Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

PROJETO CONTA NÚMERO DE LOBOS E LEÕES-MARINHOS EM REFÚGIO NO SUL

Do conhecimento ao manejo” é o nome do projeto desenvolvido na unidade de conservação gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Torres (RS). O objetivo é saber quantos lobos e leões-marinhos existem na região. O projeto é conduzido pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos)/Gemars. A análise conta com dados de censos feitos em embarcações e censos aéreos a partir de fotografias do Revis feitas por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA) do ICMBio e do Projeto Baleia Franca, durante expedições para foto-identificação de grupos de baleias francas austrais (Eubalaena australis). “Tradicionalmente, os censos de lobos e leões-marinhos são feitos a partir de embarcações ou de ponto fixo. Essa colaboração entre projetos sobre lobos-marinhos e baleias, para estimativas de abundância nesta unidade de conservação, será a primeira avaliação feita através de censo aéreo com fotografias para os lobos e leões-marinhos no Brasil”, informa Larissa Oliveira, bioóloga e coordenadora do projeto. “Além disso, esses dados permitirão uma estimativa mais realista da população sazonal dos animais que ocupam o Revis, já que esta metodologia é mais precisa e gera menos distúrbio em comparação com outros métodos”, reforça Larissa. No fim do mês passado, pesquisadores da Unisinos/Gemars, ICMBio e Projeto Baleia Franca realizaram a primeira experiência entre censos sincronizados marítimo-aéreo para calibrar as contagens entre ambos os métodos. Espera-se, através destas atividades, estimar o tamanho populacional real das espécies de lobos e leões-marinhos que frequentam o Refúgio de Vida Silvestre, informação essencial para proposição de medidas de manejo em conservação para a elaboração do futuro Plano de Manejo da unidade. Como resultado do voo, foi possível mencionar o predomínio de machos subadultos de leões-marinhos, além do registro de um subadulto de elefante-marinho no Revis Ilha dos Lobos. “Neste voo realizado em julho fotografamos filhotes de lobos ou leões-marinhos na Ilha dos Lobos, ampliando a importância do projeto de pesquisa cientifica", informa o Paulo Flores, do CMA/ICMBio. Comunicação ICMBio

terça-feira, 7 de agosto de 2012

ESPETÁCULO RETRATA O MOVIMENTO DA NATUREZA EM SP

Espetáculo retrata o movimento da natureza por meio da dança. A Preços populares A Companhia Maurício de Oliveira & Siameses apresenta a coreografia Jardim Noturno no Teatro de Dança – programa mantido pela Secretaria de Estado da Cultura. As exibições acontecem na Sala Paschoal Carlos Magno, no Teatro Sérgio Cardoso, nos dias 11 e 12 de agosto, às 19h. O espetáculo, dirigido pelo coreógrafo Maurício de Oliveira, retrata o movimento da natureza, explorando através da dança o ritmo natural no qual as plantas se desenvolvem. O florescimento dos vegetais é retratado de forma poética e sutil ao longo da apresentação. A Cia. Maurício de Oliveira & Siameses foi fundada em 2005, logo depois que Maurício regressou da Europa, onde foi bailarino do Ballet de Frankfurt. O grupo une estudos do yoga clássico, do balé clássico e de outras técnicas corporais que favorecem os mecanismos de integração entre corpo e mente do performer. Reflexões filosóficas são parte fundamental dos processos criativos. Teatro de Dança O TD é um programa da Secretaria de Estado da Cultura que se propõe a manter um calendário permanente de dança em uma sala específica, com apresentações de origens e propostas variadas. Com ingressos a preços acessíveis, o programa busca estimular a formação de público para este tipo de linguagem artística, ao mesmo tempo em que atua também no apoio à criação. Criado em 2006, no Teatro Itália, o TD foi retomado pela Secretaria em 2011 na Sala Paschoal Carlos Magno, após a reabertura do Teatro Sérgio Cardoso. Jardim Noturno 50 minutos, classificação livre Quando: 11 e 12 de agosto, às 19h Ingressos: R$ 15,00 e R$ 7,50 (meia entrada). Bilheteria: quarta a domingo, a partir das 15h Cartões: Visa e Visa Electron Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno Endereço: Av. Rui Barbosa, 153, Bela Vista. Telefone: (11) 3287-8844 144 lugares Estações de metrô próximas: São Joaquim e Brigadeiro Ar condicionado. Acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida Fonte: Assessoria de Imprensa Teatro de Dança

Evento discute oportunidades de negócios com a expansão da geração solar no país

Reunir executivos para discutir a viabilidade de negócios relacionados à energia solar é a proposta da primeira edição do Solar Summit, encontro que a IBC e o Jornal da Energia vão promover em São Paulo, nos dias 17 e 18 de outubro. Em pauta, os desafios regulatórios, técnicos e financeiros na expansão da fonte solar na matriz energética brasileira. O evento apresentará casos pioneiros no país com geração para áreas isoladas e para os estádios da Copa. Na abertura do encontro, um workshop reunirá executivos da CEMIG, Effitech Er e CPFL Serviços para debater a viabilidade técnico-econômica dos projetos solares e os modelos de contratação adotados nos primeiros projetos do país. A abertura da sessão principal apresentará um painel de debates sobre questões regulatórias e setoriais, que contará com a participação do diretor de estudos econômicos e energéticos da EPE, Amílcar Guerreiro, e de representantes do Ministério de Minas e Energia. Logo depois, os efeitos práticos da mini e micro geração distribuída, a regulamentação do atendimento às regiões remotas e os reflexos na viabilização de projetos solares serão debatidos pelo vice-presidente executivo da Cogen, Carlos Silvestrin, e por Giorgiana Pinheiro, da gerência de pesquisa e desenvolvimento e eficiência energética da CELPA. A jornada do primeiro dia se encerra com uma mesa redonda sobre as iniciativas para a instalação de um parque industrial local de equipamentos fotovoltaicos, que terá a participação do coordenador do grupo consultivo da ABINEE, Carlos Evangelista, além de outros executivos do setor. No segundo dia do Solar Summit a audiência poderá acompanhar as discussões sobre o financiamento para a fonte solar, a criação de linhas de crédito e as expectativas dos investidores privados no segmento. A sessão terá a presença da gerente de projetos de energia e desenvolvimento econômico do Banco KFW, Tabea Von Frieling de Valencia, da head of Latin America research da Bloomberg New Energy Finance, Maria Gabriela da Rocha Oliveira, e da especialista chefe em energia do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Sylvia Virginia Larrea. Um dos destaques da primeira edição do Solar Summit será o painel de casos práticos: estão programadas apresentações da Usina Tauá (MPX Energia), do Projeto Megawatt Solar (Eletrosul), dos Estádios Solares (Coelba e Light Esco), do atendimento a regiões isoladas (Eletrobras), e da geração híbrida solar-eólica na Ilha de Araras, no Pará (Celpa). A primeira edição do Solar Summit é uma iniciativa da IBC e do Jornal da Energia, com o patrocínio da CPFL Serviços e apoio de várias entidades setoriais. As informações estão no site www.informagroup.com.br/solarsummit e na Central de Atendimento, pelo telefone 11-3017-6808 . AGENDA: 1ª. edição do Solar Summit Dias 17 e 18 de outubro de 2012. Local: Staybrigde Suites – Rua Bandeira Paulista, 555 – São Paulo – SP Organização: IBC e Jornal da Energia

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

UMA ECO AVENTURA NA FLORESTA DA TIJUCA RJ

Para quem curte ecoturismo, trilhas, trekking em geral o grupo BioMountain - Ecoaventuras estará realizando no dia 19/08 uma trilha na floresta da tijuca, o grupo é formado por biólogos experientes na área de meio ambiente onde o intuito é promover este tipo de atividade com consciência e responsabilidade. Para quem for aluno de graduação,será conferido um certificado para ser validado como atividade extracurricular.

TAMAR PROMOVE MÊS DA CULTURA CAIÇARA

Para comemorar o mês do folclore brasileiro, o Projeto Tamar, desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas (Tamar), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), promove em sua base em Ubatuba (SP),até o dia 31, o II mês da Cultura Popular Caiçara. Os eventos serão realizados sempre às sextas, sábados e domingos, no Centro de Visitantes, com uma programação elaborada para valorizar o povo caiçara. Durante todo o mês, as exposições “Gente do Mar”, da antropóloga Kilza Setti e “História de Ubatuba”, do acervo pessoal do Edson Athanásio da Silva, contarão por meio de belas imagens, a vida dos caiçaras junto ao mar e a história da cidade de Ubatuba. Em agosto, o Tamar estará fechado para manutenção apenas nas quartas feiras. Neste mês os moradores de Ubatuba cadastrados não pagam a entrada. Caso contrário, devem levar carteira de identidade, título de eleitor ou holerite de trabalho para efetuar o cadastro. Programação O próximo fim de semana começa com o Cine Clube da Cultura Popular, na sexta-feira (10), com o filme brasileiro “Tapete Vermelho”, que conta a história de um pai que cruza o interior paulista rumo à cidade, para levar seu filho para assistir um filme de Mazzaropi. No sábado (11), acontecem duas apresentações culturais: o “Fandango Caiçara & Xiba” e “Dança das Fitas”, resgatando antigas tradições, nos pés e na voz de pessoas que lutam para manter viva a cultura caiçara. Adultos e crianças poderão assistir, no domingo (12), a confecção de uma de canoa caiçara, pelo o mestre canoeiro Renato Bueno, e de rabeca, pelo músico, compositor e artesão Mário Gato. O Cine Clubinho apresenta o curta “Caçadores de Saci”, acompanhado de um bate-papo sobre o folclore brasileiro com Marilena Cabral. Na sexta-feira (17), a sessão Capoeira, com filme inédito e para encerrar haverá uma roda de Capoeira. No sábado (18), o Ponto de Cultura do Quilombo da Fazenda “Olhares de Dentro” promove uma oficina de artesanato em taboa, oferecida pelos artesãos quilombolas e apresenta o grupo “Ô de Casa”, com um cortejo de “Maracatú” e “Jongo” - expressão cultural africana formada por uma roda de dançarinos e um solista (jongueiro) que puxa os cantos respondidos em coro pelos participantes. No domingo (19), o Cine Clubinho sessão Capoeira traz o curta “Maré Capoeira”, que conta a história de um menino de 10 anos que sonha ser mestre de capoeira como seu pai. No último final de semana do mês, na sexta (24), o Cine Clube da Cultura Popular apresentará o filme “Dias de Caiçara”, um registro valioso que mostra a autêntica cultura de raiz caiçara. No sábado (25) terá a apresentação de canto e dança das crianças Guaraní da Aldeia Boa Vista e Congada de São Benedito e o espetáculo “Avoou”, com Bado Todão & Grupo Ubacunhã. No domingo (25), o Cine Clubinho apresenta o filme “Tainá”, que conta as aventuras de uma indiazinha na Floresta Amazônica. O II Mês da Cultura Popular Caiçara encerra na sexta (31), com uma roda de conversa sobre Cultura, com os convidados especiais: músico Luís Perequê, produtor cultural Bruno Tavares, historiador caiçara Mario Gato e escritor e diretor de teatro Bado Todão. Para finalizar, a noite terá o espetáculo “A Casa de Farinha”, da Cia Dançante Ato do Silo Cultural de Paraty, sob a direção e coreografia de Vanda Mota, que retrata no palco do Tamar Ubatuba, a realidade das comunidades tradicionais que passam a conviver com novas culturas a partir do crescimento turístico. Serviço: Mais informações: (12) 3832-6202/7014 Comunicação ICMBio

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Inventário Florestal Nacional receberá R$ 65 mi do Fundo Amazônia

Recurso será utilizado pelo Serviço Florestal Brasileiro para levantar qualidade e quantidade das florestas na Amazônia O Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão do Ministério do Meio Ambiente, terá R$ 65 milhões do Fundo Amazônia para realizar o Inventário Florestal Nacional (IFN) – iniciativa para levantar a quantidade e a qualidade das florestas – no bioma Amazônia. O projeto foi aprovado esta semana pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O IFN é uma ação do governo federal já em andamento, com o intuito de conhecer as florestas de todo o país e baseia-se na coleta de dados diretamente em campo, em locais previamente definidos, chamados de pontos amostrais. Na Amazônia, haverá em torno de 7.000 deles. Segundo o diretor de Informação e Pesquisa Florestal do SFB, Joberto Freitas, o IFN alcança um novo patamar com o aporte de recursos do Fundo Amazônia. “Teremos a oportunidade de implementar o IFN nacionalmente, e consolidar uma importante política pública do Estado brasileiro, que é estruturante, de longo prazo, e fundamental para a produção de informações sobre os recursos florestais da região”, diz. Os recursos serão disponibilizados após a formalização de um contrato entre o Serviço Florestal e o (BNDES), gestor do Fundo Amazônia, com prazo de execução de 48 meses. A previsão é de que os trabalhos em campo comecem em meados de 2013. Floresta por dentro A realização do Inventário Florestal Nacional na Amazônia permitirá conhecer a floresta por dentro e formar um panorama abrangente sobre a qualidade e condições do que hoje só conhecemos como cobertura florestal. As espécies arbóreas existentes, o estoque de biomassa e carbono, a qualidade dos solos, o nível de degradação das florestas e a saúde e vitalidade das árvores, por exemplo, poderão melhorar a formulação e a implementação de políticas públicas. Como o foco é trazer dados sobre florestas em todo o território, surgirão informações sobre as características da vegetação em áreas desmatadas no passado e que encontram-se em processo de regeneração, por abandono ou outras razões. “Há poucas informações sobre essas áreas, em escala regional, mesmo obtidas por sensoriamento remoto . Dados que já existem poderão ser aperfeiçoados com o IFN, como as estatísticas sobre estoque de biomassa e carbono, hoje baseadas em poucos dados de campo. “O Inventário vai trazer dados mais fidedignos porque esse valor será calculado com base em amostras de campo sobre todo o território”, diz o diretor do SFB. Levantamento socioambiental Conhecer a percepção das populações rurais sobre a existência, uso e conservação dos recursos florestais também é um objetivo do IFN e, para cada um dos 7 mil pontos amostrais, serão entrevistados moradores um raio de até 2 quilômetros. Para fazer o levantamento de campo, tanto de dados biofísicos quanto socioambientais, equipes receberão treinamento na metodologia nacional. “Vai ser uma oportunidade para o envolvimento de jovens profissionais, contribuindo para o país e adquirindo experiência de campo. Além disso, o Serviço Florestal estabelecerá parceria com os governos estaduais, Universidades e instituições de pesquisa da região, já a partir do segundo semestre de 2012.”, afirma Freitas. O Inventário Florestal Nacional já foi concluído em Santa Catarina e no Distrito Federal. Acordos firmados entre o SFB e os governos estaduais do Paraná, Sergipe, Ceará e Rio de Janeiro os colocam como unidades da federação próximas de iniciar os trabalhos de campo. O SFB negocia acordos também com o Rio Grande do Sul e Bahia.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Potencial de crescimento de São Sebastião demanda um projeto sustentável e inclusivo

Foto: Ronaldo Kotscho A condição geográfica privilegiada do Canal de São Sebastião, considerada a melhor região portuária do mundo, tornou a cidade estratégica para o País. Por um lado, o Porto, administrado pela recém-formada Companhia Docas de São Sebastião, e o Píer da maior unidade da Transpetro, ambos com perspectivas de ampliação; por outro, o turismo, beneficiado pela extensa costa, repleta de lindas praias, ilhas e montanhas de Mata Atlântica. Diante do potencial de crescimento da cidade, o grande desafio é incorporar a sociedade nos benefícios gerados, preservando o meio ambiente e proporcionando trabalho, renda e bem-estar. Essas questões foram debatidas na terça-feira (31) na cidade, durante devolutiva do projeto Litoral Sustentável – Desenvolvimento com Inclusão Social, uma iniciativa do Instituto Polis apoiada pela Petrobras. Nessa primeira fase, o projeto do Polis realiza um diagnóstico urbano socioambiental participativo em municípios da Baixada Santista e do Litoral Norte de São Paulo, os quais servirão de base para a elaboração de um programa de desenvolvimento sustentável para cada município e um programa integrado para a região. O levantamento resultou de uma leitura comunitária com entrevistas a moradores e às entidades da sociedade civil, e uma leitura técnica, que envolveu a análise econômica, urbanísticas e da legislação que interfere na cidade. Com uma população de 73 mil habitantes que triplica na alta temporada, São Sebastião está se tornando um lugar para se viver e trabalhar, mas tem uma das menores médias de crescimento econômico do Litoral Norte e da Baixada Santista.A população aponta o desejo de ocupar vagas socialmente valorizadas e melhores salários, normalmente ocupadas por trabalhadores de outras cidades. Cerca de 17% vive com menos de meio salário mínimo.Das 42 mil pessoas ativas, 7,1% (6 mil) estão procurando trabalho. A taxa de informalidade (empregos sem carteira assinada) é de 38%, 1/3 da população economicamente ativa. Os melhores salários vêm da extração mineral, da administração pública e da construção, enquanto o menor vem da indústria. A riqueza do município tem se expandido mais pelo setor da administração pública, indústria e agropecuária, enquanto os serviços públicos relacionados aos serviços em geral – em especial turismo e porto– apresentaram um menor dinamismo. A ampliação do porto traz grandes perspectivas de desenvolvimento, mas precisa ser bem planejada para que seus impactos ambientais, no turismo e na atividade pesqueira, sejam contidos ou minimizados, e os novos moradores atraídos para a cidade não invadam a mata e morros para habitação. O turismo permanece importante, mas já não ocupa mais o lugar de destaque, restringindo-se à costa sul do município, enquanto o centro e a costa norte giram com mais força em torno da Petrobras e do Porto. O modelo baseado no veranismo de segunda residência gera pouco trabalho e renda, além de se concentrar na alta temporada e de incentivar a especulação imobiliária. O diagnóstico do Polis aponta dificuldades de gerenciamento e integração da grande extensão territorial da costa e ausência de planejamento urbano. Ocupações irregulares, déficit habitacional, falta de esgoto, dificuldade de mobilidade urbana, falhas no transporte monopolizado, pouca estrutura para os ciclistas, número reduzido de postos de saúde, hospital e creches são problemas apontados pela população. Quanto aos resíduos sólidos, a cidade tem boa cobertura de coleta seletiva, mas precisa de um plano de gestão integrada para reduzir os custos com transporte de lixo, incrementando as estações de separação e processamento, gerando mais 80 postos de trabalho no setor (hoje são 35). A população de São Sebastião deseja planejamento participativo e destaca espaços como os conselhos de políticas públicas e a Agenda 21. Integrantes de ONG´s e associações marcaram presença na reunião. Aparecida Regina Pires Raimundo, presidente da Associação de Moradores da Vila Sahy, destacou a necessidade de se criar atividades para jovens, escola para crianças da 5ª série, implantar o saneamento básico e inserir a população nos projetos do pré-sal. Aristides Petrela Neto, presidente da Sociedade de Amigos de Maresias, pediu atenção às dificuldades que o turismo enfrenta e aos alagamentos que sua região vive. A leitura comunitária realizada pelo Polis identificou algumas condições gerais para um desenvolvimento sustentável e inclusivo de São Sebastião:o planejamento urbano abrangente e de longo prazo, com participação da sociedade, que propicie melhor mobilidade, transporte e paisagem urbana mais harmoniosa. É preciso ainda garantir e dotar de infraestrutura necessária e adequada o conjunto da cidade, principalmente as regiões periféricas, fortalecer o potencial turístico, preservar o meio ambiente e investir em educação ambiental, e incorporar a sociedade nos benefícios gerados pelos grandes empreendimentos e pelo turismo.Com a elaboração do plano diretor em fase final, a cidade tem a oportunidade de atualizar o projeto de uso e ocupação do território e a politica urbana do município. “A região precisa ter uma estratégia regional, com articulação intermunicipal, utilizando recursos municipais, federais e estaduais”, defende o coordenador do Projeto Litoral Sustentável, Nelson Saule Jr. “Nosso papel é fazer a interlocução com as diferentes eesferas de governo, explicou Kasuo Nakano, urbanista do Polis. “Precisamos de fóruns regionais, instrumentos jurídicos, programas de fortalecimento de gestão das prefeituras, constituição de planos de gestão. Todos devem participar desse debate”. O diagnóstico completo pode ser conferido no sitewww.litoralsustentavel.org.br Diagnósticos do Litoral:próximos encontros Devolutiva de Ubatuba- Dia 2 de agosto, das 18h30 às 21h30, no Restaurante Rei de Peixe – Praia, Rua Armando de Barros Pereira, 361, Praia Grande Devolutiva de Ilhabela - Dia 7 de agosto, das 18h30 às 21h30, no Hotel Ilhabela, Av. Pedro Paula de Moraes,151 Devolutiva de Caraguatatuba - Dia 9 de agosto, das 18h30 às 21h30, no Hotel Atlântico Sul, Rua Sebastião M Nepomuceno, 77 – Centro

RESERVA NO AMAZONAS SELECIONA VOLUNTÁRIO

A Reserva Biológica (Rebio) do Uatumã, gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no Amazonas, seleciona até a próxima segunda-feira (6) um voluntário para atuar no projeto Radiotelemetria da Ariranha, realizado no interior da reserva. O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 16. Os interessados em participar da seleção (acesse o edital) devem, entre outros requisitos, ser estudantes de graduação (biologia, ecologia ou áreas afins) ou profissionais recém-formados; possuir interesse no tópico da pesquisa (biologia, ecologia e conservação de mustelídeos aquáticos); ter disponibilidade de permanecer durante o período de seis meses trabalhando exclusivamente nas atividades de campo e disposição para trabalhar em locais remotos. O projeto, coordenado por Fernando Rosas, do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), terá duração de seis meses (1º de setembro de 2012 a 28 de fevereiro de 2013). Ao longo desse período, o voluntário terá que se dedicar exclusivamente ao projeto, que prevê ações diretas com animais em vida livre, aprendizado de téncnicas e métodos de estudo com radiotelemetria e experiência no trato com as ariranhas. A ariranha é um mamífero semi-aquático, êndêmico da América do Sul. Atualmente encontra-se na lista de espécies ameaçadas de extinção. Um dos principais fatores de riscos é a destruição e degradação do seu habitat devido à expansão das populações humanas. A construção de grandes hidrelétricas também representa ameaça a toda fauna devido à destruição massiva dos ambientes utilizados pelos animais. Há pouco mais de uma década, acreditava-se que as represas das hidrelétricas poderiam ser uma ameaça potencial às ariranhas, não apenas isolando populações geneticamente, como também pelas alterações provocadas no ambiente. No entanto, a presença de ariranhas no reservatório da Usina Hidrelétrica (UH) de Balbina não corrobora com esta hipótese. Isso exige que estudos sobre os padrões de uso espacial da espécie sejam melhor compreendidos. Serviço: Mais informações sobre a seleção com Paulo Bonassa, da Rebio de Uatumã, no telefone: (92) 3312-1226 . Saiba mais sobre o projeto Radiotelemetria da Ariranha. Comunicação ICMBio

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU FAZ TESTE COM ÔNIBUS HÍBRIDO

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Servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que atuam no Parque Nacional (Parna) do Iguaçu, no Paraná, e da concessionária Cataratas do Iguaçu S.A., que explora serviços de uso público na unidade, participaram de um test drive com um ônibus híbrido, movido a diesel e/ou biodiesel e a eletricidade. O ICMBio e Cataratas do Iguaçu S.A. irão estudar em conjunto a viabilidade para aquisição do novo ônibus para a renovação da frota do parque. É a primeira vez no Brasil que uma fabricante disponibiliza esta tecnologia em escala comercial. “O Parque Nacional, como é de sua característica, quer ser pioneiro também na utilização de soluções ecológicas e sustentáveis para o transporte de seus visitantes”, afirmou o chefe do Parque Jorge Pegoraro. Segundo a fabricante, o veículo possui tecnologia que permite o funcionamento paralelo de motor elétrico e motor a diesel e/ou biodiesel, por meio de um dispositivo inteligente. O ônibus é um dos modelos com maior avanço tecnológico e de sustentabilidade utilizados atualmente no mundo. Ele gera menos poluição ambiental e tem um consumo de combustível menor na comparação com outros ônibus convencionais disponíveis no mercado. No continente europeu há cerca de 150 unidades do Volvo Híbrido em funcionamento. O veículo vem conquistando espaço considerável nas cidades, como alternativa de transporte eficiente. No Brasil, a fabricante já apresentou o veículo nas cidades de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Fonte: Ascom Parque Nacional do Iguaçu

terça-feira, 31 de julho de 2012

Paisagismo na estação mais bonita do ano: A Primavera

Foto : Ronaldo Kotscho Espécies rústicas e resistentes, como é o caso da Azaléia, Primavera, Iris azul, Ixora e Lavanda, combinam mais com a estação. Estar perto da natureza é muito bom e na primavera esse prazer ainda é maior. As flores geralmente trazem um ar de alegria, romance e vida a qualquer ambiente. Quem não gosta de caminhar em um parque ou num jardim com aquele visual colorido e perfumado? Mais gostoso ainda é poder trazer a beleza das flores para dentro de casa, porém, sempre há dúvidas sobre o tratamento das plantas, quais espécies são indicadas, entre outras incertezas frequentes. Segundo a paisagista e arquiteta Daniela Sedo, ter um jardim florido e bem cuidado é muito prazeroso, porém realmente exige cuidado contínuo, investimento em adubo, controle de pragas, além de um profissional qualificado para cuidar periodicamente das plantinhas. A paisagista informa também que há três opções de solução que ajudam quem não tem tempo, paciência ou mesmo dinheiro para cuidar de um jardim: para pessoas que gostam de ter plantas em casa e seu cuidado se limitará à rega, o recomendado é utilizar vasos com espécies plantadas e adequadas para ambientes internos. Tais espécies necessitam de menos tempo de cuidado e inclusive menos rega. Uma espécie que floresce em ambiente interno e quase o ano todo é o Antúrio e sua variedade “mini”, é mais delicada e menor. Para quem prefere não se preocupar, por causa da correria do dia a dia, nem mesmo com a rega das plantas, a melhor opção é contratar arranjos florais em empresas especializadas que fornecem os arranjos e os substituem periodicamente. Já aqueles que buscam praticidade e custo zero de manutenção, plantas artificiais podem ser uma boa saída. Durante a Primavera, é necessário procurar por espécies rústicas e resistentes como é o caso da Azaléia, Primavera, Iris azul, Ixora e Lavanda. “Essas espécies resistem muito bem aos meses frios e estarão lindas na Primavera. Em contra partida, espécies conhecidas como tropicais que são mais sensíveis a variações climáticas, estarão na Primavera com suas folhas queimadas, com manchas e em alguns casos demoram meses para se recuperarem.”, explica Daniela Sedo. Tanto a Primavera quanto o Verão são estações ótimas para se cultivar espécies de flor e apreciar sua beleza. “As flores também podem ser mescladas com mudas ornamentais, apenas com folhagens sem flor, que ajudarão a ressaltar a forma e o colorido das flores.”, detalha a paisagista. Segundo a especialista, nesta época do ano, quando as espécies estão florescendo, elas precisam de cuidados especiais, como a rega constante e adubação adequada para cada tipo de espécie. Mas leva algum tempo para que um jardim fique bonito e bem formado. As pessoas podem escolher plantas resistentes ao Inverno ou espécies mais delicadas, que levarão mais tempo para se recuperarem. “No inicio da Primavera é indicado evitar espécies com folhas delicadas como é o caso das tropicais. Já no final da Primavera certas espécies já estarão revigoradas e florescendo muito bem, como é o caso das Impatiens, Margaridas, Gardenia, dentre outras.”, finaliza Daniela Sedo. Para ver projetos da paisagista, que também faz projetos e manutenções de áreas internas e externas, acesse http://www.danielasedo.com.br/. Artigo de: Daniela Sedo

Serviço Florestal apoia produtores de sementes para Mata Atlântica

Foto: Ronaldo Kotscho Curso que ocorre toda esta semana marca início de apoio para produtores que venceram chamadas de projetos do FNDF O Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF), gerido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), promove durante esta semana, dos dias 30/07 a 03/08, a primeira atividade de apoio aos coletores de sementes de espécies da Mata Atlântica no Nordeste que tiveram seus projetos selecionados nas chamadas públicas do Fundo. Eles vão receber uma capacitação sobre coleta e produção de sementes que visa enriquecer e ampliar seu conhecimento sobre essa atividade e que deve trazer novas oportunidades de negócios aos produtores. Ao apoiá-los, o SFB busca fortalecer a restauração florestal do bioma A disponibilidade de sementes – e também de mudas – em condições e quantidade adequadas é um dos desafios ligados à recuperação da Mata Atlântica. Restam menos de 10% do bioma em fragmentos bem conservados acima de 100 hectares, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Por sua riqueza biológica, a Mata Atlântica é considerada um dos 34 hotspots mundiais – áreas mais importantes para preservar a biodiversidade do planeta. “A coleta de sementes florestais de qualidade é uma atividade complexa que exige tanto planejamento quanto conhecimento biológico, por isso a importância de ações que apóiem e fortaleçam as comunidades e demais produtores neste processo”, afirma a analista ambiental da Base Avançada do SFB em Teixeira de Freitas (BA), Natália Coelho. Aulas O curso é composto de aulas práticas e teóricas e irá abordar legislação, seleção e marcação de árvores matrizes, fatores que afetam a produção de sementes, patologias de sementes, técnicas e equipamentos para colheita e comercialização, entre outros. A pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Fátima Piña-Rodrigues, que é uma das maiores especialistas no tema, está entre as instrutoras do curso. Esta é a primeira etapa do apoio do FNDF para os coletores de sementes. A próxima fase consiste na visita a cada um dos beneficiários para conhecer suas instalações e práticas de produção e de comercialização, para que a assistência técnica seja prestada de acordo com a necessidade de cada um. Também está previsto um intercâmbio entre os beneficiários. A capacitação é voltada a integrantes da Cooperativa de Reflorestadores de Mata Atlântica do Extremo Sul da Bahia, de Porto Seguro (BA); da Associação de Produtores Orgânicos da APA Itacaré/Serra Grande, de Itacaré (BA); do Viveiro Campos, de João Pessoa (PB); da Associação dos Pequenos Produtores da Agrovila Panorama, de Medeiros Neto (BA), e da Associação Grupo Bicho do Mato, de Ibicoara (BA). Serviço Curso de capacitação em colheita e produção de sementes de espécies florestais nativas da Mata Atlântica da região Nordeste Data: segunda a sexta-feira, dias 30/07 a 03/08 Horário: 8h às 17h Local: Estação Experimental Ecológica do Pau Brasil/Ceplac – BR-367, entre Eunápolis (BA) e Porto Seguro (BA)

Inscrições para trabalhos científicos podem ser feitas até 10 de agosto

Foto: Ronaldo Kotscho Interessados em apresentar trabalhos científicos no XVI CBAU poderão fazer a inscrição até 10 de agosto. As inscrições podem ser feitas através do e-mail vivamarketing@vivamarketing.com.br . Esta é uma oportunidade para estudantes de arquitetura, biologia, geografia, engenharia florestal e agrônoma ou que tenham formação acadêmica em algum campo relacionado à arborização. Os trabalhos inscritos passarão por uma análise da comissão científica. Os autores receberão o retorno da comissão juntamente com orientações para a apresentação no XVI CBAU. As normas para apresentação de trabalhos científicos estão disponíveis no site www.cbau2012.com.br . Mais informações no telefone (34)3222-6992 . Sobre o CBAU O XVI Congresso Brasileiro de Arborização Urbana (CBAU) acontece de 1º a 7 de setembro, no Center Convention, em Uberlândia. As inscrições podem ser feitas pelo site www.cbau2012.com.br. Durante o congresso será realizado um mix de ações que visam proporcionar a discussão de melhores práticas de manejo de árvores urbanas. São elas: V Campeonato Brasileiro de Escalada de Árvores, sessões técnicas, mesas redondas e minicursos. Um dos objetivos do congresso é avaliar a melhor maneira de arborizar um determinado espaço urbano seguindo as boas práticas, normas e especificações técnicas que orientem o planejamento, a implantação e a manutenção das árvores.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

BOMBEIRO MIRIM FORMA OS "ANJOS DO ARAGUAIA"

A Área de Proteção Ambiental (APA) Meandros do Rio Araguaia, unidade de conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em Goiás, acaba de realizar o projeto "Bombeiro Mirim - Anjos do Araguaia”. A iniciativa visa a difundir os valores de cidadania e preservação do meio ambiente e também contribuir para a ressocialização das crianças que residem às margens do Rio Araguaia. O projeto contou com a parceria do Corpo de Bombeiros de Goiás e da Secretaria Municipal de Educação. Os alunos, crianças de 8 a 12 anos, receberam treinamento de monitores especializados do Corpo de Bombeiros, com aulas de cidadania, meio ambiente e educação ambiental, primeiros socorros, prevenção e combate a incêndios, nós e amarrações, dentre outras atividades. Comunicação ICMBio

sábado, 28 de julho de 2012

PARQUE NACIONAL PAU BRASIL MONTA ESTRUTURA PARA RECEBER VISITANTES

O Parque Nacional do Pau Brasil, em Porto Seguro, no sul da Bahia, começou a elaborar o Plano de Uso Público e implantação de estruturas de apoio à visitação. O objetivo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o parque, é abrir a unidade para visitação no início de 2013, proporcionando a interação do público com os recursos naturais, por meio de atividades de esportes de aventura e contemplação da natureza. A partir dos primeiros levantamentos, já foram identificados locais com a possibilidade de instalação de camping, arvorismo, tirolesa, trilhas para cadeirantes, dentre outros, o que poderá atender uma grande diversidade de público. A equipe do parque desenvolve, paralelamente, o projeto de criação de duas trilhas, uma para ciclismo rural (mountain bike), atendendo apelo dos praticantes deste esporte, e outra trilha para caminhada (tracking). As trilhas são iniciativas pioneiras que objetivam oferecer a oportunidade do contato direto dos turistas e moradores da região com a exuberância da Mata Atlântica preservada na unidade de conservação (UC). A trilha de ciclismo terá um trajeto com cerca de 25 quilômetro de extensão e a de caminhada, um quilômetro. Essas atividades estão em conformidade com o Plano de Manejo da Unidade que deve ser aprovado no decorrer deste ano, antes da inauguração das trilhas. O ICMBio está empenhado para que até dezembro de 2013, o parque esteja aberto para visitação. Comunicação ICMBio

sexta-feira, 27 de julho de 2012

ICMBIO PROTEGE CAVERNAS DO SÃO FRANCISCO

Sandra Tavares A bacia do Rio São Francisco é a terceira maior do mundo e totalmente nacional, ocupando 8% do território brasileiro. O significativo número de cavernas, as expressivas paisagens cársticas (caracterizadas pela corrosão das rochas), as riquezas minerais, os recursos hídricos e os aspectos históricos, pré-históricos e culturais relacionados às cavernas, além da diversidade de fauna e flora, fizeram com que Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav) elaborasse um Plano de Ação Nacional (PAN) dedicado à conservação da região. O Cecav é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O PAN Cavernas do São Francisco abrange três áreas cársticas prioritárias, localizadas na bacia do Rio São Francisco e entorno. Essas áreas são consideradas estratégicas para as ações de conservação e uso sustentável do patrimônio espeleológico. “O Plano de Ação Nacional teve seu recorte por bacia hidrográfica, para tratar não somente o ambiente cavernícola propriamente dito, como também, a área de influência das cavernas, que inclui uma série de relações ambientais, sociais, culturais e econômicas”, destaca o chefe do Cecav/ICMBio, Jocy Brandão. O objetivo é garantir a conservação do patrimônio espeleológico brasileiro gerando conhecimento, promovendo o uso sustentável e reduzindo os impactos antrópicos, prioritariamente nas áreas cársticas da Bacia do rio São Francisco, nos próximos cinco anos. Levantamento feito pelo Cecav/ICMBio em novembro de 2011 apontou a existência de 4.318 cavernas e 307 áreas protegidas (69 federais, 89 distritais, 85 estaduais e 64 municipais), na região da bacia. Após cruzarem os dados geoespaciais, os técnicos verificaram que apenas 1.542 cavernas (35,7%) estão localizadas dentro de 51 áreas protegidas, sendo 424 cavidades em unidades de proteção integral, 1.116 em unidades de uso sustentável e 2 em terra indígena. Em nível federal, 91% das cavernas existentes na região de abrangência do PAN se encontram dentro de unidades de conservação de categorias de uso sustentável (APA, Flona e Resex) e somente 9% em categorias de proteção integral (Parna e Esec). Comunicação ICMBio

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Criação de abelhas nativas une geração de renda e conservação no litoral do PR

Associação de criadores produz mel e extrato de própolis. Para buscar financiamento, instituição busca ajuda em site de crowdfunding. No litoral do Estado do Paraná, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba, moradores da comunidade do entorno do Morro da Mina, em Antonina, desenvolvem um projeto que mostra ser possível aliar conservação da biodiversidade local com geração de renda. Isso porque eles vêm comercializando mel e extrato de própolis produzidos através da criação racional de abelhas nativas sem ferrão. O projeto, apoiado pela ONG paranaense SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental), começou em 2005 e, dois anos depois, resultou na organização da Acriapa (Associação de Criadores de Abelhas Nativas da APA Guaraqueçaba), hoje com 25 associados e produção crescente. No último verão (2011/2012) foram colhidos 70Kg de mel. O resultado representa um aumento de mais de 100% em relação ao verão de 2006/2007, primeiro ano de colheita, que rendeu cerca de 30Kg de mel e uma renda de R$ 275/ano para o produtor). No segundo período foram colhidos em torno de 40kg e o produtor com a maior produção atingiu R$330,00/ano. Já no período de colheita 2008/2009, foram colhidos ao todo aproximadamente 130kg. O associado que mais produziu atingiu uma renda anual de aproximadamente R$1.200,00. O valor obtido representa um incremento à renda média de R$ 500 (oriunda de outras atividades) das famílias. Em outros anos a Acriapa já chegou a colher 130Kg de mel, um valor superior ao esperado até mesmo pelos produtores. Segundo o coordenador do projeto de meliponiculturaas abelhas nativas da SPVS Marcelo Bosco, a ideia da criação de abelhas nativas nasceu em 2006, após a identificação do potencial econômico da atividade e do retorno para a comunidade local. “Um levantamento demonstrou que esta área mantém a maior população de abelhas nativas do Paraná, dentro do maior remanescente de Mata Atlântica do Estado”, explica. Por meio de oficinas de Educação Ambiental, todos os associados foram capacitados ao manejo produtivo das colônias de abelhas sem ferrão e receberam caixas adequadas para sua criação (total de 20 caixas por criador). O método Apesar de já praticada por povos indígenas, a produção de mel e extrato de própolis de abelhas nativas era uma atividade pouco explorada na região. O especialista Marcelo Bosco explica a importância dessas abelhas para o ecossistema local. “Por serem menores, as abelhas nativas polinizam flores que as abelhas africanizadas, que são espécies exóticas, não conseguem. Além disso, esta iniciativa evita que ocorra a derrubada de árvores para a retirada dos enxames, pois as abelhas são criadas em caixas racionais, contribuindo, assim, para a manutenção das florestas”, explica. Outra prática sustentável é a captura dos enxames em garrafas do tipo pet – que não agride as abelhas – e são transferidos para caixas racionais produzidas por marceneiros da região com madeira legalizada. Ou seja, como essas abelhas nativas vivem em colônias em ocos de diversas espécies de árvores, o uso dessas iscas pet mantém a floresta em pé. A Acriapa possui a primeira Unidade de Beneficiamento de Mel de abelhas nativas (UBM) do sul do Brasil. Além disso, a associação, com apoio da SPVS, está concluindo o registro dos seus produtos junto ao Serviço de Inspeção do Paraná/Produtos de Origem Animal (SIP/POA), para poder comercializá-los sua produção em estabelecimentos comerciais de todo o Estado. Financiamento Com o objetivo de ampliar sua produção, a Acriapa acaba de inscrever-se no site de crowdfunding (espécie de financiamento coletivo virtual) Impulso. O objetivo é arrecadar R$ 8.100,00 até o dia 28 de agosto. O montante será utilizado para a compra de 100 novas caixas para criação de abelhas. Com isto, espera-se um incremento de 70 a 80 Kg na produção. Para ajudar o projeto, basta acessar o link abaixo: http://www.impulso.org.br/pt/projects/5-associacao-dos-criadores-de-abelhas-nativas-de-guaraquecaba-pr#about

quarta-feira, 25 de julho de 2012

“A Nova Terra – Recomeço”, é a dica de leitura neste Dia do Escritor

Ficção lançada neste semestre pelo autor Célio Pezza mostra como os seres humanos sobreviveram ao “fim do mundo” para possibilitar o recomeço da vida no Planeta Terra. O escritor Célio Pezza, nascido em Araraquara (SP), mas radicado há anos em Veranópolis (RS), lançou recentemente seu sexto livro, intitulado “A Nova Terra – Recomeço”, que traz um enredo baseado na ficção que leva o leitor a uma fantástica história de recosntrução do planeta anos após a grande destruição da Terra, que aconteceu por volta do ano de 2012 d.C. A obra é uma das poucas coisas que sobreviveram ao “fim do mundo” fictício e traz relatos e explicações de como era a vida na Terra antes da grande destruição. Entretanto sua veracidade é colocada em xeque como apenas um livro de ficção, mas por outros é visto como a principal maneira de reconstruir o planeta por meio de uma história verdadeira escrita por alguém que viveu “naquela época”. O fato é que a Terra passou por grandes conturbações e a vida humana quase desapareceu, mas não é possível saber se é aceitável dar créditos a todos os relatos descritos. O instigante fechamento do livro traz um mandamento essencial para a continuidade da humanidade e discorre sobre vários conceitos filosóficos que são, atualmente, a base de nossa civilização. Se este código de vida foi realmente uma revelação da forma como está descrito ou obra de alguma mente com alto grau de imaginação, nunca saberemos, mas muitos historiadores não têm dúvida de que os acontecimentos narrados em “A Nova Terra – Recomeço” são verdadeiros. Sobre Célio Pezza: Célio Pezza é escritor e autor de diversos livros, entre eles: As Sete Portas, Ariane, A Palavra Perdida e o seu mais recente A Nova Terra – Recomeço. Saiba mais em www.celiopezza.com . E-mail: escritor@celiopezza.com

Certificação de profissional arborista

Reconhecimento do profissional arborista. Este é um dos objetivos da certificação fornecida pela Sociedade Internacional de Arboricultura, a ISA. Mais do que a aquisição do certificado esta é uma oportunidade de aprimoramento de conhecimento, de promover competências técnicas e incentivar o desenvolvimento profissional, além de ser uma forma de reconhecimento para aqueles que estudaram e têm conhecimentos sobre práticas de cuidados com árvores. A certificação é voltada para profissionais que desenvolvem de alguma forma algum trabalho ligado à arborização, como engenheiros agrônomos e florestais, biólogos e arquitetos, no qual os candidatos fazem um exame de 200 questões de múltipla escolha, que se referem a assuntos como manejo de solo, biologia das árvores, arborização urbana, manejo de risco de árvores entre outros. Um dos requisitos básicos é que o candidato tenha quatro anos de formação acadêmica em algum campo relacionado e um ano de experiência prática. De acordo com Pedro Mendes Castro, diretor sudeste da SBAU - Sociedade Brasileira de Arborização Urbana - o certificado, muito além de ser um reconhecimento, é também uma forma de aprimoramento, já que para obtê-lo é preciso dedicação, conhecimento e estudo. “O Certificado ISA reconhece a habilidade do profissional em lhe dar com planejamento, implantação e manutenção da arborização urbana e isso é muito importante para aqueles que atuam nessa área”, afirma. Como obter o certificado Os interessados devem preencher o formulário que se está junto ao manual de inscrição que pode ser obtido no link http://migre.me/9WReH. Após a validação, o candidato receberá um e-mail com a carta de confirmação contendo instruções e terá 90 dias da data da sua carta de confirmação para agendar e fazer seu exame. O prazo para inscrição se encerra dia 21/08/2012 e as inscrições não poderão ser feitas no local de realização do exame ou após a data limite.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Museu Índia Vanuíre inaugura exposição sobre a defesa da Amazônia

A partir do dia 27 de julho, o Museu Índia Vanuíre, instituição da Secretaria de Estado da Cultura administrada em convênio com a ACAM Portinari, recebe a exposição “Amazônia Viva: Tyryetê Kaxinawá” que retrata, por meio de desenhos originais do ambientalista Jaime da Silva Araújo, a chegada dos homens brancos à floresta e o processo destrutivo dessa relação. De cores vibrantes e estilo único, as 30 peças apresentadas fazem parte do acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (MAE-UFPR). A montagem é uma realização conjunta dos dois museus universitários, ligados à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da universidade. Pelos desenhos, o público conhecerá a história da chegada dos homens brancos à região amazônica, a destruição acarretada, a extração da borracha nos seringais e a mobilização dos povos da floresta. O artista, cujo nome indígena é “Tyryetê-Kaxinawá” (que significa saber repartir), nasceu em 1939 entre os índios Kaxinawá, no Amazonas. Trabalhou na floresta como seringueiro, horticultor e pescador, e conheceu a dura realidade a qual estavam submetidos os extrativistas. Engajou-se na luta política, foi companheiro de Chico Mendes, Marina Silva, José Lutsemberg, entre outros, em prol dos direitos dos trabalhadores e da preservação da Amazônia. Paralelamente à militância, Araújo desenvolveu obras artísticas: livros, poesias, desenhos e ilustrações. Na década de 1990 mudou-se para Curitiba, onde participou da implementação da Universidade Livre do Meio Ambiente e de projetos de educação ambiental. Morreu em Macapá em 2010. Serviço Exposição “Amazônia Viva: Tyryetê Kaxinawá” Abertura para imprensa e convidados: 26/7, às 20h Período: de 27/7 a 30/9/2012 Local: Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre (rua Coroados, nº 521- Centro – Tupã/SP) Horário: de terça a domingo, das 9h às 17h Informações: (14) 3491-2333 Entrada: gratuita

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Artigo : O consumidor consciente

Por Emiliano Graziano* Um acordo entre o Governo do Estado de São Paulo e Associação Paulista de Supermercados (Apas) colocou, em abril deste ano, fim às sacolinhas plásticas distribuídas em supermercados. Em julho, por força de uma decisão judicial, elas acabaram retornando. Entre idas e vindas, o que ficou, além da polêmica, da falta de informação e das brigas na justiça, foi um questionamento sobre qual o real papel do consumidor nessa discussão. Afinal, as sacolinhas, antes abolidas pelos supermercados com a justificativa de estarem tomando uma atitude e prol do meio ambiente, voltou por uma reivindicação dos consumidores. Em agosto do ano passado, muito antes dessa polêmica ganhar o noticiário do país, a Fundação Espaço ECO (FEE), o primeiro Centro de Excelência em Gestão da Socioecoeficiência e Educação para a Sustentabilidade da América Latina, divulgou uma análise de ecoeficiência que comparou o uso de diferentes tipos de sacolas para transporte de compras de supermercado. O estudo, que compreendeu a avaliação dos impactos ambientais e econômicos das alternativas, chegou à conclusão de que o impacto de cada uma das sacolas depende, sobretudo, do uso feito pelo consumidor de cada uma das opções, ou seja, está relacionado à quantidade de idas ao supermercado, ao número de vezes que cada tipo de sacola é reutilizada e como ela é descartada, entre outras características. Há muito, nossos atuais padrões de consumo têm sido apontados como um dos principais desafios ao desenvolvimento sustentável do nosso Planeta. Uma pesquisa desenvolvida pela ONG WWF, por exemplo, demonstrou que se todas as pessoas do planeta consumissem como os paulistanos, seriam necessários 2,5 planetas para sustentar esse estilo de vida. Mas como entender e medir o impacto desse consumo nas nossas escolhas diárias? Uma alternativa é compreender que, conscientes ou não, ao adquirirmos um produto, consumimos também toda a sua história, o que chamamos de Ciclo de Vida. E, a partir da compra, passamos a fazer parte deste ciclo, sendo também responsáveis por este processo. Que tal se, no ato da compra, obtivéssemos informações sobre a origem do produto, seu processo de fabricação, uso de matérias-primas e condições de trabalho dos profissionais envolvidos na produção, entre outras? E mais: o que faremos com os aparelhos antigos, que abrirão espaço nas nossas salas para a chegada dos novos? E o que faremos com esses novos aparelhos quando eles também não atenderem mais às nossas necessidades? Para alguns, podem parecer absurdos esses questionamentos, já que o país vive uma fase em que, pela primeira vez, milhões de brasileiros têm o poder de compra. Outros abordariam ainda a importância da demanda interna por bens de consumo para que o Brasil enfrente a crise econômica que assola o mundo. Todos teriam razão se a única ótica que valesse fosse, ainda, a do lucro. Entretanto, não podemos mais desassociar aspectos econômicos de questões sociais e ambientais, uma transformação real e necessária. Devemos sim consumir. Mas devemos também cobrar mais informações e transparência dos fabricantes sobre suas práticas sustentáveis, seja durante a produção ou na oferta de soluções para o correto descarte de tais produtos. Assim, teremos um cenário em que produtores ecoeficientes e consumidores conscientes desempenham papéis decisivos na busca pelo desenvolvimento sustentável. * Emiliano Graziano é gerente de Ecoeficiência da Fundação Espaço ECO.

LISTA DE ESPÉCIES DA FLORA DO BRASIL 2012

FOTO: Ronaldo Kotscho A Lista de Espécies da Flora do Brasil 2012 reúne dados sobre a diversidade da nossa flora (Algas, Angiospermas, Briófitas, Fungos, Gimnospermas e Pteridófitas), que podem ser pesquisados por sua abrangência geográfica, de acordo com as Regiões do Brasil, Estados, Domínios Fitogeográficos e Tipos de Vegetação, assim como por sua origem no país (nativa ou subespontânea ou cultivada) e endemismo. Os resultados das pesquisas fornecem ainda imagens, inclusive de tipos nomenclaturais, graças à colaboração com o INCT - Herbário Virtual da Flora e dos Fungos, acesso ao Index Herbariorum, a partir dos acrônimos dos herbários (campo voucher), devido à cooperação do The New York Botanical Garden, bem como definições para os 24 tipos de vegetação adotados, elaboradas pelo Comitê da Lista de Espécies da Flora do Brasil, com as fontes bibliográficas utilizadas (ícone ao lado de tipos de vegetação). A Lista de Espécies da Flora do Brasil é resultado do empenho e do comprometimento de mais de 400 especialistas e reflete a missão de conhecer nossa biodiversidade e divulgar este conhecimento para a sociedade brasileira! Neste momento, são reconhecidas 43.093 espécies para a flora brasileira, sendo 4.430 de Fungos, 4.216 de Algas, 1.526 de Briófitas, 1.201 de Pteridófitas, 25 de Gimnospermas e 31.695 de Angiospermas. Seja bem vindo! Comitê Organizador Rafaela Campostrini Forzza (JBRJ, Coordenadora); João Renato Stehmann (UFMG, Coordenador); Marcus Nadruz (JBRJ, Coordenador); Fabiana Luiza Ranzato Filardi (JBRJ, Assistente); Andrea Costa (Museu Nacional); Aníbal Alves de Carvalho Jr. (JBRJ); Ariane Luna Peixoto (JBRJ); Bruno Machado Teles Walter (CENARGEN); Carlos Bicudo (IBt-SP); Carlos Wallace Nascimento Moura (UEFS); Daniela Zappi (RBG, Kew/Gardens by the Bay, Singapore); Denise Pinheiro da Costa (JBRJ); Eduardo Lleras (CENARGEN); Gustavo Martinelli (JBRJ); Haroldo Cavalcante de Lima (JBRJ); Jefferson Prado (IBt-SP); José Fernando A. Baumgratz (JBRJ); José Rubens Pirani (USP); Lana da Silva Sylvestre (UFRJ); Leonor Costa Maia (UFPE); Lucia G. Lohmann (USP); Luciano Paganucci (UEFS); Marccus Vinícius da Silva Alves (UFPE); Marcos Silveira (UFAC); Maria Cândida Henrique Mamede (IBt-SP); Maria Nazaré C. Bastos (Museu Goeldi); Marli Pires Morim (JBRJ); Maria Regina Barbosa (UFPB); Mariângela Menezes (Museu Nacional); Mike Hopkins (INPA); Paulo Henrique Labiak Evangelista (UFPR); Renato Goldenberg (UFPR); Ricardo Secco (Museu Goeldi); Rodrigo Schütz Rodrigues (UFRR); Taciana Cavalcanti (CENARGEN); Vinícius de Castro Souza (ESALQ/USP) Sistema de Informação Centro de Referência em Informação Ambiental, CRIA Contato listadobrasil@jbrj.gov.br Como citar Lista de Espécies da Flora do Brasil 2012 in http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2012

domingo, 22 de julho de 2012

RESERVA NO PARÁ BATE RECORDE NA PRODUÇÃO DE BORRACHA

Desde que retomou a produção da borracha em fevereiro deste ano, a Reserva Extrativista (Resex) Tapajós Arapiuns, no Pará, vem batendo sucessivos recordes: foram 150 kg comercializados em março; 800 kg em abril; 1,5 tonelada em maio; e 9,5 toneladas em junho. A previsão é de 30 toneladas por mês a partir de setembro. Nesse ritmo vertiginoso de negócios, os produtores e as organizações de base se articulam para ter acesso à Política de Pagamento de Preço Mínimo (PGPM), do governo federal, melhorando assim o valor de mercado do produto. Atualmente o preço é de R$ 3 por quilo, pago à própria comunidade, no interior da Resex, sem custos de transporte. Toda a logística de escoamento da produção conta com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra a reserva e faz a articulação com as usinas compradoras da borracha. O Instituto também é responsável pelo mapeamento da origem do produto como, por exemplo, identificação de produtor, comunidade, lote etc. Mauricio Santamaria, gestor da Resex Tapajós Arapiuns, está animado. “Ficamos muito felizes com a retomada desta cadeia produtiva, que não gerava renda há vários anos, devido à falta de mercados compradores na região. Sem falar que a seringueira e a produção da borracha foram os principais motivos que impulsionaram a criação da Tapajós Arapiuns”. Nivaldo Martins dos Reis, coordenador de projetos da Resex Tapajós Arapiuns, demonstra satisfação ao ver os extrativistas vendendo sua produção e recebendo pagamento pelo seu trabalho. Para ele, “é mais uma fonte de renda digna para a população carente da região.” Mercado Por ano, o Brasil consome aproximadamente 342 mil toneladas de borracha e produz apenas 108 mil toneladas. A produção representa 1% do mercado mundial. O País já foi o maior exportador de borracha natural do mundo. Hoje importa 234 mil toneladas por ano, aproximadamente 70% do seu consumo. Oitenta por cento da produção nacional se concentra no estado de São Paulo, nas áreas de plantio homogêneo. A borracha natural da Amazônia, nativa, tem melhor qualidade em comparação as produções de plantios homogêneos de São Paulo, Panamá, África e Malásia, por ter maior poder de elasticidade (PSI) devido à diferenciação na complexidade da cadeia do carbono. Ela é utilizada especialmente para produtos diferenciados como pneus de competição e retentores de alta pressão.

sábado, 21 de julho de 2012

ICMBIO LUTA PARA ORDENAR USO DE PRAIA NO PARQUE DA BOCAINA

Turismo desordenado; bares instalados em áreas irregulares, privatizando, na prática, a faixa de praia, com mesas, cadeiras e guarda-sóis sobre a areia; carros estacionados por toda a parte; poluição sonora e visual; degradação ambiental, com a disseminação de espécies exóticas e invasoras (gramíneas, árvores frutíferas, plantas ornamentais) e a destruição da vegetação nativa de restinga e floresta, causando impactos sobre a fauna e a flora silvestres. Tudo isso já seria uma calamidade em qualquer praia urbana do País. Imagine numa unidade de conservação! Pois é exatamente isso o que ocorre na Praia do Meio, em Trindade, Paraty, no extremo sul do litoral do Rio de Janeiro. A praia fica no interior do Parque Nacional (Parna) da Serra da Bocaina e, por lei, deve ser preservada. A região, que une mar, montanha e muito verde, é de rara beleza cênica e pode ser considerada uma relíquia da natureza. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o parque, tem dispendido grandes esforços para reverter essa situação - herdada de anos - e encontrar uma solução que concilie os interesses dos empreendedores e moradores locais com a obrigação legal de preservar os atributos da unidade de conservação. Desde o carnaval de 2009, o Instituto vem realizando operações de fiscalização na Praia do Meio. Antes das ações, comandadas pela direção do parque, as áreas onde se concentram os bares estavam tomadas por quiosques, com mesas e cadeiras na areia, barracas, camping, carros e vários outros equipamentos. Uma bagunça geral. Após a intervenção dos servidores, a situação melhorou, mas ainda é preocupante. Para reverter esse quadro, a chefia do parque já promoveu inúmeras reuniões com a comunidade, órgãos municipais e estaduais do Rio de Janeiro e o Ministério Público Federal. A mais recente iniciativa foi distribuir entre os moradores da Vila de Trindade um boletim informativo, para esclarecer de maneira ampla e didática as ações que desenvolve na Praia do Meio e mostrar a importância do ordenamento das atividades turísticas e comerciais para a conservação do patrimônio ambiental e para a melhoria da qualidade de vida de todos os moradores da região, principalmente das comunidades tradicionais. Interesses privados estão por trás de protestos Nessa luta, alguns avanços foram obtidos. Hoje, grande parte da comunidade está ao lado da gestão do parque e entende que só tem a ganhar com o combate às irregularidades. Mas há ainda setores contrários às medidas de proteção, que preferem manter tudo como está para tirar proveito pessoal da desorganização. E foi exatamente esse grupo que liderou na semana passada, no centro histórico de Paraty, onde ocorria mais uma edição da Flip (Feira Internacional Literária de Paraty), um protesto contra o ordenamento da Praia do Meio. Empunhando faixas e cartazes e entoando palavras de ordem, os manifestantes se aproveitaram da visibilidade da Flip e acusaram a gestão do parque de querer expulsar as comunidades tradicionais da região, os chamados caiçaras. “Essa manifestação foi fruto de uma minoria com interesses meramente privados que exploram há anos estabelecimentos irregulares no interior do parque. Desenvolvemos nossas ações com respeito e cuidado social, o que se reflete, por exemplo, no fato de três das trinta cadeiras do Conselho Consultivo do Parque Nacional (fórum oficial de participação social) serem ocupadas por líderes de Trindade, que têm voz ativa nas decisões de nossa gestão”, esclarece Francisco Livino, chefe da unidade. Antes, no dia 4 de julho, agentes do ICMBio, da Polícia Federal e do Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea) tiveram dificuldades para cumprir mandados judiciais de desocupação de seis bares irregulares na Praia do Meio. Ao chegar a Trindade, os servidores depararam-se com um grupo de pessoas, formando uma barricada com pneus incendiados na estrada de acesso à vila, o que impedia a passagem. Os manifestantes derramaram ainda grande quantidade de óleo na pista, gerando riscos de acidentes para moradores e turistas que nada tinham a ver com a questão. Até março deste ano, a Justiça já havia determinado a demolição de mais outros quatro bares e quiosques. As ações foram cumpridas sem nenhuma reação da comunidade. “Essa barricada, feita para impedir que cumpríssemos as decisões judiciais em Trindade, também atende a interesses meramente privados de antigas lideranças locais”, denuncia Livino. Comunicação ICMBio

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Paisagismo de varandas e áreas internas exige conservação

Há espécies boas para ficar exposta ao sol, e outras que são perfeitas para sombras Fazer um paisagismo em varanda ou mesmo dentro de casa é irresistível e pode não ser tão difícil. O problema está justamente na manutenção e conservação, pois esse tipo de natureza, quando mal tratada, não costuma resistir muito tempo. A solução para as dúvidas mais frequentes é conhecimento de algumas características de cada uma das plantas. É necessário descobrir se são espécies que necessitem de sol ou de sombra. As espécies de sol, como o nome diz, são aquelas que apreciam e precisam da luz do sol diretamente em suas folhas. Apenas claridade não é suficiente, elas gostam de ‘tomar sol’, e acumulam calor. Essas espécies costumam se desenvolver bem em solo basicamente de terra, e precisam de regas abundantes, de 3 a 4 vezes na semana, e adubação constante. Outras espécies, também de sol, preferem solo arenoso e com pouca terra, como é o caso dos cactus. Diferentemente das anteriores, essas não precisam, e nem gostam de água, pois, se hidratam através da umidade do ar, que é captado sob a ‘pelugem’ que reveste suas folhas. Os cactus apodrecem facilmente, se forem regados com frequência, ou mesmo se receberem chuvas constantes. Já as espécies de sombra, geralmente possuem folhas mais delicadas, e seu porte/tamanho varia de 20cm a 2m, pois dificilmente passam desta altura. Neste caso, o solo deve possuir uma composição diferenciada, contendo serragem, húmus, alguns tipos de nutrientes em farelo, adequados às raízes finas e suas necessidades orgânicas. Esse tipo de solo se mantém ‘soltinho’ e não deve ficar compactado ou encharcado. Vasos para espécies com essas características devem ser bem drenados, permitindo que o excesso de água saia do vaso, caso contrario as raízes podem começar a apodrecer, causando doenças e ate a morte da muda. As espécies internas requerem cuidados específicos. Seguem 5 dicas simples de cuidados diários: 1. A limpeza constante das folhagens é fundamental para a saúde e beleza da sua planta. Essa limpeza ajuda a espécie a respirar e previne o aparecimento de pragas, como cochonilhas e pulgões. 2. Hidrate as folhas com um pano úmido pelo menos uma vez ao mês, enquanto faz a limpeza. Essa hidratação evita que apareçam manchas de ressecamento na ponta das folhas, geralmente causado pela poluição e ar seco das grandes cidades. Você verá rapidamente uma grande diferença na beleza e saúde delas! 3. Ambientes com ar condicionado são prejudiciais às espécies, reduzem a vitalidade, o brilho e o tempo de vida. Evite posicionar os vasos próximos ou logo abaixo dos dutos de ar. 4. A rega deve ser controlada de 1 a 2 vezes por semana, com pouca água. A quantidade de água pode variar de acordo com o tamanho da espécie. 5. Outra preocupação constante é o surgimento de fungos, que podem ser identificados pela colocação amarelada da folhagem e odor na terra, ocasionado pelo excesso de água. Se isso acontecer, diminua a quantidade de água, ou aumente o intervalo de dias entre uma rega e outra. Mas, quem não tem muito tempo e quer manter o paisagismo sempre perfeito, hoje já existem empresas, que além de desenvolverem projetos, também prestam o serviço de manutenção. Artigo de: Daniela Sedo

EXPEDIÇÃO MAPEIA ESPÉCIES DE PEIXES DO TAPAJÓS

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (Cepta), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), acaba de concluir a segunda expedição ao Parque Nacional da Amazônia, no município de Itaituba, no Pará. O trabalho serviu para complementar o inventário ictiofaunístico da região da bacia do rio Tapajós, iniciado na primeira expedição no ano passado. A segunda expedição, que ocorreu de 4 a 22 de junho, contou com a participação de 16 pessoas e uma estrutura itinerante de pesquisa com dois caminhões, duas caminhonetes e uma sprinter. Entre os participantes estavam pesquisadores do Cepta/ICMBio, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O objetivo do trabalho é gerar e sistematizar informações da ecorregião da bacia hidrográfica do rio Tapajós sobre a diversidade morfológica, citogenética e genética de peixes e, ainda, da parasitofauna associada. A região sofrerá impactos com a construção do complexo de usinas hidrelétricas que vão gerar energia para o país. O material é importante para a produção de dados comparativos (antes de depois da ação antrópica, ou seja, da intervenção humana na região) que permitam subsidiar ações conservacionistas no futuro. Diferentes métodos de captura Para a amostragem dos peixes, foram utilizados diferentes métodos de captura como, por exemplo, redes de espera, peneiras, tarrafas, espinhéis e varas equipadas com molinetes e carretilhas. Embora a coleta no rio Tapajós e seus afluentes tenha sido realizada no período de cheia, foram encontradas cerca de 15 espécies de peixes, de grande e pequeno porte não coletadas no ano anterior. Um acervo fotográfico dos peixes coletados está sendo preparado, e os espécimes representativos foram depositados em coleções zoológicas. Ao todo, 97 peixes pertencentes a duas classes, quatro ordens, 12 famílias, 25 gêneros e 29 espécies foram examinados para a coleta de parasitos. Também foram extraídas amostras dos parasitos do filo Myxozoa dos gêneros Myxobolus, Henneguya e Myxidium, vermes (Digenea, Monogenea, Cestoda, Nematoda) e crustáceos (Pentastomida, Argulidae e Ergasilidae). Cistos e partes de órgãos contendo cistos de Myxozoa foram fixados em formol 10% para análise morfológica e histopatológica e em glutaraldeído 2,5% para análise ultraestrutural. Os vermes parasitos foram fixados em formol 4% e os crustáceos em álcool 70% para análises morfológicas. Parte desse material também foi fixado em etanol absoluto para análises moleculares. Novas espécies de peixes e parasitos foram encontradas e estão sendo descritas. Os resultados obtidos irão contribuir para a compreensão do ecossistema da região. Saiba mais sobre o levantamento da ictiofauna do Tapajós:http://www.icmbio.gov.br/portal/comunicacao/noticias/20-geral/2863-saiba-mais-sobre-o-levantamento-da-ictiofauna-do-tapajos.html Comunicação ICMBio

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Processo de reavaliação de agrotóxicos é iniciado no Ibama

Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (19/07) um comunicado do Ibama que dá início formal ao processo de reavaliação de agrotóxicos associados a efeitos nocivos às abelhas. Quatro ingredientes ativos que compõem esses agrotóxicos serão reavaliados: Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil. O primeiro a passar pelo processo de reavaliação será o Imidacloprido, que é a mais comercializada destas quatro substâncias. Só em 2010, empresas declararam ao Ibama a comercialização de 1.934 toneladas de Imidacloprido, cerca de 60% do total comercializado destes quatro ingredientes. Esta iniciativa do Ibama segue diretrizes de políticas públicas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) voltadas para a proteção de polinizadores. As diretrizes do MMA acompanham a preocupação mundial sobre a manutenção de populações de polinizadores naturais, como as abelhas. A decisão do Ibama se baseou em pesquisas científicas e em decisões adotadas por outros países. Estudos científicos recentes indicam que o uso destas substâncias é prejudicial para insetos polinizadores, em especial para as abelhas, podendo causar a morte ou alterações no comportamento destes insetos. As abelhas são consideradas os principais polinizadores em ambientes naturais e agrícolas, e contribuem para o aumento da produtividade agrícola, além de serem diretamente responsáveis pela produção de mel. Como medida preventiva, o Ibama proibiu provisoriamente a aplicação por aviões de agrotóxicos à base de Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil em qualquer tipo de cultura. O uso de inseticidas que contem esses ingredientes ativos por meio de aplicação aérea tem sido associado a morte de abelhas em diferentes regiões do país, o que motivou a proibição. No prazo de três meses as empresas produtoras de agrotóxicos devem incluir uma frase de alerta para o consumidor nas bulas e embalagens de produtos que contenham um ou mais dos compostos químicos destacados na portaria. A mensagem padrão informará que a aplicação aérea não é mais permitida e que o produto é tóxico para abelhas. Além disso, constará da mensagem que o uso é proibido em épocas de floração ou quando observada a visitação de abelhas na lavoura. Segundo o coordenador-geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama, Márcio de Freitas, “ as medidas adotadas pelo Ibama visam proteger este importante serviço ambiental de polinização, que comprovadamente aumenta a produtividade agrícola. O intuito da reavaliação é contribuir para agricultura e apicultura brasileiras.” Cerca de 70 % das espécies agrícolas cultivadas no mundo são polinizadas por abelhas, e estas culturas representam 90% da base de alimento mundial, completou o coordenador-geral. Ao final do processo de reavaliação, o Ibama poderá manter a decisão de suspensão da aplicação por aviões destes produtos, ou revê-la. Caso o resultado dos estudos indiquem, o instituto poderá adotar outras medidas de restrição ou controle destas substâncias. Veja aqui a norma publicada no DOU Confira a frase de advertência que deverá ser incorporada às bulas e embalagens do produtos que contém Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil: “Este produto é tóxico para abelhas. A aplicação aérea NÃO É PERMITIDA. Não aplique esta produto em época de floração, nem imediatamente antes do florescimento ou quando for observada visitação de abelhas na cultura. O descumprimento dessas determinações constitui crime ambiental, sujeito a penalidades.” Talitha Monfort Pires Ascom Ibama

SERRA DOS ÓRGÃOS LANÇA PROGRAMA DE FORMAÇÃO CIENTÍFICA

O Parque Nacional (Parna) da Serra dos Órgãos, gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no estado do Rio de Janeiro, acaba de lançar o programa de Formação Científica. O objetivo é contribuir para a especialização dos jovens que atuam no parque como alunos do Programa Institucional de Bolsas e Iniciação Científica (Pibic), estagiários ou voluntários, bem como dos servidores da unidade e demais colaboradore. O programa visa ainda qualificar a pesquisa científica desenvolvida na unidade e promover a integração entre as equipes envolvidas com esse trabalho. A coordenadora do programa e analista ambiental, Cecilia Cronemberger, apresentou no lançamento do programa, dia 10, palestra para um público formado por alunos Pibic, estagiários, voluntários, servidores e colaboradores do parque. Ela abordou questões importantes como metodologia científica e ética, imprescindíveis no desenvolvimento de um projeto de pesquisa científica. No momento, o Parna Serra dos Órgãos tem quatro alunos Pibic, e cinco novos alunos foram aprovados para o período de 2012 a 2013. Além disso, conta com a contribuição de quatro estagiários e 16 voluntários, que futuramente também poderão fazer parte do programa. “Um dos nossos grandes desafios é levar o olhar científico para as atividades de rotina que realizamos de forma a sistematizar resultados e gerar conhecimento. O Programa de Formação Científica do parque busca estimular esse olhar em colegas que ainda não estão envolvidos com pesquisa e também nos voluntários que atuam em atividades rotineiras como a manutenção de trilhas, educação ambiental e cuidado com animais apreendidos”, afirmou a chefe substituta do parque, Ana Elisa Schittini. Comunicação ICMBio

quarta-feira, 18 de julho de 2012

FLAGRANTE DESRESPEITO AO MEIO AMBIENTE

FOTOS: RONALDO KOTSCHO Foto tirada às 13h 58 min no canal de Ilhabela no dia 18/07/ 2012. Um flagrante desrespeito ao meio ambiente. E a Petrobrás ainda quer aumentar o porto aqui em São Sebastião...

FOME! UM ARTIGO QUE TODOS DEVERIAM LER!

Fome, por Célio Pezza O poeta russo Nikolai Nekrasov (1821-1878) disse certa vez que “...no mundo impera um czar impiedoso: Fome é o seu nome!” Ele estava certo. De acordo com a FAO (Food and Agricultural Organization), órgão das Nações Unidas, tivemos, em 2009, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo passando fome crônica. Este é o mais alto índice desde 1970, quando começaram a ter estatísticas sobre o assunto. A fome se concentra nos países não desenvolvidos e é a maior vergonha para o planeta. Também, de acordo com a ONU e a UNICEF, temos entre 9-10 milhões de pessoas que morrem de fome por ano. Este número significa 26.000 mortes por dia ou 1.100 mortes por hora e é a maior causa de mortalidade no mundo. Em 1974, a ONU reiterou que o homem tem o direito de ser livre da fome e a comunidade internacional deveria ter como objetivo garantir a todos o alimento suficiente para viver. Os anos se passaram, mas o problema continua. Para quem nunca experimentou a fome crônica, é muito difícil entender o que ela significa. Quando colocar algo no estomago é a maior preocupação da vida, fica impossível pensar no futuro. Uma mãe que vê seu filho morrer de fome em seus braços, não tem como entender qual o motivo dele ter nascido. A fome é como uma doença seletiva, que não afeta determinados países e certas classes da sociedade. Ela não é classificada como uma pandemia, pois não é contagiosa, mas ela mata mais do que qualquer doença. Há quem diga que é inerente à civilização e que sempre existiu. Uns dizem que é falta de alimentos, mas na verdade, o que falta é o acesso aos alimentos. Os alimentos existem e o desperdício é grande. Problemas de colheitas, transporte, armazenamento, a ganância de quem vive da desgraça alheia e outras questões, contribuem para esta vergonhosa situação. No final de 2011, a editora-chefe da Deutsche Welle, a empresa internacional de comunicação da Alemanha, afirmou que a fome é politicamente tolerada e aceita, pois há coisas mais importantes e as vozes dos famintos não contam. O fato é que este impiedoso czar continua governando o mundo e, a cada ano que passa, ele fica mais poderoso e ávido por vidas humanas.

terça-feira, 17 de julho de 2012

VOLUNTÁRIOS MONTAM BIBLIOTECA EM PARQUE PARANAENSE

Cinco voluntários fazem a organização do acervo de publicações, de aproximadamente mil títulos, na sede administrativa do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange, no Paraná. Eles estão cuidando do armazenamento dos livros, revistas e outros documentos tanto na parte física como na digital. O trabalho faz parte da Gestão da Informação do Programa de Voluntariado do parque, iniciado este ano. Os voluntários são profissionais qualificados que já trabalham em bibliotecas de instituições do litoral e estão dispostos a colaborar com o parque. O local conta um importante acervo de livros, mapas e publicações da área de meio ambiente. Os títulos integravam originalmente a biblioteca do Ibama de Curitiba, que foi desativada. A previsão é que, em alguns meses, o trabalho dos voluntários esteja terminado, com a biblioteca toda montada, informatizada e aberta à consulta da comunidade local e regional. Estudantes e professores do ensino médio e superior, bem como pesquisadores, deverão ser usuários do acervo. A biblioteca oferecerá ainda suporte a atividades de educação e disseminação sobre meio ambiente. Dessa forma, o Parque Nacional poderá cumprir mais um dos seus objetivos legais de criação. Comunicação ICMBio

ADMINISTRADORA INVESTE EM SUSTENTABILIDADE E MELHORA A VIDA DOS CONDÔMINOS

A Habitacional, presente no mercado brasileiro como uma das mais sólidas administradoras imobiliárias está investindo em práticas sustentáveis para facilitar a vida de seus condôminos e contribuindo com o meio ambiente, realizando coletas de materiais poluentes. A empresa vem adotando medidas simples e eficazes que estão apresentando resultados consideráveis, como a disposição de pequenas caixas acrílicas chamadas “papa-pilhas” que na primeira semana em exposição, nas 12 mil unidades administradas, acabaram recolhendo 120 quilos de pilhas que seriam descartadas em lixo comum. Com um investimento mínimo e reaproveitamento de deslocamentos que já eram realizados pelos funcionários em visitas nos condomínios, os recicláveis vão sendo recolhidos aos poucos e com frequência, conscientizando o descarte verde. A administradora Habitacional, também investiu em uma parceria para recolher sobras de óleo vegetal dos condomínios, identificando galões retornáveis para o descarte sustentável do líquido, que depois é recolhido e entregue em uma recicladora, evitando que seja jogado em pias e ralos. Entre as medidas apresentadas pela empresa, ressaltam suas escolhas verdes ao longo do ano para presentear seus parceiros e clientes, como mudas de árvores, sacolas retornáveis tudo pensando no bem-estar e preservação ambiental. “Estas iniciativas têm atraído um tipo de consumidor que busca empreendimentos preocupados com o meio ambiente, pois sabem o valor que essas medidas sustentáveis têm para com a sociedade”, diz Marcio Bagnato, Diretor de Condomínios. Além disso, a Habitacional está finalizando outro projeto, o “Papel Zero”, onde seus clientes poderão escolher se querem receber documentos referentes ao condomínio por email, evitando assim o envio dos mesmos por meio de papel.

TECNOLOGIA BRASILEIRA RECUPERA ÁGUAS DE RIOS E LAGOS DE CIDADES

Tecnologia brasileira já recupera águas de rios e lagos em grandes cidades brasileiras como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte A água é uma das sete questões críticas listadas pela Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A escassez e má qualidade da água impactam, entre outras coisas, na segurança alimentar e nas condições de subsistência em todo o mundo. Tendo em vista que a água é um bem finito, a temática do momento deve ser a recuperação de rios e lagos, especialmente nas grandes metrópoles. O Brasil já emprega esforços nesse sentido há alguns anos, utilizando o processo de aplicação sequencial e em fluxo das técnicas de Coágulo/Floculação e Flotação para melhoria de cursos e corpos d'água nos principais centros urbanos do País, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A tecnologia, denominada FLOTFLUX® e desenvolvida pela DT Engenharia, é 100% nacional e inédita em escala mundial, com patente e marca registrada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Pode ser empregada em tratamento de água, esgoto, rios e balneários. No Rio de Janeiro, o sistema está instalado em Unidades de Tratamento de Rios (UTRs) em Jacarepaguá (UTR Arroio Fundo), na praia de Barra de Guaratiba (UTR Guaratiba), no Aterro do Flamengo (UTR Rio Carioca) e na Comunidade da Rocinha em São Conrado (UTR da Rocinha), assim como no Piscinão de Ramos, que possui um sistema de tratamento patenteado desde a captação da água até a sua destinação para a Baía de Guanabara. O complexo lagunar de Jacarepaguá terá, até 2016, 6.250 litros de água tratada por segundo através das UTRs. O projeto compreende, além da Unidade do Arroio Fundo, que já trata 1.800 litros por segundo, outras quatro a serem construídas nos rios Arroio Pavuna, Anil, Canal Pavuninha e Rio das Pedras. O início da construção das novas UTRs está previsto para o início de 2013. A proposta é que esteja realizada até as Olimpíadas de 2016, uma vez que é um compromisso firmado com o Comitê Olímpico Internacional (COI) através do Caderno de Encargos do evento. Solução similar está projetada para a Baía de Guanabara. Nesse caso, o sistema será composto por oito UTRs, localizadas no Canal do Mangue, Canal do Cunha, Canal do Irajá, Rio Pavuna/Meriti, Rio Sarapui, Rio Iguaçu e Rio Caceribu e Rio Guaxindiba. Funcionamento – As UTRs operam basicamente em quatro etapas: 1) Retenção de resíduos sólidos, 2) Injeção de coagulantes e polímeros – Floculação, 3) Microaeração da massa líquida – Flotação e 4) Remoção de lodo flotado. As metas do processo são alcançadas pela redução de substâncias poluentes indicadoras de qualidade como coliformes, matéria orgânica, fósforo total, óleos, graxas e pela diminuição da taxa de parâmetros perceptíveis como cor, turbidez e odor da água tratada. Como resultado da aplicação, tem-se o aumento expressivo da oxigenação das águas, fator significativo para a preservação e a conservação da vida aquática.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

TENDÊNCIAS DOS PROJETOS " VERDES" DA ARQUITETURA BRASILEIRA

Formada em Arquitetura e Urbanismo, Adriana Noya – vencedora do prêmio CASA COR 2012. Na categoria Projeto mais sustentável – apresenta dicas de como realizar ações sustentáveis O setor da construção civil vive um “boom” nas questões sustentáveis e têm motivado discussões sobre o papel e a responsabilidade das pessoas no desenvolvimento e preservação do meio ambiente. Com isso, crescem as ações efetivas por parte de empresas e da sociedade. O objetivo é reduzir a utilização de recursos naturais e reutilizar, conscientizar para o uso racional da água e gerenciar o destino dos resíduos corretamente, preferencialmente para reciclagem. O novo mercado eco eficiente exige um desenvolvimento contínuo da variedade de novos produtos que devem ser adequados às diferentes realidades de cada país. A arquitetura ecológica ainda é considerada uma novidade, entretanto as aplicações de técnicas sustentáveis na concepção de um projeto são cada vez mais recorrentes. Em relação, à avaliação de edifícios, o sistema americano LEED é referência em experiências internacionais de sucesso, e já está se tornando conhecido no Brasil. Existe uma diversificação de produtos sustentáveis que podem substituir os convencionais, do alicerce até a concretização da obra ou da decoração. Uma obra ecologicamente correta se caracteriza pela escolha do local, especificação e instalação dos materiais e equipamentos adequados, gerenciamento e destinação correta dos resíduos da obra e durante a vida útil da edificação. O projeto bem planejado e especificado reduz os gastos manutenção e proporcionam um menor impacto no meio ambiente, “Projetar de forma consciente e sustentável, é mais do que uma tendência, é o único futuro possível para nossa profissão, afirma a arquiteta Adriana Noya”. “Devemos enxergar a vida útil do material como um ciclo retornável, pois os resíduos devem ser aproveitados do começo a um novo início, assim lixo pode virar luxo”, explica. As empresas recicladoras de entulho transformam o entulho em novos materiais de construção. A indústria da arquitetura é uma grande fonte geradora de emprego com grande impacto ambiental e social. Para diminuir qualquer agressão na natureza, um ponto importante, é a viabilização de alternativas para a gestão dos resíduos sólidos da construção civil, com soluções que contribuam para redução de custos e preservação. Os trabalhadores de obras devem ter um treinamento adequado para conscientização sobre a aplicação adequada dos materiais, evitando quebras e perdas, gerando volume desnecessário de entulho e devem ser instruídos sobre a como tratar o entulho de uma construção. As sobras dispostas inadequadamente poluem o solo, degradam paisagens e constituem grave ameaça à saúde coletiva. Os resíduos devem ser separados, armazenados da forma correta e serem destinados para usinas de reciclagem ou postos de recebimento que vão dar nova utilidade a tudo isto. Razões para fazer a separação dos resíduos: · Responsabilidade ambiental, social e econômica; · Minimizar extração inadequada de recursos naturais; · Redução de custos; · Geração de emprego e renda; · Diminuição da disposição irregular de sobras e da poluição ambiental; · Melhora da qualidade de vida. É importante avaliar cada fase do decurso construtivo, desde o planejamento, operação e finalização da construção, além de metodologias de análise de produtos. Por isso, o arquiteto precisa gerenciar a instalação dos materiais, calcular as medidas com precisão e evitar quebras e desperdícios. “Trabalhamos para criar e projetar ambientes, casas, prédios, bairros, cidades, com nossas construções, reformas e decorações. Podemos transformar o futuro do nosso planeta, dependendo da forma que fazemos cada uma destas atividades, procedimentos, técnicas, equipamentos e materiais escolhidos”, conta Adriana. Qualquer obra mal planejada e gerenciada pode causar danos ao meio ambiente em maior ou menor proporção, independente de ser um grande empreendimento ou uma pequena reforma. Espaço ADEGA – CASA COR 2012 “Para projetar o espaço ADEGA na CASA COR 2012, por exemplo, selecionei opções com baixo impacto na natureza e produtos de reuso instalados de forma harmoniosa, criando uma atmosfera de bem-estar e conforto”, informa a profissional. Composta por piso em bambu prensado que é material de rápida renovação, revestimento nas paredes em filetes de mármore, que reaproveitam aparas de cortes maiores, ar condicionado com selo PROCEL, a mesa água com base feita com papelão reciclado, papel de parede aplicado com cola à base de água, tapete de lã, estantes e bancadas em madeira de demolição, reaproveitadas de pisos de casarões antigos, adegas com consumo energético 30% menor do que outras similares e iluminação em LEDs, que tem baixo gasto energético em substituição a lâmpadas incandescentes e dicroicas que consomem 2.818W, reduzindo para 684 w uma média de 76%. Além disso, o projeto conta com gerenciamento e destinação do entulho da obra para reciclagem e reuso. Outro ponto importante é que todo material de divulgação do escritório (cartões e folders) são em papel reciclado. Como construir com sustentabilidade e estilo: A escolha do local · Terrenos em áreas previamente desenvolvidas, aumentando a preservação de áreas virgens, · Locais com acesso a transporte público e aos serviços básicos e necessários no dia a dia, evitando deslocamentos desnecessários com automóveis e a consequente emissão de CO2. Áreas externas · Preservar áreas verdes; Utilizar plantas nativas ou xerófitas no projeto de paisagismo, evitando gasto desnecessário com irrigação. Utilizar água da chuva ou reaproveitada para irrigação Utilização de sistemas eficientes de irrigação como gotejamento. Facilitar a drenagem da água do solo através do uso de pisos drenantes, ou seja, evitar materiais impermeáveis para a área externa, isto evita que a água da chuva escorra, levando poluição aos mananciais. Coberturas Uso de cores claras, diminuindo o aquecimento na edificação e a necessidade de refrigeração. Coberturas verdes (ajardinadas) que ao mesmo tempo ajudam a absorver a água da chuva e evitar que ela escorra, levando poluição aos mananciais e ajudando a diminuir o impacto as ilhas urbanas de calor, o calor que se irradia em volta dos aglomerados urbanos, pela reflexão dos raios solares, e faz aumentar o desconforto das pessoas e o consumo com sistemas de refrigeração. Elas ajudam também a manutenção da temperatura na edificação. Desenho do projeto O projeto deve ser feito de forma integrada entre os profissionais de engenharia, e arquitetura para que o projeto seja desenvolvido com todas as especificações adequadas. Para um melhor resultado no desenvolvimento do projeto o BIM (Building Information Modeling) sistema integrado de softwares é utilizado para calcular com mais precisão e evitar desperdícios; Projetar levando em consideração a topografia, o clima, ventos, incidência solar, entorno, e tirar partido deles para privilegiar o projeto; Aproveitar iluminação natural e vista para o exterior, o máximo possível, isto além de economizar energia, proporciona bem estar aos ocupantes da edificação; Janelas em posição adequada, aproveitando a incidência dos ventos e em paredes opostas para permitirem ventilação cruzada, proporcionando uma temperatura mais adequada e renovação do ar. · Fazer o gerenciamento e destinação correta do entulho da obra, para reuso, reaproveitamento ou reciclagem, diminuindo o depósito em aterros e incineração; Fazer um projeto paisagístico pensando na manutenção e consumo de água e energia. · Escolher equipamentos de refrigeração sem CFC e com gás refrigerante menos agressivo a camada de ozônio; Durante a construção é importante priorizar: · Materiais de origem local, evitando a emissão de carbono com transporte e estimulando a economia local; · Produtos recicláveis e com baixo impacto ambiental, de rápida renovação na natureza, como o bambu, reaproveitáveis ou com componentes reciclados; · Madeiras com certificação de origem, ou selos que comprovem sua sustentabilidade como FSC conhecidos como os “verdes” (floorscore, Green Seal, greenlabel) e outros. Alguns deles já podem ser encontrados no Brasil; · Janelas inteligentes que vedam melhor, revestimentos de fachada ventilada e vidros que permitam o controle de iluminação e temperatura, aproveitando a luz solar e ao mesmo tempo evitando o aquecimento interno e consequente gasto desnecessário com ar condicionado; · Sistemas de geração de energia com painéis solares, tirando partido do nosso clima tropical e cores claras na fachada e cobertura, para diminuir o impacto das ilhas urbanas de calor e diminuir o gasto com refrigeração; · Evitar materiais que emitam COV’s (compostos orgânicos voláteis) para preservar a qualidade do ar; · Os equipamentos elétricos e eletrônicos que têm selos PROCEL, EnergyStar que oferecem maior eficiência energética; · Uso de dispositivos de iluminação com baixo gasto energético como os LEDs; Equipamentos e dispositivos hidráulicos eficientes, que gastem menos água; Materiais adequados a cada uso, proporcionando maior durabilidade e menor gasto com manutenção ou substituições; Parceria com fornecedores que tenham atitudes sustentáveis.