FOTO RONALDO KOSTCHO

São Paulo (SP) - A 87ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre irá compensar toda a emissão dos gases de efeito estufa (GEE) provocada pela movimentação da prova, que está marcada para o dia 31 de dezembro, às 17h10.
A organização do evento terá assessoria da Green CO2 Projetos Ambientais para realizar o inventário da corrida e depois plantar árvores na região amazônica para neutralizar a emissão de gás carbônico produzida pela prova. Com isso, o evento garante o conceito de carbon free, ou seja, 100% de CO2 compensado.
"A corrida de rua mais tradicional do Brasil sempre se modernizou e acompanhou os movimentos da sociedade. Por isso, é fundamental que façamos a compensação de carbono do evento plantando árvores na região amazônica para garantir nosso futuro", salienta Júlio Deodoro, diretor geral da São Silvestre.
"Faz parte da missão da Yescom proporcionar um meio ambiente sustentável e essa iniciativa está diretamente ligada ao compromisso de promover não apenas um evento, mas qualidade de vida aos participantes", explica Thadeus Kassabian, diretor da Yescom, organizadora da prova.
O estudo para a compensação é desenvolvido a partir do inventário de emissões dos gases de efeito estufa, que hoje já é realizado em diversas empresas e eventos. Desta forma, é feita a contabilização, em toneladas, de tudo o que emite gases de efeito estufa nas provas. A estrutura operacional vai reunir policiais, engenheiros de trânsito, agentes de segurança, guardas metropolitanos, staff da área técnico e de apoio aos corredores, além de instalação de postos de hidratação, transporte coletivo, etc.
A ação se baseia no GHG Protocol, ferramenta de medição e gerenciamento das emissões de gases do efeito estufa mais utilizada no mundo, desenvolvida pelo World Business Council on Sustainable Development (WBCSD) e o World Resources Intitute (WRI). Com isso, a prova torna-se carbon free e ganha um dos melhores critérios ambientais: a neutralização dos gases de efeito estufa agregando atividade social através do plantio designado de árvores na região amazônica.
Edição 2011 da São Silvestre - A prova do dia 31 de dezembro larga do Masp, na Avenida Paulista, cartão postal da cidade, e passa por pontos históricos da capital, como Estádio do Pacaembu, monumento Duque de Caxias, Teatro Municipal, Viaduto do Chá, Largo São Francisco. A bandeirada será no Obelisco do Ibirapuera, onde estão os restos mortais de Cásper Líbero, idealizador da corrida.
A competição terá os seguintes horários de largada:
- 15 horas - Cadeirantes
- 15h10min - Atletas com deficiência
- 17h10min - Elite Feminina A e B
- 17h30min - Elite Masculina e demais corredores
A entrega dos kits de participação será efetuada nos dias 28 e 29 de dezembro (das 9 às 19 horas) e no dia 30 (das 9 às 17 horas), no ginásio Mauro Pinheiro, na rua Abílio Soares, 1300.
Cada atleta inscrito receberá no kit o numero de peito, chip de cronometragem descartável, manual eletrônico e brindes dos patrocinadores como camiseta em poliamida, squeeze, suplementos entre outros. Para receber o kit o atleta deverá apresentar RG original e o comprovante de pagamento. Não será aceito nenhum tipo de cópia de documentos.
Durante a prova haverá nove postos de água, isotônico, grande estrutura de apoio médico e orientação. A estrutura do evento segue de nível internacional com áreas de dispersão espaçosas, de apoio às equipes e guarda-volume móvel.
Todos que completarem o percurso levarão receberão pós prova a medalha de participação e poderão baixar no site do evento, após a publicação do resultado oficial, o certificado eletrônico de conclusão, fotos e vídeos gratuitos da chegada.
A 87ª São Silvestre é uma realização da Fundação Cásper Líbero e promoção da Gazeta Esportiva Net e TVGlobo. A prova tem patrocínio de Caixa, Fisk, Correios e Rexona, apoio do Hcor São Paulo, Montevérgine, Gatorade, Café 3 Corações, Probiótica, TAM Viagens, Green CO2-Neutralização de carbono, Rádio Globo e CBN e apoio especial do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura de São Paulo. A supervisão será da CBAt, FPA, IAAF e AIMS.
Mais informações no site www.saosilvestre.com.br -Fonte: Brandpress
O que tem mantido os carros elétricos fora do grande mercado nas últimas décadas? A maioria dos especialistas acredita que a tecnologia de suas baterias tem sido deficiente
A ElectronVault usa a tecnologia de prototipagem digital com o apoio dos programas Autodesk Inventor e Autodesk Vault Professional recebidos por sua associação no Programa para Parceiros de Tecnologias Limpas, para criar um método confiável, seguro, acessível e sustentável de construir e gerenciar sistemas complexos de armazenamento de energia, tais como baterias para carros ou para a rede elétrica.
Ao invés de precisar de uma célula de bateria especializada diferente para cada aplicação, os conjuntos de baterias de grande escala da ElectronVault usam os mesmos tipos de baterias encontradas em câmeras digitais ou laptops em todas as aplicações. A diferença está na escala. Um conjunto de baterias para o carro elétrico pode conter mais de 6.000 células de bateria comuns, ao passo que um conjunto para fornecer eletricidade para uma área residencial pode conter milhões. Juntando os preços das células comuns com as tecnologias de gerenciamento da ElectronVault, os custos dos conjuntos de baterias foram cortados pela metade, quando comparados com outras opções.
"Os veículos elétricos tem estado por aí há décadas, porém o calcanhar de Aquiles deles sempre foram as baterias caras e de curta duração", afirma o CEO da ElectronVault, Rob Ferber, que antes projetava baterias para a Tesla Motors e a AC Propulsion. "Nossa empresa foi formada para projetar conjuntos de baterias que tenham uma manutenção fácil em campo, com a troca de componentes que mais tarde possam ser reutilizados para outro fim ou reciclados. O Autodesk Inventor foi fundamental nesse processo, possibilitando que reduzíssemos o tempo de projeto e prototipagem em até 75%."
Usando o software Autodesk Inventor para cortar custos e agilizar a introdução no mercado, a ElectronVault tem sido capaz de fazer protótipos de sistemas com maior eficiência. A empresa usa o software para projetar, simular e refinar os conjuntos de baterias que permitem que os técnicos treinados troquem rapidamente algumas células esgotadas dentro de um grande pacote, de forma semelhante à maneira como as velas são substituídas nos automóveis tradicionais. A ElectronVault também usa o software de gerenciamento de dados Autodesk Vault Professional para compartilhar arquivos com sua rede de parceiros e fornecedores domésticos.
O que tem mantido os carros elétricos fora do grande mercado nas últimas décadas? A maioria dos especialistas acredita que a tecnologia de suas baterias tem sido deficiente
A ElectronVault usa a tecnologia de prototipagem digital com o apoio dos programas Autodesk Inventor e Autodesk Vault Professional recebidos por sua associação no Programa para Parceiros de Tecnologias Limpas, para criar um método confiável, seguro, acessível e sustentável de construir e gerenciar sistemas complexos de armazenamento de energia, tais como baterias para carros ou para a rede elétrica.
Ao invés de precisar de uma célula de bateria especializada diferente para cada aplicação, os conjuntos de baterias de grande escala da ElectronVault usam os mesmos tipos de baterias encontradas em câmeras digitais ou laptops em todas as aplicações. A diferença está na escala. Um conjunto de baterias para o carro elétrico pode conter mais de 6.000 células de bateria comuns, ao passo que um conjunto para fornecer eletricidade para uma área residencial pode conter milhões. Juntando os preços das células comuns com as tecnologias de gerenciamento da ElectronVault, os custos dos conjuntos de baterias foram cortados pela metade, quando comparados com outras opções.
"Os veículos elétricos tem estado por aí há décadas, porém o calcanhar de Aquiles deles sempre foram as baterias caras e de curta duração", afirma o CEO da ElectronVault, Rob Ferber, que antes projetava baterias para a Tesla Motors e a AC Propulsion. "Nossa empresa foi formada para projetar conjuntos de baterias que tenham uma manutenção fácil em campo, com a troca de componentes que mais tarde possam ser reutilizados para outro fim ou reciclados. O Autodesk Inventor foi fundamental nesse processo, possibilitando que reduzíssemos o tempo de projeto e prototipagem em até 75%."
Usando o software Autodesk Inventor para cortar custos e agilizar a introdução no mercado, a ElectronVault tem sido capaz de fazer protótipos de sistemas com maior eficiência. A empresa usa o software para projetar, simular e refinar os conjuntos de baterias que permitem que os técnicos treinados troquem rapidamente algumas células esgotadas dentro de um grande pacote, de forma semelhante à maneira como as velas são substituídas nos automóveis tradicionais. A ElectronVault também usa o software de gerenciamento de dados Autodesk Vault Professional para compartilhar arquivos com sua rede de parceiros e fornecedores domésticos.
Estão programados para começar ainda neste mês os trabalhos de repatriação de um grupo de micos-leões-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas). Eles serão retirados de uma área em Niterói, no estado do Rio, próxima a uma região habitada por outro primata, o mico-leão-dourado (Leontopithecus Rosália), e soltos num trecho de Mata Atlântica no sudeste da Bahia, onde há ocorrência da espécie. Inédita no Brasil, a operação é necessária para evitar que os dois grupos se encontrem, o que seria prejudicial à manutenção de ambas as espécies.
O programa de remoção do mico-leão-da-cara-dourada será conduzido pelo Instituto Pri-Matas para a Conservação da Biodiversidade em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Conservação Internacional, Associação Mico-Leão-Dourado, Instituto Estadual do Ambiente (Inea-RJ), Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ), Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo e Instituto de Estudos Socioambientais do Sul da Bahia. A ação tem o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.
A população de micos invasores é de aproximadamente 106 indivíduos, distribuídos em 15 grupos, de acordo com levantamento realizado em 2009, pela pesquisadora Maria Cecilia Kierulff, responsável técnica pelo programa de remoção e diretora do Instituto Pri-Matas. Os micos habitam uma área de mata, próxima a um condomínio residencial, e convivem com os moradores, que os alimentam com frequência. Os primeiros animais foram observados em 2002 e, segundo Cecília, eles foram soltos acidentalmente, numa ação humana.
ARMADILHAS – Para capturar os micos-leões-da-cara-dourada, serão utilizadas armadilhas tendo bananas como iscas. O processo prevê a captura de quatro grupos a cada três meses. Se a população dos invasores tiver aumentado, a previsão é que sejam capturados cinco grupos a cada três meses. Após a captura, os grupos passarão por um período de quarentena e depois serão transportados de avião para Porto Seguro (BA) e, em seguida, de carro para a área de soltura. Este método é conhecido como translocação e reintrodução, uma prática comum entre os pesquisadores que trabalham com micos-leões.
Logo que eles forem soltos, serão monitorados diariamente até os pesquisadores terem certeza de que ficarão bem. “Essa será a primeira vez que vamos realmente fazer um manejo de espécies invasoras no Brasil, seguindo os protocolos para captura, quarentena e soltura para mico-leão”, afirma Cecília. Segundo ela, todo o trabalho deve ser concluído no período de dois anos.
Apesar das diferenças das espécies, o processo de translocação e reintrodução dos micos invasores será parecido com o procedimento adotado por Cecília há 10 anos, quando realizou um trabalho com os micos-leões-dourados. Naquela ocasião, ela encontrou grupos isolados da espécie em fragmentos de florestas, capturou seis grupos e soltou-os numa floresta única – sem micos-leões-dourados, mas dentro da área de ocorrência dos animais. “Hoje a Reserva da União possui 300 indivíduos, segunda maior população da natureza, descendentes dos 42 que foram reintroduzidos no local”, ressalta a professora.
PROBLEMA – O único problema neste processo que será iniciado em Niterói, segundo Cecília, é a possibilidade de a população do mico-leão-da-cara-dourada ter crescido acima do previsto e saído dos limites de Niterói. Se isso tiver ocorrido, os pesquisadores encontrarão dificuldades para capturar todos os animais, pois o monitoramento não seria tão abrangente. Por isso, a captura será bem espaçada, para que seja observado o deslocamento de outros grupos da espécie, com o uso também de um equipamento de playback, uma espécie de aparelho de som que transmite o som dos chamados dos grupos para atrair os micos na área.
Antes de iniciar as capturas, os pesquisadores vão explicar aos moradores da área os motivos da remoção do mico-leão-da-cara-dourada, já visto por muitos como “animais de estimação”. Essas pessoas põem alimentos para os animais nos quintais de suas casas e se afeiçoaram aos micos. Por isso, será realizado um programa de comunicação voltado principalmente para esses moradores, de forma a esclarecer os problemas de se alimentar os bichos e sobre a ameaça que o mico-leão invasor representa para o mico-leão nativo.
PERIGOS – Os grupos de mico-leão-da-cara-dourada estão vivendo a apenas 50 quilômetros de distância de micos-leões-dourado. Além de existirem vários fragmentos de matas pequenos que podem funcionar como ponte conectando as duas populações, grupos de micos-leões podem se locomover em áreas abertas com mais de um quilômetro de extensão.
Se nada for feito, em poucos anos a população de mico-leão-da-cara-dourada vai se expandir até alcançar as populações de micos-leões-dourados. Se isso ocorrer, os animais competirão entre si pela área e também pelo alimento – eles comem os mesmos alimentos, usam o mesmo habitat e os mesmos locais para dormir. Essa competição fatalmente acabaria por excluir uma espécie, que provavelmente seria o mico nativo.
Outro perigo, de acordo com Cecília, é a formação de espécies híbridas, um fenômeno já experimentado em cativeiro, cujo resultado ainda é desconhecido. “Híbridos são sempre um problema e se forem mais resistentes do que os originais podem excluir as duas espécies e se espalhar rapidamente”, explicou. As duas espécies figuram no catálogo oficial da IUCN como ameaçadas de extinção, mas o mico-leão-dourado tem uma população menor. Atualmente são 1,2 mil indivíduos. Já o mico-leão-da-cara-dourada chega a 6 mil.
Ascom/ICMBio
com Eco 21
Vídeo do projeto ensina a montar uma horta de temperos em vasos ou jardineiras e incentiva população a se reconectar à natureza.
Início de ano, sempre é época de repensar a decoração e revitalizar o lar, nada melhor para mudar os ares do que um pouco de verde e vida natural. Pensando em ajudar o cidadão dos grandes centros a desenvolver seu dedo verde urbano, Hélio Lemos, roteirista e diretor do DVD, reuniu uma completa equipe de especialistas para desmistificar o plantio e manutenção de uma horta de temperos em espaços pequenos.
O vídeo apresenta desde dicas para a escolha do melhor lugar e das espécies mais adequadas, até o passo a passo para o plantio e manutenção. Didático, o resultado é uma verdadeira aula para restabelecer a interação e a harmonia entre o ser humano e a natureza.
Um ótimo presente para oferecer a si mesmo ou para os amigos, qualidade de vida. Aliás, nada mais legal do que ter uma charmosa horta de temperos e poder colher na hora as especiarias fresquinhas que dão um sabor todo especial aos pratos.
O DVD ‘Dedo Verde Urbano’ custa R$ 26,00 e está disponível para venda em bancas de jornais, livrarias e lojas de produtos naturais. Também é possível adquirir através do site: www.dedoverdeurbano.com.br ou da página do projeto no facebook: http://www.facebook.com/pages/Dedo-Verde-Urbano/210134742389573?ref=ts
Fonte: Brandpress.
Por Priscila Galvão
O governo federal quer criar uma estação ecológica (Esec) no município de Maués, a 280 quilômetros de Manaus (AM). A região tem uma das maiores concentrações de primatas do mundo, além de abrigar mais de 600 espécies de aves. É um santuário ecológico. Os estudos já foram concluídos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que negocia agora com o Governo do Amazonas os últimos acertos.
Para isso, o presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello, embarca na noite da próxima segunda-feira (5) com destino a Manaus, onde, no dia seguinte, terá encontros com a secretária de Meio Ambiente do Amazonas, Nadia Ferreira, e com parlamentares da Assembleia Legislativa. Ele vai discutir uma saída consensual para a criação da reserva, que enfrenta resistência de alguns setores locais.
DESMATAMENTO - A proposta de criação da unidade faz parte das metas do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAM), do Governo Federal. Pela proposta, a unidade de conservação teria aproximadamente 663 mil hectares.
Mais de 400 mil hectares foram subtraídos da proposta inicial pela existência de títulos minerários. Em compensação, área de igual tamanho passará a compor a proposta de ampliação da Floresta Nacional (Flona) do Amana, no Pará.
De acordo com essa negociação, a compensação pela desafetação das UCs afetadas pelas usinas hidrelétricas de São Luís do Tapajós, Jatobá e Chacorão incluirá a implantação da Esec Alto Maués, a ampliação da Flona Amana e ainda a possível criação da Resex Montanha Mangabal.
A proposta da Esec Alto Maués abrange não apenas grande parte da gleba Parauari, mas também parte das glebas Urupadi e Buiuçu, situadas ao sul da primeira. Todas as glebas foram devidamente arrecadadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e se tratam de terras da União.
Para o embasamento da proposta foi feito um levantamento secundário de dados socioeconômicos da região, tendo como base as informações demográficas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
DIAGNÓSTICO - Também foi realizado o “Diagnóstico dos Aspectos Naturais da Área Prioritária para Conservação denominada Alto Maués”. As informações colhidas indicam elevada riqueza de primatas na região, sendo três delas endêmicas.
Também merecem referência os mapas com a distribuição de espécies de primatas na área da proposta, elaborados pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) do ICMBio.
O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) do ICMBio manifestou-se, informando que a área da futura unidade de conservação possui habitat adequado à sobrevivência da onça pintada e, por isso, a sua criação é extremamente relevante.
Já o Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação das Aves Silvestres (Cemave) também se manifestou favoravelmente, pois a criação da unidade representa um importante passo do governo brasileiro na conservação da avifauna na região amazônica, atendendo inclusive compromissos internacionais como a Convenção de Washington, que prevê ações para a conservação de espécies migratórias e a Convenção da Diversidade Biológica.
Ascom/ICMBio
Frequentadoras assíduas do litoral brasileiro, entre os meses de julho a novembro, as baleias jubartes vem sendo monitoradas por pesquisadores que utilizam um avião bimotor sobrevoando a costa brasileira, de Sergipe ao Rio de Janeiro. A ação, em uma área tão extensa, representa um dos maiores levantamentos aéreos de cetáceos no mundo.
O trabalho desenvolvido pelo Projeto Baleia Jubarte, do Instituto Baleia Jubarte, conta com a cooperação técnica do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (CMA/ICMBio).
O objetivo da iniciativa é produzir um censo aéreo e avaliar se a população de baleias jubartes brasileiras – são sete populações somente no hemisfério sul – se recuperou após o período de caça comercial, que reduziu a população de mais de 300 mil animais a menos de 15 mil (5% desse total).
Os dados preliminares constatam que, desde o início do mapeamento aéreo em 2001, o crescimento da população de baleias vem aumentando de um ano para outro e que a área com maior concentração de jubartes no país é o banco de corais de Abrolhos, no litoral baiano. O Parque Nacional Marinho de Abrolhos protege parte do banco.
LEVANTAMENTO - A localidade mapeada corresponde a praticamente toda a área de ocorrência sistemática da espécie no Brasil. Por meio do estudo também será possível levantar o modo e o ritmo em que as baleias estão repovoando as águas brasileiras, o número de animais, os locais de concentração de fêmeas com filhotes, a interação da população de baleias com possíveis ameaças de origem antrópica (produzida pelo homem) como, por exemplo, as frotas pesqueiras, rotas de embarcações comerciais e plataformas de petróleo e, por fim, os locais em que o s esforços de conservação precisam ser intensificados.
A análise de dados para estimar a população atual e sua distribuição encontra-se na fase final. De acordo com o Instituto Baleia Jubarte, o primeiro voo no país foi realizado em 2001 e durante os quatro anos seguintes o litoral dos estados da Bahia e do Espírito Santo foram mapeados. Em 2005 a área foi ampliada atingindo desde o Rio Grande do Norte até o litoral de Paulo.
Com os primeiros resultados obtidos foi possível aumentar o intervalo de amostragens. A equipe envolvida começou a realizar o estudo a cada três anos (2008-2011) e foram traçadas linhas ao longo da costa marinha. As linhas percorridas de avião contaram com três pesquisadores. Dois observadores foram posicionados, um de cada lado da aeronave, para contabilizar os grupos de baleia avistados e medir o ângulo que estes grupos estavam em relação a aeronave. Um terceiro pesquisador anotava as informações e a posição onde os animais foram vistos.
Ascom/ICMBio