domingo, 16 de setembro de 2012
A “Onda Verde” renova o universo empresarial no Brasil
Por Otávio Ventura,
Nos últimos anos, as discussões em torno do aquecimento global elevaram o tema da sustentabilidade entre as prioridades máximas de empresas em todo o mundo, desde pequenas companhias até gigantes multinacionais. A preocupação ambiental ajudou a despertar o interesse por métodos de construção e manutenção de imóveis adequados às novas necessidades de conservação do planeta, em harmonia com os padrões ecologicamente corretos.
Na esteira dessa nova mentalidade, surgiram os chamados green buildings, ou “prédios verdes”, uma nova geração de edificações marcadas por modelos alternativos de funcionamento, como geração própria de energia e aproveitamento da água da chuva, entre outros.
O universo corporativo vive uma fase histórica única em que aderir ao “movimento verde” traz grandes benefícios (diretos e indiretos), não somente para as empresas, mas também para a sociedade como um todo. Devido à constante evolução das tecnologias, o ambiente empresarial é atualmente capaz de funcionar com maior eficiência e menor burocracia com mínimos recursos físicos.
Estudos indicam que o impacto ambiental de um edifício pode ser espantoso. Nos EUA, os prédios comerciais consomem 65% da energia elétrica distribuída no país e o principal “vilão” é o ar-condicionado, responsável por mais da metade do consumo de toda a energia. No Brasil, esse índice é de cerca de 50%.
Na onda dos prédios verdes, o uso dos escritórios terceirizados é outra opção ecologicamente correta que se torna cada vez mais atraente. Conhecidos como escritórios inteligentes, representam mais um importante passo na transformação do mundo dos negócios, com impacto vantajoso crescente – ambiental, social e econômico.
Criada em 1995, a Your Office é pioneira no setor de escritórios inteligentes. Também conhecidos como escritórios virtuais, os estabelecimentos oferecidos pela empresa são salas mobiliadas e amplamente equipadas, com total infra-estrutura de serviços, como telefonia, internet banda larga, secretariado, recepção, copa e cozinha, segurança, etc. As salas podem ser alugadas, sem burocracia, por qualquer período de tempo, por empresas de variados portes e áreas de atuação.
As grandes vantagens da terceirização do espaço corporativo são imediatamente identificáveis: diminuição de custos fixos, além de maior organização racional do tempo e gerenciamento de funcionários. O principal benefício mensurável é, sem dúvida, a expansão dos balanços financeiros.
Prova de que a terceirização não para de conquistar espaço, o grupo Your Office registra índices de crescimento da ordem de 20% ao ano no País. As vantagens da terceirização, no entanto, expandiram-se também graças à recente preocupação em torno da sustentabilidade.
O escritório inteligente ou virtual traz vários ganhos em relação a outros modelos de negócios. Nele, ganha o empresário, ganha o cliente, ganha o funcionário, mas ganha também a sociedade quando o planeta é poupado. Um exemplo prático: a economia de gastos fixos de uma sala comercial com serviços públicos – como taxas pelo fornecimento de água e energia elétrica – também sinaliza que tais recursos, divididos entre os vários usuários de um escritório terceirizado, estão sendo mais bem utilizados.
O uso conjunto da infra-estrutura é outro forte argumento a favor da terceirização em relação ao modelo corporativo tradicional. Ao compartilhar o escritório físico, as empresas se desfazem não só de parte de seus encargos financeiros como também de eventuais malefícios ambientais.
A economia do empreendedor tende a ser maior em vários aspectos, a começar pela redução do aluguel do espaço devido ao rateio do seu valor integral. De ponto de vista sustentável, os escritórios virtuais podem diminuir o ritmo de construção de novos imóveis comerciais, ociosos na maior parte do tempo, e que apenas aumentam o número de edifícios nas grandes cidades - cada vez mais sacrificadas pela falta de planejamento urbano.
A desorganização das cidades leva, por sua vez, ao aumento gradual das temperaturas, das distâncias a serem percorridas pelos trabalhadores, do uso dos meios de transporte (com a expansão dos congestionamentos, gastos de combustível e derivados do petróleo, poluição, desgaste do asfalto de ruas e avenidas, etc.). Isso sem somarmos os efeitos nocivos para a saúde dos cidadãos, que têm de conviver com acidentes, ar poluído, demora no tempo de locomoção, elevação dos níveis de estresse e perda de tempo contínua.
As facilidades oferecidas pela terceirização ajudam o pequeno empresário a diminuir os custos operacionais, contribuem para que ele possa dedicar-se exclusivamente aos clientes, e ainda promove o bem-estar social e a conservação do meio ambiente.
sábado, 15 de setembro de 2012
Grandes empresas optam pelos biolubrificantes vegetais
Fabricados pela VGBIO, empresa instalada em Campinas, interior de São Paulo, os biolubrificantes chegam às grandes indústrias nacionais trazendo inúmeros benefícios ao meio ambiente. Com previsão de investimentos da ordem de R$ 13 milhões, incluindo uma nova planta e laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, faturamento de R$ 5 milhões em 2012 e previsão de R$ 25 milhões em 2013, a empresa verde já tem seus produtos utilizados pelas gigantes Embraer, Vale, ThyssenKrupp Elevadores, Quip Engenharia, Maquias SanMartin, ALL - America Latina Logística, Polimetal, Camargo Correa e Geosol.
Primeira empresa no Brasil dedicada exclusivamente na fabricação de biolubrificantes de base vegetal, a VGBIO vem conquistado esse importante mercado e atraindo as maiores companhias de diversos segmentos , cada vez mais preocupadas com a nova economia de cadeia sustentável e para as quais a questão ambiental e produtos de alto desempenho são levados a sério.
Com diferentes aplicações, empresas como a Embraer, Quip Engenharia, ThyssenKrupp Elevadores, Companhia Siderurgica do Atlantico, ALL, Polimetal, Camargo Correa, Maquinas Sanmartin, Superpesa e a WEG Motores, entre outras, já iniciaram a substituição dos lubrificantes e graxas minerais por produtos biodegradáveis e atóxicos de origem vegetal.
Essa importante biotecnologia está inserida no restrito rol das patentes verdes do INPI - Instituto Nacional de Propriedade Industrial. Das 500 patentes verdes que deverão ser concedidas pelo INPI em todo o Brasil, quatro já são da VGBIO.
“Conseguimos produzir biolubrificantes e graxas que, além de apresentarem maior rendimento do que os lubrificantes minerais e sintéticos em diversas aplicações, não agridem o meio ambiente, pois a sua degradabilidade varia entre 28 e 40 dias. Outras vantagens são a economia em função do aumento do ciclo de vida do produto e a redução do descarte de resíduos, o fim das multas ambientais e todos os transtornos causados pelos produtos que agridem à saúde e à natureza”, explica o diretor executivo (CEO) da VGBIO, Roberto Uyvari Jr.
Aplicações
Os excelentes resultados na aplicação dos produtos vegetais induziram a empresa a novos estudos e pesquisas para o atendimento de diversos mercados e aplicações, entre elas o uso de óleos vegetais no setor de mineração, especialmente na aplicação de perfuração de rochas, e nos equipamentos e esteiras transportadoras de minério. No mercado de agronegócio o novo produto está sendo requisitado para os equipamentos de movimentação de terra (tratores, colheitadeiras, plantadeiras etc.).
Nas usinas de álcool e açúcar, o produto pode ser utilizado em equipamentos de moenda para a fabricação de álcool e açúcar e nos equipamentos de colheita mecanizada. Nos portos, sua aplicação é recomendada nas esteiras transportadoras para embarque de grãos a fim de evitar a contaminação dos alimentos, pois o óleo vegetal, além de biodegradável, tem também a característica de atender a especificação de grau alimentício. Também a aplicação pode ser feita nas defensas de portos e cabos de aço dos guindastes que movimentam os containers, pois nestes locais existem sérios riscos de contaminação da água do mar.
Além disso, um dos produtos da companhia, o VG-PRO, um biolubrificante protetivo, já está sendo exportado para a Oxifree Metal Protection, empresa norte-americana localizada no Texas. A VGBIO também está finalizando parcerias com empresas nos mercados norte-americano, europeu e asiático.
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Maior rendimento
Os produtos da VGBIO têm obtido grande sucesso em diferentes segmentos nos quais o seu rendimento mostra-se superior ao dos óleos de origem mineral e sintética e por garantir uma série de benefícios econômicos e de produtividade para os seus clientes. Entre eles, Roberto Uyvari cita a eliminação do efeito tramping oil nas maquinas de usinagem de metais. o que gera custos adicionais com paradas para manutenção e limpeza, o descarte do resíduo e os problemas ambientais relacionados à destinação deste resíduo.
“Na área de metal working (usinagem de metais) o rendimento é 30% maior do que os similares minerais e sintéticos. No caso de óleo para perfuração, o ECODRILL, o rendimento chega a 200%, além da grande vantagem de contribuir com redução da possibilidade da contaminação direta dos lençóis freáticos por ser um produto biodegradável e atóxico”, diz Roberto Uyvari Jr.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
OPERAÇÃO PARA LÂMPADAS EM SÃO PAULO
Equipe coletará e dará destino correto a lâmpadas fluorescentes queimadas e material eletrônico sem uso, como celulares, pilhas, baterias e carregadores
No Brasil, são consumidas cerca de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes por ano. Desse total, 94% são descartadas em aterros sanitários, sem nenhum tipo de tratamento, contaminando o solo e a água, além de, se rompidas, liberarem vapor de mercúrio, que será aspirado por quem as manuseia.
Como na Ecofit Club nenhum problema ambiental é deixado de lado, será realizada, no dia 22 de setembro, das 9h30 às 14h, a Operação Papa Lâmpada. Em parceria com a Sir Company e com a Naturalis Brasil, serão coletadas lâmpadas queimadas e material eletrônico sem uso, como celulares, pilhas, baterias e carregadores, para os quais será dado destino correto. Qualquer um pode participar do descarte, com o limite de 50 lâmpadas por pessoa.
A campanha é mais uma iniciativa que segue a filosofia da Ecofit Club, a primeira academia ecológica do Brasil.
O espaço foi construído com materiais reciclados. Toda a madeira usada é de demolição ou tem origem comprovada em áreas de reflorestamento. Seus 8,2 mil m² de área, divididos em oito andares, foram projetados com mais vidro do que paredes de concreto. O resultado é economia de energia e um ambiente naturalmente iluminado.
A água de chuva e do gotejamento do ar condicionado é canalizada para um reservatório e utilizada na limpeza, na irrigação de plantas e na descarga dos vasos. A piscina, por ser tratada com ozônio, gera uma economia de mais de uma tonelada de cloro. Além disso, parte de seu aquecimento é feito pela captação de energia solar.
Há, ainda, coleta seletiva de lixo, incluindo o cuidado com o óleo de cozinha e campanhas para o recolhimento de isopor, baterias, lâmpadas e lixo eletrônico. E os alimentos descartados pelo restaurante e refeitório têm destino certo: a composteira e o minhocário.
Por fim, os clientes que preferem deixar o carro em casa contam com bicicletário no local e muitas campanhas sobre sustentabilidade são organizadas para os alunos.
Juntando todas as economias previstas no projeto, o custo operacional fixo é 4% menor do que numa academia convencional. Com gastos sob controle, a Ecofit consegue cobrar mensalidades abaixo da média do setor.
Além da preocupação com o meio ambiente, a qualidade do serviço não foi deixada de lado. Muito pelo contrário. A Ecofit Club oferece mais de 60 atividades diferentes, com programas voltados a diferentes perfis – adultos, crianças, adolescentes e terceira idade. “A Ecofit conquistou rapidamente muitos admiradores, que se identificam com a proposta, a missão e os valores da academia e hoje possui aproximadamente 2,7 mil alunos matriculados, dos quais 600 são crianças”, completa Antonio Gandra, um dos proprietários da Ecofit.
Serviço
Operação Papa Lâmpadas
Quando: 22 de setembro, das 9h30 às 14h
Onde: Ecofit (Rua Cerro Corá, 580 – Alto de Pinheiros)
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Meio Ambiente-Destoxificação e Tolerância Imunológica- Há Uma Conexão?
Este é o tema de umas das palestras que será proferida pelo Nutricionista Clínico Funcional Dr. Gabriel de Carvalho no VIII Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional, que tem início nesta quinta-feira 13 e vai até 15 de setembro no Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo
Na palestra o nutricionista explicará como os fatores pouco falados como poluentes do ar, do diesel, dioxinas (presente no ar e em alimentos), plásticos (plastificantes), bisfenol A (encontrados em latas de alimentos, resinas dentárias, garrafas plásticas), agrotóxicos, metais tóxicos (chumbo, mercúrio), solventes (produtos de limpeza, tintas, entre outros resíduos) alteram o sistema imunológico, influenciando na predisposição a alergias desde o período fetal (intra uterino), contribuindo para aumento das alergias em criança e adulto, por toda a vida.
A segunda palestra de Gabriel de Carvalho abordará as deficiências de vitaminas A e D, deficiência de glutationa e na falta de flavonóides (presentes em todas as frutas verduras, chás, e no cacau) e uso de verduras brássicas e alguns suplementos no tratamento das alergias
Palestras:
Dia 13/9 Workshop: Alergias e Hipersensibilidades – desordens relacionadas ao glúten.
15h15 às 16hs – Caso clínico: evidências científicas e práticas
Dia 14/9 -Meio Ambiente, Destoxificação e Tolerância Imunológica- Há Uma Conexão?
Das 15h30 às 16h30
A Chocolife empresa da qual o Dr. Gabriel de Carvalho é Consultor estará participando com estande de 13 a 15 de setembro no VIII Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional no Centro de Convenções Frei Caneca www.chocolife.com.br
O Dr. Gabriel de Carvalho é Nutricionista, introdutor da Nutrição Funcional no Brasil em 1999.
Farmacêutico Bioquímico, Diretor do Instituto de Nutrição Avançada - www.INavançada.com.br
Editor do www.funcional.ntr.br, Consultor da Chocolife - www.chocolife.com.br
Sobre o Congresso – Organizados e promovidos pela VP Consultoria Nutricional, o Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional, em sua oitava edição, e o Congresso Brasileiro de Nutrição Esportiva Funcional, em sua sétima edição, vão acontecer nos dias 13, 14 e 15 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. O programa pode ser conferido no site: www.vponline.com.br/congresso
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
NOSSAS RESERVAS AMBIENTAIS ESTÃO EM CHAMAS
Elmano Augusto
– Dezesseis unidades de conservação (UCs) federais pegavam fogo no final da tarde desta terça-feira (11) em vários estados, no que parece ser o momento mais crítico da atual temporada de incêndios florestais no país, segundo boletim divulgado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Os casos mais graves são os dos parques nacionais da Serra da Canastra, em Minas, e do Araguaia, no Tocantins, além das UCs que ficam ao longo da BR-163 (Cuiabá-Santarém), em áreas do Pará, como a Reserva Biológica da Serra do Cachimbo e a Floresta Nacional de Jamanxim.
O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, também entrou na lista, vítima de três incêndios simultâneos, um criminoso e dois provocados por acidente de trânsito na rodovia que dá acesso ao parque.
Além dessas unidades, há registro de incêndios florestais de nível II (médio porte) no Parque Nacional Nascentes do Rio Parnaíba, no Piauí, onde o fogo não dá trégua há mais de duas semanas. Outras dez unidades sofrem com incêndios de nível I (pequeno porte), algumas já há alguns dias e outras com focos mais recentes.
ICMBio mobiliza aparato e parceiros
O ICMBio, que administra 312 UCs federais, mobiliza grande aparato para combater os incêndios na vegetação. São mais de dois mil brigadistas equipados com bombas costais e abafadores, seis aviões air tractor (que lançam água sobre o fogo) contratados para atuar nos vários pontos, carros-pipas e de transporte de tropa, além de viaturas menores para deslocamentos rápidos.
Como, segundo a meteorologia, não há sinais de chuva nas regiões Norte, Centro-Oeste e parte do Sudeste e Nordeste, onde se concentram as unidades de conservação em chamas, a tendência é que a situação se agrave nos próximos dias. Por isso, o ICMBio busca ampliar os parceiros nas áreas federal e estaduais para reforçar o combate ao fogo, como o Ibama e os corpos de bombeiros militares, entre outros.
De acordo com critérios técnicos que definem os níveis de complexidade de combate ao fogo, os incêndios florestais de nível I são considerados de pequeno porte. Nesse caso, o combate é feito unicamente pelas brigadas da unidade. Os de nível II, médio porte, são incêndios maiores e exigem o apoio de parceiros em nível local ou regional. Já os de nível III são grandes incêndios. Para debelá-los, é preciso uma articulação de forças mais ampla, envolvendo a União, os estados e os municípios.
Comunicação ICMBio
terça-feira, 11 de setembro de 2012
RESERVA NO PARÁ PROMOVE OFICINA SOBRE MANEJO DO AÇAÍ
A Reserva Extrativista (Resex) Terra Grande-Pracuúba, no Pará, acaba de realizar ciclo de capacitações no manejo do açaí, casas de farinha, oficinas de organização social e gênero e também a validação da relação de beneficiários do Incra e das listas do Programa Bolsa Verde da UC.
A Resex, que tem ao todo 23 comunidades, com aproximadamente 700 famílias, iniciou neste mês a nova gestão, centrada na manutenção e extensão das capacitações nas comunidades. A nova chefe, Aline Simões, participou das atividades.
Houve um trabalho específico sobre o manejo do açaí com oficinas teóricas e práticas, com foco na segurança do trabalhador, pois existe um grande número de acidentes relacionados ao trabalho que não chegam a ser computados.
As oficinas buscaram trabalhar com o foco na prevenção a acidentes de trabalho, inserindo essa temática no cotidiano das pessoas. Foram usados kits de EPIS, capacetes, botas, terçados preparados para que a prática faça parte da realidade das comunidades.
As ações foram realizadas nas comunidades de São Sebastião, São Joaquim, Nazaré e Portugal, no Rio Guajará. Durante os trabalhos, foi definida mais uma vaga para o curso de tomada de decisão em Manejo Florestal Comunitário, que acontecerá em Paragominas, no Centro de Treinamento do Instituto Floresta Tropical (IFT). O curso contará com quatro representantes da Resex.
As atividades aconteceram com o apoio dos colaboradores do CNS/GIZ, da Medida de Desenvolvimento do Marajó e Emater/Curralinho, nas oficinas de manejo de várzea, assistência técnica e oficinas de organização social.
Os servidores da Resex pretendem percorrer todas as 23 comunidades da unidade para fazer um diagnóstico da realidade local, levando um conjunto de atividades para sensibilizar as lideranças e apresentar a nova gestão.
“Nesta primeira etapa, contamos com a participação efetiva das comunidades visitadas, demonstrando o entusiasmo e vontade de participar, isso traz mais motivação para gestão também”, afirmou Aline Simões, chefe da unidade.
As próximas atividades deverão ocorrer entre novembro e a segunda quinzena de dezembro, contando com ações de capacitação técnica, introdução de estudos para o turismo de base comunitária na região e iniciativas de cunho cultural, com oficinas de esporte, música e teatro, para buscar uma maior participação das crianças e jovens nesse processo de construção e fortalecimento da identidade de pertencimento coletivo.
fONTE:Comunicação ICMBio
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
AMMA PROMOVE AÇÕES EM COMEMORAÇÃO AO DIA DO CERRADO
Foto: RONALDO KOTSCHO
Bioma apresenta extensa biodiversidade e necessita ser preservado
Como forma de mostrar a importância do bioma cerrado, bem como preservá-lo, a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) realiza amanhã, 11, às 9 horas, no Parque Municipal Leolídio di Ramos Caiado, no Setor Goiânia 2, ações de educação ambiental e conscientização em comemoração ao Dia do Cerrado. Participam do evento 60 crianças do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmeis) da região e na sede da Amma serão distribuídas mudas nativas do cerrado para a população.
Para a presidente da Amma, Mayza Margareth Toledo Constantino, a importância das riquezas naturais do bioma cerrado precisam ser conhecidas para o desenvolvimento da conscientização e preservação. “O cerrado possui características bem marcantes como o clima seco, as árvores possuem troncos tortuosos, com cascas espessas que servem de proteção para o calor e a baixa umidade, além de florações exuberantes, como os ipês, que podem ser vistos nessa época em toda a cidade. Há nele também presença de grande quantidade de água, sendo considerado o berço das águas por abrigar nascentes dos rios de vital importância para o país, que são o Tocantins, Araguaia e o São Francisco”, pontua.
Em comemoração ao dia do cerrado será realizado um plantio simbólico com mudas nativas do bioma no parque, além de palestras com distribuição de cartilhas e entrega do certificado de cuidador do cerrado para as crianças participantes. Já na Amma serão distribuídas mudas de jatobá, ipês e bálsamo pelo Programa Plante a Vida, visando à conservação e preservação com plantio de mudas nativas.
O cerrado constitui o segundo maior bioma do país ocupando cerca de 24% do território nacional com grande biodiversidade de fauna e flora favorecido pelo elevado potencial aquífero. Abrange os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, o Distrito Federal e partes de São Paulo, Minas Gerais, Maranhão, Piauí e Bahia.
Além da importância ambiental, o cerrado também possui grande relevância social devido ao extenso aproveitamento dos recursos naturais. São diversas espécies com propriedades medicinais, exemplares arbóreos que podem ser usados na recuperação de áreas degradadas, bem como diversos frutos comestíveis, como o pequi, a mangaba, cagaita, barú, cajuzinho, dentre outros.
Contudo, diversas espécies presentes no cerrado, tanto de fauna quanto de flora, estão ameaçadas de extinção pela interferência humana, como o tamanduá, tatu-bola, capivara, onça-pintada, lobo guará, entre outros. As árvores passíveis de extinção são araeira-do-sertão, arnica-da-serra, jacarandá intricata, etc., resultando em 131 espécies de exemplares arbóreos nessas condições, conforme dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Informações:
Assessoria da AMMA - 3524-1117
sábado, 8 de setembro de 2012
Corumbá é a cidade com mais focos de queimada no Brasil
O Estado do Mato Grosso do Sul está sob influência dessa forte massa de ar seco que vem atuando no interior do Brasil. Os dias tem sido muito quentes, especialmente no noroeste do Estado. Ontem, às 16 horas, a estação automática do Inmet, registrou temperatura de 38,2°C em Corumbá.
Ainda, segundo o órgão, a última chuva ocorrida na cidade foi no dia 22 de junho e foi registrado um volume de aproximadamente 13 milímetros. Com o tempo seco e quente, a umidade no solo também diminuiu e está perto de zero. Isso contribui para o aumento do número de focos de fogo.
Segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), na cidade de Corumbá, apenas nos primeiros 4 dias de setembro já foram contabilizados 283 focos de fogo. Esse índice a torna a cidade com mais focos de queimada no Brasil
De acordo os meteorologistas da Climatempo, não há previsão de chuva significativa para os próximos 15 dias.
Desativamento energético é uma ameaça sobre a mudança climática, afirmam especialistas
Tucson, Arizona. Milhares de mulheres foram acusadas de serem bruxas e queimadas na fogueira nos tempos medievais por seus esforços em proteger suas comunidades contra o mau tempo, declara Jane Orient, MD, Presidente da Physicians for Civil Defense. Essa tentativa não funcionou, pois a Europa continuou a sofrer muito durante a Pequena Era do Gelo. E os seres humanos ainda não têm o poder de controlar o clima, afirma a doutora.
Orient discursou na 30ª reunião anual Doctors for Disaster Preparedness (http://www.ddponline.org/2012/03/08/2012-ddp-meeting-july-27-29/), defendendo a proteção contra todos os perigos, com base em precisas informações científicas.
Desde que a astrofísica Sallie Baliunas falou sobre "Bruxas, whiskey e mau tempo", em 2005, http://www.ddponline.org/ddp-audio-2005.php, o "aquecimento global" tem mantido a sua lacuna de 15 anos, mas em nome da "mudança climática" global, os políticos ainda estão tentando encerrar a produção de energia a partir de combustíveis de hidrocarbonetos.
Por exemplo, na plataforma de 2012 do Partido Democrata lê-se: "Nós sabemos que a mudança climática global é uma das maiores ameaças desta geração - uma catástrofe econômica, ambiental e de segurança nacional em formação. Respaldamos a ciência da mudança climática, comprometemo-nos a reduzir significativamente a poluição que provoca o aquecimento global, e sabemos que temos que enfrentar este desafio por meio de políticas inteligentes que levem a um maior crescimento na geração de energia limpa e que resultem em uma série de benefícios econômicos e sociais . "
As alterações climáticas têm ocorrido constantemente ao longo da história do planeta, impulsionado por poderosas forças naturais. Não há evidências consistentes para se especular que as emissões humanas de dióxido de carbono podem causar efeitos climáticos significativos, e temos, por outro lado, abundância de provas contra isso. Ainda assim, as forças políticas que demonizam o dióxido de carbono são tão bem financiadas e poderosas que qualquer jovem aspirante a uma carreira académica não se atreveria a expressar discordância, de acordo com Richard Lindzen, de Massachusetts Institute of Technology, que falou sobre "Aquecimento Global Alarmante: O Que Acontece Com A Ciência Na Esfera Pública? "
"O dióxido de carbono é parte do ciclo da vida, não um poluente," explica Orient. "Todos os seres vivos são feitos de carbono que já foram por sua vez dióxido de carbono atmosférico."
A tecnologia medieval, como os moinhos de vento, não pode substituir o carvão, gás natural e petróleo no fornecimento da eletricidade e do combustível para transporte, dos quais depende a sociedade moderna. Cortes drásticos nas emissões de dióxido de carbono teriam, no máximo, um efeito pouco significante sobre a temperatura da Terra, mas prejudicaria a agricultura, medicina, indústria e defesa, ressalta Orient.
"A pobreza energética devido a uma política equivocada, baseada em uma ciência deficiente, é uma das maiores ameaças para esta geração. Não o dióxido de carbono.", afirma a doutora.
A organização Physicians for Civil Defense, www.physiciansforcivildefense.org, divulga informações para ajudar a salvar vidas em caso de desastres naturais, terrorismo ou guerras.
Dados de Contato:
Physicians for Civil Defense
1601 N. Tucson Blvd. Suite 9
Tucson, AZ 85716
(520) 325-2680
www.physiciansforcivildefense.org
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Expoflora une sustentabilidade e solidariedade em ação com a Renovias
FOTO: Humberto de Castro.
Os lacres das latinhas de bebidas depositados nos recipientes disponibilizados nos restaurantes, lanchonetes, quiosques e nas praças de alimentação serão destinados para reciclagem. A campanha permitirá a doação de cadeiras de rodas para entidades assistenciais da região de Campinas
Para quem não crê na história que doar lacres de alumínio das latas de bebida pode render cadeiras de rodas, os 21 equipamentos já entregues pela Renovias a 13 entidades assistenciais da região de Campinas provam que esse tipo de campanha existe e é realizada com seriedade. Desde o ano passado, quando o projeto foi lançado em escolas públicas de Mogi Guaçu, a Renovias recolheu mais de 4 milhões de lacres, auxiliando deficientes físicos e pessoas com dificuldade de locomoção. Para intensificar a ação socioeducativa, a Renovias decidiu envolver os grandes eventos realizados em sua área de concessão, como a Expoflora, por exemplo, multiplicando não só a coleta dos lacres, mas, principalmente, a conscientização da população.
A Expoflora, maior evento de flores e plantas ornamentais da América Latina, será realizada de 30 de agosto a 23 de setembro, de quinta-feira a domingo, das 9h às 19h, em Holambra. A expectativa é que o evento atraia cerca de 300 mil visitantes. Se cada um deles consumir apenas uma bebida e depositar o lacre da latinha em um dos coletores instalados nas praças de alimentação, o dinheiro arrecadado com a venda desse alumínio será suficiente para a compra de quase duas cadeiras de roda.
Parece pouco, mas a ação envolve apenas o pequeno lacre que, em vez de encaminhar para a reciclagem, muita gente prefere jogar no lixo comum, cujo destino são os aterros sanitários. Isoladamente podem não ser tão ofensivos ao meio ambiente, mas, em quantidade, prejudicam muito a natureza. De acordo com o IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, o tempo de decomposição do alumínio varia de 100 a 500 anos. Além disso, o reaproveitamento de cada tonelada de alumínio evita a extração de cinco toneladas de bauxita, além de economizar 95% de energia elétrica.
O valor de uma cadeira de rodas equivale à coleta de 140 garrafas pets que comportam, cerca de 1.500 lacres. Na Expoflora os coletores dos lacres estarão instalados nas 16 lanchonetes, nos quatro restaurantes e nos dois quiosques que comercializam bebidas em lata, além de dois grandes recipientes nas duas praças de alimentação. O Econauta, mascote das ações de sustentabilidade da Renovias, estará no evento para um trabalho de conscientização ambiental e para incentivar a doação dos lacres de alumínio. Folhetos explicativos da campanha serão distribuídos nas praças de pedágio da Renovias junto com produtos Ypê, empresa patrocinadora do evento.
“A coleta de lacres de latas de alumínio é uma iniciativa simples e de grande importância. É uma ação sustentável, porque reutiliza o alumínio. Também é social, pois proporciona a doação de cadeiras de rodas para entidades assistenciais. A parceria com a Expoflora para difundir esse projeto certamente é muito positiva, pois o evento reúne milhares de visitantes de diversas partes do Brasil”, destacou Roberto de Barros Calixto, presidente da Renovias.
As 21 cadeiras de rodas foram doadas para 13 entidades assistenciais que atuam em Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Águas da Prata, Casa Branca, Mococa e Vargem Grande do Sul. Para adquiri-las, nas campanhas realizadas pela Ronovias foram recolhidos mais de 680 kg de alumínio, apenas com a coleta dos lacres das latinhas
A coleta dos lacres é apenas uma das ações do amplo Projeto de Sustentabilidade da Renovias. O material recolhido é vendido para a empresa TGATech, sendo toda a receita revertida para a compra das cadeiras de rodas doadas às entidades. Após a Expoflora, os interessados também podem contribuir com a campanha. Informações sobre os postos de coleta pelo telefone (19) 3814-2000 (ramal 2600), ou pelo e-mail econauta@renovias.com.br.
Sustentabilidade
Ações de sustentabilidade são incentivadas na Expoflora em suas mais diversas atrações. Na exposição de Arranjos Florais e na Mostra de Paisagismo e Jardinagem, por exemplo, os decoradores, arquitetos, engenheiros agrônomos e designer de interiores, entre outros, dão bons exemplos ao sugerirem ao público a utilização de vasos biodegradáveis, de fibra de coco, de folha de bananeira, feitos com garrafas pet e de vidro, ou, ainda, a criar móveis produzidos a partir de pallets, madeira de demolição ou reflorestamento. Também são incentivas práticas sustentáveis, como o uso da compostagem, que aproveita folhas, galhos de árvores e resíduos do próprio jardim como adubo orgânico.
Serviço:
31ª Expoflora
Data: de 30 de agosto a 23 de setembro, de quinta-feira a domingo
Horário: das 9h às 19h
Localização: Holambra, SP 340, rodovia Campinas-Mogi Mirim, saída 140.
Ingressos R$ 30,00. Crianças de até cinco anos de idade, acompanhadas dos pais ou responsáveis, não pagam.
Informações sobre a Expoflora: 19 3802-1421 - expoflora@expoflora.com.br
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
NO DIA DO AMAZONAS CONHEÇA A SUA BIBLIOTECA VIRTUAL
Hoje 5 de Setembro é o dia da Amazônia. Para festejar a data, o Linha Verde convida seus leitores a conhecer a biblioteca virtual da região.
Nela vocês irão encontrar o maior acervo amazônico e poderão fazer diversos tipos de pesquisa.
O endereço é: http://www.bv.am.gov.br/portal/conteudo/acervo/digitalizado/index.php?Letra=A
A HISTÓRIA DA BIBLIOTECA
A história da Biblioteca Virtual do Amazonas está estreitamente ligada á preocupação do governo em resgatar o acervo documental da Biblioteca Pública do Amazonas e do Instituo Geográfico e Histórico do Amazonas, que são possuidores de um acervo documental que contempla todas as áreas do conhecimento, e em particular, boa parte das fontes da historiografia do Amazonas.
Com o objetivo de preservar os originais e divulgar informações tão valiosas nesses documentos é que no ano de 2000 se formulou um primeiro projeto geral de resgate, tratamento e registro em suporte magnético, resguardando os originais e colocando á disposição do interessado um produto de consulta fácil, em ambiente amigável, inicialmente em CD-ROM, posteriormente na Internet.
Em 28 de Novembro de 2001 tornou-se realidade a divulgação através da Internet. Neste mesmo ano, o governo adquiriu a coleção do Prof. Arthur César Ferreira Reis, que se constitui de documentos raros e relevantes da história do Amazonas, aumentando assim os horizontes da Biblioteca Virtual. A partir desta experiência se abriu a possibilidade de inserção de outros acervos. Entretanto, a meta é inserir acervos tais como arquivos, bibliotecas e centros de documentação, desde que desejem participar deste projeto.
OBJETIVOS DA BIBLIOTECA VIRTUAL
Promover o acesso universal e gratuito do seu acervo;
Coletar e disponibilizar fontes documentais sobre o Amazonas e Amazônia;
Preservar em suporte digital os acervos das instituições que dela participarem com seus conteúdos, fornecendo posteriormente o produto final, para uso nas próprias instituições.
CONSTITUIÇÃO DO ACERVO
Seu acervo tem como base os acervos de domínio público da Biblioteca Pública do Amazonas, Biblioteca Arthur Reis e Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas. No entanto, não se resume somente a documentos que se encontram em domínio público, há outros que foram elaborados especificamente para entrar no site. Compõe-se de uma coletânea de livros, com ênfase no Amazonas, assim como publicações de cunho universal.
DISPONIBILIZAÇÃO DO ACERVO
O acervo é disponibilizado gratuitamente aos seus usuários. No entanto, a Biblioteca reserva-se ao direito de manter serviços e áreas de acesso restrito a projetos e grupos de usuários.
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CURSO SOBRE RESÍDUOS SÓLIDOS NO SINDICATO DOS JORNALISTAS SP
A nova política irá transformar e modificar radicalmente os atuais modelos de produção e descarte em todo o país, o curso pretende informar e capacitar, em especial, os jornalistas para que dê sua efetiva contribuição para a melhor cobertura e aprofundamento do tema
A aula será no dia 15 de setembro, sábado, das 9h00 às 18h00 no Auditório do Sindicato.
Programa: panorama do consumo de matérias-primas (esgotamento dos recursos naturais, consumo exagerado de insumos básicos); Desperdícios e armazenamento de lixo (sociedade do consumo e do descartável, o colapso do armazenamento do lixo nas grandes cidades); conhecendo as origens de um produto (ciclo de vida e cadeia produtiva, consequência dos descartes irresponsáveis, panorama geral da coleta seletiva); a Lei dos Resíduos Sólidos (principais pontos e desafios, o que e quando será implementada); Novos negócios e novas oportunidades (empreendedorismo em alta, catadores de resíduos e sua capacitação, projetos em parceria com o Poder Público).
Docente: Reinaldo Canto. Reinaldo é jornalista há 31 anos com passagens pelas principais empresas de televisão e rádio do Brasil. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos de Responsabilidade Social. Colaborador da Envolverde e colunista da Carta Capital.
A programação completa pode ser acessada em www.jornalistasp.org.br
Matrículas até 13 de setembro de 2012
Valores: R$ 120,00 (à vista ou 2 de R$ 60,00) para jornalistas sindicalizados e estudantes de Jornalismo pré-sindicalizados e de R$ 180,00 (à vista ou 2 de R$ 90,00) para os jornalistas e estudantes de Jornalismo não sindicalizados e demais interessados. Os que já fizeram cursos (exceto os gratuitos) no Sindicato têm descontos: 20% para sindicalizados e pré e 10% para os não sindicalizados.
ANALISTA DO ICMBIO ORGANIZA LIVRO SOBRE O CARIRI CEARENSE
por Dandara Santos
A analista ambiental Quitéria Cavalcanti Pereira, da Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada do Araripe, no Ceará, é uma das organizadoras do livro “Gestão Ambiental: Foco no Cariri Cearense”. A coletânea de artigos de profissionais de gestão ambiental, publicada pela Faculdade Vale do Jaguaribe (FVJ), será lançada nesta quarta-feira (5), às 15h, no salão de atos da Universidade Regional do Cariri (URCA), situada em Crato (CE).
O trabalho aborda temas como a gestão participativa em unidades de conservação federal, gestão de recursos hídricos, plano de manejo florestal sustentável, resíduos sólidos, saúde ambiental e modelos de eficiência na comunicação voltada à gestão ambiental.
Os textos têm como enfoque e fonte de inspiração o Cariri Cearense, uma microrregião localizada no Sul do estado do Ceará, composta por oito municípios que, juntos, ocupam uma área de aproximadamente 6.340 km², vista como um tipo de oásis no sertão tanto pelo ponto de vista ecológico, como climático e hidrográfico. No aspecto cultural, o Cariri Cearense é classificado como uma região especial, diferente dos ambientes típicos da cultura sertaneja.
Chefe-substituta da APA, Quitéria é graduada em Engenharia da Construção Civil e Direito e tem pós-graduação em Gestão Ambiental (Auditoria e Perícia Ambiental).
Comunicação ICMBio
terça-feira, 4 de setembro de 2012
RESIDÊNCIA DE ALTO PADRÃO ABUSA DE ENERGIAS ALTERNATIVAS E SEGUE A NOVA TENDÊNCIA DAS CASAS SUSTENTÁVEIS
Marco Aurélio Gimenez fez curso técnico de eletrônica e sempre foi um estudioso em energias alternativas. Em sua adolescência, em meados de 1978, foi premiado em um trabalho de colégio, cujo tema principal foi Fontes Alternativas de Energia Elétrica. Sempre procurou dados sobre o assunto e estuda desde esta época sobre energias alternativas. Hoje, diretor de uma indústria, localizada no interior de São Paulo, passou a aplicar seu conhecimento em soluções para seus equipamentos, utilizando energias renováveis. Por conta de todo esse envolvimento com o assunto, Gimenez começou a construir sua residência, de 400 metros quadrados, no ano de 2008, e acabou optando por todas as alternativas sustentáveis possíveis para a sua obra. Desde que começou a construção, já foi possível prever algumas ações e iniciar todo o processo para economizar e ainda preservar o meio ambiente. Em sua vida, em seu trabalho e como previsão para o futuro: tudo para Marco Aurélio Gimenez tem ligação direta com a sustentabilidade e com energias alternativas.
Até julho de 2012, Gimenez fez um investimento da ordem de R$ 20 mil, com aquecimento de água para banhos e torneiras, uso de energia solar fotovoltaica para iluminação de jardins, captação de água de chuva, deck com madeira plástica reciclável e uso excessivo de vidros para aproveitamento de iluminação natural. E Gimenez não para por aí: seu próximo desafio é produzir sua própria eletricidade com energia solar comprando menos energia da concessionária, reduzindo assim sua conta de luz. Este sistema de geração chama-se On-Grid. Gimenez conta que inúmeros estudos atuais mostram que esse tipo de geração On-Grid é projetado para produzir eletricidade durante 25 anos. Sendo que em 10 anos, todos os investimentos feitos são recuperados. "Espero passar de consumidor para fornecedor de energia no ano de 2013, pois os custos de todos os equipamentos relacionados a energia alternativa têm sofrido baixas expressivas em seus custos, de alguns anos para cá. Para Gimenez, a tecnologia ainda não foi disseminada por conta do Brasil não dominar completamente o assunto. "Além de aumentar os projetos sustentáveis da minha casa, a ideia é desfrutar de tudo isso e economizar, daqui pra frente."
Gimenez sentiu-se motivado por uma regulamentação da Aneel, em abril de 2012, permitindo sistemas solares conectados à rede - micro-geração caseira. "Penso em vender energia para companhias de energia elétrica, futuramente, como já acontece hoje em alguns Países da Europa", diz Gimenez. Ele sabe que ainda não é possível no Brasil, mas garante que este será o seu futuro. "Quero gerar mais energia do que irei consumir para o restante jogar na rede para que outras pessoas possam consumi-la".
Para ele, deveríamos seguir no Brasil uma cultura diferente, a começar pelo Governo. "É necessário incentivar esse tipo de prática, criando linhas de crédito e divulgação das formas como adquirir esse tipo de sistema."
- CASA PROJETADA PARA ILUMINAÇÃO COM LUZ DO SOL NOS AMBIENTES
O arquiteto que projetou sua casa havia previsto mais alvenaria do que vidro para o layout de sua residência, porém, Gimenez já tinha em mente todas as formas construtivas que poderiam contribuir com o meio ambiente e para o seu bolso. Por isso, modificou parte dos desenhos do profissional que criou seu layout e inseriu vidro em grande parte de sua residência. Algumas construções são realizadas sem a devida atenção ao posicionamento do sol e influência dos raios na entrada da casa. "Não quero de forma alguma ter de ligar a energia em dias claros e/ ou com sol."
- AQUECIMENTO SOLAR PARA ÁGUA DE BANHOS, LAVATÓRIOS E PIA DA COZINHA
Tecnica amplamente utilizada onde utiliza quatro coletores solares, mas Gimenez garante que esse espaço é fácil de ser encontrado, pois esses equipamentos ficam armazenados normalmente em espaços não utilizados pelos moradores da casa - no telhado. Os coletores solares captam energia do sol e transformam em calor, capaz de aquecer a água passada pelos coletores e levar água aquecida para os chuveiros, lavatórios e para a pia da cozinha.
- AQUECIMENTO SOLAR PARA GERAÇÃO DE ENERGIA PARA ILUMINAÇÃO DE JARDINS E LUZ DE EMERGÊNCIA
Módulos fotovoltaicos, com potência instalada de 250 watts, para geração de eletricidade para iluminação de jardins e iluminação de emergência, caso haja interrupção da energia vinda da rede elétrica. O trabalho dos módulos solares é transformar radiação solar em eletricidade distribuído energia para luminárias com lâmpadas LED em 10 pontos da residência. De acordo com a orientação do Gimenez, esse tipo de sistema não requer manutenção e nem limpeza. "Os módulos solares, por exemplo, são fabricados de modo que não necessite de limpeza contínua e frequente."
- GERADOR EÓLICO
O gerador eólico complementa a geração, que converte a energia dos ventos em eletricidade, sua potência é de 300 watts, posicionado também no telhado da casa do Gimenez, gera eletricidade para carregar as baterias que geram energia para auxiliar as placas que enviam energia para a iluminação do jardim. Ele trabalha em conjunto com os módulos solares. Este equipamento pesa cerca de seis quilos, com um metro e vinte centímetros de diâmetro.
- CIRCUITO ELÉTRICO MOVIDO A ENERGIAS SOLAR E EÓLICA
Circuito elétrico e carregador de baterias, com energia elétrica, proveniente dos módulos solares e gerador eólico.
- BATERIAS PARA ARMAZENAMENTO DE ENERGIA
As baterias são utilizadas para armazenar a energia captada nos módulos solares e no gerador eólico. Essa energia será utilizada automaticamente ao escurecer ou a noite na falta de energia da rede para iluminação de jardins e emergência.
- ILUMINAÇÃO TIPO LED NOS JARDINS
Iluminação LED nos jardins, seguindo como soluções mais econômicas. Esse tipo de lâmpada consome menos energia do que as normalmente utilizadas em residências.
- ILUMINAÇÃO TIPO LED NAS DEPENDÊNCIAS INTERNAS DA CASA
A iluminação de emergência é acionada somente quando acaba o fornecimento de energia elétrica da rede. Ao invés do sistema captar energia da rua, capta internamente através da energia vinda dos módulos solares e/ou do sistema eólico. As luzes de emergência também são vistas em lâmpadas de LED, acionadas somente a noite, automaticamente, quando há falta de energia.
- AQUECIMENTO DA ÁGUA DA PISCINA
Piscina de 30 mil litros, aquecida com energia solar. Todo o sistema é alimentado desta forma, 100% com energia solar.
BOMBA DE CIRCULAÇÃO MOVIDA A ENERGIA SOLAR
Com o sol, temos calor e eletricidade. Assim, a bomba de circulação da Anauger é alimentada pelo módulo solar fotovoltaico e faz circular a água da piscina nos coletores para aquecimento, a um custo zero de eletricidade e maior tempo de uso da piscina durante o ano.
- CAPTAÇÃO DE ÁGUA DE CHUVA
Locais de localização da Cisterna, cuja capacidade de água é de 10 mil litros. Trata-se da captação de água de chuva, coletada do telhado da residência, com cerca de 200 metros quadrados. Toda a água da chuva captada através das calhas é armazanada na cisterna. O líquido captado passa por um filtro, sendo aproveitado 95% desse volume captado. O restante (5%) é descartado para a rua levando as impurezas mais pesadas. Essa água é utilizada, na casa de Gimenez, para descargas de banheiros e os moradores da casa garantem que não há diferença alguma na aparência da água vinda da rede externa. A cisterna desta residência foi instalada abaixo do deck da piscina, portanto não ocupa espaço algum do terreno. O sistema de captação de água de chuva foi instalado há 3 anos na casa de Gimenez e já foi possível ter o retorno de seu investimento. Somente com o processo de captação de água de chuva, foi gasto um valor de cerca de R$ 7 mil. No ano passado, teve um período de falta de chuva de aproximadamente 30 dias. A conta de água da residência, neste período de estiagem, apresentou o valor de R$ 200. Em períodos em que o sistema de captação da água de chuva funciona normalmente a conta chega no máximo de R$ 60.
- DECK PRODUZIDO COM MATERIAL PLÁSTICO (IMITAÇÃO DE MADEIRA)
Deck de madeira plástica reciclada composta de materiais plásticos descartados que deveriam estar na natureza. Trata-se de um material 100% plástico, imitando com perfeição a madeira, baixa manutenção e dizem que o plástico dura 100 anos na natureza.
Educadora ambiental mostra como promover ações transformadoras em um mundo em desequilíbrio
Educadora ambiental mostra como promover ações transformadoras em um mundo em desequilíbrio
A educação ambiental como proposta específica não tem nem cinquenta anos. Surgiu na década de 1970, quando os valores da época, determinados pela ordem econômica e pelo poder da tecnologia, sinalizavam uma ameaça à vida na Terra. Partindo da preocupação de como educar num mundo em desequilíbrio e intervir nos valores consumistas e imediatistas predominantes na atualidade, Ana Masolo apresenta, em 'Educação ambiental na perspectiva da ecologia integral', lançamento da Autêntica Editora, textos e práticas para reflexões e ações cotidianas, dirigidos a educadores e educandos.
Sua proposta é “ampliar a percepção e a consciência ambiental, provocando novas maneiras de ver, sentir, pensar e agir, comprometidas com a transformação da realidade, tendo em vista a preservação, e não o desfalque da Terra para as futuras gerações”, afirma a educadora ambiental. Ela parte do conceito de ecologia integral, entendida como algo mais amplo do que os fenômenos relacionados à natureza. “O termo vem do gregooikos, que quer dizer casa, ou seja, a casa planetária, a Terra com toda a vida ali existente”, explica, salientando que compreende três dimensões integradas: a ecologia pessoal, a ecologia social e a ecologia da natureza. A educação ambiental na perspectiva da ecologia integral propõe, portanto, o reconhecimento de que “somos todos interdependentes, o ser humano, a sociedade e a natureza”.
O livro é dividido em duas partes: uma para refletir e outra para praticar. Na parte inicial, discute conceitos como valores humanos, consciência e cidadania planetária, direitos humanos, tolerância, conforto, consumismo e reciclagem, entre outros. Na segunda parte, propõe diferentes atividades que podem ser desenvolvidas em sala de aula e que buscam estimular a percepção ambiental integral, o autoconhecimento e o respeito a todas as formas de vida. São propostas para uma prática docente sintonizada com as questões ambientais, para que os educadores possam criar um espaço de construção e não apenas de transposição do conhecimento.
Confira o capítulo inicial da obra em http://migre.me/ayCto .
Sobre a autora – Ana Mansoldo é graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em Educação Ambiental pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educacionais de Minas Gerais (CEPEMG). É colaboradora da ONG Centro de Ecologia Integral, onde coordena e ministra cursos e palestras sobre Educação Ambiental e Ecologia Integral. É autora dos livros Educação ambiental urbana: reflexão e ação (2005) e Ipês Amarelos: contos (2008), ambos publicados de forma independente, e coautora do Manual do educador ambiental (2001-2002).
Título: Educação ambiental na perspectiva da ecologia integral
Autor: Ana Mansoldo
Número de páginas: 88
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 37,00
ISBN: 978-85-65381-49-9
Mais informações sobre os livros da Autêntica Editora estão disponíveis no portal do Grupo Editorial Autêntica: www.autenticaeditora.com.br ou pelo telefone 0800 28 31 322
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Projeto inédito prevê recuperação e conservação do Maciço de Segredo no RS
Uma proposta de projeto para Manejo e Recuperação em remanescentes de Floresta Ombrófila Mista foi apresentada e aprovada, na sexta-feira (24/08), na Superintendência do Ibama/RS pela professora Ana Paula Rovedder (Dra. em Ciência do Solo, professora do Departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal de Santa Maria e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas - Neprade). A proposta é ousada, pois a expectativa é trabalhar com quebra de paradigmas, unindo a restauração florestal com potencial produtivo. Mas, com base em experiências que já ocorrem (principalmente nas regiões tropicais), onde estas técnicas estão mais evoluídas: "estamos adaptando conceitos", pondera.
Este projeto é o desdobramento de acordo assinado com o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco) e Associação dos Fumicultores do Rio Grande do Sul (Afubra), em agosto de 2011, prevendo Ações para Recuperação e Conservação do Maciço Segredo, localizado na cidade de mesmo nome, na Região Central do Estado. Na ocasião também foi assinado termo de compromisso para viabilizar a implantação de um sistema piloto de monitoramento de área de produção de tabaco (já em execução) intitulado Rastreabilidade da Produção do Tabaco no Bioma Mata Atlântica no Rio Grande do Sul.
No município de Segredo, em 2010-2011, o Ibama flagrou e autuou desmatamentos ilegais na Mata Atlântica, que se destinavam à implantação de lavouras de fumo; em um maciço de floresta remanescente daquele município foram identificadas diversas manchas de desmatamentos, que se tornaram emblemáticas e serviram de alerta para a necessidade de se manter um controle mais rígido sobre a recuperação e controle dos remanescentes de Mata Atlântica no RS.
Enquanto o monitoramento prevê imagens de satélite com uma resolução capaz de detectar alterações nas diversas formações vegetais em áreas menores de um hectare até 2014, o projeto apresentado pela professora da Universidade de Santa Maria prevê a elaboração de um plano (para os próximos quatro anos) de conservação de área de aproximadamente 150 ha, além da recuperação dos danos ambientais causados por desmatamento em área do Bioma Mata Atlântica.
A proposta apresentada prevê a utilização de diversas metodologias combinadas. Na região piloto do maciço serão utilizadas espécies nativas da Floresta Ombrófila Mista em sistemas agroflorestais e em enriquecimento de capoeira em linhas e por nucleação. A pesquisa prevê interação com as florestas nativas e o resgate do potencial de utilização das espécies através da produção de madeira, recuperação de ecossistemas e prestação de serviços ambientais, entre outros. A implantação do projeto inclui: recuperação de áreas degradadas, restauração ecológica de ecossistemas, com restauração de funções e diversidade.
De forma resumida pode-se destacar entre as metas do projeto a restauração da área degradada (agregando a população local); viabilização de sistemas agroflorestais para a região; uso de espécies nativas; análise do desempenho das técnicas testadas como forma de mitigação de impactos e, finalmente, geração de tecnologias e retorno da fauna para a área recuperada.
Segundo a professora Ana Rovedder, o projeto possui características educacionais agregadoras e é a oportunidade de ter uma área referência no Estado no que se refere à recuperação de áreas degradadas (“não para quatro, mas para os próximos 50 anos”), pois precisamos resgatar referências a longo prazo, integrando diversos setores da sociedade, avalia. “Precisamos aproveitar este momento histórico”, enfatiza. O projeto deverá ainda gerar conhecimento para publicações, boletins técnicos, artigos científicos e capacitações, “aproveitando as suas características educacionais agregadoras”.
Nucleação
Uma das metodologias que despertou maior interesse dos técnicos que assistiam a apresentação do projeto foi a chamada Nucleação, que nada mais é do que um processo natural onde as espécies plantadas em comunidades (focos) propagam sementes, reativando os processos ecológicos naturais. Desta forma, além de reduzir o número de mudas utilizadas (e por conseqüência, o custo) a técnica acelera o processo de recuperação da área. Como subsídio para a escolha das espécies a serem implantadas no local, neste primeiro momento do projeto, foram considerados os dados do Inventário Florestal Contínuo do Rio Grande do Sul (Sema 2010) e das primeiras visitas à área.
As espécies foram selecionadas de acordo com aptidões e/ou funções ecológicas. Entre as espécies atrativas estão: guabiroba, pitangueira, chal-chal, araçá do mato, camboatá-vermelho e camboatá branco, capazes de atraírem diversos tipos de animais, incentivando os mecanismos de polinização e dispersão e, contribuindo para a restauração florestal da área.
Espécies madeireiras promissoras: grápia, cedro, canjerana, guajuvira e angico-vermelho, entre outras, já que na região há demanda de madeira para lenha, serraria, moirões, postes e construções em geral.
Espécies pioneiras foram escolhidas para incentivar a cobertura do solo, produção inicial e rápida de biomassa e sombreamento para as espécies não pioneiras.
Espécies melíferas como angico vermelho, açoita-cavalo, cedro, guabiroba, chal-chal e pitangueira foram incluídas para testar outro uso sustentável da floresta nativa.
Após a apresentação, o Superintendente do Ibama/RS, João Pessoa Moreira Junior comentou que agregar a academia ao projeto de recuperação do maciço de Segredo se mostrou a opção mais adequada, bem como a proposta de agregar a população local. Ele disse também que a qualidade técnica do projeto superou todas as expectativas. Essa também é a opinião do analista ambiental Tarso Isaia, chefe do Escritório Regional do Ibama em Santa Maria que destacou a qualidade do projeto e dos dados a serem gerados com sua implementação.
Cinco dias depois da apresentação do projeto na Superintendência, o analista ambiental Tarso Isaia comunicou à Universidade Federal de Santa Maria sobre a aprovação da proposta e sinalizou para que sejam iniciadas as atividades constantes no cronograma. Na proposta consta cronograma com atividades já para setembro de 2012, com limpeza da área e inicio de plantio em linhas e nucleação. Nos próximos dias será marcado um Dia de Campo reunindo (na região do maciço) técnicos dos órgãos e entidades envolvidas no projeto de recuperação do Maciço de Segredo.
A coordenação geral do projeto é do professor do Centro de Ciências Rurais e do Departamento de Ciências Florestais, e doutor em Economia Florestal da Universidade Federal de Santa Maria, Jorge Antonio de Farias.
Maria Helena Firmbach Annes
Ascom/Ibama/RS
Foto: Heitor de Souza Peretti - Ibama/RS
sábado, 1 de setembro de 2012
Sustentabilidade é o foco na Semana de Engenharia do Mackenzie
24ª edição do tradicional evento da Escola de Engenharia acontece de 3 a 6 de setembro, no campus Higienópolis
“Engenharia para a Sustentabilidade” é o eixo temático da XXIV Semana da Engenharia e Tecnologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). De 3 a 6 de setembro, o campus Higienópolis da UPM, em São Paulo, abrigará palestras, minicursos e eventos simultâneos sobre temas como transporte urbano, construções sustentáveis, robótica, astronomia, setor energético, telefonia móvel, entre tantos outros.
Professores do Mackenzie e demais universidades renomadas (como USP e PUC), além de representantes de entidades e empresas como Cia. do Metrô, Prefeitura de São Paulo, Petrobras, Nokia, Odebrecht, GM, Toyota, Eletronorte e GE partilharão experiências e conhecimentos com os alunos das diferentes graduações oferecidas pela Escola de Engenharia (EE) da UPM. As atividades acontecem nos três períodos do dia, das 8h30 às 22h.
Iniciativa da EE em parceria com o Centro Acadêmico Horácio Lane (CAHL), a Semana propicia aos seus estudantes uma interação intensiva e relevante com o ambiente empresarial e com o mercado de trabalho, além da oportunidade de atualização e aprofundamento em assuntos específicos do universo tecnológico em que se inserem as diversas habilitações da Engenharia.
A programação dos quatro dias, separada por datas, está disponível na página http://www.mackenzie.br/20954.html. Para mais informações, os telefones são (11) 2114-8689 / 8923 e o e-mail é coex.engenharia@mackenzie.br.
CEMAVE FESTEJA 35 ANOS DE CONSERVAÇÃO DAS AVES BRASILEIRAS
por Aldo Sérgio Vasconcelos
O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), comemora, neste mês de agosto, 35 anos de criação. O aniversário coincide com os cinco anos de fundação do ICMBio. Está previsto para setembro o lançamento da exposição sobre o histórico do centro, sua missão, as ações e projetos mais expressivos em desenvolvimento.
A sede nacional do Cemave fica na Floresta Nacional da Restinga de Cabedelo, na Grande João Pessoa (PB), onde também estão localizadas a Coordenação Regional 6, a sede da Reserva Extrativista Acaú-Goiana e uma das Unidades Avançadas de Administração e Finanças (UAAF) , todos do Instituto Chico Mendes.
Histórico e missão
Originalmente denominado como Centro de Estudos de Migrações de Aves, o Cemave foi criado em 1977 com o objetivo de implantar o Sistema Nacional de Anilhamento (SNA). Trata-se de um método pioneiro na América Latina, para difundir e coordenar o uso do anilhamento como técnica de pesquisa com aves na natureza, cujas informações subsidiam as políticas e ações para a conservação das 1832 espécies da avifauna brasileira.
Conforme os procedimentos definidos pelo SNA, os anilhadores capturam aves silvestres e as soltam após marcá-las com anilhas metálicas numeradas contendo a inscrição “Avise CEMAVE” e o endereço do centro. Com esse procedimento, o Cemave obtém informações sobre o tempo de vida após a marcação, as rotas migratórias, flutuações de números populacionais e outros dados fundamentais para a conservação dessas espécies e dos hábitats onde vivem.
Para otimizar sua atuação por todo o território nacional, o centro conta com bases avançadas em Brasília (DF) e Florianópolis (SC), especializadas respectivamente nos biomas Cerrado e Pantanal e regiões Sul e Sudeste.
Ações
O coordenador do Cemave, João Luiz Nascimento, enfatiza a atuação imprescindível da entidade no cenário conservacionista das aves brasileiras. “O desenvolvimento de uma cultura do uso da técnica do anilhamento em projetos de pesquisa em larga escala no país vem gerando dados essenciais para a produção de informações que têm fundamentado importantes decisões do governo federal para a conservação das aves brasileiras, informa o Doutor em Oceanografia.
Ele destaca a criação dos Parques Nacionais da Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul, de Fernando de Noronha, em Pernambuco, e a Reserva Biológica do Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte, a partir de dados produzidos com a participação direta do Cemave.
João Luiz salienta ainda que unidades de conservação federais e estaduais – importantes para a conservação da avifauna brasileira – foram reconhecidas e incluídas em acordos internacionais como a Convenção de Ramsar e a Rede Hemisférica de Reservas de Aves Limícolas com o apoio do Cemave.
Projetos
Entre os projetos mais representativos das últimas três décadas está a implantação do monitoramento de aves migratórias continentais no Brasil, que tornou possível o conhecimento das principais rotas e locais de concentração dessas aves migratórias e dados de sua biologia básica.
Há também o Projeto Avoante, desenvolvido em parceria com várias universidades do Nordeste e membros do ICMBio e do Ibama, que reuniu dados sobre o padrão de migração da pomba avoante (Zenaida auriculata) e até hoje, subsidia o planejamento de ações de conservação da espécie na Caatinga.
O Projeto Arara-azul-de-lear representa um exemplo de recuperação de uma espécie ameaçada, graças a cooperação de parceiros e envolvimento da comunidade, mudando sensivelmente a situação desta arara ameaçada da Caatinga baiana nos últimos 10 anos.
João lembra, ainda, o papel decisivo do Instituto no estabelecimento de mudanças na regulamentação da caça amadorista no Rio Grande do Sul, prezando pela conservação de espécies como o marrecão (Netta peposaca) e a marreca-caneleira (Dendrocygna bicolor),
Monitoramento e PANs
Atualmente o Cemave está desenvolvendo o projeto de monitoramento das aves em UCs com o objetivo de avaliar as tendências das populações afins de que os resultados auxiliem no manejo das unidades.
Segundo o coordenador do centro, esse projeto é baseado na cooperação não só com outras instituições, mas principalmente com as Unidades de Conservação. "A implantação está ocorrendo de forma gradual, com o treinamento de servidores das UCs, para que parte dos dados seja coletado por eles próprios. Assim vamos multiplicando as habilidades desenvolvidas e formando uma rede integrada de pesquisas de forma padronizada. Nossa expectativa é a geração de um banco de dados que será extremamente útil à gestão das Unidades”.
Além disso, o Cemave se dedica à elaboração de novos PANs – como o da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), à execução de ações previstas naqueles projetos já implementados e à avaliação do estado de conservação da avifauna brasileira.
Comunicação Nordeste/ICMBio
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
RASO DA CATARINA TREINA BRIGADAS ANTI-INCÊNDIO
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio da Estação Ecológica (Esec) Raso da Catarina, na Bahia, realizou o 6º Curso de Formação de Brigada da unidade, entre os dias 20 e 24 de agosto.
Foram formados 30 brigadistas. Desses, 12 foram selecionados para contratação e dois chefes de esquadrão da região do entorno da Esec. Nesta edição, pela primeira vez, foi realizada uma aula prática de caminhada com ferramentas dentro da unidade de conservação (UC), visando a aproximação da realidade de campo que os brigadistas enfrentarão.
O curso foi realizado pelo ICMBio, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Paulo Afonso, do Clube dos Jipeiros e da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), que cedeu os espaços de auditório e alojamento, pelo segundo ano consecutivo.
A Esec Raso da Catarina tem cerca de 100 mil hectares, está localizada no bioma caatinga e passa por um grande período de seca com alto risco de incêndios, necessitando assim, anualmente da formação de brigadistas para prevenção e combate a incêndios.
A UC recebeu importantes ferramentas para prevenção e combate neste último ano, conta com uma torre de vigilância com 25 m de altura que permite visualizar uma parte significativa da unidade, recebeu um Jeep Pick Up Marruá que trará mais segurança e agilidade às ações da brigada e um trator 4x4 para abertura de aceiros.
Além disso, haverá nos próximos dias a instalação de internet via satélite na sede de campo da Esec, o que tornará mais efetivo o monitoramento online com um tempo de resposta mais rápido e o sistema de rádio comunicação.
Comunicação ICMBio
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
PARQUE DO ITATIAIA LANÇA PROJETO PARA ESCOLAS PÚBLICAS
O Parque Nacional do Itatiaia, localizado no estado do Rio de Janeiro, iniciou em agosto o Projeto “O Parque Nacional do Itatiaia vai à escola: Um olhar sobre a Educação Ambiental na Transversalidade Curricular”.
O objetivo é realizar estudos da fauna, flora, mananciais, beleza cênica e outros na unidade de conservação, envolvendo aspectos ilustrativos ao desenvolvimento dos conteúdos propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais relacionados ao meio ambiente e a saúde.
O projeto é executado em parceria com a Associação Educacional Dom Bosco (AEDB), em Resende, com os alunos das disciplinas de Biologia, Letras, Pedagogia, Comunicação Social e Recursos Humanos.
A expectativa é atender, em dois anos, alunos de 70 escolas públicas de ensino fundamental, abrangendo os municípios de Itatiaia, Resende, Porto Real e Quatis, localidades mais próximas do Parque Nacional do Itatiaia e da AEDB.
Serviço:
Mais informações sobre o projeto pelos telefones: (24) 3352-1292/6894/2288.
Comunicação ICMBio
Especialista em Direito Ambiental dá dicas para concurso do Ibama
O Ibama está oferecendo 300 vagas de nível médio em vários estados para o cargo de técnico administrativo, com salário de R$ 2.580,72. As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de setembro e a prova deve ser aplicada em outubro. Como em todo concurso público, na hora dos estudos é preciso ficar atento ao edital. Segundo a especialista em Direito Ambiental Norma Sueli Padilha, autora do livro Fundamentos Constitucionais do Direito Ambiental Brasileiro (Campus/Elsevier), a legislação ambiental não deve ser menosprezada.
“Ela é extensa e complexa e sua leitura deve ser feita com olhos no capítulo do meio ambiente na Constituição Federal, que é a espinha dorsal de todo o direito ambiental, ou seja, nos fundamentos constitucionais, nos princípios ambientais e, no caso específico do concurso, creio que a dica são os instrumentos administrativos de defesa do meio ambiente. Como exemplo, podemos citar o licenciamento ambiental, o estudo prévio de impacto ambiental e outros que podem ser analisados a partir do artigo 9 da Lei 6938/81, que é uma lei essencial neste concurso”, explica.
Além da legislação ambiental, Norma destaca a competência, que, segundo ela, também é um tema importante e recentemente sofreu alterações. A especialista lembrou ainda das resoluções do Conama, da competência do Ibama e do poder de polícia ambiental.
“Reitero que não há como se compreender a legislação ambiental sem antes se aprofundar nos fundamentos constitucionais do direito ambiental brasileiro, pois é CF/88 que alicerça todo o arcabouço legislativo ambiental”, finalizou a autora.
As vagas são para os estados do Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. A editora Campus/Elsevier tem algumas obras indicadas como fonte de estudo, como os livros Direito Ambiental e Direito Ambiental e Urbanístico, além de várias outros.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
INCÊNDIOS FLORESTAIS SE ALASTRAM EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO FEDERAIS
Brasília (29/08/2012) – Boletim expedido na noite desta terça-feira (28) pela Coordenação de Emergências Ambientais, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), indica que os incêndios florestais tendem a se alastrar em unidades de conservação (UCs) federais que ficam na região de mais baixa umidade do país. A vegetação seca e os fortes ventos ajudam a espalhar o fogo.
Segundo o boletim, além dos quatro parques nacionais que na sexta-feira estavam classificados no nível II (incêndio de médio porte) – Araguaia (TO), Canastra (MG), Nascentes do Parnaíba (PI) e Serra das Mesas (MA) –, mais duas outras UCs entraram nessa lista – a Floresta Nacional (Flona) de Carajás, no Pará, e o parque Campos Amazônicos, entre os estados de Amazonas, Mato Grosso e Rondônia.
Na flona, os brigadistas do ICMBio e da Vale, que explora jazida de minério de ferro na região, tinham o apoio de helicóptero com bambi bucket (espécie de cesta plástica que solta água sobre a vegetação em chamas), carros pipas e caminhões. No Campos Amazônicos, o apoio era dado pelo Prev-Fogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais), do Ibama.
De acordo com critérios técnicos, incêndios de nível I são de pequeno porte. Nesse caso, o combate é feito unicamente pelas brigadas da unidade. Os de nível II, médio porte, são incêndios maiores e exigem o apoio de parceiros em nível local ou regional. Já os de nível III são grandes incêndios. Para debelá-los, é preciso uma articulação de forças mais ampla, envolvendo a União, os estados e os municípios.
Comunicação ICMBio
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Água – Conhecimento para Gestão abre inscrições para cinco cursos
Nesta semana, o projeto Água – Conhecimento para Gestão abriu inscrições para cinco cursos gratuitos: outorga do direito de uso dos recursos hídricos, modelagem da qualidade da água em reservatório, elaboração de spots de rádio e manuseio de plataforma web rádio, hidrologia básica e qualidade de água em reservatórios. Entre eles há cursos inteiramente a distância e mistos (presenciais e a distância). As despesas com passagens, hospedagem e diárias são por conta do aluno ou de sua instituição em caso de atividades presenciais, que acontecerão em . A relação dos cursos pode ser acessada no link http://www.aguaegestao.com.br/pt-br/cursos/abertos
O projeto Água – Conhecimento para Gestão é um convênio entre a Agência Nacional de Águas (ANA), Fundação Parque Tecnológico Itaipu e Itaipu Binacional. Seu objetivo é desenvolver ações de comunicação, difusão, mobilização social, capacitação e educação para a gestão de recursos hídricos no Brasil e demais países da América Latina. São 24 cursos de capacitação complementar, além de ferramentas de educomunicação que atingirão 300 mil pessoas. Alguns dos temas serão ministrados também em espanhol.
Cursos oferecidos
Outorga do Direito de Uso dos Recursos Hídricos
Público-Alvo: Membros de comitê de bacia e agentes gestores.
Objetivo: Fornecer informações sobre os diversos aspectos que dizem respeito à outorga de recursos hídricos.
Carga horária: 20 horas a distância
Inscrições: até o dia 31 de agosto
Divulgação dos selecionados: 11 de setembro (Turma 1), 9 de outubro (Turma 2) e 13 de novembro (Turma 3)
Período de realização: 17 de setembro a 11 de outubro
Vagas: 150
Idioma: português
Modelagem da Qualidade da Água em Reservatório
Público-Alvo: Agentes gestores e usuários.
Objetivo: Fornecer maior compreensão e entendimento das ferramentas matemáticas para simulação de qualidade da água que auxiliam na tomada de decisões no processo de gestão integrada de recursos hídricos.
Carga horária: 68 horas (24 presenciais em Brasília e 44 a distância)
Inscrições: 20 de agosto a 6 de setembro
Divulgação dos selecionados: 18 de setembro
Período de realização: 24 de setembro a 24 de novembro
Vagas: 50
Idiomas: português e espanhol
Elaboração de Spots de Rádio e Manuseio de Plataforma Web Rádio
Público-Alvo: Membros de comitês de bacia. EXCLUSIVO PARA ALUNOS PRÉ-SELECIONADOS do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piranhas-Açu.
Objetivo: Aplicar as técnicas de comunicação para produção de spots de rádio e conteúdos radiojornalísticos, e de uso e manuseio da Plataforma Web Rádio Água, com vistas ao fortalecimento das ações promovidas pelos Comitês de Bacias Hidrográficas. OBS: As despesas com deslocamento e diárias para as aulas presenciais são de responsabilidade do participante ou de sua instituição de origem.
Carga horária: 38 horas (16 presenciais em Caicó (RN) e 22 a distância)
Inscrições: 13 a 24 de agosto
Divulgação dos selecionados: 4 de setembro
Período de realização: 10 de setembro a 24 de outubro
Vagas: 30
Idioma: português
Hidrologia Básica
Público-Alvo: Agentes gestores.
Objetivo: Capacitar profissionais para o entendimento e aplicação de técnicas de hidrologia básica, contemplando fundamentos teóricos e práticos, em situações que condizem com as necessidades da gestão de recursos hídricos.
Carga horária: 40 horas a distância
Inscrições: 20 de agosto a 6 de setembro
Divulgação dos selecionados: 18 de setembro
Período de realização: 24 de setembro a 11 de novembro
Vagas: 30
Idioma: português
Qualidade de Água em reservatórios
Público-Alvo: Agentes gestores e usuários.
Objetivo: Fornecer maior compreensão sobre a qualidade da água em reservatórios para aperfeiçoar a tomada de decisão.
Carga horária: 40 horas a distância
Inscrições: 20 de agosto a 6 de setembro
Divulgação dos selecionados: 18 de setembro
Período de realização: 24 de setembro a 11 de novembro. ATENÇÃO! A DATA DE REALIZAÇÃO DO CURSO SERÁ ALTERADA. Em breve o cronograma será atualizado!
Vagas: 50
Idioma: português e espanhol
Texto:Ascom/ANA
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Jovens indígenas recebem capacitação sobre segurança alimentar
Jovens indígenas recebem
capacitação sobre segurança alimentar
Estudantes indígenas das etnias Ticuna e Kokama participam de oficinas de comunicação na região do Alto Rio Solimões (Amazonas), desta segunda-feira até o dia 13 de novembro. Serão 42 adolescentes indígenas das comunidades de Umariaçu (Tabatinga), Filadélfia (Benjamin Constant) e Colônia São Sebastião (São Paulo de Olivença) que atuarão, posteriormente, como multiplicadores.
A iniciativa é do Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef), juntamente com parceiros. O objetivo é fortalecer a participação dos jovens indígenas para que ajudem suas comunidades e municípios a enfrentar desafios e buscar soluções em relação a temas relacionados à segurança alimentar e nutricional no contexto indígena, ao direito humano à alimentação adequada e à Convenção nº 169 sobre Povos Indígenas e Tribais da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Durante as oficinas, os adolescentes produzirão peças de comunicação, utilizando ferramentas como jornal mural, fotografia, rádio, vídeo e blog. A iniciativa faz parte do Programa Conjunto de Segurança Alimentar e Nutricional de Mulheres e Crianças Indígenas no Alto Rio Solimões (AM) e em Dourados (MS) – PCSAN, cujo propósito é contribuir para a garantia dos direitos à saúde e à alimentação saudável para a população indígena das duas regiões prioritárias.
O Programa Conjunto vem sendo realizado, desde 2010, por cinco organismos das Nações Unidas (FAO, PNUD, Opas/OMS, OIT e Unicef), em parceria com o Governo Brasileiro, representado pela Fundação Nacional do Índio (Funai); Ministério da Saúde (MS); Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS); e Agência Brasileira de Cooperação (ABC).
A iniciativa conta com o financiamento do Fundo das Nações Unidas para o Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e parcerias com instituições públicas locais, universidades, entidades da sociedade civil, lideranças e organizações indígenas envolvidas na implementação das ações.
Entre os parceiros das oficinas de comunicação estão as prefeituras municipais de Tabatinga, Benjamin Constant e São Paulo de Olivença; Funai Alto Rio Solimões; DSEI Alto Rio Solimões; lideranças indígenas das três comunidades (Umariaçu, Filadélfia e Colônia São Sebastião), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Rádio Nacional Alto Solimões e Organização Geral dos Professores Ticuna.
A partir de demandas das comunidades e prioridades estabelecidas nos programas governamentais do Brasil, desde 2010, o Programa Conjunto tem apoiado a qualificação e integração de políticas públicas voltadas para a segurança alimentar e nutricional nas duas regiões, especialmente nas áreas da saúde, da alimentação e do desenvolvimento social em nível local, com a finalidade de garantir direitos e promover a equidade.
O projeto contribui ainda para o empoderamento dos povos indígenas com relação à Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas e à Convenção n°169 da OIT, além do alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Espera-se que, a partir das oficinas de comunicação, os estudantes indígenas sintam-se motivados a contribuir com a promoção, disseminação e mobilizações que fortaleçam a segurança alimentar e nutricional nas comunidades indígenas, na perspectiva dos direitos humanos e dos povos indígenas.
“O Programa Conjunto, por meio das oficinas de comunicação, pretende fortalecer a participação dos jovens indígenas como agentes capazes de ajudar a promover mudanças em suas comunidades”, destaca a coordenadora do programa, Cristina Albuquerque.
AOS 22 ANOS, PROJETO GOLFINHO-ROTADOR MOSTRA RESULTADOS
O Projeto Golfinho-Rotador completa 22 anos nesta quinta-feira (23), apresentando resultados que o colocam na condição de uma das mais respeitadas iniciativas de conservação do mundo. Coordenado pelo Centro Mamíferos Aquáticos, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e executado pelo Centro Golfinho-Rotador, o projeto é responsável pelas ações de proteção desse simpático animal no arquipélago de Fernando de Noronha, no litoral de Pernambuco.
“A alta frequência de golfinhos-rotadores, a falta de conhecimento sobre esses animais e a iminência do crescimento desordenado do turismo em Fernando de Noronha levaram à criação do Projeto Golfinho Rotador em 23 de agosto de 1990”, conta José Martins, analista ambiental do ICMBio, fundador e coordenador do projeto.
Atualmente, segundo Martins, o Golfinho-Rotador conta com patrocínio da Petrobras e apoio financeiro do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direito Difuso do Ministério da Justiça e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).
Realizações
Nesses 22 anos, o projeto acumula várias realizações. José Martins cita algumas: “Propomos, divulgamos e passamos a fiscalizar o cumprimento das normas de conservação de cetáceos em Fernando de Noronha; inserimos a temática da sustentabilidade da ocupação humana na ilha; contribuimos para ampliar a consciência dos ilhéus e visitantes quanto à necessidade de se preservar os golfinhos; descrevemos para a espécie Stenella longirostris os comportamentos de descanso, reprodução, guarda e amamentação em ambiente natural; e capacitamos noronhenses para atuar no mercado de trabalho no turismo”.
Ainda segundo José Martins, o Projeto Golfinho Rotador atua no Distrito Estadual de Fernando de Noronha, com a comunidade local e com os visitantes, mas desenvolve também ações de pesquisa em todo o mar territorial do Nordeste e participa de atividades científicas, de divulgação e políticas no Brasil e no exterior. As ações são executadas por meio de três programas: pesquisa, educação ambiental e envolvimento comunitário.
Pesquisa
O programa de Pesquisa, explica Martins, consiste no estudo da história natural dos golfinhos-rotadores por meio de setes subprogramas: ocupação e distribuição de cetáceos, ecologia comportamental, catalogação dos golfinhos, caracterização genética, interação do turismo com os golfinhos, comportamento trófico e Rede de Encalhes de Mamíferos Aquáticos. “Os pesquisadores somam 5.532 dias e 39.554 horas de observação e 1.289 mergulhos com golfinhos em Noronha. Os resultados das pesquisas foram publicados em três teses de doutorado, cinco dissertações de mestrado, 32 trabalhos de conclusão de curso e 127 trabalhos científicos”, informa José Martins.
O programa de Educação Ambiental, realizado em parceria com a APA e o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e a Escola AFN, tem como foco a temática marinha e as inter-relações ecológicas desse ecossistema com o cotidiano da população local e dos visitantes. Atua por meio de oficinas ambientais temáticas e orientação à visitação turística. “Foram realizados atendimentos a 331.985 turistas por meio de orientação em campo e palestra. Para os estudantes noronhenses, foram promovidas 646 oficinas teóricas e práticas de educação ambiental, envolvendo 8,1 mil alunos”, ressalta o coordenador.
Envolvimento da comunidade
Já o programa de Envolvimento Comunitário, destaca José Martins, objetiva estimular o desenvolvimento sustentável de Fernando de Noronha, promovendo, entre outras coisas, a capacitação profissional dos moradores. Busca, também, consolidar a representatividade em conselhos locais e apoia iniciativas culturais e esportivas. Nessa linha, são executados quatro subprogramas: Capacitação Profissional, Sustentabilidade, Gestão Participativa e Apoio Cultural. “Entre as principais ações desse programa estão a realização de 54 cursos profissionalizantes em ecoturismo para a comunidade noronhense, atingindo 2.695 ilhéus, e auditoria socioambiental de 75 hospedarias domiciliares”, reforça o analista ambiental do ICMBio.
Além disso, conclui Martins, o Projeto Golfinho Rotador também participa ativamente em todos os seis conselhos comunitários de FN (do parque, da APA, de Turismo, de Assistência Social, de Educação e de Saúde) e dá apoio financeiro e logístico a três grupos culturais e esportivos locais (maracatu, capoeira e surf).
Comunicação ICMBio
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
XVI Congresso Brasileiro de Arborização Urbana, em Uberlândia MG
O XVI Congresso Brasileiro de Arborização Urbana, que acontecerá de 1º a 7 de setembro, no Center Convention, em Uberlândia (MG), abriu espaço para acadêmicos de arquitetura, biologia, geografia, engenharia florestal e agronomia ou que tenham formação acadêmica em algum campo relacionado à arborização para apresentação de trabalhos científicos. Cerca de 60 trabalhos foram aprovados. Dentre os temas abordados estão: arborização em áreas específicas das cidades, manejo de espécies arbóreas, relação entre fauna e flora, fatores de transição da arborização urbana, níveis de riscos aceitáveis para a arborização urbana, transplante de árvores e outros.
O CBAU além de ser um congresso que reunirá palestrantes nacionais e internacionais, é também um evento que busca difundir a arborização urbana, discutir temas, conscientizar e ser um espaço para aquisição e transmissão de conhecimento, como será feito com as apresentações de trabalhos técnico-científicos realizados por acadêmicos de várias partes do país.
Além da apresentação de trabalhos, o CBAU oferecerá também vários minicursos com temas diversificados, como: melhores práticas de manejo – poda de árvores, produção de mudas para arborização urbana, análise de risco de queda de árvores, dendrologia e identificação de árvores para meio urbano – ênfase no bioma cerrado, e por último, paisagismo e planejamento urbano. Todos os minicursos serão realizados no dia 6 de setembro.
Acesse
Site: www.cbau2012.com.br
PARCERIA REALIZA PRIMEIRA COLETA DE SEMENTES NO JARDIM BOTÂNICO DE GOIÂNIA (GO)
Ação tem o objetivo de produzir mudas nativas do cerrado na tentativa de recuperar as áreas degradadas
A Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) através de seu viveiro, o Jardim Botânico, a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e o Corpo de Bombeiros promoveram quarta-feira, 22, a primeira coleta de sementes, flores, frutos e folhas do Jardim Botânico. Essa ação tem o objetivo de produzir mudas nativas do cerrado na tentativa de recuperar as áreas degradadas.
Segundo a presidente da Amma, Maysa Margareth Toledo Constantino, esse trabalho é de extrema importância para a população. “Precisamos promover a preservação da biodiversidade, por isso a necessidade da manutenção das áreas verdes. Esses métodos de coleta de substratos permitem a confecção de mudas e a catalogação a critério de pesquisa, ajudando na revegetação e manutenção de espécies que correm risco de extinção”, declara.
Conforme a chefe de Divisão de Pesquisa do Jardim Botânico, Georgia Ribeiro, o objetivo maior da ação é a recuperação das áreas degradadas. “Com a coleta e a produção de mudas será possível revegetar áreas com plantas nativas do cerrado, além de incorporar novas espécies ainda não catalogadas no herbário (coleção de flores, frutos, sementes e folhas secas). Esse evento é uma atividade inédita em nossa cidade”, diz.
A coleta é feita de forma manual, através de um equipamento chamado podão. Esse aparelho possui 7 metros, o que permite a coleta em partes mais altas das árvores. O viveiro da Amma também coletou sementes para confecção de mudas, que serão doadas para a população através do Programa Plante a Vida. Já a Comurg realizou a coleta com o intuito de produzir mudas para serem plantadas em ilhas e praças da cidade.
O Jardim Botânico recebe em média, por ano, 7.000 crianças e adolescentes de escolas da cidade, com o objetivo de promover a educação ambiental, através da inserção da concepção de preservação e manutenção do meio ambiente. Estudantes de universidades também acompanham de perto o desenvolvimento do Jardim Botânico através de pesquisas. “A unidade de conservação, com uma área de um milhão de metros quadrados, possui um viveiro com plantas ornamentais, medicinais e nativas do cerrado, um herbário com 420 espécies catalogadas, um borboletário, além da parceria com os cursos de Agronomia e Biologia da Universidade Federal de Goiás (UFG)”, afirma Georgia.
Autor: Alinny Vieira
INCÊNDIOS ATINGEM PARQUES NACIONAIS
Três unidades de conservação federais – os parques nacionais do Araguaia, em Tocantins, das Nascentes do Rio Parnaíba, na divisa dos estados do Piauí, Maranhão e Bahia, e da Serra da Canastra, em Minas – eram castigadas, até o início da noite desta quinta-feira (23), por incêndios florestais de médio porte (nível II).
De acordo com o boletim emitido às 18h28, pela Coordenação de Emergências Ambientais, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Brasília, outras cinco unidades também sofriam com focos de incêndio, mas de pequeno porte (nível I). A área queimada em cada UC não foi divulgada.
No Araguaia, onde a situação parecia mais grave, dois aviões air tractor, contratados pelo ICMBio, faziam o lançamento de água sobre a vegetação em chamas. Por terra, 30 brigadistas do Instituto e do Ibama, baseados em Pium e Formoso do Araguaia, combatiam o fogo na região do Retiro dos Bois, porção norte da unidade. Eles tinham o apoio da Funai e da Defesa Civl de Tocantins.
No parque Nascentes do Parnaíba, o fogo era combatido por 28 brigadistas do ICMBio e Ibama, enquanto na Serra da Canastra, segundo o boletim, a situação parecia estar sob controle. As informações eram de que o fogo havia sido exintido na região da Babilônia. Apesar disso, o ICMBio mantinha dois aviões air tractor na unidade.
De acordo com critérios técnicos, incêndios de nível I são de pequeno porte. Nesse caso, o combate é feito unicamente pelas brigadas da unidade. Os de nível II, médio porte, são incêndios maiores e exigem o apoio de parceiros em nível local ou regional. Já os de nível III são grandes incêndios. Para debelá-los, é preciso uma articulação de forças mais ampla, envolvendo a União, os estados e os municípios.
Comunicação ICMBio
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
ILHABELA (SP) RECEBEU UMA VISITA ESPECIAL HOJE
Uma enorme baleia entrou pelo canal e fez exibições para quem teve a sorte de axistir esse belo espetáculo.
FOTO: Isabela Rusconi.
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