois técnicos do Ibama baleados.

EM SANTOS(SP) ECONATAL NOS MORROS UNE CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA E ARTE

Respeito ao meio ambiente e à arte no mesmo espaço, tendo como inspiração o Natal. Os moradores dos morros da Nova Cintra e São Bento participaram do primeiro EcoNatal, na noite de quarta-feira (21), junto à Lagoa da Saudade. Ali, houve apresentação de artistas da região e do auto de Natal, encenado pelos alunos do Centro de Juventude.

O que também chamou a atenção foram as obras do artista plástico José Renaldo dos Santos, feitas com garrafas pet. "Acho que o resultado ajuda a natureza". Ele decorou parte da lagoa com velas, bonecos de neve gigantes e árvore da Natal.

Geni da Silva Gonçalves, 83 anos, residente no Morro da Nova Cintra, ficou encantada com a criatividade do artista. "Acho importante aproveitar o que muita gente joga fora e fazer essas coisas lindas". A aposentada Maria Cleusa de Jesus, 65 anos, que mora no São Bento, completou: "Todos deviam seguir esse exemplo".

Segundo Cosme Costa, chefe do Centro de Juventude dos Morros, apenas a parte de baixo da garrafa é usada nas obras. O resto é aproveitado por uma cooperativa que fabrica vassouras com o plástico reciclado.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

CRIE SUA PRÓPRIA RESERVA NATURAL


O Brasil conta atualmente com 565 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), que juntas somam quase 500 mil hectares. O número pode até ser tímido, mas a meta do governo brasileiro é ampliar ainda mais o número dessas reservas cuja característica principal é a sensibilização do cidadão comum para a conservação de parte da biodiversidade existente em sua propriedade particular.
Categoria criada pela iniciativa de proprietários rurais, elas têm como principal característica a conservação da diversidade biológica, garantindo ao proprietário a titularidade do imóvel. São importantes por possibilitarem a participação da iniciativa privada no esforço nacional da conservação da natureza; apresentarem índices altamente positivos na relação custo/benefício; contribuírem para ampliação das áreas protegidas no país; possuírem grande poder de difusão regional.
Essas unidades são importantes também na zona de amortecimento de outras Unidades de Conservação; possibilitam novas estratégias de conservação, especialmente em biomas muito fragmentados; e ajudam a compor mosaicos de Unidades de Conservação restaurando a conectividade entre diferentes Unidades.
A RPPN foi a primeira categoria de Unidade de Conservação regulamentada após a publicação da Lei nº 9.985 de 18 de julho de 2000, popularmente conhecida como Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). Atualmente, a legislação que vigora sobre a criação e gestão de RPPN é o Decreto 5.746, de 05 de abril de 2006.
O brasileiro interessado em começar a maratona de proteção dessa área, pode criar uma RPPN. Para isso é necessário solicitar a criação da reserva via internet junto ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, por meio do Sistema Informatizado de Monitoria de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (SIMRPPN), por meio do qual pode ser solicitada a criação de uma ou mais reservas. O Sistema pode ser acessado clicando aqui.
Para criar uma RPPN, a área deve ser significativa para a proteção da diversidade biológica, possuir paisagens de grande beleza, ou reunir condições que justifiquem ações de recuperação ambiental, capazes de promover a conservação de ecossistemas frágeis ou ameaçados. Pessoas físicas, empresas de todos os portes, assim como entidades civis e religiosas podem requerer a criação de uma RPPN.
O SIMRPPN foi desenvolvido com o objetivo de tornar o trâmite de criação de RPPN mais ágil, além de possibilitar que o proprietário acompanhe o andamento do seu processo de criação. O requerimento está dividido em quatro etapas. A primeira delas corresponde aos dados do imóvel onde se constituirá a RPPN.
A segunda etapa é referente aos dados pessoais dos proprietários do imóvel. Depois, o interessado preenche o memorial descritivo da área do imóvel e da área da RPPN. Já a última etapa fica como opcional para o proprietário, caso ele deseje enviar fotos da área da RPPN.
Após finalizar o requerimento de criação da RPPN, o sistema disponibiliza para impressão folha de rosto com orientações sobre o envio da documentação para a criação da reserva, requerimento de criação, memorial descritivo da área do imóvel e da área da reserva e croqui da área da RPPN proposta. Após esses procedimentos, o interessado deve enviar os documentos para a sede do ICMBio. A criação da reserva pode ser acompanhada via sistema.
Com base nisso, o ICMBio analisa a documentação e realiza vistoria na área proposta. Após parecer favorável sobre a criação da reserva. Daí parte-se para a divulgação da intenção sobre a criação da reserva no Diário Oficial da União e na Internet (Portal do ICMBio), pelo prazo de 20 dias.
Após o prazo cabe ao Instituto avaliar os resultados e implicações da criação da unidade e emitir parecer técnico conclusivo. O proprietário é então notificado, para que assine o Termo de Compromisso e sua averbação junto à matrícula do imóvel afetado, no Registro de Imóveis competente. Após a averbação, o Instituto pode publicar a portaria de criação da reserva.
Além da conservação da área existem outros benefícios para o proprietário, tais como: permanecer com o direito de propriedade preservado; isenção do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) referente à área criada. Outro aspecto é que os projetos elaborados pelo proprietário da área têm prioridade na fila de análises feitas pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente – FNMA, gerido pelo Ministério do Meio Ambiente, seja ao longo do ano ou por meio de editais que o FNMA publica. Como exemplos, o Fundo apoia projetos para elaboração de Plano de Manejo e de capacitação de gestores da RPPN.
O cidadão tem ainda preferência na análise de pedidos de concessão de crédito agrícola, junto às instituições oficiais de crédito, para projetos a serem implementados em propriedades que possuírem RPPN em seus perímetros; e possibilidades de cooperação com entidades privadas e públicas na proteção, gestão e manejo da unidade.
Solicite agora a criação da sua reserva acessando o SIMRPP :http://sistemas.icmbio.gov.br/simrppn/login/

FONTE: ECMbio

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Comissão reúne Serviço Florestal e ICMBio para ampliar manejo nas florestas nacionais

Integrantes dos dois órgãos formarão grupo encarregado de fortalecer a implantação das flonas

A implantação da produção sustentável em florestas nacionais (flonas) por meio das concessões ganhará reforço com a criação da Comissão de Apoio à Gestão das Florestas Nacionais.

A CG Florestas Nacionais, como foi chamada, vai reunir integrantes do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), conforme a Portaria Conjunta 472/2011, publicada nesta semana no Diário Oficial da União.

Segundo o diretor-geral do SFB, Antônio Carlos Hummel, a Portaria sinaliza o esforço do Ministério do Meio Ambiente, que também assina o documento, em realizar ajustes que favoreçam a inserção e participação efetiva das florestas públicas num cenário de economia madeireira sustentável para a Amazônia.

“As florestas nacionais têm como objetivo principal a produção florestal e um clima de negócios favorável é condição essencial para termos o manejo florestal competitivo. É função do governo analisar os fatores que afetam os investimentos florestais e tomar as providências para melhorar essa clima de negócios”, diz.

Áreas
A atuação da CG Florestas Nacionais estará voltada, inicialmente, a 17 flonas no Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Rondônia, onde há ou existe previsão de concessão florestal. O grupo será encarregado de acompanhar e promover a coordenação das atividades de competência do SFB e do ICMBio relacionadas ao tema.

O Serviço Florestal é responsável por realizar as concessões, instrumento que permite a empreendedores terem acesso à áreas de floresta para a extração sustentável como estratégia para estimular a produção legal de madeira.

Já o ICMBio, que gere as unidades de conservação (UCs), têm entre outras atribuições a elaboração do plano de manejo da UC, que determina a localização e o tamanho da área para produção em florestas nacionais.

A Comissão poderá propor o aperfeiçoamento ou a revisão de atos normativos, procedimentos e rotinas de trabalho do SFB e do ICMBio, assim como promover o diagnóstico e levantamento de medidas necessárias à implantação das flonas, e estabelecer objetivos e metas.

Além dessas ações, a CG Florestas Nacionais poderá articular medidas para a criação e funcionamento dos conselhos consultivos das flonas, que têm a finalidade de contribuir com ações voltadas ao efetivo cumprimento dos objetivos de criação e implementação do Plano de Manejo da unidade de conservação. Pela Portaria, o SFB passa a ter assento nesses conselhos.

A CG Florestas Nacionais poderá ainda articular medidas que promovam a capacitação de servidores envolvidos na gestão das flonas e o aperfeiçoamento e otimização no uso dos recursos financeiros, materiais e humanos envolvidos na gestão dessas UCs.

As reuniões da Comissão serão mensais e poderão contar com a participação de convidados de outros órgãos, públicos ou privados, ou de notório conhecimento sobre assuntos de sua competência para contribuir na execução dos trabalhos da CG Florestas Nacionais.

As decisões do grupo, que contará com três integrantes do SFB e três do ICMBio, serão tomadas por consenso. Trimestralmente, a Comissão deverá apresentar um relatório de suas atividades à Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente.
Integrantes dos dois órgãos formarão grupo encarregado de fortalecer a implantação das flonas

A implantação da produção sustentável em florestas nacionais (flonas) por meio das concessões ganhará reforço com a criação da Comissão de Apoio à Gestão das Florestas Nacionais.

A CG Florestas Nacionais, como foi chamada, vai reunir integrantes do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), conforme a Portaria Conjunta 472/2011, publicada nesta semana no Diário Oficial da União.

Segundo o diretor-geral do SFB, Antônio Carlos Hummel, a Portaria sinaliza o esforço do Ministério do Meio Ambiente, que também assina o documento, em realizar ajustes que favoreçam a inserção e participação efetiva das florestas públicas num cenário de economia madeireira sustentável para a Amazônia.

“As florestas nacionais têm como objetivo principal a produção florestal e um clima de negócios favorável é condição essencial para termos o manejo florestal competitivo. É função do governo analisar os fatores que afetam os investimentos florestais e tomar as providências para melhorar essa clima de negócios”, diz.

Áreas
A atuação da CG Florestas Nacionais estará voltada, inicialmente, a 17 flonas no Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Rondônia, onde há ou existe previsão de concessão florestal. O grupo será encarregado de acompanhar e promover a coordenação das atividades de competência do SFB e do ICMBio relacionadas ao tema.

O Serviço Florestal é responsável por realizar as concessões, instrumento que permite a empreendedores terem acesso à áreas de floresta para a extração sustentável como estratégia para estimular a produção legal de madeira.

Já o ICMBio, que gere as unidades de conservação (UCs), têm entre outras atribuições a elaboração do plano de manejo da UC, que determina a localização e o tamanho da área para produção em florestas nacionais.

A Comissão poderá propor o aperfeiçoamento ou a revisão de atos normativos, procedimentos e rotinas de trabalho do SFB e do ICMBio, assim como promover o diagnóstico e levantamento de medidas necessárias à implantação das flonas, e estabelecer objetivos e metas.

Além dessas ações, a CG Florestas Nacionais poderá articular medidas para a criação e funcionamento dos conselhos consultivos das flonas, que têm a finalidade de contribuir com ações voltadas ao efetivo cumprimento dos objetivos de criação e implementação do Plano de Manejo da unidade de conservação. Pela Portaria, o SFB passa a ter assento nesses conselhos.

A CG Florestas Nacionais poderá ainda articular medidas que promovam a capacitação de servidores envolvidos na gestão das flonas e o aperfeiçoamento e otimização no uso dos recursos financeiros, materiais e humanos envolvidos na gestão dessas UCs.

As reuniões da Comissão serão mensais e poderão contar com a participação de convidados de outros órgãos, públicos ou privados, ou de notório conhecimento sobre assuntos de sua competência para contribuir na execução dos trabalhos da CG Florestas Nacionais.

As decisões do grupo, que contará com três integrantes do SFB e três do ICMBio, serão tomadas por consenso. Trimestralmente, a Comissão deverá apresentar um relatório de suas atividades à Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

FIM DE TARDE EM ALTO MAR

FOTO RONALDO KOTSCHO

FÓRUM DE DIREITO DE ENERGIA DISCUTE LICENCIAMENTO AMBIENTAL, ACL E FONTES ALTERNATIVAS

Em sua 11ª. edição, o tradicional Fórum de Direito de Energia Elétrica da IBC se renova ao propor discussões sobre alguns temas novos, e abrir espaço para debates a partir de uma nova visão do mercado. O evento acontecerá em São Paulo nos dias 23 e 24 de janeiro, com a participação das principais entidades do setor de energia elétrica, advogados especializados e representantes de empresas como Cemig, Light Sesa, CPFL Renováveis, Ecom Energia, Compass Energia e Braxenergy, entre outras.
Na abertura do encontro, um grande painel permitirá ao mercado refletir sobre as dificuldades do licenciamento ambiental nos empreendimentos de energia elétrica, buscando identificar se as empresas de fato conseguem se adequar à legislação ou se as dificuldades resultariam da inflexibilidade dos órgãos ambientais. Durante o painel também serão analisados os impactos do Novo Código Florestal no setor.
Deste painel de abertura do Fórum de Direito de Energia participam o advogado Fabrício Dorado Soler, presidente da comissão de Direito de Energia da OAB-SP, o sócio-diretor da Tabet Advogados, Fernando Tabet, o diretor de relações institucionais da Abiape, Marcelo Moraes, e o gerente de licenciamento e gestão ambiental da geração e transmissão da CEMIG, Wilson Roberto Grossi.
Tema novo na agenda do Fórum de Direito de Energia Elétrica de 2011 será o tratamento jurídico dispensado às fontes alternativas. Para este debate a IBC convidou o advogado Luiz Antonio Ugeda Sanches, sócio da banca Demarest e Almeida Advogados, o diretor jurídico e regulatório da unidade São Paulo da Renova Energia, Luiz Eduardo Freitas, o presidente da Braxenergy, Helcio Camarinha, e o presidente do conselho de administração da Abragef, Luiz Alberto Amoroso.
Outros destaques do Fórum de Direito de Energia 2011 serão as apresentações sobre os desafios regulatórios para atuar no ACL, a interligação de sistemas isolados e o compartilhamento de infraestrutura com empresas de Telecom, além do estudo de caso da Light Sesa, mostrando seu programa de Smart Grid, e das advogadas Isabel Lustosa e Carla Severo Batista Simões, que discutem a autonomia do Órgão Regulador no estabelecimento de diretrizes e penalidades para os agentes.
Encerram o evento dois workshops: no primeiro, a assessora das áreas jurídica e regulatória da ANACE, Mariana Amim, conduz os trabalhos sobre as estratégias de contratação no Mercado Livre. No segundo, o advogado Antonio de Azevedo Sodré aborda a arbitragem e soluções alternativas de conflitos no setor elétrico.
A 11ª. Edição do Fórum de Direito de Energia Elétrica é uma iniciativa da IBC com o apoio de várias entidades do setor. As informações estão no site www.informagroup.com.br/energia e na central de atendimento, pelo telefone 11-3017-6808 .
AGENDA:
11ª. Edição do Fórum de Direito de Energia Elétrica
Data: 23 e 24 de janeiro de 2012.
Local: Hotel Pergamon, Rua Frei Caneca, 80, São Paulo, SP
Organização: IBC, empresa do Informa Group
Fonte:Brandpress

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

LIBERDADE SEMPRE! FOTO DO DIA


FOTO RONALDO KOTSCHO

São Silvestre terá compensação da emissão de carbono

São Paulo (SP) - A 87ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre irá compensar toda a emissão dos gases de efeito estufa (GEE) provocada pela movimentação da prova, que está marcada para o dia 31 de dezembro, às 17h10.

A organização do evento terá assessoria da Green CO2 Projetos Ambientais para realizar o inventário da corrida e depois plantar árvores na região amazônica para neutralizar a emissão de gás carbônico produzida pela prova. Com isso, o evento garante o conceito de carbon free, ou seja, 100% de CO2 compensado.

"A corrida de rua mais tradicional do Brasil sempre se modernizou e acompanhou os movimentos da sociedade. Por isso, é fundamental que façamos a compensação de carbono do evento plantando árvores na região amazônica para garantir nosso futuro", salienta Júlio Deodoro, diretor geral da São Silvestre.

"Faz parte da missão da Yescom proporcionar um meio ambiente sustentável e essa iniciativa está diretamente ligada ao compromisso de promover não apenas um evento, mas qualidade de vida aos participantes", explica Thadeus Kassabian, diretor da Yescom, organizadora da prova.

O estudo para a compensação é desenvolvido a partir do inventário de emissões dos gases de efeito estufa, que hoje já é realizado em diversas empresas e eventos. Desta forma, é feita a contabilização, em toneladas, de tudo o que emite gases de efeito estufa nas provas. A estrutura operacional vai reunir policiais, engenheiros de trânsito, agentes de segurança, guardas metropolitanos, staff da área técnico e de apoio aos corredores, além de instalação de postos de hidratação, transporte coletivo, etc.

A ação se baseia no GHG Protocol, ferramenta de medição e gerenciamento das emissões de gases do efeito estufa mais utilizada no mundo, desenvolvida pelo World Business Council on Sustainable Development (WBCSD) e o World Resources Intitute (WRI). Com isso, a prova torna-se carbon free e ganha um dos melhores critérios ambientais: a neutralização dos gases de efeito estufa agregando atividade social através do plantio designado de árvores na região amazônica.

Edição 2011 da São Silvestre - A prova do dia 31 de dezembro larga do Masp, na Avenida Paulista, cartão postal da cidade, e passa por pontos históricos da capital, como Estádio do Pacaembu, monumento Duque de Caxias, Teatro Municipal, Viaduto do Chá, Largo São Francisco. A bandeirada será no Obelisco do Ibirapuera, onde estão os restos mortais de Cásper Líbero, idealizador da corrida.

A competição terá os seguintes horários de largada:

- 15 horas - Cadeirantes

- 15h10min - Atletas com deficiência

- 17h10min - Elite Feminina A e B

- 17h30min - Elite Masculina e demais corredores

A entrega dos kits de participação será efetuada nos dias 28 e 29 de dezembro (das 9 às 19 horas) e no dia 30 (das 9 às 17 horas), no ginásio Mauro Pinheiro, na rua Abílio Soares, 1300.

Cada atleta inscrito receberá no kit o numero de peito, chip de cronometragem descartável, manual eletrônico e brindes dos patrocinadores como camiseta em poliamida, squeeze, suplementos entre outros. Para receber o kit o atleta deverá apresentar RG original e o comprovante de pagamento. Não será aceito nenhum tipo de cópia de documentos.

Durante a prova haverá nove postos de água, isotônico, grande estrutura de apoio médico e orientação. A estrutura do evento segue de nível internacional com áreas de dispersão espaçosas, de apoio às equipes e guarda-volume móvel.

Todos que completarem o percurso levarão receberão pós prova a medalha de participação e poderão baixar no site do evento, após a publicação do resultado oficial, o certificado eletrônico de conclusão, fotos e vídeos gratuitos da chegada.

A 87ª São Silvestre é uma realização da Fundação Cásper Líbero e promoção da Gazeta Esportiva Net e TVGlobo. A prova tem patrocínio de Caixa, Fisk, Correios e Rexona, apoio do Hcor São Paulo, Montevérgine, Gatorade, Café 3 Corações, Probiótica, TAM Viagens, Green CO2-Neutralização de carbono, Rádio Globo e CBN e apoio especial do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura de São Paulo. A supervisão será da CBAt, FPA, IAAF e AIMS.

Mais informações no site www.saosilvestre.com.br -Fonte: Brandpress

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

OUTRO SHOW DA LUA EM SÃO SEBASTIÃO (SP)

FOTO RONALDO KOTSCHO

UMA SOLUÇÃO PARA O CARRO ELÉTRICO


O que tem mantido os carros elétricos fora do grande mercado nas últimas décadas? A maioria dos especialistas acredita que a tecnologia de suas baterias tem sido deficiente

A ElectronVault usa a tecnologia de prototipagem digital com o apoio dos programas Autodesk Inventor e Autodesk Vault Professional recebidos por sua associação no Programa para Parceiros de Tecnologias Limpas, para criar um método confiável, seguro, acessível e sustentável de construir e gerenciar sistemas complexos de armazenamento de energia, tais como baterias para carros ou para a rede elétrica.

Ao invés de precisar de uma célula de bateria especializada diferente para cada aplicação, os conjuntos de baterias de grande escala da ElectronVault usam os mesmos tipos de baterias encontradas em câmeras digitais ou laptops em todas as aplicações. A diferença está na escala. Um conjunto de baterias para o carro elétrico pode conter mais de 6.000 células de bateria comuns, ao passo que um conjunto para fornecer eletricidade para uma área residencial pode conter milhões. Juntando os preços das células comuns com as tecnologias de gerenciamento da ElectronVault, os custos dos conjuntos de baterias foram cortados pela metade, quando comparados com outras opções.

"Os veículos elétricos tem estado por aí há décadas, porém o calcanhar de Aquiles deles sempre foram as baterias caras e de curta duração", afirma o CEO da ElectronVault, Rob Ferber, que antes projetava baterias para a Tesla Motors e a AC Propulsion. "Nossa empresa foi formada para projetar conjuntos de baterias que tenham uma manutenção fácil em campo, com a troca de componentes que mais tarde possam ser reutilizados para outro fim ou reciclados. O Autodesk Inventor foi fundamental nesse processo, possibilitando que reduzíssemos o tempo de projeto e prototipagem em até 75%."

Usando o software Autodesk Inventor para cortar custos e agilizar a introdução no mercado, a ElectronVault tem sido capaz de fazer protótipos de sistemas com maior eficiência. A empresa usa o software para projetar, simular e refinar os conjuntos de baterias que permitem que os técnicos treinados troquem rapidamente algumas células esgotadas dentro de um grande pacote, de forma semelhante à maneira como as velas são substituídas nos automóveis tradicionais. A ElectronVault também usa o software de gerenciamento de dados Autodesk Vault Professional para compartilhar arquivos com sua rede de parceiros e fornecedores domésticos.

A ElectronVault, fundada por um casal de empreendedores da série de alunos da Caltech, implantou sistemas de baterias em todo o mundo. Junto com a SunPods, outro participante do Programa para Parceiros de Tecnologias Limpas da Autodesk, a ElectronVault projetou um sistema de energia de baixo carbono para comunidades rurais, que coleta energia solar durante o dia e a armazena para consumo à noite. Um sistema inicial foi recentemente

O que tem mantido os carros elétricos fora do grande mercado nas últimas décadas? A maioria dos especialistas acredita que a tecnologia de suas baterias tem sido deficiente

A ElectronVault usa a tecnologia de prototipagem digital com o apoio dos programas Autodesk Inventor e Autodesk Vault Professional recebidos por sua associação no Programa para Parceiros de Tecnologias Limpas, para criar um método confiável, seguro, acessível e sustentável de construir e gerenciar sistemas complexos de armazenamento de energia, tais como baterias para carros ou para a rede elétrica.

Ao invés de precisar de uma célula de bateria especializada diferente para cada aplicação, os conjuntos de baterias de grande escala da ElectronVault usam os mesmos tipos de baterias encontradas em câmeras digitais ou laptops em todas as aplicações. A diferença está na escala. Um conjunto de baterias para o carro elétrico pode conter mais de 6.000 células de bateria comuns, ao passo que um conjunto para fornecer eletricidade para uma área residencial pode conter milhões. Juntando os preços das células comuns com as tecnologias de gerenciamento da ElectronVault, os custos dos conjuntos de baterias foram cortados pela metade, quando comparados com outras opções.

"Os veículos elétricos tem estado por aí há décadas, porém o calcanhar de Aquiles deles sempre foram as baterias caras e de curta duração", afirma o CEO da ElectronVault, Rob Ferber, que antes projetava baterias para a Tesla Motors e a AC Propulsion. "Nossa empresa foi formada para projetar conjuntos de baterias que tenham uma manutenção fácil em campo, com a troca de componentes que mais tarde possam ser reutilizados para outro fim ou reciclados. O Autodesk Inventor foi fundamental nesse processo, possibilitando que reduzíssemos o tempo de projeto e prototipagem em até 75%."

Usando o software Autodesk Inventor para cortar custos e agilizar a introdução no mercado, a ElectronVault tem sido capaz de fazer protótipos de sistemas com maior eficiência. A empresa usa o software para projetar, simular e refinar os conjuntos de baterias que permitem que os técnicos treinados troquem rapidamente algumas células esgotadas dentro de um grande pacote, de forma semelhante à maneira como as velas são substituídas nos automóveis tradicionais. A ElectronVault também usa o software de gerenciamento de dados Autodesk Vault Professional para compartilhar arquivos com sua rede de parceiros e fornecedores domésticos.

A ElectronVault, fundada por um casal de empreendedores da série de alunos da Caltech, implantou sistemas de baterias em todo o mundo. Junto com a SunPods, outro participante do Programa para Parceiros de Tecnologias Limpas da Autodesk, a ElectronVault projetou um sistema de energia de baixo carbono para comunidades rurais, que coleta energia solar durante o dia e a armazena para consumo à noite. Um sistema inicial foi recentemente

REPATRIAÇÃO DE MICOS-LEÕES-DA-CARA-DOURADA DEVE COMEÇAR NESTE MÊS

Estão programados para começar ainda neste mês os trabalhos de repatriação de um grupo de micos-leões-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas). Eles serão retirados de uma área em Niterói, no estado do Rio, próxima a uma região habitada por outro primata, o mico-leão-dourado (Leontopithecus Rosália), e soltos num trecho de Mata Atlântica no sudeste da Bahia, onde há ocorrência da espécie. Inédita no Brasil, a operação é necessária para evitar que os dois grupos se encontrem, o que seria prejudicial à manutenção de ambas as espécies.

O programa de remoção do mico-leão-da-cara-dourada será conduzido pelo Instituto Pri-Matas para a Conservação da Biodiversidade em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Conservação Internacional, Associação Mico-Leão-Dourado, Instituto Estadual do Ambiente (Inea-RJ), Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ), Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo e Instituto de Estudos Socioambientais do Sul da Bahia. A ação tem o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

A população de micos invasores é de aproximadamente 106 indivíduos, distribuídos em 15 grupos, de acordo com levantamento realizado em 2009, pela pesquisadora Maria Cecilia Kierulff, responsável técnica pelo programa de remoção e diretora do Instituto Pri-Matas. Os micos habitam uma área de mata, próxima a um condomínio residencial, e convivem com os moradores, que os alimentam com frequência. Os primeiros animais foram observados em 2002 e, segundo Cecília, eles foram soltos acidentalmente, numa ação humana.

ARMADILHAS – Para capturar os micos-leões-da-cara-dourada, serão utilizadas armadilhas tendo bananas como iscas. O processo prevê a captura de quatro grupos a cada três meses. Se a população dos invasores tiver aumentado, a previsão é que sejam capturados cinco grupos a cada três meses. Após a captura, os grupos passarão por um período de quarentena e depois serão transportados de avião para Porto Seguro (BA) e, em seguida, de carro para a área de soltura. Este método é conhecido como translocação e reintrodução, uma prática comum entre os pesquisadores que trabalham com micos-leões.

Logo que eles forem soltos, serão monitorados diariamente até os pesquisadores terem certeza de que ficarão bem. “Essa será a primeira vez que vamos realmente fazer um manejo de espécies invasoras no Brasil, seguindo os protocolos para captura, quarentena e soltura para mico-leão”, afirma Cecília. Segundo ela, todo o trabalho deve ser concluído no período de dois anos.

Apesar das diferenças das espécies, o processo de translocação e reintrodução dos micos invasores será parecido com o procedimento adotado por Cecília há 10 anos, quando realizou um trabalho com os micos-leões-dourados. Naquela ocasião, ela encontrou grupos isolados da espécie em fragmentos de florestas, capturou seis grupos e soltou-os numa floresta única – sem micos-leões-dourados, mas dentro da área de ocorrência dos animais. “Hoje a Reserva da União possui 300 indivíduos, segunda maior população da natureza, descendentes dos 42 que foram reintroduzidos no local”, ressalta a professora.

PROBLEMA – O único problema neste processo que será iniciado em Niterói, segundo Cecília, é a possibilidade de a população do mico-leão-da-cara-dourada ter crescido acima do previsto e saído dos limites de Niterói. Se isso tiver ocorrido, os pesquisadores encontrarão dificuldades para capturar todos os animais, pois o monitoramento não seria tão abrangente. Por isso, a captura será bem espaçada, para que seja observado o deslocamento de outros grupos da espécie, com o uso também de um equipamento de playback, uma espécie de aparelho de som que transmite o som dos chamados dos grupos para atrair os micos na área.

Antes de iniciar as capturas, os pesquisadores vão explicar aos moradores da área os motivos da remoção do mico-leão-da-cara-dourada, já visto por muitos como “animais de estimação”. Essas pessoas põem alimentos para os animais nos quintais de suas casas e se afeiçoaram aos micos. Por isso, será realizado um programa de comunicação voltado principalmente para esses moradores, de forma a esclarecer os problemas de se alimentar os bichos e sobre a ameaça que o mico-leão invasor representa para o mico-leão nativo.

PERIGOS – Os grupos de mico-leão-da-cara-dourada estão vivendo a apenas 50 quilômetros de distância de micos-leões-dourado. Além de existirem vários fragmentos de matas pequenos que podem funcionar como ponte conectando as duas populações, grupos de micos-leões podem se locomover em áreas abertas com mais de um quilômetro de extensão.

Se nada for feito, em poucos anos a população de mico-leão-da-cara-dourada vai se expandir até alcançar as populações de micos-leões-dourados. Se isso ocorrer, os animais competirão entre si pela área e também pelo alimento – eles comem os mesmos alimentos, usam o mesmo habitat e os mesmos locais para dormir. Essa competição fatalmente acabaria por excluir uma espécie, que provavelmente seria o mico nativo.

Outro perigo, de acordo com Cecília, é a formação de espécies híbridas, um fenômeno já experimentado em cativeiro, cujo resultado ainda é desconhecido. “Híbridos são sempre um problema e se forem mais resistentes do que os originais podem excluir as duas espécies e se espalhar rapidamente”, explicou. As duas espécies figuram no catálogo oficial da IUCN como ameaçadas de extinção, mas o mico-leão-dourado tem uma população menor. Atualmente são 1,2 mil indivíduos. Já o mico-leão-da-cara-dourada chega a 6 mil.

Ascom/ICMBio

com Eco 21

sábado, 10 de dezembro de 2011

DVD ‘Dedo Verde Urbano’ traz nova vida para apartamentos

Vídeo do projeto ensina a montar uma horta de temperos em vasos ou jardineiras e incentiva população a se reconectar à natureza.

Início de ano, sempre é época de repensar a decoração e revitalizar o lar, nada melhor para mudar os ares do que um pouco de verde e vida natural. Pensando em ajudar o cidadão dos grandes centros a desenvolver seu dedo verde urbano, Hélio Lemos, roteirista e diretor do DVD, reuniu uma completa equipe de especialistas para desmistificar o plantio e manutenção de uma horta de temperos em espaços pequenos.

O vídeo apresenta desde dicas para a escolha do melhor lugar e das espécies mais adequadas, até o passo a passo para o plantio e manutenção. Didático, o resultado é uma verdadeira aula para restabelecer a interação e a harmonia entre o ser humano e a natureza.

Um ótimo presente para oferecer a si mesmo ou para os amigos, qualidade de vida. Aliás, nada mais legal do que ter uma charmosa horta de temperos e poder colher na hora as especiarias fresquinhas que dão um sabor todo especial aos pratos.

O DVD ‘Dedo Verde Urbano’ custa R$ 26,00 e está disponível para venda em bancas de jornais, livrarias e lojas de produtos naturais. Também é possível adquirir através do site: www.dedoverdeurbano.com.br ou da página do projeto no facebook: http://www.facebook.com/pages/Dedo-Verde-Urbano/210134742389573?ref=ts

Fonte: Brandpress.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

GOVERNO QUER PRESERVAR SANTUÁRIO ECOLÓGICO NO AMAZONAS

Por Priscila Galvão

O governo federal quer criar uma estação ecológica (Esec) no município de Maués, a 280 quilômetros de Manaus (AM). A região tem uma das maiores concentrações de primatas do mundo, além de abrigar mais de 600 espécies de aves. É um santuário ecológico. Os estudos já foram concluídos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que negocia agora com o Governo do Amazonas os últimos acertos.

Para isso, o presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello, embarca na noite da próxima segunda-feira (5) com destino a Manaus, onde, no dia seguinte, terá encontros com a secretária de Meio Ambiente do Amazonas, Nadia Ferreira, e com parlamentares da Assembleia Legislativa. Ele vai discutir uma saída consensual para a criação da reserva, que enfrenta resistência de alguns setores locais.

DESMATAMENTO - A proposta de criação da unidade faz parte das metas do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAM), do Governo Federal. Pela proposta, a unidade de conservação teria aproximadamente 663 mil hectares.

Mais de 400 mil hectares foram subtraídos da proposta inicial pela existência de títulos minerários. Em compensação, área de igual tamanho passará a compor a proposta de ampliação da Floresta Nacional (Flona) do Amana, no Pará.

De acordo com essa negociação, a compensação pela desafetação das UCs afetadas pelas usinas hidrelétricas de São Luís do Tapajós, Jatobá e Chacorão incluirá a implantação da Esec Alto Maués, a ampliação da Flona Amana e ainda a possível criação da Resex Montanha Mangabal.

A proposta da Esec Alto Maués abrange não apenas grande parte da gleba Parauari, mas também parte das glebas Urupadi e Buiuçu, situadas ao sul da primeira. Todas as glebas foram devidamente arrecadadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e se tratam de terras da União.

Para o embasamento da proposta foi feito um levantamento secundário de dados socioeconômicos da região, tendo como base as informações demográficas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

DIAGNÓSTICO - Também foi realizado o “Diagnóstico dos Aspectos Naturais da Área Prioritária para Conservação denominada Alto Maués”. As informações colhidas indicam elevada riqueza de primatas na região, sendo três delas endêmicas.

Também merecem referência os mapas com a distribuição de espécies de primatas na área da proposta, elaborados pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) do ICMBio.

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) do ICMBio manifestou-se, informando que a área da futura unidade de conservação possui habitat adequado à sobrevivência da onça pintada e, por isso, a sua criação é extremamente relevante.

Já o Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação das Aves Silvestres (Cemave) também se manifestou favoravelmente, pois a criação da unidade representa um importante passo do governo brasileiro na conservação da avifauna na região amazônica, atendendo inclusive compromissos internacionais como a Convenção de Washington, que prevê ações para a conservação de espécies migratórias e a Convenção da Diversidade Biológica.

Ascom/ICMBio

ÓTIMA NOTÍCIA -CRESCE NÚMERO DE JUBARTES NA COSTA BRASILEIRA


Frequentadoras assíduas do litoral brasileiro, entre os meses de julho a novembro, as baleias jubartes vem sendo monitoradas por pesquisadores que utilizam um avião bimotor sobrevoando a costa brasileira, de Sergipe ao Rio de Janeiro. A ação, em uma área tão extensa, representa um dos maiores levantamentos aéreos de cetáceos no mundo.

O trabalho desenvolvido pelo Projeto Baleia Jubarte, do Instituto Baleia Jubarte, conta com a cooperação técnica do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (CMA/ICMBio).

O objetivo da iniciativa é produzir um censo aéreo e avaliar se a população de baleias jubartes brasileiras – são sete populações somente no hemisfério sul – se recuperou após o período de caça comercial, que reduziu a população de mais de 300 mil animais a menos de 15 mil (5% desse total).

Os dados preliminares constatam que, desde o início do mapeamento aéreo em 2001, o crescimento da população de baleias vem aumentando de um ano para outro e que a área com maior concentração de jubartes no país é o banco de corais de Abrolhos, no litoral baiano. O Parque Nacional Marinho de Abrolhos protege parte do banco.

LEVANTAMENTO - A localidade mapeada corresponde a praticamente toda a área de ocorrência sistemática da espécie no Brasil. Por meio do estudo também será possível levantar o modo e o ritmo em que as baleias estão repovoando as águas brasileiras, o número de animais, os locais de concentração de fêmeas com filhotes, a interação da população de baleias com possíveis ameaças de origem antrópica (produzida pelo homem) como, por exemplo, as frotas pesqueiras, rotas de embarcações comerciais e plataformas de petróleo e, por fim, os locais em que o s esforços de conservação precisam ser intensificados.

A análise de dados para estimar a população atual e sua distribuição encontra-se na fase final. De acordo com o Instituto Baleia Jubarte, o primeiro voo no país foi realizado em 2001 e durante os quatro anos seguintes o litoral dos estados da Bahia e do Espírito Santo foram mapeados. Em 2005 a área foi ampliada atingindo desde o Rio Grande do Norte até o litoral de Paulo.

Com os primeiros resultados obtidos foi possível aumentar o intervalo de amostragens. A equipe envolvida começou a realizar o estudo a cada três anos (2008-2011) e foram traçadas linhas ao longo da costa marinha. As linhas percorridas de avião contaram com três pesquisadores. Dois observadores foram posicionados, um de cada lado da aeronave, para contabilizar os grupos de baleia avistados e medir o ângulo que estes grupos estavam em relação a aeronave. Um terceiro pesquisador anotava as informações e a posição onde os animais foram vistos.

Ascom/ICMBio