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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ecoefiência ainda é um tabu entre as empresas do setor logístico

Ecoeficiência. Este é um conceito que ainda sofre resistência entre as empresas que atuam no segmento logístico, ressalta Washington Soares, vice-presidente da Câmara Brasileira de Contêineres, Transporte Ferroviário e Multimodal (CBC) e pesquisador de políticas sustentáveis e modais ecoeficientes. "Uma das maiores dificuldades é convencer os shareholders (acionistas) sobre a necessidade de uma mudança organizacional radical em direção ao desenvolvimento sustentável. O trabalho é árduo porque se inicia no topo da pirâmide, que deve instituir o aspecto ambiental no comportamento organizacional da corporação", ressalta. Ele cita a cultura "Lean Manufacturing" como modelo a ser seguido pelas empresas, pois proporciona um mapeamento do caminho crítico do processo, detectando os aspectos que podem ser aperfeiçoados do ponto de vista da ecoeficiência. Na Itri Rodoferrovia, empresa em que Soares é diretor, há um case de gestão com esta característica. A utilização do modal ferroviário vem sendo o responsável por uma mudança sustentável no transporte de cargas: "A operação de 132 vagões no Porto de Santos, de segunda a sábado, retira do tráfego diário 132 caminhões com contêineres de 40 Teus ou 264 caminhões com contêineres de 20 Teus". A medida tem um impacto positivo ao diminuir a emissão de CO2 no ar em um ambiente com o tráfego extremamente intenso como o cais santista, por onde circulam, segundo a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), de 8 a 10 mil veículos por dia. A projeção é de que aproximadamente 7 mil quilos de dióxido de carbono são emitidos por quilômetro rodado no complexo, um dado ambientalmente preocupante. O tema ecoeficiência está, também, na agenda do mercado internacional. Conferências como a Rio+20 e a POMS (Production and Operations Management Society) 2012, realizada em Chicago (USA) e cujo o tema foi Operações Sustentáveis, são exemplos disso. "Apresentamos, neste encontro um trabalho que versa sobre a importância de estratégias de controle do processo de transporte em termos de tempo. O objetivo do artigo é demonstrar as formas de se aplicar controle na ferrovia, para gestão da ecoeficiência, sobretudo, no estudo de caso da realidade brasileira com foco na burocracia do ambiente portuário. Abordamos as inovações organizacionais com base na cultura ´Lean Manufacturing`", afirma. Inovações - Washington Soares destaca que, além de uma mudança no comportamento organizacional das empresas, é fundamental a realização de ações conjuntas entre todos os agentes intervenientes da cadeia de atividade logística multimodal. "Este conceito pode facilitar a acessibilidade do porto e reduzir emissões de CO2. Entretanto, depende de inovações tecnológicas cujo conceito de Modal Shift (troca modal) será importante para fomentar a produtividade com soluções técnicas aos entraves portuários. A partir da escolha do modal, é possível optar por processos mais ecoeficientes. Isso tem que ser pensado em conjunto", explica. A influência dessa opção sustentável pela ferrovia pode ser estender a diminuição do custo do transporte. Depende, no entanto, da regularidade do operador em utilizar o modal, ressalta Soares. “Em custo de transporte não existe ganhos, custo é custo, porém, é possível aumentar a eficiência da operação e produtividade para viabilizar garantias entre o usuário e o concessionário. Para esta finalidade são necessários contratos de risco com metas específicas para reduzir custos com economia de escala, para se obter a vantagem competitiva por meio do serviço shuttle (trens expressos diários) de contêineres".

sexta-feira, 13 de julho de 2012

MUTIRÃO VAI RECUPERAR TRILHAS NA PEDRA DA GÁVEA

O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, promove neste sábado (14) mutirão de voluntários para colocar mais de cem degraus e de diversos drenos nas trilhas que se encontram em condições precárias na Pedra da Gávea. O mutirão começa às 9h. O coordenador do evento, Lucio Palma, afirma que o esforço será grande devido à enorme quantidade de degraus e drenos que precisam ser instalados. “Por isso, vamos concentrar os trabalhos na parte baixa da trilha, ou seja, não haverá subida ao cume durante o mutirão”, avisa ele. Ele disse que, embora os trabalhos devam ficar restritos a um trecho de apenas 800 metros de trilha, será preciso a ajuda de todos, já que o volume de trabalho será intenso. “A construção desses degraus e drenos visa a diminuir a erosão causada pelas águas, tornando esse trecho da trilha muito mais seguro aos visitantes”, explicou ele. O ponto de encontro para os voluntários será na praça entre a Estrada Sorimã e a Avenida Feming, na Barra da Tijuca, às 8h30. Serviço: Mais informações: (21) 2492-2252/53 (ramal 101) ou (21) 2491-1700 E-mail: voluntarios.pnt@gmail.com

quinta-feira, 12 de julho de 2012

QUE TAL HIGIENIZAR A CASA COM FRUTAS CÍTRICAS?

Limpeza Verde lança Eco Solution, linha sustentável para a limpeza de ambientes internos e externos Produtos químicos não são as melhores opções para a higienização doméstica, além de poluírem o meio ambiente, podem afetar diretamente a saúde dos moradores. Ao perceber a boa receptividade e crescente demanda do público por produtos “verdes”, que não agridem a natureza nem o bem-estar da família, a Limpeza Verde criou uma nova linha com artigos de diferentes finalidades, a Eco Solution. Composta por quatro soluções líquidas, para limpeza geral (Stopmofo), de vidros, de cozinhas e limpa limo, os produtos são fabricados a partir do Citrus – acido natural encontrado nas frutas cítricas e vêm em ergonômicas embalagens, fáceis de usar, com bico spray. “As opções podem ser usadas por todos os tipos pessoas. São indicadas, principalmente, para aquelas que têm alergias ou alguma resistência a componentes químicos, já que os produtos são totalmente ecológicos e elaborados a base de substâncias naturais”, diz Nilton Nakabayashi, diretor operacional da Limpeza Verde. Para completar seu mix de produtos, a Limpeza Verde oferece também, soluções com aplicações práticas e convenientes para roupas e calçados. O Bastão Tira Manchas, biodegradável e totalmente livre de química em sua fórmula, desenvolvido para ser usado na pré-lavagem e remoção de manchas. A fórmula obteve tanto sucesso de vendas que a Limpeza Verde criou o Bastão Limpa Tênis, que segue o mesmo princípio, mas voltado exclusivamente para a higienização e remoção de odor em sapatos, e o Bastão Tira Manchas Mini, que pode ser levado na bolsa para retirar pequenas manchas em casos emergenciais.

Fundos ambientais abrem chamadas para a Caatinga

1/07/2012 Agricultores da reforma agrária interessados no manejo florestal e industrias que consomem lenha e carvão podem enviar projetos até 12 de agosto O Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF) e o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC) lançaram nesta quarta-feira, 11/07, duas novas chamadas de projetos que vão contribuir para a sustentabilidade da cadeia da lenha e do carvão no Nordeste, região que tem cerca de 30% da matriz energética formada por esses produtos florestais. A estratégia dos Fundos – geridos pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), respectivamente – é apoiar, de um lado, agricultores da reforma agrária com assistência técnica para a produção de lenha e carvão por meio do manejo florestal. E, de outro, as empresas que consomem esses insumos no aquecimento de fornos, para que alcancem uma maior eficiência no uso desses recursos florestais. Podem ser beneficiados agricultores familiares do Seridó, Médio Sertão e Cariri Ocidental, na Paraíba, e do Sertão do Apodi, no Rio Grande do Norte. Para as empresas, as regiões – com exceção do Cariri Ocidental –, são as mesmas, acrescidas do Agreste Meridional de Pernambuco. O prazo para envio vai até 12 de agosto. Os locais escolhidos têm, em comum, uma grande demanda por produtos florestais para o abastecimento de polos industriais têxtil, de cal e de cerâmica. A lenha, o carvão e resíduos florestais chegam a representar cerca de 90% da energia utilizada na fabricação desses produtos, segundo Anuário Estatístico 2011 do Ministério de Minas e Energia. Dignidade Os assentados que forem atendidos ajudarão a prover lenha legalizada e sustentável no mercado. Os benefícios, porém, não são só econômicos. “O manejo traz, junto com a legalização, dignidade para os agricultores, que vão cortar lenha com segurança e assistência técnica. E quem tem plano de manejo, obrigatoriamente, vai ter reserva legal averbada e área de proteção ambiental respeitada, senão o plano não é aprovado”, afirma o chefe da Unidade Regional Nordeste do SFB, Newton Barcellos Já as empresas que tiverem seus projetos escolhidos contarão com assistência para aumentar a eficiência energética dos seus processos de produção. De acordo com o coordenador do FNDF, Fábio Chicuta, “mudanças na estocagem, secagem e separação da lenha, aliada à adaptações nos fornos, por exemplo, melhoram o uso do insumo energético, reduzem custos e evitam desperdício”. Polos O Seridó e o Médio Sertão, na Paraíba são conhecidos pela concentração de empresas de cerâmica vermelha, segmento da indústria que, em todo o Nordeste, utiliza cerca de 8 milhões de metros cúbicos de lenha por ano. A importância de investir em lenha produzida de forma sustentável fica mais evidente ao se avaliar o crescimento do consumo de produtos de cerâmica vermelha, como telhas, tijolos, lajotas e tubos. Em 2006, o número de peças consumidas per capita no país era de 368. Em 2010, saltou para 444,5 unidades per capita. No Cariri Ocidental, a lenha produzida abastece pequenos empreendimentos locais, mas a região tem surgido como uma fornecedora para empresas de fora da Paraíba. No Sertão do Apodi, no Rio Grande do Norte, a demanda mais forte vem das indústrias de cal. No Agreste Meridional de Pernambuco, o setor têxtil demanda enorme quantidade de lenha para aquecer caldeiras utilizadas no processo produtivo. O Agreste pernambucano é o segundo maior produtor têxtil do Brasil. Confira as chamadas em www.florestal.gov.br/chamadasfndf

APÓS RELAX NA PRAIA, ELEFANTE-MARINHO VOLTA PARA CASA

O filhote de elefante-marinho, que apareceu na semana passada numa área de rochedos, na Praia do Rosa, em Imbituba (SC), onde fica a Área de Proteção Ambiental (APA) Baleia Franca, já está de volta ao mar, são e salvo. Depois de ficar dias no local, ele, ou ela, já que se tratava de uma fêmea, deslizou pelas pedras, caiu na água e desapareceu, retornando ao seu habitat. Segundo a chefe-substituta da APA, Luciana Moreira, tratava-se de uma fêmea juvenil de 2,86 m de comprimento, que queria apenas dar uma relaxada. “Ela apareceu nos rochedos, ambiente muito similar ao encontrado nas colônias reprodutivas, e estava com bom aspecto, mas bastante cansada, o que demostrou a necessidade de descanso", explicou. Durante a semana, uma equipe formada por técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que atuam na APA e Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA), e parceiros de ONGs e da Polícia Ambiental do Estado, esteve no local, monitorando as condições do animal. A avaliação de uma veterinária revelou que o filhote estava em excelentes condições físicas, reagindo bem a aproximação, bem nutrido e com coloração de mucosas normal. Por isso, descartou-se fazer a contenção (transporte do animal até o mar), já que se trata de um processo extremamente estressante e que poderia causar danos à condição do animal, havendo risco de morte durante a manipulação. Luciana Moreira aproveitou o fato para explicar que, em caso de encalhes, a APA tem um protocolo que deve ser seguido. "O objetivo do protocolo é articular a rede de instituições que podem contribuir nos casos de ocorrência de encalhes, seja de animais vivos ou mortos. Neste caso, tivemos o apoio da Policia Ambiental, R3 animal e CMA/ICMBio", explicou. Serviço: Como ajudar em casos de encalhe: - Entre em contato com as instituições responsáveis - Não tente devolver o animal para a água - Ajude a isolar a área mantendo pessoas e animais domésticos afastados - Faça fotografias do animal, possibilitando a identificação da espécie e documentação do caso - Colabore com a sensibilização e a conscientização da comunidade Proteja a sua saúde: - Os animais encalhados podem transmitir doenças aos seres humanos. Evite respirar o ar expirado pelos animais - Não se aproxime. São animais grandes em situação de debilidade física, que podem se tornar ariscos com a aproximação de outros indivíduos e causar ferimentos Comunicação ICMBio

Brasil elabora guia com 120 iniciativas concretas de economia verde

A Conferência as Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) deixou um importante legado para sustentabilidade de estados e municípios. Trata-se de um guia com quase 120 iniciativas concretas para economia verde inclusiva e em andamento nos biomas brasileiros. Cerca de 50 dessas experiências demonstram, na prática, as lições aprendidas pelos vários estados e municípios do Brasil.As experiências, sistematizadas num acordo de cooperação entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), foram apresentadas e debatidas nos encontros dos Diálogos Federativos e resultaram no documento “Iniciativas de Economia Verde no Brasil: experiências das unidades federativas em promover uma economia verde inclusiva”, já disponível para consulta. A coletânea foi divulgada no quarto encontro dos Diálogos Federativos, dia 22 de junho, no Parque dos Atletas, durante a Rio+20. Mais informações em www.dialogosfederativos.wordpress.com

Governo Federal lança blog para discutir sustentabilidade com estados e municípios

O Governo Federal dispõe de um novo canal de comunicação com estados, municípios e sociedade para as discussões sobre desenvolvimento sustentável. Criado para acompanhar a série de eventos Diálogos Federativos que envolveu representantes dos três níveis de governo antes e durante a Rio+20, o blog ‘Diálogos Federativos’ se consolidou como fonte de informação e interação com os entes federados sobre os desafios das transformações operadas pelo conceito de economia verde inclusiva. Por meio do blog é possível acompanhar e participar das principais discussões envolvendo estados e municípios na busca conjunta pela construção de uma agenda nacional de desenvolvimento sustentável, pós Rio+20. Acesse: www.dialogosfederativos.wordpress.com

Estúdios da Record no Rio recebem certificação internacional de sustentabilidade

Projeto idealizado pelo arquiteto Edo Rocha para núcleo de teledramaturgia da emissora conquista menção ouro do LEED A Rede Record e o escritório Edo Rocha Espaços Corporativos têm motivo para comemorar. O projeto que abriga núcleo de teledramaturgia da emissora no Rio de Janeiro, conhecido como RecNov e considerado um dos maiores estúdios de novelas da América Latina, com aproximadamente 260 mil m², acaba de conquistar a certificação Ouro do LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), na categoria Novas Construções. A certificação LEED, que é a principal referência internacional em sustentabilidade na construção civil, reconheceu um projeto que foi concebido sobre três bases: sistemas operacionais mais eficientes, ambientes de trabalho funcionais e acolhedores, sem perder de vista a plena integração ao meio ambiente. Para garantir a redução do consumo de água, por exemplo, todos os efluentes de esgoto do RecNov, por exemplo, são tratados, por meio de jardins filtrantes, e depois a água segue para reuso em irrigação, vasos sanitários e depósito de prevenção de incêndio. Os artistas foram beneficiados com a adoção de camarins com proteção térmica e acústica. Os estúdios possuem ainda “estacionamentos” de cenários, facilitando o fluxo de pessoas e de equipamentos. Edo Rocha já recebeu outras três certificações LEED: WT Nações Unidas 1 e 2, prata, na categoria Core & Shell, em outubro 2009; o projeto do Banco Votorantim, ouro, na categoria Interiores, em dezembro 2011, quando também levou a menção prata pelo WT Águas Claras, na categoria Core & Shell. Isso sem contar o Prêmio GBC Brasil Ouro, conquistado em julho de 2010. O escritório ainda aguarda a certificação de mais oito projetos que estão sendo auditados pela GBC e também receberão o selo LEED, totalizando cerca de 700 mil m² de área construída. O Green Building Council Brasil, criado em março de 2007, é uma organização não governamental que surgiu nos Estados Unidos para auxiliar e estimular o desenvolvimento da indústria da construção sustentável, instigando a adoção de práticas de Green Building em processos integrados de concepção, construção e operação de edificações.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

ESTUDO VÊ CONCENTRAÇÃO DE MERCÚRIO EM TARTARUGAS VERDES

Resultados do estudo “Mercury in the sea turtle Chelonia mydas (Linnaeus, 1958) from Ceará coast, NE Brazil”, publicado na revista Anais da Academia Brasileira de Ciências, indicam a concentração do metal mercúrio (Hg) em tartarugas marinhas pesquisadas no litoral cearense. O estudo, realizado com fragmentos de carapaça de tartarugas verdes (Chelonia mydas), mostrou uma correlação positiva entre os resultados das análises desses fragmentos com os das análises de órgãos internos. O método utilizado, não invasivo e não letal, é indicado como alternativa para a coleta de dados, até então realizada em animais mortos. Isso pode ampliar a quantidade de indivíduos analisados em estudos desse tipo, trazendo informações importantes para o monitoramento dos níveis de concentração de metais e outros poluentes e seus impactos na vida dos animais e no ambiente marinho. Serviço: Clique aqui para acessar o artigo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0001-37652012000100012&lng=pt&nrm=iso&tlng=en Comunicação ICMBio

terça-feira, 10 de julho de 2012

ANA, ABC e OTCA lançam Projeto Amazonas

Autoridades da Agência Nacional de Águas (ANA), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) lançaram o Projeto Amazonas, em solenidade realizada hoje (6) na sede da ANA, em Brasília. O evento contou com a presença do ministro e diretor da ABC, Marcos Farani, do ministro-chefe da Divisão da América Meridional II do Ministério das Relações Exteriores, Clemente de Baena Soares e do secretário-geral da OTCA, Robby Ramlakam, recepcionados pelos diretores da ANA Vicente Andreu, Paulo Varella e Dalvino Troccoli e equipe técnica. O Projeto Amazonas, cujo objetivo é fortalecer as agências internacionais de água, será executado pela OTCA a partir do intercâmbio de informações sobre os recursos hídricos da Bacia Amazônica, sob implementação da ANA e da ABC. “Ter a ANA como o ponto focal dessa cooperação significa um grande passo, marca o início de um grande projeto”, afirmou o ministro Marcos Farani. No âmbito do projeto também estão previstas ações de capacitação e treinamento em técnicas de medição de vazão, qualidade das águas, sedimentologia, gestão de recursos hídricos, direito das águas, fenômenos hidrológicos extremos, entre outros temas, além da estruturação de uma rede de monitoramento hidrometeorológico nos países sul-americanos membros (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela). Para o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, não é mais cabível, em pleno século XXI, ainda existirem limites geográficos para temas fundamentais como a água. “Esse projeto nos leva à reflexão de que a gestão das águas não é um desafio isolado, mas sim um integrador geográfico”, defendeu Varella. Com investimentos da ordem de R$ 2 milhões e término previsto para 2014, o projeto está inserido na cooperação entre as três instituições e tem como objetivo principal Para este ano a ANA empenha R$ 500 mil. A Bacia Amazônica A Bacia Hidrográfica do Rio Amazonas é a responsável pela maior rede hidrográfica existente. Ocupa uma área de mais de 6 milhões de Km2, tendo como rio principal o Amazonas, que nasce nos Andes Peruanos e desagua no Oceano Atlântico (na Região Norte do Brasil). A bacia perpassa os continentes e se estende por 63% do território brasileiro, 17% do peruano, 11% do boliviano, 5,8% do colombiano, 2,2% do equatoriano, 0,7% do venezuelano e 0,2% do guianês. Texto:Ascom/ANA

sexta-feira, 6 de julho de 2012

DESCOBERTO NINHO DE GAVIÃO-REAL NO ENTORNO DO PARQUE DA BODOQUENA

Um ninho de harpia (Harpia harpyja), ou gavião-real como a ave é conhecida popularmente, foi descoberto no Assentamento Canaã, no município de Bodoquena (MS), durante o final de semana pela equipe do Parque Nacional (Parna) da Serra da Bodoquena e do Programa de Conservação do Gavião-Real (PCGR). O ninho fica a cerca de quatro quilômetros dos limites do parque. O ninho foi construído na forquilha principal de um jatobá-mirim (Guibourtia hymenifolia) e está a 14 metros do chão. O filhote, avistado durante o mapeamento e coletas de vestígios de presas e dimensões da árvore e ninho, está voando bem. Pela plumagem e data do primeiro avistamento por um agricultor da região, em fevereiro do ano passado, o filhote deve ter cerca de um ano e quatro meses. Esse é o segundo ninho mapeado no entorno da unidade de conservação sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O primeiro foi localizado em 2005 e monitorado até 2006 pelos servidores Alexandre Pereira e Ivan Salzo, então lotados no Parque. O registro foi publicado na Revista Brasileira de Ornitologia. Expedição Na expedição desse fim de semana, a equipe do PCGR, composta pela bióloga Helena Aguiar e pelo escalador de árvores Olivier Jaudoin, foi ao local para realizar a prospecção de ninhos da harpia com base nos registros fotográficos e audiovisuais da espécie nos municípios de Bodoquena e Bonito. O analista ambiental e chefe do parque nacional, Fernando Correia Villela, apoiou e acompanhou as atividades no Assentamento Canaã, em Bodoquena, e na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Saci e Fazenda São Geraldo, em Bonito. A identificação do ninho teve a ajuda de empregados da Fazenda Boca da Onça, que participaram de palestra sobre a ave. Na ocasião, Osmiro Rodrigues, chefe da equipe de turismo, disse ter obtido informações de que o agricultor Sebastião Ibarras conhecia um ninho com um gavião muito grande. A equipe chegou ao local com a ajuda do agricultor. Divulgação Para a bióloga Helena Aguiar, este registro confirma a importância das ações de divulgação e entrevistas sobre avistamentos e a presença de ninhos relatados pelas comunidades do entorno das áreas florestais onde vivem as harpias. “Dados do PCGR indicam que em 83 ninhos mapeados e monitorados pelo programa, 97,5% são oriundos de informações diretas sobre a localização dos ninhos por agricultores, pesquisadores e pessoas que habitam no entorno das áreas de nidificação da harpia”, explica a Helena. Os contatos feitos através do site do PCGR foram importantes para o retorno da equipe à região da Serra da Bodoquena. Além do servidor do ICMBio que comunicou o avistamento da harpia, no extremo sul do parque, funcionários e guias de áreas relacionadas ao turismo na região enviaram fotos e informações do avistamento na Fazenda Boca da Onça, uma das áreas de prospecção por ninhos. Com relação ao ninho localizado em 2005, na RPPN Saci, às margens do rio Taquaral no limite leste do Parque, desde 2006 não há registros de reutilização pelo casal. A equipe voltou ao local para procurar outro ninho no entorno e nos locais de avistamentos de filhote e adultos de harpia, mas não foi possível encontrá-los nesta expedição. O parque O Parque Nacional da Serra da Bodoquena fica no Mato Grosso do Sul e protege 76.481 hectares de floresta estacional, abrangendo os municípios de Bodoquena, Bonito, Jardim e Porto Murtinho. “Além da grande diversidade de aves no Parque, o avistamento das harpias, especificamente, é um ótimo indicador da biodiversidade privilegiada da unidade, mostrando também a importância do trabalho com as comunidades do entorno”, destaca o chefe do Parque, Fernando Villela. Para saber mais sobre o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, clique aqui.

Paisagismo de varandas e áreas internas exige conservação

Artigo de: Daniela Sedo. Fazer um paisagismo em varanda ou mesmo dentro de casa é irresistível e pode não ser tão difícil. O problema está justamente na manutenção e conservação, pois esse tipo de natureza, quando mal tratada, não costuma resistir muito tempo. A solução para as dúvidas mais frequentes é conhecimento de algumas características de cada uma das plantas. É necessário descobrir se são espécies que necessitem de sol ou de sombra. As espécies de sol, como o nome diz, são aquelas que apreciam e precisam da luz do sol diretamente em suas folhas. Apenas claridade não é suficiente, elas gostam de ‘tomar sol’, e acumulam calor. Essas espécies costumam se desenvolver bem em solo basicamente de terra, e precisam de regas abundantes, de 3 a 4 vezes na semana, e adubação constante. Outras espécies, também de sol, preferem solo arenoso e com pouca terra, como é o caso dos cactus. Diferentemente das anteriores, essas não precisam, e nem gostam de água, pois, se hidratam através da umidade do ar, que é captado sob a ‘pelugem’ que reveste suas folhas. Os cactus apodrecem facilmente, se forem regados com frequência, ou mesmo se receberem chuvas constantes. Já as espécies de sombra, geralmente possuem folhas mais delicadas, e seu porte/tamanho varia de 20cm a 2m, pois dificilmente passam desta altura. Neste caso, o solo deve possuir uma composição diferenciada, contendo serragem, húmus, alguns tipos de nutrientes em farelo, adequados às raízes finas e suas necessidades orgânicas. Esse tipo de solo se mantém ‘soltinho’ e não deve ficar compactado ou encharcado. Vasos para espécies com essas características devem ser bem drenados, permitindo que o excesso de água saia do vaso, caso contrario as raízes podem começar a apodrecer, causando doenças e ate a morte da muda. As espécies internas requerem cuidados específicos. Seguem 5 dicas simples de cuidados diários: 1. A limpeza constante das folhagens é fundamental para a saúde e beleza da sua planta. Essa limpeza ajuda a espécie a respirar e previne o aparecimento de pragas, como cochonilhas e pulgões. 2. Hidrate as folhas com um pano úmido pelo menos uma vez ao mês, enquanto faz a limpeza. Essa hidratação evita que apareçam manchas de ressecamento na ponta das folhas, geralmente causado pela poluição e ar seco das grandes cidades. Você verá rapidamente uma grande diferença na beleza e saúde delas! 3. Ambientes com ar condicionado são prejudiciais às espécies, reduzem a vitalidade, o brilho e o tempo de vida. Evite posicionar os vasos próximos ou logo abaixo dos dutos de ar. 4. A rega deve ser controlada de 1 a 2 vezes por semana, com pouca água. A quantidade de água pode variar de acordo com o tamanho da espécie. 5. Outra preocupação constante é o surgimento de fungos, que podem ser identificados pela colocação amarelada da folhagem e odor na terra, ocasionado pelo excesso de água. Se isso acontecer, diminua a quantidade de água, ou aumente o intervalo de dias entre uma rega e outra. Mas, quem não tem muito tempo e quer manter o paisagismo sempre perfeito, hoje já existem empresas, que além de desenvolverem projetos, também prestam o serviço de manutenção.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

UM BELO EXEMPLO DE ARBORIZAÇÃO EM PETROLINA PE

Em seis meses, Viveiro Municipal de Mudas de Petrolina já distribuiu mais de 3,5 mil espécies nativas Em seis meses de funcionamento, o Viveiro Municipal de Mudas, localizado na Escola Municipal Governador Miguel Arraes, no bairro Henrique Leite, está desenvolvendo um papel importante no processo de arborização de Petrolina. Coordenado pela Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), o Viveiro faz parte do Programa de Educação Ambiental “Petrolina Mais Verde” e já distribuiu mais de 3,5 mil mudas de espécies nativas

PROGRAMA DE MARCAÇÃO MOSTRA A VIAGEM DAS TARTARUGAS PELOS MARES

Uma tartaruga verde (Chelonia mydas) juvenil foi capturada acidentalmente em uma rede de emalhe na Praia do Cedro, em Ubatuba (SP), dias atrás. Ela trazia anilhas do Projeto Karumbé, do Uruguai, que havia marcado o animal em abril de 2010, em Cerro Verde, onde o projeto desenvolve atividades de pesquisa e conservação de tartarugas marinhas. Depois de tratada na base do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas (Tamar), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a tartaruga foi devolvida ao mar. Fatos como esse reforçam a importância do programa de marcação de tartarugas marinhas, que no Brasil é mantido pelo Tamar. Por meio dele, pode-se traçar as principais rotas desses animais e definir ações de proteção mais eficazes. E para complementar o programa, o Tamar tem ainda o Estudo da Biologia das Tartarugas Marinhas através de Telemetria por Satélite, feito em parceria com o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) e outras instituições. A pesquisa reúne informações sobre o comportamento migratório das tartarugas. Primeira vez Duas outras tartarugas verdes marcadas em Ubatuba, em épocas anteriores, já haviam sido encontradas no Uruguai pelas equipes do Karumbé, mas essa foi a primeira vez que o Tamar de Ubatuba registrou um animal marcado lá. No município cearense de Almofala, o Tamar registrou recentemente o encalhe de uma fêmea adulta de tartaruga verde, marcada no Suriname. Foi o primeiro registro feito pelo Centro, desde que o programa de marcação de tartarugas marinhas do Suriname foi reativado há dois anos, por meio do WWF Guianas. Nos anos 70, quando o programa estava em plena atividade, os registros indicavam que a maioria dos animais marcados na região ia para o litoral do Ceará, área de alimentação, descanso e passagem para as tartarugas marinhas. O Tamar tem ainda outros registros de tartarugas marcadas no Ceará e recapturadas em outros países como, por exemplo, Trinidad Tobago e Nicarágua. Sabe-se também que nos anos 60 e 70 dezenas de animais provenientes da Ilha de Ascención foram capturados em currais de pesca de Almofala. Estudo O Estudo da Biologia das Tartarugas Marinhas através de Telemetria por Satélite pesquisou os deslocamentos reprodutivos e pós-reprodutivos das espécies, fazendo inclusive análises de DNA e avaliação da influência da pesca oceânica nas áreas comprovadas de maior uso dos animais. Além de identificar as regiões percorridas e os locais onde as tartarugas permaneceram por mais tempo – informações que vão facilitar o trabalho de conservação nas várias fases do ciclo de vida dessas espécies –, o programa de marcação e o estudo de telemetria por satélite indicam que as tartarugas marinhas que ocorrem na costa brasileira têm um período de vida compartilhado com outros países dos continentes americano e africano. Segundo a coordenadora técnica nacional do Tamar, a oceanógrafa Neca Marcovaldi, as informações recolhidas são muito importantes para o planejamento e execução das ações de conservação das tartarugas marinhas. “São úteis, por exemplo, para subsidiar medidas de proteção, ordenamento da pesca, licenciamento ambiental e criação de áreas marinhas protegidas”. Serviço: Conheça o Projeto Tamar e o Projeto Karumbé e saiba mais sobre a rota das tartarugas. Comunicaçao ICMBio

quarta-feira, 4 de julho de 2012

SAIBA O QUE É UMA FLORESTA COMUNITÁRIA

Florestas Comunitárias ocupam cerca de 136 milhões de hectares Florestas Públicas Comunitárias são aquelas habitadas ou usadas por comunidades tradicionais, agricultores familiares e assentados da reforma agrária. No Brasil, estas florestas tem significativa importância, em função de sua abrangência - ocupam cerca de 136 milhões de hectares - e de sua relevância social e econômica, pois o uso destas florestas gera produtos e renda para mais de 2 milhões de habitantes. Existe uma ampla diversidade na organização social e cultural das comunidades que vivem da floresta, bem como na forma de uso dos recursos florestais. Há comunidades indígenas vivendo em florestas nos diferentes biomas brasileiros; comunidades extrativistas - como quebradeiras de coco e coletores de castanha - vivendo ou não em Reservas Extrativistas; comunidades quilombolas em diferentes fases de regularização do território; assentamentos em áreas florestais, entre muitos outros. O uso dos recursos florestais depende da diversidade das florestas e dos arranjos locais existentes para consumo e comercialização. Para muitas comunidades, a floresta é essencial para a sobrevivência econômica e manutenção da identidade cultural. Atualmente, 57% das florestas públicas existentes no país são florestas comunitárias, segundo o Cadastro Nacional de Florestas Públicas. A maior parte das florestas ocupadas por comunidades tradicionais estão mais conservadas do que outras áreas na mesma região, devido às práticas ancestrais de uso da floresta e à defesa do território que ocupam. No entanto, várias comunidades enfrentam problemas para realizar o uso sustentável de seus recursos florestais, o que implica na degradação das florestas. A atuação do Serviço Florestal Brasileiro em relação às florestas comunitárias visa promover e apoiar a conservação e o uso sustentável para que as comunidades residentes em florestas públicas possam manejá-las de forma autônoma. Quadro 2: Área estimada de florestas comunitárias no país, em 2009. CATEGORIA ÁREA (ha) Terra Indígena 108.026.010,3 RESEX 11.871.079,4 RDS 6.683.400,0 PAE 6.004.132,1 PDS 2.457.319,6 PAF 225.498,7 TOTAL: 135.267.440 Fonte: CNFP/Serviço Florestal Brasileiro.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

AMMA (GO) ORIENTA POPULAÇÃO QUANTO AO PERÍODO DE REPRODUÇÃO DE ANIMAIS SILVESTRES

AMMA ORIENTA POPULAÇÃO QUANTO AO PERÍODO DE REPRODUÇÃO DE ANIMAIS SILVESTRES Nesse período, é mais freqüente encontrar na cidade filhotes de papagaios, araras e periquitos, o que os deixa mais vulneráveis à ação predatória do homem Entre os meses de maio e setembro, espécies de psitacídeos, como papagaios, araras e periquitos, passam pela fase de reprodução em que é possível encontrá-los com uma maior frequência na cidade. A Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) orienta a população para que não capture os filhotes, não retire seus ninhos nem alimente os animais, pois correm risco de extinção e precisam voltar para a natureza. Caso queiram que eles sejam retirados de suas residências, os moradores podem ligar para o atendimento ao cidadão da Prefeitura, no número 156, para que a Gerência de Proteção e Manejo da Fauna Silvestre (Gefau) recolha os animais e os envie para o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama (Cetas). por Sara Gomes
Conforme a chefe de Divisão do Centro de Pesquisas de Fauna Silvestre da Amma, Laura Silva Wiederhecker, as pessoas precisam entender que os animais silvestres são protegidos por lei e não devem ser capturados. "Os psitacídeos estão em risco de extinção e devem ser protegidos por todos nós. As habitações oferecem refúgio e por isso reproduzem nesses locais, porém quando os filhotes estão prontos para voar, eles vão embora. Não devemos interferir na natureza seja capturando os animais, espantando ou realizando qualquer ato que prejudique a espécie", informa. A chefe explica que desde 2010 a Gefau acompanha um casal de araras da espécie canindé que se reproduz às margens da Marginal Botafogo. "Realizamos o monitoramento no local onde são montados os ninhos para proteger e garantir condições de reprodução das espécies", pontua. As araras utilizam buritis normalmente presentes em áreas de preservação permanente (APPs) de fundos de vale ou de matas de galeria e em outros lugares com vegetação de ambiente úmido que facilitam para encontrar alimentos. Extinção Várias espécies são encontradas nesse período como maritacas, tucanos, papagaios, araras como explica Laura. "Fomos surpreendidos recentemente por um bando de maritacas conhecidas como jandaia-coco fazendo uma algazarra numa árvore em frente à sede da Amma. Essa espécie foi incluída recentemente na lista das aves ameaçadas de extinção e mostra a nossa responsabilidade em preservá-la", dz. A jandaia-coco destaca-se pela fronte e a barriga na cor vermelha alaranjada entremeada por verde escuro, é mais arisca que os periquitos verdes e os papagaios e não aceita o convívio com os humanos. Em qualquer situação, a Gefau orienta o cidadão a não capturar ou matar os animais avisando pelo atendimento ao cidadão no número 156, informa Laura. "É importante que a população participe e use os nossos serviços para que possamos registrar qualquer alteração no comportamento da fauna silvestre, seja para traçarmos medidas de conservação, ou até mesmo para prevenirmos doenças transmissíveis por animais (zoonoses) passíveis de epidemias", finaliza. Sara Gomes

domingo, 1 de julho de 2012

CRIADAS MAIS DUAS RESERVAS PARTICULARES NO BRASIL

Fernando Pinto O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira (27) portaria de criação de duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). A primeira, de nº 76, institui a RPPN Guanandi, na Bahia; e a segunda, de nº 77, a RPPN Raso do Mandi, em Santa Catarina. A RPPN Guanandi, fica situada no município de Ilhéus no estado da Bahia, com área total de 14,70 hectares. Já a RPPN Raso do Mandi está situada no município de Itaiópolis, em Santa Catarina e tem uma área de 54,34 hectares. As RPPN serão administradas pelos proprietários do imóvel, responsáveis pelos cumprimentos das exigências contidas na legislação vigente.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Serviço Florestal divulga projetos classificados para apoio na Amazônia

29/06/2012 15 propostas atenderam aos critérios de seleção das chamadas públicas do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal para capacitação em manejo florestal e para fortalecimento de negócios florestais O Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF), gerido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), selecionou 15 projetos de três chamadas públicas destinadas a fomentar atividades sustentáveis na Amazônia. Até R$ 2 milhões serão utilizados para apoio. Nessas chamadas públicas, os interessados apresentam suas demandas e, dessa forma, o SFB pode apoiar projetos voltados ao interesse da sociedade. Após essa fase, é feita uma licitação para escolher as entidades com capacidade técnica para prestar os serviços. O maior número de projetos elegíveis – oito – foi apresentado para a chamada que vai beneficiar estudantes de nível médio e pós-médio de cursos profissionalizantes com capacitações sobre manejo florestal e boas práticas em manejo de produtos não madeireiros. Os projetos são de instituições de ensino técnico no Amazonas, Pará, Mato Grosso e Roraima. Já a chamada pública voltada à capacitação de técnicos e extensionistas recebeu quatro projetos passíveis de apoio, enviados por entidades no Amazonas e Pará. Os temas abordados nos cursos serão os mesmos – manejo e boas práticas –, mas com características específicas para esse público. Os outros três projetos que poderão ser beneficiados foram apresentados para a chamada sobre fortalecimento de negócios florestais na Amazônia, que vai oferecer capacitação e assistência técnica em gestão. Os temas são operações, sistemas de controle e auditoria, finanças e administração estratégica. Os projetos são de duas associações e uma cooperativa no Pará situadas em áreas sob influência das concessões florestais. Os projetos serão atendidos segundo sua ordem de classificação, na medida dos recursos disponíveis. Estima-se que pelo menos 1.000 pessoas, entre estudantes, técnicos, extensionistas, cooperados e associados serão beneficiados. Veja os projetos classificados: Chamada Pública nº 05/2012 - Apoio à formação profissionalizante para o fortalecimento do manejo florestal* 1 - Escola Estadual de Educação Tecnológica do Estado do Pará – EETEPA, Itaituba (PA) 2 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Lábrea, Lábrea (AM) 3 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará – Campus Castanhal, Castanhal (PA) 4 - Centro de Educação Tecnológica do Amazonas - CETAM, Manaus (AM) 5 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso – Campus Cáceres, Cáceres (MT) 6 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Teconologia do Amazonas - Campus Manaus Zona Leste, Manaus (AM) 7 - Escola Estadual de Educação Tecnológica do Estado do Pará – Monte Alegre, Monte Alegre (PA) 8 - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima – Campus Novo Paraíso, Caracaraí (RR) * a instituição demandante também é a instituição beneficiária Chamada Pública nº 06/2012 - Capacitação de técnicos e extensionistas em Manejo Florestal* 1 - Instituto de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia – INDESAM, Medicilândia (PA) 2 - Fundação Orsa - Unidade Jarí, Almeirim (PA) 3 - Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas - IDAM, Manaus (AM) 4 - Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas - IDESAM, Manaus (AM) * a instituição demandante também é a instituição beneficiária Chamada Pública nº 07/2012 - Capacitação e assistência técnica para o fortalecimento da gestão de negócios florestais 1 - Institutição demandante: Associação Virola Jatobá do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Anapu/PA, Anapu (PA) Instituição beneficiária: Associação Virola Jatobá do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Anapu/PA, Anapu (PA) 2 - Instituição demandante: Cooperativa Mista da Flona Tapajós -COOMFLONA, Placas, Rurópolis, Belterra e Aveiro (PA) Instituição beneficiária: Cooperativa Mista da Flona Tapajós -COOMFLONA, Placas, Rurópolis, Belterra e Aveiro (PA) 3 - Instituição demandante: Instituto de Estudos Integrados Cidadão da Amazônia - INEA Instituição beneficiária: Associação Comunitária de Penedo e Região do Alto Tapajós – ASCOPERATA, Itaituba (PA)

Território Cantuquiriguaçu busca desenvolvimento coletivo

Realização de evento para discutir cooperativismo fortalece parcerias na região; documento oficial do encontro está sendo redigido para melhorar cenário local Formado por 20 municípios da região oeste e centro-oeste do Paraná, com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Território Cantuquiriguaçu passa por nova fase na busca pelo desenvolvimento. No início do mês, com a realização do I Simpósio sobre Desenvolvimento Territorial Cantuquiriguaçu, representantes de instituições regionais e municipais mantiveram diálogo sobre os problemas e potenciais do Território. O encontro, destaca o consultor do Sebrae/PR, Edson Braga, permitiu fortalecer parcerias, repensar ações, diagnosticar as dificuldades e potenciais dos municípios da Cantuquiriguaçu e conhecer exemplos de desenvolvimento coletivo de outras regiões ou grupos no Brasil. “A troca de informações e discussões pela melhoria regional são positivas, tanto que no próximo dia 4, por conta do reconhecimento de um dos potenciais da região, haverá uma reunião específica com parceiros e produtores de leite do território”, conta. O Sebrae/PR atua na região com o Projeto Território da Cidadania – Cantuquiriguaçu, desde julho de 2008. As ações são focadas na melhoria do ambiente para as micro e pequenas empresas locais e, ainda, no campo, considerando cada produtor rural como uma empresa. “Nesses trabalhos, a articulação com as prefeituras, associações, conselhos e sindicatos das cidades que integram o território é essencial e, no simpósio, conseguimos perceber ainda mais essa interação”, indica Edson Braga. Segundo o assessor técnico do Conselho de Desenvolvimento Território Cantuquiriguaçu (Condetec), James Guido Xavier, o evento foi altamente produtivo e dele surgirá um documento oficial contendo todas as discussões levantadas. “A fase é de sintetizar o conteúdo exposto. Fizemos gravações de todo o evento e, junto com um grupo da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), estamos produzindo um documento final que deve estar pronto na primeira quinzena de julho”, anuncia. Tal documento, esclarece Xavier, será encaminhado às entidades de apoio ao desenvolvimento do território para que, juntas, deem início as ações de melhoria da qualidade de vida nas cidades. “Acredito muito no desenvolvimento de políticas públicas que partam dos territórios. Quando as ações vêm de cima para baixo os resultados podem não ser tão eficazes. Aqui, conhecemos de perto os gargalos, as necessidades e a realidade do Território da Cantuquiriguaçu e temos condições de melhorar o cenário.” Industrialização Conforme argumenta o presidente da Associação dos Municípios Cantuquiriguaçu, Eugênio Milton Bittencourt, o Território é extenso e cada microrregião e cidades têm suas particularidades. “Mesmo com as diferenças, a ideia, em geral, é cuidar dos agricultores de pequeno porte e das empresas de pequeno porte, que são a grande maioria, para que cresçam de acordo com a aptidão do município e, com isso, aconteça o desenvolvimento como um todo”, enfatiza. Ainda de acordo com Bittencourt, um dos pontos destacados durante o simpósio diz respeito a um dos gargalos do Cantuquiriguaçu. “Somos produtores no setor agrícola e pecuário, seja de gado de corte ou de leite. Aliás, uma das principais bacias leiteiras do Brasil. Entretanto, 98% do que é produzido aqui são industrializados fora, ou seja, ficamos com o passivo ambiental e não agregamos valor àquilo que é produzido no campo. A ideia, assim, é chamar a atenção para a industrialização, não atraindo grandes empresas, e sim, despertando para pequenas agroindústrias”, reforça. Na avaliação de James Guido Xavier, do Condetec, o importante é acreditar no processo de desenvolvimento e continuar caminhando. “Eventos como o simpósio ajudam a fortalecer o grupo, despertar para novas ações, cada vez mais profissionais e organizadas. Nos exemplos de outras localidades ou regiões, percebemos que não há necessidade de reinventar a roda. Se falamos em cooperação para a comunidade, temos que praticá-la enquanto entidades e é isso que vai fazer o pequeno avançar”, sugere o assessor técnico. Cooperativismo A realização do simpósio já fazia parte do plano de ações para o desenvolvimento do Território, explica Edson Braga, do Sebrae/PR. “Em encontros como esse é possível identificar mazelas e dificuldades de crescimento além dos potenciais da região. É somente a partir desse diagnóstico que se pode programar ações com os ‘pés no chão’, de forma clara, precisa e, tão importante quando, envolvendo os ‘atores’ públicos e privados nessa discussão, de forma cooperativista”, salienta. “Foi, ainda, com o tema cooperação que encerramos a programação do evento”, lembra James Guido Xavier. “Instituímos o Núcleo de Estudos de Desenvolvimento Cooperativo, uma parceria entre universidades como a UFFS, movimentos sociais, União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária e a Universidade de Mondragon, da Espanha. O grupo tem como objetivo produzir documentos, estudos, reunir informações, discutir soluções e, a partir disso, criar ações de desenvolvimento para o Território”, explana. “O interessante é que, a ‘foto’ que tiramos do Território da Cantuquiriguaçu há dez anos é muito diferente da imagem que temos hoje e é fruto de discussões como as que aconteceram no Simpósio e os resultados positivos também vieram da união de forças, dos diagnósticos da percepção das necessidades e oportunidades de melhoria”, relata Eugênio Milton Bittencourt. “Um bom exemplo foi a conquista da UFFS, uma vez que a região precisava de uma universidade popular que trouxesse acesso ao conhecimento, capital de inteligência. Hoje, são cerca de 80 mestres e doutores em cursos de graduação, pós-graduação e mestrado”, declara. No evento, complementa James Guido Xavier, a presença de convidados também foi essencial para pensar na melhoria do Cantuquiriguaçu. “No simpósio, tivemos a oportunidade de receber o Dr. Bernardo Mançano Fernandes, da Cátedra UNESCO de Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial e do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais - IPPRI/UNESP, para nos repassar um pouco de sua experiência não só teórica, mas principalmente, prática de suas pesquisas, ações e estudos”, ressalta. O I Simpósio sobre Desenvolvimento Territorial da Cantuquiriguaçu foi realizado no Assentamento 8 de Junho, na cidade de Laranjeiras do Sul, nos dias 5 e 6 de junho. O evento foi uma realização do Condetec e Associação dos Municípios Cantuquiriguaçu e contou com o apoio do Sebrae/PR, Governo Federal, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Banco do Brasil, Tractebel Energia, UFFS, Unioeste, Unicentro e Unesco/Unesp. Sobre o Sebrae/PR O Sebrae/PR - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná é uma instituição sem fins lucrativos criada para dar apoio aos empresários de micro e pequenas empresas e aos empreendedores interessados em abrir o próprio negócio. No Brasil, são 27 unidades e 800 postos de atendimentos espalhados de norte a sul. No Paraná, cinco regionais e 11 escritórios. A entidade chega aos 399 municípios do Estado por meio de atendimento itinerante, pontos de atendimento e de parceiros como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, orientações, capacitações, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco em empreendedorismo, setores estratégicos, políticas públicas, tecnologia e inovação, orientação ao crédito, acesso ao mercado, internacionalização, redes de cooperação e programas de lideranças.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

LIMPEZA ECOLÓGICA E BIODEGRADÁVEL

Limpeza Verde cria linha sustentável para a higienização de ambientes domésticos, corporativos, roupas e sapatos “O Brasil vai limpar o mundo”. A frase lida aleatoriamente em uma revista, foi o que impulsionou o empresário Jacques Mayo, a pensar na questão da poluição gerada por produtos de limpeza e, que em um futuro não muito distante, isto poderia vir a se tornar um grande problema para o meio ambiente. “Isso aconteceu em 2009, desde então, comecei a pensar como desenvolver produtos completos, que fossem eficazes na limpeza e, ao mesmo tempo, totalmente ecológicos, sem agredir a natureza. A partir daí, decidi criar a Limpeza Verde”, explica Jacques Mayo, que hoje está à frente da empresa como diretor geral. Com apenas quatro anos de mercado, a empresa possui duas linhas completas de limpeza, que buscam sair do lugar comum. Além de não prejudicarem o meio ambiente, os produtos apresentam soluções inovadoras com aplicações práticas e convenientes. Exemplo disso é o primeiro produto lançado em 2010, o Bastão Tira Manchas, biodegradável e totalmente livre de química em sua fórmula. O artigo foi desenvolvido para ser usado na pré-lavagem de roupas e remoção de manchas. A fórmula obteve tanto sucesso de vendas que a Limpeza Verde criou o Bastão Limpa Tênis, que segue o mesmo princípio, mas voltado exclusivamente para a higienização e remoção de odor em calçados, e o Bastão Tira Manchas Mini, que pode ser levado na bolsa para retirar pequenas manchas em casos emergenciais. Ao perceber uma boa receptividade e uma crescente demanda do público por produtos “verdes”, que não agridam o meio ambiente, a Limpeza Verde resolveu criar uma nova linha com artigos de diferentes finalidades, a Eco Solution. Composta por quatro soluções líquidas, para limpeza geral (Stopmofo), de vidros, de cozinhas e limpa limo. Os produtos são fabricados a partir do Citrus – acido natural encontrado nas frutas cítricas e vêm em ergonômicas embalagens, fáceis de usar, com bico spray. “As opções podem ser usadas por todos os tipos pessoas. “São indicadas para aquelas que têm alergias ou alguma resistência a componentes químicos, já que os produtos são totalmente ecológicos e elaborados a base de substâncias naturais”, diz Nilton Nakabayashi, diretor operacional da Limpeza Verde. Trajetória da empresa Após uma pesquisa de mercado, testes e desenvolvimento das primeiras amostras, o fundador e idealizador da Limpeza Verde, Jacques Mayo, decidiu colocar em prática seu projeto e desenvolver o primeiro produto da empresa. “Recebi alguns protótipos desenvolvidos pelo Jacques e gostei muito do resultado. Durante os dois primeiros anos, estivemos focados nos testes no Brasil, Israel e Austrália. Após esse período, iniciamos a produção em escala industrial”, destaca Nakabayashi. O diretor complementa dizendo que, ao contrário do que muitos ainda pensam, os componentes naturais podem ser grandes aliados na limpeza diária. “Fomos acostumados, desde pequenos, a faxinar a casa, lavar roupas e sapatos com produtos químicos, como detergentes, água sanitária, ceras e demais soluções ricas em cloro e fosfato, substâncias que agridem diretamente o meio ambiente e são prejudiciais à nossa saúde. Com as nossas soluções, queremos mostrar que os produtos naturais são tão eficientes quanto os comuns e não são nocivos”, explica Nakabayashi. Para este ano, a Limpeza Verde pretende inovar com o lançamento de produtos específicos para escritórios. “Estamos no mercado há quatro anos e já crescemos muito. Investimos R$ 700.000,00 e pretendemos crescer 60% até 2013”, conta Nakabayashi.

Hamburg Süd reduzirá em 26% as emissões de CO2

Até 2020, a empresa quer alcançar essa meta com investimentos em eficiência energética e tecnologia Hamburgo, 28 de junho de 2012 - A Hamburg Süd leva a sério o compromisso com a proteção ambiental. Recentemente, o grupo estabeleceu uma meta mundial de reduzir em 26%, até 2020, as emissões de CO2 dos porta-contêineres próprios e afretados. Além do dióxido de carbono, a medida também tem como objetivo a diminuição de outros gases como o metano, produzido no processo de combustão. A Hamburg Süd pretende alcançar essa meta com uma série de medidas como o investimento na eficiência energética dos navios, aumento do tamanho médio dos mesmos, afretamento de acordo com medidas de eficiência energética, além da implantação de um sistema de informações ambientais. "Nós sempre nos sentimos comprometidos com a proteção do meio ambiente, tanto que no passado lançamos várias iniciativas voluntárias e projetos para diminuir o impacto ambiental. Com o corte em emissões de CO2 damos um passo adiante e tornamos nosso compromisso claro para que todos possam acompanhá-lo. Ao mesmo tempo, estamos confiantes de que os resultados mensuráveis ​​nos permitirão identificar novas possibilidades de otimização no futuro", explica Ottmar Gast, presidente do Conselho Executivo da Hamburg Süd. Sobre a Hamburg Süd Fundada em 1871, a Hamburg Süd é um dos maiores grupos operando no transporte marítimo e está presente nas Américas, Europa, África, Ásia e Oceania, seja diretamente ou através de empresas coligadas. A Hamburg Süd, adquirida pelo Grupo Oetker no fim da década de 40, também é um dos maiores especialistas no transporte de cargas congeladas e refrigeradas com tecnologias inovadoras. Em 2011, a empresa movimentou 3,1 milhões de TEUs. O maior fluxo de mercadorias concentra-se nos trechos Brasil e Argentina para a Europa. Nesta rota, os produtos mais transportados são café, tabaco, autopeças, carne, frango e frutas. Na rota inversa aparecem os produtos químicos e autopeças.

LIVRO SOBRE ATOL DAS ROCAS É LANÇADO EM NATAL

O livro “Atol das Rocas 3º51´S e 33º40´W”, que traz informações e fotos inéditas do único atol do Atlântico Sul ocidental, protegido como reserva biológica (rebio) marinha pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), foi lançado nesta quarta-feira (27), na Livraria Saraiva, no shopping Midway, em Natal (RN). A chefe da Rebio do Atol das Rocas, Maurizelia de Brito Silva, a Zelinha, disse que o livro contribui para a preservação do atol e de sua biodiversidade. Segundo ela, a publicação, que tem acabamento de alta qualidade, foi produzido pelas fotógrafas Martha Granville e Zaira Matheus, com a coordenação de Alice Grosmann. A edição ficou por conta da editora BEI e tem o apoio do Santander e do Semeia. “Além de trazer imagens belíssimas do Atol, o livro contém informações importantes, tanto para os iniciados nas questões ambientais, como, e principalmente, para os leigos, que ainda não sabem da variedade de vida existente no atol. Portanto, é uma publicação que interessa a todos. A gente só preserva o que conhece”, diz Zelinha, ao convidar as pessoas a participar do lançamento, que começa às 18h30 e vai até 21h30, com direito a coquetel. Serviço: Mais informações sobre o lançamento do livro: (84) 4006-3424

CURSO DE PLANEJAMENTO DE TRILHAS MOSTRA RESULTADOS

Os cursos de Planejamento de Trilhas e Manejo de Impactos da Visitação, promovidos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e dirigidos aos gestores das unidades de conservação, têm dado bons resultados. Um exemplo é o Parque Nacional da Serra do Cipó, em Minas, que, com base no projeto desenvolvido durante o treinamento, transformou uma antiga trilha de prevenção do fogo em opção de passeio para os visitantes no interior da unidade. A primeira edição do curso ocorreu no ano passado, em Itatiaia (RJ). Atualmente, está em andamento a segunda edição, que termina em 7 de julho, no Parque Nacional da Serra do Caparaó, em Minas. O treinamento integra o Plano Anual de Capacitação, coordenado pela Diretoria de Planejamento, Administração e Logística e conta com o apoio do Serviço Florestal Americano (USFS). Durante o curso, os participantes devem, entre outras tarefas, apresentar um projeto de implantação ou recuperação e manejo de trilhas em sua unidade de origem, sob a orientação da Coordenação Geral de Uso Público e Negócios do ICMBio (CGEUP/ICMBio). Educação e interpretação ambiental Com base no projeto desenvolvido na primeira edição do curso, os gestores do Parque da Serra do Cipó transformaram uma antiga trilha de prevenção do fogo em mais uma opção de percurso de curta duração para os visitantes, onde se pode realizar atividades de educação e de interpretação ambiental. Com extensão total de 1.800 metros, a trilha localiza-se em área de vegetação típica de cerrado com trechos de campo rupestre. O traçado conduz o visitante ao Mirante da Bem que, segundo o analista ambiental responsável pelo projeto Edward Elias, é uma das vistas mais bonitas do Cipó. Do mirante, é possível avistar a baixada do Rio Mascates, da Serra das Bandeirinhas e do Travessão, bem como localizar as cachoeiras da Farofa e Taioba e o cânion das Bandeirinhas. O mirante também serve como ponto de observação de possíveis focos de incêndios, sendo utilizado pelos brigadistas em atividades de monitoramento preventivo. Essa trilha, bem como outras que se encontram dentro da área do Parque e levam aos principais atrativos, foram abertas antes da criação da unidade de conservação, sem planejamento ou critérios em sua execução. Com o objetivo de minimizar os impactos e maximizar a experiência dos visitantes, o projeto construiu sua estratégia em intervenções de manejo da trilha com o apoio de voluntários e estagiários, que puderam participar de um dos quatro minicursos de Manejo de Trilhas realizados no Parque. Visitas técnicas foram realizadas para avaliação das intervenções a serem realizadas na trilha. Após análises, o grupo decidiu manter o traçado original e realizar ações de manejo em pontos específicos da trilha. A conclusão das intervenções está programada para o final deste mês. Envolvimento da comunidade Segundo o analista ambiental Edward Elias, com a implantação do projeto e a aplicação das técnicas e metodologias aprendidas durante o curso, as trilhas não apenas melhoraram e passaram a ser monitoradas continuamente, como houve o fortalecimento do envolvimento da comunidade e frequentadores do Parque por meio do Programa Voluntariado. “As lições aprendidas durante o curso foram repassadas, por meio da realização de minicursos, a voluntários e estagiários do Parque, o que trouxe novos voluntários que aderiram ao Programa Voluntariado”, frisa Elias. A execução do projeto aproximou a comunidade da Serra do Cipó à unidade de conservação, aumentou o conhecimento e o interesse dos estudantes. “Estamos assistindo a um processo de resgate do sentimento de pertencimento a uma comunidade que durante muitos anos andou distante do Parque Nacional da Serra do Cipó. Este está sendo o nosso maior e mais valioso ganho”, comemora Elias. Comunciação ICMBio

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Plano dos Municípios para implantar regras da Política Nacional de Resíduos Sólidos

por Vera Moreira O setor da construção permanece aquecido devido à grande demanda tanto na área da construção civil, como também da construção pesada, puxado pelas grandes obras de infraestrutura, colocando o setor no alvo de importantes regulamentações ambientais, especialmente aquelas relativas à gestão dos resíduos gerados. As regras gerais trazidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos já surtem efeito com regulamentações mais específicas e severas como a trazida pela Resolução 448 do CONAMA, com alterações significativas e relevantes nas regras aplicáveis a entidades públicas e privadas. O especialista Guilherme Doval, sócio do Almeida Advogados, explica alguns pontos polêmicos da implantação da Resolução. Quais as alterações apresentadas na Resolução nº 448 vão desde a alteração e inclusão de novas definições à mudança do prazo para os Municípios e Distrito Federal se ajustarem à nova regulamentação? A principal inovação é a definição da área de reservação em substituição ao termo aterro. O conceito é muito mais complexo e adequado, pois vai além da simples destinação final para determinar a armazenagem de forma que permita a futura reutilização do material e da própria área de reservação. Foi criada a “Área de transbordo e triagem de resíduos da construção civil e resíduos volumosos (ATT)”, que será destinada ao recebimento de resíduos da construção civil e resíduos volumosos, para triagem, armazenamento temporário dos materiais segregados, eventual transformação e posterior remoção para destinação adequada. Por fim, a definição de “Gerenciamento de Resíduos Sólidos” foi atrelada aos planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos ou com plano de gerenciamento de resíduos sólidos, exigidos na forma da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Qual o foco principal dessa resolução? A Resolução 307 de 2002 tinha como objetivo minimizar o severo impacto ambiental que o setor da construção civil vinha causando em função do grande volume de resíduos gerados em suas atividades. A forma escolhida para a redução destes impactos foi o privilégio à reutilização e reciclagem dos rejeitos, sempre que tecnicamente e economicamente viável. A Resolução 448 de 2012, por sua vez, manteve estes princípios e objetivos, alterando a Resolução anterior para adequá-la à Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída pela Lei 12.305 de 2010, que reconhece o resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania. Assim, o propósito é que o resíduo deixe de ser um problema ambiental e torne-se um motor de oportunidades de negócio e de renda. O que deverá acontecer com os municípios que não apresentarem seu planos? Caso os municípios não atendam as determinações de elaboração e implementação dos “Planos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil”, poderá ocorrer a responsabilização dos agentes públicos por tal omissão passível de gerar severos impactos ambientais. Em casos similares o Ministério Público tem agido de forma severa junto às prefeituras para assegurar o cumprimento da legislação. Como definir os tipos de resíduos? A definição das classes A, B, C e D é feita de forma racional dentro do espírito da Resolução de fomentar a reciclagem como um meio efetivo de gestão de resíduos. Assim, é o potencial de reciclabilidade que vai determinar o enquadramento, sendo: (i) Classe A - resíduos diretamente reutilizáveis (como solos provenientes de terraplanagem) ou recicláveis como agregados para utilização na própria indústria da construção (tijolo, cerâmica, pré-moldados); (ii) Classe B – resíduos recicláveis para outras indústrias (madeira, vidro, papel); (iii) Classe C - resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias viáveis que permitam sua reciclagem (gesso e outros); (iv) Classe D – resíduos perigosos (tintas, solventes, etc), ou contaminados (de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros).

QUANTO CUSTA A NOSSA VAIDADE PARA O MEIO AMBIENTE?

O Ibama vai realizar a décima edição da campanha “Não tire as penas da vida”, em Parintins/AM. A campanha visa prevenir e combater ilícitos ambientais no período que antecede o Festival Folclórico dos Bois Bumbás de Parintins, e também durante o mesmo. Tem como alvo principal o comércio ilegal de produtos e subprodutos da fauna silvestre, principalmente artefatos (brincos, cocares, colares tiaras etc.) confeccionados com penas, plumas, dentes e ossos e também o combate ao comércio de carne de animais silvestres de origem ilegal. As ações irão coibir os ilícitos por meio de diligências a estabelecimentos comerciais e embarcações. Serão também realizadas ações educativa, por meio da disseminação de informação e sensibilização da sociedade, principalmente turistas, que inadvertidamente compram esses artesanatos, por vezes ignorando o que está por trás desse comércio: a caça ilegal, o tráfico e o abate de milhares de animais. Entre as principais espécies ameaçadas por esse comércio ilegal estão as aves, principalmente as do grupo dos psitacídeos (papagaios e araras), além de gaviões, garças, mutuns, entre outras. Um único cocar grande de araras por exemplo pode significar o abate de varios indivíduos dessas espécies. Atualmente, existem materiais artificiais e de criação de animais domésticos que podem substituir os produtos de fauna silvestre na confecção de artesanatos. As próprias agremiações dos Bois Bumbás confeccionam suas indumentárias com material sintético ou oriundo de criação, sendo assim coerentes com suas toadas e com as temáticas do festival, muitas delas voltadas para as questões ambientais. O Ibama, em conjunto com outras instituições componentes do Gabinete de Gestão Integrada – GGI, que irá atuar no Festival, pretende com essa campanha conquistar aliados institucionais e sociais nessa luta em defesa dos animais. O instituto acredita que a campanha pode levar a população a novas percepções que se traduzam em novas posturas em relação a essa questão. Ibama/AM Arte: Sinvaldo Moura - Ibama/PI

terça-feira, 26 de junho de 2012

PROJETO ASAS DEVOLVE ARARAS - CANINDÉ EM MATAS DE COCALZINHO - GO

O Ibama acaba de devolver à liberdade 30 araras-canindé (Ara ararauna) na região de Cocalzinho-GO. A soltura faz parte do Projeto ASAS – Áreas de Soltura de Animais Silvestres, que desde 2008, trabalha com o manejo de fauna silvestre, a reabilitação e soltura de passeriformes no Estado de Goiás. A preparação para a soltura durou mais de um ano. Inicialmente, os 30 indivíduos, todos criados ilegalmente em cativeiro e que foram apreendidos ou entregues espontaneamente, foram examinados, em parceria com o Senai/Anápolis-GO e com a UFG, e a Faculdade Anhanguera, em Anápolis-GO. Em seguida, passaram por treinamento de vôo para fortalecimento muscular e foi-lhes oferecido alimento que encontrariam na natureza, visando uma melhor reintegração. As araras foram colocadas em recinto de 10 metros de comprimento, do tipo “voadeira”, construído com o objetivo do fortalecimento de suas musculaturas. Antes da soltura, todas foram sexadas e identificadas com anilhas individuais. Além disso, foram tatuadas com uma mancha de tinta preta na face branca, sendo que os machos do lado direito e as fêmeas, do esquerdo, para auxiliar na visualização dos sexos com o uso de binóculos pelos monitores. Depois da soltura, o Ibama iniciou o monitoramento do comportamento dos animais e, a cada momento registrado, demonstrava um grande passo para o projeto. Foi verificada a vocalização estridente característica da espécie, a formação de casais e vôos mais distantes. Das 30 araras soltas, apenas duas vieram a óbito: uma por provável picada de cobra e outra de causa ainda indefinida, e um animal foi recolhido por apresentar comportamento muito dócil. Ainda, está sendo investigada a recaptura de três indivíduos. Até março/2012, 24 araras foram vistas na área durante os monitoramentos. Durante boa parte do dia elas “desapareciam” atrás de comida (um comportamento natural, pois muitas podem voar mais de 10 km em busca de alimentos). Os técnicos do Ibama/GO e os voluntários do Projeto ASAS iniciaram visitas às propriedades vizinhas, onde apresentam o projeto e pedem informações sobre as araras soltas. Muitos repassam informações preciosas e contribuem com o projeto. Com a ajuda dos vizinhos, já foi possível identificar três prováveis locais de alimentação, com mais de 7 km do ponto de soltura. Segundo os biólogos, após 10 meses de soltura, apenas 14 araras ainda utilizam o local de soltura como dormitório, as demais provavelmente localizaram um local mais “interessante” como moradia durante esta nova fase de suas vidas. Diante disso, solicitamos a quem veja os animais marcados com a pintura na face, nos municípios de Cocalzinho e Corumbá de Goiás, que entre em contato com o Ibama/GO, através dos telefones (62) 3946-8140 , (62) 9679-5137 ou dos e-mails leo.silva@ibama.gov.br, luiz.baptista@ibama.gov.br. Mirza Nóbrega Ascom/Ibama/GO

segunda-feira, 25 de junho de 2012

ICMBIO INICIA MONITORAMENTO DE MAMÍFEROS TERRESTRES DA CAATINGA

Brasília (25/06/2012) - O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Cenap/ICMBio) realizou, entre os dias 02 de maio a 03 de junho a primeira expedição de campo, na Floresta Nacional Contendas do Sincorá, localizada na Bahia. O objetivo dessa expedição foi o monitoramento de mamíferos terrestres de médio e grande porte em unidades de conservação federais da Caatinga. Nesta etapa inicial do programa, o ICMBio realizou atividades de capacitação e nivelamento de métodos e técnicas de aplicação dos protocolos de campo, para os atores envolvidos, que contou com a participação de bolsistas do ICMBio e da comunidade local e de uma bióloga da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). As atividades de campo incluíram duas metodologias diferenciadas: censo por armadilhas fotográficas e por transecção linear, em 5 trilhas de aproximadamente quatro quilômetros cada. Como complemento, foram instaladas armadilhas de pegadas a cada 500 metros. A análise dos dados desta pesquisa vai gerar uma lista atualizada das espécies que ocorrem em cada área, além de obter parâmetros populacionais de abundância e densidade para subsidiar ações de conservação e uso sustentável de espécies. Os resultados preliminares incluem o registro de 13 espécies, sendo que duas delas não constam no Plano de Manejo da unidade de conservação. Comunicação ICMBio

domingo, 24 de junho de 2012

Abertas Inscrições para 11ª Curso de Medição em Grandes Rios

A 11ª edição do Curso Internacional de Medição de Descarga Líquida em Grandes Rios: Técnicas de Medição está com inscrições abertas até o próximo dia 27. Os interessados em concorrer a uma das 35 vagas devem se inscrever pelo Portal da Capacitação da Agência Nacional de Águas (ANA) no link http://capacitacao.ana.gov.br/Paginas/curso-detalhe.aspx?id=63. O curso é gratuito e voltado aos profissionais da área de monitoramento de recursos hídricos do Brasil e de outros países, como Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela e tem o objetivo de padronizar e difundir as técnicas de medição e de cálculo de descarga líquida em grandes rios. A capacitação ocorre entre 23 de agosto e 1º de setembro nas cidades amazonenses de Manaus e Manacapuru, com aulas teóricas e práticas de campo. Acesse o Portal da Capacitação para mais informações e inscrições: http://capacitacao.ana.gov.br/Paginas/curso-detalhe.aspx?id=63 Esta é uma ação da Agência Nacional de Águas em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Texto:Ascom ANA

sábado, 23 de junho de 2012

O chique sustentável do Brasil

O movimento ecossustentável cada vez mais ganha adeptos no Brasil. Principalmente entre pessoas de bom gosto e que primam pela exclusividade. A pergunta que muitas fazem é: por que comprar um produto fabricado em larga escala e sem preocupações ambientais, em países como a China, se há tanta coisa boa e diferenciada sendo produzida aqui no Brasil? Buscando atender a esse público específico, a Ekochik (www.ekochik.com) nasceu com o propósito de reunir acessórios femininos e de decoração confeccionados ou produzidos dentro de processos sustentáveis, ou que utilizam materiais ecologicamente corretos. Há produtos para todos os bolsos, de R$ 19,90 a até quase R$ 2.000,00. A linha de acessórios femininos, atual carro-chefe da empresa, é composta por colares dos mais variados modelos, bolsas, carteiras, ecobags e demais acessórios. Para a casa, a Ekochik reúne peças de decoração e artigos para mesa (jogos americanos, sousplat, porta-guardanapo, guardanapos de linho confeccionados à mão) e iluminação, bem como peças vintage. Elas são únicas, garimpadas, algumas originais e outras customizadas. São mais de 40 grifes de norte a sul do Brasil. A lista inclui, entre outros, bijoux de Pernambuco e Rio Grande do Sul, bolsas da Bahia, São Paulo, Espírito Santo e Goiás, colares e bolsas do Ceará, peças de algodão orgânico colorido do Espírito Santo, objetos decorativos do Amazonas, peças de tear de Minas Gerais, Goiás e São Paulo, e peças de fibra de bananeira de Pernambuco e Minas Gerais. O diferencial dos artistas está na escolha da matéria-prima, na utilização de processos que geram o mínimo de resíduos, ou então no aproveitamento de sobras de produção. Os fornecedores são designers, artistas, artesãos e pequenos grupos organizados que produzem suas peças dentro de critérios de sustentabilidade. A produção é limitada, o que garante exclusividade. Muitos dos fornecedores também exportam seus produtos, principalmente para a Europa, que já tem uma aceitação muito grande por produtos deste tipon de produto. A união do manual, com design, exclusivo e sustentável é o grande diferencial. Estilo Eko A loja virtual ainda traz ao público novidades e notícias sobre o que acontece no universo eco, por meio do blog Estilo Eko (www.ekochik.com/site). Segundo a empresária Denise Moura, sabe-se que hoje é praticamente impossível viver de uma maneira 100% sustentável. “Não podemos nem queremos isso. Mas, nas várias escolhas que temos, podemos fazer a diferença. Com exclusividade, sem perder o estilo e sem deixar de ser ‘chik’”, completa Denise.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Minha rua é um túnel verde

por Selvino Heck Junho de 2012, em plena Rio+20 e Cúpula dos Povos, minha rua, Tomaz Flores, Porto Alegre, é considerada oficialmente um túnel verde: “Conhecida por sua arborização, Porto Alegre deu um passo em direção a uma proteção mais rígida de seus túneis verdes, expressão tipicamente local que identifica a cobertura de um lado a outro de vias por copas de árvores perpassadas. A medida contempla 72 logradouros que se tornarão áreas de uso especial e não poderão sofrer intervenções capazes de alterar sua paisagem” (Zero Hora, 31.05.12, p. 54). Diz o autor do projeto de lei, vereador Beto Moesch: “Há proteção vegetal em outras cidades do mundo, mas não com essa figura do túnel verde. Isso é uma coisa muito porto-alegrense. Porto Alegre pode chamar a atenção dos seus turistas daqui para a frente dizendo que é a cidade das praças, dos parques e dos túneis verdes. É uma expressão que agora está também no mundo jurídico, não somente no imaginário coletivo”. A rua Tomaz Flores termina numa lomba. Quando entro por ela, descendo em direção à minha casa, um mar de galhos de grandes árvores cobre todo seu leito dos dois lados. Em tempos de sol, um misto de claridade e sombra atravessa os troncos e ‘ilumina’ a rua. São árvores de décadas e dão um ar de tranquilidade e paz a seus moradores e transeuntes. É como se eu entrasse num bosque, olhasse para o céu ou ao redor e visse folhas balançando, silêncio de primavera, um ronronar de vento e brisa. A decretação legal dos túneis verdes significa que a partir de agora o poder público ou a prefeitura poderão continuar podando as árvores, desde que não se desfigure a formação arbórea. Também poderão ser cortadas, se estiverem mortas ou causando algum dano, com um laudo técnico da Secretaria do Meio Ambiente. Cabos ecológicos ou subterrâneos deverão ser usados para evitar conflitos entre galhos e fios de luz. Fui criado cercado por árvores e natureza desde sempre. Ao lado de casa, Vila Santa Emília, Venâncio Aires, interior do interior do Rio Grande do Sul, até hoje um bosque enfeita o ambiente. Lá íamos fazer piqueniques, quando tios e tias e suas enormes famílias visitavam a avó Gertrudes. Fazíamos uma limpeza geral, abrindo corredores até o centro do bosque onde um taquaral imponente dava sombra. Mais adiante um pinheiro, que infelizmente morreu de velho, servia seus pinhões no inverno que cozíamos ou assávamos na chapa quente do fogão a lenha. Mais adiante ainda, uma fonte fornecia a água para os animais. A cisterna, que recolhia a água da chuva, provia os humanos. O Seminário dos franciscanos em Taquari, RS, onde passei a adolescência e início da juventude, era cercado de árvores, especialmente seu campo de futebol, e ladeado pelo rio, que víamos correr do alto do prédio imponente. Daltro Filho, município de Imigrante, onde fiz o noviciado franciscano, era cercado por morros cheios de verde, árvores, bosques e natureza. A Lomba do Pinheiro, final dos anos setenta, divisa entre Porto Alegre e Viamão, fica ao lado do Parque Saint Hillaire, onde íamos jogar futebol e fazer um churrasco, nos poucos tempos de folga das reuniões e intensas atividades dos grupos de reflexão da Bíblia, das lutas por melhorias no bairro e de organização sindical, popular e comunitária. Posso orgulhar-me, portanto, por ter escolhido morar numa rua oficialmente considerada túnel verde, em ano de Rio+20 e Cúpula dos Povos. Mas não é apenas de verde e de árvores que se trata. Trata-se de pensar as cidades como grandes aglomerações humanas que precisam respirar. Assim como precisa respirar quem nelas mora. É preciso questionar se milhões de pessoas podem continuar amontoadas, muitas vezes sem condições de habitabilidade, saneamento básico, etc. Questionar se pode continuar aumentando dia pós dia a quantidade já enorme de carros em circulação, poluindo e atravancando ruas, praças e passeios públicos. E se se pode produzir tanto lixo que não se decompõe por décadas. Ou seja, é preciso pensar qual o projeto de desenvolvimento, pensar e agir sobre o que se consome diariamente, o que e como se produz, o que se come, como as pessoas são transportadas de um lugar a outro, se há qualidade de vida, do porquê há um ‘centro’ e ‘bairros nobres’ e uma ‘periferia’ pobre onde moram as multidões, se as decisões são do Estado e da sociedade ou do mercado. Não há túneis verdes nas vilas populares, por exemplo. Estou feliz por morar numa rua que é um túnel verde. Mas estou triste porque a cidade inteira de Porto Alegre, e tantas outras, não são um imenso túnel verde.

Plenária do Consea discute seca no Nordeste

Nesta quarta-feira (27), o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) realiza reunião plenária no Auditório do Anexo I do Palácio do Planalto, com a presença da Ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), e da presidenta do Consea, Maria Emília Lisboa Pacheco. Dentre os pontos de pauta destaca-se o debate sobre impactos da seca no Nordeste. As discussões e encaminhamentos sobre a convivência com o semiárido e os impactos da seca na segurança alimentar e nutricional acontecem no período da manhã, a partir das 9h30. O sociólogo Antônio Gomes Barbosa, coordenador de programa pela Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), falará a respeito de construção social no semiárido. No período da tarde, a partir das 14h, os conselheiros do Consea apresentam propostas referentes a programas e ações de segurança alimentar e nutricional à Lei Orçamentária Anual (LOA) 2013. Clique aqui para ter acesso à pauta completa da plenária. Serviço Data: 26 e 27 de junho de 2012 (terça e quarta-feira) Horário: das 9h às 17h Local: Auditório do Anexo I do Palácio do Planalto, Brasília/DF Fonte: Ascom/Consea

Francês Hugues de Varine lança obra sobre patrimônio e sustentabilidade no Rio Grande do Sul

Eventos com a presença de Hugues de Varine estão programados para a próxima semana em várias cidades do estado, como Porto Alegre, Picada Café, Santa Maria e São Miguel das Missões Com ideias inovadoras sobre os domínios da cultura, o francês Hugues de Varine é um dos mais importantes teóricos e consultores internacionais na área da museologia. Em As raízes do futuro: patrimônio a serviço do desenvolvimento, lançamento da Editora Medianiz, ele propõe um amplo debate sobre as questões da propriedade cultural pelo viés do desenvolvimento local, a partir de sua ampla experiência com ecomuseus e museus comunitários. Traduzido direto da versão original em língua francesa, a obra conta com o prefácio e tradução da museóloga Maria de Lourdes Parreiras Horta. Uma das particularidades do livro é fato único para um clássico: o de ter quatro introduções - a metodológica, a ideológica, a pragmática e a política. Em cada uma delas, o autor revela toda sua experiência e proposições originais. Destacam-se, sobretudo, dois pressupostos básicos. O primeiro é que o desenvolvimento local é um processo voluntário de domínio da mudança cultural, social e econômica, enraizado em um patrimônio vivenciado, nutrindo-se deste e gerando patrimônio. O segundo é que o patrimônio - seja ele natural ou cultural, vivo ou consagrado - é um recurso local que não tem outra razão de ser senão a sua integração nas dinâmicas de desenvolvimento. Herdado, transformado, produzido e transmitido de geração a geração, o patrimônio pertence também ao futuro. Duas consequências daí advêm. O desenvolvimento só é sustentável, e, portanto, real, se for feito em consonância com o patrimônio, e se contribuir para a vida e para o seu enriquecimento. Além disso, só se pode conceber o desenvolvimento com a participação efetiva, ativa e consciente da comunidade que detém esse patrimônio. A obra está organizada em nove capítulos que tratam dos meios de organização, prática e desenvolvimento das relações patrimoniais. Como diferencial didático, também possui uma série defichas práticas, com questionamentos e pontos relevantes dos respectivos assuntos discutidos, além defichas de casos exemplares, que relatam suscintamente algumas experiências nas diversas situações em que a relação comunidade, patrimônio e desenvolvimento estão em jogo. Inspirado nas ideias de Paulo Freire, Hugues de Varine se propõe não somente a teorizar sobre os saberes por onde se aventurou, mas também estimular o pensamento individual dos leitores sobre as relações entre patrimônio e desenvolvimento local, aproveitando a sabedoria das comunidades. No Rio Grande do Sul, ele autografa em várias cidades: Porto Alegre 25/06, às 17h Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Avenida Osvaldo Aranha, 277 - Porto Alegre (RS) Picada Café 26/06, às 20h Museu Comunitário de Percurso de Picada Café na EMEF 25 de Julho Rua das Azaléias, 638 - Centro - Picada Café (RS) Santa Maria 27/06, às 18h30 Universidade Federal de Santa Maria - Auditório do Prédio da Antiga Reitoria Rua Marechal Floriano Peixoto, 1184 - Centro - Santa Maria (RS) São Miguel das Missões 28/06, às 18h30 Câmara dos Veradores Rua 29 de Abril, 111 - São Miguel das Missões (RS) Sobre o autor Formado pela Universidade de Paris, com pós-graduação em História e Arqueologia, Hugues de Varine ocupou os cargos de vice-diretor e diretor do Conselho Internacional de Museus (Icom), fundou o Ecomuseu de Le Creusot-Montceau e atuou no Ministério da Cultura da França, na área de desenvolvimento cultural e de avaliação de políticas culturais. Fundador da Asdic Consultores, entidade especializada em desenvolvimento de comunidades, participa de missões de desenvolvimento cultural, social e econômico de comunidades urbanas e rurais da França e da União Europeia, incentivando práticas culturais e de consolidação do desenvolvimento local. Internacionalmente participou de projetos na Alemanha, Suécia, México, Brasil, Canadá, Portugal, Grécia, Hungria, Irlanda, Reino Unido, entre outros. É autor de A cultura dos outros (Paris, Seuil, 1976); A iniciativa comunitária (Macon, MNES & W, 1992); Cidade, cultura e desenvolvimento (Paris, Syros, 1995, com Jean Michel Montfort); e As raízes do futuro (Asdic, 2002), além de artigos em periódicos franceses e publicações internacionais sobre museus, patrimônio, ação comunitária e desenvolvimento local. Sobre a tradutora e prefaciadora Maria de Lourdes Parreiras Horta é graduada em Museologia pela Universidade do Brasil, atual Escola de Museologia da UNIRIO, com doutorado em Museologia pela Universidade de Leicester e pós-doutorado em Cultura Contemporânea pela UFRJ. Atuou no Museu da Imagem e do Som, no Museu de Artes e Tradições Populares do Rio de Janeiro, Museu Nacional de Belas Artes e Museu Imperial de Petrópolis, tendo sido coordenadora geral de acervos museológicos da Fundação Nacional Pró-Memória. Professora adjunta da Universidade Santa Úrsula, é pesquisadora com várias livros e artigos publicados no Brasil e no exterior. Foi curadora de inúmeras exposições em museus e centros culturais e presidente do Comitê Brasileiro do ICOM (Conselho Internacional de Museus). Ficha técnica do livro Título: As raízes do futuro: patrimônio a serviço do desenvolvimento local Autor: Hugues de Varine Tradução: Maria de Lourdes Parreiras Horta Número de páginas: 256 Formato: 14 x 23 cm Preço: R$ 40,00 ISBN: 978-85-64713-03-1 Editora: Medianiz

quinta-feira, 21 de junho de 2012

ANA divulga estudo sobre a qualidade das águas superficiais no Brasil

A Agência Nacional de Águas (ANA), com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lança amanhã (20) o “Panorama da Qualidade das Águas Superficiais - 2012”, às 15h45, no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro. O estudo revela que o Brasil tem 75% das águas monitoradas em condição boa, mas 47% das localizadas em áreas urbanas são ruins ou péssimas. O resultado nas regiões metropolitanas se deve ao baixo índice de coleta e tratamentos de esgotos.

ICMBIO QUER REABRIR PICO DA NEBLINA À VISITAÇÃO

Os gestores do Parque Nacional (Parna) do Pico da Neblina, localizado no município de Santa Izabel do Rio Negro, no Amazonas, e representantes dos Yanomami, comunidade indígena que habita parte da unidade de conservação, discutem a reabertura do parque, que há 10 anos se encontra fechado para visitação por recomendação do Ministério Publico Federal. No final do mês passado, eles fizeram uma reunião para analisar o assunto. Além do pessoal do parque, que pertente ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e de servidores da Funai, participaram do encontro moradores e lideranças das comunidades de Ariabu, Maturacá, União e Auxiliadora e membros da Associação Yanomami do Rio Cauaburis e Afluentes (Ayurca). Na reunião, foram discutidos a criação da frente de proteção Yanomami que consta no processo de reestruturação da Funai e apresenta mudanças na gestão da Terra Indígena (TI), o processo de formação do conselho gestor do parque e o ordenamento do turismo na trilha para o Pico da Neblina. Ficou acertado que o conselho gestor do parque, que deve tomar posse em agosto, deverá ter uma câmara técnica para tratar da atividade do turismo no Pico da Neblina. Essa câmara será formada por membros do ICMBio, Funai e do Exército Brasileiro, instituições federais responsáveis pela gestão do território, e, igualmente, por membros da sociedade civil e do povo Yanomami. Sobreposição quatro terras indígenas O território do Parna do Pico da Neblina se sobrepõe a quatro Terras Indígenas. A unidade de conservação (UC) possui uma rica diversidade étnica e cultural, com moradores de 12 etnias diferentes (Baniwa, Baré, Carapanã, Dessana, Kobewa, Kuripaco, Piratapuia Tariano, Tukano, Tuyuca, Werekena e Yanomami). Segundo os gestores do parque, a administração desse território vem sendo feita, historicamente, pelos indígenas que manejam e protegem a área de acordo com seus conhecimentos. No entanto, a gestão pública da área duplamente afetada não é simples, pois deve compatibilizar os objetivos das terras indígenas e os da UC. Por isso, ainda segundo os gestores, a melhor estratégia é investir na gestão participativa para possibilitar a garantia dos direitos da população indígena sem deixar de observar os objetivos do parque nacional. Para eles, o conselho gestor do Parque, será espaço de participação local, socialização e construção de conhecimentos para a gestão compartilhada das áreas sob dupla afetação. O pico da Neblina é a montanha mais alta do país (2.995 m) e um local caracterizado por uma vasta diversidade de ambientes e riqueza biológica, além de alto grau de endemismo. Para os Yanomami, que o denominam Yaripo Puei (montanha dos ventos), o monte é considerado um lugar sagrado, ancestral, a que os xamãs se reportam durante seus ritos, regendo sua vida cosmológica e organização cultural. Comunicação ICMBio

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Jardim Monte Belo em SP realiza evento sobre meio ambiente neste sábado

A Praça do Jardim Monte Belo, no Distrito Anhanguera, sedia neste sábado (23/6) o evento "Meio Ambiente é Vida", que contará com diversas atrações voltadas às causas ambientais e sustentáveis. A entrada é franca. A Praça do Jardim Monte Belo, no Distrito Anhanguera, sedia neste sábado (23/6) o evento Meio Ambiente é Vida, com diversas atrações e atividades voltadas às causas ambientais e sustentáveis. O evento será realizado das 13h às 18h, com o objetivo de mobilizar e instruir a população local sobre os referidos temas. A abertura do encontro contará com a apresentação da Banda da Guarda Civil Metropolitana. Em seguida, o Centro da Criança e do Adolescente (CCA) Guadalupe apresentará uma peça teatral às 14h e, às 15h, haverá teatro com bonecos de Olinda, da Igreja Nossa Senhora das Graças. Às 17h, a Banda Sertaneja fará o encerramento com apresentação musical. O encontro contará também com mais uma edição do Rosinha Fashion Week e do Desfile de Moda com Roupas Customizadas, os quais terão as próprias moradoras do bairro como modelos. Paralelamente, haverá outras atividades, como a Feira de Artesanato Sustentável, onde serão expostas peças confeccionadas com material reciclado; brincadeiras dinâmicas com a ONG Cere sobre a temática do Aquecimento Global; e barraca expositiva sobre os trabalhos da Guarda Civil Metropolitana Ambiental. Além disso, ocorrerão palestras de saúde com representantes da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Rosinha; informações do Corpo de Bombeiros sobre prevenção e cuidados com incêndios; e a Defesa Civil da Subprefeitura Perus que falará sobre áreas de risco. O evento conta com o apoio da Subprefeitura Perus, da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, da Sabesp, do PAVIS, do Instituto Embu de Sustentabilidade e da UBS do Jardim Rosinha. Serviço Meio Ambiente é Vida Data: 23 de junho Horário: 14h às 18h Local: Praça do Jardim Monte Belo Endereço: Rua Palmeirópolis, s/nº, Jardim Monte Belo