Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Acesso à água na zona rural: o desafio da gestão

Igor Arsky e Vitor Santana

A falta de acesso regular a qualquer fonte de água potável ainda é uma situação bastante presente na realidade social brasileira, e particularmente crítica para a população localizada na zona rural, em especial para aquela em situação de extrema pobreza. Variações climáticas que afetam a disponibilidade de água, a poluição de fontes hídricas disponíveis, conjugadas com uma reduzida oferta da rede pública de abastecimento de água, têm afetado severamente as condições de sobrevivência dessa população.

No Brasil, 72,2% da população rural ainda acessa água apenas por meio de poços, cacimbas, açudes e barreiros, acesso esse muitas vezes precário e com grande potencial para provocar doenças (IBGE, Censo Demográfico 2010).

No semiárido a situação de acesso à água é ainda mais crítica, uma vez que os rios geralmente são intermitentes, o subsolo é formado em 70% por rochas cristalinas, rasas - o que dificulta a formação de mananciais perenes e prejudica a potabilidade da água subterrânea, que normalmente é salinizada. Além disso, os níveis de precipitação e escoamento superficial são pequenos se comparados ao restante do país e a eficiência hidrológica dos reservatórios é extremamente baixa, em função das altas taxas de evaporação.

Nesse contexto, a captação de água de chuva tem sido considerada um novo paradigma no âmbito do desenvolvimento rural sustentável, sendo socialmente justo e econômica e tecnicamente viável. Com isso, apostar na descentralização do atendimento e na gestão integrada e coletiva dos recursos hídricos é estratégia fundamental para a população rural, em especial para a população do semiárido.

Um grande desafio diz respeito à gestão dos recursos hídricos em nível local e comunitário. O primeiro ponto é compreender o crescente papel da captação direta das águas pluviais, que devem ser consideradas na gestão dos recursos hídricos, tal como se faz com as águas superficiais e subterrâneas.
O segundo ponto diz respeito à participação local e comunitária. Uma vez que geralmente o abastecimento das comunidades rurais se faz por meio de sistemas isolados e não conectados à rede geral e por soluções individuais, como as cisternas, é razoável entender que possíveis problemas no abastecimento sejam melhor geridos em nível local.

Um terceiro ponto, decorrente do anterior, diz respeito, portanto, à criação de capacidades locais para essa gestão, sendo necessário investir tanto na formação das próprias comunidades abastecidas por essas soluções descentralizadas, como no fortalecimento das capacidades das administrações municipais em implementar processos participativos de gestão dos recursos hídricos.

O quarto e último ponto, diz respeito à integração das políticas públicas de acesso à água que incidem sobre a população rural. A Política Nacional de Recursos Hídricos está voltada para a gestão da disponibilidade agregada da água para os seus diversos usos, tendo como referência as bacias hidrográficas e com mecanismos próprios de gestão e participação. O abastecimento humano (considerando o tratamento, a distribuição e qualidade da água consumida), por sua vez, está regulado no âmbito da Politica Nacional de Saneamento Básico, que também possui seus próprios mecanismos de gestão e participação como, por exemplo, os planos municipais de saneamento.

Por fim, cita-se a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que tem assumido como diretriz a universalização do acesso à água em quantidade e qualidade suficiente para o consumo humano e para produção de alimentos. A partir de uma abordagem centrada no direito humano dos indivíduos à água e à alimentação adequada, o MDS tem tido papel preponderante no atendimento da população rural, com destaque para o Programa Cisternas.

A grande novidade para as políticas de acesso à água foi o lançamento do Plano Brasil sem Miséria, que vem mobilizando todo Governo Federal na busca da universalização do acesso à água para a população rural de baixa renda. Até 2014 deverão ser beneficiadas cerca de 750 mil famílias com cisternas e sistemas simplificados de abastecimento para o consumo humano, sendo que para a produção de alimentos também estão previstos investimentos em diversas tecnologias como cisternas de produção e pequenas barragens. Nesta perspectiva, o desafio da gestão local deverá estar cada vez mais presente na agenda nacional.

Igor Arsky e Vitor Santana são gestores governamentais e, respectivamente, coordenador geral e técnico de Acesso à Água do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia Mundial da Água: as vantagens das lavadoras de alta pressão

O Dia Mundial da Água, comemorado no dia 22 de Março, é uma ótima oportunidade para a conscientização sobre a necessidade primordial de evitar desperdícios deste importante recurso natural. Segundo a ONU, a maioria dos países dispõe de água suficiente para satisfazer as necessidades domésticas, industriais, agrícolas e ambientais. O problema, muitas vezes, está na gestão. Sendo assim, nada mais importante do que nos dedicarmos à gestão desse bem tão precioso com consciência e responsabilidade.

A porcentagem de utilização de água no Brasil está dividida em 80% de uso na agropecuária (sendo 69% na irrigação e 11% na produção animal); 13% de uso residencial (sendo 11% urbano e 2% rural) e 7% de uso industrial.

As Nações Unidas vêm enfrentando a crise causada pela crescente demanda global de recursos hídricos para atender às necessidades agrícolas e comerciais da humanidade, bem como crescente necessidade de saneamento básico.

Portanto, a divulgação das vantagens advindas com a utilização de produtos e soluções que economizam os recursos naturais, em especial a água, é cada vez mais necessária. "Os aspectos relacionados à sustentabilidade são primordiais no nosso negócio. Desenvolver soluções de limpeza residenciais, profissionais e industriais, que aliem eficácia à economia de recursos naturais tem sido a missão da empresa desde sua fundação, há mais de 35 anos", afirma Abilio Cepêra, diretor geral da Kärcher, líder mundial em soluções para limpeza.

Um bom exemplo de uma solução desenvolvida pela empresa e que economiza água são as lavadoras de alta pressão. Um estudo comparativo entre estes equipamentos e mangueiras, realizado pela Kärcher, mostra a eficiência e redução de gastos. As lavadoras de alta pressão possuem vazão de 300 litros/hora e pressão de 1.100 libras. Com o uso da mangueira, a vazão de água é de 2.300 litros/hora, índice muito superior ao das lavadoras.

O resultado é uma limpeza 30 vezes mais eficiente, com um gasto oito vezes menor, o que desmistifica a falsa percepção de que, devido à pressão, tais equipamentos gastam mais água do que as mangueiras.

Fonte: .Brandpress

terça-feira, 20 de março de 2012

Governo lança programa para implementar política de educação no campo

O programa atenderá escolas rurais e quilombolas. No campo, 23,18% da população com mais de 15 anos é analfabeta e 50,95% não concluiu o ensino fundamental. O Pronacampo baseará suas ações em quatro eixos: gestão e práticas pedagógicas, formação de professores, educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica. Uma das ações previstas é a educação contextualizada, que promova a interação entre o conhecimento científico e os saberes das comunidades.

Mais de 3 milhões de estudantes receberão material didático relacionado à realidade do campo, por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD Campo). O Programa Nacional de Biblioteca da Escola (PNBE) atenderá professores e estudantes, ao oferecer obras de referência sobre as especificidades do campo e das comunidades remanescentes de quilombos.

O programa Mais Educação, de apoio à educação integral, oferecerá atividades de acompanhamento pedagógico, práticas vinculadas a agroecologia, iniciação científica, direitos humanos, cultura e arte popular, esporte, lazer, memória e história das comunidades tradicionais. A meta é atender 10 mil escolas com educação integral até 2014.

Professores – A formação de professores também receberá atenção especial, com oferta de aperfeiçoamento para professores do campo e de escolas quilombolas. Além disso, o Pronacampo apoiará a oferta de formação inicial, continuada e pós-graduação para professores, gestores e coordenadores pedagógicos que atuam na educação básica do campo.

Para reforçar a formação de professores, serão oferecidos cursos de licenciatura em educação do campo pelas instituições públicas de ensino superior. A Universidade Aberta do Brasil (UAB) expandirá 200 polos para atender os professores do campo e serão destinados recursos de apoio à manutenção dos polos por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola.

Adultos – Para desenvolver a educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica, o governo federal pretende expandir a oferta de cursos voltados ao desenvolvimento do campo nos institutos federais. O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) Campo apoiará a inclusão social dos jovens e trabalhadores do campo. Para isso, serão dedicadas 120 mil bolsas de estudo do Pronatec Campo.

O quarto eixo do Pronacampo trata da infraestrutura física e tecnológica das escolas. Até 2014, o programa apoiará a construção de 3 mil escolas, obras de infraestrutura e a aquisição de 8 mil ônibus escolares.

Além da estrutura física, o Pronacampo promoverá a educação digital e o uso pedagógico da informática nas escolas do campo e quilombolas. Também está prevista a instalação de recursos digitais em 20 mil escolas até 2014.

Assessoria de Comunicação Social

Operação Salamanca combate agrotóxicos ilegais na fronteira sul do país


O Ibama participou, na última quarta-feira (14/03), da Operação Salamanca, realizada em parceria com a Polícia Federal, Policia Rodoviária Federal, Brigada Militar e Receita Federal, na região da fronteira do Rio Grande do Sul. O objetivo principal foi combater o contrabando de agrotóxicos na fronteira entre Brasil e Uruguai, que vem sendo alvo contínuo da fiscalização por parte do Ibama.

Foram cumpridos 17 mandatos de prisão, apreendidos veículos e um avião, no valor total de R$ 2 milhões, além de cinco toneladas de agrotóxicos que entraram irregularmente no país. A operação, por parte do Ibama, comandada pelo chefe da Divisão de Fiscalização e Controle, Régis Fontana Pinto, contabilizou, em ações realizadas na quarta-feira, um total de 17 autos de infração lavrados em R$ 4,2 milhões de multas, com base no artigo 64 da Lei dos Crimes Ambientais (6514) que trata da utilização de substâncias nocivas, entre elas, os agrotóxicos.

A apresentação dos resultados da operação em Santana do Livramento teve a presença do diretor da Diretoria de Proteção Ambiental, Ramiro Martins-Costa, que alertou para os danos ambientais decorrentes desse tipo de crime. Segundo ele, a entrada destes produtos representa um grande dano, principalmente, para os recursos hídricos, já que são descartados irregularmente, descumprindo a logística reversa implementada com sucesso na destinação adequadas da embalagens dos agrotóxicos comprados e utilizados legalmente.

Para o superintendente do Ibama/RS, João Pessoa Moreira Junior, que também acompanhou a coletiva de anúncio da operação em Livramento, o agrotóxico, para ter validade legal, deve atender especificações técnicas de três ministérios: Meio Ambiente, Saúde e Agricultura. Além disso, o superintendente destacou a importância dos escritórios regionais do Ibama em Bagé e Uruguaiana, que realizam ações contínuas de combate a esse tipo de ilegalidade.

Já o delegado da Polícia Federal em Santana do Livramento, Alessandro Maciel Lopes, afirmou que as operações de combate aos produtos irregulares vão prosseguir, já que existem cerca de 400 receptadores de agrotóxicos ilegais entre produtores de todo o estado. Segundo ele, as ações se concentraram nos contraventores que atuam na logística e comercialização dos agrotóxicos ilegais, além dos mentores deste tipo de crime.

Foram desmobilizadas três quadrilhas que atuavam nas cidades de Quaraí e Alegrete. As ações de fiscalização se concentraram nas cidades de Manuel Viana, São Borja, Alegrete e Quarai.

Maria Helena Firmbach
Ascom Ibama/RS

segunda-feira, 19 de março de 2012

NESTA MADRUGADA, A CHEGADA DO OUTONO!


FOTO: Ronaldo Kotscho

Comunidades no Pará, se preparam para aumentar renda com plantio de açaí

Grupo de trabalho dos Conselhos Consultivos da Flona Itaituba I e do Trairão, do qual faz parte do Serviço Florestal Brasileiro, e entidades parceiras realizam curso de mudas e viveiros que possibilitará aos agricultores familiares fazer e ampliar cultivos de espécies nativas

O Grupo de Trabalho formado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e Cooperativa Mista Agroextrativista do Caracol (Coopamcol), além de instituições parceiras, promovem dos dias 19 a 23 um curso sobre mudas e viveiros para 20 produtores de comunidades situadas no entorno da Floresta Nacional (Flona) do Trairão na região da BR-163, no Pará. As atividades ocorrerão na comunidade Monte Dourado, na vicinal do Cacau, município de Itaituba.

O objetivo da ação é fortalecer a capacidade dos comunitários de gerar renda com produção de açaí. Os agricultores familiares extraem o palmito e o fruto da espécie e, com o curso, poderão ampliar a quantidade de palmeiras para manejo e também a produção.

Um dos primeiros benefícios será mais autonomia para as extrativistas. “A comunidade terá mudas para plantar, pois não existe oportunidade de aquisição de mudas na região por falta de produtores”, explica o chefe da Unidade Regional (UR) do Distrito Florestal da BR-163 do SFB, Fernando Ludke.

A produção própria reduz ainda o custo da muda, do deslocamento delas para as comunidades, além da viabilidade da própria muda, que não sofre com transporte e baldeio. Ao plantá-las, os agricultores conseguirão adensar a quantidade de palmeiras. “Eles terão um rendimento maior por área e poderão se deslocar menos para chegar aos açaizais”, diz Ludke.

Plantio conjunto
Embora o açaí seja uma das espécies de mais utilizadas pelos agricultores, o curso vai abordar técnicas para produzir também mudas de espécies florestais, como andiroba e ipê, que interessam às comunidades.

A capacitação abordará, inclusive, conceitos sobre a combinação de cultivos agrícolas com árvores, chamados de sistemas agroflorestais (SAFs). O cultivo em consórcio aumenta as opções de renda, pois o caixa do produtor tende a estar o tempo todo suprido, ora com a renda de uma espécie, ora de outra. “A introdução de SAFs visa cultivos consorciados para aproveitar mais a área antropizada. Culturas de ciclo curto dão retorno enquanto outra cultura está atingindo a fase de maturação”, afirma o chefe da Unidade Regional do SFB.

Segundo um dos integrantes do Grupo de Trabalho pelo Ipam, Edivan Carvalho, existem ainda outros benefícios. “Esta ação poderá ser um indicativo de alternativas a diversificação e recuperação ambiental de unidades produtivas familiares, além de incentivar a implementação de modelos produtivos que melhorem a geração de renda e alimentos”, afirma. O tema será abordado no curso pela Instituição, que conta com apoio do Projeto BR-163: Floresta, Desenvolvimento e Participação.

Fomento
O curso conta com a participação de um técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira de Itaituba (Ceplac), que nos primeiros dias do curso, vão informar os agricultores, entre outros assuntos, sobre políticas que podem ser acessadas, financiamento e outras possibilidades de auxílio.

“Para nós, trata-se de auxilio essencial para continuidade e sucesso do apoio, as parcerias potencializam o uso de recursos públicos, concentram-se esforços numa mesma direção”, diz Ludke.

Juntos, o SFB, o ICMBio, o Ipam e a Coopamcol vêm trabalhando desde as primeiras atividades que deram origem à atual capacitação em mudas e sementes por meio do Grupo de Trabalho sobre açaí que foi criado e é composto por conselheiros da Flona Itaituba I. Este grupo realizou um diagnóstico participativo e, depois, um plano de ação.

O curso surgiu da demanda das comunidades dentro das discussões dos conselhos consultivos das Florestas Nacionais de Itaituba I, II e Trairão, geridas pelo ICMBio.A capacitação é resultado desses trabalhos e, pelo seu potencial, poderá ser ampliada para outras comunidades ao longo de cerca de 400 km da BR-163 e Transamazônica, nos municípios de Trairão, Itaituba e Rurópolis.

Governo oferece 5.800 bolsas para graduação e pós em diversos países

O Programa Ciência sem Fronteiras abre inscrição na próxima semana para estudantes de graduação nas áreas de ciência e de tecnologia interessados em estudar no exterior. São 5.800 bolsas, distribuídas em universidades da Austrália, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Espanha, Holanda e Portugal. A bolsa pode chegar a até 12 meses de estudos, que serão depois aproveitados pela universidade brasileira de origem do estudante. Para esses países, há possibilidade de cursos de pós-graduação e graduação sanduíche.

Além do domínio da língua e de estar matriculados em curso nas áreas consideradas prioritárias pelo Programa Ciência sem Fronteiras, os candidatos devem ter desempenho acadêmico satisfatório e ter cursado no mínimo 20% e no máximo 90% do currículo previsto. As inscrições começam na quarta-feira, 21, e vão até 30 de abril.

Os editais já podem ser consultados na página do Ciência sem Fronteiras na internet. “Com exceção de Portugal, é a primeira vez que o Brasil está encaminhando estudantes para esses países”, ressalta Geraldo Nunes, coordenador geral de bolsas no exterior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Inglaterra – Há oportunidade de bolsas também para interessados em doutorado no Reino Unido. As inscrições vão até 26 de abril. As universidades de Nottingham e Birmingham oferecem 20 vagas para doutorado pleno e 10 para doutorado sanduíche. O edital já está disponível.

Os projetos de pesquisa de doutorado devem ser em áreas de ciências biomédicas e da saúde; computação e tecnologias da informação; tecnologia aeroespacial; fármacos; produção agrícola sustentável; petróleo, gás e carvão mineral; energias renováveis; biotecnologia; nanotecnologia e novos materiais; biodiversidade e bioprospecção.

Os doutorados nessas instituições diferem da maioria na Inglaterra e têm duração de 36 meses. “Esperamos que esses bolsistas voltem e permaneçam no país por, pelo menos, o mesmo período em que ficaram estudando no exterior com o nosso apoio e contribua com pesquisas em empresas e instituições brasileiras”, o coordenador Geraldo Nunes.

Programa – O Ciência sem Fronteiras é uma iniciativa do governo federal e prevê a concessão de 100 mil bolsas de estudo no exterior em quatro anos. O programa é uma parceria entre os ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio da Capes e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Assessoria de Comunicação Social

CENAP CAPTURA GRUPOS DE CACHORROS-VINAGRE NO MATO GROSSO

Thaís Alves
O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Atibaia (SP), acaba de coordenar expedição à zona rural de Água Boa, no Mato Grosso. A expedição, que teve início em 12 de fevereiro, desenvolveu ações do projeto “Ecologia e estado sanitário do cachorro-vinagre (Speothos venaticus) no Cerrado e na Mata Atlântica: gerando novas informações para um plano de ação efetivo para conservação da espécie no Brasil”.

O projeto é coordenado pelo Cenap e conta com apoio das coordenações gerais de Manejo para a Conservação (CGESP) e de Pesquisa e Monitoramento da Biodiversidade (CGPEQ), da Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (Dibio) do ICMBio. É realizado em parceria com o Instituto Pró-Carnívoros e o Instituto Brasileiro para Medicina da Conservação – Triade, com financiamento da Fundação O Boticário.

Durante a expedição, um grupo de sete cachorros-vinagre (três adultos e quatro filhotes) foi capturado. Num dos adultos, foi colocado um colar GPS e nos outros dois, rádios-colares VHF. Por meio do monitoramento deste grupo, serão coletados dados sobre a espécie, tais como tamanho de área de uso, padrão de utilização do habitat, exposição a doenças e dieta. As informações são essenciais para planejar ações para a conservação da espécie, classificada como vulnerável na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção e uma das espécies de canídeos neotropicais menos conhecidas atualmente.

PANFLETOS – A captura aconteceu após contato realizado por morador da região que relatou ter avistado o grupo. Panfletos com fotos de cachorros-vinagres, descrição de vestígios característicos da espécie e de algumas peculiaridades ecológicas têm sido distribuídos na zona rural de Água Boa, Nova Xavantina e municípios vizinhos. As informações aos moradores já resultaram na captura de dois grupos.

Os animais adultos capturados apresentavam problemas de pele e pelagem sugestivos da ocorrência de sarna sarcóptica, anteriormente diagnosticada em outro grupo monitorado na região. Eles foram tratados por meio da aplicação de antiparasitários. Os filhotes encontravam-se, aparentemente, em boas condições.

Esse estudo dará continuidade a um trabalho iniciado no Cerrado do Mato Grosso. Desde 2004, três grupos de cachorros-vinagre foram acompanhados por radiotelemetria. Os resultados revelaram que os grupos de Speothos na região ocupam áreas extensas (centenas de quilômetros quadrados), utilizam sub-áreas dentro de suas áreas de forma rotativa, têm como base principal da sua dieta o tatu-galinha (Dasypus novemcinctus) e dependem fortemente da vegetação nativa (florestas e cerrado) para a sua sobrevivência.

No entanto, várias questões de ecologia espacial e de demografia ainda estão em aberto como, por exemplo, a forma que ocorre a ocupação do espaço por grupos vizinhos; quando e como ocorre a dispersão de indivíduos jovens do núcleo familiar; a extensão e a mortalidade decorrente das ameaças observadas, como o abate da espécie pelo homem e cães domésticos; a ocorrência de sarna sarcóptica.

Além disso, as pesquisas apontam a necessidade de expandir os conhecimentos ecológicos sobre a espécie para outros biomas, a fim de compreender quais características ecológicas observadas são gerais da espécie e quais são específicas de cada bioma.

ESPÉCIE – O cachorro-vinagre é um canídeo com corpo atarracado, orelhas, pernas e cauda bem curtas e seu peso fica entre 5 kg e 7 kg. A coloração varia entre o marrom claro e o escuro, tendo tonalidade mais clara na cabeça e no pescoço. É uma espécie altamente social, até mesmo com caçada grupal, com um rico repertório de vocalizações, vivendo em grupos familiares pequenos, nos quais apenas o casal dominante reproduz. A espécie é encontrada em áreas de florestas pluviais, deciduais, semideciduais do nível do mar a até 1.500 m de altitude.

Fonte: ICMBio

domingo, 18 de março de 2012

sábado, 17 de março de 2012

OPERAÇÃO COMBATE EXPLORAÇÃO ILEGAL DE CASTANHEIRAS

Thaís Alves

Uma ação conjunta do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) foi realizada no início de março com o objetivo de coibir a exploração ilegal de madeira no entorno da Reserva Biológica Tapirapé, unidade de conservação (UC) situada a 200 km de Marabá, no Pará, e integrante do Mosaico de Carajás, na Floresta Amazônica.

Os agentes de fiscalização aplicaram cerca de R$ 195 mil em multas, apreenderam um caminhão, um trator e 55 metros cúbicos de castanheiras-do-Pará já serradas, o equivalente a dois caminhões cheios. Na ocasião, foram identificados mais de 30 hectares de florestas danificadas pela derrubada ilegal da espécie, que é ameaçada de extinção e protegida por lei contra o corte. Os envolvidos nas derrubadas de castanheiras foram autuados em R$ 5 mil por cada hectare de floresta danificada e tiveram áreas de exploração embargadas.

Comunicação ICMBio

sexta-feira, 16 de março de 2012

FIQUE COM DEUS PROFESSOR AZIZ - A AMAZÔNIA EM LUTO!



por Ronaldo Kotscho

Morre Aziz Ab'Sáber, decano da geografia física no Brasil
DE SÃO PAULO

O professor Aziz Nacib Ab'Sáber, pesquisador da USP e um dos maiores especialistas em geografia física do país, bem como uma voz ativa nos debates sobre biodiversidade e preservação ambiental, morreu na manhã desta sexta-feira, às 10h20, em São Paulo. Ele tinha 87 anos.

A informação foi dada pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), instituição que Ab'Sáber presidiu de 1993 a 1995 e da qual era presidente de honra e conselheiro.
Segundo informações do departamento de geografia da USP, Ab'Sáber morreu em casa. A causa da morte ainda não foi identificada. Não há, por enquanto, informações sobre o velório do geógrafo.

Ab'Sáber nasceu em São Luís do Paraitinga (SP) em 24 de outubro de 1924. Seu pai era libanês.

Ao ler esta notícia no site da Folha de São Paulo, me veio algumas imagens na minha memória
e percebi o quanto vai fazer falta esse meu amigo, para os brasileiros em geral e para os povos da Amazônia.
Fiz algumas matérias com o Professor Aziz e tive a satisfação de ver publicadas muitas fotos no seu livro sobre a Amazônia.
Navegamos juntos por todo o Rio Amazonas e ele ia comentando sobre tudo que aparecia na nossa frente. Conhecia todas as plantas, toda a fauna e principalmente a carência que o povo ribeirinho tinha.
Fez parte da campanha do Lula e participou da Caravana das Águas, e fui testemunha de suas palestras para o futuro presidente.
Depois da eleição ganha, todas as suas brilhantes ideias foram abandonadas e a turma do presidente não ouvia mais as suas analises. Diziam que estava velho demais...
Triste Brasil que não respeita as suas inteligências...
Fique com Deus, brilhante amigo. O céu vai ficar mais bonito!

FEIRA DA CONSTRUÇÃO APRESENTA PRODUTOS SUSTENTÁVEIS COMPLEXOS

A tendência de produtos sustentáveis na cadeia de construção civil está claramente mais forte a cada ano, exigindo muita criatividade dos fabricantes. É o que se nota nos
preparativos para a 20ª Feicon Batimat – Salão Internacional da Construção, que
ocorre de 27 a 31 de março no Anhembi, em São Paulo.
Vários dos 800 expositores da feira, originários de 12 países, investiram em itens sustentáveis do chão ao teto, literalmente. Pisos que imitam madeiras raras, telhas
translúcidas e com madeiramento econômico, tintas e revestimentos especiais,
além de produtos para gestão elétrica, são alguns dos itens de
destaque.

No caso da Revitech, a empresa recria fielmente texturas de árvores nacionais ameaçadas de extinção ou proibidas para comercialização em pisos compostos por 70% de PVC reciclado
pós-consumo, sem uso de madeira de verdade. A linha é fabricada seguindo boas
práticas que contam pontos para a obtenção do LEED (Leadership in Energy and
Environmental Design), certificação sustentável do Green Building Council. A
demanda é tanta que os produtos devem responder por 15% do faturamento da
companhia neste ano.

Madeira também é o foco da Brasilit, cuja telha colonial, sem amianto na composição, utiliza um sistema de madeiramento que permite 25% de economia de matéria-prima. Já as telhas
residenciais translúcidas portuguesas e romanas da Esaf, dependendo da área
total que ocuparem, podem promover um diferente tipo de economia – a elétrica. A
tinta Biotherm, da Biomassa, também, pois reflete quase todo o calor.

O revestimento cerâmico
da Tecnogrés tem alta resistência aos elementos naturais e até mesmo a
pichações, facilmente removidas com água e esponja abrasiva, sendo indicado para
fachadas, muros e paredes externas, mantendo a cor original por mais tempo, o
que aumenta o intervalo entre as manutenções e os gastos resultantes. A
Schneider Electric é outra marca que aposta na sustentabilidade com suas placas,
interruptores e sensores livres de substâncias tóxicas que economizam até 30% de
energia por meio de sistemas de gestão elétrica. Função também dos timers
digitais do DNI-Key West, que possui produtos até para áreas externas, como
luminárias solares.

Economia do lado de fora da casa pode ser obtida inclusive na piscina, por meio do Placalor da Sibrape, que transfere o calor do sol diretamente para a água por meio de tubulações de
polipropileno com classificação “A” em eficiência energética. Vários outros
produtos sustentáveis serão lançados no Brasil na 20ª Feicon Batimat, maior
feira do setor na América Latina, organizada e promovida pela Reed Exhibitions
Alcantara Machado. O público-alvo é formado por arquitetos, engenheiros,
construtores, designers de interiores, incorporadores, revendedores e lojistas.

Mais informações:
FEICON BATIMAT
Data: de
27 a 31 de
Março de 2012
Horário: Terça à sexta das 10h às 19h – Sábado das 9h às
17h
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1.209 -
São Paulo
www.feicon.com.br

Fonte: Brandpress

quinta-feira, 15 de março de 2012

7º Congresso GIFE discute soluções para cidades mais sustentáveis

O 7º Congresso GIFE, que será realizado entre os dias 26 e 30 de março, em São Paulo, no hotel Sheraton, apresenta às cerca de 1000 lideranças nacionais e internacionais participantes uma completa programação sob o tema “Novas Fronteiras do Investimento Social”, para análise e discussão sobre o investimento social no Brasil. Todas as atividades serão lideradas por grandes ícones do setor, tais como Ignacy Sachs, École des hautes études en sciences sociales (Paris), Ana Mercedes Botero, da Fundação Corona Colômbia y Bogotá Cómo Vamos, e Claudia Bustamante – Nueva Región Cómo Vamos (Chile).

Confira, abaixo, a programação específica sobre Cidades Sustentáveis.

Data: 29/03 (quinta-feira)
Horário: 9h – 13h
O papel do investimento social na construção de cidades sustentáveis
Discutir a importância das cidades como o espaço responsável por prover qualidade de vida ao cidadão e a sustentabilidade do planeta. Conhecer e reconhecer novas e tradicionais formas de exercer a cidadania a partir da incidência e do controle das políticas públicas e identificar oportunidades para o investimento social maximizar seus resultados quando orientado para as questões sociais, econômicas, políticas, culturais e ambientais no âmbito das cidades. A sessão será organizada em dois momentos: (1) situar o debate a partir de experiências práticas, apresentando reflexões conceituais acerca do tema; e (2) promover o engajamento político da sociedade civil e do setor empresarial em movimentos por cidades sustentáveis.
Palestrantes:
Parte I – 9h – 11h:
Ignacy Sachs - École des hautes études en sciences sociales (Paris)
Eduardo “Ted” Lago – Nossa São Luiz
Mauricio Broinizi – Nossa São Paulo

Parte II – 11h30 – 13h:
Alejandro Andrés Toscano – IBM (Argentina)
Ana Mercedes Botero – Fundação Corona y Cómo Vamos (Colômbia)
Claudia Bustamante – Nueva Región Cómo Vamos (Chile)
Marcus Fuchs – Avina [mediador]

* Haverá tradução simultânea português-espanhol nesta sessão.

Data: 27/03 (terça-feira)
Horário: 14h – 18h
Local: Sala Matisse

Mudanças Climáticas e Meio Ambiente Urbano – Desafios e Oportunidades - ATIVIDADE PARALELA
Organização responsável: ClimateWorks Foundation (CWF) – Iniciativa Clima América Latina (ICAL)

O tema mudanças climáticas associado à vida urbana é algo novo do ponto de vista de uma abordagem conceitual, embora há tempos já faça parte das nossas vidas. É comum vermos o tema mudanças climáticas relacionado a florestas (desmatamento ou reflorestamento). Considerando o fato que hoje em dia somos uma espécie muito mais urbana do que rural – especialmente no Brasil onde 85% da população vive nas cidades, urge a necessidade de buscarmos práticas mais sustentáveis e uma melhor qualidade de vida nos centros urbanos e, em última instância, pensando em soluções quanto a questão do clima.

Temas para discussão: Tendo como referência para discussão o contexto acima apresentado, este evento tratará dos seguintes assuntos:

Política Climática: (a) o contexto global; (b) o que o Brasil tem feito – mudanças climáticas “como um todo” (florestas e meio urbano); e (c) desafios futuros para o Brasil.
Transportes: (a) como pensar e reorientar o sistema de transportes das cidades favorecendo seus habitantes e o clima do planeta; (b) como uma nova visão de planejamento urbano pode influenciar uma cidade a repensar sua conduta e buscar por soluções mais saudáveis, agradáveis e sustentáveis?; (c) como algumas cidades estão encaminhando este assunto de forma ousada, mas viável?
Resíduos Sólidos: (a) resíduos sólidos e a nova política nacional; e (b) o que está sendo feito e o que precisa ser feito para tratar estes temas de forma responsável e saudável?

Evento aberto e gratuito. Inscrição por e-mail, com nome completo, instituição e endereço eletrônico, no endereço georgia.pessoa@climateworks.org com o assunto “Inscrição GIFE”.


Sobre o Congresso GIFE:
O Congresso GIFE é o principal encontro sobre investimento social do Brasil, realizado desde 2000 a cada dois anos. O evento reúne as principais lideranças de investidores sociais do país, além de dirigentes de organizações da sociedade civil, acadêmicos, consultores e representantes de governos, proporcionando um espaço para aprendizado, relacionamento e troca de experiências entre os diversos atores envolvidos em ações sociais, culturais e ambientais.

As edições passadas aconteceram no Rio de Janeiro (2010), Salvador (2008), Curitiba (2006), São Paulo (2004), Fortaleza (2002) e Vitória (2000), enfatizando a perspectiva nacional do evento.

A escolha dos temas dos congressos sempre foi baseada na missão do GIFE, “de aperfeiçoar e difundir conceitos e práticas do uso de recursos privados para o desenvolvimento do bem comum, contribuindo assim para a promoção do desenvolvimento sustentável do Brasil”, mas também no contexto tanto do país quanto do cenário do ISP, pois como um importante palco de discussões e reflexões, o congresso antecipa tendências e rumos dos investimentos.

A rede GIFE facilita a presença constante de palestrantes e participantes internacionais, o que amplia ainda mais o intercâmbio de informações e referências entre práticas de ISP entre país.
A sétima edição do Congresso GIFE, em 2012, tem patrocínio master da Fundação Bradesco, Fundação Roberto Marinho, Fundação Vale e da Petrobrás.

7º Congresso GIFE
Quando: 26 a 30 de março de 2012
Onde: Hotel Sheraton – Av. das Nações Unidas, 12.559, Brooklin Novo - São Paulo
Inscrições e informações: www.congressogife.org.br

Manejo florestal tende a se fortalecer com demanda por produtos sustentáveis



Foto: Ronaldo Kotscho
Mercado interno, que consome cerca de 80% da madeira produzida na Amazônia, dá sinais de maior preocupação com origem legal. Extração planejada, por meio do manejo, conserva a floresta.

O manejo florestal, que é o uso planejado e sustentável da floresta para obter madeira e produtos como óleos e sementes, tende a ganhar força como estratégia de proteção delas. É o que afirma o diretor do diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel, por ocasião do Dia de Proteção às Florestas, comemorado em 17 de julho.

Segundo Hummel, essa tendência é impulsionada, entre outros fatores, pela exigência crescente de madeira legal, originada do manejo. "O mercado interno, que consome quase 80% da madeira processada na Amazônia, mostra sinais de consumo mais consciente, como a existência de acordos, principalmente no estado de São Paulo, para a obtenção de madeira de fontes legais".

As exportações de madeira, embora representem uma fatia menor do mercado, estimulam a produção legal, pois os principais compradores - que são Estados Unidos e Europa -, exigem comprovação de origem. Em 2009, norte-americanos e europeus importaram em torno de 70% da madeira destinada ao exterior.

POLÍTICAS PÚBLICAS - Ao lado da influência exercida pelo mercado, Hummel destaca as políticas de comando e controle e de fomento ao uso sustentável das florestas desenvolvidas pelo governo federal, entre elas, as concessões florestais, em que a única forma de produção permitida é o manejo. "Existe uma tendência forte da fiscalização, o que inibe a extração ilegal e predatória e favorece o manejo", diz.

Há mais de 1 milhão de hectares de floresta previstos em pré-editais, editais e contratos de concessão florestal federal. Por meio das concessões, empresas, cooperativas e associações têm acesso à floresta para produzir madeira de forma sustentável, em contratos de até 40 anos de duração.

Estimativas do Serviço Florestal mostram que a atividade produtiva sustentável em 10 milhões de hectares de florestas públicas em flonas poderia atender 20% da demanda por madeira tropical. "É necessário disponibilizar mais 20 a 25 milhões de hectares para concessão, de florestas hoje não destinadas, para termos uma economia madeireira sustentável na Amazônia, pois as concessões ordenam a atividade madeireira, combatem o desmatamento e evitam a grilagem", afirma.

Os estados também estão mobilizados para realizar concessões. O Pará concluirá em breve o processo de concessão para uma área de 150 mil hectares e estados como Amapá e Acre se articulam para adotar esse instrumento. Já o manejo feito por comunidades ganhou apoio com o Programa Federal de Manejo Comunitário e Familiar.

Segundo Hummel, o manejo florestal é uma das principais alternativas para manter a floresta em pé frente às pressões exercidas por outras atividades econômicas sobre os biomas, principalmente a Amazônia. "O manejo mostra que floresta pode valer mais em pé. Manejo é um caminho sem volta, associado ao pagamento dos outros serviços que a floresta oferece", diz.

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro

Jovens de comunidades carentes participarão da Rio+20

A inclusão social é uma das marcas que o Comitê Nacional Organizador da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, pretende imprimir ao evento. O comitê vai convidar pelo menos 1 mil jovens de comunidades carentes do Rio de Janeiro para participar de diversos serviços durante o encontro, tanto no Centro de Convenções Riocentro, na zona oeste, local da agenda oficial, quanto nas áreas destinadas a eventos paralelos.
Segundo a coordenação de imprensa da Rio+20, os jovens receberão treinamento em meio ambiente, desenvolvimento sustentável e direitos humanos, além de temas específicos da conferência, como economia verde, erradicação da pobreza e governança global.
Embora não estejam definidas todas as tarefas que os grupos de jovens irão desempenhar na Rio+20, já está certo que eles ajudarão na informação ao público e na acessibilidade aos locais. Serão também um elo entre a organização da conferência e a sociedade. Poderão ainda trabalhar como voluntários, ajudando pessoas portadoras de deficiência na locomoção e acesso aos eventos.
O Comitê Nacional de Organização da Rio+20, o governo do estado e a prefeitura do Rio vão definir quem fará o treinamento da mão de obra e ajudará no planejamento dos serviços. Segundo a coordenação de imprensa, os organizadores estão abertos ao engajamento de entidades que queiram participar da promoção de inclusão social na Rio+20.

Fonte:
Agência Brasil

Escola infantil promove Dia da Troca com Troco

Produtos foram confeccionados pelos alunos

Para incentivar os trabalhos manuais e criar uma consciência social nos alunos, a Materna – Escola Infantil, unidade São Bernardo do Campo, promoverá no dia 21 de outubro (sexta-feira) às 17 horas, o Dia da Troca com Troco.
Neste dia produtos como geleia caseira, brinquedos e objetos artesanais, produzidos pelos alunos na faixa etária até 6 anos, serão disponibilizados para troca. Para adquirir os materiais expostos, os visitantes deverão trocá-los por um brinquedo novo embalado para presente, que será doado para a Creche São Luiz, localizada na rua Miguel Arco e Flexa, 41 – Vila Euclides – São Bernardo do Campo. A entrega será feita pelos próprios alunos.
A unidade São Bernardo está localizada na alameda Dona Tereza Cristina, 225 – Nova Petrópolis.

Sobre a escola: A Materna iniciou suas atividades em São Bernardo do Campo há 14 anos e abriu a segunda unidade em 2007, em Santo André. É associada à Unesco e no início de 2002 foi a primeira escola de Educação Infantil no mundo a receber o título de Junior Mascot, concedido pela Life-Link, uma instituição sueca que promove ações e projetos ligados à Unesco.

A escola recebeu este título em reconhecimento ao trabalho ambiental, às ações voluntárias e às campanhas de arrecadação de alimentos e agasalhos para instituições de caridade de São Bernardo e Santo André. E no início de 2003, a Materna recebeu o selo ISO 14001 - Sistema de Gestão Ambiental, passando a ser a segunda escola infantil no mundo a possuir este selo.

Fonte: Brandpress

quarta-feira, 14 de março de 2012

Novas antenas prometem ampliar a proteção da Amazônia Legal via satélite



A Amazônia Legal terá mecanismos de controle mais efetivos sobre áreas desmatadas e queimadas. A população também usufruirá de um sistema de previsão climática melhor, permitindo a prevenção de catástrofes e a redução dos efeitos de enchentes nos centros urbanos.

O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), órgão do Ministério da Defesa, investiu R$ 8,2 milhões na aquisição de três antenas e demais equipamentos de recepção de dados por satélites, instaladas nos centros de Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Belém (PA). Serão beneficiados os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, além de uma parte de Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

Cada antena tem 2,4 metros de circunferência e está protegida por uma esfera (radome) de proteção de mais de quatro metros. Esse equipamento possibilitará o recebimento diário e em tempo real de imagens de satélites da Administração Nacional Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos (NOAA 15, 16, 17, 18 e 19), da Agência Espacial Europeia (Metop 2) e da Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA), como Terra, Acqua, NPP e NPOESS.

“Com a resolução temporal (frequência de imagens) podemos identificar desmatamentos, repassando essa informação ao órgão parceiro”, explica a coordenadora operacional Jaci Saraiva, do Centro Regional de Belém.

O sistema permite, também, ampliar os dados sobre pressão e umidade do ar, além de determinar tipos, temperaturas e tamanhos de nuvens. “As informações serão utilizadas para a previsão do tempo e estudos climáticos”, ressalta o diretor Técnico do Sipam, Cristiano Cunha. Segundo ele, são captadas características físicas da terra e oceanos, indicações de calor na superfície terrena, medição dos níveis de ozônio e concentração de clorofila.

Precisão

Segundo a coordenadora de Operações do Centro Regional de Porto Velho, Ana Cristina Strava, o processamento, independente das imagens, permitirá aprofundamento e ganho de qualidade em trabalhos já realizados pelo Sipam. “O monitoramento de queimadas e a avaliação do desmatamento em áreas especiais são alguns exemplos”, afirma.

Os dados captados pelas antenas são “traduzidos” por um sistema denominado Terascan, que possibilita a recepção automática, processamento e visualização das informações do satélite para posterior elaboração de produtos. Além disso, todo o monitoramento será disponibilizado às instituições parceiras que utilizam sensoriamento remoto nas áreas ambientais, oceanográficas e meteorológicas.

Com investimento de R$ 1,4 milhão, foram instaladas mais duas antenas exclusivas, nos centros Regional de Manaus e de Coordenação Geral em Brasília (DF). Os equipamentos recepcionam dados dos satélites GOES (11, 12, 13 e 14), compatível com upgrade para GOES-R, que devido às suas características geoestacionárias requerem um receptor fixo (diferente dos demais, que acompanham a passagem dos satélites). Cada antena tem 3,7 metros de circunferência.

De acordo com o meteorologista Renato Senna, do Centro Regional de Manaus, o equipamento possibilita o acesso imediato às imagens de satélite da série GOES sobre a América do Sul em alta resolução.

O software adquirido (LEADS) proporciona uma série de recursos que vão melhorar a interpretação dos sistemas meteorológicos atuantes na região. “Isso facilita o nosso trabalho e acarreta em maior acuidade de previsões de curtíssimo prazo trazendo como consequência mais segurança à população”, ressalta Senna.

Ainda de acordo com o meteorologista, a instalação dos equipamentos implicou em novas rotinas operacionais que permitem a animação de sequências de imagens de satélite e a colocação de "alvos" em pontos específicos que facilitam o monitoramento em tempo contínuo dos sistemas meteorológicos.

Foto: Sipam

O TRIPÉ DA SUSTENTABILIDADE EM BRASÍLIA

Brasília produz diariamente mais oito mil toneladas de lixo domiciliar e comercial, deste total, apenas 2% é reciclado, o restante é descartado em lixões - principalmente no da estrutural.

Para resolver esse problema, o Secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal , Eduardo Brandão, comunicou durante o 1° Seminário sobre Meio Ambiente – Gestão Ambiental e Desenvolvimento Responsável , que a saída é a construção do novo aterro sanitário do DF que será instalado próximo ao setor noroeste de Samambaia.

Segundo o secretário, é preciso transformar todo o panorama do lixo no DF, estruturando a questão no tripé: Responsabilidade social, sustentabilidade e economia. Em relação à questão social, Brandão relatou que a prioridade é construir galpões e transformar os catadores de lixo em agentes de reciclagem. “Temos que tirar os catadores do lixões e das condições subumanas de vida em que operam” disse. O secretário afirmou que irá construir oito galpões para abrigar os recicladores.

O Seminário sobre Meio Ambiente- Gestão Ambiental e Desenvolvimento Responsável é uma realização do Instituto de Gestão Tecnológica, com o patrocínio da Petrobrás. As atividades são gratuitas e estão sendo realizadas nestas terça e quarta-feiras (13 e 14/03), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Fonte: Brandpress

terça-feira, 13 de março de 2012

ANA equipa sete estados com Salas de Situação para prevenção de cheias e secas

A Agência Nacional de Águas (ANA) tem enviado equipamentos para a montagem de Salas de Situação para monitorarem os rios de sete estados: Acre, Bahia, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe. As estações também acompanham o volume de chuvas, o que permite que os profissionais das Salas de Situação cruzem as informações com o nível dos rios e avaliem com antecedência as regiões onde podem ocorrer cheias ou secas, evitando perdas humanas e prejuízos econômicos.

Trechos de importantes rios serão monitorados pelas Salas de Situação no Piauí (Parnaíba, Poti e Uruçuí-Preto), na Paraíba (Piranhas-Açu, Paraibinha e Piancó), em Roraima (Branco, Iacatu e Uraricoera) e em Sergipe (São Francisco, Poxim, Vaza Barris, Capivara, Piauitinga e Cotinguira).

O plano da ANA é cobrir todo o território brasileiro com Salas de Situação estaduais, com o apoio do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden),órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e da Secretaria Nacional de Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração Nacional.

Jaguatirica é filmada em área adotada no Paraná

Registro comprova a conservação da biodiversidade na propriedade



Uma jaguatirica e uma irara foram flagradas, em uma propriedade em Bocaiuva do Sul, Paraná. Os registros foram feitos nos dias 12, 13 e 21 de fevereiro. Há três anos, a propriedade Cerro das Flores faz parte do Programa Desmatamento Evitado (PDE) da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e possui 100 hectares de área adotada. As imagens foram registradas com uma câmera fotográfica acoplada a um sensor capaz de identificar a presença de animais.

A jaguatirica encontra-se ameaçada em toda a sua área de distribuição devido ao desmatamento e à caça para o comércio ilegal de peles. O animal ocupa uma grande variedade de habitats e alimenta-se principalmente de pequenos mamíferos, como roedores e também aves, serpentes, lagartos e até mesmo jovens de veados e porcos-do-mato. De acordo com Denilson Cardoso, coordenador do PDE, essa aparição é importante porque a jaguatirica não é uma espécie comum de ser encontrada. “Isso demonstra que a conservação das áreas pode nos trazer inúmeras surpresas e que a ação de proteção que estamos fazendo é significativa, maior do que conseguimos ver de imediato. Propriedades como essa poderiam servir de grande sitio de pesquisa para universidades”, ressalta.

Além da jaguatirica, a câmera oculta também registrou uma irara na propriedade. Fora da lista de animais ameaçados de extinção no Paraná, a irara (Eira barbara) tem um aspecto semelhante às martas e fuinhas, podendo atingir 60 cm de comprimento, não incluindo a cauda, que sozinha chega a 47 cm. A irara, também conhecida no Brasil de papa-mel, tem corpo esguio, o pescoço alongado e as pernas compridas. Habita as florestas e também os campos. Predominantemente diurna, possui costumes solitários e apresenta grande agilidade, podendo nadar e escalar com facilidade. Tem ampla distribuição e é considerada um dos predadores de médio-porte mais abundantes onde ocorre. O desmatamento é a principal ameaça à espécie.

Programa Desmatamento Evitado

Adaptado do projeto de Adoção de Áreas que teve a sua primeira iniciativa em 2003 com a Posigraf, empresa do Grupo Positivo, o Programa Desmatamento Evitado foi concebido, a partir de 2007, e consiste na adoção de áreas particulares em bom estado de conservação, por meio do repasse financeiro, oriundo de empresas parceiras, aos proprietários dessas áreas, para que mantenham seus esforços de proteção, aliado ao subsídio técnico-científico prestado pela SPVS. Esta foi a maneira encontrada pela SPVS para estimular a preservação de remanescentes de florestas ameaçadas como a Floresta com Araucária, uma formação específica da Mata Atlântica.

O projeto gera resultados ambientais, econômicos e sociais, pois, ao se conservar áreas naturais, mantêm a biodiversidade e os serviços ambientais essenciais para a vida no planeta, fomenta o combate às mudanças climáticas decorrentes de ações antropogênicas, além de contribuir na geração de empregos e na manutenção das famílias nas áreas preservadas.

O PDE também tem a intenção de desenvolver modelos que inspirem a criação de políticas públicas para geração de escala e perenidade para as ações de conservação e apoio aos remanescentes naturais, bem como o intuito de incentivar os proprietários a transformarem as suas propriedades em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), mecanismo para conservação de áreas privadas.

Em 2011, o PDE alcançou resultados expressivos para a conservação da natureza, entre eles a adoção de 1.650 hectares de Floresta com Araucária, distribuídos em sete novas áreas, totalizando 4.100 hectares preservados, em 28 áreas. Destas, seis estão em processo ou já são RPPNs, por meio do apoio do Programa.

Assista aos vídeos:

Jaguatirica - http://youtu.be/ZE5I4uOZ-IM

Irara - http://youtu.be/nfePqO7G5iY

segunda-feira, 12 de março de 2012

CHAPADA DOS VEADEIROS LANÇA VÍDEO DO PATO MERGULHÃO

por Rodrigo Rueda

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em parceria com a empresa Serra da Mesa Transmissora de Energia (SMTE), concessionária da linha de transmissão que sai da Hidroelétrica de Serra da Mesa e que passa próximo ao parque, desenvolveram um vídeo sobre o Pato Mergulhão (Mergus octosetaceus) que ficará em exibição permanente no Centro de Visitantes do parque.

A ideia é contribuir na oferta de informações disponíveis aos visitantes sobre a unidade de conservação (UC) gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e principalmente sobre a conservação da espécie que está criticamente em perigo. De acordo com o Termo de Reciprocidade que será firmado entre o ICMBio e a empresa de energia, está prevista a doação de uma TV e DVD para a exibição do vídeo.

Pato Mergulhão

É uma das aves mais ameaçadas de extinção em toda a região neotropical, sendo a única representante da Tribo Mergini no Hemisfério Sul. Sedentário, altamente territorial e monogâmico, ocorria em baixíssimas densidades em rios límpidos e encachoeirados, cercados por florestas e até 1.300 m de altitude. No período reprodutivo, o topete da fêmea é menor. As vocalizações diferem entre os sexos e os indivíduos respondem à imitação do seu canto. Essas aves ocupam grandes territórios lineares nos rios, com média, de 10 km de comprimento.

É uma espécie tímida e arredia, afastando-se ao menor sinal de perturbação. Vive aos casais ou em pequenos grupos familiares. A reprodução ocorre entre junho e outubro. Nidifica em ocos de árvores. A fêmea coloca até 8 ovos de coloração branco-sujo, que são incubados por ela. Os filhotes, nidífugos, são cuidados pelos pais por cerca de 6 meses. É o único representante da Tribo Mergini em que o macho auxilia no cuidado com os filhotes. Alimenta-se de peixes. Os filhotes consomem pequenos invertebrados, coletados à flor da água. Nas horas mais quentes, costuma dormir sobre as pedras, no meio do rio. É uma espécie exigente com relação à qualidade de seu habitat. Necessita de águas límpidas e não tolera bem a presença humana. (MACHADO et al., 2008)

Em 2006 foi lançado o Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação do Pato Mergulhão. O plano conta com uma série de ações de conservação recomendadas, como a recuperação de habitats degradados, monitoramento de sítios chave com detalhes sobre o número de aves, reprodução, qualidade da água e características do habitat, dentre outras ações. Para saber mais sobre o PAN para Conservação do Pato Mergulhão, clique aqui.
ICMBio
Confira abaixo, o vídeo sobre o Pato Mergulhão.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=gTV_xIdB4r4#!

Em em Paraty, projeto de capacitação digital para artesãos



Por Roberto Andrade
Ninui lança em Paraty projeto de capacitação digital para artesãos
A Ninui inicia neste mês de junho as atividades do Projeto CAICO – Capacitação Digital para Inclusão Comercial – que beneficiará 80 artesãos de comunidades tradicionais de Paraty, formadas por caiçaras, quilombolas, indígenas e caipiras.
O projeto é financiado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e conta com o apoio do Governo do Estado do RJ, do Banco do Brasil e da Prefeitura de Paraty.
O projeto promove a idéia de ajudar os artesãos da região sul-fluminense a vender seus produtos pela internet e surgiu da análise do histórico de dificuldades e limitações que estas comunidades enfrentam para transformar seu trabalho em renda. Após o processo de criação e fabricação de suas peças e adereços, quase todos estes artesãos enfrentam diversas barreiras de logística e de operação comercial.
A Ninui – primeira plataforma brasileira gratuita de negócios – está focada no desenvolvimento de projetos voltados à promoção do comércio justo, apoio ao empreendedorismo e geração de oportunidades de inclusão digital e comercial à população. A empresa tem sede na cidade de Paraty-RJ, de onde coordena vários projetos no Brasil e no exterior, vinculados aos conceitos de responsabilidade social e desenvolvimento sustentável.
O Projeto CAICO terá a duração de 16 meses e beneficiará diretamente 80 artesãos de comunidades caipiras, caiçaras, quilombolas e indígenas da região sul-fluminense. Sua metodologia prevê o desenvolvimento de oficinas voltadas a ensinar os artesãos destas comunidades a montar e manter gratuitamente uma loja própria na internet, através da utilização de recursos de texto, foto e vídeo, técnicas de comunicação e marketing e uso de redes sociais, entre outras.
Visando garantir a qualidade dos conteúdos e metodologias das oficinas de capacitação, a Ninui criou um Comitê de Avaliação permanente do projeto, formado por representantes da sociedade civil, do poder público, do mercado e do terceiro setor. Este comitê fará o acompanhamento permanente das atividades programadas e auxiliará na condução e avaliação do projeto em todas as suas etapas.
As atividades do projeto CAICO serão divididas dentro do seguinte conjunto de conteúdos: Introdução ao programa; Introdução ao comércio eletrônico (Web e Mobile); A loja virtual; Oficina de fotografia; Oficina de vídeo; Oficina de texto; Oficina de e-marketing; Oficina de atendimento ao cliente; Aplicação das técnicas de Texto e e-marketing; Lançamento das lojas; Acompanhamento e apoio pós-lançamento; Encerramento e análise dos resultados.
Como ação de apoio aos artesãos beneficiados pelo Projeto CAICO a Ninui fará o lançamento em outubro deste ano da Casa Ninui Paraty, espaço voltado à capacitação digital e comercial de empreendedores individuais, produção de conteúdos interativos e digitais e comercialização de produtos artesanais das comunidades tradicionais participantes do projeto.
O projeto CAICO contempla ainda em seu conjunto de atividades a criação e operacionalização da Rota do Artesanato, que levará turistas, pesquisadores, estudantes e os próprios artesãos até as comunidades tradicionais participantes do projeto, para que conheçam e vivenciem presencialmente os processos de criação e produção de artesanato em cada uma das comunidades envolvidas.
O projeto CAICO é coordenado pela jornalista Thalita Maiani e tem direção executiva de Karina Rehavia e Roberto Andrade, diretores da Ninui e responsáveis pela implementação dos projetos da empresa no Brasil e no exterior. O Comitê de Avaliação do projeto é coordenado pela professora doutora Mercedes Cywinski.

Serviço Florestal debate, na Itália, relatório de florestas da FAO para 2015


FOTO: Ronaldo Kotscho
Especialistas vão discutir temas que deverão ser incluídos na próxima versão do documento, que funciona como instrumento de análise das florestas no mundo
Representantes de mais de 10 países e de organismos internacionais reúnem-se a partir desta segunda-feira, 12/03, em Ispra, na Itália, para discutir a preparação do próximo relatório mundial sobre florestas feito pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Os relatórios, chamados de Avaliação dos Recursos Florestais Mundiais, ou Global Forest Resources Assessment (FRA), em inglês, são divulgados a cada cinco anos e produzidos com o auxílio de especialistas de diversos países, entre eles o Brasil, que será representado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

A ideia é que o próximo FRA, que será lançado em 2015, aborde questões como a pressão sobre as florestas e sua relação com a demanda por alimentos e combustíveis, por exemplo, e amplie sua capacidade de influenciar políticas, estimular a cooperação multilateral, além de ações para o uso sustentável dos recursos florestais.

“A presença do Brasil permite que participemos da formulação de mudanças e adaptações para o próximo levantamento, antecipando e evitando dificuldades e contribuindo para que as informações a serem produzidas pelo FRA 2015 ganhem em qualidade e sejam apresentadas em formato que possibilite o uso por um público cada vez maior”, afirma o diretor de Pesquisa e Informações Florestais do SFB, Joberto Freitas, que no ano passado foi escolhido para exercer a vice-presidência do Grupo Consultivo do FRA até 2015.

Durante o encontro, será discutido o escopo e o conteúdo do próximo relatório, o processo para coleta das informações e de sua análise. Também será debatido como aprimorar o compartilhamento das informações e das experiências entre os países e as organizações parceiras para aumentar a qualidade dos dados e sua acessibilidade para os diferentes públicos que utilizam o documento.

Participam do encontro representantes da Alemanha, Austrália, Chile, China, Estados Unidos, Finlândia, Índia, Indonésia, Rússia, Senegal e Suíça, além de integrantes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFF) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP).

Brasília discute meio ambiente e gestão sustentável

Árvores de lixo, projeções de animais em extinção, exposições
fotográficas, debates, oficinas, apresentação de projetos e outras
atividades irão marcar o I Seminário de Meio Ambiente Gestão Ambiental
e Desenvolvimento Responsável.

O evento será realizado dias 13 e 14 de março ,no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, sob a coordenação do Instituto de Gestão Tecnológica com
o patrocínio da Petrobrás e o apoio do Governo do Distrito Federal.

Autoridades dos três níveis de governo, estudantes, analistas
ambientais e ativistas do movimento ambientalistas estarão presentes.

Na programção, temas como os 50 anos de preservação do parque Nacional
de Brasília sob a responsabilidade do Instituto Chico Mendes de
Biodiversidade -ICMBIO, Projetos de Sustentabilidade dos Mananciais do
Distrito Federal e Entorno, pela CAESB, Lei Nacional de Regularização
Fundiária e sua aplicação no DF, Elaboração dos Planos Municipais de
Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e o futuros sustentável do
Distrito Federal estarão na pauta.

A abertura do evento ficará a cargo do Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, que apresentará as políticas de meio ambinete do DF.

Programação completa no site: www.institutogt.com.br

Mais informações: ascom.institutogt@gmail.com

Fonte: Brandpress

domingo, 11 de março de 2012

Ibama promove workshop internacional sobre manejo do fogo como ferramenta para a prevenção de incêndios florestais

De 12 a 14 de março, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com o apoio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), promoverá o workshop internacional Manejo do Fogo como Ferramenta para a Prevenção de Incêndios Florestais.
O objetivo do evento é discutir a aplicabilidade do manejo de fogo no cerrado brasileiro, considerando os diversos aspectos dos ecossistemas e paisagens naturais bem como aspectos socioeconômicos de cada região de modo a construir estratégias de manejo e proposta de políticas públicas sobre o tema.
O workshop contará com palestras de pesquisadores e gestores brasileiros com experiência de manejo do fogo no bioma cerrado e palestras sobre as experiências existentes nas savanas de Gana, Malawi, Moçambique, Quênia, República Democrática do Congo, Tanzânia e Zâmbia.
O fogo é um dos fatores determinantes na formação de grande parte das savanas existentes no mundo. Na África, a aplicação de queimadas controladas é uma das ferramentas mais importantes utilizadas na conservação da biodiversidade e na prevenção dos incêndios florestais.
No Brasil, entretanto, predomina a política de exclusão do fogo em todos os ecossistemas, com resultados questionáveis principalmente no cerrado e no pantanal. Um exemplo é o aumento na ocorrência de grandes incêndios de comportamento extremo, com alto poder de destruição e elevados custos de combate nestes biomas.
Apesar dos investimentos existentes em novas tecnologias e de ser considerada uma ferramenta arcaica, que pode resultar em prejuízos ambientais diversos, muitos pesquisadores defendem a utilização do fogo no manejo do cerrado brasileiro, a exemplo do que é realizado com sucesso em diversas partes do mundo.
A utilização criteriosa do manejo do fogo pode auxiliar tanto na diminuição das emissões de CO2,, através da prevenção de grandes incêndios florestais, quanto na conservação da biodiversidade do cerrado, auxiliando no cumprimento da legislação ambiental brasileira, no Plano Nacional de Mudanças do Clima e nos compromissos internacionais firmados pelo Brasil. Sendo assim, o evento ocorre num momento estratégico para o governo brasileiro, que tem buscado discutir políticas de desenvolvimento sustentável.
O evento será realizado no auditório I do Ibama-sede e contará com programação entre 8h e 18h (intervalo de duas horas para almoço).
Para mais informações, entrar em contato com o a equipe de organização:
International Workshop: Fire Management as a Tool to Prevent Forest Wildfires
Prevfogo – Ibama
SCEN, Trecho 2, Brasília/DF, 70818-900, Brasil
telefone: +55 (61) 3316-1857
e-mail: fire.workshop.2012@gmail.com
Prevfogo/Ibama

sábado, 10 de março de 2012

A EXUBERANTE MATA ATLÂNTICA NO LITORAL NORTE SP


FOTO:Ronaldo Kotscho

A Sabedoria que vem do bambu chinês


Por ter raízes profundas, o bambu chinês consegue enfrentar uma tempestade sem se quebrar.

A semente do bambu quando plantada, não desabrocha rapidamente para fora da terra. Ela tem o seu crescimento no subterrâneo durante quatro anos, e fica para fora da terra somente um broto muito pequeno.

Durante esses quatro anos, a raiz cresce e torna-se forte, procura formar um alicerce cada vez mais forte, coloca as raízes na direção onde consiga mais água e substancias que irão fazer com que cresça.

Ao fim do quarto ano, o broto começa a desenvolver-se e é capaz de atingir 25 metros num ano, o mesmo comprimento que têm as suas raízes. Ele torna-se alto, fino e oco por dentro e por causa destas características, consegue enfrentar uma tempestade ao dobrar-se perante os ventos fortes.

Porque falo do bambu chinês?

O ser humano está cada vez mais imediatista e quer que as coisas aconteçam num piscar de olhos como se fosse esfregar a lâmpada maravilhosa de Aladino e tudo aparecer!

O bambu ensina-nos que, para se atingir lugares cada vez mais altos, é preciso primeiro fazer os alicerces buscando a formação, tanto espiritual como profissional, e direcionar as nossas “raízes” para os objetivos.

Podemos aprender também que, assim como a semente do bambu chinês leva quatro anos a criar o seu “alicerce” para depois no quinto ano crescer para o alto, as coisas não acontecem de um dia para o outro, são precisas semanas, meses ou até anos para se ver algum resultado e entender que as oportunidades de sucesso aumentam quando cuidamos bem do “broto do bambu”.

Ao agir assim, o quinto ano chegará e muitos vão dizer que é sorte ou que alguém ajudou. Na verdade as pessoas dizem isto porque não acompanharam o crescimento das “raízes”.

Há mais dois ensinamentos a que devemos prestar atenção!

Primeiro ensinamento: quando digo que o bambu é oco, não estou a querer falar do conteúdo, já que este está nas raízes que demoraram quatro anos para crescer. Oco, no ensinamento do bambu, quer dizer uma pessoa flexível que consegue pensar diferente, livre de rancores e ressentimentos que apenas atrapalham a renovação constante do ser.

O segundo ensinamento é que por o troco ser alto (bem preparado), oco (flexível, sem rancores e ressentimentos) e ter raízes profundas (ter conhecimentos e uma boa conduta ética) o bambu consegue enfrentar uma tempestade sem se quebrar.

Vamos refletir sobre isto com a epígrafe da semana:
Qualquer árvore que queira tocar os céus, precisa ter raízes tão profundas a ponto de tocar os infernos.
(Carl Gustav Jung)
mais informações:
www.harmoniza.com
Texto de:
Maria Luísa Albuquerque
Psicoterapeuta e Hipnoterapeuta

sexta-feira, 9 de março de 2012

Roraima atraí pescadores de fora da região

Nayelen Carvalho

A Fundação Estadual do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia (Femact) afirma que atualmente há 1.260 pescadores esportivos cadastrados

Valorizado pela quantidade de rios e paisagens naturais, o estado de Roraima desperta interesse nos pescadores da região e de outros lugares. Para o governo do estado a mudança da matriz econômica de Roraima passa pelos investimentos no agronegócio e em especial pelo turismo, já que o estado é rico em fontes naturais para o desenvolvimento dessa atividade.
Dados do Departamento de Turismo de Roraima (Detur) mostram que os investimentos do governo em infraestrutura têm contribuído para o desenvolvimento do setor e atraído investidores e que uma das áreas que despertam interesse é a busca pela pesca esportiva.
Um dos lugares prósperos para o investimento da prática da pesca é no extremo-norte do país próximo ao rio Água Boa do Univini até o Rio Branco, local que quase divide o estado de Roraima ao meio. Nesta área pode ser encontrada uma variedade de peixes, inclusive o Tucunaré, que costuma ser a grande atração dos pescadores, pela grande briga que trava.
Nesta região se encontra a principal bacia hidrográfica do estado de Roraima, uma região rica conhecida como Amazônia roraimense, mais lavrada e mais savana é um local com imenso potencial para pesca esportiva.
Apesar da qualidade dos rios e variedade de espécies de peixes existentes na região, contém aproximadamente menos de dez hoteis de selva que exploram a pesca esportiva. Mesmo assim a fama do Tucunaré Açu de Roraima atrai muita gente.
Segundo a Femact, fundação responsável pelas políticas de meio ambiente e recursos hídricos de Roraima, atualmente 1.260 pescadores esportivos são cadastrados e com permissão para a pesca no Estado e que a maior parte vem de longe. A pesca esportiva é uma evolução ecologicamente correta da pesca amadora e o estado de Roraima contem os melhores peixes para a prática.

TRF da 1ª Região assegura concessão florestal em Saracá-Taquera, no Pará

Atuação administrativa do Serviço Florestal Brasileiro foi realizada corretamente, reconheceu o Tribunal
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu que o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) pode continuar com o processo de concessão florestal na Floresta Nacional (Flona) Saracá-Taquera, no Pará.

Em voto aprovado pela Corte Especial por unanimidade, o desembargador Olindo Menezes afirma que a reforma de decisão proferida em março do ano passado, “acarretaria prejuízos ainda maiores para as comunidades locais, que perderiam benefícios concretos com a concessão das unidades de manejo, como oferta de empregos formais e recebimento de investimentos indiretos, para a preservação do meio ambiente”.

O documento diz que a modificação da sentença acarretaria ainda prejuízos para a Administração Pública, “que deixaria de cumprir contratos já assumidos e desperdiçaria todo o trabalho humano e recursos materiais utilizados em estudos, consultas, pesquisas e procedimentos necessários à criação da unidade de conservação e concessão para exploração racional dos seus recursos florestais”.

Agravo
A decisão do TRF responde a um agravo regimental (recurso) interposto pelo Ministério Público Federal contra decisão de março de 2010 do TRF. O MPF solicitava o afastamento de todos os efeitos já implementados e dos atos subsequentes do procedimento licitatório para a concessão na Flona de Saracá-Taquera.

Mas no julgamento ocorrido no ano passado, o Tribunal já havia manifestado que “(...) o procedimento licitatório da concessão na Floresta Nacional de Saracá-Taquera foi precedido de estudos e cautelas que visam a assegurar a preservação dos componentes culturais das comunidades quilombolas (...)” e que, “(...) buscando garantir a integridade dos territórios pleiteados por essas comunidades, as unidades de manejo florestal foram delimitadas respeitando tais limites (...)”.

Concessão
A Flona Saracá-Taquera é a primeira do Pará a receber uma concessão florestal federal. Duas unidades de manejo florestal, que somam cerca de 50 mil hectares, foram licitadas e podem entrar em operação ainda este ano para produzir madeira de forma legal e sustentável, com empregos locais e investimentos para comunidades.

A concessão abrange somente áreas onde existam exclusivamente florestas. Locais onde haja presença humana são automaticamente excluídos da concessão florestal.

Para resguardar os direitos de extrativistas, ribeirinhos, além de comunidades quilombolas que pleiteiam a titulação de áreas, o SFB estabeleceu as unidades de manejo fora desses locais.

Antes de realizar a concessão florestal, o SFB realizou audiências públicas, momento em que a população local é ouvida e tem a oportunidade de colocar suas sugestões e demandas em relação ao processo de concessão, aumentando o seu controle social.

Serviço Florestal e Semace planejam Inventário dos recursos florestais do Ceará

Serviço Florestal e Semace planejam Inventário dos recursos florestais do Ceará Atividades em campo devem começar ainda este ano. Técnicos vão visitar cerca de 350 pontos no Estado
Os recursos florestais do Ceará devem ser mapeados a partir deste ano para um levantamento nacional coordenado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), o Inventário Florestal Nacional (IFN). Milhares de pontos serão avaliados em todo o país.

Em reunião no fim de fevereiro em Fortaleza (CE), uma equipe do SFB e da Superintendência Estadual de Meio Ambiente (Semace) discutiu os detalhes técnicos e de logística que darão suporte à realização do Inventário no estado.

A previsão é de que a primeira etapa do IFN, ou seja, o trabalho de campo, tenha início nos próximos meses. Essa fase compreende a visita a cerca de 350 pontos sistematicamente distribuídos em todo o estado.

Em cada ponto amostral, técnicos vão colher informações sobre altura, diâmetro, espécies, vitalidade e quantidade de árvores lá existentes, por exemplo. Também vão coletar amostras de plantas e solo, e registrar informações sobre a paisagem, como tipos de uso do solo, fragmentação florestal e situação da vegetação remanescente.

O Inventário inclui ainda entrevistas com pessoas que moram num raio de até 2 quilômetros do local de amostragem para saber como usam a vegetação e também para conhecer sua percepção sobre a existência, uso e conservação dos recursos florestais.

O gerente de Informações Florestais do SFB, Daniel Piotto, explica que os resultados do IFN vão embasar a formulação de políticas públicas orientadas ao uso e conservação dos recursos florestais do Ceará. "Com os dados do IFN cada estado poderá estimar seus estoques de carbono, facilitando a implementação de políticas de pagamentos por serviços ambientais", exemplifica.

Além do Ceará, o Serviço Florestal já tem parceria com Sergipe, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul para a realização conjunta do Inventário. O estado de Santa Catarina foi o primeiro a finalizar o IFN, e deve ser seguido pelo Distrito Federal, onde a fase de coleta de dados foi concluída.

quinta-feira, 8 de março de 2012

TAMAR VOLTA A MONITORAR PARQUE MARINHO DE ABROLHOS

Priscila Galvão

O Projeto Tamar, mantido pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha (Tamar), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), retomou neste início de ano o monitoramento de desova de tartarugas marinhas na área do Parque Nacional (Parna) Marinho de Abrolhos, no litoral da Bahia.

Além de fazer o monitoramento das desovas, o plano de trabalho, acertado entre a gestão do parque de Abrolhos e o Centro Tamar, visa também a caracterizar a unidade de conservação marinha como área de alimentação das espécies Caretta caretta (tartaruga-cabeçuda), Chelonia Mydas (tartaruga-verde) e Eretmochelys imbricada (tartaruga-de-pente).

Há poucos dias, monitores ambientais do ICMBio capacitados pelo Tamar registraram no interior do parque o nascimento de filhotes de tartaruga marinha da espécie Cabeçuda. Foram detectadas quinze “subidas” de tartarugas, na Praia das Caldeiros, na Ilha Santa Bárbara. Dessas, no período de 45 dias, eclodiram três ninhos da espécie cabeçuda, com um total de 164 tartarugas nascidas e 135 ovos gorados. Com a ajuda dos monitores ambientais e voluntários, os filhotes foram devolvidos ao mar.

No Parna Marinho dos Abrolhos, além das tartarugas cabeçudas, que usam o arquipélago para desova, ocorrem visitas de tartarugas-verdes, que se deliciam nos bancos de gramas marinhas (Halodule wrightii), e tartarugas-de-pente, que vêm ao arquipélago para se alimentar nos recifes de franja.

Comunicação ICMBio

quarta-feira, 7 de março de 2012

LIVRO TRAZ CEM FOTOS DOS 50 ANOS DO PARQUE DE BRASÍLIA

Será lançado nesta quinta-feira (8), a partir das 19h, no anexo do Museu da República, em Brasília, o livro de fotografias Parque Nacional de Brasília 50 anos. Como o próprio título já diz, a publicação faz parte das comemorações do cinquentenário de criação do parque, uma das unidades de conservação mais atrativas e bem estruturadas do Cerrado. A entrada é franca.

Editado com esmero e impresso em papel de alta qualidade, o livro traz cem fotografias da unidade, algumas históricas, como a construção das piscinas da Água Mineral e imagens da fauna e flora, dos pesquisadores e dos frequentadores do parque.

O projeto, pensado pelo fotógrafo João Paulo Barbosa, contou com a curadoria da fotógrafa Usha Velasco e foi realizado pelo estúdio Boibumbá Design, que assinou a criação gráfica. A parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foi fundamental para a conclusão da obra.

“O livro representa um sonho que vivia dentro de mim há 20 anos”, conta João Paulo, brasiliense que fotografou 60 parques em 20 países pelo mundo. O lançamento do livro foi concretizado com patrocínio da Petrobras. Além das belas fotografias, de autoria de João Paulo, Henry Macário e Olivier Boëls, a publicação traz textos de especialistas e uma reflexão sobre a importância da conservação do Cerrado.

Durante o lançamento, haverá sessão de autógrafos dos autores das fotos e apresentação do vídeo realizado por Cícero Fraga, com trilha sonora original de Luiz Olivieri, que retrata de forma poética o fotógrafo João Paulo em ação, comentando o trabalho desenvolvido durante os últimos dois anos dentro do Parque.

O Cerrado, onde vivem 50% das espécies de aves e 40% dos vertebrados terrestres do Brasil, sofre muita pressão da agropecuária e urbanização. Hoje, apenas 20% do Cerrado estão preservados, sendo que 1,8% encontra-se nos limites do Parque Nacional de Brasília. O ICMBio órgão federal vinculado ao Ministério do Meio Ambiente é responsável pela gestão do Parque Nacional de Brasília e de mais 309 Unidades de Conservação espalhadas por todo o País.

Serviço:

O quê: Lançamento do livro Parque Nacional de Brasília 50 anos e Noite de Autógrafos com exibição de vídeo
Dia: quinta-feira (08/03)
Hora: 19h
Local: Anexo do Museu da República do Conjunto Cultural da República, em Brasília
Entrada franca

Comunicação ICMBio

Os 50 + importantes livros em sustentabilidade

O Instituto Jatobás, em parceria com a Editora Peirópolis, patrocínio da Braskem e, copatrocinio da WWF e da Universidade Paulista - UNIP, lança no dia 12 de março, às 8h30, na Fundação Getúlio Vargas - FGV, a obra Os 50 + importantes livros em sustentabilidade – edição inédita em português do trabalho do autor Wayne Visser e da Universidade de Cambridge. O evento, que visa fazer um paralelo entre as ideias abordadas na publicação e as discussões sobre Economia Verde, contará com a participação de especialistas empresariais, de universidades, do terceiro setor e do poder público.

A obra Os 50 + importantes livros em sustentabilidade é resultado de uma enquete realizada, em 2008, entre líderes seniores e ex-alunos do Cambridge Programme for Sustainability Leadership (CPSL). “Em 2008, o CPSL iniciou um projeto ambicioso: identificar os livros mais influentes sobre sustentabilidade, entrevistar o maior número de autores possível e compilar suas descobertas em uma resenha acessível. Como resultado, temos uma coleção de uma das maiores análises dos desafios globais, sociais, ambientais e éticos com os quais nos deparamos, e as soluções criativas de que necessitamos para com eles lidar”, destaca Polly Courtice, diretora do CPSL, no texto de introdução do livro.

Dentre as entrevistas e biografias dos autores selecionados, estão nomes de destaque como: Aldo Leopold, Rachel Carson, Donella H. Meadows, E.F. Schumacher, Al Gore , Jeffrey Sachs, Max Neef, Peter Senge, John Elkington e o brasileiro RicardoSemler. Pessoas que, segundo Polly, ajudaram a dar forma à agenda de sustentabilidade ao longo dos anos. “Vemos nesses livros, por exemplo, a mudança da ética de conservação de Almanaque de uma região árida (Aldo Leopold) e os primeiros gritos de alerta, como os de Primavera silenciosa (Rachel Carson) e Limites de crescimento (Donella H. Meadows. Dennis L.Meadows, Jorge Rangers e William W. Behrens III), para o surgimento do desenvolvimento sustentável (Nosso futuro comum e Mudando o rumo) e do resultado final tríplice (Canibais com garfo e faca)”, completa Polly.

O livro oferece ao leitor a essência das ideias dos 50 livros mais importantes sobre o planeta, a relação entre seus habitantes, soluções tecnológicas, novas concepções filosóficas empresariais e econômicas, propostas políticas e um programa de reforma internacional, favorecendo a reflexão sobre os caminhos para planejar um mundo mais equilibrado.

O autor Wayne Visser destaca a importância da publicação da obra em português e a inclusão do Brasil na rota de discussões sobre o tema. “Se quisermos efetivamente criar um futuro sustentável (o que até agora não estamos conseguindo fazer), teremos que compartilhar e aplicar em cada país as melhores ideias dos líderes pensadores de todo o mundo. Os desafios são enormes e o tempo curto para resolvê-los. Não podemos nos dar ao luxo de perder tempo e esforços repetindo erros ou reinventando ideias de outros.”

“Estou especialmente feliz que o livro estará disponível em português e será lançado no Brasil. Não só o Brasil tem sido fundamental na evolução conceitual da Sustentabilidade (da original Cúpula da Terra no Rio em 1992 à Rio+20 no próximo ano), mas continua no centro dos desafios globais que ainda enfrentamos”, finaliza Visser.



CAMPANHA “O QUE É SUSTENTABILIDADE?”

O evento de lançamento do livro Os 50 + importantes livros em sustentabilidade faz parte da campanha “O que é sustentabildade?” do Instituto Jatobás e acontece num contexto de crescente discussão sobre o tema, incluindo a conferência Rio+20, resultado de uma grande movimentação mundial para discutir e propor ações para a sustentabilidade. Iniciada em agosto de2011, a campanha visa valorizar e difundir o conceito e mostrar suas várias aplicações.

A ideia é que existem muitas ferramentas e meios para alcançar a sustentabilidade, mas as preocupações são sempre as mesmas: sobrevivência, qualidade de vida e garantia de um futuro para as próximas gerações.

Mais informações no site www.institutojatobas.org.br/sustentabilidade

Apoiam a iniciativa: Universidade de Cambridge, LABIES – Laboratório de Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, PROGESA – Programa de Gestão Estratégica Socioambiental da Universidade de São Paulo, Secretaria do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo, Governo de Minas Gerais, Consulado Britânico, Global Footprint Network, TNC - The Nature Conservancy, Greenovation, Instituto EcoFuturo, Instituto Verdescola, Praça Victor Civita, Instituto Saúde e Sustentabilidade, Instituto EcoAnima, IBGC - Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade - Abraps, Mercado Ético, Palas Athena, Fórum de Líderes, Shift agentes transformadores, Fundação Estadual do Meio Ambiente, ABCDE Ambiente Brasil, Ambientação – educação ambiental em prédios público de MG e Virada Sustentável.

Sobre o Autor

Wayne Visser é fundador e presidente executivo da CSR International, bem como associado sênior do Cambridge Programme for Sustainability Leadership. É escritor/organizador de oito livros, entre os quais seis sobre negócios responsáveis e sustentáveis, como Landmarks for Sustainability (Greenleaf Publishing, 2009), Making a Difference (VDM, 2008) e The A to Z of Corporate Social Responsibility (John Wiley, 2007). Antes de obter o PHD em responsabilidade social corporativa (Universidade Nottingham, Reino Unido), Visser foi diretor de sustentabilidade da KPMG e analista estratégico da Capgemini, na África do Sul. Tem mestrado em ecologia humana pela Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, e fez faculdade de Business Science in Marketing (Universidade de Cape Town, África do Sul).

Visser mora em Cambridge, Reino Unido, e aprecia arte, escrever poesia, passear ao ar livre e viajar pelo continente pátrio, a África. Seu website pessoal é www.waynevisser.com

Fonte: Brandpress

terça-feira, 6 de março de 2012

No outono as plantas exigem mais cuidados


FOTO: Ronaldo Kotscho
Nesta época é interessante trabalhar com paisagismo dentro de casa, com vasos coloridos feitos de resina, que dão um ar sofisticado e moderno para os ambientes.

O outono no Brasil começa em Março, época em que ainda está um pouco quente. Aos poucos as temperaturas começam a cair na maioria dos estados, e as folhas de algumas espécies de árvores amarelam e até caem. As plantas começam a entrar em estágio de hibernação. Durante essa estação, as flores e árvores se alimentam, pois no inverno, entram em estado de ‘dormência’. Por essa razão, é necessário tomar alguns cuidados com as plantas que estão sendo compradas nesse período.

De acordo com a paisagista Daniela Sedo, é justamente no outono que as plantas se resguardam de energia, para que na primavera elas floresçam, frutifiquem e se mantenham bonitas durante muito tempo. “O cuidado com a escolha das plantas é o fundamental”.
“O que acontece é que muitos acabam optando, para a montagem de um projeto de jardim de outono-inverno, por plantas tropicais, como por exemplo: Heliconias, Bananeira entre outras. Esses tipos de plantas queimam e ressecam durante o inverno.”, explica a especialista.

“Nessa temporada é um ótimo momento para procurar por plantas que tenham um estilo mais clássico com flores miudinhas, como Pinheiro, Buchinho, Azaléia, Peperomia, Mini Antúrio entre outras – todas essas espécies vão florescer durante o inverno e começo da primavera.”, explica Sedo.

Durante o inverno, a manutenção do jardim deve ser reduzida, pois a evaporação da água será feita mais devagar, por falta de calor. “No outono existe o dobro de cuidado com as plantas, a adubação deve ser feita com muito rigor, e as plantas exigem muita água, para que possam aproveitar ao máximo todos os nutrientes.”, explica Daniela.

No outono-inverno é interessante trabalhar com paisagismo dentro de casa, com vasos coloridos feitos de resina – que dão um ar sofisticado e moderno para os ambientes. “O mais importante é cuidar bem das espécies nesse período, para que na primavera-verão as flores estejam lindas e floridas.”, finaliza a paisagista, Daniela Sedo.

Mais informações em: www.danielasedo.com.br

AS ERVAS DANINHAS - PARA REFLETIR...

AS ERVAS DANINHAS

Luciano Pires*

Comentando sobre as ervas daninhas que tomavam conta de um gramado, meu cunhado me conta que contratou um sujeito para fazer o serviço de jardinagem em sua chácara. Combinou o preço e quando falou a palavra mágica “enxada”, derrubou o disjuntor do rapaz.

- Enxada? Não. Não pego em enxada!

Como assim? E vai arrancar as ervas daninhas de que jeito?

- Passo a máquina e pronto! Não pego em enxada...

Com a máquina ele apararia a grama e as ervas daninhas, que cresceriam rapidamente, pois não foram arrancadas pela raiz naquele trabalho manual que exige paciência. Meu cunhado dispensou os serviços do sujeito.

Essa história me lembra que em 2002 meu avô e minha avó, seu Duarte e dona Dora, sobre os quais já escrevi anteriormente, comemoraram suas “bodas de brilhante”: 75 anos de casados. Setenta e cinco anos! Quando eles se casaram, em 1927, meu avô tinha 24 anos e minha avó 17. Moravam em Bauru, uma cidadezinha minúscula, distante astronômicos300 quilômetrosda capital, São Paulo. Ele faleceu, aos 102 anos de idade, deixando uma família numerosa e uma reputação que muito me orgulha. Seu Duarte fez de tudo na vida, de padeiro a dono de madeireira, inclusive Presidente da Beneficência Portuguesa de Bauru, um dos mais prestigiados hospitais da cidade, que ele ajudou a construir e manter. Meu avô não ficou rico, mas juntou o suficiente para educar quatro filhos, ajudar na educação de netos e bisnetos, cobrir as despesas da velhice e deixar um bom patrimônio para a família. Detalhe: ele veio de Portugal para o Brasil em 1915, com 12 anos de idade, acompanhando um primo um pouquinho mais velho. Chegou com uma mão na frente e outra atrás para se hospedar na casa de amigos e tentar uma vida melhor que aquela que a região rural de Portugal poderia proporcionar. Ah, e como pegou na enxada...

Observar hoje a trajetória de vida do Seu Duarte equivale a ler um texto sobre ficção científica, daqueles que contam uma aventura de seres de outro planeta. Como assim, sair do nada, com 12 anos de idade, para construir um patrimônio só com a força de seu trabalho? Isso existe?

Existia, e acho que ainda existe. Mas não faz mais parte do repertório.

Parece que a perspectiva de construir as coisas com um tijolinho de cada vez, dando tempo ao tempo, pacientemente, foi atropelada pela sociedade apressada. A tecnologia nos ajuda a imaginar que temos que dar certo hoje. Quero meu cargo de chefia hoje, meu salário bom hoje, meu carro novo hoje, meu apartamento hoje. Tenho pressa! E pra fazer com pressa, não dá tempo de planejar ou refletir muito. Ou você é um visionário ou tem um lance de sorte ou usa qualquer caminho. Inclusive aqueles impróprios...

Combinar pressa com reflexão filosófica, com valores morais, com paciência e com persistência é muito complicado, especialmente quando o seu vizinho ali ao lado parece progredir mais rápido que você.

Não se fazem mais “seus Duartes” como antigamente. Não se imagina um casamento de 75 anos. Não se pega mais na enxada. Temos pressa.

Por isso a erva daninha cresce.

*Luciano Pires é empresário, escritor e atualmente dirige a fertilizadora cultural Café Brasil.

Fonte: Brandpress

Paisagem verdejante encanta quem vai ao Horto de Maruípe em Vitória (ES)


Carlos Antolini
foto:Carlos Antolini

O Parque Municipal Horto de Maruípe é um belo cenário, recoberto pelo verde e colorido pelas flores. As águas de uma nascente descem das encostas, formando lagos e um córrego cheio de curvas. Aves e peixes ajudam a entreter quem transita por ali, reforçando, ao mesmo tempo, a proximidade dos visitantes com a natureza.

O parque, que se estende por cerca de 50 mil metros quadrados, é uma das áreas verdes mais antigas da Capital. Destaca-se o corredor formado pelas palmeiras imperiais. O local foi inaugurado em outubro de 1995 e é adequado para caminhadas, além de possuir quadra de futsal e de futebol de areia, uma Academia Popular e uma Academia Popular da Pessoa Idosa. O Horto de Maruípe possui sinal de internet livre do Vitória Digital.

Acesso

O parque fica na avenida Maruípe, próximo ao Quartel da Polícia Militar, em Maruípe.

Telefone: (27) 3382-6593 (administração).
Horário de funcionamento: segunda, das 5 às 9 horas e das 17 às 22 horas. Terça a domingo, das 5 às 22 horas.

Fonte: PMV

segunda-feira, 5 de março de 2012

Estado de Roraima vai receber cidade Modelo do projeto eco cidade

Nayelen Carvalho
Governador José de Anchieta Júnior (PSDB) e o astronauta Marcos Pontes, responsável pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), assinaram na quinta-feira (1º/03), um termo de cooperação para o Projeto Ecocidade em Roraima, uma iniciativa da Unido.
O projeto tem como objetivo transformar Boa Vista em uma cidade modelo para o Brasil, onde seus habitantes poderão contar com qualidade de vida e desenvolvimento sustentável. O ideal é proporcionar significativas melhoras nos setores de energia, distribuição de água potável, saneamento, mobilidade urbana, meio ambiente, produção, geração de emprego e outros.
Para Anchieta, o projeto deve seguir em ritmo acelerado para que em julho, deste ano, na realização do encontro Rio 2020 sobre o meio ambiente, o estado se apresente como uma referência na área de desenvolvimento sustentável. Para isso, o governador vai buscar a parceria do governo federal, Ministério das Cidades e consolidar participação no Projeto Minha Casa Minha Vida, proporcionando áreas para a construção de moradias.
O plano de fazer uma cidade modelo é uma realidade positiva no mundo. Já existe na cidade de Masdar, em Abu Dabi, em Tianjin, na China, em Songdo, na Coréia do Sul e em Plan It Valley, Portugal. O diferencial é que em Roraima poderá ser chamada de Ecoestado, já que a cidade de Boa Vista será tomada como base, estendendo o desenvolvimento para as demais cidades do interior.

ECO Business realiza ações com Universidades em prol da sustentabilidade

A 5º edição do Congresso e Feira ECO Business que acontece de 14 a 16 de agosto de 2012 no Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo, está realizando uma ação conjunta com universidades de todo país para a divulgação de trabalhos universitários que tenham o tema sustentabilidade.

Para isso, a ECO Business solicitou que cada universidade inscreva dois trabalhos selecionados entre as ideias desenvolvidas no âmbito acadêmico que envolvam o tema sustentabilidade para ser apresentado na Galeria de Painéis Universitários. O Congresso disponibilizará um local específico e a montagem para colocação do trabalho em forma de pôster.

A parceria visa incentivar a participação dos alunos no projeto e fomentar a divulgação do evento junto aos estudantes.

ECO BUSINESS

Com o tema “O desafio da gestão sustentável – do mito à realidade”, a Eco Business tem como objetivo mostrar que mais do que necessário, é possível praticar ações que contribuam concretamente para um desenvolvimento mais

equilibrado com resultados visíveis no dia a dia das empresas e escolas, bem como na rotina pessoal.

Assim, o Congresso vai contar com a participação de importantes nomes que vão discorrer sobre temas e cases de alto interesse para a cadeia produtiva brasileira.

O evento também visa identificar projetos de relevância que gerem naturalmente resultados para novos produtos, processos ou serviços para um desenvolvimento mais sustentável e coerente além de incentivar a adoção de uma mentalidade mais sustentável.

ECO Business 2012

Data: 14 a 16 de agosto de 2012

Horário: das 10 às 20 h

Centro de Convenções Imigrantes – Pavilhão Canelinha

Endereço: Rodovia dos Imigrantes km 1,5

Interessados em apresentar projetos ou obter informações sobre a feira devem entrar em contato com a Mastran Fairs no fone: 11.33710901 ou através da área de contato do site www.ecobusiness.net.br