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terça-feira, 19 de junho de 2012

Empresas de transporte priorizam desenvolvimento sustentável

Iniciativas apresentadas na Rio+20 confirmam tendência e especialistas apontam soluções: mais investimentos e respeito à legislação ambiental. Foto: Gianfranco Beting A tarde desta terça-feira (19) é histórica para a aviação comercial brasileira. No mesmo horário, às 12h40, decolaram voos de duas companhias áreas diferentes – Azul e Gol – cujas aeronaves foram abastecidas com biocombustível. Nos dois casos, a matéria-prima é renovável, menos poluente e pode ser produzida no Brasil em grande escala. O esforço das empresas confirma uma tendência atual no transporte: a busca pelo desenvolvimento sustentável do setor. O voo ‘Azul+Verde’ seguiu de Campinas (SP) para o Rio de Janeiro. Produzido a partir da cana-de-açúcar brasileira, o combustível da aeronave foi desenvolvido para apresentar desempenho equivalente ao dos convencionais derivados do petróleo. Uma das preocupações dos pesquisadores foi manter o potencial de redução de emissão dos gases que causam o efeito estufa. A aeronave da Gol decolou de São Paulo para o aeroporto Santos Dumont (RJ). O biocombustível foi elaborado a partir do processamento de óleo vegetal e gorduras animais para produzir o bioquerosene de aviação. “Nosso propósito é contribuir com o crescimento da aviação aliado a um serviço menos impactante para o planeta”, explica o vice-presidente técnico da empresa, Adalberto Bogsan. Nos dois casos, o destino escolhido foi o Rio de Janeiro pelo mesmo motivo. A capital fluminense sedia, até 22 de junho, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20. O transporte é uma das principais pautas do evento porque responde por 25% das emissões de gás carbônico na atmosfera, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). “A Rio+20 discute a temática do transporte e da sustentabilidade. Tratamos de soluções e propostas mais efetivas, principalmente para as grandes cidades, onde os problemas de mobilidade são mais intensos. Por meio do contato com entidades internacionais de meio ambiente, energia e transporte, é possível apontar novos caminhos”, destaca o gerente de planejamento da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Rio de Janeiro (Fetranspor), Guilherme Wilson. Ao lado da Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Fetranspor é uma das entidades mais envolvidas nas discussões sobre transporte sustentável na Rio+20. Uma das iniciativas apresentadas, por exemplo, são os ônibus e caminhões movidos a diesel de cana e biodiesel. Produzidos em parceria com a Mercedes-Benz, os veículos foram aprovados nos quesitos eficácia econômica e ambiental. "Desde janeiro, temos 20 ônibus rodando com essa tecnologia no Rio de Janeiro, em fase de testes. É cada vez maior a procura das empresas por combustíveis alternativos, menos poluentes. Eles são uma alternativa promissora, que não trazem impacto à matriz tecnológica e os veículos podem operar como saem de fábrica”, explica Wilson à Agência CNT de Notícias. Outro destaque é o ônibus movido a hidrogênio que não faz barulho e não emite poluentes. Produzido pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/URFJ), o veículo apresenta resultados eficientes em busca da sustentabilidade. Outro diferencial: produz eletricidade a bordo e não precisa carregar as baterias na rede elétrica, como a maioria dos veículos desse porte. Às empresas de transporte interessadas em se tornar mais sustentáveis, Wilson tem algumas recomendações: “A primeira exigência é o respeito à legislação ambiental vigente, depois a aplicação dos sistemas de gestão voltados à ecoeficiência dos veículos nas garagens”. Segundo ele, as companhias estão mais sensíveis à promoção de investimentos na área. Para o presidente do Centro de Transporte Sustentável do Brasil (CTS-Brasil), Luis Antônio Lindau, todas as medidas que contribuem para um transporte mais eficiente, com redução da carga de emissão de poluentes nas cidades, são válidas. “Tudo o que puder ser feito, seja para o transporte não motorizado ou para melhorar os veículos e a qualidade dos combustíveis é importante”, acredita. Ações da CNT A CNT tem ações voltadas à prática do transporte sustentável. Uma das mais conhecidas é o Despoluir – Programa Ambiental do Transporte -, cujo objetivo é melhorar o desempenho ambiental do setor e transformar os trabalhadores da área - empresários, motoristas de cargas e taxistas - em multiplicadores da educação ambiental. Até maio de 2012, foi avaliado o nível de poluentes emitidos por mais de 670 mil caminhões e ônibus. Milhares de empresas e caminhoneiros autônomos já foram atendidos. Os veículos com emissões dentro dos limites permitidos pela lei recebem um selo do Despoluir. Se a regulagem dos ônibus e caminhões for feita de maneira correta, eles emitem menos fumaça e gastam menos combustível. Para o presidente da CNT e do Sest Senat, senador Clésio Andrade, o Despoluir, criado em 2007, tornou-se referência nacional em sustentabilidade. “Nossas ações não se resumem apenas à diminuição da emissão de poluentes. O Despoluir contribui com a propagação da ideia de que uma sociedade com responsabilidade ambiental é um grande legado que deixamos para as gerações futuras”, afirma. Todo esse trabalho está exposto e à disposição dos participantes da Rio+20. A CNT e o Sest Senat montaram um estande no evento - também foi criada uma página especial sobre o tema - e apresentam aos interessados os principais projetos desenvolvidos para minimizar o impacto da poluição causada pelo transporte. A intenção é incentivar discussões pelo desenvolvimento sustentável do setor. Lindau destaca a importância dessas ações, mas adverte que a busca por “combustíveis verdes” e veículos menos poluentes não pode ser a única questão quando o assunto é sustentabilidade. “É preciso pensar na gestão do ambiente urbano e no desestímulo ao uso dos veículos individuais. Não adianta produzirmos carros menos poluentes. Precisamos fugir do ‘congestionamento limpo’, que é insustentável”, explica. Transporte coletivo de qualidade De acordo com o especialista, a implantação de um transporte mais sustentável está diretamente ligada a quatro pilares: desestímulo ao uso do automóvel; melhoria do transporte coletivo; incentivo ao transporte não motorizado e integração de uso do solo e transportes. Segundo ele, desestimular o uso dos carros não é sinônimo de proibi-los. Nesse sentido, Lindau afirma que é preciso oferecer um transporte coletivo de qualidade para que a população deixe os veículos na garagem. “O serviço deve propiciar uma rede de alta acessibilidade e conectividade, no entorno dos terminais e em toda a rede. É preciso gerenciar a forma como as pessoas se deslocam”, explica. Guilherme Wilson, da Fetranspor, concorda. “Com os ônibus do sistema BRT, por exemplo, as pessoas vão migrar de um transporte coletivo de baixa capacidade e velocidade operacional para um modelo de alta capacidade e elevada velocidade operacional. Essa melhoria na qualidade do serviço estimular, inclusive, a diminuição do transporte individual”, afirma. A medida é uma das mais recomendadas às cidades que estão em busca de um transporte mais sustentável. Enquanto uma faixa viária utilizada por carros dá vazão, em média, a apenas 1.500 usuários por hora, a mesma via, se utilizada pelos corredores exclusivos do BRT, propicia a circulação de um número dez vezes maior.

Shigeru Ban, autor da "Casa Sem Paredes", visita a Floresta Nacional do Tapajós

Belém (19/06/2012) O arquiteto japonês Shigeru Ban visita nesta quarta-feira (20/06) a Floresta Nacional do Tapajós, a comunidade extrativista de São Domingos e um dos depósitos de madeira ilegal apreendida pelo Ibama no oeste do Pará. A passagem do Shigeru Ban, em Nagano, no Japão, e do estúdio de papel reciclado no Centro Pompidou, em Paris, na França, pelas cidades paraenses de Belterra e Santarém, faz parte da agenda da Rio+20. Famoso por criar projetos inovadores que reaproveitam madeira, plástico, contêineres e papelão na construção de casas e monumentos, Shigeru foi convidado pela ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira, quando ele esteve no Rio para uma palestra em março, a pensar um uso criativo para aproveitar os cerca de um milhão de metros cúbicos de madeira de desmatamento apreendidos pelo instituto em toda a Amazônia. Nesta quarta-feira (20/06), às 14h30, o arquiteto dará uma entrevista coletiva à imprensa na sede do Ibama em Santarém, com a presença do Diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Ramiro Martins-Costa, e o gerente do órgão em Santarém, Hugo Américo. Coletiva Shigeru Ban Dia 20/06/2012 , às 14h30 Sede do Ibama em Santarém Av. Tapajós, nº 2.267 ? Laguinho Tel: (93) 3522-3032 , 3523-2815, 3523-2847 e 3522-1444

RIO+20 - AVIÃO FAZ TRAJETO MAIS LONGO DA HISTÓRIA COM BIOCOMBUSTÍVEL

Amsterdam-Rio de Janeiro, 19 de junho de 2012 Depois de realizar o primeiro voo comercial movido a biocombustíveis, em junho de 2011, a KLM inova mais uma vez e realiza o mais longo voo movido a biocombustível da história da aviação. O voo KL705 partiu hoje do aeroporto Amsterdam-Schipol, na Holanda, às 11h15 (hora local) em um Boeing 777-200, com destino ao Rio de Janeiro, especialmente para Conferência Rio+20. A aeronave é abastecida parcialmente com combustível sustentável feito de óleo de cozinha usado. Entre os passageiros do voo, está o Secretário de Estado de Infra-estrutura e Meio Ambiente da Holanda, ministro Joop Atsma. Com esse voo, a KLM amplia seu papel pioneiro no desenvolvimento de biocombustíveis sustentáveis. A empresa vem trabalhando em parceria com o organização não-governamental World Wide Fund for Nature - Holanda (WWF-NL) desde 2007 e é a primeira companhia aérea a desenvolver um Programa de Biocombustíveis, por meio da SkyNRG - empresa fundada em 2009 pela KLM em parceria com a North Sea Group e a Spring Associates. A SkyNRG é agora a líder mundial no mercado de querosene sustentável, fornecendo para mais de 15 companhias aéreas em todo o mundo. O Programa foi lançado na manhã de hoje, em uma cerimônia no Aeroporto de Amsterdam-Schipol, e vai permitir às companhias aéreas operar parte de seus voos com biocombustível sustentável, estimulando assim o desenvolvimento desse tipo de energia limpa. Biocombustível sustentável A KLM está aberta para utilizar diferentes tipos de matérias-primas na elaboração do biocombustível, desde que cumpram uma série de critérios de sustentabilidade, incluindo a redução substancial nas emissões de CO2, e o mínimo impacto negativo sobre a biodiversidade e a produção de alimentos. Da mesma forma, o biocombustível utilizado hoje pela empresa - preparado a partir do óleo de cozinha usado - atende às mesmas especificações técnicas do combustível fóssil tradicional, sem que seja necessário realizar qualquer ajuste nos motores ou na infraestrutura das aeronaves. Por sete anos consecutivos, a KLM, juntamente com a Air France, tem sido líder no setor da aviação do Índice de Sustentabilidade Dow Jones. Empresas apoiadoras Outras companhias – como Heineken, Accenture, DSM, Philips, Nike e Schipol Group – também participaram do lançamento do Programa de Biocombustíveis da KLM hoje, na Holanda, como forma de apoiar e encorajar outras empresas a seguirem o exemplo. “Tenho orgulho de ter empresas tão renomadas apoiando nosso Programa. A utilização de biocombustível é uma das mais importantes formas de tornar a aviação mais sustentável. Só vamos conseguir seguir adiante com parceiros que se comprometam em olhar para frente”, afirma o Diretor Geral da KLM, Camiel Eurlings. O Ministro Joop Atsma comemorou o importante marco. “O Programa de Biocombustíveis da KLM permite às empresas se juntarem à KLM e à SkyNRG para demonstrar sua atuação no que se refere a sustentabilidade. Convoco a indústria holandesa para acelerar o desenvolvimento de biocombustíveis e estimular a economia sustentável. Eu farei tudo o que estiver ao meu alcance para garantir que a partir de 2013, as autoridades holandesas viajem o máximo possível em voos movidos a biocombustível, incluindo o próprio avião do governo”, declarou.

Resíduos Sólidos e Responsabilidade Civil

A ampliação das necessidades, primárias ou socialmente induzidas e a correspondente elevação do consumo geraram o aumento de resíduos, precipuamente no meio urbano, com repercussões no meio ambiente e na saúde pública, o que, paradoxalmente afeta diretamente a qualidade de vida. Partindo do pressuposto de que o consumo é um ato social, realizado a partir de padrões culturais, há o reconhecimento da fragilidade do consumidor e da necessidade de uma proteção aos princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A partir dessa constatação, entendemos pelo cabimento de soluções macro que envolvam uma atuação preventiva, a partir da educação ambiental, da conscientização, bem como da sistemática da responsabilidade civil, solução essa encontrada via responsabilidade pós-consumo. Por tais razões, o reconhecimento da importância da Política Nacional de Resíduos Sólidos assume relevo ao permitir que ocorra o controle inverso, influenciando a busca de novas tecnologias, a escolha das embalagens e a análise do ciclo de vida completo do produto. Por outro lado, não basta um corpo de normas de controle das tendências dos padrões de produção e de consumo. É preciso considerar os processos ecotecnológicos, envolvendo gestão participativa e apropriação difusa dos bens ambientais. É preciso considerar o paradigma do século XXI, ou seja, a segurança a impor atuações preventivas e precautórias em relação ao meio ambiente. Por isso mesmo, compõem o foco central da responsabilidade pós-consumo os princípios do poluidor-pagador, da prevenção e da precaução. O poluidor-pagador reforça o papel preventivo ao determinar a eliminação das externalidades ambientais negativas do processo produtivo, sob pena de geração de ineficiências econômicas, falseando o equilíbrio entre oferta e demanda. Também impõe a criação de normas que gerem alteração na ordenação de valores decorrentes das regras de mercado, ou seja, os custos de prevenção dos efeitos adversos no meio ambiente devem ser suportados pelo poluidor. O princípio da prevenção, por sua vez, permite evitar o dano, a partir da concepção e da otimização dos produtos, mediante melhores tecnologias para produtos e embalagens, que dilatem o tempo de utilização, por exemplo, bem como pela retificação de erros. Por outro lado, não se afasta a prevenção final do ciclo, com reutilização, reciclagem e valorização energética, além de disposição final ambientalmente adequada. Nos termos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, são responsáveis pelos resíduos os fabricantes, os importados, os distribuidores, os comerciantes, os consumidores e os titulares de serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos. Assim sendo, defendemos a classificação dos resíduos e dos rejeitos não como objetos estáticos, mas como bens socioambientais, razão pela qual ficam sujeitos à dupla titularidade e ao cumprimento da função socioambiental da propriedade e da posse. Essa nova interpretação se dá a partir da atual concepção do meio ambiente como direito fundamental de terceira geração, de forma a impedir a apropriação do meio ambiente como bem imaterial. Assim, a solução para o problema dos resíduos não está em conceituá-los a partir de uma série de situações elencadas e sim no reconhecimento como bem socioambiental, conforme apontamos. Dessa forma, qualquer bem relevante para as presentes e futuras gerações tem dupla titularidade e vincula o proprietário ou possuidor até mesmo para fins de destinação e disposição final ambientalmente adequada. Trata-se de papel eminentemente preventivo a fim de evitar danos ao meio ambiente. No século XXI, a responsabilização não deve ser um limite para o desenvolvimento das atividades econômicas, mas sim um instrumento de conciliação entre desenvolvimento e preservação do meio ambiente. Como medida de prevenção aos danos pós-consumo exige-se a disponibilização de ampla informação ao consumidor, de forma a permitir o conhecimento a respeito do potencial poluidor do produto ou resíduo, bem como a forma de descarte. Por fim, defendemos uma interpretação ampliativa dos gestores de risco, vinculada tão somente à posse dos resíduos ou rejeitos. Pois os papéis estão claros: fabricantes e importados podem ser obrigados a cuidar da destinação ambientalmente adequada, enquanto distribuidores e comerciantes têm responsabilidade restrita à devolução do objeto ou resíduo. O consumidor, por sua vez, tem responsabilidade limitada à disposição adequada dos resíduos para coleta, ou, no caso da logística reversa, à devolução, conforme informação da cadeia produtiva. Patrícia Faga Iglecias Lemos, Professora Associada da Faculdade de Direito da USP e Consultora do escritório Viseu Advogados

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Encontro Internacional da Carta da Terra conta com o apoio da Owens-Illinois

A Carta da Terra reúne líderes internacionais durante a Rio+20 para enfatizar que valores éticos devem ser a base dos acordos para o “futuro que queremos” e economia verde. Com o propósito de apoiar ações de responsabilidade socioambientais, alinhadas aos princípios éticos da sustentabilidade, a Owens-Illinois e a Abividro (Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro) patrocinam, no dia 19 de junho, o Encontro Internacional da Carta da Terra, durante a Rio+20 - Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável de 2012, no Rio de Janeiro/RJ. O evento pretende reunir personalidades internacionais e nacionais e discutir os rumos dos debates realizados durante a Conferência e os próximos passos a serem seguidos para garantir a sustentabilidade do planeta. Uma das presenças mais esperadas para o evento é a Severn Suzuki, a menina que “calou o mundo” na Eco92, vinte anos depois Suzuki, ecóloga formada pela Universidade de Yale, fará a abertura do encontro e discutirá a Relevância da Carta da Terra para a Rio+20. Leonardo Boff, téologo e membro da comissão internacional da Carta da Terra, o secretário-geral da Eco 92 e Maurice Strong, considerado um dos fundadores da Iniciativa da Carta da Terra também participam do debate de abertura do encontro. Para o debate de encerramento, a partir das 17h, sob o tema “O futuro que queremos: Esperanças e um novo direcionamento”, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva é presença confirmada. Diversos princípios da Carta da Terra abordam diretamente a necessidade de se redesenhar sistemas atuais fundamentados em um sentido de responsabilidade universal e de intergerações. O Princípio 7, por exemplo, articula que a humanidade precisa “Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário” e deve também “Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais aos recursos energéticos renováveis como a energia solar e vento”. Programa Geral do Encontro 13:30 – 14:30 Abertura: A relevância da Carta da Terra para Rio+20. Moderadores: Alide Roerink e Pedro Ivo Batista Palestrantes: Leonardo Boff, Rick Clugston, Maurice Strong, Severn Suzuki, Paulo Roberto dos Santos, VP Caixa Econômica 14:30 - 15:45 Painel: Um novo modelo de negócios através das lentes da Carta da Terra (teorias e experiências) Moderador: Rodrigo Costa da Rocha Loures Palestrantes: Ricardo Young (Empresário e membro do Conselho do Instituto Democracia e Sustentabilidade); Britaldo Soares (AES Brasil), Teresa Fogelberg (Global Reporting Initiative) e Carla Pires (ETH Bioenergia) 15:45 – 16:00 Coffee Break 16:00 – 17:30 Painel: Reorientando experiências educacionais com a Carta da Terra (teorias e experiências) Moderadores: Kartikeya Sarabhai / Mirian Vilela Palestrantes: Moacir Gadotti (Instituto Paulo Freire), Rose Inojosa (UMAPAZ), Nelton Friedriech (Itaipu Binacional) e Nora Mahmoud (Rede de Jovens da Carta da Terra) 17:30 – 18:30 Encerramento: O futuro que queremos: Esperanças e um novo direcionamento. Moderadores: Mateo Castillo / Alide Roerink Palestrantes: Marina Silva e Gabriela Batista 18:30 – 19:30 Cocktail Lançamento do livro “Moments that speak: stories and images of connection” Novo clip da campanha de comunicação da Carta da Terra Apresentaçao do Jogo da Carta da Terra pelo Instituto Harmonia na Terra Apresentação Musical com Ana Person Serviço: Encontro Internacional da Carta da Terra na Rio+20 – Colaboração e Diálogo: Ética, Sustentabilidade e Carta da Terra. Data e horário: 19 de junho de 2012 de 13h30 às 19h30 Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro - Teatro Nelson Rodrigues, Av. República do Chile, 230, Centro da cidade do Rio de Janeiro. Sites: www.earthcharterinaction.org/content/ e www.cartadaterrabrasil.org/prt/index.html Sobre A Carta da Terra (The Earth Charter) A Carta da Terra é uma declaração de 16 princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Ela é estruturada em quatro pilares: respeito e cuidado pela comunidade da vida, integridade ecológica, justiça social e econômica, democracia, não-violência e paz. O documento reconhece que os objetivos: proteção ambiental, erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico equitativo e respeito aos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e, portanto demandam uma abordagem sistêmica. Atualmente conta com mais de 6 mil organizações signatárias ao redor do mundo. Em 1987 a Comissão das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, através do documento “Nosso Futuro Comum”, recomendou a redação de uma carta sobre o desenvolvimento sustentável com o objetivo de ajudar a construir no século 21 uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Durante o processo de preparação da Eco 92, a Carta da Terra foi parte da agenda e negociações, mas sem acordo político suficiente. Em 1992, em evento paralelo da Cúpula da Terra - Eco- 92 - realizada no Rio de Janeiro, a primeira versão da Carta foi elaborada, por parte de um esforço da sociedade civil. Após oito anos, em um processo participativo envolvendo todos os continentes e com a contribuição de milhares de pessoas de todas as raças, credos, idades e profissões, incluindo especialistas em ciências, filosofia, ética, religiões e leis internacionais, a versão final foi lançada no Palácio da Paz em Haia, Holanda em 29/06/2000. Em 2003 a UNESCO reconheceu a Carta da Terra como um instrumento chave para a educação e cultura, e a considerou como um importante marco ético para a humanidade. Atualmente é utilizada por vários governos, sociedade civil e organizações empresariais ao redor do mundo como uma referência ética para a sustentabilidade. Entre os membros da comissão mundial do movimento estão a Queniana, prêmio Nobel da paz de 2004, Wangari Maathai (in memoriam), o canadense e secretário geral da Cúpula da Terra Maurice Strong, o americano Steven Rockefeller e os brasileiros Leonardo Boff e Oscar Motomura. Sobre a Owens-Illinois A Owens-Illinois, Inc. (NYSE: OI) é a maior fabricante de embalagens de vidro do mundo e a parceira preferida de marcas líderes de produtos alimentícios e bebidas. Com uma receita de US$ 7,4 bilhões em 2011, a empresa é sediada em Perrysburg, Ohio, EUA, e emprega mais de 24.000 pessoas em 81 fábricas distribuídas por 21 países. A O-I oferece soluções de embalagem de vidro seguras, eficazes e sustentáveis a um mercado global crescente. Para obter mais informações, acesse www.o-i.com

NA RIO +20 ARTISTA RECRIA A BAIA DA GUANABARA COM RECICLÁVEIS

Para fechar a agenda, Vik Muniz se prepara mais uma vez para transformar lixo em arte. O artista paulista assina o painel Paisagem, que pretende recriar a Baía de Guanabara a partir de material reciclável. Até o dia 22/6, o público pode levar produtos recicláveis, como garrafas plásticas ou latas de alumínio, ao estande onde vai ser instalada a obra, na Rua Jardel Jerculis, entre o Museu de Arte Moderna (MAM) e o aeroporto Santos Dumont. Vik vai projetar no solo do espaço uma fotografia que fez da Baía a partir do Mirante Dona Marta, em Botafogo. O público visitante vai poder entrar na instalação, sempre em pequenos grupos, e incluir seu material reciclável à imagem no chão, até que o desenho se complete. O Instituto Doe Lixo também vai recolher sobras recicláveis durante a Rio+20 para ajudar a fornecer as bases para a obra do artista.

sábado, 16 de junho de 2012

TIJUCA INAUGURA DOMINGO MAIOR SISTEMA SINALIZADO DE TRILHAS

O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, inaugura neste domingo (17), às 9h30, o maior sistema sinalizado de trilhas do Brasil, composto pelos circuitos Major Archer e Castro Maya. O evento será às 9h30, no Centro de Visitantes, no setor Floresta da Tijuca, Alto da Boa Vista, e terá a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e do Prefeito do Rio, Eduardo Paes. Essa é primeira ação do Projeto Travessias, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que pretende implementar e sinalizar trilhas em outros nove parques nacionais. O sistema tem dois circuitos circulares: um externo (Major Archer), com 12 km, e um interno (Castro Maya), com 20 km. Os levantamentos topográficos foram iniciados em abril, quando as trilhas começaram a receber a sinalização indicativa que servirá de modelo para outros parques. Apesar de contemplar caminhos já existentes, o sistema apresenta um diferencial: a integração dos circuitos, o que permite resgatar pontos turísticos de considerável valor histórico-cultural para a cidade, apresentando-os de maneira gradual no decorrer dos roteiros. Idealizadas pelo diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, Pedro Cunha e Menezes, as trilhas circulares de longo percurso do Parque Nacional da Tijuca conduzem os visitantes por mais de 30 quilômetros, contextualizando estruturas históricas dos séculos XVIII e XIX, como a Capela Mayrink e as ruínas do Sítio Midosi, com panoramas clássicos da Unidade, como o Pico da Tijuca e o Bico do Papagaio. Outra novidade é a sinalização rústica, que estabelece uma iconografia simples e de fácil entendimento na compreensão dos trajetos a serem percorridos – setas com tinta nas cores amarela e vermelha, inseridas principalmente em árvores e rochas. Além disso, dezenas de placas, sendo 50 de madeira plástica feita com resíduos industriais, vegetais, minerais, entre outros, indicarão os destinos e os sentidos dos percursos. Os mapas dos circuitos estarão disponíveis para download no site do parque e em folhetos distribuídos gratuitamente em seus principais pontos. O ICMBio acredita que a inauguração dos circuitos circulares vai aumentar a visitação no parque e facilitar a manutenção das trilhas, uma vez que o fluxo diário de visitantes será dividido ao longo dos dois novos trajetos. Em harmonia com pressupostos da Rio+20, o projeto aposta na visão atual de um turismo ecológico que conta com a colaboração da sociedade na preservação de áreas verdes, por meio de um trabalho de educação ambiental, associado aos princípios de conduta consciente em ambientes naturais. Em resumo, conhecer para conservar.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

CRIANÇAS MONTAM CIDADE IDEAL COM LEGO NA RIO +20

Crianças e adolescentes discutem os problemas da cidade onde vivem no evento Rio + 20 e Você em oficinas LEGO® No evento que acontece paralelamente à Conferência Rio + 20, oficinas educacionais levam os jovens a propor soluções inovadoras, por meio da construção de maquetes com peças LEGO® e muita criatividade Desde quarta-feira, 13 de junho, o Instituto Aprender Fazendo (IAF) e a ZOOM – representante exclusiva da LEGO® Education no Brasil – estão no Planetário da Gávea, no Rio de Janeiro (RJ), promovendo oficinas LEGO® do Programa Bloco a Bloco: o Brasil que queremos para crianças e jovens com idade entre 8 e 14 anos. As atividades acontecerão nos dias 13, 14, 15 e 18 de junho e fazem parte do evento Rio + 20 e Você, uma iniciativa para engajar a sociedade civil, conscientizando-a a respeito das questões que serão discutidas na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20. Gratuitas, as oficinas acontecerão duas vezes ao dia, na Sala Clubinho (Hall 3º piso e Lounge), com uma hora e meia de duração. Para participar, solicite seu convite pelo e-mail oficinas@rio-20.org. Com o tema "A cidade que queremos", as oficinas vão propor aos jovens a contextualização e construção de maquetes que ilustrem seus desejos e necessidades em relação à dinâmica das comunidades em que vivem. Para isso, cada grupo – composto por até cinco pessoas – ficará responsável pela construção de uma parte da cidade ligada a um destes seis âmbitos: saúde, educação, lazer, segurança, moradia e serviços. Utilizando mais de 40 mil peças LEGO®, os participantes deverão construir suas montagens para compor a maquete da cidade idealizada, que ficará em exposição durante todo o dia. Por meio dessa atividade, o IAF quer incentivar as crianças e jovens a pensar sobre a realidade da cidade em que vivem, buscando soluções de melhoria para o alcance de um desenvolvimento sustentável. Além de estimular a criatividade, a pró-atividade e o pensamento crítico, as oficinas também trabalham a questão da compreensão do outro e do ambiente. "Queremos estimular crianças e adolescentes, de uma maneira divertida e interativa, a refletirem sobre seu próprio país, suas cidades, comunidades e os problemas que enfrentam diariamente. Uma das nossas missões é incentivar os jovens na expansão de seus repertórios cultural e de convivência, desenvolvendo a capacidade de intervir e criar soluções inovadoras para mudar o ambiente em que vivem", afirma Gabriela Marcondes, coordenadora do Bloco a Bloco. A participação do Instituto Aprender Fazendo e da ZOOM no evento Rio + 20 e Você é resultado de uma parceria com a Escola Bosque, que também estará no evento, trazendo atividades como rodas de leituras e jogos cooperativos com temas relacionados à sustentabilidade. Por trabalhar em conformidade com a agenda da UNESCO e ser agente de mudanças positivas, a Escola Bosque é membro das instituições nomeadas "Navegadores para a paz" e completa, em 2012, oito anos de parceria com a ZOOM. Serviço: Rio + 20 e Você | Oficinas de Aprendizagem 'Bloco a bloco: o Brasil que queremos' Local: Planetário da Gávea | Rua Vice Governador Rubens Berardo, 100 – Gávea – Rio de Janeiro – RJ Fonte: .Brandpress

quinta-feira, 14 de junho de 2012

ANA divulga diagnóstico da situação e gestão das águas

Num ano marcado pela Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e pelos 15 anos da Lei das Águas, o Informe 2012 traz como novidade análises históricas e informações importantes sobre como a água vem sendo utilizada, gerenciada e monitorada nas últimas duas décadas. Segundo o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, o estudo pode contribuir para que haja água para os brasileiros, pois se trata de um instrumento que subsidia a tomada de decisões por parte dos gestores públicos. “Esperamos que o Relatório possa contribuir para um planejamento mais amplo a respeito do que nós chamamos de segurança hídrica, seja no aspecto da contenção de cheias, seja no sentido de minimizar os efeitos das secas em no País”, afirma. Representando a ministra do Meio Ambiente, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, destacou a importância de estudos como o Relatório de Conjuntura para embasamento técnico das discussões ambientais. “O debate na área ambiental se ressente da falta de embasamento técnico e essa contribuição da ANA é mais um ‘gol’, mais um trabalho que instrumentaliza uma discussão qualificada e fundamentada sobre os desafios relativos à gestão dos recursos hídricos no País”, destaca. Destaques No aspecto de eventos críticos, em 2011 foram publicados 933 decretos de situação de emergência ou estado de calamidade pública, devido à ocorrência de cheias, em 754 municípios brasileiros (14% do total de municípios do País). O número de decretos em 2011 foi superior ao registrado em 2010, conforme apresentado no Informe 2011, e foi o segundo maior número registrado desde 2003. No que refere às secas e estiagens, em 2011, 125 municípios (cerca de 2% do total de municípios do País) publicaram 127 decretos de situação de emergência devido à ocorrência de estiagem ou seca. Esse valor é inferior ao registrado em 2010, conforme apresentado no Informe 2011, e foi o menor registrado entre 2003 e 2011. Houve melhora no índice de tratamento de esgotos, que passou de 21% em 2000 para 30% em 2008 (percentual do esgoto tratado em relação ao produzido). O documento destaca cidades e regiões com ampliação significativa no tratamento de esgotos entre 2000-2008: as regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, além de Curitiba, Londrina e Maringá (PR) e Sorocaba (SP). O Relatório Em 2006, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) deu à ANA a atribuição de elaborar o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil para auxiliar à tomada de decisões do setor. Em 2009, a Agência concluiu a primeira edição do estudo. Desde então, a instituição realiza atualizações anuais. Para 2013, está previsto o Relatório de Conjuntura completamente atualizado e com um balanço dos recursos hídricos dos quatro anos anteriores. Para esta edição, a Agência Nacional de Águas contou com as seguintes parcerias: Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU/MMA) e da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF/MMA), do Ministério do Meio Ambiente; Departamento Nacional de Obras contras as Secas (DNOCS); Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet); e órgãos gestores estaduais de recursos hídricos e meio ambiente. Acesse o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2012: http://arquivos.ana.gov.br/imprensa/arquivos/Conjuntura2012.pdf Fonte:Ascom/ANA Foto: Ronaldo Kotschor

quarta-feira, 13 de junho de 2012

SABORES DA AMAZÔNIA NA RIO +20

Evento mostrará o potencial das cooperativas na erradicação da pobreza e adoção de práticas sustentáveis Uma amostra do que a floresta amazônica fornece para a alimentação poderá ser conferida – e consumida – na Praça da Sociobiodiversidade . O espaço terá debates sobre a participação da agricultura familiar nos meios de produção sustentáveis dentro da programação paralela da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Em pleno Ano Internacional do Cooperativismo , o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) levará produtos dos biomas brasileiros para a Conferência. "A exposição será muito importante para que o público presente tenha contato direto, não apenas vendo como também experimentando esses produtos e conversando com os expositores, que são os próprios agricultores", disse o secretário da Agricultura Familiar do MDA, Laudemir Müller. Além da Amazônia, também estarão expostos no mesmo evento e espaço, produtos do Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. "Estamos promovendo a geração de renda com a floresta em pé, a partir de produtos que são feitos por comunidades rurais e oriundos da nossa biodiversidade", destaca o diretor do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA, Arnoldo de Campos. A Praça da Sociobiodiversidade vai mostrar o potencial das cooperativas na erradicação da pobreza e na adoção de práticas sustentáveis. Estarão presentes 23 empreendimentos de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais e produtores dos Talentos do Brasil que lidam com moda sustentável. O espaço é organizado em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e com a Companhia Nacional de Desenvolvimento (Conab). SERVIÇO Praça da Sociobiodiversidade Data: 16 a 22 de junho Horário: das 12h às 20h Local: Aterro do Flamengo

Brasil não admitirá retrocessos na Rio+20

Ministra do Meio Ambiente afirma que documentos aprovados há duas décadas na Rio-92 terão que ser respeitados. Posição brasileira foi consolidada para o encontro internacional. Vladimir Platonow Da Agência Brasil O Brasil não admitirá retrocessos no documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) em relação ao que foi aprovado duas décadas atrás, na Rio-92, disse hoje (12/06) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ela participou, juntamente com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, de entrevista à imprensa, no Riocentro, durante o intervalo da última reunião da Comissão Nacional para a Rio+20, para consolidar a posição brasileira antes dos encontros internacionais. A reunião também contou com a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. "O princípio do não retrocesso foi uma sugestão da própria comissão, que solicitou que o Brasil enfatizasse isso como algo que viesse capeando [envolvendo] aquilo que é a nova Declaração do Rio de Janeiro. Isso foi discutido pelo Brasil no âmbito do G77 [bloco formado pelos países em desenvolvimento], na China, e ofereceu-se, com isso, uma contribuição para o processo formal de negociação da ONU [Organização das Nações Unidas]", disse a ministra do Meio Ambiente. Ela frisou que o princípio de não retrocesso significa não permitir que se reveja o que foi acordado em 1992. "Nós partimos do legado de 92 para a frente", completou. DIÁLOGO A Comissão Nacional para a Rio+20 foi criada em junho do ano passado com objetivo de enfatizar o diálogo entre os diferentes níveis de governo e da sociedade civil, para articular os eixos da participação do país na conferência. Participam integrantes dos governos federal, estadual e municipal, dos Poderes Legislativo e Judiciário, dos meio acadêmico, empresarial e de trabalhadores, dos índios e de grupos tradicionais e de movimentos sociais. Patriota demonstrou otimismo com os resultados da Rio+20 e destacou o grande número de participantes e de eventos, oficiais e paralelos, que já estão ocorrendo na cidade. "Esses eventos representam um marco em si mesmos, na medida em que estaremos reunindo um número significativo de representantes governamentais e da sociedade civil. Já começaram no Rio de Janeiro 54 eventos paralelos, temos 20 mil pessoas credenciadas para o Riocentro, quase 8 mil delegados já chegaram", disse. Segundo a ministra do Meio Ambiente, cerca de 3 mil eventos não oficiais e mais 500 oficiais estão previstos para ocorrer nas próximas duas semanas.

Portela se apresenta hoje na abertura da Rio+20

por Elmano Augusto A Portela, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, faz um grande show nesta quarta (13), a partir das 17h30m, na abertura da Rio+20, no Riocentro. De manhã, haverá a cerimônia de inauguração do Pavilhão Brasil, no Parque dos Atletas, bem ao lado. Às 13h, está prevista coletiva à imprensa do Secretário-Executivo da Comissão Nacional, embaixador Luiz Figueiredo Machado, e do Secretário-Geral da Rio+20, Sha Zukang. Até sexta-feira (15), o Comitê Preparatório deverá fechar o texto do documento que será submetido à aprovação dos chefes de Estado e de Governo, na Reunião de Cúpula, entre os dias 21 e 22, que encerra a conferência. No meio do caminho, entre 16 e 19, ocorrem os “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”, espaço criado pelo governo brasileiro, com apoio das Nações Unidas, para ampliar a participação da sociedade civil na Rio+20. Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a inclusão será a tônica da conferência. Inclusão será a tônica da Rio+20, diz ministra Em entrevista à imprensa concedida ontem (terça, 12) após a última reunião da Comissão Nacional da Rio+20, os ministros das Relações Exteriores, Antônio Patriota, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, voltaram a afirmar que, ao contrário do que se via no cenário econômico mundial na Rio 92, os países em desenvolvimento têm hoje papel fundamental no processo de condução de políticas para o desenvolvimento sustentável. “Há 20 anos, a crise atingia os países em desenvolvimento. Hoje, o que chamavam de periferia está trazendo respostas. A periferia, de certa maneira, virou o centro”, comentou Patriota, ao afirmar que a crise financeira internacional causa impacto nas negociações para o desenvolvimento sustentável. Países tradicionais doadores, segundo Izabella, estão revendo suas carteiras de financiamento: “A crise pode atrapalhar em soluções de curto prazo para os meios de implementação. Alguns países estão revendo suas carteiras. Isso não é um gargalo. É uma oportunidade para buscar caminhos”, disse ela. Na reunião, foram tratados temas como o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), produção e consumo sustentáveis, emprego decente e o os oceanos. “Nos 22 temas que estão sendo negociados, os oceanos vêm definir o novo na agenda de proteção dos ecossistemas marinhos. Vamos debater desde a pesca até a energia gerada pelas ondas”, disse Izabella, acrescentando também que a Rio+20 será um debate de inclusão socioambiental. “É o fortalecimento da participação da sociedade civil. Essa é a tônica da conferência: a inclusão.” Questionada sobre se as medidas do governo de estímulo ao consumo — com redução de IPI — são contraditórias, a ministra foi contundente. Ela disse que a Rio+20 discute decisões de longo e médio prazos. Já as medidas, continuou, consideraram questões como crise e desemprego. Fonte: Globo online e Secom/PR

FIESP DEBATE GOVERNANÇA DA ÁGUA E MUDANÇA DO CLIMA NO HUMANIDADE 2012

Eventos acontecem no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro A Fiesp iniciou a sua programação com o debate "A Governança da Água", na manhã desta quarta-feira, 13. Na pauta, os avanços tecnológicos com soluções inovadoras no tratamento de água e efluentes, como a nanofiltragem, serão apresentadas por empresas do porte da Huber Technology, GE Power & Water e Perenne. E foco para abastecimento em regiões de escassez, além da dessanilização da água do mar e o reúso. Presenças confirmadas de representantes da Agência Nacional de Águas, Ana Cristina Barros (The Nature Conservancy) e Marilene Ramos (Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro). À tarde, o evento "Diálogos sobre Mudança do Clima: Cenários Nacional e Internacional" abordará as principais ações desenvolvidas para a redução da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE). Entre os especialistas esperados, Thelma Krug (Intergovernmental Panel on Climate Change/IPCC), Andrea Correa do Lago e Luiz Alberto Figueiredo (Ministério das Relações Exteriores), Beatriz Espinosa (Petrobras), Benjamin Steinbruch (Companhia Siderúrgica Nacional/CSN) e Jacques Marcovitch (Universidade de São Paulo/USP), Carlos Henrique de Brito Cruz (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP/FAPESP) e Carlos Augusto Klink (Secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA). O Humanidade 2012 é uma realização da Fiesp, do Sistema Firjan, da Fundação Roberto Marinho, do Sesi-SP, Senai-SP, Sesi-RJ e Senai-RJ, com patrocínio da Prefeitura do Rio e do Sebrae, concebida para realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável. O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, entre os dias 11 e 22 de junho. O espaço de exposições é aberto ao público e a agenda completa de eventos pode ser consultada no site www.humanidade2012.net.Todos os encontros serão transmitidos ao vivo pelo site e os palestrantes poderão falar com a imprensa ao final de cada evento. Federação das Indústrias do Estado de São Paulo- FIESP Assessoria de Imprensa Tel.: (11) 3549.4602 e 3549.4282

Alunos se encontram com representantes da Cúpula dos Povos

Alunos se encontram com representantes da Cúpula dos Povos Alunos do 6º ao 9º ano do Colégio Logosófico González Pecotche, em Botafogo, têm um encontro na sexta-feira, dia 15 de junho, com um representante da Cúpula dos Povos para tratar do tema "justiça ambiental". A atividade, elaborada pelo colégio, integra as ações planejadas no projeto anual "A Ética e seu Poder Transformador", em que a conferência Rio+20 é uma oportunidade de refletir sobre as atitudes éticas que vêm sendo adotadas pelas nações na preservação do ambiente e da vida. Essa programação especial vai até o mês que vem. Dia 1 de julho os alunos farão uma caminhada pelo centro histórico do Rio de Janeiro. Nessa aula ao ar livre, eles vão observar as mudanças ocorridas nos últimos 20 anos no transporte, saneamento, vestimentas e expressões artísticas, por exemplo. Outra atividade será o sarau sobre temas pesquisados em sala de aula. Ambas, sob a orientação dos professores de História, Geografia e Português. Para dar conta do recado, os estudantes estão assistindo a filmes como "Tópicos Urbanos", de Ivana Mendes; "A História das Coisa", de Annie Leonard; e "Ilha das Flores", de Jorge Furtado. E, para estimular ainda mais o espírito crítico e a reflexão, os professores Talíria Soares, Ana Lucia Jabour, Mariana Roque e Tiago Cavalcante têm conduzido debates sobre como homens e mulheres têm feito intervenções na cidade do Rio ao longo da história, sobre a natureza como "mercadoria" e o papel da Rio+20 na construção de uma sociedade de fato sustentável. Alunos dos 6º e 7º anos debateram sobre Ética, Cultura e Natureza, e os do 8º e 9º anos, Ética, Poder, Política e Território. Fonte: Brandpress

terça-feira, 12 de junho de 2012

Projeto Guri, participa da Rio+20

Big Band do Projeto Guri se apresentará no dia 17 de junho, às 15h30, na Arena da Barra, como parte da programação oficial do evento, a convite da ONU Bolsistas do Projeto Guri participação da Cúpula dos Povos, entre 15 e 17 de junho, e contarão suas experiências no blog “Guri na Rio+20” . O Projeto Guri, programa de formação do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, participa da Rio+20, a conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, com uma apresentação da Big Band formada por alunos do Grupo de Referência da região de São Carlos, que executará um repertório de música contemporânea. A apresentação acontece no dia 17 de junho (domingo), às 15h30, na Arena da Barra – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. “A Rio+20 é um dos principais eventos do planeta na discussão social e ambiental, reunindo os principais líderes mundiais e organizações da sociedade civil. O Projeto Guri, o maior programa sociocultural do Brasil, não poderia ficar fora dessa conferência. Para nós é uma honra participar”, destaca Alessandra Costa, diretora executiva da Associação Amigos do Projeto Guri, gestora do programa. Além da apresentação do dia 17, o Projeto Guri vai acompanhar as principais atividades da Cúpula dos Povos, evento organizado pela sociedade civil com a participação de diversas organizações nacionais e internacionais, que acontece paralelamente à Rio+20. Entre os dias 15 e 17, os ex-alunos e atuais bolsistas Tábata Lima, 23 anos, e Daniel Feitosa, 20 anos, participarão das atividades e contarão suas experiências no blog “Guri na Rio+20”, em www.projetoguri.com.br/riomaisvinte Apresentação do Projeto Guri na Rio+20 Quando: 17 de junho, das 15h30 às 16h30 Onde: Espaço Arena da Barra, Auditório ARN-1 – Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401. Barra da Tijuca - Rio de Janeiro.

Jardins para dentro de casa

Aumente a qualidade de vida e o bem-estar em pequenos ambientes dentro de casa ou apartamento Para quem tem pouco espaço e sonha com um belo jardim dentro de casa, trago boa notícia: é possível sim trazer o verde para perto. Além de deixar o ambiente mais bonito, os projetos paisagísticos em espaços pequenos podem ser utilizados para aumentar o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, pois diminuem o estresse. O trabalho manual de plantar, cuidar ou regar das plantas também auxilia na concentração. “Em espaços pequenos devemos aproveitar a utilização de vasos de tamanhos diferentes e espécies de sombra ou de sol de acordo com a incidência do local, podendo criar uma cerca viva ou um painel vertical.”, destaca a arquiteta e paisagista Daniela Sedo. Na varanda é provável criar, por exemplo, um deck quadradinho com vasinhos em volta, fazer faixas com pedras maiores ou pequenas, redondinhas, e colocar uma decoração com banquinhos ou objetos graciosos. “Hoje em dia, há decks de cerâmica ou placas de concreto, que imitam a madeira. Esses materiais não requerem manutenção, são práticos, bonitos, não desgastam com o tempo, e são produtos ecologicamente corretos e impermeáveis.”, aconselha a paisagista. Dependendo do espaço onde será feito o paisagismo, é possível ter Trepadeiras, que florescem e são bonitas; Lavanda, que é aquela plantinha com florzinhas roxas, com cheiro agradável; e há também o Alecrim, uma planta bela e super fácil de cuidar. “O ideal é montar um jardinzinho com plantas fáceis de mexer e cuidar. Vale a pena colocar espécies perenes, que vão ficar lindas o tempo todo e não darão o trabalho de ter de varrer o chão a toda hora para tirar folhinhas. A manutenção é igual a de jardins externos e internos.”, conta Daniela. Em ambientes pequenos e internos a pessoa pode colocar Palmeirinhas de sombra como a Chamaedoreas ou Evônimos com até 40 cm de altura. “A boca do vaso no caso da plantação de evônimos deve ser de 50 cm, pois a pessoa pode colocar várias mudas e quando ela crescer ficará parecida com um Buchinho, e a pessoa pode escolher entre suas duas formas, Ogame verde e Variedata.”, explica a paisagista. Outra opção bacana para espaços menores são os painéis verticais com Samambaias, Orquídeas (meia sombra), Chifres-de-veado (sombra), Brinco de Princesa e bromélias (sol). “O jardim vertical ou painel vertical é uma peça única, com uma singular estrutura, onde pode ter alguns vasinhos fixados. Para montá-lo é necessário o cuidado para adquirir uma uniformidade vegetal em que o principal seja a vegetação, que pode ser uma mescla de espécies.”, detalha Daniela. Use a criatividade e mãos à obra, qualquer pequeno ambiente pode ser abrilhantado com um pequeno e valioso jardim, afinal o verde sempre quebra aquele ‘gelo’ das ilhas de cimento onde vivemos e ainda alivia o microclima local, aperfeiçoando a qualidade de vida e do ar que respiramos. Para conferir mais acesse www.danielasedo.com.br

AGRICULTURA FAMILIAR E ORGÂNICA NA DISCUSSÃO DA RIO+ 20

por Ming Liu A realização da Rio+20 é a oportunidade de mostrarmos os exemplos positivos. Temos que estruturar da cadeia produtiva primária, a partir da agricultura de pequeno porte e familiar, e investir na capacitação, com a produção de produtos com valor agregado. Nas discussões realizadas no Fórum de Alimentos Sustentáveis, que aconteceu na primeira semana de junho na Holanda, com a participação do Organics Brasil, houve comentários comuns aos presentes de que este processo de consumidores e atores da economia verde podem ter se iniciado a partir do evento de 1992, e que 20 anos depois, temos a oportunidade de consolidar a posição para onde iremos com a discussão em nível global. Conceitos como: mudanças climáticas, bioenergia, reciclagem e tratamento de resíduos, uso adequado da água, crescimento populacional, saúde, urbanização, segurança dos alimentos, desmatamento, entre outros; serão intensamente questionados como papel de uma das economias emergentes mais ativas e prósperas. A percepção real de ganho de renda da população, com a redução da pobreza, está diretamente ligada às políticas de desenvolvimento econômico e social que o Brasil tem dado para os programas envolvendo a agricultura familiar, agro ecologia e em relação aos produtos orgânicos. Este tema ganha importância na medida em que conhecemos estudos (Sustainable Food Lab, Dan Deville) que apontam que 85% da agricultura mundial envolvem agricultores de pequena escala e familiar, gerando renda para uma população global estimada em pouco mais de 2,2 bilhões de pessoas. Outro dado importante deste trabalho é de que ¾ da população mais pobre do planeta estão nas áreas rurais, e de que o potencial de crescimento que a agricultura pode gerar no processo de desenvolvimento econômico e social na população é pelo menos quatro vezes maior do que qualquer outro setor poderia proporcionar nas mesmas condições. Tendo este cenário, e transportando para uma realidade brasileira que não fica muito fora destas estatísticas, temos boas perspectivas de que o governo federal esteja no caminho certo a partir de resoluções que devem se confirmar durante a Rio+ 20, como a apresentação da Nova Política Nacional da Agro ecologia que deverá ser apresentada pela Presidente Dilma Roussef. Ming Liu é coordenador executivo do Projeto Organics Brasil- www.organicsbrasil.org

Ecofeira, uma troca saudável.Um belo exemplo de Guarapuava PR

No Ecofeira a população e os catadores de papel de Guarapuava podem trocar materiais recicláveis de baixo valor comercial por alimentos fresquinhos diretos da produção rural. A troca é realizada duas vezes por semana, seguindo um cronograma, cada vez em um bairro diferente. O Ecofeira conta com a parceria da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), da CARMUG (Central de Associações Rurais do Município de Guarapuava) e da ACPG (Associação de Catadores de Papel de Guarapuava). De outubro de 2009 ao final de 2011 o Projeto completou mais 400 toneladas de alimentos dos produtores rurais trocados por 2.000 toneladas de materiais recicláveis, que foram direcionados para a Associação dos Catadores de Papel de Guarapuava – ACPG. Em 2012 o Ecofeira visa se aperfeiçoar ainda mais, escoando os produtos agrícolas dos pequenos produtores rurais da região, enriquecendo a alimentação dos participantes do projeto e contribuindo com a limpeza do meio ambiente, aumentando ainda mais a vida útil do nosso Aterro Sanitário. Calendário de junho de 2012. A partir das 14h30min 15/06 (sexta-feira) Xarquinho – Escola Total 20/06 (quarta-feira) Entre Rios – nas vilas Abigail e Leal às 14 h e na Vila Machado às 15h e 30 min. 22/06 (sexta-feira) Colibri – Rua Pedro Américo esq. Antônio Baraúna (campo futebol) 27/06 (quarta-feira) Jordão – Escola Municipal Enoch Tavares 29/06 (sexta-feira) Primavera – Rua Jorge Haag – Esquina Av. Bandeirantes ao Lado Mercearia do Arlindo

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Serviço Florestal fará modelagem econômica de editais de concessão

Objetivo é equilibrar atratividade econômica com a geração de benefícios sociais e ambientais O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e o braço corporativo do Banco Mundial, o International Financial Corporate (IFC), assinaram contrato para o desenvolvimento de estudos que visam estabelecer um novo método de modelagem econômica para as concessões florestais federais. Segundo o gerente de Concessões do SFB, Marcelo Arguelles, a contratação do IFC vai permitir incorporar os aprendizados e as melhores práticas mundiais desenvolvidas por diversos setores econômicos em diferentes países para a modelagem do processo de concessão florestal no Brasil. “Nosso objetivo é trabalhar os editais de concessão em uma visão de empreendimento e investimento, que equilibre atratividade econômica com a geração de benefícios sociais e ambientais”, afirma. Este modelo será desenvolvido e testado para as Florestas Nacionais Itaituba I e II, no oeste do Pará. Custos O IFC vai levantar os principais aspectos econômicos envolvidos no manejo florestal, entre eles, a estrutura de custos fixos e variáveis de todas as etapas e operações dessa atividade, inclusive os rendimentos operacionais das atividades de campo, a capacidade produtiva dos bens de capital, o impacto da escala de produção nos indicadores de resultados econômicos e os aspectos relativos ao processamento industrial da madeira. Também serão levantados os custos associados ao cumprimento das obrigações contratuais para o alcance e manutenção da qualidade socioambiental das operações florestais nas concessões. Os estudos a serem realizados vão abranger, ainda, uma avaliação sobre os instrumentos editalícios e contratuais, com a incorporação de soluções que ampliem a atratividade econômica e os ganhos socioambientais do processo. Modelo O resultado do trabalho irá gerar uma estrutura de editais de concessão florestal que seja aplicável em florestas públicas localizadas na Amazônia, com a possibilidade de aproveitamento pelos gestores de florestas públicas estaduais na região. “Com este modelo de concessão, o SFB e o IFC pretendem alavancar um novo fluxo de investimentos no setor florestal regional, tornando a atividade de manejo florestal mais atrativa e segura, e fortalecendo uma economia de base florestal sustentável na região”, afirma Arguelles.

Programa Bolsa Verde reconhece guardiões da floresta

Marcia Bindo Na semana do Meio Ambiente, de 4 a 8 de junho, o Ministério do Meio Ambiente celebra o Programa de Apoio à Conservação Ambiental - Bolsa Verde, que desde Junho de 2011 busca identificar e beneficiar famílias em situações de extrema pobreza que vivem em áreas de relevância ambiental. Em contrapartida, estas famílias assumem o compromisso de conservar as áreas por meio da manutenção da cobertura vegetal e do uso sustentável dos recursos naturais. O Programa, em expansão, conta hoje com aproximadamente 23 mil famílias beneficiárias que vivem em 44 Unidades de Conservação, tais como florestas nacionais, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável e em 209 Projetos de Assentamentos Ambientalmente Diferenciados, além de áreas ribeirinhas, entre outros, abrangendo uma área total de 11,3 milhões de hectares. Famílias estas que dependem em grande parte das matas para viver, atuando como verdadeiros guardiões da floresta (veja mapa ao final). O Bolsa Verde ganha vital relevância uma vez que o Brasil abriga a maior biodiversidade do planeta. O País possui 8,5 milhões km² que ocupam quase a metade da América do Sul e abarcam diversos biomas: a Floresta Amazônica, maior floresta tropical úmida do mundo; o Pantanal, maior planície inundável; o Cerrado de savanas e bosques; a Caatinga de florestas semi-áridas; os campos dos Pampas; e a floresta tropical pluvial da Mata Atlântica, além da costa marinha de 3,5 milhões km². A variedade de biomas reflete a riqueza da flora e da fauna brasileiras. Esta abundante diversidade de vida – que se traduz em mais de 20% do número total de espécies da Terra – eleva o Brasil ao posto de principal nação entre os 17 países megadiversos (ou de maior biodiversidade). Além da biodiversidade, o Brasil também apresenta grande sociodiversidade manifestada por uma infinidade de grupos com características sócio-culturais diferenciadas e com forte relação com o meio ambiente. São eles: extrativistas, indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, seringueiros, pescadores artesanais, faxinalenses, catadoras de mangaba, dentre outros. No entanto, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), muitas dessas populações, que desempenham um importante papel para a conservação ambiental, encontram-se em situação de extrema pobreza. Apesar de apenas 15,6 % da população brasileira residir em áreas rurais, ainda há aproximadamente 7,5 milhões de pessoas extremamente pobres nessas áreas, ou seja, quase metade das pessoas em situação de extrema pobreza (46,7 %) está no campo. O Bolsa Verde reconhece e retribui essas comunidades rurais que são os responsáveis pela conservação dos ecossistemas associados a suas áreas, sendo repassados a cada três meses o valor de R$ 300,00 (trezentos reais) por família beneficiária, valorizando, assim, estes atores decisivos para a conservação ambiental no país.

domingo, 10 de junho de 2012

TECNOLOGIA INÉDITA NA CAPTURA DE PEIXES-BOIS

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), vinculado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), capturou, entre os dias 19 e 30 de maio, cinco peixes-bois nativos no município de Icapuí (CE) com tecnologia inédita no Brasil. Técnicos do CMA instalaram rádios transmissores em quatro fêmeas e um macho de peixe-boi para acompanhá-los diariamente por computador por meio de sinais enviados por satélite. Ainda foram coletadas amostras de sangue, urina, fezes e lágrimas, entre outras, e feitos exames clínicos nos peixes-bois. O CMA coordena o Programa de Monitoramento de Sirênios (PMS) no Brasil. A tecnologia, do Sirenia Project, foi desenvolvida pela instituição científica norte-americana United States Geological Survey (USGS) e permite determinar rotas migratórias, áreas de utilização, distanciamento da costa e profundidade de ocorrência. Amostras diversas possibilitam ainda verificar a saúde da população nativa desses animais e sua variabilidade genética. Os dados obtidos pela equipe formada por mais de 40 profissionais, entre biólogos, veterinários e outros especialistas, subsidiarão o governo brasileiro na tomada de decisões visando à conservação da espécie, que atualmente se encontra criticamente ameaçada de extinção. Para realizar o procedimento foi necessária embarcação construída exclusivamente para a captura de peixes-bois nativos, além de outro barco de apoio, uma rede de 200 metros de comprimento por sete metros de profundidade, dois laboratórios móveis e um escritório de campo. O lançamento da rede foi feito com cuidado para salvaguardar a integridade física dos animais e das pessoas envolvidas – afinal alguns dos peixes-bois possuíam mais de 600 quilos - peso que até então não se atribuía para a espécie no Brasil. A ação teve apoio de instituições parceiras brasileiras (Aquasis), Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA) e Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), bem como instituições norte-americanas – USGS, Fish and Wildlife Service (FWS) e Florida Wildlife Conservation (FWC) – e mexicana – Geomare Investigación Terrestre y Marina. A operação de captura dos peixes-bois foi feita em cumprimento a uma condicionante ambiental emitida para a Petrobras pela Coordenação Geral de Petróleo e Gás do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (CGPEG/Ibama). Comunicação ICMBio

sábado, 9 de junho de 2012

ANA investe em projetos de gestão e uso racional da água em edifícios públicos municipais

R$ 3 milhões serão destinados a projetos que difundam boas práticas de conservação da água, de preferência os realizados por escolas públicas municipais O uso inadequado de água é um problema que existe em diversas regiões urbanas do Brasil e até mesmo em edifícios públicos. Sabendo disso, a Agência Nacional de Águas (ANA) está com um edital aberto para selecionar projetos de gestão e uso racional de água em edificações públicas de órgãos municipais da Administração Direta ou Indireta. As propostas podem ser enviadas até 17 de setembro pelo portal do Sistema de Convênios do Governo Federal (Siconv): https://www.convenios.gov.br/siconv/. Segundo prevê o edital, serão selecionados cinco projetos – um para cada região do País – os quais receberão, por meio da assinatura de convênios, R$ 3 milhões em transferências de recursos para os municípios selecionados. Caso haja disponibilidade orçamentária, o total de recursos e o número de projetos poderão ser ampliados pela ANA. O apoio financeiro será oferecido a projetos difusores de boas práticas de conservação e uso racional da água, com preferência a iniciativas em escola públicas municipais. Para 17 de julho está prevista a publicação da primeira lista de escolhidos do primeiro dos quatro lotes de propostas que serão divulgados durante esta seleção. Para mais informações, envie e-mail para geusa@ana.gov.br. O apoio técnico e financeiro a ser dado pela ANA vale para as seguintes ações em edificações públicas: eliminação de vazamentos em sistemas de reservação e distribuição de água; reparo e modernização de equipamentos hidráulico-sanitários; medição setorizada (em banheiros e cozinhas, por exemplo) e medição independente para as diferentes fontes de abastecimento (concessionária, água de chuva, água de reúso), se houver; capacitação dos servidores que trabalham na edificação; e ações educacionais sobre a importância da conservação e uso racional da água para o ser humano e para o meio ambiente, abrangendo pelo menos os frequentadores da edificação e pessoas a elas relacionadas. Todas estas iniciativas devem obrigatoriamente constar do projeto, mas a instituição proponente poderá sugerir, com as devidas justificativas, outras modalidades de ações de promoção da conservação e do uso racional da água, conforme a situação verificada na edificação pública que sofrerá as intervenções. Um exemplo de reúso e aproveitamento de água de chuva é o uso desta água não potável nas edificações para lavagem de pisos, descarga de vasos sanitários e irrigação de jardins. Texto:Ascom/ANA

quinta-feira, 7 de junho de 2012

APRENDER A CONVIVER COM A SECA

Selvino Heck* Fui criado com água de cisterna: límpida, gostosa, cristalina, fresca o ano inteiro. Toda família de minha avó Gertrudes, mais de dez filhos, os nove de papai Léo e mamãe Lúcia bebíamos dessa a água que jorrava do céu e era recolhida pelas calhas do telhado, cozinhava-se e ainda sobrava água para os gatos e o cachorro na pequena Santa Emília, Venâncio Aires, interior do interior do Rio Grande do Sul. (Hoje, a cisterna ainda existe, mas sua bomba manual foi retirada e bebe-se água encanada de poço artesiano que beneficia toda comunidade.) Tinha seca de vez em quando. Quando batia o desespero, as lideranças da comunidade e o padre vigário faziam uma procissão na estrada poeirenta. Seja por vontade divina, seja porque a ausência de chuva estava no limite, quase sempre chovia um dia ou dois depois da procissão. Nos últimos dias de maio, a “Folha do Mate”, de Venâncio Aires, estampou as seguintes manchetes. Dia 29: “Situação de emergência é decretada no interior – Grande parte das localidades do interior enfrenta a falta de água. A preocupação levou a administração municipal a decretar situação de emergência no interior. O prefeito Airton Artus também assinou uma série de medidas para evitar o desperdício de água e estimular a economia do consumo no perímetro urbano. A estiagem que perdura desde novembro de 2011 afetou principalmente as localidades do 9º Distrito. A prefeitura já abasteceu propriedades e residências em 640 mil litros de água potável. Para todo o interior já foram destinados mais de um milhão de livros de água”. Dia 30: “Racionamento de água nas mãos dos cidadãos – De nada adiantarão as determinações da prefeitura se a população não auxiliar. Ao decretar situação de emergência, o prefeito assinou também uma série de medidas importantes para economizar água e conter o desperdício na cidade. O interior sofre com a falta de água e logo a cidade sentirá também as dificuldades, pois o nível do arroio Castelhano está no limite”. Dia 31: “Postos de combustíveis estão proibidos de lavar veículos – Além dos postos, a utilização de lava a jatos de uso doméstico, bem como a lavagem de calçadas, telhados e similares estão proibidos. Conforme decreto, o prazo especificado é de 30 dias ou até que se restabeleça a normalidade nos recursos hídricos do município. O racionamento vem comprometendo os serviços essenciais de abastecimento de água à população e aos animais, além da diminuição das reservas hídricas nos mananciais e lençóis freáticos do município, principalmente no interior”. 4 de junho, recebo e-mail de Naidison Baptista, um dos coordenadores da Articulação do Semiárido (ASA): “Boas Notícias - Vocês devem receber o convite hoje à tarde, mas a ministra Tereza Campello estará assinando quarta-feira (6 de junho), em município e comunidade do semiárido, dois termos de parceria com a ASA: um para a construção de cisternas de consumo humano e outro para implementação do P1+2, água para produção. A ministra se deslocará de Brasília para a cidade de São Caetano, Pernambuco. Deverá visitar a propriedade de Ivanilda Maria da Silva Torres, agricultora beneficiada pelas ações da ASA; ela possui duas cisternas – 16 mil litros e 52 mil litros – e outras tecnologias de convivência com o semiárido; a ministra almoçará com os/as agricultores/as, assinará os dois termos em solenidade no município, com a participação prevista de mais de 1000 agricultores. Temos de nos alegrar. Começam a chegar coisas boas no semiárido e mais convivência com o s emiárido. Na Bahia saiu uma chamada de 27.000 cisternas que devem estar contratadas até 23 de junho. E deve sair outra chamada de 1.000 implementações de segunda água. Em Pernambuco já saíram as contratações das entidades e o carro está andando. Tudo isso é basicamente com recurso federal”. 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a Assessoria de Comunicação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) distribui notícia vinda da ASA: “ASA e MDS fecharão novas parcerias nesta quarta – Serão investidos R$ 138,3 milhões na construção de 40.030 tecnologias sociais que permitem às famílias uma maior resistência aos efeitos da seca. São oito tipos de implementações para guardar água para consumo humano e para produção de alimentos e criação animal. Os dois termos de parceria vão beneficiar diretamente 46.430 famílias agricultoras, atingindo mais de 232 mil pessoas afetadas pela seca. A ação acontecerá em todos os nove estados do Semiárido Legal (do Norte de Minas até o Piauí), alcançando cerca de 230 municípios. O prazo de execução das implementações é de 7 meses e envolverá cerca de 100 entidades da sociedade civil. A construção das tecnologias ocorrerá através dos dois programas da ASA: o P1MC (Programa 1 Milhão de Cisternas), que fará a cons trução de 33.400 cisternas de 16 mil litros, que armazenam água para a família beber e cozinhar, e o P1+2 (Programa Uma Terra e Duas Águas), responsável pelas 7.630 tecnologias de captação de água para produção de alimentos e criação animal como barragem subterrânea, cisterna-calçadão, cisterna de enxurrada, tanque de pedra, barreiro trincheira e bomba d’água popular”. Boas e más notícias no ‘Sul maravilha’ e no ‘Nordeste desértico’, às vésperas da Rio+20 e da Cúpula dos Povos, junho, Rio de Janeiro. E muitas lições: a seca não é uma fatalidade. Em vez de combatê-la, é preciso aprender a conviver com ela. A água que Deus manda precisa ser cuidada e utilizada com criatividade e tecnologias simples e eficientes, como as cisternas. O povo pode e deve se organizar para exigir direitos do poder público e, ao mesmo tempo, auto-organizado, construir o futuro, a justiça e a dignidade. Governo e sociedade podem e devem trabalhar juntos, pelo bem comum. O futuro não pertence a Deus, e sim a um projeto de desenvolvimento capaz de proteger o meio ambiente com inclusão social e igualdade. Acho que vou pedir neste feriadão de Corpus Christi para meu irmão Marino, que mora com mamãe, reabrir a velha cisterna lá de casa, para sentir de novo o gosto da água da chuva - cristalina, gostosa, límpida, fresca o ano inteiro.

FLORESTA NACIONAL DE CARAJÁS TEM FAUNA DETALHADA EM LIVRO

por Sandra Tavares O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Vale lançam na quarta-feira (6), às 18h, na Câmara Municipal de Parauapebas (PA), o livro “Fauna da Floresta Nacional de Carajás – Estudos sobre os Vertebrados Terrestres”. A floresta é uma unidade de conservação federal de uso sustentável gerida pelo ICMBio. Mais de 41 mil registros foram analisados e cerca de 97% validados, totalizando 944 espécies de vertebrados (exceto peixes) elencadas na obra, todos com evidência científica na Flona. “Esperamos que a iniciativa de produzir este livro possa ser um estímulo para a continuidade da pesquisa na Floresta Nacional de Carajás, contribuindo, dessa forma, para sua gestão e proteção”, frisa o chefe da unidade de conservação, Frederico Drumond Martins. Além de caracterizar, com textos e imagens, cada um dos ecossistemas da Floresta Nacional de Carajás, a obra traz preciosas informações sobre anfíbios, répteis, aves, pequenos, médios e grandes mamíferos e morcegos que habitam a região - com destaque para as espécies ameaçadas e endêmicas. O ponto de partida para a consolidação da lista comentada de vertebrados terrestres da Floresta Nacional de Carajás foi a organização dos principais estudos de licenciamento ambiental e de pesquisas realizadas na floresta nacional e seu entorno. Foram compilados registros das espécies em vários relatórios, formando uma lista prévia que foi repassada para especialistas convidados, responsáveis por validarem os dados. Estes especialistas foram escolhidos com base na participação em trabalhos na unidade de conservação e na experiência que possuem com a fauna amazônica. O conhecimento cientifico sobre a fauna da Floresta Nacional de Carajás, detalhado no livro, é resultado de um trabalho desenvolvido pelo ICMBio em parceria com a Vale. O prefácio é assinado pelo Diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, Marcelo Marcelino. O livro detalha a lista atualizada da fauna de Carajás em capítulos a partir de seis grupos taxonômicos: anfíbios, répteis, aves, pequenos mamíferos, mamíferos voadores e médios e grandes mamíferos. Além dos capítulos específicos o livro traz uma caracterização geográfica da UC mostrando toda a sua geodiversidade e um capítulo assinado por analistas ambientais do ICMBIO indicando as ações prioritárias para a conservação da fauna da floresta. São organizadores da obra: o analista ambiental e chefe da Unidade de Conservação, Frederico Drumond Martins, o engenheiro sênior da Vale, Alexandre Franco Castilho, a professora da Universidade Federal Rural da Amazônia, Dra Fernanda Martins Hatano e os os consultores Jackson Campos e Samir Rolim da AMPLO - Engenharia e Gestão de Projetos. Comunicação ICMBio

quarta-feira, 6 de junho de 2012

RIO + 20 SERÁ UM FRACASSO!

Seminário internacional alerta: “Rio +20 está perdida. Devemos nos preparar para pautar as próximas Conferências’’ Durantes os dias 5 e 6 de junho, líderes do movimento ambientalista de Brasil e Argentina reunidos em Buenos Aires classificaram como frágeis e tímidas as propostas para a Rio +20 e alertam: para além de uma crise financeira, estamos às vésperas de uma crise civilizacional A capital portenha recebeu conceituadas lideranças do movimento ambiental brasileiro e argentino para dois dias de intensos debates e exposições de estudos científicos acerca dos temas que circundam a Conferência das Nações Unidas como o desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, redução da pobreza a zero, fontes alternativas de energia e mudanças climáticas. “O ritmo econômico, acelerado e voraz não acompanha o ritmo do desenvolvimento humano. A sustentabilidade é o único caminho, uma questão de sobrevivência e o compromisso desta geração para com as gerações futuras”, avalia o presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) e integrante do Conselho Nacional do Meio Ambiente, Carlos Bocuhy. Os mais de 25 palestrantes, especialistas em áreas como Direito Ambiental e Políticas para o Desenvolvimento Sustentável, acadêmicos, economistas, cientistas e integrantes de organizações sociais para a defesa do meio ambiente dos dois países apresentaram panoramas e dados alarmantes sobre o atual cenário do planeta. “140 corporações controlam 40% do mundo corporativo. Produzimos grãos o suficiente para prover a alimentação de todas as pessoas que habitam este mundo, com 800g desta produção por dia. Isso reflete a concentração de poder econômico e demonstra que há um problema grave de governança política que afeta diretamente a distribuição de renda e a qualidade de vida das populações”, afirma o economista Ladislau Dowbor. E completa: “A produção aumenta, mas a satisfação com a vida não”. “Este cenário exige controle social intenso para garantir a conservação dos recursos naturais, respeitando as especificidades de cada país e seus ecossistemas”, de acordo com o professor Paulo Affonso Leme Machado, doutor honoris causa, uma das maiores autoridades brasileiras para questões ambientais que soma 40 anos de trabalhos dedicados ao tema. Para Mauro de Moraes Victor, engenheiro agrônomo e um dos autores da Agenda 21, é preciso estabelecer uma nova ordem mundial para aplacar as desigualdades sociais e frear a destruição do planeta: “Vivemos na iminência de crises financeira, climática, alimentação, combustíveis fósseis e governança global. Quando todas convergirem em um mesmo momento o mundo como o conhecemos entrará em colapso. É o que chamamos de crise civilizacional”. “Desenvolvimento é qualitativo e o crescimento é quantitativo. Atualmente, optam-se por ações que visem o crescimento e não o desenvolvimento. O problema não é mais da Ciência, que cumpre seu papel com a elaboração de estudos e argumentos teóricos. O problema está na ética, no processo decisório. A Rio +20 ignora a ciência e cobre de verde um discurso que é corporativo. É preciso ter Ciência com consciência”, avalia a oceanógrafa e professora da USP Yara Novelli. Os especialistas do Proam alertaram os mais de 400 participantes sobre a importância da clareza na divulgação das informações referentes ao tema da sustentabilidade. “Falar em economia verde é como pedir a um tigre que seja vegetariano. O que precisa mudar urgentemente é o modelo de economia, que é predatório, faz uso mercantil dos recursos naturais e insiste em práticas de consumo excessivo”, enumera Ladislau Dowbor. Outra tese defendida pelo Proam está baseada no fomento à participação popular nos fóruns e conselhos ambientais, como explica Luiz Mourão, do Conselho Nacional de Meio Ambiente: “Esses espaços são fundamentais para a formação de políticas públicas verdadeiramente eficientes. Somente a população, diretamente atingida pelos resultados da má conservação ambiental, é capaz de proporcionar um diagnóstico preciso e assim indicar ações que possam contribuir para o uso racional dos recursos e manutenção de áreas verdes”. É preciso medir a capacidade de suporte do Planeta A proposta do Proam para o avanço na conservação da biosfera indica o desenvolvimento de unidades de mensuração dos impactos ambientais, com o objetivo de controlar a destruição do planeta, como explica Carlos Bocuhy. “Propomos um método para medir o quanto a Terra ainda pode suportar em termos de alteração de seu ecossistema. É preciso lembrar que nossas reservas de água, por exemplo, estão em níveis críticos, assim como os índices de desmatamento para a instalação de obras viárias, entre outras. Aqui, a Ciência desenvolve papel fundamental na criação de ferramentas que possibilitam maior controle social sobre os recursos naturais, patrimônio de toda a humanidade”.

SEMANA ENVOLVERDE DISCUTE QUESTÕES AMBIENTAIS EM SP

Catavento se inspira na Rio+20 e organiza evento para discutir questões ambientais Até o dia 10 de junho acontece a “Semana Envolverde”, que, entre outras atividades, terá talk shows com Fábio Feldmannn e José Eli da Veiga. Em sintonia com a Rio+20, conferência que discutirá práticas de desenvolvimento sustentável no Rio de Janeiro durante o mês de junho, o Catavento Cultural e Educacional, museu de ciência da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, realiza a Semana Envolverde. Durante a semana especial serão realizados dois talk shows com apresentação do jornalista Sergio Brandão, um dos criadores do programa Globo Ciência, vencedor do prêmio José Reis de Jornalismo Científico do CNPq e responsável pela Curadoria Internacional da Mostra Ver Ciência. No dia 9 de junho, quem participa do talk show é o ex-secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Fábio Feldmann, um dos primeiros personagens da política nacional a abraçar as causas ambientais, que hoje tem forte atuação no setor além de ser um dos criadores da SOS Mata Atlântica. No dia 10 de junho, Sergio Brandão recebe o economista José Eli da Veiga, professor dos programas de pós-graduação do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI/USP) e do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). O professor também é autor de 20 livros e é colaborador permanente das colunas de opinião do jornal Valor Econômico. As duas conversas, que têm como tema “Desenvolvimento Sustentável”, contarão com a participação especial da bióloga Maria Isabel Landim, do Museu de Zoologia da USP com apresentadora. Há também a possibilidade de acompanhar tudo via internet, ao vivo, pelo site Ver Ciência (http://www.verciencia.com.br/) Abaixo, segue a programação completa: até 08 de junho - Espetáculo de Ciência - “Desenvolvimento Sustentável”. Às 15:30, no auditório do Catavento. Durante a atividade, dois cientistas têm o objetivo de mostrar a importância de preservar o mundo a partir de uma viagem ao futuro. A partir da “Ciência Divertida” as crianças aprenderão a identificar como o uso dos combustíveis pode afetar nossas florestas e planeta. Para participar, não é necessário agendamento prévio. De 07 a 10 de junho - ECOTRILHA Horários disponíveis: 10h, 11h, 12h, 14h, 15h e 16h. Durante o fim de semana e feriado serão organizados dois grupos de visitantes espontâneos em horários pré-definidos. Os grupos participarão de um jogo de perguntas e respostas sobre temas ecológicos e ambientais em um tabuleiro gigante. A equipe vencedora será presenteada com mudas de árvores nativas da Mata Atlântica. A oficina acontece na sala do Passeio Digital, da seção Ecologia. Não são necessárias inscrições prévias. Até o dia 10 de junho - TALK SHOW - “Desenvolvimento Sustentável” Às 15h, no auditório do Catavento. O tema dos talk shows é desenvolvimento sustentável, abordado também pela durante a Rio+20 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, de 13 a 22 de junho na cidade do Rio de Janeiro. A entrevista que será conduzida pelo jornalista Sergio Brandão tem o objetivo de esclarecer os jovens sobre os motivos da realização da Rio+20 e sobre alguns aspectos científicos, políticos e econômicos que influenciam no futuro do planeta. O talk show irá contar com a participação do ambientalista Fábio Feldmann, no sábado, 9 de junho, e do economista José Eli da Veiga, no dia 10. Os dois dias contarão com a participação especial da bióloga Maria Isabel Landim, do Museu de Zoologia da USP. Os participantes receberão certificados de participação nos talk shows. As vagas são limitadas e a entrada no Museu é gratuita para os inscritos. Para se inscrever é preciso fazer a solicitação pelo e-mail cursos@cataventocultural.org.br. Sobre o Catavento O espaço, fruto de parceria entre as Secretarias Estaduais da Cultura e da Educação, foi inaugurado em março de 2009. São mais de 250 instalações, em 8 mil metros quadrados, divididas em quatro seções (Universo, Vida, Engenho e Sociedade), cada uma delas elaborada com iluminação e sons diferentes, que contribuem para criar atmosferas únicas e envolventes. Atrações como aquários de água salgada, anêmonas e peixes carnívoros e venenosos, uma maquete do sol e uma parede de escaladas onde é possível ouvir histórias de personalidades como Gengis Khan, Julio César e Gandhi, são apenas alguns exemplos de como o visitante pode aprender e se divertir ao mesmo tempo. No local também é possível conferir as atrações da Fundação Museu da Tecnologia de São Paulo, que teve seu acervo transferido para o Catavento no início de 2011. Entre os principais equipamentos estão a locomotiva Dübs (fabricada em 1888 na Inglaterra que pertenceu à Cia. Paulista de Estradas de Ferro e foi usada brevemente para o transporte de carga) e o avião DC-3 (1936), que foi utilizado como cargueiro militar na Segunda Guerra Mundial. Catavento Onde: Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/no – Palácio das Indústrias, Parque Dom Pedro II, Centro – São Paulo/SP Quando:até domingo, das 9h às 17h (bilheteria fecha às 16h) Quanto: R$ 6 e meia-entrada para estudantes e idosos Idade mínima para visitação: recomendado para crianças a partir de seis anos Como chegar: www.cataventocultural.org.br/mapas.asp Acesso por transporte público: estação de metrô Pedro II e terminal de ônibus do Parque Dom Pedro II Estacionamento: R$ 10 até 4 horas. Adicional por hora: R$2,00. (capacidade para 200 carros). Ônibus e vans: R$20,00. Infraestrutura: acesso para pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida

Empresa renova infraestrutura de rede de dados de maneira sustentável

A Valid, líder brasileira em soluções em meios de pagamento, telecomunicações e identificação, como cartões e pagamento móvel, decidiu padronizar toda a sua infraestrutura de rede convencional para uma gerenciável. O objetivo da empresa foi trazer segurança para a camada física, de maneira ecologicamente correta. O resultado dessa primeira fase do projeto foi uma rede corporativa otimizada e mais segura. Durante a instalação do projeto, segundo a DMI, houve uma preocupação especial quanto ao descarte dos materiais. "O objetivo é padronizar todos os sites da Valid para Systimax, com gerenciamento centralizado, segurança e visando o descarte responsável, de maneira que a área de TI possa dar a sua contribuição para as políticas de sustentabilidade já existentes na Valid", explica Carlos Gurgel, diretor-presidente da DMI. Os produtos adquiridos para a implantação desse projeto são da marca Systimax (Commscope): cabos de categoria 6A (10 giga), solução gerenciável iPatch e as fibras OM4, já preparadas para suportar o tráfego em 10GB. As fibras OM4 alcançam uma distância de até 430 metros, trafegando a 100 giga possuindo maior performance, o que gera uma alta proteção no investimento do projeto e evita o descarte desnecessário das fibras, em curto e médio prazo. "Escolhemos a Systimax pela qualidade, confiabilidade e também pelo programa de TI Verde da empresa. Tudo isso nos permitiu projetar em fases esse upgrade tecnológico, justificando o investimento em curto prazo", acrescenta Marcos Gomes, executivo de TI da Valid. De acordo com Marcos Gomes, a sustentabilidade sempre foi uma grande preocupação para a empresa - e para qualquer tipo de descarte é solicitado o certificado de destinação -, pois a companhia possui unidades de negócios de gráficas e cartões, e por isso segue todas as normas ambientais. "Não gostaríamos de ver o material ser descartado de maneira incorreta e não-sustentável, Sendo assim, optamos pela parceria entre a DMI, Systimax e Anixter, pois sabíamos da eficiência do programa de TI Verde das companhias", destaca. A DMI optou pela Anixter Inc., líder mundial em distribuição de soluções de comunicação de dados, segurança física e cabos elétricos e eletrônicos, para a distribuição de todos os equipamentos Systimax, pois a empresa é um dos principais parceiros e possui a agilidade e a flexibilidade para atender a demanda que o projeto exige. "A Anixter aposta muito nesse trabalho, pois ele valoriza um ponto que estamos trabalhando com muita atenção: a sustentabilidade. Para os próximos anos, vamos procurar sempre utilizar equipamentos e medidas sustentáveis em nossos projetos, de maneira correta e consciente, sem diminuir a qualidade e eficiência de nossos serviços", finaliza Marcelo Rezende, country manager da Anixter no Brasil. Sobre a Anixter Inc. A Anixter Internacional é líder mundial em distribuição de produtos de comunicação de dados e segurança física, fios e cabos elétricos e eletrônicos, fasteners e demais componentes menores. A empresa agrega valor ao processo de distribuição provendo aos seus clientes acesso a: 1) inovadores programas de gerenciamento de inventário, 2) mais de 450.000 produtos e US$ 1 bilhão em inventário, 3) 226 depósitos com aproximadamente 650.000 m2 de área, e 4) escritórios em 266 cidades em 51 países. Fundada em 1957 e sediada próxima à cidade de Chicago, a Anixter tem suas ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York, sob o símbolo AXE. Fonte: Brandpress

terça-feira, 5 de junho de 2012

PARQUES NACIONAIS SÃO ATRAÇÃO NO METRÔ DE SÃO PAULO

Vinte fotografias inéditas dos parques nacionais Grande Sertão Veredas e Cavernas do Peruaçu, que ficam em Minas, poderão ser vistas durante o mês de junho pelos usuários da estação Ana Rosa (Vila Mariana), do Metrô de São Paulo. A estação integra as linhas Azul e Verde do metrô e recebe, em média, 150 mil passageiros por mês. As imagens são dos fotógrafos Bento Viana e Eduardo Aigner, que participaram de expedições do WWF-Brasil. A mostra foi inaugurada nesta segunda (4) e faz parte da 7ª Semana Metrô Meio Ambiente, com apoio da Virada Sustentável. A proposta é mostrar os valores e as belezas do cerrado. Os parques nacionais Grande Sertão Veredas e Cavernas do Peruaçu somam quase 300 mil hectares de cerrado conservado no norte de Minas Gerais e fazem parte do Mosaico de Unidades de Conservação Sertão Veredas-Peruaçu. Fonte: WWF Comunicação ICMBio

segunda-feira, 4 de junho de 2012

ICMBIO ELABORA LISTA DE VERTEBRADOS DA FLONA DE IPANEMA

A Floresta Nacional (Flona) de Ipanema, unidade de conservação sob gestão do Instituto Chico Mendes localizada em Iperó (SP), iniciou neste mês de maio a elaboração da Lista Oficial da Fauna de Vertebrados ocorrentes na floresta. Os trabalhos estão sendo conduzidos sob a coordenação do analista ambiental Luciano Bonatti Regalado e do consultor científico e biólogo André Guilherme. Atualmente, sabe-se da existência de mais de 450 espécies de vertebrados na Floresta Nacional de Ipanema, das quais destacam-se mais de 20 espécies com algum grau de ameaça, incluídas na Lista Oficial da Fauna Ameaçada de Extinção do Estado de São Paulo e que merecem a atenção para a sua conservação e de seus ambientes de ocorrência. "Neste primeiro momento, estamos realizando a compilação das informações relativas ao conhecimento zoológico existente na floresta que estão registradas em diversos estudos desenvolvidos nos últimos 20 anos tendo a Unidade como objeto das pesquisas”, ressaltou Regalado. Pesquisadores especialistas Após a atualização taxônomica das listagens, elas serão encaminhadas para pesquisadores especialistas em cada grupo animal, que poderão contribuir no questionamento e/ou validação da ocorrência das espécies na Unidade de Conservação. Segundo Regalado com a oficialização da lista de vertebrados ocorrentes na UC, o ICMBio poderá contribuir para a definição de estratégias e linhas de apoio à pesquisas a serem previstas pelo Plano de Manejo da Flona, em processo de atualização. “A idéia é que a lista oficial seja revista e atualizada a cada três anos. Entretanto, a Flona deverá disponibilizar anualmente informações sobre o registro e a ocorrência de novas espécies em sua área”, frisa ele. Conheciento zoológico A Flona de Ipanema possui uma grande importância histórica relacionada ao conhecimento zoológico do país, especialmente da região sudeste e do bioma Mata Atlântica. A região foi uma das localidades que mais recebeu visitas dos naturalistas que percorreram o interior do Brasil durante o século XIX. Dentre os estudiosos que ali estiveram, merece destaque o austríaco Johann Natterer, integrante das comissões científicas pertencentes a esquadra monárquica da arquiduquesa Leopoldina da Áustria, vinda para o Brasil para casar-se com D. Pedro I do Brasil. Natterer, a serviço do Museu de Viena, percorreu grande extensão do território brasileiro (sudeste, centro-oeste e grande parte da Amazônia), desenvolvendo pesquisas e coletando espécimes de diversas localidades, de diversos ambientes. Em Ipanema, permaneceu aproximadamente 800 dias entre os anos de 1819 e 1822, onde coletou centenas de espécimes de vertebrados, com destaque para as aves e mamíferos. Entre o material coletado em Ipanema, estavam indíviduos de bionomia totalmente ignorada, assim como espécies ainda desconhecidas para a ciência, como é o caso do raro mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), cuja localidade-tipo é Ipanema. Os dados coletados e presentes nos manuscritos de Natterer foram amplamente utilizados como base para várias descrições de táxons, na época tidos como novos. Após os trabalhos desses naturalistas, desenvolvidos principalmente na primeira metade do século XIX, a fauna de Ipanema somente foi alvo de novos estudos sistemáticos a partir da década de 1990, com a criação da Floresta Nacional de Ipanema, quando a área começou a receber estudantes e pesquisadores interessados em contribuir para o conhecimento e conservação de um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica do interior paulista. Comunicação ICMBio

Encontro de países megaflorestais debate transições no setor

Serviço Florestal Brasileiro e Instituto Estadual de Florestas ao Amapá participam do encontro, que será realizado dos dias 4 a 8 de junho no Canadá Representantes de 11 países entre aqueles que têm as maiores áreas de floresta do mundo reúnem-se entre segunda e sexta-feira, 4 a 8/06, em Whistler, no Canadá, para o encontro Megaflorestais. O Brasil, que ocupa a segunda posição no ranking das nações com mais florestas, com 516 milhões de hectares, contará com integrantes do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF) do Amapá, estado que tem cerca de 97% de seu território com cobertura florestal. Este ano, encontro terá a participação de entidades florestais de Camarões, Canadá, China, República Democrática do Congo, Indonésia, Libéria, México, Peru, Sudão do Sul e Estados Unidos - que juntos têm cerca de 1,7 bilhão de hectares de cobertura florestal -, além de especialistas de entidades internacionais ligadas ao tema. O painel que abre o evento, na segunda-feira, vai tratar das mudanças enfrentadas pelas instituições florestais na última década, desafios atuais e mudanças previstas para os próximos anos. Os debates prosseguem nos demais dias com os temas como indústrias florestais em transição, repensando regulamentos florestais e impactos das reformas sobre posse da terra e de governança para as agências florestais. Segundo o gerente executivo de Informações Florestais do SFB, Daniel Piotto, que representará o SFB no Megaflorestais, o encontro traz um ambiente propício à discussão de desafios comuns. “É um excelente fórum, uma vez que promove a troca de experiências entre países e facilita a construção de uma agenda global para a questão florestal”, afirma. Para ampliar o diálogo entre os participantes, o Megaflorestais usa as regras da entidade britânica Chatlam House, em que os participantes são livres para usar a informação recebida, mas não podem atribuí-la a nenhum convidado em específico, com o objetivo de levar a uma discussão técnica, informal e mais aberta. “Acredito que através de um diálogo franco e troca de informações entre diferentes países participantes será possível avançar em questões fundamentais para conciliação de uma agenda de desenvolvimento pautada numa boa gestão dos recursos florestais” complementa Piotto. O encontro é realizado desde 2005, e há quatro anos, ocorreu no Brasil, em Brasília (DF) e Manaus (AM).

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Comissão de Gestão de Florestas Públicas debate fomento do setor

Primeira reunião do ano trouxe para a pauta a necessidade de mais incentivos econômicos para a atividade florestal sustentável Os debates sobre a necessidade de uma estratégia de fomento para o setor florestal devem ganhar mais espaço na Comissão de Gestão de Florestas Públicas (CGFLOP), organizada pelo Serviço Florestal Brasileiro, que reuniu-se esta semana em Brasília (DF). Os integrantes da Comissão conheceram os resultados de uma oficina sobre fomento florestal realizada pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) em abril com cerca de 50 representantes do governo, iniciativa privada e sociedade civil que identificou, como principal anseio, a criação de uma política florestal estruturada. “Queremos convidar os membros da Comissão para uma discussão mais forte sobre o fomento florestal e sobre os instrumentos econômicos para trabalhar a floresta em pé, como tivemos com o Fiset [Fundo de Investimento Setorial - Reflorestamento] e o Probor [Programa de Incentivo à Produção de Borracha Natural]. O manejo florestal precisa ser desonerado”, afirmou o diretor-geral do SFB, Antônio Carlos Hummel. Entre outras metas apontadas pelo relatório da oficina estão a criação de incentivos fiscais e econômicos para atividades florestais, ampliação das iniciativas de assistência técnica e extensão rural para florestas e a estruturação de cadeias produtivas a fim de aumentar sua competitividade. O trabalho partiu de um diagnóstico sobre os principais desafios do setor, e da avaliação das oportunidades e ameaças. As metas surgidas na oficina poderão funcionar como ponto de partida para debates mais aprofundados com atores capazes de fortalecer esse processo. A CGFLOP constitui-se um dos fóruns mais importantes por ser composta de representantes de diferentes segmentos. Entre seus 24 integrantes estão membros de 7 ministérios, órgãos federais, academia, setor privado, entidades de classe e movimentos sociais. Concessões Além do estudo sobre fomento florestal, a pauta da reunião trouxe os mecanismos adotados pelo SFB para ampliar a atratividade econômica das concessões florestais, já vigentes nos dois editais abertos até 26 de julho para o manejo de 200 mil hectares nas Floresta Nacionais (flona) de Jacundá (RO) e Saracá-Taquera (PA). O representante da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), Onilson Costa, que trabalha no Departamento de Licenciamento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rondônia, acredita que, quando implantada, a concessão na Flona de Jacundá trará benefícios semelhantes aos ocorridos na Flona do Jamari (RO), primeira concessão florestal federal. Segundo Costa, a concessão inibiu ilícios contra o meio ambiente e a pessoa, trouxe postos de trabalho que respeitam os direitos dos empregados e consegue produzir com a conservação da floresta. “Quando você começa a ter conhecimento e vivencia os efeitos positivos com a concessão, vê que talvez seja a única saída para manutenção do meio ambiente”, afirma. Inventário Entre os outros temas abordados na reunião esteve um informe sobre o andamento do Inventário Florestal Nacional, coordenado pelo SFB. Com o desafio de inventariar todo o país em relação a suas florestas em ciclos de cinco anos, ainda em 2012 espera-se ter início o levantamento de campo dos recursos florestais em pelo menos quatro estados, Paraná, Ceará, Sergipe e Rio de Janeiro. A CGFLOP reúne-se ordinariamente pelo menos duas vezes e, extraordinariamente, sempre que convocada. Sua função é assessorar, avaliar e propor diretrizes para gestão de florestas públicas brasileiras. Este foi o primeiro encontro de 2012.

NOVAMENTE O "LIXO" IMPORTADO!

Ibama multa em R$ 2 milhões empresa que importou lixo para o Brasil, no porto de Itajaí, Santa Catarina. A carga, de 19.907 quilos, era descrita como “outros tecidos atoalhados de algodão”, conforme descrição documental, a mercadoria importada deveria corresponder a tecidos atoalhados não padrão, 100% algodão, destinados à fabricação de pequenas toalhas de limpeza em cores diversas. Contudo, o material importado da Espanha era composto por produto acabado, como toalhas de banho e uniformes, todos já utilizados e descartados como resíduo. Foram emitidas duas notificações, uma para que a carga seja devolvida ao país de origem em, no máximo, 60 dias e outra para que sejam preenchidos e assinados documentos da Convenção de Basiléia. Essa situação enquadra-se nos aspectos inerentes da Convenção de Basiléia, que dispõe sobre o controle e tráfico internacional de resíduos. Segundo o analista do Ibama, Alvino Pereira, a empresa tem 20 dias para recorrer da autuação. Badaró Ferrari Ascom - Ibama/SC Foto: Alvino Pereira/Ibama